Notas iniciais
Hey gente, tudo bem? Nem sei como começar a pedir desculpas pelo grande sumiço, odeio sumir daqui, me faz tão bem postar as fics, mas quando você fica cheia de coisas para fazer, dá nisso né? HAHA’ É o seguinte; o meu curso ficou, tipo, 100 vezes mais difícil esse semestre e tive que me dedicar muito a ele, e não consegui manter a minha rotina de arrumar os capítulos (a única coisa que continuamos fazendo foi escrever, isso sempre, produzindo muito conteúdo legal :3 ), mas arrumar os capítulos que é bom, fiquei bem “sem tempo”. Não consegui organizar tudo. E para o final de novembro e todo o dezembro fiquei em função de mudança, então foi um caos, dai essa semana, segunda dia 26, eu peguei e comecei a arrumar os capítulos e agora sim, voltei e organizei minha rotina o/ Agora tudo está certinha, voltaremos a ter capítulos novos e frescos de 15 em 15 dias, porque creio que agora tudo se organizou. A gente nunca diz com certeza porque nada é certo, não é mesmo? HAHA’ Pelo menos até começo de março minha rotina tá feita, quando o curso voltar (Esse é meu ultimo semestre :/ ) creio que a rotina irá se encaixar também, fiz ela para dar certo... mas até lá a gente vai conversando. O importante é que voltamos o/ Outras explicações; Ultimo capítulo da Destiny – Ele ficou bem grandinho e vou começar a revisa-lo nessa semana, então assim que tiver bonitinho, a Priscila vai posta-lo, ok? Ultimo capítulo da New Feelings – Nós tínhamos o final, como já falei lá na fic para vocês, porém resolvemos muda-lo e agora vamos fazer um “grande” capítulo final, não começamos ainda e ainda não temos data. Estamos muito focadas em Naruto agora e não podemos perder o timing das ideias. Naruto – Sim, estamos produzindo MUITO conteúdo legal de Naruto, mas vamos deixar esse conteúdo para ser postado no Spirit, não postamos tudo ainda, tem três OS postadas lá, então se interessar a vocês, aqui o link: O novo legado dos Uchiha (tem também aqui no Nyah) : https://spiritfanfics.com/historia/o-novo-legado-dos-uchiha-6303392 Novos Olhos: https://spiritfanfics.com/historia/novos-olhos-6527496 A Princesa e o Sapo: https://spiritfanfics.com/historia/a-princesa-e-o-sapo-7004868 Liberty Segunda Versão – Ela está bem parada, mas voltaremos com ela em breve. Bem, acho que era isso de explicação... Vamos agora para os capítulos ☺

Through the wire, through the wire, through the wire

I'm watching her dance, dress is catching the light

In her eyes there's no lies, no lies

There's no question, she's not in a disguise

*****

POV Elijah.

Entrei na sala e sorri; mais um ano começando, mal podia esperar para ver meus alunos, opa alunas. Deixa eu me apresentar; sou Elijah Mikaelson, professor de uma das grades no curso de direito aqui em Yale. Cheguei a ser advogado por um tempo, mas descobri que gostava muito mais de dar aula, que foi minha opção. Não demorou até a turma entrar e logo observei eles, e meu olhar parou em uma garota morena e linda.

POV Tatia.

Eu não sou o tipo de garota tímida e nem atirada; sou normal. As vezes me pego pensando se não devia escolher um lado, mas não consigo. Eu sou tímida com garotos, tenho uma trava absurda. Acho que vou morrer solteira. Vou fazer vinte anos em duas semanas e nunca beijei. Sim, eu sou BV, mas fazer o que? Eu entro em ataque de pânico só de pensar nisso. Minhas amigas não sabem disso, claro, morreria de vergonha de contar, mas acho que estranham eu nunca falar nada do assunto ou ter namorado. Eu também sou do tipo de garota que AMA jeans e moletom no inverno e legging e blusa no verão. Sou prática, não gosto muito de shorts, saias e vestidos como as garotas daqui. Se bem que a maioria é só para mostrar o corpo. Não acho que tenha o corpo feio, ele é bem bonito eu acho, afinal me vejo todos os dias no banho, mas não sinto necessidade de ficar me exibindo por ai. Hoje era o primeiro dia de aula em Yale! Sim, eu entrei em Yale! Uma das melhores faculdades do mundo, nem acredito. Ia fazer Direito e estava muito ansiosa por isso. Como o dia estava fresquinho hoje, vestia uma legging, all star, uma blusa de verão normal, cabelo preso em um rabo de cavalo e sem maquiagem. Dormi mais que a cama e não tive tempo de fazer nada. Já Rebekah parecia arrumar tempo para tudo. Ela é minha amiga e colega de quarto.

— O que houve?- Rebekah perguntou.

— Como assim?- Perguntei.

— Você está com a cara lavada.- Ela disse.

— E dai?- Perguntei.

— Parece que acordou agora.- Ela disse.

— Eu acordei. Esqueci do despertador e você não me acordou, muito obrigada.- Me sentei em uma classe.

— Você estava apagada.- Ele disse.

Suspirei.- Esquece isso.

— Já viu o professor?- Ela perguntou.

Olhei.- Vi.

— É meu irmão.- Ela disse.

— Sério?- Questionei.

— Sim, mais velho.- Ela disse.

— Legal.- Disse.

— Sim, mais duvido ele me facilitar.- Ela disse.

— Ainda bem né? Você precisa aprender para ser uma boa advogada.- Disse.

— Eu sei, mas uma ajuda vai bem.- Ela disse.

— Se você diz.- Disse.

— Ele não é lindo?- Ela questionou.

Olhei o irmão dela.- Bem, creio que faça parte do gosto de várias mulheres.

— Que isso Tatia, ele é lindo.- Ela disse.

— Não estou dizendo ao contrário.- Disse.

POV Misto. (Elijah e Tatia.)

Observei e cacete, ela estava conversando com a Rebekah! Cheguei até elas.- Bom dia.

— Bom dia.- Disse.

— Bom dia Elijah, essa é minha amiga Tatia.- Ela disse.

— Prazer.- Disse.

— Oi.- Disse.

— Prontas para a aula?- Perguntei.

— Pega leve.- Ela disse.

— Sim.- Disse.

— Vou tentar.- Sorri e ela era linda demais.

Sorri e comecei a aula, mas sempre o meu olhar voltava a ela; ela era tão linda e pelo que pude ver um corpo maravilhoso. Será que ela iria querer algo comigo? O que? Não tenho esse problema com alunas, na verdade a cada ano pego uma nova e esse ano Tatia era uma forte candidata.

POV Tatia.

A aula correu tudo bem e quando acabou, juntei minhas coisas e fui pegar um café antes da próxima.

Ele sentou ao meu lado.- Oi.

Quase me afoguei com o café, mas consegui disfarçar.- Quem é você?

— Sou Stefan, estou na mesma turma que você.- Ele disse.

— Está? Oh, hey Stefan.- Disse meio sem jeito.

— Tudo bem?- Ele perguntou.

— Sim e você?- Questionei.

— Também. Gostou do professor?- Ele perguntou.

— Sim, ele é muito bom.- Disse.

— Você é daqui mesmo?- Ele perguntou.

— New Haven? Não, sou de NY.- Disse.

— Cidade grande, legal.- Ele disse.

Sorri envergonhada.- Acho que sim.

— É melhor que chegar e dizer que é de uma cidade pequena.- Ele disse.

— New Haven não é tão pequena.- Disse.

— Eu não sou daqui, sou da Virginia.- Ele disse.

— Que lugar da Virginia?- Perguntei.

— É uma cidade pequena, Mystic Falls.- Ele disse.

— Não conheço.- Disse.

— Normal.- Ele disse.

Sorri. Ele é legal, pelo menos de primeira impressão.- Mas deve ser legal.

— Tem suas partes boas.- Ele disse.

— Imagino.- Disse.

Tocou o sinal.

— Bem, tem aula onde agora?- Ele perguntou.

— No campus 2.- Disse.

— E vou para o bloco 4, então temos que nos separar.- Ele disse.

— Sim. Até mais Stefan.- Disse.

— Até Tatia.- Ele sorriu e saiu.

Sorri. Abasteci meu café, comprei balas e chicletes e fui para a minha aula.

*****

With no way out and a long way down

Everybody needs someone around

But I can't hold you too close now

Through the wire, through the wire

*****

POV Misto. (Elijah e Tatia.)

Passei o dia entre os alunos, mas aquela garota não me saia da cabeça. A noite no caminho para casa peguei um caminho conhecido, estava ansioso por aquilo e encontrei logo o que queria; uma mulher para transar. Sim, eu ia nessas casas por causa das minha necessidades. O povo diz que sou viciado, mas acho um exagero. Só porque quero transar sempre, se possível todo dia... Bem, a noite foi satisfatória, ainda mais para um inicio de semana. No decorrer da semana vi a menina pelos corredores algumas vezes e isso me atiçava por ela. Na sexta finalmente ela voltou a minha sala e eu fiz uma aula bem dinâmica. No final pedi para falar com ela.

