Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Bem, nos vemos lá embaixo...

Hey, hey

Oh, no no no

*****

POV Misto. (Klaus e Blair.)

Estava sentado no ultimo andar da minha casa, olhando a minha cidade. Sorri. Nova York estava prosperando bem e eu não poderia estar mais tranquilo com o cuidado dela. Minha família também estava bem depois de tantos problemas passados, sobrevivemos. Decidimos isso depois de conseguir derrotar Marcel, um ano depois dele me aprisionar e o derrotar no fundo me doeu. Todos exceto Kol (que não nos perdoou pelo que houve com a Davina), moramos na mesma casa o que faz tudo ser uma loucura. Freya e Rebekah se dão super bem e são as tias mais corujas que já vi, Elijah e Hayley se acertaram e se casaram, o que me deixa tranquilo sobre quem está próximo a minha filha. E Hope, bem, ela é a melhor coisa que tenho na minha vida. Depois de tantas coisas ruins, incluindo ter meu coração dilacerado quando perdi a Cami, foi o que sentia por ela que me fez continuar. Minha princesa está com 4 anos agora e é incrivelmente linda e esperta, mas acho que todo pai diz isso. Estava com sede, então decidi dar uma volta, indo pelo Central Park e enquanto escolhia uma vitima aproveitava para admirar a paisagem de fim de tarde.

— Você acredita nisso, Dorota? A Serena teve a audácia de voltar, depois de tudo que ela me fez.- Disse.

— Eu imagino senhorita Blair, mas será que ela não teve um motivo para ir?- Ela questionou.

— Dorota, você está defendendo ela?- Questionei.

— Claro que não senhorita Blair.- Ela disse.

— Era só o que me faltava, você ficar do lado dela também. O Nate já ficou todo abobado, ele acha que não percebo.- Suspirei.- Só uma bolsa da Chanel para tirar dessa agonia.- Dei comida ao pato e sorri.- E os patos.

Vi uma garota a minha frente; pescoço bem atraente, batimentos em ordem... Beber dela seria uma delícia.

— Tenho certeza que o senhor Nate não está nela senhorita Blair.- Ela disse.

— Serena faz tudo que os garotos querem. Ela é tudo que um garoto quer e transa com qualquer um, então é perfeita. Eu odeio ela. Já disse isso hoje?- Questionei.

— Sim.- Dorota disse.

Adolescentes. Ri. Gostei dessa Serena também, se juntasse ela a essa amiguinha seria uma festa e tanto para mim. Comecei a me aproximar dela e fiz o maior clássico de todos, esbarrei nela.

— Olha por onde anda seu imbecil.- Limpei minha roupa e suspirei.- Suburbanos.

— Como é?- Questionei.

O olhei.- O que ouviu. Sorte sua que não pisou no meu Louis Vuitton. Seria dez anos do seu salário para me dar um novo. E olha que ele é o mais barato dos que tenho.

Ela parecia metida, então resolvi brincar um pouco.- Me desculpe senhorita.- Deixei meu sotaque fluir.- Sou novo na cidade e estava admirando tamanha beleza. Se tivesse estragado seu sapato pediria imediatamente para um dos meus empregados reparar esse erro.

O olhei, analisando-o.- Hmm... Britânico?

— Nasci aqui, mas minha família morou muitos anos lá, então sou dividido. Posso saber o nome da senhorita?- Questionei.

— Waldorf. Blair Waldorf.- Disse.

— Prazer senhorita Waldorf.- Peguei a mão dela e a beijei.- Niklaus Mikaelson.

Sorri.- Prazer. Desculpe pelo meu comportamento. Depois da minha escola ser invadida por suburbanos do Brooklyn, estou traumatizada.

— Compreendo perfeitamente. Ninguém merece o Brooklyn, isso já descobri.- Nem me lembre dele. Organizar e controla-lo foi um inferno.

— Dorota, cumprimente o senhor Mikaelson. Seja educada.- Disse.

— Boa tarde senhor Mikaelson.- Ela disse.

— Boa tarde Dorota.- Sorri.

— Dorota, vai indo para o carro. Já estou indo. Tenho que ir encontrar o Nate depois.- Tirei o cartão de crédito, dando a ela.- E antes passa naquela loja e compre aquela lingerie.

— Sim senhorita Blair. Com licença.- Ela saiu.

— Seu namorado vai ser um homem feliz hoje.- Disse.

— Talvez sim.- Disse.

— Talvez? Então ele tem algum problema.- Disse.

— No momento? Muitos.- Disse.

— E você vai tentar ajuda-lo da melhor forma que um cara pode receber ajuda da namorada.- Pensei na lingerie que ela usava. O que? Eu tenho um certo fetiche em lingerie.

Ri.- Não é bem assim.- Olhei para o lado e vi Nate e Chuck passarem do outro lado da rua.

— Algum problema?- Perguntei.

— Nenhum.- Disse.

Passei meu braço pelo dela, voltando a andar.- Quanto tempo não caminho assim.

Senti meu celular vibrar e o peguei, lendo: “Flagrada; Blair Waldorf andando com um novo bonitão. Será que o senhor Archibald foi passado para trás?”

— Algum problema?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Ótimo. Poderia me mostrar mais do parque?- Perguntei.

— Não acho que eu tenha tempo.- Me soltei dele.- Eu tenho que ir embora. Tenha uma boa estadia em NY.- Sorri e sai.

— Hey.- Fala sério que ela me deixou sozinho ali? Fui atrás dela.

— Caso não tenha entendido, eu tenho namorado e disse que tenho que ir.- Disse.

— Relaxe sweet.- Usei da compulsão.- Me mostre o parque animadamente.

Sorri.- Vem, vamos ver o parque. Os patos são os melhores.- O peguei pela mão, levando-o pelo parque.

— Ótimo.- Sorri e a acompanhei até que chegamos numa parte mais vazia, ou melhor, não tinha ninguém. Fiz ela olhar para mim.- Não grite e não tenha medo.

Assenti.

A coloquei contra uma das árvores e a mordi. Qualquer um que passasse por nós acharia que estávamos nos agarrando. Saboreei aquele sangue delicioso até me sentir satisfeito. Terminei limpando bem e dando um pouco do meu a ela até cicatrizar.- Você é deliciosa.

— Obrigada, eu acho.- Disse.

— É uma certeza. Seu namorado deveria apreciar isso.- Disse.

— Não aprecia já que ainda sou virgem. Não que eu estivesse super pronta, mas ele nem tentou, então...- Disse falando demais e mordi meu lábio.- Eu não estou bem.

A olhei. Sério? Uma virgem? Isso poderia ser muito divertido.- Que pena. Ele é um imbecil por isso.- A compeli.- Agora mesmo que ele queira, você não vai querer transar com ele.

— Eu não vou querer transar com ele.- Repeti.

— Ótimo.- Sorri.- Pode deixar que eu encontro você novamente, Blair Waldorf.

Sorri e acenei.- Tchau.- Ajeitei minha bolsa e sai.

*****

Her laugh is as loud as as many ambulances
As it takes to save the saviour, oh

*****

POV Klaus.

Sai de lá satisfeito e pensando o quanto eu não prestava, mas isso não me importava. Recebi uma ligação e fui resolver um problema; vampiros novos sempre arrumando confusão. Voltei para casa a noite e encontrei todos a mesa.- Boa noite.

— Boa noite.- Rebekah disse.

— Papai.- Hope disse.

— Oi minha princesa.- Dei um beijo nela.

— Oi Klaus.- Hayley disse.

— Oi.- Me sentei ao lado de Hope.

— Conseguiu resolver o problema da tarde?- Elijah perguntou.

— Sim, novatos, sempre dando trabalho.- Disse

— Pois é.- Rebekah disse.

— E as nossas visitantes de New Orleans Freya? Tudo bem?- Perguntei.

— Estão sim.- Freya disse.

— Acha que vai valer a pena?- Perguntei.

— Niklaus, mais uma vez devo te lembrar; estamos jantando em família, não numa reunião de negócios.- Elijah disse.

Ela riu.- Normal.

— Papai, olha a tia Beks pintou, não ficou linda?- Ela estendeu as mãos.

Vi as unhas dela pintada de rosa claro.- Rebekah, ela é nova demais para isso.

— Para com isso.- Rebekah disse.

— O que? É sim.- Disse.

— É nada.- Rebekah disse.

— Eu não vejo nada demais. Ficou bem a cara dela, não é Hope?- Elijah questionou.

— Ficou.- Hope disse.

Hayley sorriu.- Ficou linda amor.

— Eba, agora eu sou glande como vocês.- Hope disse.

Freya riu.- Sim, é.

— Vou até ter um pincipe.- Ela disse.

— Como é mocinha?- Perguntei.

Hayley sorriu.- Sim e ele é muito fofo.

— Que história é essa?- Perguntei.

— É um menininho da escola.- Hayley disse.

— Ele é lindo.- Hope disse.

— Que história é essa Hayley? Ela é um bebê.- Disse.

— E o menino também, Klaus.- Hayley disse.

— Cabei mamãe. Tô cheia.- Hope disse.

— Tudo bem amor.- Hayley disse.

Ela limpou a mão e veio para o meu colo.

— E a sua namorada papai?- Ela perguntou.

— Eu não tenho namorada love.- Disse.

— Graças a Deus.- Rebekah disse.

— Rebekah.- Ele riu.- Não fala assim, coitado.

— As namoradas dele sempre são neuróticas e ele sempre vai comparar a Cami, o quanto ela era isso ou aquilo. Então graças a Deus que ele não tem.- Rebekah disse.

— Obrigado pelo apoio irmã.- Disse.

— De nada.- Rebekah disse.

— Você vai ficar bem sem uma namorada papai?- Ela questionou.

— Eu estou love. E vamos parar com isso.- Disse comendo.- Antes que começamos a falar dos namorados da sua tia.

— Isso não, por favor.- Ele riu.

— Engraçadinhos.- Rebekah disse.

— Você tem muitos titia?- Hope perguntou.

— Ela já teve mais do que poderia contar, minha pequena.- Elijah disse.

— Um pouco amor.- Rebekah disse.

— Legal. Existem tantos príncipes assim?- Perguntei.

— Alguns.- Rebekah disse.

— Mas você não precisa se preocupar com isso tão cedo.- Disse.

— Isso é verdade, concordo com o seu pai.- Elijah disse.

Ela suspirou.- Tá bom, fico só com o meu da escolinha. E vocês dois.

Hayley riu.- Ótimo.

Ri e voltamos a comer, logo terminando de jantar. Hayley foi botar Hope para dormir e eu fui para o meu quarto. Tomei um banho e me sentei na varanda, bebendo um whisky. Nunca iria confessar isso a alguém, mas eu sentia falta do meu passado. Aquilo que achei que senti pela Caroline que tenho certeza que senti pela Cami, como me fazia sentir... Acho que essa vai ser a punição da minha eternidade, não me sentir nunca mais completo daquele jeito, amor não era mesmo para mim.

POV Blair.

Uma semana passou desde do primeiro dia de aula e hoje tinha uma festa, o que eu amo. Sorri, me olhando no espelho. Arrumei minha tiara e passei um batom, descendo as escadas e me dirigindo para o local da festa. De cara encontrei Nate, Chuck e Serena. Revirei os olhos e fui até eles. Eu odeio a Serena, ainda mais por saber que Nate é caidinho por ela. Ele acha que sou burra, mas nenhuma mulher é. Ainda mais que nem por sexo ele se interessa e gay sei que ele não é.- Hey.

— Boa noite Blair.- Chuck disse.

— Hey B.- Serena disse.

— Hey.- Nate chegou junto de mim.- Você está linda.

Sorri.- Obrigada. Você também.- Ajeitei a gravata dele.

— Assim como você Serena.- Nate disse.

— Obrigada Nate.- Ela disse.

— Já se acostumou de volta Serena?- Chuck perguntou.

— Com certeza.- Ela disse.

— Deve ter sentido muita falta daqui.- Nate disse.

— Demais.- Ela disse.

— Claro que todos nós sentimos de como você animava as festas.- Chuck disse.

Ela sorriu.- Que bom. Senti falta de vocês também.

Chuck olhou ao redor.- Ora, se não é o tal dos Mikaelson aparecendo.

— A família estranha que você disse que faz negócios com seu pai?- Nate perguntou.

— Sim.- Ele disse.

— Eu conheci um deles.- Disse.

— O cara que a Gossip Girl viu com você.- Nate disse.

— Sim.- Disse.

— A curiosidade é maior; foi mesmo só um encontro casual?- Chuck perguntou.

— Chuck.- Nate disse.

— Claro.- Disse.

— Ela já me disse isso e está tudo bem. Esquece.- Nate disse.

— Não custa confirmar, Nathaniel.- Chuck disse.

POV Klaus.

Quando entramos na festa, bufei.- Só você para me trazer Rebekah. Elijah era melhor para isso.

— Estou começando a achar que era mesmo.- Rebekah disse.

Olhei ao redor e a festa era da alta sociedade de Nova York e minha irmã queria reinar ali também. Quando olhei atentamente, vi a garota do parque. Sorri. Talvez as coisas fossem ficar interessante.- Acho que mudei de ideia.

— E porque?- Ela perguntou.

— Está afim de um jogo?- Perguntei.

— Depende.- Ela disse.

— Você vai poder se deliciar com algo que adora; colegiais.- Disse.

— Eu posso fazer isso agora. Não foi convincente.- Ela disse.

POV Misto. (Klaus e Blair.)

— Vem comigo.- Levei ela comigo até onde a garota Waldorf estava com um pequeno grupo.- Senhorita Waldorf, nos encontramos novamente.

— Ah, oi.- Disse.

— É o cara que falou?- Nate perguntou.

— Klaus Mikaelson, prazer.- Estendi a mão e quando ele retribuiu, apertei um pouco.

— Prazer senhor Mikaelson, sou Serena Van der Woodsen.- Serena disse.

— Prazer.- Apertei a mão dela.- Amiga sua Blair?

— Não.- Disse.

— B...- Ela disse.

— Mikaelson, prazer. Já vi sua família fazendo negócios com a minha, sou Chuck Bass.- Chuck disse.

— Ah sim, a família Bass, eu lembro. Mas quem cuida mais dessa parte é meu irmão.- Disse.

Vi as meninas do meu grupo e sorri.- Com licença.- Fui para onde elas estavam.

Fiquei olhando ela ir e assim que pude deixei Rebekah com eles, avisando para segura-los ali e fui atrás dela.- Acho que vou precisar da sua ajuda novamente.- Disse chegando atrás dela.

— Com o que?- Perguntei.

— Minha irmã ganhou facilmente a atenção dos seus amigos, mas aquela sua amiga acho que ela estava tendo pensamento maldosos sobre mim.- Disse.

— Bem, então vai transar com ela. Serena + Homens = sempre foram uma combinação perfeita.- Voltei a conversar com as meninas.

— Se eu quisesse uma vadia, estaria lá.- Disse virando ela para mim.- Eu disse que te procuraria de novo.

— Me solte, está me machucando.- Disse.

— Eu sei que não estou. Vamos dançar?- Questionei.

— Não. Tenho um namorado.- Disse.

— Que parece só ter olhos para loiras. Você não quer deixar isso assim, quer?- Questionei.

Suspirei. Ótimo, agora todos sabem que tenho um namorado que nem bola me dá. Fui para a pista na frente dele.

