Up All Night - One Shots

15 Capítulo 15- Where Do Broken Hearts Go.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Bem, nos vemos lá embaixo...

Counted all my mistakes
And there's only one
Standing up from the list
Of the things I've done

*****

POV Elena.

A exatos dez meses eu estava separada e eu ainda conseguia ama-lo como no dia que o conheci. Eu me odeio por isso e ao mesmo tempo sei que não tenho culpa, porque não nos separamos por falta de amor ou de qualquer outra coisa. Eu e Klaus estamos juntos desde dos meus 16 anos, que foi quando engravidei do Dylan. Na época ele tinha 24 anos e acabei indo morar com ele. Desde então sempre fomos apaixonados e não tenho nada do que reclamar dele; Klaus é perfeito. Porque nos separamos então, certo? Bem, ele é do FBI e recebeu uma missão de passar um ano fora trabalhando infiltrado, e ele ama o trabalho dele. E nos últimos três meses antes de decidir se ia ou não, ele estava mal humorado e parecia que brigamos mais do que nos últimos cinco anos juntos. Então eu simplesmente disse que preferia que nos separássemos e ele fosse sem culpa. Pois eu sei que ele seria fiel, como disse Klaus é um homem perfeito, e também sei que ele ficaria intragável e não faria as coisas direito. Porque eu conheço ele e sei o quanto fica mal humorado sem sexo. As vezes acho que ele é meio viciado, mas tudo bem. Foi ai que tudo aconteceu, nos separamos. Ok, não legalmente porque primeiramente nem somos casados no papel. Só moramos juntos. Acho que ele nunca me pediu em casamento por causa da família dele, já que a minha hoje em dia já superou o fato de eu ser mãe aos 16 anos. Eu não sou rica, nunca passei fome, mas nem de longe sou rica e os pais dele, ele por si só, é rico. Isso sempre foi um tabu na família dele e até hoje acho que me chamam de “a golpista”. O pior é que nem tem como falar muito porque Klaus que me sustentou, eu terminei o ensino médio e só. Klaus sempre disse que eu não precisava me apressar, ele podia cuidar de tudo e realmente; ele ganha bem no trabalho dele, ele tem investimentos dele na empresa da família que todos os meses geram milhões e mais a parte que ele ganha por direito de ser herdeiro, então sim, ele separado da família já é milionário. Eu sempre adiei o fato da faculdade, porque no final eu tinha Dylan para cuidar e a casa, então sempre adiava e hoje estou aqui; ferrada. Suspirei. Klaus disse que eu podia ficar no outro apartamento dele e ele me mandaria dinheiro, mas não aceitei, só para Dylan. Se não, mais do que nunca, a família dele teria razão no que fala de mim. Graças a Deus eu consegui um emprego fácil e moro com a minha família esses dez meses. Minha mãe e meu pai são apaixonados pelo Dylan e ficam cuidando dele para mim enquanto trabalho, que é das 18:00 até a 1:00 da madrugada. Eu tralho no bar/restaurante de uma boate bem badalada de gente rica. Consegui com dois amigos do Klaus; Damon e Stefan Salvatore. Damon tinha a idade do Klaus, 30 anos e Stefan 28 anos. Eles são super legais e me acolheram. Nem sei como agradecer ele, acho que faço isso todos os dias. O bom é que não é um lugar “decante”, ok, é sim, mas onde trabalho especificamente não é tanto. Trabalho no bar e eles também servem comida como pizza, hambúrguer, lasanha... essas coisas mais simples. E como eu tenho 22 anos, é fácil trabalhar nisso. Terminava de me arrumar e o uniforme era; um micro short, uma blusa apertada e decotada, botas e um avental. Guardei o avental na bolsa, coloquei um casaco comprido para sair na rua. Peguei a minha bolsa e fui para a sala, vendo Dylan com meu pai. Minha mãe devia estar fazendo a janta.- Hey amor, a mamãe está saindo.

— Vai trabalhar mamãe?- Ele perguntou.

— Vou sim.- Beijei ele na bochecha.- Se comporta.

— Tá. Hmm... mamãe?- Ele questionou.

— Sim?- Perguntei.

Ele levantou e saiu me puxando.

— O que foi amor?- Perguntei.

— Quando é que o papai volta?- Ele perguntou.

— Muito em breve amor.- Disse.

— Tô com saudade dele.- Ele disse.

— Eu sei meu amor.- Disse.

Ele se abraçou em mim.- Quando ele chegar a gente vai para casa?

Senti meu coração apertar e me abaixei, o olhando.- A mamãe já te explicou isso, amor.

— Então não.- Ele disse.

— Você pode ir morar com ele, se quiser meu amor.- Toquei o rostinho dele. Mesmo que se isso acontecesse seria como arrancar célula por célula do meu corpo com a mão besuntada em álcool.

— Não, quero vocês dois.- Ele disse.

O abracei.- Eu preciso ir trabalhar, ok?

— Tá.- Ele disse.

Me despedi dele e dos meus pais, indo para o trabalho. Chegava junto com Stefan e Damon, e os outros funcionários. Entrei e vi todos.- Hey, boa noite.

— Boa noite linda.- Damon disse.

Tirei o casaco e pendurei.- Eu ainda vou fazer um abaixo assinado contra esses uniformes.- Disse brincando.

— Ai quem vai fazer um desses são os clientes.- Stefan disse.

Ri.- Verdade.

— Eu não reclamo, rende até boas gorjetas.- Vick disse.

Ri.- Isso é. Hmm... Damon, eu posso falar com você?

— Claro.- Ele veio até mim.

— Hã... você que tem mais contato com o Klaus... você sabe quando ele volta? O Dylan não para de perguntar isso.- Disse.

— Ele não liga para você?- Ele perguntou.

— Liga para o Dylan.- Disse.

— Estranho.- Ele disse.

— Hmm... tudo bem, deixa para lá. Obrigada mesmo assim.- Disse.

— Não é isso. É que ele me liga todo mês para saber de você. E quando disse que estava trabalhando aqui, ele disse que ia me arrebentar por ter botado você para trabalhar assim.- Ele disse.

Não dê importância para isso... não dê.- Bem, ele não tem mais nada a ver com isso.

— Não foi o que pareceu e ele pareceu diferente.- Ele disse.

— Diferente?- Perguntei.

— Sim, não sei bem sobre o que é esse caso, mas eu o conheço a anos e isso mudou ele.- Ele disse.

— Ah sim.- Disse.

— Mas pelo que ele disse vai voltar logo.- Ele falou.

— Obrigada.- Disse.

— De nada. E fora isso como tá o pequeno?- Ele perguntou.

— Está bem. Bem, tenho que voltar para ajudar o pessoal. Até mais.- Sai.

— Elena, boa noite.- Cami chegou sorrindo.

— Hey Cami.- Disse.

— Esse curso tá acabando comigo.- Ela disse.

— Eu imagino.- Disse.

— Você podia estudar também.- Ela disse.

— Não tenho muito tempo.- Disse.

— E enquanto o Dylan tá na escola?- Ela perguntou.

— No momento eu não posso.- Disse.

— Tudo bem.- Ela disse.

— Ela tá esperando o príncipe dela voltar.- Vick disse.

— O que? Eu não.- Disse.

— Então porque não saiu com ninguém em quase um ano?- Vick perguntou.

— Porque não teve oportunidade.- Disse.

— Até parece. Recusou todos os caras que te chamaram para sair.- Vick disse.

— Só não quero, Vick.- Disse.

— Deixa ela Vick, você sabe o que é melhor para você Elena.- Cami disse.

— Eu sei.- Disse.

— Ei, suas gostosas vamos trabalhar?- Tyler questionou.

— Desculpe, já estou indo.- Fui para o meu lugar de trabalho.

— Olhando assim até parece machão.- Vick disse subindo no palco.

— E ele não é, Vick?- Perguntei enquanto arrumava as coisas. Eu era a mais nova de todos ali. Ter 22 anos parece ser meio ruim quando se é a mais nova de um lugar.

— Que nada. É um gatinho mansinho.- Vick disse.

— Que porra tá falando ai Vick?- Tyler questionou.

Ri.- Não imaginaria isso.

— Tem alguém que você ainda não pegou?- Cami perguntou.

— Pelo jeito não.- Disse.

— Olha sou bem tentada nos chefinhos.- Vick disse.

— Santo Deus.- Ri.

— Você é terrível Vick.- Cami disse.

— Eu sei.- Ela disse.

*****

All the rest of my crimes don't come close
To the look on your face when I let you go

*****

POV Misto. (Elena e Klaus.)

Sentei na ambulância e olhava ao redor ,não acreditava que tudo tinha acabado. Onde eu estou? Miami. Na verdade eu sou da sede de San Diego do FBI, mas nossas investigações nos trouxeram aqui e precisávamos de alguém por dentro do caso para se infiltrar e acabei vindo. Isso me custou algo caro demais; meu casamento, ficar longe da minha família por quase um ano. Eu tive que me passar por um traficante querendo aumentar de nível entrando no mundo da prostituição e tráfico não só de drogas, mas de mulheres também. A operação foi um sucesso, com exceção que estou indo para o hospital por ter levado um tiro, mas estou feliz que isso acabou. Durante esse tempo eu pensava demais na Elena e como concordamos em nos separar, acabei indo para cama com outra mulher, meu pau imbecil não conseguiu ficar quieto, mas ela não saia da minha cabeça, então com cada mulher que trepei para saciar o meu tesão descontrolado, foi como se fosse com ela, era ela que eu imaginava na minha cama. Merda, será que ela está com alguém? Será que ela transou com alguém? A ideia de outro cara a tocando e beijando me deixa enjoado e furioso, cacete. Tive que fazer uma pequena cirurgia para retirar a bala que tinha pegado na barriga e fique uma semana no hospital (o que achei um exagero, só uns pontinhos no abdômen e uns no braço por uma facada) e lá eu pensava em como eu podia ter feito isso com ela e na saudade que estava, não só dela, mas do Dylan também. Ah, o meu garotinho, com tanta merda que eu vi nesse meses (que não está me deixando dormir) dava graças a Deus dele estar bem e a salvo em casa. Liguei para o Damon e quando ele me disse que ela estava trabalhando no bar dele eu surtei. Ela estava trabalhando com roupas minúsculas e com caras bêbados em cima dela o tempo todo, ele ficou louco? Eu vou mata-lo assim que chegar lá. Tive alta e assim que resolvi toda a papelada que a central precisava, peguei o voo para casa. Quando sai do aeroporto já era noite, então peguei um carro e fui direto para o bar do Damon, precisava ver a Elena, por mais que não soubesse como iria reagir a vê-la. Ainda a amava? Sim, demais. Mas fiz muita coisa nesse tempo e pior de olho numa missão aceitei me separar, abri mão dela, que mulher iria querer um marido desse? Suspirei e entrei no bar. Andei por entre as mesas e estava bem cheio, mas reconheci facilmente aquela figura de costas. Andei até ela, mas o cara que estava a servindo desceu a mão pelas costas delas apertando a sua bunda que estava num short minúsculo, quase uma calcinha. Vou matar o Damon. Cheguei até a mesa e peguei a mão do cara antes dela conseguir se afastar.- Acho que você deveria aprender boas maneiras.- Virei com gosto.

Me virei.- Klaus?

— Quem é você seu maluco? Vai quebrar minha mão assim!- Ele disse.

— Eu deveria e livraria muitas mulheres da sua imundice.- Disse.

— Klaus, solta ele!- Disse.

— Você vai sair daqui e ai de você se eu te ver perto dela novamente.- Disse.

— Solta ele, por favor.- Disse.

— Vai embora daqui, agora.- Soltei ele e sai puxando ela.- O que deu em você para trabalhar aqui? E assim?

— O que?- Perguntei.

— É para se vingar de mim?- Olhei ao redor.- Cadê o Damon? Eu vou matar ele por expor você assim.

— O que? Não! Eu estou trabalhando.- Disse.

Vi ele vindo na minha direção e a minha raiva teve um foco. Fui na direção dele e o soquei.- Você ficou maluco?

— Que porra é essa?- Damon questionou.

— Porra é o que você fez com a minha mulher.- Disse.

— Eu dei um emprego para ela.- Damon disse.

— Eu tô vendo bem o que deu para ela. Aproveitou que eu estava fora para chegar nela também? Não foi o que você disse que era muito mais amigos agora?- O empurrei. Se Damon tivesse tocado nela eu iria mesmo mata-lo, acho que o faria com quem quer que fosse.

— Ela não é mais sua, idiota.- Ele o empurrou de volta.- Se eu tiver ou não trepado com ela, o problema não é seu.

— Vamos ver se não é.- Parti para cima dele, sentindo uma fúria que nunca tinha sentido antes. Imagens dele a tocando e beijando passavam na minha cabeça e só fazia ela ficar maior. Senti minha barriga e meu braço reclamarem, mas não me importei.

— Parem!- Gritei e fui para o meio dos dois.- Klaus, para!

Parei quando ela estava no meio e a olhei. Eu não devia ter deixado a Elena, não mesmo. Que merda eu fiz? A dor na minha barriga estava muito pior e me escorei na parede.- Eu não acredito que você fez isso.

— Que merda foi essa? Elena, você tá bem?- Tyler perguntou.

— Estou. E eu e Damon não transamos.- Disse.

Estava mais cansado do que o normal.- Não é o que a cara diz.

— E quem é você para cobrar alguma coisa? Você não abandonou ela?- Ele arrumou um guardanapo e deu ao chefe.

O encarei.- E quem é você para se meter?

— Você ficou louco? Amigo da onça você é.- Damon gemeu quando mexeu maxilar.

— Damon, você está bem? Quer que pegue os primeiros socorros?- Perguntei.

— Tá perecendo que tá precisando. E vocês usaram o que? Esse dai tá sangrando.- Ele indicou com a cabeça.

— Puta merda os pontos.- Xinguei ,botando a mão por dentro camisa, tirando e olhando.

Fui até Klaus.- O que foi isso? Você está bem?

— Um tiro que levei semana passada. Esqueci a merda dos pontos.- Disse.

— Você é louco.- Tyler disse.

Suspirei.- Vamos para o hospital.

— Não precisa, eu me viro.- Disse.

— Vamos.- Peguei minha bolsa atrás do balcão.- Depois eu faço hora extra Damon, desculpe.- Puxei Klaus e saímos, acenei para um táxi parar.

— As minhas malas estão no carro, eu vim direto para cá.- Disse.

