Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Vamos ao capítulo...

I might never be your knight in shining armor

I might never be the one you take home to mother

And I might never be the one who brings you flowers

But I can be the one, be the one tonight

*****

POV Clary.

Hoje meu dia começou muito bem; lasquei meu joelho treinando. Eu sempre treino pela manha antes de ir para as aulas no instituto. Treino com meu pai e meu irmão, vamos as aulas juntos. Eu tenho 16 anos e minha vida é bem normal; família, amigos e caçar demônios. Ok, isso não é muito normal, mas para um shadowhunter sempre é. Meu pai é um shadowhunter muito aclamado, então somos meio que famosos, porém acabo sofrendo muita pressão para ser tão boa quanto ele. Quando eu nem era nascida meu pai fez umas coisas bem loucas, como usar sangue de anjo na minha mãe e na gravidez do meu irmão também, então nascemos super dotados. Minha mãe relutou muito para perdoa-lo, mas o fez e hoje em dia são o casal mais feliz do mundo e meu pai mudou e é um ótimo homem agora. O admiro mais que tudo. Sorri quando terminava de me ajeitar depois do banho. Ah, minha vida de “mundana” é quase inexistente, eu aprendi algumas coisas básicas do mundo deles, mas prefiro muito mais o meu mundo, porém tenho um melhor amigo que é mundano e o amo demais. Simon é minha versão masculina. Enquanto descia as escadas fazia um rabo de cavalo.- Bom dia pessoal.

— Bom dia querida.- Meu pai disse.

— Vocês pegaram pesado comigo hoje, sai até com hematomas.- Reclamei, fazendo bico.

— Você pediu para ser assim meu anjo.- Ele veio até mim, me abraçando.- Vai querer um beijinho?

— Não, seu debochado.- Ri.

— Vai treinar o que hoje?- Ele perguntou.

— Ela não é professora, Val.- Minha mãe disse.

— Mas quero saber como está lá.- Ele disse.

— Bem, provavelmente vou treinar com Jace.- Indiquei meu símbolo de parabatai.

— Ah sim, muito bom então.- Ele disse.

— Onde o Sebastian está?- Perguntei.

— Foi se trocar para ir com você, mas isso faz tempo.- Ele disse.

— Prefiro nem saber o que ele está fazendo.- Tomei do café.

— Que bom que não pensa nessas coisas.- Ele disse.

— Uma coisa de cada vez né?- Ri e comia do mamão.

— Continue pensando assim.- Ele disse.

Sorri e continuei comendo.

— Bom dia, de novo.- Sebastian chegou.

— Ótimo. Vamos de uma vez.- Levantei, terminando de comer o iogurte e dando um beijos nos meus pais.- Até mais tarde.

— Nem comi criatura.- Ele disse.

— Não come na hora certa, vai ficar sem comer.- Puxei ele e saímos.

— Que humor é esse maninha?- Ele riu enquanto dirigia.

— Humor? Eu só estou com pressa. Temos aulas caso não saiba.- Disse.

— Mas não precisa ir à jato. É pressa de ver o Jace?- Ele questionou.

— Vamos recapitular; a gente acorda as 7:00 e treina até as 8:00 com o papai, depois vamos para o banho e nos arrumamos, temos que sair de casa no máximo 8:45 porque nossa aula começa as 9:00, se você passa quase uma hora no banheiro, o problema é seu e passa fome ué.- Disse.

— Nossa, ok dona certinha.- Ele disse.

— É só você me ensinar a dirigir que não terá mais problemas.- Disse.

— E ainda está dispensando meus serviços de motorista.- Ele disse.

Ri.- Tá, não dá para falar com você.- Tirei uma maçã e um pacote de bolacha da minha mochila.- Come.- Dei bolacha na boca dele.

Assim tá melhor.- Ele riu.

Ri.- Bobo.

Ele continuou o caminho e logo chegamos.

— Pronto madame.- Ele disse.

Ri e descemos, indo cada um para suas aulas.

POV Misto. (Clary e Jace.)