Acompanhei ela e começamos a dançar.- Pelo que vejo não deu muito certo a sua ideia de melhorar as coisas com ele.

— Não é da sua conta.- Disse.

— Bem, de qualquer maneira ele é um babaca por não aproveitar uma garota tão linda.- Sim, a minha diversão da vez seria levar ela para cama. Isso me lembra os séculos passados, o tabu sobre virgindade. Blair despertou isso em mim e agora quero saborear isso. Então sim, vou conquista-la até a ter na minha cama.

Joguei meu cabelo para trás e me lembrei de algo. O olhei.- Porque você me mordeu aquele dia?

— Porque eu gosto. E eu gostei de você para isso.- Disse.

— Isso não é normal.- Disse.

— Tem muita coisa sobre mim que não sabe.- Disse.

— Imagino.- Disse.

— Mas eu já sei que é uma garota que gosta das coisas boas, tem bom gosto. Afinal está linda numa festa um tanto simples.- Disse.

— Isso é simples.- Disse.

— Eu já fui em festas reais, então sei. Não, não está.- Disse.

— Isso é simples. Você não me viu bem arrumada de verdade.- Disse.

— Então tem mais? Eu adoraria ver.- Disse.

— Você é estranho.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Eu sou comprometida. Sou do Nate.- Disse.

— Sabemos que isso é fachada. Se ele fosse comprometido com você, não me deixaria tanto tempo dançando com você. Reivindicaria o que é dele. Seria o que eu faria.- Disse.

Baixei meu olhar e voltei a dançar, não falando nada. Não sei porque esse cara me intimida tanta. Nunca tive medo de ninguém e desde ontem ando assustada com tudo, principalmente com ele.

— Qual o problema Blair? Ninguém nunca fez isso com você?- Questionei.

— O que?- Perguntei.

— A defendeu assim? Como se fosse a coisa mais importante que tivesse? Aquele seu dito namorado, por exemplo?- Questionei.

— Nate cuida de mim.- Disse.

— Estou vendo.- Disse.

Suspirei.- Não quero falar com você. Me deixa em paz.- Tentei me soltar dele.

— Não. Fique. Ok, mudamos de assunto.- Disse.

— Não quero. Você é estranho.- Disse.

— Eu posso ficar magoado com isso.- Disse.

Revirei os olhos e sai dali, passando por um garçom e pegando um drink.

Dessa vez a deixei ir e fui conversar pela festa. Bebi e falei com algumas pessoas importantes que poderiam vir a ser úteis no futuro. Acabei voltando ao lado de Rebekah.- Se divertindo?

— Está normal.- Ela disse.

— Quando que doces virgens ficaram tão arredias?- Questionei.

— Estamos no século 21, Nik.- Ela disse.

— Conseguir que uma ceda está dando mais trabalho que lembrava.- Disse.

— Ela tem namorado.- Ela disse.

— Um merda que não está nem ai.- Disse.

— E dai?- Ela questionou.

— Que não deveria ser tão difícil.- Disse.

— Você é bem burro.- Ela disse.

— Rebekah.- Disse.

— O que?- Ela perguntou.

— Por que está me chamando de burro?- Perguntei.

— Você acha que as coisas continuam como antes.- Ela disse.

— Algumas coisas não mudam. Talvez eu devesse sumir com esse namorado.- Disse.

— Porque você quer ela?- Ela perguntou.

Dei os ombros.- Eu a vi no parque essa semana, bebi dela e foi interessante. Encontrei de novo hoje e pensei como ela ficaria bem na minha cama.

— Meu Deus. Esquece ela.- Ela disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque é bobagem.- Ela disse.

— Está tudo calmo, não tenho nada melhor para fazer.- Disse.

— Coitada dessa garota. Vai ser usada duas vezes por dois idiotas.- Ela disse.

— Dois?- Questionei.

— Você e o namorado.- Ela disse.

— Não sou um idiota e dele... Bem, vou cuidar disso.- Disse a deixando e seguindo até encontrar o tal Nate, o qual compeli para sumir da festa com a loira que se dizia amiga. Vi Blair rodando pela festa.- Parece perdida.

— Estou procurando a Dorota.- Disse.

— Oh, a adorável Dorota. Me pergunto se ela achou a lingerie que você pediu. Sabe, não é qualquer um que tem bom gosto para isso.- Disse.

— Sim, achou.- Disse.

— Me deixa adivinhar. Você tem cara de quem gosta de uma cinta-liga.- Disse.

— Acho bonito, mas não usei uma ainda. Porque quer saber? Já disse que você é estranho, para com isso.- Disse.

— Porque fica me chamando de estranho toda hora?- Perguntei.

— Porque você está me assediando.- Disse.

— Eu poderia jurar que era algo normal os caras darem em cima de você.- Disse.

— Não é.- Todos só querem a Serena, pensei.

— Sério? Acho que vou ter que dar uma lição nos homens da minha cidade.- Disse.

Ri.- Sua? A cidade é minha e você nem daqui é.

— É minha sim. Eu e minha família comandamos praticamente toda a cidade. Eu sou o rei daqui sweet.- Disse.

Ri.- O que? Você é iludido.

— Não acredita?- Perguntei.

— Não. Eu sou a rainha dessa cidade.- Me aproximei dele, ficando muito mais baixa que ele. Quer dizer, com o salto disfarça meus 1,64.- Se eu quiser te faço sair daqui com suas cuecas nas mãos.

Sorri.- Seria um show.- A olhei. Acho que era primeira vez direito. Seus cabelos castanhos caiam em ondas até os ombros, a pele era cuidada e aparentemente macia, a boca tinha um tom vermelho convidativo e os olhos um castanho decidido e cheio de orgulho. Ela era fantástica, além de ser uma baita de uma gostosa.

— Pode apostar.- Disse.

— Mas você não iria resistir e me agarrar. Seria um risco para mim.- Disse.

— Você está fazendo muita propaganda de si mesmo. Normalmente são os que tem...- Parei, balançando a cabeça.- Menores.

Gargalhei.- Olha quem está ficando assanhadinha. Mas tem um jeito de resolver isso; me acompanhe quando sairmos daqui e tira suas conclusões.

— Claro que não. Eu já disse que tenho namorado.- Disse.

— Onde ele está?- Perguntei.

Olhei em volta.- Não sei. Deve estar por ai.

— Vem comigo Blair.- Passei o braço pela cintura dela. Estava sentindo uma vontade louca de acabar com aquele jogo e me satisfazer com ela.

— Não. Me solta.- Tentei me soltar dele e percebi meu coração acelerar. Estava ficando com medo dele. Não gosto de admitir que sinto medo, mas estou com medo dele nesse momento.

— Você é teimosa.- Sorri.

— Me solta.- Disse.

— Ok.- Soltei ela.

Sai da festa e só parei quando cheguei na minha casa. Não sabia porque tinha ficado com tanto medo dele. Deve ser porque ele me mordeu. Toquei meu pescoço. Porque será que ele me mordeu? Me deitei na cama e fiquei ali até me acalmar.

*****

She floats through the room

On a big balloon

Some say she's such a fake

That her love is made up, no, no no no

*****

Bufei e não ter conseguido aquela garota me irritou. Rebekah voltou para casa e eu sai para aliviar aquilo, acabei indo num bar, mas não era um comum, era um dos nossos .Podia me alimentar a vontade, assim como beber e transei com duas delas parte da noite até voltar para casa pela manhã. Nos dias seguintes meu humor não mudou muito, a única coisa que me acalmava um pouco, me dando um pouco de paz era a Hope, fora isso sentia voltando ao meu eu antigo. Qualquer um que saísse da linha e que precisasse de um corretivo, vinha parar nas minhas mãos e se arrependia amargamente. Estava passando por uma loja de lingerie quando vi uma cinta liga preta, de renda, assim como um sutiã pra combinar; lembrei da Blair, acabei entrando e comprando. O que faria com aquilo? Bem acabei descobrindo onde ela estudava e a observei algumas vezes e cacete; aquela roupa de colegial ficava sexy nela, quando eu penso em correr minhas mãos por aquelas pernas, descobrir como eram seus peitos... Ah merda, assim fico excitado muito fácil. Ela parecia um tanto chateada aquele dia e a segui até a ver com a tal amiga, a loira. Ela contou algumas coisas, ela tinha passado algumas coisas ruins naqueles tempos. Quando ela saiu de lá a vontade de ir até aquela senhorita atrevida foi maior.- Passo te oferecer uma carona?- Estava chovendo e o carro dela bem longe.

— Hã...- Me abaixei na altura da janela.- Você me seguiu?

— Estava resolvendo uns negócios quando te vi umas quadras atrás.- Disse.

Mordi meu lábio e acabei dispensando meu carro e entrei no dele.

Tentei não olhar as pernas dela naquelas meias, aquela saia...- Então, fazendo o que desse lado? Me parece chateada.

— Nate e eu terminamos. E meu pai vem passar o Natal com o namorado.- Disse.

Tentei não sorrir com a situação do namorado.- Algo me diz que queria que ele viesse sozinho.

Suspirei.- Agora não adianta.

— Não gosta do cara?- Perguntei.

— Não sei ainda...- Disse.

— Imagino que seja complicado.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Eu conheço um café ótimo e o tempo está pedindo; quer ir?- Perguntei.

— Hmm... Pode ser.- Disse.

— Ótimo.- Liguei o som e nos dirigi para onde pensei.- E como vai seu status de realeza?

— Muito bem.- Disse.

— Porque as pessoas não entendem que gostamos deles?- Perguntei.

Sorri.- As pessoas entendem. Não mexem comigo.

— Acho que encontrei a única pessoa no mundo que me entende quanto a isso.- Disse.

Ri.- Não posso dizer o mesmo. Chuck tem espirito de grandeza.

— Talvez um dia ele me seja útil, afinal temos muitas ligações com a família dele. Mas tenho certeza que não chega aos meus pés.- Disse.

Ri.- Você é mais metido que o normal.

— Eu sei, mas eu posso não é? Eu sou...- Parei, quase falando o que eu era.- Incrível.

— Sei.- Disse.

— Do mesmo jeito que você. Afinal como uma garota de 16 anos pode afirmar que é rainha de algum lugar?- Perguntei.

— Eu sou.- Disse.

— Sei.- Imitei ela.

— Fique duvidando então.- Meu celular vibrou e olhei. Flagrada; Blair Waldorf entrou em um carro preto misterioso. No que será que a rainha do Upper East Side está metida?

Olhei o celular dela.- Não é que te chamam de rainha mesmo?

— Mas é claro.- Disse.

— Quem é?- Perguntei.

Ri.- O que? Você não conhece a Gossip Girl? Até minha mãe conhece.

— Acho que não chegou a minha área.- Disse.

— Ela fala sobre a elite de Manhattan e os Humphrey.- Disse.

— Fofocas então? E quem são os Humphrey?- Questionei.

— Gentalha do Brooklyn e o Dan é namorado da Serena.- Disse.

— Namorado? Mas ela não transava com todo mundo?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— E conseguiu um namorado?- Perguntei.

— Ela consegue tudo.- Disse.

— Não chamou a minha atenção. Não como você chamou.- Disse.

O olhei, me virando de lado para ele.- E porque?

— Que você me chamou atenção? Você é linda Blair, gostosa e interessante. Diferente dessas garotas que ficam abrindo as pernas para qualquer um. Isso é uma coisa que eu aprecio.- Disse.

— Hmm... Então quer dizer que você só transa em relacionamento?- Perguntei.

Ri.- Claro que não. Se quisesse alguém só para transar resolveria isso a noite nos lugares certos.

— Então você não pode falar da Serena.- Disse.

— Eu não estou pagando de certinho por ai, nem arrumando namorada.- Disse.

— Se você pensa assim...- Disse.

— Mas isso não muda o que me chamou atenção em você.- Disse.

— Bem, ontem eu quase deixei de ser virgem.- Disse.

— O que?!- Questionei.

— Eu fiz um stripper numa boate e o Chuck ficou me assediando.- Disse.

— Um stripper?- Ah merda, só de pensar nela fazendo um striper... Seria tão boa como eu imaginava?- Claro que ficou. Merda, esse vai entrar na minha lista também.

— Que lista?- Perguntei.

— Nada de mais. Só minha lista negra.- Disse.

Ri.- Sei.

— Seu ex já está nela.- Disse.

— Deixa o Nate em paz.- Disse.

— Por que?- Estacionava o carro.

— Porque ele é meu amigo.- Disse.

— Sei.- Disse.

— Ele é.- Disse.

— Ok.- Disse parando e descendo do carro. Ajudei ela a descer e entramos na cafeteria. Consegui lugares e nos sentamos.- Um cappucino duplo, por favor.

— Um latte de caramelo.- Disse.

— Só? Não quer comer nada?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Tá, então é só, obrigado.- Disse a garçonete.- Então quer que eu não faça nada com Nathaniel?

— Falando assim você parece um serial killer.- Disse.

— Nunca se sabe.- Sorri.

— O que? Você é?- Perguntei.

Ri.- Não.

— Ótimo.- Disse.

— Teria problema se fosse?- Perguntei.

— Provavelmente.- Disse.

— Pobre de mim.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Sendo julgado por causa de um trabalho.- Disse.

— Um trabalho bem sujo.- Disse.

— As vezes. As vezes bem limpo e rápido.- Disse.

— Está sabendo demais.- Disse.

— Relaxa Blair, não existe lugar mais seguro nessa cidade que ao meu lado.- Disse.

— Ah é?- Perguntei.

— Com certeza.- Disse.

Ri.- Então tá.

Os pedidos chegaram e diferente do que parecia Blair era bem interessante e não fútil como parecia no inicio. Ok, eu devo estar muito mal mesmo de estar no meio da tarde conversando e tomando café com uma garota de 16 anos. O meu telefone tocou e resolvi rapidamente, o deixando em cima da mesa. Segui o olhar dela e percebi que olhava era a foto da Hope no meu papel de parede.

— Sua filha?- Perguntei.

— Sim. Literalmente uma princesa.- Disse.

— Ótimo. Um pai.- Ainda bem que descobri isso antes de qualquer coisa, pensei. Bebi do meu latte.

— Problema com isso?- Perguntei.

— Não tecnicamente.- Disse.

— Já até imagino; preocupada de eu sair correndo por causa dela ou de ter um recaída com a mãe dela?- Questionei.

— Um pouco disse, mas principalmente que odeio crianças. Só vou gostar do meu filho. Mas é bom saber, assim não me livro de uma peste antes de começar qualquer coisa.- Disse.

Ri com ela.- Você parece muito comigo antes de tudo, na verdade nem quando soube dela aceitei bem e demorei muito em o fazer. Até hoje não sei direito o que estou fazendo. Pessoas como eu não deveria ter filhos.

— Se quer pensar assim... Coloca ela perto de mim e se ela abrir a boca para reclamar, chorar ou espernear, eu arranco os cabelos dela. Como disse, só meus filhos.- Disse.

Ri.- Mais fácil você ter mais papo com ela do que comigo. E que bom que você não está nem ai para a mãe dela, menos um problema para mim.

— Porque? Não vamos ter nada.- Disse.

— Você está dizendo, não eu.- Disse.

— É o suficiente.- Disse.

— Você pode mudar de opinião.- Disse.

— Espere então.- Disse.

— Eu tenho tempo de sobra.- Disse me ajeitando e a olhando.