— Me dá a chave então.- Disse.

Dei minha chaves a ela.- Você não precisa ir. Não quero que fique devendo nada ao Damon.

Todo mundo me olhava, devia ser a roupa, mas não me importava.- Deixa disso.- Achei o carro dele, abri, o ajudei a entrar e entrei também, saindo dali.

Enquanto ela dirigia, levantei a camisa, tirando o curativo, tinha arrebentado alguns ponto.- Merda!

— O que?- Perguntei.

— Arrebentei alguns.- Disse.

Suspirei.- Já estamos chegando no hospital.

Me estiquei no banco de trás e peguei minha jaqueta.- Toma, não ande assim por ai. Se não é provável eu matar alguém mesmo.

Peguei e coloquei no meu colo para colocar depois.- Você é um exagerado.

— Eu não.- Disse.

— Imagina que não. O que pensou que estava fazendo atacando o Damon? Ele é seu amigo.- Disse.

— Aquele cara me tirou do sério e ver você assim, maluco. Quando o vi fiquei puto e depois do que ele deu a entender, eu não pensei em mais nada.- Disse.

— O que tem o jeito que estou? Não estou feia nem nada.- Disse.

— Um inferno de gostosa.- Disse.

— Bem, isso é bom, não?- Perguntei.

— Não. Faz todos os caras daquele bar ficarem duro como eu fiquei, como aquele babaca que te alisou estava.- Disse.

— Eu sei me cuidar Klaus e não tenho medo de homens excitados. Não é um bicho de quatro cabeças.- Disse.

— Para que você foi para lá? Eu disse que não precisava.- Disse.

— Estar junto com você e não trabalhar, tudo bem, mesmo ainda sendo estranho e desconfortável, mas não ia suportar viver separada de você e você me sustentando. Isso é errado.- Disse.

— Não precisava ser num bar. E o Dylan? Fica com quem? Meu Deus, eu preciso ir vê-lo, estou louco de saudade dele.- Disse.

— Com meus pais.- Disse.

— Você não mudou de ideia sobre isso?- Perguntei.

— Sobre?- Perguntei.

— O apartamento.- Disse.

— Não.- Disse.

— É a sua casa também. E do Dylan.- Disse.

— Klaus, não.- Chegamos no hospital e estacionei o carro. Sai, coloquei a jaqueta dele e o ajudei a sair do carro, indo para o hospital.

Entramos e não demorei a ser atendido, me levaram para a enfermaria onde refizeram os pontos e o curativo do braço, o que levou cerca de uma hora tudo. Fiquei meio zonzo, mas dava para ir bem, então sai procurando a Elena.- Hey, prontinho.

— Que bom.- Disse.

— Bom que já refizeram o outro, me poupando disso.- Disse.

Passei o braço dele pelo meu para ele se apoiar.- Quer ir para a casa dos seus pais? Não parece bom você ficar sozinho.

— Não, vou para casa. Já fiz muita merda hoje.- Disse.

Suspirei.- Essa noite você dorme lá em casa e amanha já vê o Dylan. Você não pode ficar sozinho desse jeito anestesiado. Amanha vai estar melhor.

— E eu achando que eu não poderia piorar as coisas.- Disse.

— Deixa disso.- Disse.

Me calei e voltamos ao carro, indo para a casa dos pais dela.

Chegamos e todos já dormiam. Subimos.- Você pode dormir no quarto do Jer.

— Tudo bem.- Disse.

— Boa noite.- Entrei no meu quarto.

Fui para o quarto e me deitei. Será que ela me odeia? É claro que odeia depois do que eu fiz. Como esperava eu não consegui dormir direito. Logo escutei a voz do meu filho.- Olha se não é o maior comilão da casa.

Ele largou tudo.- Papai!

Suspirei. Ótimo. Como me explicaria agora?

O peguei e o abracei. Deus, eu senti tanta falta dele, ele e ela era o que eu conseguia usar de força para deixar a cabeça no lugar.- Como meu bebê tá grande.

— Não sou bebê.- Ele disse.

— Bom dia Klaus.- Grayson disse.

— Bom dia.- Miranda disse.

— Bom dia.- Me levantei com cuidado com ele no colo.

— Quando você chegou?- Dylan perguntou.

— De madrugada, ai preferi fazer uma surpresa quando você acordasse.- Disse.

— A todo mundo.- Grayson disse.

— Deixa que eu lavo a louça e arrumo a casa, mãe. Eu não trabalho agora.- Disse.

— Tudo bem, vou agradecer porque preciso ir.- Ela disse.

— Vai para o colégio Miranda?- Perguntei.

— Sim.- Ela disse.

— Tenha um bom dia.- Disse.

— Olha vovó o meu pai voltou.- Ele disse rindo.- E babudo.

Ela sorriu.- Eu vi amor.- Ela beijou o neto nos cabelos.- Até mais.- E saiu.

— Papai, agora você vai ficar aqui?- Ele perguntou.

— Não campeão, vou para casa. Só fiquei porque cheguei muito cansado e a sua mãe deixou eu ficar aqui.- Disse.

— Como foi de viagem?- Grayson perguntou.

— Bem, com os resultados esperados.- Disse.

— Eu vi nos jornais. Coisa foi feia. Você que foi, hm, ferido?- Grayson perguntou.

— Foi, mas já estou bem.- Disse.

— Eu vou levar o almoço do Liam e já volto.- Liam era nosso vizinho e viramos amigos nesse ano. Descobri que ele mora sozinho e só come porcarias, então me prontifiquei de levar almoço para ele levar para o trabalho. Peguei na geladeira.

— Quem é Liam?- Perguntei.

— O amigo da mamãe, ele é chato.- Dylan disse.

— Dylan o que foi que eu te falei?- O repreendi.

— Que não é para falar assim.- Disse.

— Exatamente. Eu já volto, é rapidinho.- Sai.

Ela saiu e me sentei com Dylan, o ajudando com o café. Grayson parecia o mesmo comigo, ainda bem. Fiquei de olho em onde Elena tinha ido e ela levou uns quinze minutos para voltar, o que já estava me deixando nervoso.

Ri.- Obrigada por me trazer do outro lado da rua, Liam. Muito perigoso.- Disse já com a porta de casa aberta.

— Você é sempre muito boa comigo, não custa retribuir. E ai Dylan?- Ele questionou.

— Oi. Olha só quem está aqui, o meu pai!- Dylan disse.

Me segurei para não rir; meu garoto.- Bom dia, acho que não nos conhecemos; sou Klaus.- E você moleque, pode tirando as patas de cima dela, entendeu?!

Sorri para Liam.- Espero que a comida esteja boa. Sou muito prendada, mas minha mãe é a melhor nisso. Ela adora você, então acho que está ótimo.

— Tenho certeza que está ótimo. Bom dia senhor Gilbert.- Liam disse.

— Bom dia garoto, já tomou café?- Grayson perguntou.

— Não, mas tenho que ajeitar as coisas antes de ir trabalhar.- Liam disse.

Ah tadinho, ele não pode fazer nada sozinho. Babaca. Cortei as panquecas dando ao Dylan que estava emburrado, suspeito que como eu.

— Tenha um bom dia então.- Disse.

— Obrigado linda.- Liam disse.

Como é? Olhei para eles. Sorte sua estar com meu filho no colo, se não te arrebentava.

— Tchau Dylan.- Liam disse.

Ele enfiou um pedaço de panqueca na boca.

Passei a mão pelo rosto envergonhada depois que Liam saiu. Ótimo, meu filho é uma criança mal educada. Sou uma péssima mãe, sou terrível.- Pai, quer que arrume alguma coisa para você levar para o hospital?

— Eu só vou mais tarde querida, mas se quiser já deixar arrumado, tudo bem.- Ele disse.

— Não, depois então.- Disse.

— Tudo bem.- Ele disse.

— Papai, viu que eu cuidei da mamãe direitinho como você disse?- Ele questionou.

— Ah, então vem dai o cuidado e ciúme todo.- Ele riu.

Sorri e olhei a hora.- Tenho que te levar para aula. Vamos?

— Ah não mamãe, vou ficar com o papai.- Ele disse.

— Hey mocinho, assim não pode. Você tem que ir pra aula.- Disse.

— Não, ele tá certo. Hoje ele devia ficar com você mesmo.- Disse.

— Mas eu nem fui em casa ainda, nem ajeitei nada. Vamos fazer assim filhote: você vai para o colégio e eu vou para casa ajeitar algumas coisas. Quando for a tardinha, eu venho te pegar.- Olhei ela.- Tudo bem ele dormir comigo hoje?

— Você é pai dele, não precisa pedir permissão.- Disse.

— Tá bom, assim eu gosto. Mas e ai você vai ficar sozinha?- Ele perguntou.

— Está tudo bem amor.- Disse.

— Tem certeza?- A olhei, droga como queria a levar lá para cima e possuir ela agora mesmo, acalmar tudo o que eu estava sentindo.

— Eu pareço uma criança, mas não sou. Está tudo bem.- Disse.

— Dylan, vamos escovar os dentes.- Ele o pegou e saiu.

— Quem é esse cara?- Perguntei.

— O que?- Perguntei.

— Esse vizinho. Ele está todo para cima de você.- Disse.

— Somos amigos.- Disse.

— Eu reparei como ele quer ser amigo.- Disse.

— Não é da sua conta se formos mais do que isso.- Disse.

Ia responder, mas me calei, ela tinha razão e a culpa era minha por ter a deixado ir. Mexi o café que tomava.- Você me odeia?

— Não.- Disse.

— Tem certeza?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Suspirei aliviado.- Pelo menos isso.

— Eu nunca te odiaria.- Disse.

— Não é por falta de merecimento.- Disse.

— Eu só quero que seja feliz.- Disse.

Dei um meio sorriso.- Depois desses meses acho meio difícil. Ainda mais ao voltar para cá e ver tudo que deixei ir.

Senti um aperto de vê-lo assim e percebi que ele estava mudado mesmo. Por um momento senti saudades do surto de ciúmes que ele não teve hoje. Ainda estava machucada, mas o amava demais. Acho que isso machucava mais.- Quer café?

— Pode ser.- Disse.

O servi e comecei a limpar a cozinha.

Ela estava de costas e a bunda dela atraiu a minha atenção. Lembrei do short que ela usava ontem e se visse ela usando ele só para mim, eu iria enlouquecer, mas dessa vez de um jeito bom.

O dia estava quente, então prendi meu cabelo em um coque e enrolei minha blusa até abaixo dos seios, eu já usava um short jeans que era o melhor para limpeza. Eu não usava sutiã a um tempo, só em casos necessários. Era bem mais “livre” assim.- Você quer ficar com o Dylan uns dias? Sei que deve estar com saudades e ele está de você.

Cacete, ela quer me tentar? Estou a dias sem sexo e ver a mulher que eu queria assim toda gostosa na minha frente, sensualizando desse jeito vai me enlouquecer.- Quero, tenho uns dias de folga.

Assenti.- Tudo bem. Vou arrumar a mochila dele, ai você o pega no colégio e fica com ele. Ele está indo dormir as 20:00 e come mingau. Como te disse a uns meses atrás por telefone, a médica suspendeu as bobagens porque ele estava ficando com a glicose alterada e como seu pai tem diabetes, melhor não arriscarmos.

— Tudo bem. Controlar bobagens com uma criança pequena não é fácil.- Disse.

— Tudo em moderação.- Disse.

— Ok. Mas ele está bem não é?- Perguntei.

Ri.- Sim. Ela só pediu para moderarmos mais e não comermos pizzas todas as sextas a noite.

— Não?- Era algo que tínhamos criado para a gente. Toda sexta escolhíamos um filme ou serie e ficávamos os três na cama assistindo e comendo.

— Não faça essa cara, ainda existe outras coisas. Pipoca é uma delas e é saudável.- Disse.

— Uhum. Esse Liam vem sempre aqui?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— E para que? Ele não tem a casa dele?- Perguntei.

— Ele mora sozinho.- Disse.

— E por isso ele tem que se enfiar aqui e ficar babando nos seus peitos ou na sua bunda?- Questionei.

— O que? Ele não faz isso.- Disse.

— Imagina que não. Diga a ele que a sorte dele hoje é que eu estava com o Dylan aqui e no meu colo, se não ele sairia com aquele nariz intrometido arrebentado daqui.- Disse.

— Agora vai querer que eu ande com um placa “Não olhe para meus peitos e minha bunda, mas as pernas podem.”- Ironizei.

— De preferencia; não olhe de jeito nenhum.- Disse.

— Não pode impedir que olhem, Klaus.- Disse.

— Não duvide disso.- Disse.

— E você pode olhar?- Perguntei.

— Totalmente. Como agora; olhar e sentir.- Disse.

Ri.- Sinto muito, mas muitos olham. Principalmente depois que aderi a moda de não usar sutiã.

— O QUE!?- Exclamei.

— O que?- Perguntei.

— Você não faz isso. Isso não é de você.- Me levantei. Ela andava por ai mostrando os peitos?

— Não é como se andasse pelada, só ando sem sutiã.- Disse.

— Nossa, muita diferença. Parece que está aproveitando bem o tempo sem mim não é?- Questionei.

— Tô pronto.- Ele entrou correndo.

Suspirei.- Quer leva-lo?

— Vou leva-lo. As seis venho busca-lo.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Tchau mamãe.- Ele correu para ela.

Sorri e o abracei, enchendo-o de beijos.- Boa aula e comporte-se.

— Pode deixar.- Ele disse.

— Vai indo para o carro Dylan.- Ele saiu e fui saindo também, mas parei.- Sabe mesmo antes de chegar aqui, vinha pensando nessa burrada e quando te vi, tive certeza que tinha que consertar isso, mas eu não contava com um detalhe; você está feliz assim.

— Tchau Klaus.- Disse.

*****

So I built you a house from a broken home
And I wrote you a song
With the words you spoke

*****

— Tchau Elena.- Sai de lá e levei Dylan no colégio, depois indo para casa. Estar lá e não os ter comigo, não fez mais ali parecer nossa casa, era estranho. Merda! Levei as malas para o quarto e tudo cheirava a Elena, lembrava ela. Puta merda, eu estou muito fodido. Os dias com o Dylan fizeram aquilo ficar mais suportável, brincava com ele, o levei para passear, assistimos desenho, jogamos; tudo aquilo que perdi nesse meses longe. Quando o levei de volta, o entregando para Elena, senti uma parte do meu coração, que já não andava bem se partir e ficar lá. Como não quis voltar para o apartamento e encarar tudo aquilo, fui para um bar qualquer e comecei a beber, acabei ligando para o meu irmão.— Elijah.