Ia para o treino quando vi Clary se despedir do Sebastian no corredor e a segui; minha garota. Ela é incrível, por isso somos parabatais, mas nossa amizade vem de muitos anos. Ela me ajudou quando meus pais conversaram comigo que eu não era filho deles (meus pais morreram e eles eram amigos, então os Lightwoods me adotaram, mas não me importo, os amo do mesmo jeito), eu a ajudei a estudar as runas, estava na sua cerimonia da primeira runa, e ela na minha. Não imagino minha vida sem a Clary e nem vou deixar que tirem ela de mim. Corri e a agarrei.- E ai gata.

Ri.- Jace, que susto.

— Achou que mais alguém ia te agarrar?- Questionei.

— Sempre tem um louco.- Disse.

— Esse ser então teria sérios problemas.- Disse.

Sorri.- Então, como está?

— Pensando que quero logo poder ir em missão com você. Já está ótima.- Disse.

— Falta pouco. Agora que eles mudaram as regras que só maiores saem em missão, terei que esperar ainda.- Disse.

— Acho que deveria ser por competência, não por idade.- Disse.

— Bem, pelo menos agora eu sei que irei viver até os dezoito anos.- Ri.

— Como se eu fosse deixar algo acontecer com você.- Disse.

Sorri.- Eu sei que não.

Beijei os cabelos dela.- Vamos treinar? Precisamos pegar nas espadas.

— E a aula?- Questionei.

— O Hodge te libera, aviso que está comigo.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Vá se preparando que vou avisar a ele.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Ela foi para a academia e eu passei na sala do Hodge (um dos professores) e o avisei. Cheguei onde Clary me esperava e tirei minha jaqueta.- Pronta?

— Sim.- Disse.

Subi no tablado e peguei uma lâmina serafim.- Ariel.- A lâmina brilhou.

— Uriel.- Disse.

Sorri e começamos a lutar. Clary era ágil e tinha bom equilíbrio, então era só uma questão de prática. Lutamos e eu a avisava quando se consertar, onde melhorar. Depois de quase uma hora nós dois cansamos e sentamos ali mesmo.- Você está cada dia melhor.

— Obrigada.- Disse.

Bebi água.- Mas vamos passar a treinar mais a sua esquerda.

— Tudo bem.- Tomei da água também.

— O que foi na perna?- Perguntei.

— Treino matinal com o papai e Sebastian.- Disse.

— Pegaram pesado com você foi?- Perguntei.

Ri.- Sim.

— Tadinha. Seu pai ainda vai te dar a espada?- Questionei.

— Vai.- Disse.

— Deve estar doida para pegar.- Disse.

— Com certeza.- Disse.

— E ainda algo de família. Fico feliz por você.- Disse.

— Pois é.- Disse.

Sorri, pensando em como não tinha nada Lightwood e não teria a chance de ter algo Herondale.

Olhei a hora e levantei.- Tenho que ir. Combinei de almoçar com Simon. Vou tomar um banho.

— Pensei que estávamos no ritmo de treino total.- Disse.

— Desculpe, tenho que ir.- Lhe dei um beijo nos cabelos e sai.

Sempre Simon. Eu o detestava, mas graças a amizade dela com ele não podia fazer muito. A segui, alcançando no corredor.- Vamos sair a noite.

— Para fazer o que?- Entrei na parte dos chuveiros e tirei a blusa de treinamento.

— Treinar aqui assim de dia, tudo calmo, é fácil. Quero que se acostume com a noite.- Disse.

Abri o box, tirando meu rosto para fora, mas protegendo meus seios.- Jace, com todo o respeito, mas treino todos os dias pela manha, o resto do dia quero uma vida normal também.

Tentei focar no rosto dela e não na sua silhueta.- Para que? Sair com Simon?

Ri.- Não.- Me ensaboava.- Sair com você também; podemos ver um filme, comer, passear por ai...

— Hmm... Não sou só um instrumento de trabalho então.- Disse.

Lavava meu cabelo rapidamente.- Não seu bobo. Sabe que eu te amo. Quer ir assistir um filme lá em casa hoje?

— Poderia ser no cinema. Por mais que seus pais gostem de mim, mas as vezes é bom variar.- Disse.