— Ok então.- Disse.

Terminamos o café, voltando a conversa normal e quando acabamos voltamos ao carro. Ela me disse onde morava e levei para lá. Durante o caminho eu estava tentado demais para resistir quando parei no endereço dela; a puxei e a beijei.

Me soltei e me afastei.- Hey, o que é isso? Já disse que não vamos ter nada.

— Tente se convencer disso.- Disse a beijando de novo.

Me soltei dele de novo.- Já disse que não!- Dei um tapa na cara dele e sai do carro.

— Que inferno.- Soquei o volante e arranquei dali. Eu estou maluco, só pode.

*****

Let's have another toast
To the girl almighty
Let's pray we stay young
Stay made out of lightning

*****

POV Blair.

Duas semanas passaram desde que vi o tal do Klaus. Esse cara era louco e estranho demais. Estava com as meninas, quando vi Nate, Chuck e Serena, e me dirigi até eles com elas ao meu encalço.- Bom dia.

— Bom dia.- Chuck disse.

— Bom dia B.- Serena disse.

— Bom dia Blair.- Nate disse.

— Hey.- Disse.

— Preparadas para as festas de fim de ano?- Nate questionou.

— Sempre.- Disse.

— Vocês sempre tão animadinhos com isso. A parte boa são as férias.- Chuck disse.

— Isso é.- Serena disse.

— No mínimo está planejando ir para algum lugar.- Nate disse.

— Estou pensando. Na América do Sul é verão, então tem muitas praias, biquinis pequenos e ótimas festas.- Chuck disse.

— Como sempre, só pensa nisso.- Disse.

— Tem algo melhor em mente Blair? Sabe, eu adoro stripers.- Chuck disse.

— Ah é? Que bom.- Disse.

— Chuck, larga do pé dela, não é para o seu bico.- Nate disse.

— Me defendendo? Novidade.- Disse.

— Eu defendo você Blair.- Nate disse.

— Sabemos que não é bem assim Nate.- Chuck disse.

— Sempre preferiu a Serena.- Disse.

— Blair.- Serena disse.

— Isso não é verdade.- Nate disse.

— Você deixou um cara estranho, com olhar tarado passar a festa toda com ela e nem ligou e ainda sumiu no final.- Chuck disse.

— Nem me lembre disso. Ainda bem que terminamos.- Disse.

— Blair, eu não era ruim assim.- Nate disse.

— O que aconteceu com o tal Mikaelson?- Chuck perguntou.

— Ficou me perseguindo, mas parou faz um tempo já. Ainda bem, porque é gostoso? É, mas é roubada. É pai.- Fiz cara feia.- A Serena ia adorar.

— B!- Serena exclamou.

— S, eu te amo, mas é verdade.- Disse.

— Falando assim até parece que tinha interesse.- Chuck disse.

— Quem sabe?- Vi Dan chegando e abraçando a Serena. Suspirei.- Olha se não é o garoto solitário. Como anda seu pulgueiro?

— Bem melhor que a sua torre de gelo.- Dan disse.

Sorri.- Gelo? Não. Meu império é eterno queridinho, gelo derrete. É de cristal.

— Não, é de gelo mesmo. Só assim para suportar a sua frieza.- Dan disse.

— Isso dá quase um programa de TV.- Chuck disse.

— Não sei como o Nate consegue ser seu amigo. Você é...- Fiz cara de nojo.- Você. E o Nate é quase o príncipe da Inglaterra.

— Ah, agora tá me elogiando?- Nate questionou.

— Nunca disse que você é feio. Você é o que todas querem transar e o Chuck é o consolo.- Disse.

— Eu acho que é o contrário.- Chuck disse.

— É, você força a barra. Dan sabe disso. Cadê a pequena Jenny, Dan?- Questionei.

— Está em casa, não estava se sentindo bem. Está estranha.- Dan disse.

— Estranha?- Nate questionou.

— É, além de estar um tanto pálida e não querer ir no médico, vive com um lenço no pescoço. É uma moda nova de vocês?- Dan questionou.

— Sua irmã nunca esteve na moda, Humphrey.- Disse.

— Como você aguenta ela Serena?- Dan questionou.

— Você vai aprender a ama-la.- Serena disse.

— O que?! Não, obrigada.- Disse.

— Existe alguém capaz disso além de você Serena? Nem o pobre Nate resistiu.- Chuck disse.

— Vai tomar banho, Chuck.- Disse.

— É alguma mentira? Nem o cara que parecia que queria transar com você no meio do salão te suportou, quem mais vai aguentar?- Chuck questionou.

— Eu não preciso de homem, Bass. Eu pelo menos tenho um pai que me ama.- Disse.

— Que abandonou você.- Chuck disse.

— Hey, vocês dois, chega. Daqui a pouco formam um ringue aqui.- Dan disse.

Cheguei perto dele.- Não me faça cutucar sua ferida, Chuck Bass. Você não é nada perto de mim.- Bati de leve no ombro dele e sai dali.

POV Misto. (Klaus e Blair.)

Não acreditei quando olhei os documentos que sairia para assim. Constance. Se me lembrava bem era onde Blair estudava e só de lembrar dela sentia a excitação correr pelas minhas veias. Tenho tentado esquecer essa loucura, mas tem sido em vão. Perdi a conta das vezes que transei e pedi que usassem aquelas meias e saia do uniforme dela. Merda. Assinei os papéis e fui até o colégio onde o ex-dono me apresentou para a diretora, que me levou para um tour. Quando passava por um dos pátios vi a Blair e cacete como ela estava gostosa e sexy.

— Meninas, hoje nós vamos ir comprar a bolsa lançamento da Dior. Eu já reservei a minha e fiz a gentileza de reservar para vocês também; presente de Natal.- Disse.

— Ah meu Deus Blair! Obrigada.- Penelope olhou ao redor.- E aquele cara não é o que te seguia?

Olhei e suspirei.- É.

— Será que veio atrás de você?- Ela perguntou.

— Vamos esperar para ver.- Disse.

Pensei seriamente em deixar isso para lá, mas não resisti. Pedi a diretora que me esperasse e eu fui até Blair.- Bom dia Blair.

— Bom dia Klaus.- Disse.

— Não sabia que estudava aqui.- Disse.

— Mentir é feio.- Disse.

— Quem disse que estou mentindo?- Perguntei.

— Porque eu sei que você sabe que eu estudo aqui.- Disse.

— Eu não, eu estou me inteirando ainda mais da minha nova posse.- Disse.

— Qual?- Perguntei.

— Esse colégio. Estamos adquirindo propriedades desse lado da cidade.- Disse.

— Você quer comprar Constance? Essa é nova.- Disse.

— Quero não. Comprei.- Disse.

— Bem, parabéns então.- Disse.

— É uma boa propriedade. A diretora estava me mostrando.- Disse.

— Prefiro Yale.- Disse.

— Já pensando em universidade?- Perguntei.

— Sempre.- Disse.

— Ainda falta muito para isso. Talvez eu faça algumas mudanças nesse colégio, alguma sugestão como aluna?- Perguntei.

— Juntar a Constance com a St. Jude.- Disse.

— E por que o interesse nisso?- Perguntei.

— Porque só garotas é chato.- Disse.

— Tenho certeza que os garotos pensam o mesmo. Vou pensar no caso.- Disse.

— Ótimo. E quero banheira nos banheiros.- Disse.

— Nossa, estamos ficando exigentes. Talvez eu tenha algumas ideias. Saia menores para as alunas.- Disse olhando as pernas dela.

— Para que isso ajudaria?- Perguntei.

— Todos veriam melhor como são lindas as garotas daqui e ainda belas damas comportadas.- Disse.

Ri.- Aham, sei. Uma de vocês vá pegar um frozen iogurte para mim.

— Claro, já volto.- Ela saiu.

— Oh merda.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Você é boa nisso, em mandar. Sabe como é difícil encontrar gente assim?- Questionei.

— Eu disse que sou a rainha daqui.- Joguei meu cabelo e me sentei, cruzando as pernas.

— Estou vendo.- Disse a olhando de cima a baixo.

— O que foi?- Perguntei.

— Poderia elogia-la, mas você não quer saber dos meus elogios. Prefere mendigar atenção desses moleques que nem saíram ainda das fraldas.- Disse.

Dei de ombros.- Não me importo.

— Óbvio que se importa. Você gosta do holofote, gosta de brilhar e o que é melhor que isso se não ser elogiada e paparicada? Não é por isso que tem essas "seguidoras"?- Questionei.

Me levantei, ajeitei minha saia e o olhei.- Não preciso de um analista.- Sai dali. O que foi com o mundo hoje? Todos tiraram para me humilhar?

A segui.- Onde pensa que vai?

— Não é da sua conta.- Disse.

— Não tente me enganar, eu conheço bem esse jogo de não se importar, sou o melhor nele.- Disse.

— Santo Deus, você é louco. Porque não vai gastar seu dinheiro, heim? Me deixa.- Disse.

— É o que você quer? O que realmente quer?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ok, não vou mais te procurar.- Disse.

— Ótimo.- Disse.

— Tchau Blair.- Disse saindo e a deixando lá, iria acabar com esse jogo, perda de tempo.

Suspirei e fui até ele.- Me desculpe.

— Você me deu sua resposta, mudou de ideia?- Perguntei.

— Sim. Estou sendo mal educada, me desculpe.- Disse.

— Talvez pense no seu caso Blair.- Disse tentando não sorrir.

— Obrigada.- Disse.

— Você comanda todos muito bem, imagino o que fará quando tiver maior poder.- Disse.

— Quem sabe um dia?- Não parecia que seria uma rainha bem sucedida depois de tantas humilhações hoje. Odeio pensar assim, mas ninguém pode ler minha mente mesmo.

— Pobre cidadãos do seu mundo.- Sorri.- Eu conheço muita gente poderosa, mas quase nenhum tem esse dom que você tem.

— Pois é.- Disse.

— Vai continuar fugindo de mim?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Eu te falei no outro dia; não precisa ter medo de mim.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Eu gosto de conversar com você, você me entende.- Disse.

— Não muito.- Disse.

— Gostamos de mandar.- Disse.

— Sim, isso é.- Disse.

Chegamos perto da porta.- Vou ver o que posso fazer quanto a banheira.

— Acho que é algo meio impossível.- Disse.

Ri.- Isso para mim sempre soa como desafio.

Sorri.- Boa sorte então.

— Pode ir preparando os sais, rainha.- Disse.

Ri.- Ok.

Ia subir as escadas, mas parei.- Quer me acompanhar? Sabe, parece que vou dormir com aquela diretora falando. Tenho certeza que tem comentários bem mais interessantes.

— Tenho aula.- Disse.

— Acho que seu professor não vai se importar, depois falo com ele.- Disse.

— Eu me importo.- Disse.

— Tudo bem então. E para facilitar — como se eu precisasse disso— Me dê seu numero.

Peguei um pedaço de papel e anotei meu número.

— Ótimo. Tenho certeza que não vai demorar a nos ver de novo Blair.- Disse.

— Com certeza não.- Disse.

Peguei a mão dela e beijei.- Até mais Blair Walford.

— Até mais.- Disse.

*****

Am I the only, only believer?
There's something happening here
There's something happening here

*****

Voltei a me encontrar com a diretora e acho que pirei de vez, por que gostei daquilo. Gostei de conversar tranquilamente com ela, pareceu tão fácil. Quando sai do colégio entreguei as coisas a Elijah, mas com uma ressalva; criaria uma sala separada para as banheiras e uma especial para Blair. Levou uma semana para começarem a fazer isso e eu fiquei ocupado; um grupo novo de vampiros se instalava na cidade e cuidado nunca era demais. Eu tinha que ir em uma exposição, mas Elijah e Hayley estavam fora com Hope, Rebekah e Freya tinha saído juntas, então fiz a besteira de ligar pra Blair.

— Alô?- Atendi.

— Blair, sou eu.- Disse.

— Klaus, oi.- Disse.

— Está ocupada hoje?- Perguntei.

— Estou livre daqui uma hora. Ai!- Gemi com o misto de dor e susto na hora de arrancar a cera. Sim, estou fazendo depilação.

— O que está havendo?- Perguntei.

— Estou sendo depilada.- Disse.

— Ah..- Não imagine ela nua e completamente lisa, não imagine.- Eu tenho uma exposição para ir, quer ir comigo?

— Hmm... Só se eu puder escolher sua roupa. Pelo que eu vi, você é péssimo com moda.- Disse.

— Porque? Não é ruim.- Disse.

— Porque você tem o gosto de roupas de um garoto de 18 anos.- Disse.

— Eu não.- Disse.

— Você sim.- Disse.

— O que vai sugerir?- Perguntei.

— A exposição é agora a tarde ou noite?- Questionei.

— Noite.- Disse.

— Então já sei. Você é mais despojado, então dispensa a gravata, mas pelo amor de Deus; nada de jeans.- Disse.

— Eu não ligo muito para isso Blair.- Disse.

— Mas eu ligo.- Disse.

Suspirei.- Ok.

Sorri.- Ótimo. Então pegue calça social, camisa social e um blazer. O sapato social também. E agora eu vou terminar minha tortura. Tchau.- Desliguei.

Ri daquilo, mas dane-se não tinha nada a perder mesmo e vai valer a pena quando ela for minha. Tive algumas reuniões e quando a noite chegou, me arrumei completamente de preto, com exceção a camisa que era azul escuro. Peguei o carro e fui até a casa dela, mandando uma mensagem avisando que estava esperando.

Quando recebi a mensagem eu terminava de colocar meu perfume. Me olhei no espelho, vendo se o look estava bom: http://www.polyvore.com/blair/set?id=211150633 . Sim, está. Sorri, peguei minha bolsa e sai.

Estava esperando do lado de fora do carro quando a vi. Puta merda, ela tinha que estar gostosa assim? Aí complica eu me concentrar.- Boa noite.

— Boa noite.- Disse.

— Você está maravilhosa.- Disse a olhando por completo.

— Eu sei, obrigada.- Disse.

A puxei para perto de mim.- E muito gostosa também.

Sorri, o olhando.- Obrigada. Você está lindo também.- Ajeitei a gola do blazer dele.

— Obrigado, finalmente um elogio.- Disse.

Sorri.- Você despojado é gostoso e fica parecendo perigoso, mas mais formal fica perfeito.

— Você iria adorar meu irmão então. Ele passa 24 horas de terno.- Disse.

Ri.- Não. Gosto de roupa mais social também. Formal sempre cansa.

— Bem, só a Hayley para gostar mesmo.- Disse.

— Quem é?- Perguntei.

— Minha cunhada. E mãe da minha filha.- Abri a porta para ela.

— Ah sim. Sempre me esqueço que é pai.- Disse.

— Não tenho cara, não é?- Perguntei.

— Tem sim.- Disse.

— Quantos anos acha que eu tenho.- Disse.

— Uns 25.- Disse.

Sorri. Ela nunca aceitaria a minha idade de verdade.- 26.

— Nossa, dez anos de diferença... Muito.- Disse.

— Não acho.- Disse.

— Ok.- Disse.

Saímos de lá e nos dirigi para a galeria. Entramos direto, afinal eu já era conhecido ali.- Gosta de arte?

— Gosto sim.- Disse.

— Mesmo?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Você é mesmo um achado Blair.- Disse.

Sorri.- Eu sei.

— Sério, não acho garotas com gostos assim por aí.- Disse.