— Klaus, oi.- Ele disse.

— Isso é uma merda, um inferno.- Disse.

— O que?- Ele perguntou.

— Minha vida.- Disse.

— Do que está falando?- Ele perguntou.

— Ficar sem a Elena, sem o Dylan.- Virei um pouco mais no copo e bebi.- Não tenho mais nada.

— Você tem o Dylan.- Ele disse.

— Não, minha casa não é a casa dele, é com a mãe. Acabei de devolve-lo e estou puto da vida que aquele tiro não tenha sido mais certeiro.- Disse.

— Hey, você tá maluco? Você tem um filho para criar. Se quer ele, lute por ele. Vá para a justiça. Não vai ser difícil conseguir a guarda dele.- Ele disse.

— Você que está maluco, eu nunca faria isso com ela.- Disse.

— Eu não te entendo, Klaus. Você queria o trabalho, se separou para ficar livre e agora volta e queria que fosse como antes?- Ele questionou.

Desisti do copo e passei para a garrafa.- Obrigado por me lembrar algo que eu não sabia irmãozinho.

— Onde você tá?- Ele perguntou.

— Num bar.- Disse.

— Qual?- Ele perguntou.

— Não sei.- Parei uma garçonete e perguntei o nome.- Sound's Hell.

— Estou indo para ai.- Ele desligou.

— Não.- Ele desligou antes de eu terminar e dei com os ombros. Vi uma gostosa me olhando e fui até ela, mas só conseguia ver a Elena. Porra. Voltei a sentar na minha mesa e entornei a garrafa.

*****

Yeah, it took me some time

But I've figured it out

How to fix up a heart that I let down

*****

Elijah chegou e tentou me animar, mas tudo que eu estava sentido era demais naquele momento. Os dias seguintes passaram entre ir ao trabalho, voltar, ver o Dylan e beber para tentar esquecer a Elena, mas parecia que ela estava enraizada em mim. Eu até tentei transar, o tesão acumulado estava me deixando mais doido ainda, só que não consegui por não ser com ela, acredita nisso? Toda vez que a via ou me masturbava pensando nela, fico duro feito uma rocha, mas com qualquer outra mulher eu não tinha nada. Para ajudar, tudo que tinha acontecido em Miami, ficava rodando na minha cabeça, as coisas que eu tinha feito voltavam para me assombrar, o que me deixava sem dormir. As vezes eu ia na casa do Elijah ou da Freya (os unicos, juntando o Kol, que gostavam da Elena) tentando me distrair e eles sempre pareciam preocupados, dizendo que eu estava mais magro(seria porque não tenho quase comido? Café sanduiches e bebida eram o meu cardápio atual),abatido e tal, mas eu sempre desconversava para outro assunto. Para tentar aplacar a saudade que eu tinha dela passei a ir no bar do Damon, a ver toda sexy ajudava um pouco a aliviar o que eu sentia, mas eu queria mais, queria ela para mim de volta. As vezes quando estava lá, alguma mulher chegava em mim, mas eu não tirava os olhos era dela. Sentia ela olhando pra mim as vezes e podia jurar que via ciúme neles. Completando o meu tormento Liam decidiu aparecer as vezes no bar e o jeito que ele a olhou e a segurou certa vez despertou algo em mim de uma vez por todas; ela era minha e você seu babaca não vai mais toca-la. Ouvi que ele tinha a chamado para sair, mas depois que ela saísse do turno dela, não mesmo. Fiz uma ceninha na mesa e fui até o bar.- Você tem algo ai para o estomago Lena?

— Para o estomago?- Perguntei.

— Sim. Acho que tequila de estomago vazio não fez bem.- Disse.

Suspirei.- E eu ainda pergunto; sempre soube que não sabe se cuidar. Você é uma criança grande.- Peguei um pedaço de pizza e coloquei no micro ondas para aquecer. Coloquei um potinho com amendoim na frente dele.- Coma. Depois que forrar o estomago te dou o remédio.

Peguei uns e comi.- E você sempre cuidou bem de mim, me mimando.

— Você precisa fazer a barba, está virando o Dumbledore.- Disse.

— Está grande assim?- Perguntei.

— Sim.- Tirei a pizza do micro ondas e coloquei na frente dele com um copo de suco natural de laranja.- Coma tudo.

— Suco?- Perguntei.

— Sim, não discuta.- Me sentei no meu banco.

— Vou ter recompensa?- A olhei.

Sorri.- Olha “senhor”, isso até poderia acontecer, mas não gosto de barbudos.

— Hmm... então senhorita, posso providenciar a mudança que deseja.- Tomei um pouco do suco.

— Dylan disse que você não tem comida em casa, geladeira e armários quase vazios. Você tá comendo direito?- Perguntei.

Dei com os ombros.- Sanduíche é comida.

Suspirei.- Eu me esqueço que você não sabe fazer nada; muito menos se cuidar.

— Eu não tenho fome love, não se preocupe. Pelo menos estou conseguindo dormir umas três horas agora. Você percebeu como o Dylan sorri dormindo? Ele faz isso boa parte da noite.- Disse.

O olhei e suspirei.- Você precisa ver um médico, Klaus.

— Eles perguntaram se eu iria querer terapia, mas não preciso disso, estou bem.- Disse.

— Só que não. Você precisa tomar um remédio para dormir.- Disse.

— Não preciso de remédios, as merda que aconteceram em Miami não vão sumir assim daqui.- Toquei na minha testa.- Mas dormir todos os dias sozinho, numa casa vazia e se sentindo um merda por ter deixado isso acontecer, perder a minha família, isso sim está me destruindo.

— Klaus, para com isso. Você precisa se amar, sem isso como você vai amar os outros? Seu filho.- Disse.

— O amor dele ainda tenho, mas perdi o seu.- Disse.

— Isso não é verdade.- Disse.

Ok, por mais que fosse verdade cada palavra que disse, chega de drama.- Não? Você parece bem alegrinha quando o babacão está aqui. Nem parece que sente falta da gente.- Comi um pedaço da pizza, mas não deixei de a olhar.

— Eu só estou magoada.- Disse.

— Eu sei, só não sei como fazer você me perdoar se cada vez que eu penso em tudo, fico mais puto comigo.- Disse.

— Com razão.- Disse.

— Preciso de você.- Chegou um cliente interrompendo a gente.- Some!

— Klaus!- O repreendi e fui atender o cliente.

Porra, quando eu tô conseguindo uma brecha um babaca qualquer atrapalha. Terminei de comer e tomar o suco até ela voltar.

— Quer mais?- Perguntei.

— Pode pedir um duplo para mim?- Perguntei.

— Hambúrguer ou bebida?- Perguntei.

— Acho que se disser bebida você vai me bater, por mais que adore você brava, é sexy pra cacete. Então hambúrguer.- Disse.

— Bom.- Fui até a janela que dava para a cozinha.- Um hambúrguer duplo e suco de laranja, Peter.

— Suco não. Uma coca.- Disse.

— É suco sim Peter.- Disse.

Sorri, me ajeitando no banco.- Você não resiste em cuidar de mim.

— Pois é.- Disse.

Ela ficou ocupada com os clientes que chegaram e fiquei só observando, até meu lanche chegar. O comi com muito gosto, percebi uma fome monstro, mas não era só isso, estava com outra fome muito mais intensa. Estava dando o horário dela e vi Liam chegando, não quebre a cara dele, não quebre.- Love, está tarde, posso te levar em casa?

— Não precisa, obrigada. Liam veio aqui.- Disse.

— Veio? Fazer o que?- Disse fechando a cara.- Está tarde, você tem que descansar.

— Eu sei, mas ele insistiu em vir me buscar para me levar em casa que aceitei.- Disse saindo de trás do balcão e tirei o avental.

— E você vai assim? Não mesmo.- Tirei o casaco que eu estava e botei nela, aproveitando para tocar na cintura dela.

Sorri.- Eu sempre trago um casaco Klaus.

— Nenhum é o meu.- Disse.

Sorri.- Tudo bem, obrigada.

Sorri.- Tem certeza que quer ir com ele? Precisamos conversar mais.

— Não vou deixar ele vir aqui por nada.- Disse.

— Não me importo de dispensa-lo.- Disse.

— Não, fica para depois.- Beijei ele no rosto.- Boa noite.

Era melhor não forçar.- Tudo bem, boa noite.- Sorri e sai trombando no Liam de proposito, quase o derrubando.- Olha por onde anda e pense bem no que vai se meter.- Disse e sai.

POV Elena.

Ele levantou e chegou até ela.- Ele é louco?

— Nem me pergunte.- Sorri.- Obrigada pela carona.

— É um prazer. Pronta?- Ele perguntou.

— Sim.- Disse.

— Vamos.- Ele a levou até o carro.- Gostei desse bar, o pessoal é bem legal.

— Sim, eles são ótimos.- Disse.

— Mas desculpa falar assim, você merece mais, algo muito melhor.- Ele disse.

— Não pretendo ficar aqui para sempre.- Disse.

— Que bom.- Ele olhou o retrovisor.- Posso jurar que estão seguindo a gente.

— Porque?- Perguntei.

— Estranho.- Ele olhou de novo.- Sumiu.

Ri.- Relaxa.

— É, foi impressão.- Ele riu e continuou dirigindo.- E o Dylan, como tá?

— Tá bem, muito feliz que aprendeu a escrever “carro”.- Sorri.

— Ele é fofo, por mais que não goste de mim.- Ele disse.

— Não é verdade.- Disse.

— Eu entendo, ele adora o pai.- Ele disse.

— Isso não justifica mal educação. Eu que sou mole e não sei ensinar, Klaus sempre foi o mais “educador”.- Disse.

— Está tudo bem Lena, ele é uma criança ótima. E você uma ótima mãe.- Ele disse.

— Obrigada.- Disse.

Ele fez o caminho que pelo horário, foi rápido. Ele parou em frente a minha casa e desceu para me ajudar e me levou até a porta.- Adorei ir te ver hoje.

Sorri.- Sua companhia é ótima, sempre será bem vindo.

— Eu posso dizer o mesmo.- Ele se colou em mim.

— Liam...- Disse.

— Shh.- Ele me beijou.

O afastei.- Liam, eu não quero nada agora. Somos amigos.

— Elena, você é linda e incrível. Eu não quero apressar nada, mas poderíamos sair.- Ele disse.

— Eu...- O olhei.- Olha, eu adoro você, mas hoje eu não posso te responder. Não quero te magoar.

— Hmm... tudo bem.- Disse.

Beijei-o no rosto.- Boa noite.- Entrei em casa.

*****

Now I'm searching every lonely place
Every corner, callin' out your name
Tryin' to find you, but I just don't know
Where do broken hearts go?
Where do broken hearts go?

*****

POV Misto. (Elena e Klaus.)

Sorri e depois que Liam entrou também, liguei o carro e sai de lá satisfeito. No outro dia, logo pela manhã, fui no cabeleleiro, cortei o cabelo e fiz a barba, a deixando como era meu costume. Antes de ir ao bar, me arrumei, não deixando parecer demais, mas algo sem ser jeans e camisa. Passei para ver o Dylan e depois fui para o bar. Ela estava arrumando as coisas no balcão, então cheguei de surpresa.- Oi moça.

Me virei e sorri. Ele estava lindo e sexy, não que não seja sempre, mas finalmente ele parecia o Klaus que eu sou apaixonada.- Olá senhor, em posso ajuda-lo?

— Sim, tem uma moça linda aqui que me atendeu ontem, queria ser atendido hoje por ela.- Disse.

— Sem querer ser metida, mas acho que sou eu.- Disse.

A olhei de cima a baixo.- Gostosa assim só pode ser.

Sorri.- Obrigada.

— Elena, eu... eu quero consertar tudo isso.- Disse.

O olhei.- Eu sei.

— Você quer isso também? Me dá essa chance.- Disse pegando na mão dela.

— Não consigo te responder isso agora.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque por um momento, a um ano atrás, eu pensei que você lutaria por mim.- Disse.

— Eu estou aqui agora, fazendo isso.- Disse.

— Você me deixou por dez meses, se divertindo com outras mulheres...- Olhei a mão dele na minha e aliança de compromisso não estava ali, já tinha visto isso antes, claro. E eu nunca tirei a minha, até hoje.- E eu fui fiel, mesmo não precisando ser. Não devendo ser.- Enfatizei o “devendo”.

— Eu não estava me divertindo lá. Foi um inferno tudo que eu passei.- Falei tudo rápido demais, parei pra me acalmar.- E você nunca saiu da minha cabeça. As... as vezes que sai com alguém, na minha cabeça era você, todas as vezes, sempre foi com você que eu queria estar.

Balancei a cabeça.- Esquece, deixa para lá.

— Elena, não, por favor.- A segurei.- Eu quero você de volta, quero minha familia, ser feliz de novo.

— Você não me perdeu, não ainda. Só preciso saber que você é confiável. Eu confiei minha vida a você, literalmente, e você me desapontou. Você não tem culpa de eu não ter feito uma faculdade, mas estou sem opções agora e preciso colocar minha vida em rumo para caso eu volte para você e você me deixe novamente.- Disse.

— Você acha que eu vou te deixar de novo? Eu passei todos os meses pensando em você, mas como tinha acontecendo lá, não podia deixar meus sentimentos prevalecerem. Mas depois que eu voltei, que vi você, eu achei que ia morrer naquela casa sozinho e merecidamente. Na verdade se aquele tiro pega um pouco mais para cima, isso tinha acontecido e eu iria para o inferno de verdade por causa dessa merda que fiz.- Disse.

Balancei a cabeça.- Não fala isso. Não quero te perder tão cedo, só quando tivermos bem velhinhos, nossos três filhos estiverem casados e nossos netos sejam mimados que isso pode acontecer. Você pode até ir primeiro, mas não irei te deixar esperando muito tempo.

— Três filhos?- Sorri.

— E nove netos.- Disse.

— Muitos bebês para a gente apertar.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Vamos sair me deixa conquistar a sua confiança de novo?- Respirei fundo e o nervoso que me deu não era mais conhecido quando o senti assim, foi quando a conheci.

