Up To No Good
7 Conhecendo-se Melhor
Notas iniciais
Charlotte segurou firme no peito do rapaz quando percebeu que eles iam mesmo levantar voo. Ela ainda não entendia porque ele a estava levando para “um lugar bem legal”, mas não pretendia perguntar nada, pois isso poderia desconcentrá-lo da liderança do voo. Só Deus sabe se ele é bom nisso… Eu que não vou morrer tentando descobrir. Eles sobrevoaram a floresta e depois o castelo por alguns minutos dando a Charlotte a melhor visão possível de Hogwarts. Após esse pequeno passeio, eles desceram no telhado do castelo e se olharam por alguns instantes. Confusa, Charlotte tentou quebrar o silêncio. — Mas o que você quer comigo? Por que me trouxe aqui? — Ele deu novamente o mesmo sorriso adorável de antes. — Todos falam tantas coisas de você. Mas de perto você não é tão assustadora. Provavelmente só finge ser má pra afastar todo mundo, mas por quê? — Charlotte detestou o comentário e respondeu com raiva. — Como ousa falar assim comigo? Você sabe quem eu sou? Sabe quem é meu pai? Vou te dar uma lição! — Ele a olhou com ironia. — Vai mesmo, é? Como? A sua varinha ficou lá no chão e uma aluna do quinto ano não sabe fazer feitiços com as mãos muito bons, mesmo sendo uma garota curiosa como você. — Essa frase fez baixar toda a guarda de Charlotte. Ele é um idiota como os outros, só que inteligente.
– O que quer comigo? — perguntou a menina rangendo os dentes. Dessa vez ele não sorriu, apenas respondeu com seriedade. — Eu notei que você fica olhando pra mim às vezes. Inclusive me seguiu naquele dia depois do jogo só pra saber o que eu estava fazendo... Seu namorado Scorpius não deve gostar disso, mas a culpa não é minha. — Ótimo, dei um motivo pra ele e os irmãos me perturbaram ainda mais.– Então eu presumo que você queira me conhecer. Prazer, Fred Weasley II. A seu dispor. — Ele estendeu a mão para cumprimentá-la e ela, obviamente, não respondeu com a mesma educação. — Na verdade, nós já nos conhecemos. Talvez você tenha percebido que eu sou o apanhador da Grifinória que aperta sua mão antes de todo jogo contra a Sonserina. Pelo menos apertava no seu terceiro ano, quando você era titular… Aliás, eu devo a última taça das casas a você sendo reserva. Eu tive que me ausentar ano passado, mas vi cada jogo e admito que ficou muito mais fácil sem você lá. Então obrigado por enfeitiçar o meu primo. — Ele riu, mas ela ficou séria. Parecia uma daquelas piadas péssimas de sua mãe.
– Errr, você não é muito de papo, né? Eu gosto de garotas assim, focadas na ação. — Ele deu um passo a frente e seu rosto ficou praticamente colado no dela, que o observava em pânico, e falou sussurrando. — Então, agora que a gente se conhece bem, creio que vai falar comigo quando me vê ao invés de ficar só olhando, né? — Eles se olharam por alguns segundos em silêncio com os narizes quase se tocando. — Então… Vamos voltar? Senão eu vou preso, você ainda é menor de idade. — Antes que ele tivesse uma reação, ela se apressou e montou no hipogrifo primeiro. — Você dirige? Uma aluna do quinto ano? Não sei se confio… — Ela o fitou com um ar desafio no olhar. — Ou sobe ou vai ficar sozinho no telhado. — Ele subiu e se segurou na cintura da menina. Ela estranhou, mas aquele dia já estava tão anormal que permitir aquilo não mudaria muito. Até porque ele era lindo demais, isso não seria sacrifício. Cinco segundos depois o hipogrifo voava mais rápido que nunca sob a liderança de Charlotte e o rapaz nas suas costas gritava de excitação por causa da montanha russa que ela o proporcionara.
Meu Deus... O que meu pai vai pensar se descobrir?
Fale com o autor