— Sim?- Perguntei.

— Você já tinha participado de debates?- Perguntei.

— No colégio.- Disse.

— Você foi muito bem.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— O que não é comum para uma segunda aula. Qual seguimento vai querer?- Questionei.

— Eu quero ser juíza ou promotora, mas gosto muito de criminal.- Disse.

— Pensa alto, isso é bom.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Isso é bom.- Sorri.- Gosto de trabalhar com gente assim.

— Obrigada.- Disse.

— Mal posso esperar para saber seus outros talentos.- Disse a olhando.

— Outros?- Questionei.

— Sim; defesa de tese, investigação, percepção...- Mentira.

— Ah sim.- Disse.

— Espero que não tenha ninguém para atrapalhar sua concentração.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— As garotas aqui tendem a perder o foco por causa dos garotos.- Disse.

— Eu não tenho namorado e se tivesse não perderia o foco. Sei me organizar.- Disse.

Ela não tinha, perfeito.- Espero, já perdi boas alunas assim.

— Bem, eu tenho que ir professor. Algo quente e sexy me espera no meu quarto.- Disse.

— Quente e sexy?- Questionei.

— Meus cobertores, doces, pipoca e Netflix.- Disse.

Ri.- Que combinação.

— Sim... Nossa, eu devia chamar o Stefan, ele disse que vê Shadowhunters.- Peguei meu celular.- Desculpe, eu penso alto.

— Quem é Stefan?- Não mesmo que alguém vai sair a minha frente.

— Um amigo, meio que isso. Estou tentando ser mais adepta a amizade com meninos.- Disse.

— Não o tinha antes?- Isso de certa forma seria bom para mim, não teria um monte de amigos perturbando ela.

— Não.- Disse.

— Você é um caso curioso Tatia.- Disse.

— Eu sei. Até amanha professor.- Sorri e sai.

POV Elijah.

Se ela tinha toda essa coisa com proximidade, seria ela virgem? Ah não, estou pensando demais. Terminei de arrumar minhas coisas, fui em casa (moro sozinho) e sai para meu lugar favorito. Paguei e entrei. Logo fui recepcionado pela minha favorita.- Liv.- Sorri.

Ela sorriu.- Elijah.

— Onde estava? Não tenho te visto esses dias.- Disse.

— Fiquei ocupada.- Ela disse.

— Então espero que esteja livre hoje.- Disse.

— Estou sim.- Ela disse.

— Ótimo.- Tomei da cerveja. Vi algumas garotas dançando e imaginei Tatia seminua para mim.

— E você continua no mesmo pique?- Ela perguntou.

— Com certeza, ainda mais agora; ano letivo voltando.- Disse.

— E isso influencia?- Ela perguntou.

— Claro que sim.- Disse.

— E porque?- Ela perguntou.

— Imagine um cara como eu numa sala o dia todo com garotas lindas? E muitas com essas roupas provocantes que elas usam.- Disse.

— Coitadas.- Ela disse.

— O que?- Perguntei.

— Você excitado em aula.- Ela riu.- Sua mulher vai ter trabalho quando você casar, bem, talvez você ainda precise vir aqui quando isso acontecer.

— Eu me casar? Muito difícil.- Disse.

— Que bom. Assim não perdemos cliente.- Ela disse.

— Pode ficar tranquila quanto a isso.- Sorri para ela.

Ela sorriu de volta.

Bebi mais um pouco, teve um show de dança e depois subimos.

— Quer o que hoje?- Ela perguntou.

A puxei para mim.- Pacote completo.

Ela pegou no meu membro sobre a calça, acariciando ali.- Estou vendo que você está bem animado hoje.

— Eu disse que senti a sua falta.- Disse já indo beijar o pescoço dela e pegando nos peitos.

Ela sorriu, abrindo a minha calça.- Estou vendo.

Soltei o sutiã fácil e fui com a boca ali. Ah, adorava peitos assim; nem grandes demais nem os pequenos.

Ela suspirou e me fez deitar na cama, subindo em cima de mim. Ela começou a abrir a minha camisa.

— Sempre com mãos ágeis.- Disse.

— Bem, é o meu trabalho.- Ela disse.

Peguei nos peitos dela e com a outra mão na coxa, a apertando.

Ela terminou de tirar a minha calça junto com a cueca, e se abaixou um pouco, começando a colocar meu membro na boca.

Gemi e enfiei minha mão pelos cabelos dela. Era tão gostoso ter ela assim. A olhei fazendo e pensei logo em Tatia, precisava ter logo aquela menina.

Ela continuou fazendo enquanto me olhava.

Ali não precisava me conter em nada. Após ela me deixar doido assim, a virei, coloquei a camisinha e entrei nela. Era a melhor parte, ela era minha e eu a possuía. Será que não percebia o quanto isso era bom?

Ela gemeu e suspirou.

Segurei as mãos dela e não aliviava nas estocadas. A sentia em volta de mim, tão úmida e gostosa. Ah, era aquela sensação que eu tanto procurava e esperava para ter dos os dias.

Ela sorriu.- Você continua mesmo no pique. Você tem ótimos genes.

— Eu sei, espero por isso o dia todo.- Ia mais fundo nela.

— Eu imagino que sim.- Ela disse.

Sorri e sai dela.- Vira.

Ela virou.

Botei as mãos dela na cabeceira da cama e voltei a entrar nela. Agora podia pegar melhor naquela bunda, apertar e dar tapas.

Ela gemeu, mexendo o quadril no ritmo dele.

Cravei minhas mãos na cintura dela e estoquei nela até que eu gozasse. Essa noite foi muito boa e durante o fim de semana, graças a internet, descobri várias coisas que a Tatia gostava. Sim, a partir de segunda a tentaria até que fosse minha. E no dia esperado, eu era a primeira aula dela, então estava mais que disposto.

*****

What a feeling to be right here beside you now

Holding you in my arms

When the air ran out and we both started running wild

The sky fell down

But you've got stars, they're in your eyes

And I've got something missing tonight

What a feeling to be a king beside you, somehow

I wish I could be there now

*****

POV Misto. (Elijah e Tatia.)

Meu final de semana foi bem legal, passei o sábado com Stefan e ele é bem divertido, temos nos dado bem. Quando a segunda chegou, com o meu corpo mais acostumado com o horário, acordei com tempo de sobra, então fui tomar um banho. Lavei meu cabelo que é enorme (ele vai até a cintura) e por isso uso ele mais preso do que solto. O dia estava nem quente, nem frio, então coloquei essa roupa: http://www.polyvore.com/look/set?id=195880591 . Aparecia a barriga, mas não é nada demais, a legging cobria a maior parte, óbvio. Deixei o cabelo solto para secar e como tive tempo, fiz uma maquiagem super básica que continha; corretivo, rímel e batom. Peguei minhas coisas e fui para a aula.

Vi ela entrar; finalmente.- Bom dia.

— Bom dia.- Disse.

— Conseguiu assistir tudo o que queria?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Que bom que se divertiu.- Disse.

— Sim.- Fui para minha mesa.

Mais alguns chegaram e comecei a aula. Sempre que podia dava uma olhada nela. Aquela cintura, aquelas pernas...

As vezes percebia alguns olhares do professor, mas deve ser coisa da minha cabeça. Fiz um rabo de cavalo para não me atrapalhar.

Passei uma folha pela turma, pegando os e-mails para mandar alguns materiais e uma aluna deu a ideia de ter um grupo da turma. Perfeito. Seria a forma que eu teria o telefone dela. Autorizei ser feito e junto com e-mails os alunos colocaram o telefone. Conforme acabei a aula peguei a folha, indo direto no dela e mandei um oi.

*****

— Oi.- Disse.

— Agora vamos poder ter um contato melhor.- Disse.

Isso era meio estranho. Será que ele falava com todos?- Sim.

— Gostaria de passar umas orientações a você, materiais para estudar.- Disse.

— Oh, tudo bem.- Disse.

— Quer perguntar alguma coisa?- Perguntei.

— O senhor não está fazendo isso por causa da Rebekah, né?- Questionei.

— Rebekah? Não, eu já percebi seu potencial.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Peguei a dica que deu, da série.- Disse.

— Pegou? Nossa, se soubesse que ia pegar teria recomendado How To Get Away With Murder.- Disse.

— Você já viu?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— Então se você recomenda vou ver.- Disse.

— É sobre direito, então é muito bom. A Annalise é muito boa.- Disse.

— O que mais recomendaria?- Perguntei.

— Supernatural, True Blood... Tem outras que vejo, mas acho que não faz seu estilo.- Disse.

— Nossa, você é especialista.- Disse.

— Anos e anos de sofá e TV. Agora eu evolui para cama e Netflix também. Os dois são bons.- Disse.

Mandei uma risada.- Vivendo e evoluindo.

Estava deitada na grama em uma parte afastada do campus. Vi minha turma indo jogar vôlei.- Professor, vou saindo aqui. Vou jogar vôlei.

— Tudo bem. Até depois.- Disse.