— Você não procura bem então.- Disse.

— Acho que não. Garotas de hoje só se interessam pelo fútil, não por algo tão suave como Arte.- Disse.

— Nossa, obrigada pelo fútil.- Disse.

— Eu não já te exclui das garotas normais?- Disse parando para olhar um quadro.

— Tudo bem.- Disse.

Estava de braço dado a ela e olhávamos as pinturas.- A propósito tenho boas notícias para você.- Peguei um champanhe.

— Qual?- Questionei.

— Com uma certa influência, você vai ter sua banheira.- Disse.

Sorri.- Sério?

— Sim e você vai ter uma especial.- Disse.

— Vou é?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Sorri.- Gostei disso.

— Vai ser algo digno de uma rainha, tenha certeza.- Disse.

O olhei.- Porque você gosta tanto de mim?

— Bem, você é divertida, sabe o que quer, linda e tem uma boa conversa. E decididamente ficar com você não é entediante, muito pelo contrário; sempre age diferente do que imagino.- Disse.

Sorri, mexendo no meu cabelo.- Obrigada.

— Você já bebe?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ótimo.- Peguei um champanhe e dei a ela.- Esse é dos bons. Não tanto quanto os que servem em Paris, mas é bem aceitável.

— Eu concordo.- Tomei um gole.

— Sabia que em nenhum momento parece que estou com uma adolescente?- Questionei.

Sorri.- Claro, eu sou uma lady.

— Eu concordo. Se fosse em outros tempos teria filas de pretendentes querendo ser o escolhido para seu noivo.- Disse.

Ri.- Provavelmente.

— E sem duvida conseguiria um príncipe, no mínimo um lord.- Disse.

— Por isso eu namorava o Nate.- Disse.

— Ele tem alguns desses títulos? Não sabia.- Disse.

Sorri.- Não. Mas o Nate é incrível. Infelizmente não fui capaz de conquista-lo.

— Não acho que seja tudo isso ou que o problema seja você. Você não tem nenhum.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Esqueça-o.- Disse voltando a passar o braço por ela. No final da galeria eles estavam fornecendo uma pequena recepção, da qual fomos aproveitar. Peguei Blair e fomos para a pista de dança.

Envolvi meus braços no pescoço dele e dançávamos.

Ela é um tanto baixinha perto de mim, mas o salto ajudava e a maneira que estávamos a deixava completamente nos meus braços e a ter assim, estava muito bom mesmo.

— Você conhece alguém aqui?- Perguntei.

— Alguns.- Disse.

— Não vi você falando com ninguém.- Disse.

— Estou ocupado com você.- Disse.

Sorri.- Ok.

O perfume dela era uma delicia, assim como toca-la e estar assim com ela. É, acho que estou tempo demais nessa brincadeira. Para não perder a oportunidade, afastei o cabelo dela, beijando o seu pescoço.

Me arrepiei, mas logo fiquei tensa.- Você vai me morder?

— Não.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Não precisa ter medo por aquilo.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Toquei o rosto dela.- Tão linda. Está um tanto complicado para mim sabia?

— Porque?- Perguntei.

— Ter que me segurar para não beijar você.- Disse.

— E porque se segura?- Perguntei.

— Bem, a última vez que o fiz, você me bateu e saiu correndo.- Disse.

— Desisti fácil?- Perguntei.

— Não. Mas as vezes precisamos mudar a tática do jogo.- Minha mão estava na cintura dela e desceu um pouco, a acariciando.

Mordi meu lábio e o olhei.- Tipo?

Fiz cara de pensativo.- Comprar o colégio que ela estuda e colocar o que ela quiser lá.

Ri.- Você quer mesmo me levar para a cama, não é?

Não respondi, apenas a beijei.

Retribui o beijo.

Agora sim. Pensei, tentando não sorrir enquanto a colava mais em mim. Senti todo o meu corpo se arrepiar com aquele beijo. É, eu estava mesmo com vontade dela.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Subia a mão livre pelas costas dela, enquanto intensificava o beijo e que beijo bom. Onde essa garota tinha aprendido a beijar assim?

Entrelacei meus dedos no cabelos dele, acariciando por ali e minha outra mão descia pelo abdômen dele.

— Acho melhor sairmos do meio da pista.- Disse no ouvido dela, mas sem deixar de acaricia-la.

— Ok.- Disse.

A tirei dali, indo para o primeiro canto mais reservado que achei e a coloquei contra parede, e a beijei de novo.

Retribui o beijo novamente.

A levantei um pouco e toquei seu rosto, seguindo pelo seu cabelo e chegando a nuca, segurando um pouco mais forte e a pressionando mais contra mim.

Envolvi minhas pernas na cintura dele e acariciava a lateral do seu pescoço.

Toquei a perna dela, subindo um pouco o vestido e não é que ela tinha pernas tornadas? Peguei com mais vontade ali, me deliciando com aquilo.

Parei o beijo.- Ok, melhor não exagerarmos muito.

— Por que?- Disse beijando o pescoço dela.

— Pode chegar gente aqui.- Disse.

— Relaxa, não vamos passar dos limites aqui. Ah não ser que curta sexo em publico.- Disse.

— Nem um pouco.- Disse.

— Eu sei disso e nem tiraria sua virgindade assim. Então vamos aproveitar.- Voltei a beija-la completamente excitado pelo modo que estávamos.

Retribui o beijo novamente.

Não parei de a beijar tão cedo e quando o fazia era só o suficiente dela pegar fôlego e para minha surpresa ela não era acanhada, ou que me recriminava por toques mais ousados. Essa garota é demais. Nos desgrudamos e voltamos a passear pela galeria, onde comprei dois quadros para mim.- Gostou de algum?

— Sim. Vou comprar uns.- Disse.

— Escolhe.- Disse.

— Esse.- Indiquei um.

Informei a vendedora que tinha me atendido que também queria aquele.- Gosta de paisagens tranquilas?

— Sim.- Disse.

— Bom saber.- Disse.

Apenas sorri.

Comprei o que ela pediu a mais e depois saímos de lá.- Quer ir jantar?

— Claro.- Disse.

— De qual comida gosta?- Perguntei.

— Pode ser Japonesa.- Disse.

— Vamos lá então.- Voltamos ao carro e não foi difícil achar um bom restaurante. Conversamos bastante e era até estranho como podia ser espontâneo com ela sem me preocupar. Depois de satisfeita, saímos e a levei até a casa dela.- Tem certeza que já quer subir?- Disse enquanto beijava ao queixo dela e minha mão brincava por dentro da saia do vestido.

Sorri.- Sim. Eu preciso.

— Mesmo? Poderia te sequestrar para minha casa agora.- Disse.

— Não acho que me daria bem na sua casa.- Disse.

— Não sei se eu aguentaria você e Rebekah comprando a cidade inteira toda vez que saíssem.- Sorri.- Claro que daria.

— Muita gente.- Disse.

— Eu também estranho, todos os dias, mas vai virando costume.- Disse.

— Bem, é a sua família. Não a minha. Não dá no mesmo.- Disse.

— Acredite, não somos uma família comum. Você se surpreenderia com muita coisa.- Disse.

— Eu imagino.- Disse.

— Mas temos tempo para ver isso.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Então relaxa com isso.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Então, posso te convencer a ficar mais?- Perguntei.

— Infelizmente não.- Disse.

Suspirei.- Ok. Te vejo amanhã?

— Sim.- Disse.

— Ótimo.- Disse.

Lhe dei um selinho.- Boa noite.- Desci do carro e entrei no prédio.

*****

The only, only believer
There's something happening here
I hope you feel what I'm feeling too

*****

POV Klaus.

Fiquei até ela entrar e depois sai, indo para casa. Aquela não foi a única vez que sai com a Blair e todas as outra sempre que tinha oportunidade, eu a agarrava e ela não reclamava nem um pouco, pelo contrário, se entregava completamente. E o pior é que ela ainda resistia em ir para cama comigo, o que fazia cada amasso que tinha ser bem doloroso para o meu pau. Isso seguiu pelo mês todo e para minha surpresa quando ela viajou para passar as festas de fim de ano com o pai, senti uma falta terrível dela. Apesar de começar a ter um certo peso na consciência de não contar a verdade a ela, não era isso que me incomodava principalmente e sim o fato de todos ao meu redor dizer que eu estava apaixonado; eu não estava, estava? Bem, finalmente ela voltou e estava indo busca-la quando passei pela sala e estavam todos lá.- É reunião é?

— Não. Dia em família.- Rebekah disse.

— Todo dia não temos isso?- Perguntei.

— Papai tá bonito. Vai onde?- Hope perguntou.

— Melhor não perguntar, querida.- Freya riu.

— Eu quero saber.- Hope disse.

— Sair princesa.- Disse.

— Ele vai ver a namorada dele.- Elijah disse.

— Namorada? Eu sabia que tinha!- Hope disse.

— Coitada.- Hayley riu.

— Eu não tenho, é implicância do seu tio.- Disse.

— Implicância, sei.- Elijah disse.

— Eu quero conhecer ela.- Hope disse.

— Melhor não.- Rebekah disse.

— Você a conhece Rebekah?- Elijah perguntou.

— Sim.- Rebekah disse.

— Ela é bonita titia?- Hope perguntou.

— Sim, muito.- Rebekah disse.

Ela me olhou e depois fez bico. Fui até ela, a pegando.- Que bico é esse mocinha?

— Você vai achar ela mais bonita que eu e só ficar com ela?- Hope perguntou.

— É, o ciúme é mesmo de família.- Elijah disse.

— Quero ver responder essa, sem eu te entregar depois.- Hayley disse.

Fiz cara feia para Hayley e depois me voltei para a Hope.- Claro que não meu amor. Sempre que precisar de mim estarei com você, ok?

— Certeza?- Ela perguntou.

— Claro.- Disse.

— Tá.- Ela disse.

— Não se saiu muito bem.- Hayley disse.

— Fica quieta Hayley.- Disse.

— Eu não.- Hayley disse.

— Está se divertindo não é?- Perguntei.

— Eu? Muito. Pelo que Rebekah disse, ela poderia ser sua filha. Literalmente.- Hayley disse.

— Haha. Deixa eu ir antes que você contamine os outros.- Disse.

— Não precisa, já estamos. Trás ela para a gente conhecer.- Ele ria.

— Isso mesmo.- Freya disse.

— Até parece que vou fazer isso.- Disse.

— Papai, me conta uma história?- Hope pediu.

— Agora? Você nem está com sono.- Disse.

— Quero só ver.- Rebekah disse.

— Agora papai.- Hope disse.

POV Misto. (Klaus e Blair.)

Olhei a hora. Droga.- Ok mocinha, vamos lá.- Subi com ela e mandei uma mensagem para a Blair, avisando que ia me atrasar um pouquinho, que depois explicava. Me deitei com a Hope e aquela danada levou quase uma hora para pegar no sono. Sai o mais rápido possível, chegando mais atrasado que esperava. Subi direto e peguei o elevador para onde ela morava, quando cheguei, logo a vi.- Blair.

— Só estava esperando para ver a hora que ia chegar.- Fechei o livro que estava lendo e olhei as três xícaras de chá que havia tomado.

— Não demorei tanto assim.- Merda, eu estava com tanta saudade dela que não ia solta-la tão cedo depois que a tivesse. Andei até ela.

— Não, pode ficar ai e ir embora.- Me levantei, ajeitando o roupão que eu estava por cima da camisola.- Não nasci para esperar ou ficar em segundo plano, então vai embora.

— Você fica fora semanas e acha mesmo que vou embora?- Cheguei até ela.

— Eu não estou te pedindo isso, estou mandando.- Disse.

— Ainda bem que não sou de obedecer.- A segurei e a beijei.

O afastei.- Não. Já disse. Ou você me coloca como sua prioridade ou some daqui. Não tem meio termo.

— Blair quer se acalmar? Está fazendo uma tempestade por causa de uma hora.- Disse.

— Eu. Não. Espero.- Falei pausadamente e subi as escadas, indo para meu quarto.

Ela achava que era assim? Não mesmo. A segui até o quarto dela.- Blair para com isso. Todo mundo pode se atrasar, isso não quer dizer que você não seja importante.

— Encontre outra que pense assim.- Disse.

Fui até ela, a segurando.- Você está irritada porque eu demorei? Ok. Mas chega que estou com saudade suas. E que maneira melhor de me agradar do que me recebendo assim?- A camisola dela era super sexy e o jeito que ela estava irritava a deixava mais ainda.

— Não me importo que tenha sentido saudades e não me importo se acha que manda em alguma coisa. Eu mando aqui.- Me soltei.- E eu já disse que não sou uma garota comum. Meu termos ou nenhum.

— Vai dizer que não sentiu saudades minha? Ou tudo que dizia nas mensagens estava enfeitando?- Questionei.

— Eu não estava mentindo.- Disse.

— E não me quer te beijando.- Andava pelo quarto, prestando atenção nas coisas dela.- Minhas mãos descendo pelas suas costas, depois chegando a sua perna e acariciando suas coxas. Depois a puxando mais contra mim e mesmo assim ainda parecendo que tem espaço, eu me colo mais nesse corpo maravilhoso.

— Onde você quer chegar com isso?- Perguntei.

— No tempo que estamos perdendo com você assim e o que poderíamos estar fazendo.- Disse.

— Já disse que não vou ser segunda opção.- Disse.

— Eu estava com outra mulher por acaso? Para você ser alguma opção?- Sentia minha paciência balançando.

— Não vou ser segunda opção com ninguém, Klaus. Mulher ou família. Se você marca comigo, você chega uma hora antes, não uma hora depois. Ponto.- Disse.

— É? E quantas vezes seu celular nos interrompeu por Serena estar precisando disso ou daquilo?- Questionei.

— Nunca disse que algum homem é minha prioridade, só que eu tenho que ser a sua.- Disse.

— Então eu posso ser o step de quando puder precisar para largar por ai. Um dia que preciso é um escândalo desse?- Perguntei.

— Nunca falei que é justo.- Disse.

Não deixei ela conversar mais e antes que ela começasse de novo a reclamar, a beijei.

Tentei afasta-lo novamente, mas ele era mais forte que eu. Eu tenho 16 anos, não vou ser trocada por uma pirralha remelenta. Não tenho idade para ter um relacionamento com uma criança no meio, não vou aceitar esse negócio.

Forcei o beijo, mas ela estava estranha, então acabei parando.- O que é que você tem?

— Já disse.- Disse.

A soltei.- Eu sabia que isso estava bom demais para ser verdade.

— O que?- Perguntei.

— Isso, o que nós temos.- Disse.

— Melhor você ir embora.- Disse.

— Já reparou o que está fazendo? Está pior que a minha filha que é uma criança. E que por sinal hoje perguntou quando eu ia levar minha namorada em casa, para saber se ela era mesmo bonita.A ssim como o resto da minha familia quer te conhecer.- Não acredito que falei isso. Eu não podia estar considerando isso, nem estar enrolando para não ir embora ou terminar com ela.

— Uma pena; nunca terão o prazer de me conhecer.- Eu gosto dele, de verdade, mas como já disse; estamos em momentos diferentes da vida. E não vou abrir mão de coisas que posso viver por causa de homem.

— Vai insistir nisso?- Perguntei.

— Não sei como resolver isso.- Disse.