— Tudo bem.- Já me enxaguava.- Hey, pode pegar minha roupa na mochila? Short, blusa e calcinha.

— Claro.- Disse abrindo a mochila dela e pegando o que pediu. Olhei a calcinha.- Que calcinha hein Clary? Espero que quando for sair comigo seja uma melhor ainda.

— Hey!- Ri.- Minhas calcinhas são normais.

— Não me importaria em tirar uma dessas. Ou arrebentar...- Disse.

— Jace! Sei que somos parabatais, mas prefiro que não me conte das suas aventuras sexuais, assim como não irei compartilhar as minhas. Agora me dá essas roupas.- Disse.

— SUAS?!- Exclamei.

— Sim.- Sai, enrolada na toalha.- Algum problema?

Que história é essa Clary?- A olhei de cima a baixo. Merda, como ela tá gostosa.

— Bem, eu não tenho nenhuma ainda, mas quando tiver não irei compartilhar.- Disse.

Não tinha nenhuma, ainda bem.- Se aquele palhaço encostar em você, ele é um homem morto, pode avisar a ele.

— Simon não é palhaço e ele é um ótimo garoto.- Disse.

— Eu tô avisando Clary.- Disse.

— Tá, ciumento.- Coloquei a blusa e desci a toalha para a minha cintura. Eu não usava sutiã normalmente.

— Ei, pode botando o sutiã. Ele vai ficar babando nesses peitos assim.- Disse.

— Eu não. Assim é mais confortável.- Coloquei a calcinha por baixo da toalha mesmo.

— Ai, Simon vai fazer a festa.- Disse.

— Deixa disso.- Sorri e coloquei o short, em seguida tirando a toalha e guardando na mochila. Me sentei e colocava meu all star.

— É sério Clary. Só que tapado do jeito que é, nem vai reparar.- Disse.

— Você só sabe ofende-lo?- Ri e penteei meu cabelo, em seguida fazendo um coque. Peguei um perfume de bolsa que tinha comido e passei.

— Não vejo nada para admirar.- Disse.

Cheguei junto dele, tocando seu peito. Não chegava mais que isso pela minha altura maravilhosa.- Jace, ele é meu amigo. Não temos nada demais.

— Não pense que não estarei de olho, porque estarei.- Disse.

Sorri.- Tá, tá.- Me estiquei e o beijei na bochecha.- Até mais.- Sai.

POV Jace.

— Eu vou enlouquecer.- Disse mais para mim mesmo e tomei um banho também. Voltei a academia e depois ia para meu quarto quando vi o Alec.- Alec.

— Jace.- Ele disse.

— Tá ocupado?- Perguntei.

— Não. Porque?- Ele perguntou.

— Vamos dar uma volta.- Disse.

— Claro, vamos.- Ele disse.

Peguei minhas coisas e saímos. Eu tinha uma ideia de onde ela tinha ido com ele.- Como foi na missão ontem?

— Foi tudo ótimo. Demônios fáceis e burros como sempre.- Ele disse.

— Queria ter ido.- Disse.

— Quem manda ter uma parabatai menor de idade?- Ele questionou.

— Quem manda existir uma lei tão idiota?- Questionei.

— Bem, é boa porque protege menores, de 12, 14 anos de irem a guerras como antes. Os pais pediram e acho compreensível.- Ele disse.

— Não adianta falar com você de leis.- Disse.

— Você é mimado mesmo.- Ele riu.

— Recebeu o folheto da festa sexta?- Questionei.

— Sim.- Ele disse.

— O alto feiticeiro do Brooklyn dando uma festa? Com certeza vamos.- Disse.

— Fama ele tem.- Ele disse.

— Vou ver se levo a Clary.- Chegamos perto da lanchonete e paramos.

— Você normalmente vai as festas com garotas que consiga tirar a roupa depois.- Ele disse.

— Por isso quero levar ela.- Vasculhei o lugar e uma risada chamou minha atenção; eles estavam chegando.

POV Misto. (Clary e Jace.)