— Até.- Sai.

*****

Eu tinha um tempo até a próxima aula, então decidi ir até o ginásio e fiquei numa parte superior que dava para observar ela.

Como eu já estava de legging e um moletom curto, só puxei um pouco as mangas e prendi meu cabelo.- Como vai ser os times?

— Mistos.- Aurora disse.

— Ok.- Disse.

— Então vamos dividir.- Jackson disse.

— Quem vai escolher?- Bonnie perguntou.

— Eu posso.- Stefan disse.

— E eu.- Matt disse.

Vi os times serem separados e não gostei de ver o tal Stefan no mesmo time que ela. Não queria ele perto dela.

Sorri.- Ainda bem que você me escolheu, eu sou muito boa em vôlei.

— Tenho certeza que sim.- Stefan disse.

Sorri e começamos a jogar.

Ela jogava bem e pelo que eu conseguia ver cada vez que se abaixava, era um delírio. Ela tinha uma bunda maravilhosa; que vontade de pegar e apertar.

Era minha vez de fazer o saque e quando terminei e voltei para a quadra, me desequilibrei um pouco e Stefan me segurou. Sorri.- Obrigada. Sou um desastre.

— De nada, seria uma pena você se machucar.- Ele a mantinha segura junto a ele.

Sorri e mordi meu lábio.- Meus roxos agradecem.

O que era aquilo? Ele estava dando em cima dela assim? Ah, não mesmo Salvatore. Fui mais para frente para observar melhor.

Era raro eu me sentir bem com um garoto, normalmente travo, mas Stefan me deixava a vontade.- Obrigada novamente.- Me ajeitei e voltamos ao jogo.

Eu tinha que dar um jeito de acabar com aquilo. Sai de lá e durante o dia fiquei pensando nela. Droga, eu tinha que possuir ela. A noite mandei uma mensagem para ela.

Saia do banheiro, vestindo apenas uma calcinha e Rebekah estava na cama. Não nos importávamos de ficar nuas na frente da outra. Já éramos intimas a esse ponto. Peguei meu celular e olhei. Era o professor novamente.

*****

— Hey.- Disse.

— Estou viciado no que me passou.- Disse.

— Qual delas?- Perguntei e me deitei na cama.

— Supernatural.- Disse.

— É fácil de viciar mesmo.- Disse.

— Obrigado.- Disse.

— Pelo que?- Questionei.

— Por me passar.- Disse.

— De nada.- Disse.

— Gostei de você.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— Para valer.- Disse.

— Vai me deixar envergonhada assim.- Disse.

— Bem, você vermelha é linda.- Disse.

— Nem um pouco.- Disse.

— É sim. Então, tá livre no sábado?- Perguntei.

— Na verdade não. É meu aniversário e vou comemorar aqui na faculdade. Tenho certeza que mandei e-mail para os professores. Não recebeu?- Questionei.

— Não olhei ainda.- Disse.

— Bem, meu aniversário é no domingo, mas ai vou comemorar com a minha família. Eu não sabia que Yale fornecia festas de aniversários, então aproveitei.- Disse.

— Então me permite um café da manhã? J.- Disse.

— Hã... Não sei se devo aceitar.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque você é professor e depois pode parecer coisas que não são.- Disse.

— E qual o problema de parecer coisas que poderiam ser?- Perguntei.

— Eu não sou esse tipo de pessoa.- Disse.

— Que tipo de pessoa?- Perguntei.

— Que sai com professor e seduz para conseguir créditos.- Disse.

Parei com a conversa e liguei para ela.

Olhei e Rebekah estava concentrada lendo, então coloquei uma camisola e sai do quarto, indo para o corredor.- O que?

— Você não está me seduzindo.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Então não tem que se preocupar.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Sábado de manhã, ás 9?- Sorri ao pensar.

— Sim.- Disse.

— Mal posso esperar.- Disse.

— Tenho que ir, estou de camisola nos corredores. Posso sofrer uma detenção se me pegarem.- Disse.

— Não me faça pensar isso.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Você de camisola.- Disse.

— O que tem?- Perguntei.

— Você é gostosa demais para eu só imaginar assim.- Disse.

— Elijah...- Disse.

— Você é uma mulher linda Tatia.- Disse.

— Sou sua aluna.- Disse.

— Dentro da sala.- Disse.

— Eu tenho que ir. Boa noite.- Desliguei.

O que...? Tatia. Ela desligou de repente e mandei uma mensagem. “Boa noite :* “.

Recebi a mensagem e suspirei. O que estava acontecendo? Não estava entendendo nada. Me deitei na cama e fiquei pensando, mas logo dormi.

*****

Through the wire, through the wire, through the wire

I'm watching you like this, imagining you're mine

It's too late, it's too late, am I too late?

Tell me now, am I running out of time?

*****

Aquela semana pareceu se arrastar .Estaria com ela e mataria meu desejo de a ter sob meu corpo. Só de pensar gozei várias vezes, tanto com a Liv quanto me masturbando. No dia que tínhamos aula novamente agi normal, mas ela estava tão linda que fiquei excitado ali mesmo e tive que disfarçar. Comprei um presente para ela e na hora marcada fui para o Grill que combinamos.

No sábado pela manha dei a sorte da Rebekah não estar ali, se não teria que mentir. Tomei um banho e coloquei essa roupa: http://www.polyvore.com/look/set?id=195880881 . Passei uma maquiagem leve e deixei meu cabelo solto. Peguei minha bolsa e sai, indo para onde marcamos.

A vi chegar um pouco depois de eu ter chegado. Ela tinha que ficar usando essas calças e ficar me atiçando?

— Hey, bom dia.- Disse.

— Bom dia.- Disse.

Me sentei.

Puxei a cadeira para perto dela.- Meus parabéns.- A abracei.

Fui pega de surpresa, mas não me afastei.- Obrigada.

— Vinte anos; Nossa, olhando assim pareço um velho.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque os números lembram que sou mais velho que vocês. Passo tanto tempo na sala que me sinto um de vocês.- Disse.

— Não aparenta ser muito mais velho.- Disse.

— Boa genética.- Sorri.

— Imagino.- Disse.

— Ah, aqui seu presente.- Dei o embrulho a ela.

— Não precisava.- Disse.

— Claro que precisava. Espero ter acertado.- Disse.

Abri o embrulho e eram os livros com conteúdos inéditos de Supernatural.- Nossa, obrigada. Você acertou em cheio, com certeza.

— Que bom então.- Ah, aquele sorriso... Poderia ser muito maior quando... Vai com calma, não quer ficar excitado agora.

— Não vamos comer? Porque eu estou com fome.- Disse.

— O que gosta? Eu quero waffles e cappucino.- Disse.

Olhei o cardápio.- Sonho de doce de leite e café preto.

Passei os pedidos e esperávamos ele vir.- O que achou da aula ontem?

— Foi ótima. Você é muito bom.- Disse.

— Que bom. Eu tinha duvidas se ia ficar mesmo dando aula, com certeza não agradou muitos, mas era o que queria.- Disse.

— E é isso que importa.- Disse.

— E também não me importo muito com a opinião alheia. Se fosse assim não teria a minha vida e sim algo dirigido por todos.- Disse.

— Sim.- Disse.

— E você?- Perguntei.

— O que?- Perguntei.

— Não se importa com a opinião dos outros?- Questionei.

— Depende.- Disse.

— Como?- Perguntei.

— O que?- Questionei.

— Depende do que?- Questionei.

— Ah, sei lá.- Disse.

— Por isso estava preocupada em sair comigo?- Questionei.

— Tenho meus princípios. Não espero que entenda.- Disse.

— Porque não?- Questionei.

— Prefiro não ficar falando disso. Mal te conheço.- Disse.

— Não é esse objetivo de um encontro?- Questionei.

— Encontro?- Questionei.

— Não é o que estamos fazendo aqui?- A olhei.

— Não podemos.- Disse.

— Porque não?- Questionei.

Suspirei incrédula.- Porque você é meu professor, não é óbvio não?

— O que fazemos na nossa hora livre não tem nada a ver com o que somos dentro da universidade.- Disse.

— Não é assim que funciona.- Disse.

— É assim que pode ser.- Disse.

Suspirei.- Se vai ficar assim, vou embora.

— Espera, não.- A segurei.

— Se você quer sair com aluna, procura outra e para de tentar me ganhar com presentes, mensagens ou palavras bonitas, não vai adiantar.- Disse.

— É isso que acha; que estou tentando te comprar?- Questionei.

— Sim, é o que parece. Pensei que seria só um café da manha com um professor, coisa normal, mas ai você vem com esse papo. Agora não adianta dar uma de inocente, não vai mais colar.- Disse.

— Inocente? Tatia, eu estou de olho em você desde o primeiro dia.- Disse.

O olhei, balancei a cabeça e me levantei para sair.

— Tatia.- Me levantei, a segurando.

— O que?- Questionei.

— Fique.- Disse.

— Você está me assediando.- Disse.

— Estou pedindo.- Disse.