— Simples, para com isso. Você é mais esperta do que isso de fazer uma imposição dessa. Se você estiver precisando de mim, eu estarei aqui com você, se eles estiverem precisando lá, estarei lá. Todo mundo faz isso, não estou entendendo essa sua birra como se eu tivesse te largado por dias sozinha.- Sou eu mesmo falando? Que merda está acontecendo comigo de novo? Só de pensar de a deixar ir, é como se voltasse aquela melancolia que estava.- Você não me conhece por completo, então não faz ideia, mas eu não estaria aqui se realmente não quisesse você.

— Ótimo, você não me entende e acha que estou de birra. Nunca vamos dar certo então.- Disse.

— O que você quer de mim Blair?!- Questionei.

— Que você entenda que eu tenho 16 anos! Você tem o dobro da minha idade e já viveu isso, então é claro que não se importa. Eu não quero ficar amarrada em um homem que tem que pensar em um filho, que tem que correr se ele fica com dor de ouvido ou passa mal no colégio. Eu quero um cara que possa sair sem ter que ficar olhando para o celular todos os dias preocupado, que possa curtir comigo e não pensar se seu filho está bem em casa. Eu quero sim ter filhos, mas bem depois. Então sim, me chame de egoísta, eu não quero dividir atenção com ninguém, simplesmente porque não é meu filho. Eu não me importo.- Disse.

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— O que você ia fazer, se chegássemos a ter um relacionamento longo? É sua família ou eu, como agora?- Perguntei.

— Provavelmente não.- Disse.

— Não é o que parece. Acha que a minha única preocupação é se a Hope está bem? Sendo quem eu sou, o que tenho e com a quantidade de inimigos que tenho mundo a fora?- Questionei.

Suspirei.- Tudo bem Klaus, melhor você ir embora. Eu preciso dormir, tenho aula amanha.- Me deitei na cama, tirei o roupão e me cobri.

— Nós não acabamos.- Disse.

— O que mais?- Perguntei.

— Você tem certeza que quer que eu vá?- Perguntei.

— Não, eu não quero. Mas pelo jeito nunca vamos nos acertar.- Disse.

Suspirei, indo até a cama dela e pegando a sua mão.- Blair, você me apareceu no melhor momento da minha vida inteira. Eu sei que você acha a nossa diferença muita, mas não é. Eu não tenho prática com relacionamentos, com exceção uns três sério que tive, que não foram muito longe. Acredite quando eu digo que em outro tempo eu já estaria bem longe de você para não sentir nada por você, mas agora algumas coisas mudaram e eu gosto de você, a ponto de estar pensando num jeito de equilibrar os dois lados, mas para isso eu preciso que você ajude também.

— Tudo bem.- Disse.

— Mais calma?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ok, agora sim eu posso ir.- Disse.

— Ok.- Disse.

Aquela noite não tinha saído em nada como eu tinha pensado, agora eu que tenho que pensar em outras. Beijei a testa dela.- Boa noite.

— Boa noite.- Disse.

POV Klaus.

— Tchau.- Disse saindo de lá, mas não fui para casa. Andei pela cidade e me preocupar com as coisas de lá era melhor agora. Passei nas áreas de alguns clã, alguns bares, mas a noite estava calma demais para o que eu precisava. Acabei passando a noite quase toda fora e depois de chegar, tomava banho e pensava naquela conversa. Ela tinha razão, eu não era o homem que ela queria, nem o que ela precisava. Fora que ela nunca se adaptaria ao que somos nem a casa. Merda. Sai e fui para meu quarto de pintura, saindo só para pegar um café, onde encontrei Elijah.- Bom dia.

— Bom dia.- Elijah disse.

Botei o café e olhei a hora. Ela devia estar indo para o colégio. Talvez fosse melhor me afastar um pouco.

— Está pintando?- Ele perguntou.

— O que?- Percebi que ele tinha falado comigo.

— Está pintando?- Ele repetiu.

— Sim.- Disse.

— Que bom.- Ele disse.

— Eu fiz uma grande besteira Elijah.- Disse.

Ele suspirou.- Tava demorando.

— Não devia ter deixado isso da Blair seguir, chegar onde estamos.- Disse.

— Porque?- Ele perguntou.

— Estando tão perto, não sei se quero passar por isso de novo. E ela só tem 16 anos, tem muito o que fazer, o que viver.- Disse.

— Então deixe-a.- Ele disse.

— Eu queria poder fazer e não ligar.- Disse.

— Você acabou de dizer que não sabe se quer isso. Então já está errado. Se pensa assim, ela não é a certa.- Ele disse

— Eu não sei o que eu quero Elijah, ok?- Questionei.

— Não Klaus, não está. Você antes dizia que ela era a certa e agora diz isso, então quer dizer que ela não é.- Ele disse.

— Não sei porque ainda tento isso, está fadado a dar errado sempre.- Disse.

— Não seja melodramático. Você vai achar alguém um dia.- Ele disse.

— Até parece.- Disse.

— Credo, você é dramático.- Ele disse.

— Obrigado, está me ajudando muito.- Disse.

Ele suspirou.- Klaus, deixa ela. Ela é uma adolescente ainda. Vai para outra.

— Esse deveria ser o certo a fazer, mas não dá para pensar em deixar ela ir. Outro a tocando? Não mesmo, fora que eles não a entenderiam como eu faço.- Disse.

— Então não sei o que te dizer.- Ele disse.

— Acho que isso deve ser considerado um milagre então.- Disse.

— Pode ser.- Ele disse.

— Eu gosto dela irmão. Ela me faz sentir bem de um jeito que a muito tempo não sentia.- Disse.

— Não tá parecendo.- Ele disse.

— Ok, melhor parar com essa terapia que não está ajudando.- Disse.

— Klaus, eu te disse a minha opinião e mesmo assim você insiste que eu diga o que você quer ouvir.- Ele disse.

— O que eu quero ouvir?- Perguntei.

— Sim.- Ele disse.

Terminei de tomar o meu café e deixei Elijah lá. Como é que essa garota me deixou tão confuso?

*****

I get down, I get down

I get down on my knees for you

I get down, I get down

I get down on my knees

I'd get down on my knees for you

*****

Quando me acordei no dia seguinte, decidi que eu gostava mesmo de Klaus e com isso, pelo jeito, teria que mudar. Teria que ser diferente. Ser mais uma dessas meninas chatas e ter que engolir as pessoas da vida dele. Eu espero que ele valha a pena. E no final, sou boa atriz. Depois de tomar café da manha e tomar banho, coloquei um roupão e mandei uma mensagem para ele; “Hey... desculpe por ontem.”

Estranhei em receber a mensagem dela ainda mais pelo conteúdo. "Você está bem?"

“ Sim e você?”

"Assustado de presenciar a segunda vez que Blair Waldorf pede desculpas."

“Ah sim.”

Pensei. "Me desculpe também, mas o que disse ontem continua válido"- Mandei, tomando uma decisão. "É tão bom estar com você que me faz querer mesmo tentar, mas você tem saber muitas coisas sobre mim.”

“ Isso é normal em qualquer relacionamento.”

"Nosso relacionamento vai passar longe de ser normal. Tem a ver com o dia que nos conhecemos."

“Como assim?”

"Precisamos nos ver."

“Eu sei. Quando?”

“Assim que você puder."

“Posso agora.”

“Ok ,vou me trocar e vou te buscar."

“Ok.”

"Tchau." Tomei um banho e me troquei, logo saindo. Sim, eu ia contar o que eu era a ela, se estava pensando em me deixar levar pelo que vinha sentindo, que fosse com tudo as claras. Avisei quando estava chegando e ela já me esperava quando cheguei. Ela entrou e não hesitei de escolher a minha casa para a conversa. Não demoramos a chegar.

— Bonita a sua casa.- Disse.

— Sim, foi eu que escolhi.- Disse.

— Bom gosto.- Disse.

Passamos pelo pátio e entramos em casa, como eu imaginava já tinha saído todo mundo ainda bem. Tinha vários quadros pela sala ampla e as meninas insistiam de ter várias fotos pela sala, coisa que eu achava desnecessária além de uma ou outra.

— Família bonita.- Disse.

— Obrigado, nem parece que são todos meus meios irmãos.- Disse.

— Meios irmãos?- Perguntei.

— Sim, eu sou... Meu pai é diferente do deles, por mais que sempre tenhamos vivido juntos.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Esse é o Elijah, meu irmão mais velho, essa é a Rebekah que você viu na festa, Freya, que descobrimos ser a mais velha de todos e esse peste aqui é o Kol, um dos mais novos.- Alcancei um mais antigo.- E esse era o Finn.

— Meus pêsames.- Disse.

— Nunca fomos muito próximos, mas era meu irmão.- Disse.

— Imagino.- Disse.

— Também tinha o Henrik, mas ele morreu quando tinha 13 anos.- Disse.

— Meu Deus.- Disse.

— Perder ele mudou tudo na nossa vida.- Peguei uma foto recente do aniversário de 4 anos da Hope.- Assim como ganha-la também mudou. Essa é a Hope e a Hayley.

— Parabéns, eu acho.- Disse.

Sorri.- Ela está ficando mais parecida com a mãe, preferia mais quando era totalmente a minha cara.- Botei as fotos no lugar.- Blair, eu vou dizer o que eu fiz naquele dia, mas espero que você não queira ir embora antes de eu contar tudo.

— Ok.- Disse.

— Eu mordi você para me alimentar. Não tem outro jeito de falar isso, eu sou um vampiro, hibrido na verdade.- Disse.

O olhei e ri.- O que?

— É a verdade. Posso mostrar e pulamos a parte das explicações?- Perguntei.

— Se puder.- Disse.

Deixei meu rosto mudar e fui acompanhando as reações dela.

Dei dois passos para trás.- Você é um demônio?

— As vezes.- Sorri, voltando ao normal.— Mas a palavra certa é hibrido. Eu nasci lobisomem, mas devido a minha transformação em vampiro, eu sou uma mistura dos dois.

Me afastei mais.- Você é louco.

— Não, não sou.- Avancei um pouco.- Ainda sou eu, mas com alguns adicionais; força, velocidade e poder. Quando disse que era o rei daqui, era verdade. Eu e meus irmãos controlamos toda New York.

— Isso não te torna rei.- Disse.

— Torna quando eu comando todas as criaturas da cidade. Vampiros, lobos bruxas... Deu um pouco de trabalho, mas hoje nada acontece sem nós ou um dos nossos subordinados saber.- Disse.

— Eu estou sonhando. Isso não é verdade.- Disse.

— Não está Blair. Existe todo um mundo que vocês nem fazem ideia. Aqui mesmo quando voltamos a cidade houveram vários embates, mas ninguém nunca descobriu.- Disse.

— Isso é loucura.- Disse.

— Não é.- A observei, pelo menos ela não estava gritando ou querendo ir embora. Cheguei junto dela, passando o braço pela cintura dela.- Mas está tudo bem Blair.

— Mesmo que isso seja verdade, humanos e vampiros não ficam juntos... É proibido. Sempre é.- Disse.

— Também é que tenham filhos e...- Sorri.- E eu tenho. Também é que saiam ao sol e conheço vários que saem. E que não se dão com lobos e moramos numa cidade em que vivem pacificamente.

— Acho que prefiro o Drácula.- Disse.

— Desculpe, ele não existe. Por mais que algumas histórias dele tenham sido baseadas em nós.- Disse.

— Isso é muito louco.- Disse.

— Bem, se eu disser que sou o primeiro vampiro criado ajuda?- Perguntei.

— Nem um pouco.- Disse.

— Não está com medo?- Perguntei.

— Muito.- Disse.

— Lembra o que te disse? Não existe lugar mais seguro que ao meu lado. E é verdade, fora que eu nunca te machucaria.- Disse.

— Você me mordeu.- Disse.

— Suavemente e depois eu curei você.- Disse.

— Não fez doer menos.- Disse.

— Eu sei, sinto muito por isso.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Tudo isso faz parte do que eu sou Blair. Agora as coisas estão mais calmas, mas já tiveram muito complicada por vezes seguidas. Eu não sou o mocinho dessa história, muitas vezes sou o vilão.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Mais alguma pergunta?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Ótimo.- A beijei, estava com vontade disso desde ontem.

Retribui o beijo.

Me colei melhor nela e agora sim; era dessa sensação que estava falando.

Acariciava os cabelos dele.

Enrosquei minha mão nos cabelos dela e acariciava ali. Eu me sentia bem melhor de ter contado, agora podia ser mais eu, não precisava ficar escolhendo as conversas que ia ter.

Sim, eu estou meio assustada e sim, isso é muito louco. Não consigo acreditar direito ainda. Mas eu gosto dele, como decidi hoje de manha, e se decidi que vou mudar para podermos dar certo, tenho que fazer isso. E afinal, ele nunca me fez realmente mau e eu sempre gostei de vilões.

— Senti tanto a sua falta.- Disse quando paramos o beijo.

Sorri.- Eu também.

— E como foi lá?- Puxei ela, nos sentando no sofá.

— Normal.- Disse.

— Aqui não.- Puxei ela mais para mim.

— Porque?- Perguntei.

— Nem sempre ficam calmas as coisas. Mas estava sem meu passatempo favorito.- Disse.

Sorri. Ótimo, agora eu sou só um passatempo.- Que pena.

— E eu estou muito disposto a compensar isso.- A botei no meu colo.

— E como?- Perguntei.

Afastei os cabelos dela e beijei pelo pescoço até chegar a boca.

Retribui o beijo.

Ajeitei ela e minhas mãos subiram pelas pernas dela já que estava de vestido. Estava louco para poder senti-la por inteiro.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Apertei as coxas dela e subi um pouco o vestido dela.

Parei o beijo e sorri.- Calma. Pode chegar gente aqui.

— Não tem problema.- Mordi o pescoço dela de leve.

Ri.- Como não?

— Não mesmo. Mas como não quero que ninguém tenha essa visão maravilhosa, vamos subir.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Levantamos e a levei até meu quarto.

— Você disse que não importava se chegasse gente, então quer dizer que todos da família fazem esse tipo de coisa onde der na telha com qualquer um olhando?- Questionei.

— Hoje não mais. Mas há alguns séculos não era uma prática tão incomum assim.- Disse.

— Você falou de hoje.- Disse.

— Se eu não quisesse arrancar os olhos de mais alguém que lhe veja nua, não me importaria. Mas como é certo eu fazer isso, vamos evitar.- Disse.

Ri.- Ok.

Agarrei ela.- Você está gostosa demais sabia?

— Estou é?- Perguntei.

— Sempre está. Quando está com aquelas meias então, me deixa maluco imaginando o que tem mais.- Disse.

Sorri.- E imagina o que?

— Cinta-Liga, com certeza.- Disse.

— E acha que uso isso no meu dia a dia?- Me sentei na cama dele e cruzei as pernas.

— Eu adoraria.- Disse.

Ri.- Infelizmente não. Não é muito confortável e nada prático, e apesar de moda ser minha vida, ainda não gosto de ser chegar atrasada no colégio. Yale ainda é mais importante que tudo. E Dorota ficaria assustada se lavasse esse tipo de coisa.

— Não me lembre do seu uniforme.- Disse.

— Porque não?- Perguntei.

— Eu sou louco para arrancar ele de você. Tirar aquela saia, arrebentar a blusa e o sutiã e possuir você só com aquelas meias.- Disse.

Sorri.- Sua imaginação está bem fértil.

— Você não faz ideia.- Disse.