— Simon!- Dei um encontrão de leve no braço dele.- Sério, eu preciso comprar os novos mangás de Naruto. Você me viciou e agora gasto meu dinheiro só nisso.

— Vai ter que esperar; vamos comer primeiro, viciada.- Ele sorriu.

— Vamos.- Disse.

Fizemos os pedidos e sentamos.

— O que vai fazer hoje? Vai ter uma maratona de Naruto.- Ele disse.

— Eu sei. Minha tarde está programada.- Sorri.- E a noite vou sair com o Jace.

— Ah, seu amigo estranho que me odeia.- Ele disse.

— Ele não é estranho.- Disse.

— Imagina que não. Sempre me olha como se fosse arrancar minha cabeça.- Ele disse.

É por aí babaca.

Sorri.- Não exagere.

— Você sempre o protege.- Ele disse.

— Bem, ele é meu p...- Parei.- Um dos meus melhores amigos, como você.

— Sei.- Ele disse.

— Sério.- Tomei do cappuccino.

— Mas vamos assistir hoje, faz tempo que não tem nenhuma assim.- Ele disse.

Sorri.- Ok, daqui vamos direto para a minha casa.

— Não sem antes comprar Pringles.- Ele disse.

Ri.- Feito.

*****

When I first saw you

From across the room

I could tell that you were curious (Oh, yeah)

Girl, I hope you're sure

What you're looking for

'Cause I'm not good at making promises

*****

Eu ia bem que acabar com aquela palhaçada, mas Alec me segurou. E pior; quando ela não prestava atenção, ele encarava os peitos dela! Acabamos por ficar até eles saírem e fiquei inquieto o resto do dia; descontei tudo em treino. Na hora marcada fui para a casa dela e toquei a campainha.

Jocelyn abriu a porta.- Jace, oi. Entra.

— Boa noite senhora Morgenstern.- Disse.

Ela fechou a porta.- Clary, Jace chegou.- Ela gritou para a filha e sorriu para o menino.- Quer beber alguma coisa?

— Água seria bom.- Disse.

— Vou pegar.- Ela foi para a cozinha.

— Hey Jace, boa noite.- Valentim disse.

— Boa noite senhor.- Sorri, sempre me senti bem naquela casa.

Desci as escadas.- Hey Jace.

— Clary.- Sorri.- Pronta?

— Sim.- Disse.

Ela voltava com a água.- Ah, cheguei atrasada.- Ela riu.

— Que nada, obrigado.- Disse pegando o copo e bebendo.

— Gosto de como está treinando a Clary.- Ele disse.

— Jace é ótimo.- Sorri.

— Eu poderia fazer isso também.- Sebastian disse.

— Isso é ciúmes?- Perguntei rindo.

— Eu acho que é.- Valentim disse.

Sorri e abracei Sebastian.- Deixa de ciúmes, sua coisa linda.

— Lindo? Só se for depois de mim.- Disse.

Sorri.- A gente vai ir no cinema e depois viemos direto para casa. Não se preocupem.

— Eu espero não ter que me preocupar Jace.- Valentim disse.

— Pode ficar tranquilo, defenderia Clary com a minha vida.- Disse.

— E quem a defenderia de você?- Sebastian perguntou.

— Somos parabatais, não podemos ter envolvimento.- Disse.

— Nunca se sabe né?- Sebastian questionou.

— Só se eles quisessem ser duramente castigados pela Clave.- Jocelyn disse.

— O que nunca serão.- Valentim disse.

— Você sempre me adorando né Sebastian? É mágoa por ter escolhido a sua irmã e não você?- Ri para tirar a conversa daquele caminho.

— Ok, vamos? O filme não espera.- Disse.

— Vamos. Boa noite a todos.- Disse.

— Boa noite. Juízo.

Sorri e saímos.

Fomos ao shopping que ela queria. Eu não gostava muito de sair assim em lugares de mundanos.- As pessoas vem mesmo para cá sem nada para fazer?

Ri.- Jace, você é único.- Coloquei o casaco que tinha pegado.

— Eu sei amor.- Disse.