*****

Get the taste of your lips

On the tip of my tongue

It's at the top of the list

Of the things I want

*****

Eu tinha liderado a minha primeira equipe tinha resolvido um caso, estava comemorando, comendo um lanche completo na lanchonete quando a vi entrar. Estava quente, então ela usava um vestido soltinho e a beleza dela me fez esquecer até o que eu estava comendo.

— É sério Bonnie, eu não gosto dele assim.- Disse.

— Duvido, ele é lindo.- Bonnie disse.

— É, Trent é maravilhoso e ele está completamente gamado em você.- Caroline disse.

Ri.- Quem fala “gamado” em 2011 Caroline?

— Eu.- Ela disse.

— Só você mesmo.- Bonnie pegou o Milkshake.- E viu o cara ali no fundo?

Procurava.- Qual?

— Todo arrumadinho ali no fundo, te secando.- Bonnie disse.

Encontrei olhos azuis e bocas rosas me encarando e me senti corar. Ele era perfeito, não devia estar me olhando nada.

— Deus, como ele é lindo.- Bonnie disse.

— Lindo? Ele é gostoso, isso sim. E mais velho; sexy.- Ela sorriu.

Sorri para elas, mas acenei para a linda do vestido.

Me virei rapidamente, totalmente vermelha.

Ela era mais nova, mas acho que nem tanto. Levantei com a desculpa de pegar mais refrigerante.- Uma coca por favor.- Pedi e me virei para onde elas estavam.- Querem alguma coisa meninas?

— Hã...- Balbuciei desorientada.

— Ela gosta de milk-shake de creme.- Caroline disse.

Sorri.- E um milk-shake de creme para a...

— Elena.- Bonnie disse.

— Eu sei o meu nome.- Disse.

— Tudo bem, sweety Elena.- Disse.

— Bonnie, vai comigo naquela banca de revista da esquina?- Caroline perguntou

— Claro. Daqui a pouco voltamos.- Ela saiu com a amiga.

— Mas...- Ai Deus.

— Tudo bem Elena, não vou te atacar.- Ri e entregaram o pedido, dei o dela.

— Obrigada.- Corei.

— Quer sentar comigo?- Perguntei.

— Tudo bem.- Disse.

Ela me acompanhou até a minha mesa e nos sentamos.- Quer?- Ofereci da batata.

— Obrigada.- Peguei uma.

— Você mora por aqui Elena?- Perguntei.

— Moro sim e você?- Perguntei.

— Nascido e criado. Eu amo aqui.- Disse.

Sorri.- Eu nasci em uma cidade minúscula na Virginia, mas me mudei com cinco anos.

— Isso explica porque nunca vi uma beleza como a sua.- Disse.

Me senti corar.- Obrigada.

Tomei da minha coca e a observei. Além de linda, ela era gostosa pra cacete. Senti meu pau reagir, mas tive que me conter.- Não vai beber?

— Vou.- Peguei o canudo e bebi do milk-shake.

Voltei a comer e não podia perder essa chance.- Vai fazer algo mais tarde?

— Não.- Disse.

— Eu ganhei ingressos para a Rihanna e não tenho com quem ir, você quer me acompanhar?- Perguntei.

— Preciso perguntar aos meus pais...- Isso era péssimo de se dizer, mas era verdade.

— Pais? Você tem quantos anos?- Perguntei.

— Hmm... 16 anos.- Disse.

— O...- A olhei.- Você não parece ter 16, 18 no mínimo.

— Vou considerar isso um elogio.- Disse.

— Então você é gostosa demais para a sua idade.- Disse.

Sorri.- E você tem quantos anos?

Sorri.- 20.

— Uau. Você com certeza é bem mais experiente.- Disse.

— Você acreditou? Estou muito bem então.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Eu tenho 24.- Disse.

O olhei.- Meu Deus. Temos oito anos de diferença, isso é... Uau.

— Para mim não faz diferença.- Disse.

— Como não? Eu...- Parei. Não ia falar que nunca tinha beijado para ele.- Você deve esperar outras coisas dos seus encontros.

— E o que eu espero?- Perguntei.

— Isso você que sabe.- Disse.

Sorri.- Não se preocupe com isso Elena.

— Tudo bem.- Disse.

— Eu espero muito que vá.- Disse.

— Eu te mando mensagem.- Disse.

— Se suas amigas quiserem ir, tem para elas também.- Disse.

— Obrigada, vou falar com elas. Com certeza elas vão querer.- Santo Deus, que burrice. Claro que ele não ia querer nada comigo. Olha para mim; uma criança e ele é adulto e pelo jeito rico. E eu não tenho dinheiro nem para o lanche do colégio se não pedir para meus pais. Meus pais não são pobres, mas eu não gostava de ficar explorando eles pedindo um monte de coisa.- Bem, eu preciso ir agora. Muito obrigada pelo milk-shake.

— Vou estar esperando você.- Disse.

— Tchau.- Sorri e sai.

Ela foi embora e sorri. Eu era louco e dependendo podia até ser preso, mas algo me dizia que ela valia o risco. Fui para casa e comprei os quatro ingressos, aproveitando para descansar um pouco. Faltando umas duas horas para o jogo ela me mandou a mensagem que eu esperava, me arrumei e fui para a entrada da casa de show. Ela chegou, mais linda ainda do que mais cedo, o que já me deixou doido. Entramos e depois de ficar um tempo com as amigas dela, partimos mais para a lateral e eu aproveitei o ritmo da música para beija-la.

Fui pega de surpresa, totalmente, mas retribui o beijo. Mesmo não sabendo como era isso direito, esperava ir bem.

Sentia ela tímida no beijo, mas isso só me atraia mais nela. Colei ela em mim enquanto deixava o beijo mais intenso.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele, acariciando sua nuca.

Podia sentir toda a agitação ao nosso redor, mas só me importava aqui e tentar diminuir a que está dentro de mim.

Parei o beijo, olhando-o.- Desculpe se não fiz isso certo, é que eu...- Mordi meu lábio, envergonhada.

— Você é uma delícia, o que foi?- Toquei o rosto dela.

— Eu nunca tinha beijado.- Disse.

— Sério?- Levantei o rosto dela, a fazendo olhar para mim.- Você é só minha?

Sorri sem jeito.- Acho que pode se dizer que sim.

— Adorei isso.- Disse.

— Sério?- Perguntei.

— Demais.- Dei um selinho nela.

Apenas sorri.

Voltamos a curtir o show e a beijei várias vezes, o que fez ela ir se soltando. Ela dançava contra mim e somado ao tesão que eu estava o resultado foi certo.

— A Rihanna é linda, né?- Questionei.

— Demais e gostosa.- A segurei pela cintura, colando em mim.

Ri.- Verdade.

— Assim como você.- Disse.

— É?- Perguntei.

— Demais.- Afastei o cabelo dela e beijei seu rosto.

Me senti arrepiar e toquei a mão dele que estava na minha cintura.- Obrigada então.

— Não tem que agradecer.- Disse.

Apenas sorri.

Estava difícil me concentrar no show, cada vez que Elena rebolava contra mim, meu pau ia a loucura, eu precisava ter essa mulher.

Sentia algo “criando vida” contra a minha bunda e não pude não sorrir. Eu não entendo quase nada sobre sexo, mas gostava de saber que o provocava nesse “patamar”.

— Se você continuar assim eu vou perder qualquer controle.- Toquei a lateral dela até chegar na sua bunda.

Me virei de frente para ele, tocando seu peito.- Não posso te dar isso hoje, você sabe.

— Eu imaginei isso, mas é difícil resistir a você.- Disse.

— Desculpe.- Disse.

— É a melhor tentação que já tive.- Disse.

Sorri.- Que bom.

— Isso é sério Elena.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Você é incrível.- Disse.

Lhe dei um selinho.- Obrigada.

— Vamos curtir o resto do show antes que eu te arraste para um canto qualquer.- Disse.

Sorri.- Vamos.

Voltamos a atenção para o show e foi uma das melhores noites que eu tive. Eu vivia focado e estressado por causa do meu trabalho, mas cada vez nos dias que se passaram, que eu via Elena, fazia esquecer tudo e ter uma paz incrível. Isso já está rolando dois meses e estou querendo contar a ela do meu trabalho, mas tem filho da puta que vive dando em cima dela, me atrapalhando toda hora. Marcamos de nos ver num parque, perto do praia e quando cheguei vi o babaca do Aiden conversando, tocando nos braços e comendo ela com os olhos. Ah, não vai mesmo. Já cheguei junto deles de cara fechada— Oi.- Disse a puxando para mim.

Sorri.- Hey.

— Podemos ir? Perdeu alguma coisa na blusa dela Aiden?- Perguntei.

Ele riu.- Talvez. Somos amigos, estávamos conversando.

Tentei não rir. Klaus ficava fofo com ciúmes.- Aiden, podemos continuar a conversa outro dia?

— Quando você quiser linda.- Ele disse.

Ah, vai muito. Eu poderia muito bem é quebrar essa carinha metida.

Beijei ele no rosto.- Até mais.

— Até gostosa.- Ele saiu sorrindo.

— Eu devia acabar com esse sorriso rapidinho.- Disse.

— Não precisa ter ciúmes dele.- Disse.

— Imagina que não.- Disse.

— Não precisa.- Disse.

— Deixa ele continuar de gracinhas assim, que ele vai ver.- Disse.

Toquei o peito dele e me inclinei, chegando no seu ouvido.- Não fica assim. Eu posso deixar você ver minha calcinha; vermelha, fio dental e um lacinho atrás.- Sorri. Eu descobri que adoro provoca-lo e comprei algumas lingeries melhores, porque eu adoro deixa-lo excitado. Isso é maldoso, tadinho, mas não ia demorar para ele me ter. Só preciso estar 100%, e acho que meio que estou.

— Meu Deus Elena, quer me matar?- Agarrei ela pela cintura.

Sorri e dei de ombros.- Claro que não.

— Ah, quer sim, é uma garota má.- Disse beijando o pescoço dela e a imaginando com aquela calcinha.

Me arrepiei.- Sabe, eu comecei a tomar a pílula.

— Começou?- A olhei. Eu estava com tanto tesão acumulado que sentia que poderia pirar a qualquer momento.

— Mas tive que parar; não passei muito bem.- Disse.

— Você está bem?- A olhei preocupado, procurando algum sinal de algo errado.

— Sim. Só que “naqueles dias” ao invés de ter meu ciclo normal que é bem “brando”, tive uma hemorragia, ai a médica disse para eu parar.- Disse.

— Tem certeza que está bem?- Por algum motivo, não a soltei, pelo contrário a apertei mais comigo. Se alguma coisa acontecer a ela...- Eu que me arrisco todo dia e você que passa mal assim. Vai ficar bem longe desses remédios, me entendeu?

— A Car toma, então achei que não me faria mal, ai procurei a médica e ela me receitou um para teste.- Disse.

— Tudo bem, vai com calma nisso, ok?- Perguntei.

— Eu só tive um ciclo mais intenso, amor. Nada demais.- Disse.

— Ok.- Beijei os cabelos dela. Eu tinha que contar para ela que era agente, odiava esconder isso sempre.

Me abracei nele, me sentia segura ali.

— Eu preciso falar com você, vamos para uma parte mais vazia.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Andamos e nos sentamos em um banco afastado do centro do parque.- Lembra quando me pergunta do meu trabalho e eu sempre dou uma enrolada?

Assenti.

— É que na verdade não posso falar sobre ele, só minha família sabe, nem os amigos mais próximos, mas eu não posso e nem quero ficar mentindo para você.- Disse.

— Você é traficante?- Perguntei assustada.

— O que? Não! Totalmente o contrário.- Olhei ao redor.- Eu sou do FBI.

— Santo Deus, eu não estou sendo investigada estou?- Questionei.

— O que? Não.- Ri.- Por que mocinha, escondendo algo?

— Bem, na terceira série eu roubei a caneta de glitter rosa da Bonnie.- Disse.

— Oh e agora tenho uma criminosa aqui.- Disse.

Sorri e peguei na mão dele.- Por isso que as vezes tá machucado?

— Sim. Ou recebo uma mensagem e não demoro a ter que ir embora.- Disse.

— Parece perigoso.- Disse.

— E é love, as vezes as coisas ficam complicadas.- Disse.

Acariciei a mão dele.- E você gosta disso?

— Sim. Quando fui recrutado, fiquei meio em duvida, mas assim que participei do meu primeiro caso, a sensação de deixar as coisas mais seguras para quem amo é incrível.- Disse.

Sorri.- Então fico feliz por você e menos preocupada.

— Não precisa. Mas você sabe, nada de falar que seu namorado é por ai.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Ufa, me sinto muito melhor agora.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Agora voltamos ao assunto de antes; calcinha vermelha?- Beijei o pescoço dela.

Ri e me arrepiei.- Sim.

— Podíamos ir pra minha casa.- Disse.

Ele nunca tinha me levado na casa dele. Isso é novidade.- Podemos.

— Então vamos lá.- A peguei e levei até o meu carro, que era novo.

— Acho que sempre vou me impressionar com os seus carros.- Disse.

— Sério? Já tirou carteira?- Perguntei.

Assenti que não.- Meu pai está pagando a conta do consultório dele, não é algo que ele possa me pagar agora.

— Ah sim, mas já sabe?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Assim que puder vou te ensinar então.- Disse.

— Você é ocupado, não precisa gastar todo o seu tempo livre comigo. Tem sua família e tudo mais...- As vezes me sentia culpada quando ele passava todo o dia comigo. Ficava feliz, óbvio, mas culpada. A família dele deve odiar.

— É o jeito que mais gosto. E minha família está sempre ocupada, então sou todo seu linda.- Abri a porta pra ela.

Entrei no carro.

Dei a volta e entrei.- Quer tentar hoje?

— O que?- Perguntei.

— Começar a aprender.- Disse.

— Agora?- Perguntei.

— Sim. Ou melhor; iremos para uma rua tranquila, claro.- Disse.

— Hã... Ok, pode ser.- Pelo jeito a minha calcinha não tinha surtido efeito nenhum no final das contas.

— Ai depois compramos algo e vamos lá para casa.- Disse.

— Não posso voltar tarde para casa, tenho toque de recolher.- Era sempre chato dizer isso porque fazia ele se lembrar que era só uma criança. Um dia ele ia se enjoar disso, tenho certeza. E meus pais eram chato com isso.

— Então vamos para minha casa mesmo. Depois vemos isso outro dia.- Disse.

Ótimo, agora estava me sentindo uma atirada e nem sabia se estava pronta. Teria que mudar isso, porque agora fiquei sem jeito.- Não, vamos fazer o que disse.