— Então porque você está ai parado em pé enquanto eu estou sentada na sua cama?- Perguntei.

— Bela questão.- Disse indo até ela e a derrubando na cama.

Apenas sorri.

Cheguei junto dela e a puxei para mim, a beijando. Tateei onde o vestido abria e achei o zíper, puxando-o.

Retribui o beijo.

Abri o zíper e me afastei, o tirando. A observei e por mais que estivesse acostumado, a beleza dela era mesmo incrível.

Sorri.- O que foi?

— Você é mais linda que muitas rainhas que conheci.- Disse.

— Isso é óbvio.- Disse.

— E mais gostosa.- Desci a mão pela lateral dela, passando a linha da calcinha.

Sorri.- Eu sei.

— Sabe é?- Tirei minha camisa e os sapatos, os chutando.

— Sei sim.- O olhei.- Você também é gostoso.

— Não está nem vendo tudo ainda.- A peguei pela cintura.

Sorri.- Está se garantindo demais.

Sorri, a beijando e a derrubando na cama. Pensei se não tínhamos ido de uma quase separação para o primeiro sexo muito rápido, mas ela parecia não se importar e querer também.

Retribui o beijo e envolvi minha perna na cintura dele.

Peguei nos peitos dela. Ah, eles eram tão deliciosos de pegar, um verdadeiro deleite para mim. Tirei um do sutiã, aproveitando para o pegar melhor.

Suspirei pesadamente contra os lábios dele, mas sem deixar de beija-lo.

A virei para poder soltar o sutiã e aproveitar para beijar pelo seu ombro até a nuca dela.

Esperei ele tirar o sutiã.

Voltei beija-la podendo pegar nos peitos dela e sentido ficar cada vez mais excitado.

Retribui o beijo novamente e acariciava os cabelos dele.

Brinquei com os mamilos dela e percebi que aquilo a deixava mais excitada.- Gosta love?- Disse quebrando o beijo para ela pegar ar.

— Sim.- Disse.

— É só uma mostra do que está por vir.- Disse.

— Que tal sem conversa e mais ação?- O beijei novamente.

Sorri. Por isso eu gostava da Blair e isso me dizia para não a tratar como uma virgem normal, cheio de cuidados. Abri meu cinto e depois a minha calça, eu precisa sair daquele aperto.

Ajudei ele a tirar a calça dele, mas sem deixar de beija-lo.

Apreciei aquelas coxas, as pegando e apertando, e subi um pouco, arrebentando a calcinha dela.

Por sorte tinha feito depilação antes de ontem. Seria muito vergonhoso estar cabeluda. E confesso que no inverno as vezes passo mais de quinze dias sem me depilar.

Afastei a minha cueca, mas lembrei da camisinha. Que merda, eu odeio ter que usar.- Espera ai.

— Ok.- Disse.

Revirei os bolsos da minha calça até achar uma e voltei, já a colocando. Olhei Blair enquanto isso; se eu poderia estar achando que estava apaixonado, estava tendo a certeza agora.

Sorri.- Você me olhando assim enquanto coloca a camisinha é sexy.

— É o tesão que você me deixa.- Disse.

Me deitei de bruço.- Está demorando demais para quem diz estar com tanta vontade.

Ah cacete, ela queria me matar? Aproveitei como ela estava e me deitei por cima dela, pegando na sua bunda.- Assim você me dá muitas ideias.

— Tipo?- Questionei.

— Te ter por todos os jeitos.- A toquei no seu sexo.- Com uma bunda perfeita assim, vai ser ótimo.- Meu pau acabou roçando na entrada dela.

Suspirei pesadamente.- Eu não me oponho.

Pensei em continuar assim, mas a virei para mim, queria a olhar enquanto a fazia minha. A ajeitei na cama e a beijei, penetrando ela.

De momento foi bem desconfortável, mas assim que ele me rompeu, foi passando e ai retribui o beijo, acariciava os cabelos dele.

— Você tá bem?- Deixei escapar entre o beijo e um gemido.

Assenti.- Sim.

— Ótimo.- Agora eu podia voltar ao meu normal, sem me preocupar tanto com ela, mas eu sabia que não seria assim. Eu queria dar a Blair uma primeira vez inesquecível e era isso que eu ia dar a ela. Comecei a me movimentar e a sensação do interior dela me apertando daquele jeito quase me fazia perder o juízo.

Suspirei pesadamente, mas sem deixar de beija-lo.

Deslizava sobre ela e sentia aquela felicidade de novo, de ter alguém meu, alguém que eu gostava e gostava de mim. Sei que falando assim parece bobo, mas a falta disso é um tanto doloroso. Passeava o corpo dela com as mãos, me aproveitando de cada pedacinho.

Gemi e suspirei pesadamente, sem deixar de beija-lo e acariciava os cabelos dele.

— Geme assim de novo.- Disse.

Gemi perto do ouvido dele novamente.

— Blair...- Me deixei afundar mais nela.

Gemi e voltei a beija-lo.

Rolei na cama, mas eu continuava por cima, agora descendo meus lábios pelo colo dela, até chegar aos peitos e botar um deles na boca.

Gemi e entrelacei meus dedos no cabelo dele, acariciando ali.

Suguei o peito dela e mordi um pouquinho.

Envolvi minha perna na cintura dela e descia meus lábios pelo pescoço dele.

Aumentei um pouco o ritmo.- Minha Blair deliciosa.

Sorri e beijava o maxilar dele, começando a mexer meu quadril contra o dele.

Arfei.- Assim Blair, continua.

Sorri e o beijei, continuando a me mexer embaixo dele.

Acompanhei o ritmo dela e a olhei; ela se soltava, mas também era só minha. Esse pensamento me deixava feliz, feliz demais.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Passei um braço pela cintura dela e a mão livre tocava seu rosto enquanto a beijava de novo e deixei todo aquele tesão me consumir. Cada estocada era um nível de prazer mais alto e sabia que logo gozaria.

Minha mão descia pelas costas dele e a outra descia pelo seu abdômen.

Aumentei o ritmo e sentia a sede também crescendo, sabia que estava com a aparência de hibrido agora, mas não me importava, era quem eu era. Rocei as presas no pescoço dela e o orgasmo me atingia de um jeito. Ah, era o paraíso sentir aquilo com ela.

Gemi e suspirei pesadamente, mas sem deixar de beija-lo.

Fui parando o beijo ofegante e eufórica ainda com aquela sensação. Blair, você tinha que ser tão boa assim?

O olhei e sorri, acariciando seu rosto.

— Você é deliciosamente incrível.- Disse.

Sorri.- Eu sei.

Ri.- Só você mesmo.- Beijei perto da clavícula dela.

Sorri.- Verdade.

Rolei, deitando ao lado dela e tirei a camisinha, levando alguns segundos para a deixar no banheiro e voltar a cama.- Negocinho horroroso.

— Já não é acostumado?- Perguntei.

— Não. Passei mil anos sem ter que usar isso e só passei a usar quando descobri que podia engravidar alguém. A primeira vez que usei, argh, foi horrível.- Disse.

— Você só deixou de ser virgem depois de vampiro?- Perguntei.

— Não. Mas com quem a gente saia... bem, era mulheres que sabiam se cuidar e tinha uns cházinhos que a gente tomava.- Disse.

— Credo.- Disse.

— Era um época muito diferente. Muito pior do que as que passam na TV ou em livros. Do século XV em diante as coisas ficaram mais interessantes.- Disse.

— Imagino a higiene.- Disse.

— Não imagine.- Disse.

Ri.- Ok.

— Você é a garota menos curiosa que conheci. Todas quando sabiam o que eu era me enchiam de perguntas.- Me virei para ela.

— Não sou desesperada.- Disse.

— Isso eu percebi. Você mantém tudo sobre controle.- Disse.

— Sempre.- Disse.

— Eu adoro isso, até porque não sosseguei até conseguir o mesmo. Tudo sob meu controle, de todas as formas que desejava, não importando o que tinha que fazer.- Disse.

Sorri.- Você é egoísta com seu irmão. E suas irmãs. Eles não ficam com a glória também?

— Cada quem pensa de um jeito. Elijah sempre foi mais discreto, Rebekah pensa um pouco como eu, Kol é complicado e Freya conhecemos a poucos anos atrás.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

Passei a perna por cima dela e nos colei.- Vai passar o dia todo aqui?

— Por mim sim.- Disse.

— Ótimo.- Ajeitei o cabelo dela.- Eu devo ter ficado mesmo louco, mas por alguma razão não estou me importando.

Sorri.- Você é fofo.

— Ah não, fofo não.- Disse.

— Fofo sim.- Disse.

— Você não diria isso se soubesse tudo que já fiz.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Eu não sou muito bom Blair. Agora estou vivendo uma época mais pacifica, mas já fiz coisas ruins, muito ruins. Eu já manipulei, torturei e matei por puro prazer. Meus irmãos mesmo já pagaram pela minha ira.- Disse.

— Não preciso saber do seu passado.- Disse.

— Ao conviver no meu mundo vai ouvir muito sobre ele.- Disse.

— Não me importo.- Disse.

— Tem certeza disso?- Perguntei.

— Tenho. Temos tempo para coisas de passado, estamos começando agora.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Apenas sorri.

*****

Her laugh is as loud as as many ambulances
As it takes to save the saviour, oh

*****

Beijei ela e não me demorei em possui-la de novo. Acabou que quando saímos da cama já era a tarde e eu tinha que ir ver alguns vampiros do outro lado da cidade. Blair foi comigo, almoçamos e fui resolver logo o que tinha para fazer. Na volta liguei para Rebekah e falei para arrumar tudo que Blair ia jantar conosco. Desliguei e me voltei para ela.- Vai querer ir direto ou passar na sua casa?

— Podemos ir direto. Não preciso de calcinha. Já passei o dia todo sem.- Disse.

— Não me lembre disso.- Disse.

— Porque não?- Perguntei.

— Porque em vez do jantar vou querer te levar direto para o meu quarto.- Disse.

Ri.- Você é insaciável?

— Sim.- Disse.

Sorri e mordi meu lábio.- Eu imaginei.

— Então vá se preparando para mais tarde.- Disse.

Ri.- Sem problemas.

Ri e passai o braço ao redor dela e não foi uma volta demorada. Chegamos e entramos, encontrando Elijah e Freya na sala.

— Boa noite.- Elijah disse.

— Boa noite.- Freya disse.

— Boa noite. Blair, esses são meus irmãos Elijah e Freya, essa é a Blair, minha namorada.- Disse.

— Namorada?- Elijah questionou.

— Blair Waldorf, prazer.- Disse.

— Prazer.- Freya disse.

— Prazer Blair.- Elijah disse.

Apenas sorri.

— Então essa é a famosa Blair. Ouvimos muito sobre você.- Disse.

— Eu posso imaginar.- Disse.

Servi um whisky para mim e outro para Blair, já que os outros dois já bebiam.- Conseguiu resolver aquela papelada Elijah?

— Sim e Freya foi de muita ajuda, diferente de certos alguns.- Elijah disse.

— Eu não tenho paciência para a parte burocrática.- Disse.

— Eu não tomo whisky.- Disse.

— Oh, só champanhe e vinho não é?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Esqueci disso.- Disse.

— Isso é um tanto estranho; em vários anos, você apresentando uma namorada assim.- Elijah disse.

— Séculos você quer dizer, Blair sabe de tudo.- Disse.

— Séculos nada, a três anos teve a Camille.- Freya disse.

— Temos que considerar que ela não foi apresentada, já era parte de nós quando tiveram seu relacionamento.- Elijah disse.

Ótimo, eu não tinha falado nada sobre a Cami e estava sentindo que não ia ser fácil explicar agora.- Ele tem razão, não a trouxe em casa, a apresentando.

— Tecnicamente não precisava. Já a conhecíamos.- Ela disse.

— As coisas são diferentes com a Blair.- Disse.

— Imagino. Não tem medo de nós Blair?- Elijah perguntou.

— Mais fácil vocês terem de mim.- Disse.

— Não duvido disso.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Me desculpe, mas não é todo dia que alguém aceita com tanta facilidade o que somos.- Disse.

— Eu não aceitei.- Disse.

— Verdade, eu tive um pouco de trabalho.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Eu pagaria para ver essa cena ao contrário. Ela lhe apresentando aos pais, já que parece tão sério.- Disse.

— Meu pai não mora aqui e minha mãe não para em casa, então eu o apresentaria a Dorota, mas ela ama todo mundo que a conquiste com chocolates belgas. Eu a mimei demais.- Suspirei.

— Ela é adorável mesmo.- Disse.

— Agora está elogiando alguém assim, meu Deus. Você está bem?- Elijah questionou.

— Essa semana eu não fui alimentar os patos. Preciso ir.- Disse.

Vi um barulho na escada e Hayley desceu com Hope, que devia estar no banho.

— Papai.- Hope disse.

Ela correu para o meu colo.- Hey princesa.- A abracei.- Quero apresentar alguém. Essa é a Blair, minha namorada.

— Olá.- Disse.

— Oi. Pai, ela é bonita, igual as titias, parece uma boneca.- Hope disse.

— Não é?- Questionei.

— Nossa Hope, muito obrigada.- Hayley disse.

— Você é melhor ainda mamãe; você é uma rainha.- Hope disse.

— Eu também acho.- Elijah disse.

— Acho bom mesmo.- Hayley riu.

— Então é você que está deixando meu papai feliz?- Hope perguntou.

— Deixo todos felizes.- Disse.

— Que bom, ele estava tão tristinho.- Hope disse.

— Hope.- Disse.

— Você não precisa de mais ninguém te entregando, ela faz isso sozinho.- Elijah disse.

— Verdade.- Freya disse.

— Eu fiz alguma coisa errada tio?- Hope perguntou.

— Claro que não meu amor.- Elijah disse.

— Vamos ir jantar?- Freya perguntou.

— Vamos. Cadê a Rebekah?- Perguntei.

— Não sei.- Freya disse

— Pelo visto vai se atrasar.- Elijah disse.

— Vamos indo então.- Fiquei para trás com Blair.- Não foi tão ruim.- Falei no ouvido dela.

— Sim.- Disse.

— Que bom.- Sentamos a mesa e o jantar foi servido. A conversa fluía e estava achando que daria mesmo para ter a Blair ali sem problemas.

— Tia Blair, você é especial como a gente?- Hope perguntou.

Santo Deus; tia? Era só o que me faltava agora. E eu nem podia responder como gostaria sem correr o risco de sair num caixão.- Não.

— Já está terminando o colegial Blair?- Elijah perguntou.

— Sim.- Disse.

— E está pensando em qual universidade?- Elijah perguntou.

— Yale.- Disse.

— Oh, lá é maravilhoso. Sempre que posso dou uma passada lá, já que somos um dos colaboradores.- Elijah disse.

— Sim... Infelizmente eu não passei para lá. Vou para NYU.- Disse.

— Você não me disse isso.- Disse.

— Você não perguntou.- Disse.

— Acho que podemos mudar esse engano. Pelo que Klaus disse, você deveria estar lá.- Elijah disse.

— Não. Eu só quero estar em Yale por mérito meu.- Disse.

— Mas a NYU é pouco para você.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Se mudar de ideia, é só dizer.- Elijah disse.

— Não vou.- Disse.

— Então que tenha sorte na NYU.- Elijah disse.

— Obrigada.- Disse.