— O que você quer comigo?- Perguntei.

— Agora se precisa de motivos bons para chamar uma garota para sair?- Questionei.

— Você não está colaborando.- Disse.

— Eu tenho que o que? Fingir que não quero isso?- Questionei.

— Não, só que você ultrapassou todos os passos de conquista. Está jogando tudo para cima de mim.- Disse.

Oh, droga. Eu tinha desejado alguém que gosta de ir devagar, isso não ia bem com os meus planos.- Tudo bem, esquece, vamos comer.- Vi que vinham trazendo nossos pratos.

— Ok.- Disse.

O resto do café foi mais frio do que eu gostaria. Tinha chamado na intenção de ter um tempo com ela, coisa que não ia ter na festa, mas pelo visto não deu muito certo. Terminamos e ela foi embora. Suspirei. Que merda, não era para arrumar complicação, mas agora já era, o meu desejo por ela fala mais forte. A noite me arrumei e fui para a festa dela. Estava até que legal, mas a observava de onde estava junto dos outros professores.

POV Tatia.

Conversei com os professores e agradeci a diretora do meu campus pela festa. Bem, não era minha. Todos os alunos desse mês, ganham festa no ultimo sábado do mês. E no caso amanha, 30 de Setembro, é o meu aniversário.

— A festa está ótima.- Bonnie chegou junto dela.

— Graças ao cômite de festas de Yale.- Disse.

— Aqui é ótimo por isso, tratam a gente tão bem. Tem que ver a formatura, meu irmão está doido pela festa.- Aurora disse.

— Isso é.- Disse.

— Alguém mais reparou que o professor Elijah fica olhando para cá?- Bonnie questionou.

— Já. Dizem que ele é tarado.- Aurora disse.

— Tarado?- Questionei.

— É. Meu irmão conhece uma menina que saiu com ele e ele é do tipo que quer transar toda hora, todo dia.- Aurora disse.

— Isso tem cara de boato.- Bonnie disse.

— Acho que isso é normal de ser homem.- Disse.

— Bem, não sei os detalhes, mas pensando por outro lado, um homem daquele...- Aurora disse.

— Agora a taradisse é desse lado.- Bonnie disse.

Eu ficava sem jeito de falar dessas coisas, afinal nem beijar eu beijei.- Bem, você é linda, teria chances.

— Mas parece que ele nunca me olha. Bem, uma garota pode sonhar.- Aurora disse.

— Você é louca.- Bonnie disse.

— Se ele é tarado, olha todas.- Disse.

— Vai saber se ele não tem uma favorita?- Aurora questionou.

— Acho que não.- Disse.

— Vai saber.- Bonnie disse.

— Pois é.- Disse.

— Oi meninas.- Stefan disse.

— Oi.- Disse.

— Posso roubar a aniversariante?- Ele perguntou.

— Claro.- Aurora disse.

— A vontade.- Bonnie disse.

— O que foi?- Perguntei.

Saímos de perto das garotas.- Só queria te dar seu presente.

— Não precisava Stefan.- Disse.

— Que isso faço questão.- Ele me deu.

Abri e olhei, logo sorrindo.- É linda, obrigada.

— Gostou?- Ele perguntou.

— Claro.- Disse.

— Posso te abraçar?- Ele perguntou.

Sorri.- Pode.

POV Misto. (Elijah e Tatia.)

Tinha saído para pegar uma bebida e onde parei, olhando pelo salão, vi Stefan a abraçando. Ela estava de frente para mim e com certeza viu meu olhar de nojo e que se pudesse tiraria ele naquele segundo.

Me afastei um pouco e sorri.- Obrigada mesmo pelo presente Stef, você é um amor.

— Quem sabe depois a gente não poderia dar uma volta.- Ele disse.

— Claro, pode ser.- Disse.

Eu queria chegar até ela, mas aquele moleque não saia de perto dela e eu não podia dar bandeira aqui dentro.

Sorri.- Eu já volto. Vou guardar meus presentes no quarto. É rapidinho.- Disse e sai.

Percebi a saída dela e ninguém a seguia, também ninguém tinha reparado em mim ali, então sai e a encontrei entrando no quarto.- Tatia.

— Elijah.- Disse.

— Bela festa.- Disse.

— Não é minha.- Disse.

— Você é um dos aniversariantes.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Logo é sua.- Me aproximei dela.

— Talvez.- Disse.

— Esse Stefan não está próximo demais de você?- Questionei.

— Como assim?- Perguntei.

— Ele sempre está em cima de você.- Disse.

— Está nada e também, e dai se tiver? Eu sou solteira.- Disse.

— Ele pode e eu não?- Questionei.

— Pelo menos ele não chega já querendo que acontece tudo e nem jogando um monte de informação para cima de mim.- Disse.

— Ainda irritada com isso?- A fiz olhar para mim.- O que aquele moleque pode oferecer não chega aos pés do que eu posso fazer.

— Que é...?- Questionei.

— Todos os momentos comigo. Tenho certeza que ele nem sabe o que está fazendo.- Disse.

— Ah é? E você sabe?- Perguntei enquanto arrumava os presentes.

— Claro que sim.- Disse.

— Ok.- Disse.

— O que é esse ok? Vai dispensa-lo?- Questionei.

— Dispensa-lo? Porque faria isso?- Perguntei.

— Porque vai aceitar a mim.- Disse.

Me virei, me escorando na cômoda.- Hã... Não estou te entendendo Elijah. Não sabia que tinha dado alguma dica de que poderíamos ter algo, muito menos desse jeito. Você parece um cara super legal, mas não vai rolar. Eu procuro por outra coisa.

— Outra coisa?- Questionei.

— Hã... você pode ir embora, por favor?- Pedi.

— Porque?- Perguntei.

— Porque você me assusta com a sua frieza e falta de tato.- Disse.

— Minha frieza?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Eu não fui frio com você.- Me aproximei dela.- Só fui direto.

— Se você diz.- Disse.

— Você se assustou com isso?- Perguntei.

— Não estou acostumada com isso.- Disse.

— Não pode me culpar por te elogiar.- Disse.

— Melhor eu voltar.- Disse.

A segurei, mas de um jeito mais suave.- Vamos sair de novo. Eu vou me policiar mais com o que digo.

O olhei.- Ok, tudo bem.

Sorri.- Ótimo. Mas não sai com aquele moleque.

— O que?- Perguntei.

— Não vai ter nada com ele.- Disse.

— Eu saio com quem eu quiser.- Disse.

A olhei. Vá com calma Elijah.- Sábado que vem, já que amanhã vai estar com a sua família. Sábado saímos.

— Tudo bem.- Disse.

*****

With no way out and a long way down

Everybody needs someone around

But I can't hold you too close now

Through the wire, through the wire

*****

Mantive os olhos nela e não entendia porque dela ser assim, mas ao contrário do que achava, em vez de me afastar isso fazia ficar maior. Não fiquei mandando mensagens durante a semana, e nas aulas tentava não ficar olhando, mas com aquelas pernas ficava difícil. O sábado finalmente chegou e marcamos de nos encontrar num parque. Cheguei, sentei e a esperei.

Passei a semana, por incrível que pareça, pensando em Elijah e no que ele dizia, o que me fez passar horas escolhendo uma roupa e optei por essa: http://www.polyvore.com/look/set?id=195882059 . Terminei de me arrumar e fui para o parque combinado.

A vi e já senti aquela vontade de tocá-la e possuí-la.- Boa tarde.- Disse quando ela chegou a mim.

— Boa tarde.- Disse.

— Está linda.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— Vamos então?- Questionei.

— Vamos.- Disse.

— Acho que vai gostar de onde vamos.- Disse.

— Onde é?- Questionei.

— Uma loja.- Sorri.

— Loja?- Questionei.

— Sim.- Saímos e atravessamos a rua.- Pelo que aprendi seu, além de tanta TV, gosta de ler. Então porque não ir num lugar que tem os dois.

— Como assim?- Questionei.

— É tipo uma livraria, mas tem artigos de séries, DVD e tudo mais.- Disse.

— Ah sim, entendi.- Disse.

Andamos um pouco e chegamos a loja. As paredes do andar de baixo eram cobertas com posters e as prateleiras cheias de DVD 's das mais variadas séries e filmes também. O andar de cima os livros. Na parte de trás tinha uma pequena lanchonete, mas tudo ali dava a sensação de aconchegante.- Foi aqui que achei seu presente.

— É bem legal aqui.- Disse.

— Achei por acaso e sempre só ia lá em cima. Mas depois das suas dicas passei a olhar aqui em baixo também.- Disse.

Sorri.- Que bom.

— Você mudando alguns dos meus hábitos.- Disse.

— É bom as vezes.- Disse.

— Sim.- Claro que eu preferiria estar num hotel transando e saboreando esse corpo maravilhoso.

Apenas sorri.

— Quer ver aqui em baixo ou lá em cima primeiro?- Perguntei.

— Pode ser aqui.- Disse.

Começamos a olhar as prateleiras.- Conhece tudo aqui?

— Nem de longe.- Disse.