— Você não pareceu a vontade ainda para dirigir.- Disse.

— Estou bem.- Disse.

— Vamos para casa.- Dei partida e sai, indo para o meu apartamento.

— Ok então.- Disse.

Passei o braço ao redor dela e dirigi para casa. Ela tinha ficado estranha, será que estava repensando tudo por causa do que contei? Estava me controlando para não pensar nela naquela calcinha por que se não assim que chegar em casa vou arrancar a roupa dela. Chegamos no meu prédio, estacionei e subimos. Eu morava na cobertura, então levamos uns minutos. Cheguei e abri a porta para ela.- Fica a vontade.

— Obrigada. É lindo aqui.- Disse.

— Eu que escolhi.- Disse.

— Tem bom gosto.- Disse.

— Obrigado.- Deixei a arma e o distintivo na mesa.- Até que horas pode ficar hoje?

— 22:30.- Disse.

— Ótimo, temos muito tempo.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Só espera um pouquinho que vou tomar banho?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Então vem.- A peguei pela mão, a levando até meu quarto.

— O que?- Perguntei.

— Não vou te deixar atoa ai.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Ri e entramos no meu quarto.

Ele foi para o banho e eu me sentei na poltrona.

*****

Saia do colégio quando vi o carro de Klaus ali, me despedi das minhas amigas e entrei no carro e lhe dei um selinho.- Hey. Não sabia que viria hoje.

— Fui liberado cedo, então quis fazer uma surpresa.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Está linda hoje.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— Então, o que quer fazer?- Perguntei.

— Qualquer coisa.- Disse.

— Então cinema?- Perguntei.

— Pode ser.- Disse.

— Ótimo.- A beijei e ela estava com uma saia que fez a minha cabeça pirar, e não resisti em apertar a coxa dela.

Retribui o beijo e acariciava seu rosto.

— Elena, eu jurei que não ia te pressionar, mas você gostosa assim é maldade comigo.- Disse.

O olhei.- Eu já estou pronta para ser sua. Eu quero ser sua.

— Tem certeza disso? Eu não quero que decida por mim.- Disse.

Suspirei.- E eu pensando que seria um momento sexy.

— E é, não queira saber a festa que está aqui em baixo no meu amigo solitário.- Disse.

— Não é não, você está ai preocupado comigo.- Disse.

— É claro que estou meu amor. Eu sempre vou estar preocupado com você. Quero te dar os mais incríveis orgasmos que uma mulher pode ter, mas te quero pronta e desejando isso.- Disse.

— Eu não diria se não estivesse pronta. Não faço as coisas para agradar os outros.- Disse.

— Por isso eu te amo.- Disse.

Sorri.- Eu também te amo.

— Então vamos lá para casa?- Perguntei.

— Não íamos para o cinema?- Questionei.

— Oh sim, temos o cinema antes. Cinema.- Liguei o carro e tomei a direção do shopping.

Não demoramos muito a chegar no shopping, escolhemos um filme, compramos a pipoca e entramos na sala.

Sentamos no meio e como era tarde no meio de semana estava bem vazio. O filme começou e não resisti em acariciar a perna dela, subindo um pouco.

Me arrepiei e sorri.- O que está fazendo?

— Vendo o filme.- Disse.

— Aham, sei.- Disse.

— É sim.- Afastei o cabelo dela e beijei o seu pescoço.

Me arrepiei.- Klaus, está me desconcentrando.

— Quer que eu pare?- Perguntei.

— Eu devia, porque estamos em publico, mas não.- Disse.

Sorri e dei uma mordida de leve, subindo a mão por dentro da saia.

Suspirei pesadamente. Todo o meu corpo reagia a ele; qualquer parte dele. Só pela respiração sei que é ele.

— Acho que tem razão love, você me parece muito disposta.- Disse.

Ri.- Metido.

Ri e voltei a atenção ao filme, mas sem deixar de toca-la e provoca-la. Como tínhamos decidido assim de repente, eu queria criar um clima para quando chegássemos em casa. Um casal atrasado sentou perto da gente e bufei, estragaram a minha diversão. Elena riu e tive que ver o filme. Foram longas horas que passei até o filme acabar, cada vez que a tocava meu pau dava um salto na minha calça. Finalmente acabou e saímos. Lanchamos, ela se encantou por umas coisas que fiz questão de comprar e depois fomos para minha casa.

— Não precisava me comprar nada. Vou ter que deixar aqui, não poderei levar para a casa.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Por causa dos meus pais.- Disse.

— Isso é absurdo, você é minha namorada.- Disse.

— Eles não se importam com isso. Você sabe que eles não vão com a sua cara e sua data de nascimento.- Disse.

— Pobre de mim.- Me preocupava o quanto isso poderia pesar e acabar separando a gente.

— Desculpe por eles.- Disse.

— Se formos pesar isso, o meu lado é bem pior.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Especialmente meus pais, não lidam muito com quem não é do circulo deles. E quando eu te levar, já sei o que vai vir.- Disse.

— Ah sim, sinto muito.- Disse.

— Mas vamos deixar isso para depois.- Agarrei ela pela cintura.

Sorri.- Tudo bem.

Larguei tudo no sofá e a beijei.

Retribui o beijo.

A peguei no colo e a levei para o meu quarto, esqueceria qualquer coisa, agora ela era só minha.

Ri.- Me sinto um bebê no seu colo. E olha que não sou baixa.

— O mais lindo de todos, tenha certeza disso.- Disse.

Apenas sorri.

Chegamos no meu quarto e a botei na minha cama, voltando a beija-la.

Retribui o beijo e acariciava seu rosto. Klaus é tão gentil que eu acho que a primeira impressão que tive dele era totalmente errada. Ele era calmo, fofo e todo carinhoso. Nunca falava de sexo, nunca me pressionava ou tentava avançar o sinal e depois daquela vez com o Aiden, nunca mais ficou com ciúmes. Até porque, com uma garota como eu nem teria porque. E sim, eu sou insegura. Porque eu tenho só 16 anos e não tenho nada a oferecer para ele, e sei que ele vive com mulheres deslumbrantes, lindas e experientes que podem oferecer tudo a ele. Então o fato dele nunca tentar nada a mais comigo, me deixava nervosa. Porque mesmo que eu não estivesse pronta antes, preferia dizer isso e deixa-lo frustrado e pelo menos saber que ele estava ficando louco. Eu sei, isso é muito maldoso. Me odeio por isso, mas é o que eu realmente sentia.

— Cacete, gostosa assim não dá para me segurar.- Disse tirando a blusa dela.- Ah, esses peitos.- Disse agarrando eles e tratando de tirar o sutiã.

Gemi e suspirei pesadamente, ajudando ele com sutiã, me virei um pouco de lado.

Beijei ela, mas sem soltar aquelas belezas. Eu vinha me segurando o tempo todo para não chatea-la ou pressiona-la. Mas a ter na minha cama já assim, era demais para o meu tesão contido.

Suspirei pesadamente contra os lábios dele, envolvendo meus braços em torno do pescoço dele.

Soltei um dos peitos e agarrei a coxa dela, subindo aquela saia. Ela é gostosa demais. Ninguém daquela idade deveria ser gostosa assim.

Ajudei ele a tirar a minha saia.

— Puta merda.- Disse a olhando por inteiro.

— O que?- Perguntei.

— Você vai me deixar louco de tesão. Ou melhor, já estou.- Disse tirando a minha camisa.

Sorri.- Você é lindo.

— Só lindo?- Perguntei.

— Gostoso, sexy...- Sorri e acariciei o peito dele.

— Ficou bem melhor.- Tirei minha calça e me coloquei entre as pernas delas.

Sorri e o puxei, beijando-o.

Me beijando daquele jeito e com meu pau roçando nela, eu perdi qualquer controle. A ajeitei melhor na cama e me coloquei na entrada dela. Ah porra, ela estava molhada, pronta para mim.

Gemi e mordi o lábio inferior dele de leve, logo chupando-o.

Comecei a entrar nela e me lembrei de ir com calma, não meter com tudo, então diminui o ritmo, entrando mais devagar. Puta que pariu. Ela era tão apertada, tão gostosa e saber que era só minha, era melhor ainda.

Ok, essa parte era mais difícil e chata. Deixei ele continuar para passar essa fase de um vez.

— Você tá bem?- Perguntei.

Assenti.

Beijei o pescoço dela e a segurei pela cintura, continuando a entrar até sentir que a rompi. Por mais que fosse complicado para ela, eu estava amando isso.

— Andar sem cueca é algo que você faz sempre?- Perguntei perto do ouvido dele em tom divertido. Tinha notado quando ele tirou a calça que ele não estava com nada por baixo.

— As vezes.- Ri e comecei a me mover.

Suspirei pesadamente.- Acho que vou adotar isso, parece bem livre.

— Até parece.- Desci até chegar aos peitos dela e tomar um com a boca.

Gemi e me inclinei mais para ele, descendo minhas mãos pelas costas dele.- Porque não?

— Não quero ver ninguém te vendo como só eu vejo. Continue de lingerie; você fica uma delicia nelas.- Disse.

— Caroline e Bonnie me viram nua já.- Disse.

Me movi, saindo um pouco e meti mais rápido. Gemi pelo arrepio de prazer que me deu e ela também.- Vai me provocar?

— Se for fazer isso sempre que eu o fizer; sim.- Sorri.

Segurei as mãos dela ao lado da cabeça e fui aumentando o ritmo das estocadas, sem demorar estava indo no mais fundo dela, sentindo minhas bolas baterem nela. Cacete, aqui era uma delicia; o jeito que ela gemia me deixava mais duro e com mais tesão ainda.

Gemi, mexendo meu quadril embaixo dele. Sentia ele me expandir totalmente.

— Cacete, faz isso de novo.- Disse.

— Isso?- Me mexi embaixo dele novamente.

— Oh sim.- Disse.

Sorri e beijava o maxilar dele, continuando a me mexer embaixo dele.- Gosta de sentir você me expandindo é?

— Sim, é tesão louco.- Peguei o ritmo dela.- Vai dizer que não gosta?

— Eu amo. Adoro saber que sou sua e sentir você dentro de mim.- Disse.

— Ah mulher...- A beijei e nos rolei na cama, parando de lado e puxando a perna dela mais para mim, assim podendo pegar naquelas coxas gostosas.

Gemi contra os lábios dele, sem deixar de beija-lo.

— Você é uma delicia sabia?- Disse a olhando.

Apenas sorri.

Acabei nos voltando para a posição inicial, era a primeira dela, não iria forçar tanto, teríamos tempo para experimentar posições e ritmos. Sorri enquanto o orgasmo se aproximava e sabia que seria de me derrubar. Não estava errado e gozei como uma doido antes de desabar ao lado dela. Nunca tinha sentido aquilo antes. Elena era perfeita, era completa, era tão minha.

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*****

I was running in circles, you and me

Anyone in between is the enemy

*****

Terminei de beber a cerveja que acabei pedindo enquanto ela teve que atender os clientes, lembrando tudo isso não tem como ela me perdoar, eu quebrei tudo o que sempre prometi, por nada.

— Quanto a sua pergunta; eu aceito. Não vai me tirar pedaço.- Sorri.

Engasguei com a bebida.- O que? Sério?

Ri.- Encontrei um jeito que você não é sexy; engasgado.

Sorri, me secando.- Obrigado, eu sei que não mereço, mas vou voltar a merecer.

— Eu sei.- Disse.

— Então pode pedir o meu hambúrguer moça? Estou numa dieta de engordar segundo a mulher linda a minha frente.- Disse.

Sorri e fui pedir o hambúrguer dele.

Ela não demorou em trazer meu lanche e ficamos conversando, no final a levei para casa. A espera até a folga dela foi uma eternidade, mas quando parei em frente a casa dos pais dela no sábado foi um alivio. Bati na porta e sorri quando Dylan abriu.- Oi campeão.- O peguei no colo e entrei.

— Mamãe, o papai chegou!- Dylan disse.

Vinha colocando meu ultimo brinco.- Estou pronta.

— Hã... eu quero ir também.- Dylan disse.

— Dylan já falamos disso.- Grayson disse.

— Hoje eu vou levar a sua mãe, mas pode deixar que depois saímos.- Ele estava ficando teimoso e muito fofo irritado de bico.

— Eu não me importaria, mas estou de birra com ele.- Disse brincando.- Ele nem me dá bola mais, só quer saber de você.

— Claro que não mamãe, deixa eu ir.- Dylan disse.

— Não pode.- Disse.

— Papai...- Ele disse.

Ele me olhou com cara de choro.- Hoje não pequeno.

— Você tem que dormir cedo e eu não vou demorar.- Disse.

— Sim. Outro dia te levamos, prometo.- Isso não evitou dele começar a chorar e a Elena o pegou. Uma das coisas que mais me doía nisso tudo, era como tinha afetado ele.

— Tem certeza que não podemos leva-lo?- Perguntei.

Não era a minha ideia ,afinal como eu ia encaminhar uns amassos, no mínimo, com o Dylan lá? Mas me doía deixa-lo assim. Meu coração mole de pai falava mais alto.- Arruma ele, vou ligar para o restaurante.

Sorri.- Vem amor.- Fui para o quarto.

— Vocês estão mimando demais esse menino.- Ele riu, pegando a cerveja que a mulher trazia.

— Eu sei, mas é meio difícil deixa-lo assim.- Disse.

— Jer, desça para comer!- Ela gritou do pé da escada.

— Não precisa gritar mãe!- Ele descia.- Oi Klaus.

— Oi Jer, tudo bem?- Questionei.

— Tudo. Ouvi chororo do baixinho, tudo bem?- Ele perguntou.

— Elena é mole com ele como era com você. Um cara de choro e ela já cedia. Por isso é mimado hoje.- Ela sorriu, sentando ao lado do marido.

— Eu? Imagina, que isso.- Jer disse.

Ri.- Os caçulas sempre são mais mimados. Eu tenho três, sei bem disso.

Voltava com Dylan.- Jer é minha metade, ainda o mimo. Até demais para o meu gosto, mas não consigo. Olha como é lindo e fofo.- Apertei as bochechas de Jer.

— Ai Lena.- Ele riu.

Ela sorriu.- Como são fofos os meus dois bebês.

— Vamos? Se não vamos perder a reserva.- Disse.

— Vamos.- Disse.