Voltamos a comer e Rebekah chegou já no final, o que não impediu dela e Blair, a principio, se darem bem. O que me deixou mesmo tranquilo foi Hope ter aceitado bem, o resto eu podia contornar. Elijah foi botar Hope para dormir e fui dar uma volta com a Blair.- Tinha que ver a sua cara quando Hope te chamou de tia.- Ri.

— Minha cara é normal.- Disse.

— Diz isso para alguém que não te conhece.- Disse.

— Você não me conhece.- Disse.

— Claro que conheço e vou conhecer mais ainda.- Disse colocando ela contra a parede.

— Eu preciso ir agora.- Disse.

— Tá cedo ainda.- Beijei perto da boca dela.

— Tenho coisas para fazer.- Disse.

— Ok, mas nos vemos amanhã de novo.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Ótimo.- Ficamos num amasso, mas ela quis mesmo ir para casa. A levei e a beijei antes de descer.- Te pego no colégio amanhã?- Sorri, a imaginando naquela roupa.

— Sim, pode ser.- Disse.

— Ok, boa noite.- Disse, mas não a soltei.

Lhe dei um selinho e sorri.- Boa noite.- Entrei no prédio.

*****

She floats through the room
On a big balloon
Some say she's such a fake
That her love is made of no, no no no

*****

Alguns dias se passaram e eu ia a Blair todos os dias e em quase todos eles transávamos e cacete, como ela me deixava doido. Pior; ela aprendeu uma técnica para me provocar, me mandar foto da lingerie que estava usando, o que me fazia ficar frustadamente excitado até a encontrar. Marcamos num dos passeios dela no parque para eu levar a Hope, passei na casa dela e a peguei junto com a Dorota e fomos. Chegamos e começamos a andar.- E a prova que disse?

— Estava fácil.- Disse.

— Também, você é genial. Vai deixar todos nessa universidade no chinelo.- Disse.

— Isso é verdade.- Disse.

— Olha papai, os patinhos.- Hope disse.

Peguei um pouco da comida e botei na mão dela.- Joga para eles.- Ela jogou rindo e depois Dorota a ajudou.- Ainda continua com a mesma opinião?

— Sobre?- Perguntei.

— Que não vai conseguir conviver com a minha família.- Disse.

— Eu não disse sua família e sim sua filha.- Disse.

— Disse que era muita gente na minha casa.- Disse.

— Vai dizer que não é?- Perguntei.

— É.- Assumi.

— Pois é. Mas eu gostei deles e sua filha não é tão chata.- Disse.

— Claro que não, tem dedo meu ali. Agora se fosse do Elijah por exemplo, eu enlouqueceria.- Ri.- Sabe o que ela me perguntou quando estávamos indo te pegar?

— O que?- Perguntei.

— Se íamos nos casar e você ia usar aqueles vestidos de princesa.- Disse.

Sorri.- Quando eu me casar será vestido de rainha, não princesa. Mas no fundo dá no mesmo.

— Bem, foi essa a resposta que eu dei a ela.- Disse.

O olhei.- Foi?

— Sim, você fica linda de princesa, mas na hora que for minha no único modo que não é ainda, não consigo pensar em nada que não seja digno de uma rainha.- Disse.

— E qual modo é esse?- Fingi não saber.

— Quando não for minha namorada e sim for minha mulher. Bem, isso já é, mas... Ah, você entendeu.- Eu estava falando que queria me casar? Elijah tinha razão, eu não estou me reconhecendo e indo fundo nisso de me deixar levar.

— Bem, quando nos casarmos já saiba que não vou sem a Dorota.- Disse.

Sorri.- Não tem problema algum, acho que ela já até arrumou uma amiga.- Apontei as duas enquanto conversávamos.

Tentei conter meu ciúme. Dorota era só minha, não era para ficar fazendo gracinhas.- Estou vendo.

— O que foi?- Perguntei.

— Nada.- Disse.

— Sei mocinha.- Puxei ela para meus braços, a deixando de costas para mim, assim podia ficar de olho na Hope também. Beijei o pescoço dela, subindo até o ouvido.- Queria me matar ontem é?

— Isso não é possível, então podia mandar.- Disse.

— Então está na sua consciência eu ter descontado minha frustração no cara que me perturbou depois que sai da reunião.- Disse.

— O que você fez?- Perguntei.

— Ele me provocou achando que poderia me colocar diante uma situação difícil no conselho sul. Bem, mostrei a ele que não deve provocar um de nós.- Disse.

— Você o matou?- Perguntei horrorizada.

— Sim.- Disse.

— Klaus!- Exclamei.

— O que?- Perguntei.

— Você não pode matar.- Disse.

— Na verdade eu posso. Principalmente alguém que vai dar problema, querer botar os meus em risco.- Disse.

— Isso não é certo.- Disse.

— Se dependesse de mim, aquele seu amigo já estaria nessa lista também.- Disse.

— Você não vai encostar em nenhum deles.- Disse.

— Deixa aquele Nate continuar em cima de você que ele não chega a formatura.- Depois de saber que estávamos namorando descobri e depois vi que esse babaca agora vive em cima dela, o que me irrita profundamente.

— Deixa ele em paz.- Disse.

— Ele que deixe você em paz.- Disse.

— Ele é meu amigo.- Disse.

— Eu sei a diferença entre amigo e amigo tentando algo.- Disse.

— Não importa. Ele é meu amigo.- Disse.

— Hope não vai muita para a beirada.- Disse para ela ouvir.- E eu devo fazer o que; aceitar e ver de boa?

— Sim.- Disse.

— Ah tá. Duvido que se fosse ao contrário, você faria isso.- Disse.

— Meus amigos estão fora do alcance das suas presas, Klaus. Não é negociável.- Disse.

— Tudo bem.- Respondi de má vontade.

— Ótimo.- Disse.

Beijei o ombro dela e a deixei, indo ajudar a Hope. Brinquei com ela e Blair chegou junto da gente.

— Tia Blair.- Hope chamou.

— Hmm... Sim?- Questionei.

Ela mexeu no casaco.- Eu fiz para você.- Ela entregou o desenho.

Peguei e olhei.- Uau... nossa...- O desenho era horrível, mas acho que seria maldoso demais dizer isso.- Ficou lindo. Obrigada.

— Gostou da coroa?- Ela perguntou.

Sorri.- Sim.

Olhei por cima.- Ah, eu estou também. E também tenho uma.

— É, mais essa é dela. Ela é minha amiga e agora a Dolota também.- Hope disse.

Dorota sorriu.- Obrigada senhorita Hope.

— Dorota, guarde para mim.- Entreguei o desenho para ela.

— Sim, senhorita Blair.- Ela o guardou na bolsa.

— Papai, to com sede.- Hope disse.

— Ok, vou comprar um suco. Quer alguma coisa Blair?- Perguntei.

— Não como coisas de rua.- Disse.

Suspirei, tentando não rir.- Então porque não vamos a uma ótima confeitaria que tem aqui perto?

— Pode ser.- Disse.

*****

Let's have another toast
To the girl almighty
Let's pray we stay young
Stay made out of lightning

*****

— Então vamos minhas senhoritas.- Peguei a mão da minha filha e passei a livre pela cintura da Blair. O lanche foi ótimo e não duvidei de que ao passar o tempo Blair acabaria se afeiçoando a Hope. Conforme o tempo ia passando eu percebi que tinha tomado a decisão certa em ficar com ela. Das outras vezes eu temi, me afastei e demorei demais a aceitar o que sentia e deu sempre tudo errado, então aceitei que gostava de Blair e arrisquei para ver o que ia acontecer, não vou dizer que é fácil, essa garota me deixa doido. Em dois meses tivemos algumas brigas, em uma achei mesmo que iria acabar, mas eu cedi e confessei que tinha errado, e aos poucos fui a convencendo que poderíamos continuar. O lado bom disso foi que o sexo voltou com tudo e puta merda cada vez mais ela me surpreende na sua habilidade, e quanta habilidade, de me enlouquecer na cama. O susto serviu para eu perceber o quanto ela era importante para mim, eu a amava. Não sei bem se ela sente assim também, por isso estou segurando para falar. A formatura dela chegou e eu pedi ajuda a Rebekah para saber o que as garotas gostavam para esses dias e pedi a Serena também para sair tudo do jeito que ela sonhava. Na hora marcada cheguei de limousine (preferia o meu carro, mas faz parte do pacote) e subi para busca-la. Entrei e a esperei na sala.

Quando Dorota me avisou que Klaus chegou, desci as escadas e sorri quando o vi.- Hey.

A olhei e puta merda, ela estava linda demais. Ela desceu e fui até ela.- Está maravilhosa.

Sorri.- Obrigada.

Beijei ela.- Com certeza a mais linda da festa.

— Isso é.- Disse.

— Vamos?- Perguntei.

— Vamos.- Disse.

Levei ela e entramos no carro, reparei a cara dela.- Adivinhei não é?

Sorri.- Sim.

— Que bom que gostou, agora um dos seus presentes.- Disse pegando uma caixinha e dando a ela.

Abri e olhei.- É linda, obrigada.

— Posso colocar?- Perguntei.

— Pode sim.- Disse.

Peguei a mão dela, coloquei e beijei ali.- Nem acredito que vai ter dois meses livres só para mim.

Sorri.- Sim, só sua.

— Isso soa maravilhosamente aos meus ouvidos.- Disse.

Apenas sorri.

Passaríamos um mês na Europa, passando por várias cidades. Sim, seria ótimo. O carro seguiu e não demoramos a chegar a Constance. Entramos e já tinha bastante gente. Ela viu os amigos e foi logo cumprimentar.

— Blair, você está linda.- Nate disse.

Sorri.- Obrigada.

— Verdade Blair.- Chuck disse.

— Está perfeita, B.- Serena disse.

— Você que está, S.- Disse.

— Se as duas estão, então quem vai ganhar para rainha?- Chuck perguntou.

— Vamos ver.- Disse.

— Você está linda Serena, mas acho que você vai ganhar Blair.- Nate disse.

— Obrigada Nate.- Disse.

— E o seu namorado estranho, não veio?- Chuck perguntou.

— Ele não é estranho e veio sim.- Disse.

— Que pena.- Nate disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque você não fica livre. Hoje a noite é nossa e de mais ninguém.- Nate disse.

— Ele sabe disso e passarei mais tempo com vocês, já disse isso a ele. Mas não quer dizer que não posso ficar com meu namorado.- Disse.

— Bem, eu vou atrás de alguém para passar a noite inteira, me deem licença.- Ele saiu.

— Só o Chuck para falar assim.- Nate disse.

— Verdade.- Serena disse.

— Serena, me empresta a Blair um pouquinho, queria dançar com ela.- Nate disse.

— Claro. Vou procurar o Dan.- Ela disse.

Ele sorriu e pegou na mão dela.- Vamos?

— Vamos.- Disse.

Ele a levou até a pista, começando a dançar.

Eu só observava o que aquele babaca fazia. Estava no bar e não iria estragar a noite dela, mas não faria papel de idiota.

— Então, alguma namorada?- Perguntei.

— Não, estava focado nas provas finais.- Nate disse.

— Ainda bem. Não queria que não passasse.- Disse.

— Seria horrível. Vai fazer o que no verão?- Nate perguntou.

— Vou viajar com o Klaus.- Disse.

— Ah sim.- Ele desviou o olhar.- Tem certeza sobre ele Blair?

— Tenho.- Disse.

— Não entendo como pude fazer essa besteira.- Ele disse.

— Nate... Nunca fomos perfeitos um para o outro.- Disse.

— Lembra nosso primeiro baile? Eu estava super nervoso.- Ele a cortou.

Ri.- Verdade. Mas estava lindo. Todas as garotas ficavam babando em você.

— E você também. Você sempre está, como hoje.- Ele disse.

— Você e a Serena que sempre foram os mais bonitos do colégio, nunca tive esse titulo. Deve ser por isso que se apaixonou por ela e aconteceu tudo aquilo...- Disse.

— Eu fui um idiota me deixando levar. Precisei que terminássemos para ver isso. Blair, eu me arrependo tanto.- Nate disse.

Ah, eu não ia ficar vendo aquilo. Fui até a pista, chegando até eles.- Querida, acho que é minha vez de ter você.

— Hã... Tudo bem.- Disse.

— Nós continuamos mais tarde.- Ele a beijou no rosto.

Sorri.- Até mais.

A puxei, me colando nela e suspirando.

— O que foi?- Perguntei.

— Tratamento para o controle da raiva em ação. Aquele fingido.- Disse.

— O Nate não é assim, Klaus.- Disse.

— Sei.- Disse.

— Esquece isso.- Disse.

— Estou tentando, não vou estragar sua noite.- Disse.

— É melhor mesmo.- Disse.

— Falando assim até dá medo.- Disse.

— Melhor que tenha mesmo.- Disse.

— Você vai ter a festa dos seus sonhos amor.- Disse junto ao ouvido dela.

— Eu sei disso.- Disse.

Sorri, beijando o pescoço dela e mordendo de leve.

Me arrepiei e sorri, continuando a dançar com ele.

— Vai sentir falta daqui?- Perguntei.

— Sim. Principalmente das banheiras agora.- Disse.

— Tadinha, mas quem sabe não consigo dar um jeito nisso lá?- Questionei.

— Faculdade é sério.- Disse.

— Você vai arrasar lá. E no que puder ajudar, eu irei.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Mas agora estou pensando é nessa noite.- Minha mão subiu pelas cosas dela.

— Está é?- Questionei.

— Esse vestido está me deixando louco imaginado o que tem por baixo.- Disse.

— Acho que vai gostar.- Disse.

— Me dá uma dica.- Disse.

— Fio dental.- Disse.

A apertei e gemi.- Puta merda.

— E a parte do pano na frente é de renda transparente.- Disse.

— Blair...- Respirei fundo porque ela foi muito má durante toda a semana dizendo estar enrolada com tudo dessa festa me fazendo passar uma semana de seca.- Assim vou te carregar para o primeiro lugar que eu achar.

— Não mesmo. Vai esperar bonitinho até mais tarde.- Disse.

— Não faz isso love, é tortura.- Disse.

— Vai sim e é melhor disfarçar o volume ai.- Disse.

— Você é terrível.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

Me concentrei na dança e olhei ao redor.- Acho que a Serena voltou com o cara.

— Dan?- Suspirei.- Infelizmente.

— Que isso. Assim ela fica ocupada e larga do seu pé.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Assim ela não vai ficar ligando porque arrumou um namorado novo ou querendo sair.- Disse.

— Ela é minha melhor amiga, Klaus.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Então não existe isso do que está falando. Sempre vamos nos falar; todos os dias.- Disse.

— Eu sei love.- Disse.

— Então?- Perguntei.

— Nada Blair, esquece.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Não gosto da ideia de você indo nessas festas com ela ou saindo assim.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque sim.- Disfarcei.

— Fala.- Disse.

— Sei lá Blair. Você conhece muita gente e muitas com uma situação mais fácil que a minha.- Disse.

— Klaus, eu amo você. Não outro.- Disse.

— Ama?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Sorri e a beijei, me colando mais nela.

Retribui o beijo.

Ia aumentar o beijo, mas chegaram chamando ela.- Vai lá.