— O mundo das séries é grande demais para você?- Questionei.

— Demais.- Disse.

— O que aqui já viu?- Perguntei.

— Hmm...- Indiquei alguns a ele.

— Nossa, vou levar meses para ver tudo isso.- Disse.

Sorri.- Não precisa ver tudo. Pode não fazer seu estilo.

— Não sou muito fã de comedias, essas exageradas. Quase matei a Rebekah por me fazer ver Friends uma vez.- Disse.

Sorri.- Eu adoro Charmed e Gilmore Girls, porém é algo mais feminino. Poucos garotos gostam. Stefan gosta, o que é bem legal.- Peguei o box de GG e Charmed. Não se achava mais eles fácil, ia leva-los.

— Essa Gilmore já vi pela minha casa. A outra não. Essa aqui vejo os alunos comentando muito.- Peguei uma tal Game of Thrones.

— Todos os garotos amam. Tem mais seio que sala de ginecologista.- Ri e peguei uma cesta para colocar os box.

— Nossa, mas gosto de estilo medieval, vou levar.- Disse.

Olhei em volta e vi o box completo de True Blood, peguei também, colocando na cesta.

— Essa é de que?- Fiquei ao lado dela.

— Vampiros, mas no mesmo estilo de Game Of Thrones.- Disse.

— Ok, passa um para mim. Quando vou conseguir assistir isso tudo não sei.- Disse.

— Sempre se acha um tempo.- Peguei um box para ele.

— Cadê um que vi...- Passei a procurar.- Ah, aqui. House, vi a sinopse e um video, gostei.

— Leve então.- Fui para a parte de filmes e vi vários que gosto e que queria ver em promoção, então fui colocando na minha cesta.

Olhei ela de costas. Merda, ela tinha que ter uma bunda assim tão chamativa? Chamativa o cacete, era gostosa mesmo, ainda mais com essa saia... Cheguei junto dela por trás.- Acho que vai precisar de um carinho.

Sorri.- Verdade.

— Me dá, eu seguro.- Disse pegando a cesta da mão dela e aproveitando para pegar nela.

— Oh, obrigada.- Sorri e continuei olhando.

Ela pegou mais alguns e indiquei alguns a ela.- Esse aqui é um clássico. O Júri.

— Vou levar então. Acho que é só. Vou para o caixa.- Fui para a fila que tinha.

Fui junto e depois de pagar fomos para a lanchonete.- Quer o que?

Olhei o cardápio.- Um sanduíche universitário, porção de azeitonas e suco de uva.

— Um x-tudo e coca por favor.- Entreguei a moça e vi o olhar de Tatia para mim.- O que?

Ri.- Nada.

— Fala.- Disse.

— Nada.- Disse.

— Tudo bem então. E como foi com a sua família?- Questionei.

— Tudo ótimo.- Disse.

— Tem irmãos?- Questionei.

— Um mais velho.- Disse.

Sim, eu tinha visto no Facebook dela, vi a família toda, mas do jeito que ela estava era melhor não contar agora.- Sorte sua.

— Como assim?- Perguntei.

— Tenho 6 e você só um.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Se quiser, estou doando.- Disse.

— Estou satisfeita com o meu.- Disse.

— Tudo bem, eu tentei.- Disse.

Apenas sorri.

— Então além de tudo isso, o que gosta?- Questionei.

— Ah, sei lá.- Disse.

— Isso deve ser muito bom de fazer.- Disse.

— É ótimo.- Disse.

Olhei ela rápido. Estava tendo que fazer um certo esforço para não falar nada que soaria demais, ou para não reclamar do cara do caixa que não parava de olhar para ela depois que passamos por lá. Suspirei.- Está difícil.

— O que?- Perguntei.

— Não querer quebrar o cara do Caixa.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Ele está babando em você.- Disse.

— Está nada.- Disse.

— Eu sei bem como é isso, então está sim.- Disse.

— Sabe?- Perguntei.

— É exatamente como eu fico quando estou te vendo de longe.- Disse.

Quase me afoguei com o sanduíche e tomei do suco rapidamente.- Elijah...

— Eu sei, prometi ficar quieto quanto a isso, desculpa.- Disse.

— Ok.- Disse.

Comi o meu x-tudo tentando retomar o controle, mas gostei da reação dela quando eu falei. Seria demais aceitar que quero fazer ela minha? Ela já deve ter ouvido isso várias e várias vezes.

Passamos o resto da tarde ali e ele era bem legal, estava gostando da companhia dele.- Vou pegar um táxi e ir para o campus. Até segunda.

— Já?- Questionei.

— É tarde.- Disse.

— Não muito. Podemos dar mais uma volta e beber alguma coisa.- Ah, eu precisava de uma cerveja depois dessa tarde que eu ganhei o premio por autocontrole.

— Eu não bebo e estou cansada, prefiro ir para casa.- Disse.

Droga.- Não bebe? Nada?

— Sou de menor para isso, então nunca provei nada.- Disse.

— Meu... Tatia, você é mesmo real? Não existem mais garotas assim.- Disse.

— Bem, tem eu.- Disse.

Sorri e saímos da loja, mas em vez de a ajudar a chamar o táxi, a puxei para mim. Ela era tão linda e eu precisava provar dela, então a beijei.

Fui pega totalmente de surpresa, mas não me afastei. E como não sabia beijar, deixei ele fazer.

Como minha sacola estava na mão que estava na cintura dela, a livre foi para seu pescoço, tocando a base dos seus cabelos. Ela parecia um pouco indecisa, não retribuiu, mas também não me afastou, estranho. Tentei intensificar, tentando passagem para a boca dela.

O afastei um pouco, ficando um pouco assustada com a possibilidade seguinte. Sabia que meu rosto estava vermelho.

— Tatia...- Não a soltei e a olhei. Se existia um momento para a expressão tomate, era esse. Toquei o rosto dela.- O que foi?

— Eu nunca...- Disse.

— Nunca...- Tentei pensar no que..- Ah meu Deus... Foi seu primeiro beijo?

Assenti.

— Cacete.- Por isso ela estava tão acanhada em tudo.- Porque não me disse? Não teria te agarrado assim.

— Tive vergonha, o normal.- Disse.

— Isso explica muita coisa.- Disse.

Baixei meu rosto, não podia estar mais envergonhada do que agora.

— Hey.- Levantei o rosto dela com o dedo.- Está tudo bem, só fiquei surpreso.- Muito surpreso.- Mas uma surpresa boa.

— Tudo bem.- Disse.

Sorri.- Você está parecendo um lindo tomate.

— Só imagino.- Disse.

Eu me lembro de ter lidado com algo assim só no colegial, então estava totalmente sem prática. Como essa inocência de certa forma de me afetou? Claro, me deixou mais excitado ainda pela ideia de tê-la, agora tendo a certeza que era virgem. A beijei de novo, mas rapidamente, não ia forçar.- Quer mesmo ir agora? Estou ao dispor pra seu treinamento.

— Tenho que ir.- Disse.

— Tudo bem. Quando te vejo de novo assim?- Perguntei.

— Hã... Não sei. Tenho que ir.- Estava desconcertada com tudo e envergonhada.- Tchau.- Entrei no táxi e sai dali.

*****

What a feeling to be right here beside you now

Holding you in my arms

When the air ran out and we both started running wild

The sky fell down

But you've got stars, they're in your eyes

And I've got something missing tonight

What a feeling to be a king beside you, somehow

I wish I could be there now

*****

Cacete, ela vai sempre fugir de mim assim? Andei até o carro e em vez de ir para casa, parei em um lugar qualquer para aliviar a minha necessidade. Pela primeira vez a imagem da Tatia tomou minha mente e transei como se fosse com ela. Depois de chegar em casa e me deitar fiquei pensando em como seria ter ela pra mim. É, ia ser delicioso ter ela só minha. Deixei os dias passarem e só mandava mensagem de manhã e a noite para ela saber que não tinha desistido. O que me deixava louco era a atenção que ela dava ao tal Stefan, as vezes acho que ela fazia de propósito. Merda, eu tinha que fazer algo, se ele tivesse ela, não sei o que faria. Ela é minha! Fiquei dois meses só conversando pouco e tendo que me aliviar depois, não aguentava mais isso.

Estava sentada tomando café e comendo donuts com Bonnie, Rebekah, Aurora e Stefan.

— Nem acredito que as provas passaram finalmente.- Aurora disse.

— Ainda bem que amanha é Ação de Graças.- Disse.

— Nem fala, minha mãe não ficou feliz que não vou para casa.- Stefan disse.

— Você pode ir lá em casa para não ficar sozinho. Minha mãe ama receber pessoas.- Disse.

— Seria ótimo.- Ele disse.

— Combinado então.- Disse.

— Queria que meu irmão fosse.- Rebekah disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Meu pai não aceitou muito bem o Elijah ter virado professor e ter deixado a carreira de advogado. Então muitas vezes dá discussão.- Rebekah disse.

— Isso deve ser bem ruim mesmo.- Disse.

— Pois é.- Rebekah disse.