*****

Shadows come with the pain
That you're running from
Love was something you never heard enough
Yeah, it took me some time
But I've figured it out
How to fix up a heart that I let down

*****

Nos despedimos e saímos. O restaurante era perto da praia e a mesa que eu tinha reservado tinha visão para o mar. Para ter minha mulher de volta temos que caprichar, certo? Levamos uns quarenta minutos para chegar lá e assim que entramos fomos para nossa mesa.

— Legal aqui.- Dylan disse.

— Verdade.- Disse.

— Eu sei.- Sentamos e ajeitei o Dylan, deixando a dele de frente para a praia.- Vai querer vinho ou drink sem álcool?

— Qualquer coisa sem álcool.- Disse.

— Ok.- Pedi dois drinks e um suco.

— Papai, eu quero entrar para o time da escola, posso?- Dylan questionou.

— Time? Qual deles?- Perguntei.

— Quer?- Perguntei.

— Quero mamãe, vi eles jogando hoje, é legal.- Dylan disse.

— Você não é pequeno ainda não? Eu e a sua mãe temos que ver se do seu tamanho já pode.- Disse.

— Qual jogo?- Perguntei.

— Futebol.- Ele disse.

Sorri.- Que fofo.

— Meu bebê está ficando um rapazinho.- Disse.

— Daqui a pouco não dorme mais comigo.- Disse.

— Durmo sim.- Ele disse.

— E ainda cuidou direitinho dela como falei, não foi?- Questionei.

— Claro né papai.- Ele disse.

Sorri e tomei da bebida.

— Ah, daqui a umas semanas vai ter o aniversário da Mia, pensei que gostaria de ir.- Disse.

— Não sei se deveria.- Disse.

— Tem tempo ainda, você sabe que é bem recebida na casa da Freya.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— To com saudade da Mia.- Disse.

— Eu sei amor.- Me sentia extremamente culpada por isso.

— Só dela? Suas tias vão ficar tristes.- Disse.

Apenas sorri.

Fizemos os pedidos e como o Dylan estava distraído, cheguei mais junto dela.- Você está linda.

— Obrigada.- Disse.

— Fico me perguntando o que tem por baixo.- Disse.

— Klaus...- Olhei Dylan comendo.

— Você sabe que não tenho muita calma nisso. E ver você todo dia naquela roupa, é inevitável.- Disse.

— Você não está na seca e nem nada Klaus, calma.- Disse.

— Você acha que teve algo depois que voltei?- Perguntei.

— Não sei, mas você não voltou não tem nem dois meses.- Disse.

— E o antes de chegar aqui? Pode somar mais dois meses ai.- Olhei o Dylan.- Além de tudo que estava sentindo tinha muita coisa acontecendo love, muita coisa ruim, coisas que eu fiz.

— Sinto muito.- Disse.

— Tá triste papai?- Ele perguntou.

— Não, está tudo bem.- Disse.

Voltamos a comer.

Ajudei ao Dylan, mas as lembranças de Miami estavam querendo voltar. Não, agora não. Algo estourou perto da gente, o suficiente para me assustar.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Tudo. Vão querer sobremesa?- Disse olhando lá para o lado da praia, só para garantir.

— Não, temos que voltar. Está ficando tarde para o Dylan.- Disse.

— Já? Mal conversamos.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

Olhei e meu garoto já estava com cara de sono, na verdade eu suspeitava que a manha que ele fez em casa já era isso.- É melhor mesmo, antes que ele durma em cima do prato.

Ri.- Sim.

Pedi a conta e saímos do restaurante, indo para o carro. Olhei o relógio e mal passava das dez, tinha que pensar em algo até chegar lá para não ser uma noite toda perdida na minha luta. Chegamos na casa dos meus sogros e estacionei.- Deixa que eu pego ele e boto no quarto.

— Não precisa, eu já estou indo também.- Disse.

— Vai?- Perguntei.

— Bem, sim.- Disse.

Suspirei. Tirei o Dylan da cadeirinha e entrei com ela, o colocando na cama. Esperei ela o ajeitar e saímos até a varanda.- Não foi bem assim que planejei hoje.

— Tudo bem.- Disse.

Cheguei mais perto dela.- Estou com tanta saudade sua. Não só do sexo, ok do sexo é uma grande parcela, mas de conversarmos, das nossas sexta, de ficar falando bobagem na cama até pegar sono...- Toquei no rosto dela.

O olhei.- Eu também.

— Eu daria qualquer coisa para voltar esse ano e não aceitar essa missão. A ambição em cima dela estragou a gente, magoou o meu pequeno e fez a minha cabeça virar um inferno. Eu sinto tanto ter feito isso com você.- Disse.

— Está tudo bem.- Disse.

Eu queria tanto a beijar que não resisti em fazer isso, precisava mais dela do que eu e ela imaginávamos.

Retribui o beijo.

Senti meu corpo inteiro queimar com a retribuição dela e a segurei junto a mim, com cada parte daquele corpo maravilhoso junto do meu, como deveria ser. A encostei junto a porta e deixei o desejo por ela me levar.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Minha mão correu o corpo dela, apertando em algumas partes. Aquilo era pouco, eu queria ela por inteiro.

Parei o beijo e ri.- Estamos na varanda.

— Eu sei.- Disse.

— Então calma. E não seria educado na casa dos meus pais.- Lhe dei um selinho.

Sorri.- Tudo bem.

— Boa noite então.- Disse.

— Boa noite. Hmm... marcamos uma próxima?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Obrigado.- Beijei as mãos dela que eu ainda segurava.

Apenas sorri.

— Ah, com tudo do Dylan eu acabei esquecendo uma coisa, espera aqui.- A deixei e fui até o carro. Voltei com uma rosa branca, era a favorita dela.

Sorri.- Obrigada, é linda.

Beijei a rosa e dei a ela.- Ainda sei ser romântico.- Sorri.

Sorri.- Você sempre foi um fofo.

— Eu sei.- Ri e a beijei de novo, mas ela logo entrou.

*****

Now I'm searching every lonely place
Every corner, callin' out your name
Tryin' to find you, but I just don't know
Where do broken hearts go?

Are you sleeping baby, by yourself?
Or are you giving it to someone else?
Tryin' to find you, but I just don't know
Where do broken hearts go?
Where do broken hearts go?

*****

As semanas seguintes seguiram assim, entre visitas, eu ir ficar com ela no bar e passar o fim de semana com eles. Levei o Dylan para ver meus pais, mas eu notava a diferença que eles faziam com ele e o jeito que eles tratavam a filha da Freya, e isso me machucava mas o resto dos meus irmãos até que estavam ficando mais próximos, então daria um jeito de contornar aquilo. Já havia um mês que estávamos assim e a Elena era cada vez mais má comigo, me provocando com beijos incríveis, ou indo para casa com a roupa do trabalho e rebolando aquela bunda linda, ou respondendo de um jeito sexy as minhas mensagens. Cacete, ela vai me deixar louco, o tesão já está deixando. Hoje tínhamos uma festa dos nossos amigos para ir e botamos em prática a nossa estratégia de sair depois que o Dylan dormisse. Quando vi ela descer arrumada, não sei se fiquei mais apaixonado ou o choque que senti foi meu pau ficando em alerta máximo.

— Dylan está tão cansado que apagou em cinco minutos.- Disse.

— Ele está em êxtase por causa de ir para o time.- Disse.

— E nem seis anos tem.- Ri.

— Só quero ver como vai ser no dia do jogo.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Você está maravilhosa.- Disse.

— Até parece. Terá outras melhores. Esse vestido foi um achado num brechó.- Eu não peguei nenhuma roupa e nada que usava do apartamento do Klaus. Quando morávamos juntos eu já não sentia a vontade de pedir nada para ele, bem capaz que usaria roupa que ele comprou com o dinheiro dele. Tudo que eu usava lá, eu não pedia ou comprava. Ele que aparecia com elas lá. Nunca tive coragem de fazer esse tipo de coisa, nunca senti que o dinheiro dele era meu, mesmo ele dizendo isso. Não trabalhei por aquele dinheiro e nem era casada com ele; não era meu coisa nenhuma. Ninguém me diria ao contrário.- Vamos?

— Antes uma coisa.- Cheguei junto dela.- Por mais que esteja dizendo isso, para mim está linda e tenho um presente para você.- Disse entregando a caixinha a ela.

Olhei.- Klaus, não precisa gastar tanto dinheiro comigo.

— Você nunca vai entender como quero te dar o mundo, não é?- Disse tirando da caixinha e colocando a pulseira de diamantes no pulso dela.

— Obrigada, é linda.- Disse.

— Claro, eu escolhi para você.- Disse.

— Você tem bom gosto.- Disse.

— Sabemos disso bem.- Passei o braço pelo dela e como não tinha ninguém ali, saímos direto.- Afinal, nossa casa está cheia de coisa que te dei, desprezadas, tadinhas.

— São suas, você comprou.- Disse.

— Isso de novo love?- Abri a porta do carro para ela.

Entrei no carro sem responder. Não queria ser grosseira.

Entrei também e saímos de lá.- Assim eu acho que você vai querer me matar num futuro não muito distante.

— Porque?- Perguntei.

— Na hora vai saber, mas desde já, lembra que eu te amo.- Disse.

Franzi o cenho.- Ok.

— E tenho uma coisa para contar sobre o trabalho.- Disse.

— Diga.- Disse.

— Depois de todos aqueles problemas e de como me afetou pedi para trocar de divisão e o meu chefe me ligou hoje dizendo que tem uma vaga na Colarinho Brancos daqui.- Eu me senti bem melhor depois que contei tudo a ela, de como tinha sido o disfarce, tudo o que vi, de como tinha sido não ter solução a não ser matar alguém. Os pesadelos que eu tinha com tiros, gritos e sangue continuavam, mas acho que estou melhorando.

— Que bom Klaus, fico feliz por você.- Disse.

— E eu nem vou gostar quando tiver casos de arte.- Disse.

Ri.- Pois é.

A olhei. Ela estava mesmo linda. Me incomodava como ela não aproveitava tudo que eu dava e que gostaria de mais, mas acho que já acostumei e passei da fase de me chatear. Chegamos ao local da festa, era o aniversário de casamento da Bonnie e Enzo, todos os nossos amigos iam vir. Entramos e fomos logo recebidos.

— Elena!- Bonnie disse.

— Bonnie, parabéns.- A abracei.

— Obrigada amiga, você está linda.- Ela disse.

— Você que está.- Disse.

— Obrigada.- Ela disse.

— Está mesmo Bonnie, parabéns.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Cadê o Enzo?- Perguntei.

— Está conferindo algo com o pessoal do som, ele já volta. E vocês?- Ela sorriu.

— Nós?- Questionei.

— Os dois estão de alianças, posso comemorar e ficar tranquila?- Ela perguntou.

Sorri.- Você me adora não é?

— Não, adoro minha amiga feliz, por mim tinha é te seguido, torturado e sumido com o resto. Mas ela não quis fazer isso.- Ela disse.

— Credo Bonnie, quem tomou conta do seu corpo nesse momento?- Questionei.

— Foi só para assustar amiga.- Ela riu.

— Conseguiu.- Disse.

— Até eu fiquei com medo.- Disse.

Agarrei a Elena.- Pode deixar que não vou soltar ela nunca mais.

— Ai gente, não posso nem brincar.- Ela disse.

Ri.- Quando sua amiga que era a mais correta e boazinha fala essas coisas você se assusta.

— Vocês me conhecem bem demais. E quanto a você, te perdoo pelo que fez, mas só porque estou vendo o quanto está ralando para consertar.- Ela disse.

Sorri.- Você é demais Bonnie.

— Eu digo isso sempre.- Enzo disse.

Sorri.- Pois é.

— Enzo, parabéns.- Nos demos um meio abraço.

— Valeu cara. Podem ficar a vontade.- Enzo disse.

— Obrigada.- Disse.

Como chegava mais gente saímos e deixamos eles. Fomos ao bar e pedi um Martini.- E você love?

— Vinho branco.- Disse.

Pedi para ela e logo chegou. Bebi um pouco.- Quando vamos comemorar o nosso?

— Bem, no dia que nos conhecemos, certo?- Perguntei.

— No que fomos morar juntos quando trocamos as alianças. Por mais que todos deveriam ser comemorados.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Para você não?- Perguntei.

— Acho que o dia que nos conhecemos resume tudo isso.- Disse.

Passei o braço pela cintura dela e a beijei.- O melhor dia da minha vida. Não, espera, tem quando você soube que estava grávida. E quando o Dylan nasceu e quando transamos. Ah, é difícil escolher com você.

Ri.- Queria poder dizer que o dia que descobri estar grávida foi um dia feliz.

— A parte todo susto, gritos e brigas, foi sim.- Disse.

Sorri.- Sim, acho que sim.

Senti alguém me agarrar por trás.- Mas que porr...- Olhei e era a Freya.- Freya.

— Hey. Como tá?- Freya perguntou.

— Bem e você?- Me virei, a abraçando. Ela era minha irmã mais velha e sempre me apoiou.

— Bem também.- Ela disse.

— Oi.- Ele chegou também.

— Oi.- Disse.

— Marcel. Como vai?- Apertei a mão dele.

— E o trabalho?- Freya perguntou.

— Indo bem, agora as coisas vão ser mais tranquilas.- Abracei a Elena e voltei a tomar meu Martini.

— É? Vai se aposentar? Tá meio velhinho já.- Ele disse.

— O que sobra para mim então?- Ela perguntou.

— Você está linda e maravilhosa Freya. Não com cara de acabada.- Marcel disse.

— Meu irmão não está dando mais no couro Elena?- Ela questionou divertida.

Me senti corar.- Eu... hã...

— Com certeza não, né? Pelo jeito ele nem te comeu depois que voltou. Tá lento, lento...- Ela disse.

— Freya!- Exclamei.

— Ih, não mesmo. Quem diária; Klaus Mikaelson virou um borracha fraca.- Marcel disse.

— Cuidado maninho; ela é gostosa pra caralho e tem 22 aninhos. Ainda cheira a leite. Não vai ficar com alguém que faz “amor” e precisa de quinze minutos para ficar duro.- Ela provocou, bebendo do whisky.

— Nossa, para quem já está indo para os 40 ainda está com a memória boa de como era ter 20. E eu sei muito bem o quão gostosa ela é, só eu sei disso.- Disse.