Sorri e continuamos andando, até achar o cinema e ficar na fila. Ficava feliz que os mundanos não conseguiam ver as runas. Acho que seria estranho. Afinal nossos corpos são tomados por elas.

— Como foi sua tarde com o magricelo?- Perguntei.

— Foi ótima.- Disse.

— Imagino como.- Disse.

— Simon é muito legal Jace, devia dar uma chance a ele.- Disse.

— Ah é? E sobre o que conversaríamos?- Questionei.

— Hã... Verdade. Não daria certo.- Disse.

— Com certeza eu acabaria arrancando a cabeça dele.- Disse.

Ri e chegou nossa vez. Pedi os ingressos.- Vai querer o que para comer?

— Cachorro-quente, fritas e refrigerante.- Disse.

— Ok e eu quero pipoca doce e refrigerante.- Disse.

Compramos e fomos para a sala, a sessão já ia começar.- Então é assim que gente normal passa as noites?

— Sim.- Disse.

— É calmo demais.- Disse.

— E o que você faria agora então?- Perguntei.

— Caçar. Por mais que vivemos numa década tranquila, sempre tem algo por ai.- Disse.

— Ah, ok então. Você não precisa sair comigo só para me agradar.- Comia da pipoca. Me sentia mal por ele não gostar de ficar comigo.

— Quem disse isso? Clary, as vezes tenho vontade de te jogar de um prédio por achar que penso assim.- Disse.

— Você acabou de dizer que prefere caçar. Eu que quero uma vida normal também Jace, não você. Não precisa fingir que quer sair para lugares assim. Somos parabatais, mas você pode fazer suas coisas sozinho.- Disse.

— Claro, você prefere o Simon para isso.- Disse.

Suspirei.- Tá Jace, esquece.- Continuei comendo a pipoca.

Comecei a comer e olhava ela as vezes; será que ela não via como eu estava? Clary era perfeita para mim, mas ela nem via nada além do amigo e parabatai. Terminei de comer e vimos o filme; trouxe ela para mais perto de mim.

— O que foi?- Perguntei.

— Você está brava?- Perguntei.

— Eu não fico brava com você, só tenho que aprender que somos diferentes e parar de tentar você gostar dessas coisas.- Disse.

— Quando sairmos vamos fazer uma coisa? E o filme não é ruim, só não foi um bom dia.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— É surpresa.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Agora atenção no filme.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Passei o braço em volta dela e curtimos o final. Clary achava que não estava gostando, mas estando com ela eu topava qualquer coisa. Alec me passou uma mensagem de ok, então podia ir. Chegamos a rua atrás do shopping e lá estava ela; minha moto.

— Isso é uma moto demoníaca?- Questionei.

— Shh! É minha moto.- Disse.

— Como você conseguiu pegar uma? Ok, acho que prefiro não saber das suas atividades com os seres do submundo.- Disse.

— Não fiz nada ilegal.- Disse.

— Sei.- Disse.

— Fora que ela é perfeita.- Disse.

— O que vamos fazer?- Perguntei.

— Andar nela, claro.- Disse indo até a moto.

— Ah sim, tudo bem.- Fui até ele.

Subi e liguei a moto.- Pode subir.

Subi e me encaixei nele, passando meus braços pela cintura dele.

— Segura?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Vamos então.- Dei partida e não demoramos a pegar altura. Como ainda estava acostumando, ela engasgou algumas vezes, mas logo peguei o jeito.- Olha Clary; não é lindo?

Sorri.- Sim.

Sentíamos o ar frio da noite enquanto dava para ver a cidade inteira dali.— Não queria dividir isso com mais ninguém além de você.

— Jace Lightwood sendo fofo, isso é novidade.- Ri.

— Tenho meus momentos.- Disse.

Apenas sorri.

Continuamos a andar pela cidade e parei num terraço onde ainda podíamos ver a cidade. Ajudei ela a descer e encostamos no parapeito do prédio.

— Jace, não quero ser estraga prazer, mas tenho 16 anos e tenho toque de recolher, preciso voltar para casa.- Disse.

— Está cedo ainda.- Disse.

— Tenho que chegar em casa até as 22:30. Já são 22:15.- Disse.