Eu tinha ido pegar um lanche e vi que Tatia estava com os amigos numa mesa, sentei perto deles. Rebekah acenou e retribui, mas principalmente escutava a conversa.

— Então, preciso levar algo?- Stefan perguntou.

— Não, só sua boca para comer e suas mãos para jogar com meu irmão. Ele é viciado em vídeo games.- Ri.

Como assim com o irmão dela? O que era aquilo?

— Se deu bem Stefan.- Aurora disse.

— Não entendi.- Disse.

— Essas duas só levam para outro lado.- Bonnie disse.

— Vai ser mesmo muito bom.- Ele disse.

— Sei que vai se comportar na casa dela.- Rebekah disse.

Me engasguei quase sufocando com o lanche. COMO É QUE É? Ele ia para casa dela?

— Espero que sim.- Sorri.

— Elijah, tudo bem aí?- Rebekah perguntou.

Bebi um pouco de suco.- Tudo.- Tentei parecer controlado.

Baixei minha cabeça e mordi meu lábio. Estava morrendo de vergonha de olha-lo. Ele devia me achar uma criança boba por nunca ter beijado antes e ser virgem com vinte anos. E o pior é que mais e mais eu vinha pensando nele, no nosso “beijo” e em como ele é lindo. Eu podia me enganar, mas sabia que esse sentimento no meu coração quer dizer que estou apaixonada.

Aproveitei que estava de costas e mandei uma mensagem para ela. "PRECISO FALAR COM VOCÊ! QUE PORRA É ESSA DELE IR PARA SUA CASA?".

Não vai ser por mensagem. Me encontre no meu quarto em dez minutos.- Pessoal, eu vou ir tomar um banho e descansar um pouco. Daqui a pouco eu encontro vocês.- Peguei minhas coisas e sai.

Terminei de comer, falei com a Rebekah e segui para lá. O corredor estava vazio então cheguei com facilidade. Bati na porta.

Abri a porta.

Entrei já a segurando pela cintura.

— O que é isso?- Perguntei.

— Chega de calma.- Fechei a porta com o pé e a beijei.

Retribui o beijo.

Adorei o jeito dela retribuir e queria mais, intensificando ele. Cacete, que boca gostosa.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.

Era bom sentir ela colada em mim assim, seu corpo maravilhoso... Sim, ela era para mim.

Parei o beijo.- O que você quer? Porque a mensagem?

— Qual parte?- Beijava ela de novo.

— Sobre Stefan.- Disse.

— Para que ele vai para sua casa?- Questionei.

— Passar o feriado.- Disse.

— O que? Para que?- Perguntei.

— Para ele não passar sozinho.- Disse.

— Ele que vá para a casa dele.- Disse.

— Isso não está aberto a discussão.- Disse.

— Sabe que não quero ele junto de você.- Disse.

— Isso não cabe a você decidir.- Disse.

— Ele vai se arrepender de ir.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque sim.- A beijei de novo.- Não vou te ver nenhum desses dias?

Me afastei dele.- Se você fizer alguma coisa com ele, pode me esquecer.

— Meio difícil esquecer você desde que botou os pés na minha sala.- Disse.

Balancei a cabeça incrédula.- Impressionante, eu pensei que você teria mudado ou que fosse impressão minha. Você é frio como gelo, não sente nada por mim, não é? Só me quer na sua cama. Sai daqui Elijah.

— Caramba Tatia, o que você quer?- Perguntei.

— Quero que saia daqui e me deixe em paz. Nunca mais fale comigo a não ser como professor.- Disse.

— Não mesmo, você virou minha cabeça do avesso, não vai me chutar assim. Eu quero você merda, mais do que qualquer mulher que já quis.- Disse.

— E esse é o problema, você só me quer. Você nem gosta de mim.- Disse.

— Quem disse isso? Você nem me deixa chegar demais de você.- Disse.

— Suas ações.- Disse.

— Eu quero demonstrar mais, mas toda vez você foge.- Disse.

Suspirei.- Pare de mentir. Pare. Se você quisesse demostraria, você não sente, você só me quer para sexo. Você não quer namorar, não quer esperar um ano se for necessário... Você não faria isso.

Avancei, a beijando. Ela assim me deixava mais louco ainda. Caralho, como eu quero ela. Será que ela não vê que é assim que mostro o que sinto por ela?

Mesmo não devendo, acabei retribuindo.

Não deixei ela longe e a segurei firme contra mim. Estava indo contra qualquer coisa que já tinha feito, por ela, mas não queria pensar no que acabou de dizer, sobre sexo, não mesmo. A mão livre corria pelas costas dela, chegando ao pescoço e voltando.

Acariciava o peito dele delicadamente.

*****

Whatever chains are holding you back

Holding you back, don't let 'em tie you down

Whatever chains are holding you back

Holding you back, tell me you believe in that

*****

Eu adorava quando ela se entregava e a sentia comigo. Eu tô muito ferrado por essa mulher. Depois do beijo e mais alguns ela se acalmou, eu também e as coisas ficaram melhores. Quase enlouqueci com a ideia dela com Stefan e o Ação de Graças foi um inferno. Só que eu estava com um sério problema; o sexo. Não me sentiria bem em sair com qualquer uma, seria como uma traição a ela e era a chance de provar que eu não era viciado. Tentava resolver meu tesão, principalmente quando a via, com muita masturbação, mas conforme os dias foram passando eu fui ficando pior. Ficava irritado, de mal humor e tentava beber alguma coisa para me acalmar, mas eu precisava transar. Foi ai que percebi que essa confusão tinha um resultado, tinha me apaixonado, porque a ideia de a trair, dar um motivo para a perder era tão ruim que eu tinha alguma ideia louca para aguentar. As festas de fim de ano passaram e agora estava na véspera dos dias dos namorados, então os alunos estavam mais focados nisso do que nas aulas, o que facilitou eu chegar junto dela. A abstinência tinha me afetado a ponto de gritar com alguns alunos da turma e os dispensei, depois eu mesmo saindo de lá para me acalmar. Ela ligou preocupada e disse para a encontrar no café que sempre íamos.

— O que houve?- Perguntei.

— Você viu, perdi o controle totalmente.- Disse.

— Exatamente. Você tá louco?- Questionei.

— Não. Ou talvez ficando, eu nem sei.- Tinha pedido um café e percebi que minhas mãos tremiam quando peguei a xícara novamente.

— O que você tem?- Questionei.

— Abstinência. Crise de abstinência. Todos ao meu redor diziam que era viciado, mas nunca me deixei acreditar.- Disse.

— Abstinência?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Do que?- Questionei.

Sorri meio sem jeito.- Sexo.

— Oh, nossa.- Disse.

— Sim, achava que nem era possível. Só porque transava quase todo dia não queria dizer que era viciado. Até que começamos a sair.- Disse.

— Sua frequência pelo que diz, não é de viciado, mas você deve se tratar então.- Disse.

— Tratar? Não vou falar com ninguém disso.- Disse.

— É sua decisão.- Disse.

— Seja clara, por favor Taty, não estou com o juizo perfeito. Quer o que? Que eu entre num consultório dizendo que não transo a meses e estou perdendo a cabeça por isso?- Questionei.

— Eu não quero nada. Quem tem que querer é você.- Disse.

Suspirei. Ah, eu quero fazer muita coisa, quem não quer é você! Merda, que pensamento é esse, não posso jogar a culpa nela. Tentei me acalmar e respirei fundo.- O que quer fazer amanha?

— Não quero piorar a sua situação, então talvez seja melhor nos afastarmos. Não sou mulher para você.- Disse.

— O que? Não começa com isso Taty.- Disse.

— Elijah, eu não vou transar com você por um tempo. Principalmente agora que sei que tem esse problema. Me desculpe.- Disse.

— E vai o que? Me deixar agora? Agora que enfrentei o conselho da universidade para gente namorar em paz?- Questionei.

— Não quero te deixar, mas não vou ter minha primeira vez com um viciado que não sabe se controlar. Isso é uma escolha minha.- Disse.

— Então, eu que não sou o certo para você?- Perguntei.

Suspirei.- Elijah, eu me apaixonei por você, mas você está me dizendo que é um viciado que nem sabe se controlar, como vou confiar em você?

— Está dizendo que não confia em quem está enlouquecendo por amar e respeitar você.- Conclui.

— Se você vai concluir as coisas, então não preciso estar aqui.- Me levantei para sair.

— Taty, volta aqui.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Você não pode me largar assim.- Sim minhas emoções estavam um pouco bagunçadas também e não estava ligando que estavam nos olhando.

— Eu não estou te largando.- Disse.

— Não é o que parece.- Disse.

Suspirei.- Vamos conversar em outro lugar então.- Fui saindo dali.

Acompanhei ela e decidimos ir no meu apartamento. Pegamos um táxi e foi rápido chegar lá. Não estava o primor de arrumação que eu gostava, mas estava bom.- Bem vinda.

— Obrigada.- Disse.