— E lá vamos ao tópico "Só eu a tive".- Ele suspirou.- Você envergonha nossa classe assim cara, todo molengo e chorão. Se fosse a minha mulher não teria levado um dia para faze-la lembrar como é foder comigo, mas essa viagem que você fez te deixou fraquinho, fraquinho.- Ele pegou o whisky da mulher e bebeu.- Isso fora que ela deve estar com o tesão nas alturas de acumulado, então deixa ainda mais feio para você.

Ela riu.- Tadinho do meu maninho. Vamos parar de provoca-lo.

— HAHA; tão engraçado vocês.- Disse.

— Eu sei.- Ela disse.

— E o Dylan como está?- Ele perguntou.

— Está bem.- Disse.

— Vocês vão na festa da Mia não é?- Ele perguntou.

— Sim.- Disse.

— Ótimo. E pode deixar Elena que vou manter meus amados sogros bem longe de você, de mim se possível também.- Ele disse.

— Não precisa, obrigada.- Disse.

— Sei bem como são.- Ele disse.

— Sabe quem é o que?- Kol perguntou.

— Nada.- Freya disse.

— Me deem licença seus idosos, porque tem dois aviões aqui.- Kol disse ficando entre os quatro.

— O que?- Ela perguntou.

— Vocês duas gostosas assim.- Kol disse.

— Kol, eu sou sua irmã.- Ela disse.

— E por isso é menos gostosa? Não mesmo.- Kol disse.

— Santo Deus, eu pensei que seu pau tinha limites Kol.- Ela riu, brincando.

— Olha... credo.- Ele riu.- E você cunhada linda?

Sorri.- Hey Kol.

— Se você não fosse minha cunhada, eu ia dar um jeito de sair com você.- Kol disse.

Sorri.- Se você fosse da minha escola, provavelmente eu teria caído nas suas garras.

— Ainda dá tempo, esse babacão não fez você assinar nenhum papel.- Kol disse.

— Não adianta mais. Sou dele de jeitos que nenhum papel, cerimônia, aliança consiga superar. Está enraizado em mim.- Disse.

— Ownn, que fofinho.- Marcel disse.

Sorri e a beijei.- Cacete, como vou superar essa? Mais tarde eu retribuo.

— Eita porra que hoje tem.- Kol disse.

Ri.- Que horror. Não preciso de retribuições, só de você amor.

— Acho que não vou chegar a mais tarde não. Ela tá me querendo agora.- Beijei o pescoço dela.

Ri.- Klaus, controle-se. Assim eu fico envergonhada e vermelha.

— Que isso, somos da família gata, já fizemos pior.- Kol disse.

— Meu Deus.- Disse.

— Você é terrível Kol.- Marcel disse.

— Nem quero saber o que você e o Henrik andam aprontando.- Disse.

Ela riu.- É tão engraçado ouvir o Klaus dizendo isso. Ele não podia ver nada que se mexesse antes.

— É. Com quem nós aprendemos? Só pode ser com você e o Elijah.- Kol disse.

— Pois é.- Ela disse.

Ficamos conversando até que Kol saiu pra atacar alguém e levei a Elena para dançar. Só de começar, ela já me deixou todo aceso.

— Freya e Marcel parecem felizes.- Fazia tempo que não os via, desde que Klaus viajou.

— Sim, mas ela estava meio brava comigo.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Quando eu não estava bem, ela ficou sabendo e queria me ajudar e eu não deixei. Elijah me tirou de uns dois ou três bares até ficar puto com a minha teimosia.- Disse.

— Isso não soa muito como a Freya.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Sei lá, ela não parece o tipo que se chateia com coisas tão pequenas. Pode ser impressão minha.- Disse.

— Quer dizer que a minha situação era pequena é?- Sorri, a grudando em mim.

— Não, mas recusar a ajuda dela é. Jeremy é um orgulhoso e não fico magoada.- Disse.

— Acho que ela só estava preocupada, sei lá.- Disse.

Sorri e o beijei.- Tudo bem.

— Agora; você está tão gostosa e sexy.- Como a luz estava baixa, peguei na bunda dela.

Me senti corar e mordi meu lábio.- Klaus... estamos em publico.- Uma das coisas que sempre achei excitante em Klaus era o fato dele não se importar com o publico, hoje em dia ele está mais cuidadoso e como acabei crescendo, agradeço. Depois de filho a gente muda muito mesmo.

— Ninguém está prestando atenção.- Cheguei ao ouvido dela.- E você dançando assim para mim, me deixa completamente duro, você sabe.

Sorri. Eu nunca fui tímida com ele, sempre gostei de provoca-lo, mas tanto tempo longe tinha me feito ficar meio sem jeito perto dele. Ele parecia cada vez mais experiente. Teve mais mulheres, podia me comparar e ver que eu nem de longe sou a melhor, então ficava meio sem jeito de falar as coisas e acabar soltando uma gafe e fazendo papel de idiota.- Espero que você esteja usando cueca hoje.- Ele tinha a mania terrível – e sexy- de não usar cuecas.

— Por que?- Beijei o pescoço dela.

— Porque se ficar excitado vão notar muito facilmente.- Disse.

Ri.- Meio tarde para isso.- Peguei a mão dela e levei até a minha calça.

Mordi meu lábio.- Chega a ser bizarro o quão fácil você se excita.

— E você adora.- Disse.

Sorri.- Com certeza.

— E para mim, alguma surpresa?- Perguntei.

Sorri.- Estou sem nada. Sem calcinha, sem sutiã.

— Oh merda.- Xinguei enquanto a virava de costas para mim.

— O que foi?- Perguntei.

— Assim eu vou gozar sem nem encostar em você direito.- Disse.

Me mexi, pressionando minha bunda contra o membro ereto dele.- Porque?

— Um ano sem você amor. É demais para mim.- Beijei o pescoço dela.

— Não parece. Não teve nenhuma reação agora.- Provoquei.

— Acho que temos que ir ao banheiro então, para resolver isso.- Disse.

Sorri.- Não podemos ir no banheiro, pode chegar gente lá.

— Droga.- Disse.

— Eu posso te ajudar aqui, se quiser.- Me virei e o provoquei, colocando minha mão sobre o membro dele ainda por cima da calça.

Gemi. Além da necessidade que eu estava de sexo, tinha o tesão que estava por ela, precisando dela.- Você tem sido má comigo.

— Eu não.- Disse.

Fechei os olhos pelo toque que ela continuava.- Não se faça de inocente.

— Eu não tenho sido má, só não estava pronta para me entregar ainda.- Disse.

— Não estava com tesão por mim?- A olhei. Oh, isso é preocupante.

— Claro que sim.- Disse.

— Ah, que bom.- As vezes me perguntava se a realizava completamente. O que acho que qualquer marido pensa nisso, afinal ela só teve a mim e podia ter, sei lá, curiosidade com outro ou algo assim. Não, não vou entrar nisso. Se ela quisesse algo, ela me falaria.

— Hmm... bem, vou pegar algo para comer então. Já volto.- Fui em direção ao bar.

— Hey.- A segui.- Não vai me deixar assim aqui.

— O que?- Perguntei.

A segurei comigo.- O que foi?- Será que tinha falado algo errado? Ela parecia tão animada.

— Vim pegar algo para comer.- Disse.

— Fala Elena.- Disse.

— Falar o que? Não entendi.- Disse.

— Você estava animada e saiu de repente.- Disse.

— Fome Klaus.- Ri.- Deixa de ser paranoico.

— Uhum, ok.- A olhei, pensando em coisa não legais para me acalmar mais embaixo.- Ah meu Deus, a Caroline tá enorme.- Disse a vendo vir na nossa direção com o Ric.

— Não diga isso a ela.- Disse.

— Pode deixar.- Disse.

— Hey Klaus, Elena.- Ele sorriu.

Sorri.- Hey. Você está linda Car.

— Obrigada.- Ela disse.

— Verdade, nem parece que tem dois pestinhas ai dentro.- Ela estava grávida de gêmeos. Fomos nós que apresentamos eles dois e agora que estão vindo os bebês, nós dois vamos ser padrinhos.

— Tá me chamando de gorda?- Ela perguntou.

— Jamais, você está ótima.- Disse.

— Melhor ter cuidado cara.- Ele disse.

— Mais gostosa que a Elena?- Ela arqueou a sobrancelha.

— Se você considerar que a Elena tinha só um e você tem dois, você está, como é que gosta de dizer; fabulosa.- Disse.

Os olhos dela começaram a encher de lágrimas.

Pisei no pé do Klaus.- Diz que ela está gostosa de uma vez.- Murmurei.

— E minha Caroline, querida.- Fui para o lado dela.- Quem seria maluco de não te achar gostosa? É que se eu ficar falando isso, seu marido ali vai querer me arrebentar.

Ela secou os olhos.- Sério?

— Claro, olha a cara dele. Só de estar aqui falando isso já está me olhando feio. E não o culpo; gostosa assim, qualquer marido quebra quem chegar perto.- Disse.

Ela sorriu.- Está com ciúmes Ric?- Ela foi até o marido.

— Claro. Klaus, da próxima vez pode falar com ela sem encostar ou pegar. E ficar repetindo gostosa toda hora. Eu que acho isso, pode parando.- Ele disse.

Ela sorriu e se aninhou no marido.

Ele sorriu.- E vocês estão bem?

— Estamos sim.- Disse.

— Ah, que bom. Nossas garotinhas fica feliz dos padrinhos estarem bem.- Ele disse.

Sorri e beijei a barriga de Caroline.- Eu sei.

— Elas estão bem?- Perguntei.

— Sim.- Ela disse.

— E o Dylan como está?- Ele perguntou.

— Está ótimo.- Disse.

— Ele é demais.- Ele disse.

— Sim.- Disse.

— Klaus, e a casa que falou, conseguiu?- Ele perguntou.

— Casa?- Ela perguntou.

Puta merda Ric, era para ficar de bico fechado.- Ric!

— Ainda era segredo?- Ele perguntou.

— O que?- Olhei para Klaus.

— Agora não é mais.- Disse.

— Klaus, fala.- Disse.

— Hmm... Eu estava vendo uma casa, pensando naquilo que conversamos de mais filhos e tal. Eles não podem ficar sempre presos lá, podendo ter um quintal para brincar, podendo ter um bichinho.- Disse.

Sorri e o abracei.- Sério?

— Sim. Gostou?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— Viu? Te ajudei.- Ele disse.

— Mesmo assim estragou minha surpresa.- Disse.

Ri e o beijei na bochecha.- Tudo bem amor.

Olhei ao redor e vi o Damon.- Damon.- O chamei.

— Você o socou mesmo?- Ele riu.

— Isso não foi engraçado.- Disse.

— E ai cara?- Questionei.

— E ai.- Damon disse.

— Eu tô rindo, imaginando vocês dois, burros velhos brigando.- Ele riu.

— Eu não sou velho.- Damon disse.

— Sei.- Ele disse.

— Eu já expliquei ao Damon. Tinha acabado de chegar e estava ainda pilhado de estresse da viagem.- Disse.

— Sei.- Damon disse.

— Já nos acertamos, não?- Questionei.

— Sim.- Damon disse.

— Então deixa quieto.- Disse.

— Tudo bem.- Damon disse.

*****

Tell me now, tell me now
Tell me where you're going
You feel afraid?

Tell me now, tell me now
Tell me, will you ever love me again?
Love me again

Now I'm searching every lonely place
Every corner, callin' out your name
Tryin' to find you, but I just don't know
Where do broken hearts go?

*****

Ficamos conversando e foi bom demais ficar assim com eles. Elijah chegou mais tarde com a Hayley e nos contou que ela estava grávida, o que deixou o clima melhor ainda. Elena e eu voltamos a dançar e só saímos da festa tarde, e ela cada vez mais brincava com o meu tesão. Ela não estava vendo que eu estava ficando doido aqui? Tomei a direção da casa dos pais dela, mas ela pediu que fôssemos para a nossa, isso me deixou mais contente e excitado ainda. Fui voando e no elevador mesmo a agarrei, não dava para esperar chegar lá em cima.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Subi o vestido dela e cacete; ela estava mesmo sem nada. Toquei o sexo dela, eu não ia conseguir chegar lá em cima sem a ter desse jeito.

Gemi contra lábios dele, descolando os meus lábios dos dele.- Klaus, alguém pode entrar aqui. E se com calcinha seria constrangedor, sem é pior.

— Uma horas dessas, difícil.- Beijei o pescoço dela.

Me arrepiei.- Mas não impossível.- Acariciava os cabelos dele. Eu tentava ser racional, mas Klaus sempre me deixa irracional. Pelo menos acho que sou mais do que ele nessas horas. Alguém tinha que ser, se não já teríamos sido pegos em algum momento. Ri por dentro ao pensar nisso.

Olhei o painel e faltavam três andares ainda.- Esse vestido não me dá acesso as minhas belezas.- Disse pegando nos peitos dela.

Gemi e suspirei pesadamente, voltando a beija-lo.

O elevador apitou.- Até que enfim.- A suspendi, passando a perna dela pela minha cintura, tateei até achar a porta e entrei. Fui direito para o quarto, a jogando na cama.

O puxei, beijando-o novamente.

Tirei os meus sapatos. O blazer tinha ficado no carro, menos uma coisa. Me afastei, tirando as sandálias dela e me livrando daquele vestido de vez.

Comecei a desabotoar a camisa dele.

Peguei naqueles peitos e gemi, que saudade que estava deles.

Suspirei pesadamente ao toque dele, tirando sua camisa e tocando seu peito. As cicatrizes e roxos na pele só o deixavam ainda mais sexy.

— Essa passou perto, não foi?- Toquei na mão dela que estava sobre a cicatriz da cirurgia em Miami.

— Parece que foi feio.- Disse.

— Os médicos falaram que tive muita sorte, passou raspando no meu estômago e mais um pouco para cima, direto no coração.- Disse.

— Porque não ligou quando isso aconteceu? E está mesmo bem? Teve que refazer os pontos a pouco tempo, não parece certo se esforçar.- Disse.

— Eu fiquei no hospital uma cena love.- Beijei o pescoço dela.- E não era seguro você ir lá com a missão tendo acabado de acabar.

— Isso não interessa.- Disse.

— Eu achei que você estava me odiando.- Disse.

— E eu tenho cara de quem odeia alguém?- Perguntei.

A olhei.- Não, mas tinha esse direito.

— Mas eu iria correndo se me chamasse.- Disse.

— Eu estou bem love.- Beijei entre os peitos dela.- Não se preocupe.- Fui descendo pela barriga dela.- E os riscos agora vão ser menores.