— Eu queria que fosse numa festa comigo na sexta.- Disse.

— Festa?- Perguntei.

— Sim. No Brooklyn.- Disse.

— Ah, tudo bem. Vou conversar com meus pais.- Disse.

— Então você não vai.- Suspirei.

— Não entendi.- Disse.

— Eles não vão deixar.- Disse.

— Eu vou tentar pelo menos. Bem, agora eu preciso ir mesmo. Não quero ficar de castigo.- Desenhei uma runa que me possibilitaria pular do prédio sem machucados e com leveza.- Eu vou sozinha daqui, estou perto de casa e tenho a runa de velocidade.- Lhe dei um beijo na bochecha e pulei.

— Mas...- Ótimo; ela foi e nem consegui falar nada com ela, bela noite. Quem mandou desperdiçar falando que não gostava de ficar naquele shopping. DROGA! Soquei o muro. Precisava de Clary, mas parecia que ela sempre escapava de mim. Peguei a moto e fui andar, mas estava sem graça agora sem seu corpo junto ao meu, então acabei indo pra casa.

Só parei quando cheguei em casa e me deitei na minha cama, olhando para o teto. Eu menti sobre o toque de recolher, meus pais não são caretas a esse ponto, mas eu precisava sair dali. O que eu senti... meu coração disparou quando senti nossos corpos juntos e ele nem se abalou, assim como hoje no chuveiro. Suspirei. Eu não podia estar sentindo isso por Jace, ele é meu parabatai... Uma relação com ele é condenada. Fora que ele pode ter qualquer garota, ou melhor dizendo, mulher que ele quiser... Porque se interessaria por mim? Fechei os olhos e tentei respirar fundo. Eu não podia pensar mais no Jace assim, não podia. Somos parabatais, somos parabatais... Acho que repeti isso até dormir.

*****

But if you like causing trouble up in hotel rooms

And if you like having secret little rendezvous

If you like to do the things

You know that we shouldn't do

Baby, I'm perfect

Baby, I'm perfect for you

And if you like midnight driving with the windows down

And if you like going places

We can't even pronounce

If you like to do whatever you've been dreaming about

Baby, you're perfect

Baby, you're perfect

So let's start right now

*****

A semana passou normalmente; eu tentando não pensar nas coisas que senti naquela noite e estava me saindo bem até e Jace era normal comigo, como sempre. Hoje era o dia da festa e falei com meus pais, e tudo liberado. Claro que como era uma festa eles me disseram para chegar até a 1:00 mais ou menos. Peguei uma roupa qualquer no meu guarda roupa, me arrumei e fui encontrar Jace no instituto. Meu irmão ia junto, então íamos passar para pegar os Lightwoods.

— Ainda acho que você não deveria ir.- Sebastian disse.

— Porque?- Perguntei.

— Isso não é festa para você, é muito nova.- Ele disse.

— Eu vou ficar bem e ninguém vai se interessar por mim.- Disse.

— Ah, ai estão vocês. Até que fim.- Alec disse.

— Uh, olha quem está arrumadinho.- Sebastian riu.

— Oi gente.- Isabelle disse.

— Isabelle, uau, oi.- Sebastian disse.

— Eu tenho a idade da sua irmã, Sebastian e não estou interessada em você.- Ela sorriu.

— Ui, que sutil.- Sebastian disse.

Os três entraram e saímos dali.

— Então, sem toque de recolher hoje Clary?- Perguntei, passando o braço por ela quando chegamos lá.

— Toque de recolher?- Sebastian questionou.

Pisei no pé do meu irmão e sorri para Jace.- Estou livre hoje.

Sorri aliviado.- Sério?

— Sim. Bem, eles disseram que até a uma eu posso ficar. Quer dizer, nós.- Disse.

— Oi? Falou comigo?- Sebastian questionou.

— O que?- Perguntei.

— Isso se chama, vou fingir que ouvi, mas não vou cumprir.- Alec disse.

— Ah, ele sabe o que o papai faria com ele se ele não o obedecesse, mas pior é o que a mamãe faria. Ele ficaria impossibilitado de fazer o que ele faz no banheiro por um hora.- Disse.