— Quer alguma coisa? Não tem muita coisa. Ah, deixa eu ver.- Disse passando até a cozinha. Eu não tinha quase fome, então as coisas foram acabando e não me importei com isso.- Tem suco de laranja.

— Não, obrigada.- Disse.

— Tudo bem.- Voltei a ela, me sentando no sofá.

— Então?- Questionei.

— Ainda vai me olhar do mesmo jeito? Na lanchonete.- Disse.

Suspirei e toquei o rosto dele.- Elijah, desculpe. Eu só me assustei.

— Tudo bem, está no seu direito.- Disse.

— Eu quero te ajudar, estar por você em todos os momentos. Podemos resolver sua situação, juntos.- Disse.

— Juntos? Você quer?- Perguntei.

— Quero.- Disse.

Avancei, a beijando. Achar que ela poderia mesmo me deixar, me assustou. Foi o que me fez acalmar e recuar com aquilo tudo.

Retribui o beijo.

Minhas mão deslizaram até a perna dela, a apertando. O tesão por ela era tão intenso que me dominava fácil.

Eu sabia que poderia me arrepender, que não seria como eu sempre imaginei e sonhei, mas não ia abandona-lo.

Me senti inclinando para cima dela, mas parei. Não sei de onde tirei força, mas parei.- Desculpe.

— Pelo que?- Questionei.

— Eu já estava indo para cima de você.- Suspirei.- Desculpe.

— Está tudo bem. É assim que funciona, não é?- Me deitei no sofá.

— Sim, é.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Acha mesmo que preciso de alguém?- Questionei.

— O que?- Perguntei.

— Me tratar.- Disse.

— Vamos tentar sozinhos primeiro. Sexo todo dia é normal, exageros que não são.- Disse.

— Mesmo?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Tatia, você é perfeita sabia?- A beijei sem me segurar.

Sorri e retribui o beijo.

Deitei sobre ela e tentava controlar a ansiedade. Não podia ir com sede demais. Por mais que quisesse.

Acariciava os cabelos dele.

Ela tinha ficado ótima em beijo, também eu ajudava muito e não me importava de praticar.

Minha mão desceu, acariciando seu peito.

Continuei o beijo e passava a mão na perna dela. Adorava essas calças que ela usava.

Retribuía o beijo e esperava ele fazer algo.

Continuei os toques e minha mão entrou pelo moletom dela, o suspendendo.

Ajudei ele a tirar.

A peguei pela mão e a levei para o meu quarto, não faríamos aquilo no sofá. Parei junto a cama e a puxei de volta para mim.- Faz ideia de quantas maneiras diferentes imaginei isso?

Sorri.- Acho que não, mas posso imaginar que várias.

— Você se surpreenderia com a criatividade.- Disse beijando seu pescoço.

Sorri e me arrepiei.

Me abaixei para tirar a calça dela.- O que tem de deixar gostosa, é ruim de tirar.

— Mas é confortável.- Disse.

Tirei os sapatos dela e terminei de tirar a calça. Toquei as pernas dela.

— O que foi?- Perguntei.

— Eu adoro essas pernas.- A derrubei na cama.

Sorri.- Que bom.

Tirei a minha camisa e os sapatos, já deitando, ficando entre as pernas dela e a beijando.

Retribui o beijo.

Meu corpo todo vibrava; ia transar. Tatia ia ser minha. Cacete, como eu amava esse mulher, acho que ela não sabia disso, nunca fui de falar muito mesmo. Peguei nos peitos dela e soltei o sutiã. Parei o beijo e olhei aquelas maravilhas soltas. Peguei, brinquei com os mamilos e abocanhei. O que? Eu não pegava em um a meses.

Suspirei ao que ele fez.

Eu já estava estourando dentro da cueca, então me afastei para me livrar daquelas roupas e voltei, tirando a calcinha dela.

O olhei. Deus, é muito estranho ver um homem nu.

A toquei pela perna, subindo até a barriga.- Você tinha que ser tão perfeita?

Me senti corar.- Eu não sou.

— Ah, é sim.- Nos levei mais para o meio da cama e comecei a beija-la, me deitando sobre ela. Seu corpo parecia estar tão pronto para mim que não podia esperar mais.

Retribui o beijo novamente e acariciava seus cabelos.

— Ah droga, já estava quase esquecendo.- Levantei rápido.

— O que?- Perguntei.

— Camisinha Tatia.- Disse revirando a gaveta até achar.

— Oh é.- Disse.

— A não ser que queira um bebê para agora.- Olhei para ela brincalhão com a camisinha na mão.

Ri.- Melhor não.

— Ok.- Sorri e botei a camisinha.

Esperei ele.

Agora sim estava pronto e não ia precisar parar novamente. Depois de voltar a posição que estava, me coloquei na entrada dela e comecei penetra-la.

De começo foi bem estranho e dolorido, mas dava para aguentar.

— Você tá bem?- Toquei o rosto dela.

— Sim.- Disse.

— Qualquer coisa me diga.- Dava beijos no pescoço dela e comecei a me movimentar. Ah, era tão gostosa, quente e apertada, como eu imaginei que seria.

Envolvi minha perna na cintura dele e o beijei novamente.

Como senti falta disso, das sensações em volta do meu membro, do meu corpo. Ser com Tatia deixava muito melhor, faria parecer que era o certo e eu a queria, desejava. Tinha muito tempo para por em dia.

Minha mão descia pelas costas dele e desci meus lábios pelo pescoço dele.

Gemi. O tesão tomava conta de mim, então tomei um ritmo mais rápido e enquanto ela me tocava, pegava nos seios dela.

Eu estava extremamente tensa, porque não sabia como ele é sendo “viciado”, então não sentia nada demais, mas não era desconfortável até agora.

Apertei eles um pouco, passando a deslizar a mão por ela. Apertei sua coxa e queria pegar na sua bunda, mas não dava.

Acariciava o rosto dele delicadamente e a outra mão descia pelo seu abdômen.

— É tão gostoso estar em você.- Disse.

Sorri.- Que bom.

— Era tudo o que me faltava; você, minha Tatia.- Disse.

— Agora você me tem.- Disse.

— Sim, minha.- A envolvi nos meus braços aumentando o ritmo e a beijando, possuindo de um jeito que nunca esquecesse isso.

Sorri e o beijei novamente.

Ia cada vez mais rápido e o nosso beijo me acompanhava. Eu estava tão necessitado que sabia que ia gozar logo, mas não me importava com isso agora, só queria chegar lá. E cheguei, liberando toda aquela tensão que havia em mim. Não podia ter sido melhor. Tatia estava bem e passou o dia na minha casa, e convenci com muitos pedidos para ficar a noite também. Sim, aproveitei isso para a ter mais vezes e foi gostoso todas as vezes. Aquele foi o melhor dia dos namorados, opa, véspera, que já tive, mas depois de resolver essa questão, arrumei outra. Eu queria Tatia, queria sempre. Tentava arrastar ela para minha casa praticamente todos os dias, as vezes até para um dos banheiros ou salas vazias. Ela estava tentando me regular, me ajudar a controlar para não ficar como antes, mas ela era tentação demais para mim. Agora, algumas semanas depois daquele dia, não ia a levar para meu apartamento, íamos no dormitório dela mesmo. Assim que entramos o telefone dela começou a tocar.- Não atende.- Tirava a blusa dela e logo vi a marca que deixei de chupão na parte de cima do seio dela.

— Espera ai.- Atendi.- Alô?

— Oi Taty.- Stefan disse.

— Hey Stef.- Disse.

— Stefan? Agora?- Bufei. Sim, eu tinha uma raiva tremenda daquele garoto e principalmente por ele sempre ficar jogando cantadas para cima dela, o que me deixava louco. Isso junto a mensagens e ligações inconvenientes, como agora.

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Estou indo para casa, não tô me sentindo bem. Podemos fazer o trabalho lá?- Stefan perguntou.

— Claro. O que você tem?- Perguntei.

— Dor de cabeça e um pouco no corpo.- Ele disse.

Tinha tirado a minha camisa e a esperava terminar com o amiguinho.

— Tadinho. Pode deixar que já estou indo.- Disse.

— O que?- Questionei.

— Espero não estar atrapalhando.- Ele disse.

— Não está. Me espera na cantina. Beijo.- Desliguei e colocava meu sutiã.

— Para onde é que você vai?- Perguntei.

— Estudar com Stefan.- Disse.

— Agora?- Perguntei.

— Sim. Marcamos hoje.- Coloquei a blusa e ajeitei o cabelo.

— Tinha dito que estava ocupada e você está.- Disse.

— Minha educação é mais importante que sexo.- Beijei ele.- Nos vemos a noite ou amanha.

— E eu como fico? Não nos vimos ontem, nem anteontem e agora você está saindo assim.- Disse.

— Amor, eu queria poder ficar, sério, mas eu preciso ir.- Toquei o rosto dele.- A noite eu te compenso.

Peguei minha camisa, a colocando.- Foi o que falou ontem, mas perdeu a hora estudando com Stefan e me deixando como imbecil e um jantar.