Me arrepiei.- Isso não foi muito convincente.

Sorri e continuei, chegando até o sexo dela e beijando ali.

Gemi e suspirei pesadamente.

— Quer testar mesmo se estou bem?- Disse abrindo minhas calças.

O olhei e sorri.- Não duvido que esteja bem ai.

— Bem? Estamos completamente abandonados.- Disse.

— Abandonados é?- Perguntei.

— Demais.- Disse.

— Eu me lembro de ter dado carinho a vocês na festa.- O provoquei.

— Tão sutil.- Sorri, me livrando da calça.

— E o que você quer então?- Perguntei.

— Eu já vou ter o que eu quero.- Afastei as pernas dela.

Sorri e o beijei.

Me coloquei na entrada dela e a penetrei de uma vez só. Isso pareceu que reacendeu algo em mim, algo que só Elena conseguia, era só dela.

Gemi contra os lábios dele, descendo minha mão pelas costas dele.

Sai um pouco e entrei novamente. Como eu precisava dela e essa necessidade tomou conta de mim. Comecei a estar cada vez mais rápido, beijando e saboreando cada parte daquele corpo que eu estava morrendo de saudade.

Gemia e inclinei meu corpo para ele, me mexendo embaixo dele, podendo senti-lo completamente dentro de mim.

— Ah, como eu queria você, eu preciso de você sempre.- Disse.

Sorri.- Você me tem sempre.

Peguei o peito dela com a boca, sugando e mordendo de leve.

Gemi.- Klaus...

— Isso, geme para mim amor.- Disse.

Gemi e voltei a beija-lo.

Tomei a mão dela com a minha e aumentava o ritmo que íamos, sentia a cama ranger, até disso senti falta. Todo o meu corpo respondia aquele prazer, dessa vez sim era prazer de verdade, não aquelas coisas superficiais que inventei de ter.

Nesses meses longe do Klaus é claro que senti falta do sexo, mas isso não era nada perto da dor que sentia por ele ter me deixado e da falta que eu sentia dele. Dele só por ser ele; o homem que eu amo. Passei tantos meses entorpecida com a dor que nem conseguia raciocinar e pensar em coisas carnais. Agora, depois que ele voltou e começamos a interagir novamente que comecei a sentir o desejo de novo. Eu sempre me impressionava o quanto eu só sentia isso com ele.

Percebi que não era só eu que estava entregue aquele tesão todo. Os gemidos e os toques cada vez mais intensos dela me diziam isso, principalmente quando me arranhava. Diminui a velocidade, dando estocadas mais fundas.- Goza para mim amor.- Disse contra os lábios dela.

— Quero fazer isso com você. Nem um segundo antes.- Apertei minhas coxas na cintura dele.

Sorri, a olhando e indo o mais fundo que podia até que gozamos, e cacete; foi incrível.- Elena.- Gemi enquanto me agarrava nela.

Gemi também contra a pele dele e beijei ali.- Eu te amo.

Estava ofegante ainda e não a soltei.- Eu te amo, não vou te soltar, nunca mais.

Sorri.- Nem para ir no banheiro?

— Não.- Apertei ela mais.

Ri.- Isso vai ser um problema.

— Ok, para o banheiro eu libero.- Disse rolando para o lado dela, mas sem a soltar e deixando uma perna por cima dela.

Sorri e me acomodei no peito dele.

Toquei os cabelos dela, beijando em seguida e reparando uma coisa.- Você ainda tá tomando remédio?

— Sim. Minha pele fica incrível com ela.- Disse.

— Ah sim, pensei que tínhamos encomendado mais um agora.- Disse.

— Acho que precisamos esperar um pouco antes. Você comprou a casa, vamos enfrentar uma reforma, mudança... não seria bom estar grávida.- Disse.

— Eu não comprei a casa ainda. Deixei o corretor na espera, queria te mostrar antes. Vai que você não gostasse de algo?- Perguntei.

— Duvido.- Disse.

— Aonde...- Olhei pelo chão e lembrei que o celular estava no bolso da calça. Levantei rápido para pegar e voltei, abraçando ela de novo. Botei nas fotos que a corretora tinha me mandado.- Aqui.

— É linda.- Disse.

— Sim. É num condomínio não longe daqui, então o Dylan não precisa trocar de colégio. E preferi algo não grande demais para você não estranhar. Sei que não é fã de mansões.- Disse.

Sorri.- Ela é perfeita. Dylan vai adorar.

— Posso fechar negócio então?- Perguntei.

— Pode.- Disse.

— Ótimo.- Mandei um e-mail para o corretor, fechando negócio e botando o celular de canto.- Temos uma casa nova.- Ri, a beijando.

Sorri.- Sim.

— Um recomeço.- Beijei ela de novo.

Sorri.- Hmm... eu queria te dizer uma coisa.

— O que?- Perguntei.

— Eu me inscrevi em algumas faculdades para o curso de economia e fui aceita em algumas, e ganhei bolsa. Vou começar em Setembro.- Disse.

— Isso é incrível Lena, parabéns!- A apertei no abraço.- Mas porque bolsa?

— Como assim?- Perguntei.

— Porque você quis bolsa? Eu sempre disse que pagaria o curso que quisesse.- Disse.

— Bem, eu ganhei e aceitei. É uma coisa boa, mas essa é a outra parte da conversa; não foi bolsa integral e sim de 50%.- Disse.

— Não é exatamente o que eu gostaria, mas me dou por satisfeito assim; pagando a metade.- Disse.

Ri.- Orgulhoso.

— Sim, então mais uma coisa para gente comemorar.- Ri.- Mas não acha que está faltando uma coisinha?

— O que?- Perguntei.

Me virei até a mesinha e revirei até achar a caixinha.- Não podemos começar tudo isso sem você ser minha esposa.

— Klaus...- Disse.

— Elena, eu não sei porque demorei tanto a fazer isso e foi só um dos meus erros. Eu amo você, você sabe que sou todo seu, temos um filho lindo que é o maior presente que já recebi e que você poderia ter me dado, mas eu quero que todos saibam que você é minha; minha mulher, minha amante, minha amiga e a unica que eu quis e quero para tudo isso. Quer se casar comigo?- Perguntei.

Sorri e o abracei.- Sim, completamente.

— Sim?- Perguntei rindo.

Sorri.- Claro, com certeza, absolutamente, sem duvidas... Posso continuar infinitamente se quiser.

Ri e a beijei. No fundo eu tinha medo dela dizer que queria pensar ou esperar mais. Ufa. Parei e abri a caixinha, pegando a mão dela para botar o anel.

Ele colocou o anel e é lindo. Sorri e o beijei.- Acho que estou pronta para ser sua novamente.- Falei contra os lábios dele.

— Eu ia dizer isso agora mesmo.- Ri, a beijando e rolando sobre ela. Dessa vez fomos com mais calma e provei de cada pedaço daquele corpo incrível e gozamos varias vezes, e em vários lugares da casa, até estarmos exaustos e sonolentos. Fazia tempos que não dormia bem assim e quando acordei já era quase meio dia, então levantei com cuidado. Não deixei de sorrir ao vê-la dormindo. Tomei um banho e aprontei um café da manhã reforçado para a gente. Liguei para a Miranda, pedindo que trouxessem o Dylan e eles chegaram quando eu estava terminando. Abri a porta e o peguei, já estava com saudades dele. Agradeci a Miranda e com ele no colo, levei a bandeja para o quarto.- Vamos acordar a mamãe?

— Vamos.- Ele riu, pulando na cama.- Bom dia mamãe, acorda.

Me senti acordar e quando vi Dylan, me cobri rapidamente.- Hey amor. Como você chegou aqui?

— A vovó me trouxe.- Ele disse rindo.

Sorri e o beijei na bochecha.- Que bom.

— Não está com fome?- Disse pegando uma uva e comendo, estava observando eles dois.

— Não. Preciso de um banho e café.- Me levantei enrolada no lençol. Não ia ficar nua na frente do Dylan.

— Então vai lá. Quer suco Dylan?- Perguntei.

— Quero.- Ele disse.

— Então vem, vamos pegar que esse aqui é da sua mãe.- Pisquei para ela e sai com ele para dar tempo a ela. Quando voltamos ela estava se penteando e tomando o café que eu tinha levado, nós dois fomos e a derrubamos na cama.

— Coquinha na mamãe.- Ele disse.

Ri.- Meu Deus! Dois contra um não vale.

— Vale sim.- Ri, beijando ela.

— Papai! Você e a mamãe estão de bem?- Ele perguntou.

— Estamos sim amor.- O peguei no colo, beijando o pescoço dele.

— Vamos voltar para cá?- Ele perguntou.

— Sim, hoje mesmo.- Sentei junto deles, mas ele ficou com uma carinha.- O que foi campeão? Não quer mais?- Olhei para Elena e de volta para ele.

— O que foi amor?- Perguntei.

— Eu tava com saudade de ficar assim.- Ele disse de cabeça baixa.

Aquilo partiu o meu coração, mas ao mesmo tempo sabia que nunca mais ia deixar meu filho passar por isso.

Sorri e o abracei.- Está tudo bem amor.

— Sim, isso nunca mais vai acontecer, está bem?- Abracei ele junto com ela.

— Papai, tá apertando.- Ele disse.

— Opa.- Ri.- Mas não fique muito feliz de ficar aqui, não vamos ficar muito tempo.

— Não?- Ele perguntou.

— Vamos para uma casa nova, mas vai demorar um pouquinho ainda.- Disse.

— Casa? Uma grande igual a da tia Freya?- Ele perguntou.

— Sim, quase assim. E tem piscina e você vai poder ter aquele cachorrinho que vinha pedindo.- Disse.

— E eu vou convencer o seu pai a termos um Golden no pátio e um Maltês dentro de casa.- Disse.

— Dois?- Perguntei.

— Dois? Eba!- Ele pulou.

Ri.- Sim.

Suspirei.- Vencido. Tudo o que meus amores quiserem.- Rimos.- Agora Dylan uma coisa importante; o que acha de ter irmãozinhos?

— Irmãzinhos? Tipo o tio Jer e você mamãe?- Ele perguntou.

— Sim.- Disse.

— E vocês vão me deixar de lado?- Ele perguntou.

— Claro que não.- Disse.

— Pensa que você sempre vai ter alguém para brincar, ir jogar bola, jogar video game... E como vai ser o irmão mais velho sempre vou poder contar com você para cuidar dele ou dela quando eu não tiver.- Disse.

— Igual eu fiz com a mamãe?- Ele perguntou.

— Exatamente.- Disse.

Ri.- Mas vai demorar um pouquinho ainda. Então pode aproveitar por um bom tempo ainda ser filho único.

— Tá bom então, não demorem a trazer meu irmãozinho tá?- Ele pediu.

Ri.- Pode deixar mocinho.- Fiz cosquinha nele.

Sorri e fui ajudar o Klaus.

A risada do Dylan encheu o quarto e eu sabia que não deixaria nada nos separar novamente. A mudança para a casa nova realmente deu trabalho assim como arrumar algumas coisas de decoração. No total levamos dois meses até estar tudo pronto para nos mudarmos. Nosso filho era felicidade pura e eu também, afinal estava indo super bem na divisão nova e adorava os casos que pegava lá. Elena começou a universidade e foi estranho não a ter todo tempo disponível já que ela tinha provas, trabalhos, cuidar do Dylan e tudo mais, mas nunca deixei de a apoiar e ajudava no que podia. Nos casamos nas férias do primeiro ano dela e nossa, a ver de noiva foi simplesmente de tirar o ar. Enquanto fazíamos os votos eu pensava na sorte que tinha de ter a minha família de volta e não me aguentei quando o Dylan trouxe nossas alianças; era tudo perfeito demais. Agora casados oficialmente ela ficou mais maleável com as coisas que eu dava a ela e até usava algumas, principalmente o carro, o que me deixava supercontente já que o que era meu, era dela, sempre deixei claro isso. Assim criamos uma rotina e os anos dela de universidade foram passando e eu estava ansioso para que ela acabasse logo para termos mais filho. Dylan já estava bem grande e a diferença entre eles ia ser muito. Acho que foi que nos inspirou na noite de formatura dela já que semanas depois ficamos sabendo que ela estava grávida. Foi uma comemoração geral e quando a nossa pequena Holland chegou ao mundo achei que não me caberia de felicidade. Ela era tão linda e loirinha como eu; era linda demais. O Dylan ficou todo bobo com a irmã, afinal já estava com 10 anos e dizia para todos que não ia deixar nenhum menino chegar perto dela, coisa que eu amei. Uma coisa boa que vinha acontecendo é como meus pais começaram a se aproximar da gente. Acho que finalmente entenderam que ali estava minha felicidade e Elena vinha os perdoando por tudo que fizeram a ela. Agora três anos depois, adivinha onde estamos? Maternidade de novo. Eu havia sido promovido uns meses atrás, ai já sabe, rolou um vinho, as crianças estavam dormindo e o nosso pequeno Tyler foi gerado no meu escritório de casa mesmo. Dessa vez o olhando bem, acho que ele parece com a Elena para completar nossa mistura nos nossos filhos. Estávamos todos na cama e pedi para tirarem uma foto nossa e sorri. Elena estava com o Tyler no colo, eu com a Holland no meu de um lado dela e Dylan do outro. Minha família linda que quase perdi, mas ainda bem que tudo se resolveu e nunca mais tivemos corações quebrados; só alegrias.

*****

Are you sleeping baby, by yourself?

Or are you getting into someone else?

Tryin' to find you, but I just don't know

Where do broken hearts go?

Tell me where you're hidding now

Where do broken hearts go?

C'mon baby, 'cause I need you now

Where do broken hearts go?

Tell me 'cause I'm ten feet down

Where do broken hearts go

C'mon baby, 'cause I need you know

Where do broken hearts go?

Where do broken hearts go?

Where do broken hearts go?

Where do broken hearts go?

*****

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! :3 Essa foi uma das histórias que mais gostei de escrever e sofri junto, confesso HAHA' Ela foi levemente inspirada na série Frequency da CW que infelizmente foi cancelada :( Mas só a season 1 vale a pena ver, viu? Tem começo, meio e fim :3 Bem, aqui o trecho da próxima: Her laugh is as loud as as many ambulances As it takes to save the saviour, oh Palpites? Algum casal em mente? Juro que é bem diferente esse HAHA' (Eu acho né? :P ) Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)