Sorri.- Já volto.- Fui para onde me chamavam. Passei mais alguns minutos conversando com o pessoal, quando a diretora subiu no palco e anunciou os ganhadores para rei e rainha do baile e não pude ficar mais surpresa; eu e Nate ganhamos. Sorri e subi junto com ele no palco, e nos colocavam a coroa.

Observei ela ir com aquele babaca, mas o sorriso dela me acalmava um pouco. Eles desceram e foram dançar. Por mais que estivesse atento a onde as mãos dele estavam, sorri pela alegria dela.

Não poderíamos fechar de um jeito melhor não é?- Nate questionou.

— Verdade.- Disse.

— Vou sentir falta disso, de você.- Ele disse.

— Eu também vou.- Disse.

— Podemos aproveitar mais ainda hoje então.- Nate disse.

— Tipo como?- Perguntei.

Eles terminavam a dança e ele beijou ela.

— Como é? Eu vou matar esse moleque.- Disse já avançando entre as pessoas que aplaudiam.

Parei o beijo.- Nate... Não.

— Está tudo bem, Blair.- Nate disse.

— Eu tenho namorado.- Disse.

— Termina com ele, ele não tem nada a ver com você.- Ele disse.

O olhei.- Nate, eu te amei muito e ainda te amo como amigo, mas é só isso agora.

Eu estava a beira de chegar nele até que ouvi o que ela disse. Por mais que eu quisesse torturar lentamente aquele moleque, ela tinha contornado aquilo bem. Mesmo assim para eu não ficar tentado a me vingar dele agora, passei por eles e fui lá para fora.

— Está vendo? Quem não se importa agora?- Nate questionou.

Suspirei.- Nate, por favor. Não torne isso difícil.

— Uma chance Blair.- Ele disse.

— Não posso.- Disse.

— Eu tentei reparar o meu erro, pena que foi tarde.- Ele a olhou.- Me desculpe por tudo isso.

Toquei o rosto dele e o beijei no rosto.- Não precisa.

Ele pegou as mãos dela e as beijou.- Você é incrível Blair.

Sorri e o abracei.- Eu amo você, Archibald. Não se esqueça disso.

— Não vou, nunca.- Ele disse.

— Ótimo.- Disse.

— Ótimo.- Ele retribui o abraço.

Fiquei mais um tempo com ele ai e depois sai para rua, procurando o Klaus.

*****

Am I the only, only believer

There's something happening here

There's something happening here

*****

Tinha mandado alguém pegar um whisky para mim e fiquei sentado nas escadas do lado de fora. Depois de um tempo, vi Blair passar.- Blair.

— Hey.- Disse.

— Já acabou lá dentro?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ótimo.- Tomei do meu whisky.

— Vamos?- Perguntei.

Me levantei.- Vou pedir que tragam o carro.

— Ok.- Disse.

Peguei nossos casacos na portaria e pedi que trouxessem o carro. Ajudei ela a colocar o casaco e entramos no carro. Não seguimos para a minha casa, nem a dela. Eu tinha reservado uma cobertura em um dos melhores hotéis da cidade. Eu tentava ainda me acalmar do que tinha visto e quando vi, tínhamos chegado. Assinei o papel na recepção e subimos.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Estou me acalmando ainda do show do seu amigo.- Disse.

Suspirei.- Ok então.

— O que love? Ele beijou você e você me bloqueou totalmente de fazer algo a ele. Quando eu queria pegar aquele pescoço magrelo...- Me empolguei torcendo as mãos.

— Klaus!- Exclamei.

— Vai dizer que se fosse alguém me agarrando você não ia fazer o mesmo?- Perguntei.

— Literalmente não e eu não tenho a força que você tem, e sede de sangue. Literalmente.- Disse.

— Bom, sabe que não ia fazer nada.- Disse.

— Espero.- Disse.

— Eu deveria voltar e ensinar aquele moleque que não se mexe com o que é meu.- Chegamos no nosso andar e saímos do elevador.

— Para com isso.- Disse.

Avancei nela, a colocando contra parede.- Você é minha Blair, ninguém além de mim vai tocar você ou beijar, então é impossível de engolir.- Toquei o rosto dela, descendo pelo colo.- Eu te amo tanto que não posso permitir nada disso.

O olhei e acariciei sua nuca.- Eu sei disso. E amo você por ser tão... você.- Sorri.- Eu só não quero que odeie meus amigos.

— Não gosto de ninguém que tente tirar você de mim.- Disse.

— Ninguém está.- Disse.

— Sei.- A beijei e a peguei, entrando no quarto. Tinha feito uma excelente arrumação bem como pedi.

— Pensou muito, heim?- Questionei divertida.

— Você merece o melhor e sei como essa noite era importante para você.- Disse.

— Como sabe?- Perguntei.

— Sabendo.- Disse.

— Aham, sei.- Disse.

A botei no chão.- Não está na hora de tirar esse vestido não?

— Com certeza.- Disse.

A virei, começando a abrir o vestido e conforme ele foi caindo, fui sorrindo.

— Que sorriso é esse?- Perguntei divertida.

— Você está deliciosa.- Disse e a ajudei a sair do vestido, e também soltando seus cabelos. A calcinha estava perfeita, não tinha como ela ficar mais sexy que aquilo.

Sorri e o beijei.- E só sua.

— Minha é?- A levei até a cama.

— Sim.- Disse.

A beijei e minhas mãos tocaram aquele corpo perfeito.

Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do pescoço dele.

A derrubei na cama e tirei meu smoking junto com a gravata e a camisa. Ela estava sem sutiã, então a visão estava me deixando mais excitado ainda.

Mordi meu lábio com o olhar dele.- Tudo bem?

— Como pode ser tão gostosa?- Tirei meus sapatos e a calça.

— Segredo.- Disse.

Me ajoelhei na cama, ficando entre as pernas dela.- Então a sorte é minha.- Me debrucei sobre ela, a beijando.

Retribui o beijo novamente.

Peguei nos peitos dela, brincando com os mamilos. Descobri os pontos fracos dela e esse era um deles.

Gemi e suspirei pesadamente contra os lábios dele.

— Gostou do seu dia de rainha?- Disse enquanto beijava o colo dela, descendo entre os peitos.

— Teria gostado mais se você tivesse gostado.- Disse.

— Você ficou feliz, isso é o bastante pra mim.- Ri.- Bem que todos dizem que quando estou com alguém fico meloso.

— Mas não é o bastante para mim.- Disse.

— Eu estou feliz com você Blair, é muito mais que eu esperava ter.- Disse.

— Você não pode gostar de mim e odiar parte da minha vida. A maior parte.- Disse.

— Está tudo bem Blair.- A olhei.- Eu não odeio a Serena, eu não odeio aquele metido do Bass e eu não odeio o Nate, ok ele um pouquinho, mas isso vai acontecer com qualquer um que se aproxime de você querendo algo além de amizade. Eu sei que eu não sou a melhor pessoa para você, na verdade estou muito longe de ser bom para alguém, aprendi isso muito bem. Mas algo nesse universo, sei lá, está me dando chances novas e eu quero isso, quero muito e não vou perder você para ninguém.

— Não, não vai.- Disse.

Eu evitava e até vinha conseguindo não mostrar essas coisas para Blair. Sim, eu tinha um certo medo de perde-la. Eu de certa forma perdi Aurora, o que tive com Caroline não sei bem o que foi, mas eu perdi, perdi Tatia e perdi Cami. Digamos que eu era um tanto traumatizado e a Blair é tão incrível. Por isso essa ideia me angustiava e me deixa louco.- Espero.

— Agora você vai me perder se continuar com essa lerdeza ai.- Disse divertida.

Sorri e voltei onde estava, beijando por aquele caminho, mas sem deixar de toca-la.

Puxei-o e o beijei. Eu gostava de beija-lo, a boca dele parecia que tinha mel, e não é todos os dias que preliminares são bem vindas. E sexo lento é chato.

Alcancei a calcinha dela e a arrebentei, logo afastando a minha cueca também. Me ajeitei em cima dela e a penetrei.

Gemi contra os lábios dele e entrelacei meus dedos em seu cabelo.

— Você é sempre tão gostosa.- Disse.

— Não posso discutir com você sobre isso.- Sorri.

A beijei, me movimentando e estando completamente dentro dela.- É perfeito.

Gemi.- Concordo.

Puxei a perna dela mais para mim e não me importei de ir num ritmo forte, ela gosta assim, tanto que vi um sorriso brotar quando comecei.

O beijei e comecei a me movimentar embaixo dele.

— Você está tão bem nisso.- Disse.

— Estou é?- Perguntei.

— Demais.- Rolei, a deixando por cima.

— Bom saber.- Continuei me movendo contra ele e me inclinei, o beijando.

Agarrei a bunda dela e dei uns tapas, o prazer com ela era sempre fácil e já o sentia se espalhando pelo meu corpo.

Gemi e suspirei pesadamente, descendo minha mão pelo abdômen dele.

Subi uma das mãos pelas costas dela enquanto a outra apertava sua coxa e observava os movimentos dela, ou melhor dos peitos dela, era um show e tanto.

Ri da cara dele.- O que foi?

— Me deliciando desse show.- Peguei os peitos dela.

Sorri.- Sua cara é muito fofa assim.

— Fofa?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Mesmo assim.- Abocanhei um dos peitos dela e mordi de leve o mamilo dela.

Suspirei pesadamente e o olhei.- Principalmente assim.

Suguei com vontade e conforme ela gemia meu tesão só aumentava.- Me deixa morder você.

Sorri.- Fique a vontade.

Beijei o caminho até o pescoço e a mordi. O sabor dela era maravilhoso e não tinha combinação melhor do que me alimentar durante o sexo. Passei o braço pela cintura dela, a ajudando a manter o ritmo e a mão livre enrosquei nos cabelos dela, acariciando ali. O êxtase de beber me jogou muito perto do orgasmo. Parei para ela não ficar fraca, lambi o que tinha escorrido.- Delícia.- Lambi os lábios.

Sorri.- Eu sei.

— Agora bebe para eles fecharem.- Mordi meu pulso.

Olhei.- Hmm... não.

— Blair.- Disse.

— Não quero.- Disse.

— Vai doer mais tarde love, fora a marca.- Disse.

— Sangue é nojento.- Disse.

— Mas ai você não vai ficar com as marcas.- Disse.

Suspirei.- Tudo bem.

Mordi novamente e dei a ela.

Peguei duas gotas com o dedo e coloquei na minha língua, me encolhendo de nojo. Sangue é horrível.

Ri da cara dela e a inclinei, voltando a deitar ela e eu ficando por cima.

Sorri e o beijei.

As estocadas foram ficando mais rápidas, assim como o beijo mais intenso. Ela arranhou minhas costas e fui sentindo o orgasmo me dominando. Vi que ela estava quase gozando também então não parei até que chegássemos.

Parei o beijo.- Eu te amo.

Sorri.- Eu também.

Apenas sorri.

Rolei para o lado dela.- É mil vezes melhor sem a camisinha.- Disse ainda ofegante.

— Verdade.- Disse.

— E você me provocando desse jeito, qualquer hora vou fazer uma loucura.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Ficar sem sexo uma semana e me dizer no meio da festa que está de fio dental.- Disse.

Sorri.- Gosto de te provocar.

— E eu adoro o jeito que faz.- Puxei ela para mim.

Sorri.- Que bom.

— Se eu soubesse que me jogar assim no que sentia era tão bom, minha vida teria sido bem mais fácil.- Disse.

— Imagino que sim.- Disse.

— Olha onde estamos, está dando tudo tão certo que chega a ser estranho. Ser feliz, estar feliz.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque eu nunca soube o que é isso, não completamente. Sempre tinha alguma coisa errada, alguma ameaça ou alguma briga.- Disse.

— Imagino... Podemos não falar de coisas sérias?- Perguntei.

— Claro, mas porque?- Perguntei.

— Porque hoje é o melhor dia da minha vida e não quero falar dessas coisas.- Disse.

— Ah sim, claro, tudo bem.- Disse.

Sorri e me abracei nele.- Obrigada.

— De nada love. Tudo que a minha rainha quiser, eu farei o máximo para dar.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Isso se eu não tiver uma overdose de fazer tanta melação.- Ri, beijando os cabelos dela.

Ri.- Pois é.

— E você bem que gosta.- Disse.

— Claro.- Disse.

— Nem reparei nisso.- Disse.

Sorri e acariciava seu peito.

— Blair.- Disse.

— Sim?- Perguntei.

— Mesmo que não seja para agora. Quer se casar comigo?- Perguntei.

Sorri.- Claro.

Sorri e me afastei, somente para pegar meu casaco e tirar uma caixinha.- Que bom, porque eu já tinha comprado o anel.

Sorri.- Muito otimista você.

— Bem, você ainda não tinha dito o quanto eu sou o amor da sua vida, mas tinha um bom pressentimento.- Disse.

Ri.- Metido.

— Eu? Imagina.- Disse.

Ele me colocou o anel e sorri, logo lhe dando um selinho.- Obrigada.

— Gostou?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ótimo. Mas tem um detalhe que vai gostar desse anel.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Ele pertenceu a Rainha Mary Da Escócia. Ela o recebeu no dia do seu casamento com então príncipe, depois Rei, da França.- Disse.

— Uau, sério?- Perguntei.

— Sim. Na verdade eu tenho várias joias ou coisas que foram da realeza.- Disse.

— Como conseguiu?- Perguntei.

— Eu, nós, conhecemos muita gente e sempre gostei de colecionar coisas assim. Isso acabou ficando comigo depois de... um tempo com a pessoa.- Disse.

— Você transou com Mary Stuart?- Perguntei.

— Não, não a conheci. Nessa época eu estava na Espanha.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— As inglesas/escocesas eram complicadas de chegar. Francesas e espanholas eram mais fácies. Ah, essas duas cortes não tinham nada de puritanas.- Disse.

— Prefiro não saber.- Disse.

— Porque? Será que consegui despertar ciúmes nessa mocinha?- Perguntei.

— Melhor não provocar.- Me levantei.- Vou tomar banho.

— Ah, não mesmo.- A puxei.

— Porque?- Perguntei.

— Eu prefiro que fique desfilando com essa bunda gostosa para mim.- Disse.

Ri.- Deixa de ser tarado. Estou suada. Já volto.- Fui para o banheiro.

Ela foi e me ajeitei na cama, sorrindo. Eu podia estar louco, ela nem fez dezoito ainda, mas ela me fazia feliz e eu a amava demais. Olhava a minha vida agora e eu tinha Blair, Hope, minha família e minha cidade; se não é uma nova chance que tenho, não sei o que é. Só sei que estou agarrando tudo e dessa vez eu vou ser feliz, e ainda com a minha rainha do lado. Afinal, um rei não pode viver sem sua rainha, não é?

*****

The only, only believer

There's something happening here

I hope you feel what I'm feeling too

I'd get down, I'd get down

I'd get down on my knees for you

I get down, I'd get down

I get down on my knees

I get down on my knees for you

*****

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! :3 Agora vamos entrar em um hiatus, espero que não demorado... Agora em Julho eu termino o curso e vai dar para dar um gás nos capítulos :) Ah, e foi a primeira vez que escrevemos a Blair, e com o Klaus na outra ponta foi bem complicado, então tivemos que faze-la um pouco mais maleável, mas espero que tenha ficado bom HAHA' Bem, aqui o trecho da próxima... acho que essa é muito fácil: "Everyone else in the room can see it Everyone else but you" E ai, sabem qual é? :3 ♥ Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)