— Me desculpe se não entende. Tchau.- Sai dali.

Sai dali furioso e como minhas aulas já tinha acabado fui dar uma volta. Quatro dias. Quatro dias sem ela e já estava como se estivesse a quatro meses. Ela me chamou atenção algumas vezes que pareceu cansada e tudo mais. Estaria ela cansada desse ritmo? Uma vez a gente achou um psicólogo especialista nessa área, até cheguei a ligar, mas não fui. Mexi na internet até achar de novo, sentei pensando sobre isso, sobre cada vez que ficava sem transar com ela meu humor era insuportável, isso não era normal. Acabei ligando e marcando uma hora; ainda dava para ir hoje, então peguei minhas coisas e fui. Confesso que foi constrangedor contar o motivo, mas o fiz e ele logo me identificou como algo perto do viciado. Aceitei o que ele me propôs de sessão e sai de lá. Tentei ligar para Tatia, mas dava desligado. Sim, estava irritado com aquilo. Segundo o psicólogo era ansiedade. Tentei dormir, mas o fiz pouco, não ia sossegar até falar com ela. Pela manhã, me arrumei e sai. A sala estava vazia quando ela chegou.— Onde é que você estava?

— Pegando um café.- Indiquei o copo na minha mão.

— Eu te liguei a tarde, a noite, de madrugada... Você não atendeu e nem retornou.- Disse.

— Nossa, sério? Me desculpe, ontem eu deixei o celular no meu quarto e quando cheguei nem me dei conta, fui me lembrar dele hoje de manha e ai o coloquei para carregar.- Disse.

Suspirei.- Tudo bem.

— Ok.- Disse.

— Não vou poder te encontrar a tarde hoje. Tenho consulta.- Disse.

— Consulta? Está tudo bem?- Questionei.

— É do...- Respirei fundo.- Psicólogo. Era por isso que estava te ligando.

— Psicólogo?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Oh, hmm...- O que se devia dizer?- Como foi?

Alguns alunos começaram a entrar.- Conversamos depois?

— Sim.- Disse.

— Tá.- Disse.

As aulas passaram normais e depois que tudo acabou, tive que ir para a casa dele porque tinha Rebekah no quarto.

Estava saindo do banho quando ela chegou, tinha dado a chave a ela. Sorri quando a vi.- Meu amor.

— Hey.- Disse.

— Você veio hoje.- Disse.

— Foi o que combinamos, não?- Questionei.

— Você tem furado mesmo quando combinamos. Seu telefone.- Estiquei a mão.

— O que?- Perguntei.

— Me dá seu telefone.- Disse.

— Você tá louco? Óbvio que não.- Disse.

— Então desliga para aquele insuportável não interromper a gente.- Disse.

— Não. Não funciona assim.- Disse.

— Funciona sim.- Já estava irritado de sempre discutir por causa dele.- Olha, eu comecei a fazer terapia, ok? Porque não queria que a minha loucura que estava começando de novo afetasse você.

— Você não é louco.- Disse.

— Taty, eu estava pirando por não ter você a quatro dias. Sentia como se fossem quatro meses.- Disse.

— E não está mais? Nossa, seu psicólogo é milagreiro então.- Disse.

— Claro que sim, estou me segurando demais para não avançar em você antes de conversar.- Disse.

— Tudo bem.- Lhe dei um selinho.- Como está?

— Bem, é estranho ter admitido que estava um pouco fora do normal, no caminho de um vicio serio.- Disse.

— Estava perguntando no geral, mas que bom que está indo então.- Disse.

— No geral? Se sentindo um pouco abandonado e trocado pela minha namorada Rapunzel.- Disse.

— Eu faço faculdade Elijah e levo a sério. Esse era um dos motivos de eu não querer namorar, essa cobrança descabida.- Disse.

— Não estou falando sobre a faculdade.- Disse.

— Então não sei do que está falando.- Disse.

— Do seu "amigo" sempre se metendo entre a gente.- Disse.

— Por motivos de faculdade. Fazemos trabalhos juntos.- Suspirei.- Olha, eu não tenho que me explicar. Eu já estou cansada dessas suas crises sem cabimento. Eu vou para casa. Boa noite.- Me encaminhei para sair.

— Hey, onde você vai?- A parei.- Está vendo? Toda vez que falo disso você reage assim.

— E quer que eu reaja como?- Questionei.

— Que não fique defendendo ele. Se fosse um amigo normal não me importava, mas ele quer você. Você é minha, minha namorada, minha mulher! Não vou deixar um cara de pau se passar por santinho para ficar dando em cima de você.- Disse.

— Ok, essa é a sua opinião, mas eu não penso assim e gosto muito do Stefan. Não vou deixar de ser amiga dele.- Disse.

— Troca de dupla pelo menos.- Disse.

Suspirei.- Eu não vou fazer isso Elijah, pode esquecer. E vou para casa.- Balancei a cabeça incrédula com o que tinha ouvido e sai dali.

— Tatia!- Fui atrás dela do mesmo jeito que estava, a alcançando no elevador.- Você não vai embora.

— Quem vai me impedir?- Perguntei.

— Eu vou.- Disse a segurando e a deixando contra a parede.

— Elijah...- Disse.

— Droga Tatia, não vê o que você faz comigo? Eu sai daquela vida de uma prostituta por dia, assumi que queria um relacionamento, enfrentei tudo na faculdade, estou indo na merda de um psicólogo para conseguir me controlar, para não chegar a pensar que só quero sexo com você, ser melhor para você. Com você estou me sentindo de um jeito que nunca me senti, não é só na cama, é em tudo. Até o mais simples, é só por estar com você! Se eu sou assim, é por que sou louco por você!- Não me importei de falar tudo assim, nem de estar de cueca no meio do corredor.

O olhei.- Elijah, o problema não é você me amar, eu também te amo, o problema não é o sexo, o problema é você querer controlar a minha vida e isso eu não vou permitir. Então pode esquecer.

Ao olhar para ela me dei por vencido. Porque a conhecia para saber que ela poderia até terminar por isso e a perder não era uma opção.- Como?

— Não sei.- Disse.

— É muito tarde?- Perguntei.

— Para que?- Questionei.

— Para eu mudar.- Disse.

— Não sei. Só o tempo vai dizer isso.- Disse.

— Eu estraguei tudo, não foi?- Questionei.

Suspirei.- Não, não estragou. Vamos entrar, você está só de cueca aqui.

— Não me importo.- Disse.

Entramos na casa dele de novo.

— Posso perguntar uma coisa?- Perguntei.

— Pode.- Disse.

— Alguma vez você fez só porque eu queria?- Perguntei.

— Não.- Disse.

Suspirei aliviado, mas acabei rindo.

— O que?- Perguntei.

— Eu te deixei viciada como eu.- Cheguei junto dela, a pegando pela cintura.

Sorri.- Talvez sim.

— Talvez é?- Beijei o pescoço dela.

Me arrepiei.- Sim.

A olhei.- Desculpe. Por gritar e ter essas crises.

— Não precisa se desculpar.- Disse.

— Eu vou melhorar, prometo.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Ainda confia em mim? Deus, chega! Credo, estou parecendo um adolescente. Essa terapia vai me enlouquecer mais ainda.- Ri.

Sorri.- Tudo bem e confio sim, claro.

— Tá vendo, por isso eu amo você.- Disse.

Sorri e lhe dei um selinho.

— Agora vamos matar essa vontade que não aguento mais.- A beijei e a levei para o quarto. Aquela noite foi simplesmente perfeita. Continuei com as minhas sessões, meu terapeuta via e tratava da minha ansiedade, assim como o meu ciúme exagerado, o que aos poucos, trabalhando junto com a Tatia também, fui me controlando mais. Tatia me apoia e me ajuda tanto que não consigo mais maneiras de explicar como ela é a mulher da minha vida. Tem sido meses assim, percebo ela mais feliz comigo, agora que as crises diminuem e tento esquecer a existência desse amigo dela. Fizemos um ano juntos e comemoramos meus avanços quando a pedi em casamento. Quando ela aceitou, tinha a levado para jantar, não me importei com ninguém e gritei, pulei e a beijei. Sabia que ela era a mulher certa para ser minha esposa, minha companheira, minha amante (mais que perfeita, essa mulher está cada vez mais um furacão), um dia mãe dos meus filhos. Sei que não vamos casar agora, mas só de a ver desfilando com a aliança por ai sorrio. Ela diz que é besteira, mas tem significado para mim. Na verdade todos esses sentimentos, meio que me assustaram, mas conforme fui me acalmando e lidando com eles... Não tem coisa melhor que estar com ela nos meus braços, a amando completamente.

*****

What a feeling to be right here beside you now

Holding you in my arms

When the air ran out and we both started running wild

The sky fell down

But you've got stars, they're in your eyes

And I've got something missing tonight

What a feeling to be a king beside you, somehow

I wish I could be there now, I wish I could be there now

*****

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! :3 Que saudade estava disso aqui gente, mas agora estamos de volta de vez.... Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;) Próximo dia de postagem: 15/01.