— Uhh. Melhor obedecer então Sebastian.- Disse.

Ri. Eu adorava brigar/discutir com o Sebs. Eu o chamava assim para irrita-lo as vezes, ele odeia.

— A gente se vê por ai então. Ou em casa.- Ele disse saindo irritado.

— Ele não gostou.- Alec disse.

— É minha função como irmã mais nova.- Disse.

Ela riu.- Isso ai. Temos que infernizar os meninos. Tenho ajuda do Max, então facilita.

— Pobre de mim com vocês.- Disse.

— Você? Até parece que é com você que eles se metem.- Alec disse.

— Você tem reações mais engraçadas. Jace é agressivo demais.- Ela disse.

— Eu? Agressivo?- Questionei.

— Agressivo não é bem a palavra... Mimado.- Ela riu.- Imagino quando ele for casado, a mulher dele vai negar uma noite de sexo e ele vai ficar todo emburrado.

Ri.- Izzy, você é cruel.

— Esse ai casar? Difícil.- Alec disse.

— Que isso Alec, valeu. Clary ,você casaria comigo não é?- Questionei.

— Claro. Já temos uma ligação maior que essa.- Disse.

— Duvido que aguentasse ele se não fosse parabatai. Só aguento porque somos irmãos.- Alec disse.

— Ah, bom saber disso.- Disse.

Sorri.- Tadinho. Eu te amo do seu jeitinho mesmo.

— Pobre de mim.- Disse.

— Palhaço. Vou beber alguma coisa, até mais.- E saiu.

— Alec, espera.- Ela foi atrás.

— Parece estar todo mundo atacado hoje.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Nada, você está linda.- Disse.

— Até parece. Estou uma mendiga comparada a Isabelle que está deslumbrante.- Disse.

— Você está você. Nada melhor que isso. Você é linda assim.- Disse.

— Por isso nem os lobisomens que são pior que cachorro atrás de cadela no cio, nem me olham.- Sorri.- Bom, ainda bem que ainda sou nova e não estou a procura de um namorado.

— Como se eu fosse deixar alguém além de mim chegar perto de você.- Olhei e a festa tinha vários ambientes. A levei dali até achar um que não tinha conhecidos.

— Bem, um dia terei que namorar e casar.- Disse.

— Não, não vai.- Disse.

Ri.- Ah sei.

Parei, olhando para ela.- É sério Clary. Ninguém vai tocar ou se aproveitar de você. Você é minha.- Senti meu controle querer sair de mim.

— Jace...- Disse.

— Eu não posso aceitar que vai ser de outro. Isso vai me destruir Clary, não entende?- Questionei.

— Jace, está tudo bem.- Cheguei junto dele.- Estou com você. Não vou ser de ninguém.- Toquei o rosto dele.

— Me promete?- Retribui o olhar dela. Não sabia de onde tinha vindo esse surto, mas eu já estava com coisas demais guardadas.

— Prometo.- Disse.

— Assim como não existe mulher para mim além de você, prometo.- Disse.

O olhei, tentando não focar nos lábios dele.- Jace... O que estamos falando?

— Você sabe o que estamos falando.- Disse.

Me virei de costas para ele e respirei fundo.- Você sabe que não podemos. É proibido.

— Não dá as costas para mim.- A virei.- Acha que não sei? Que não passei noites pensando no que fazer?

— Então o que adianta isso tudo?- Perguntei.

— Você sabe, eu sei e não vamos ficar loucos achando que estamos sozinhos.- Disse.

— Nossa, isso ajuda muito.- Ironizei. No que eu tinha me metido? Meu primeiro amor tinha que ser meu parabatai, isso é digno de filme. Se eu tivesse visto o filme antes saberia como resolver.

Passei o braço em volta dela e a arrastei para dançar. A sensação de à ter assim, nos meus braços e que ninguém pudesse separar, era a melhor.

Eu, como já disse, sou pequena, então me aconcheguei no peito dele enquanto dançávamos.

Beijei o topo da cabeça dela. Eu sei que estamos loucos de nos declarar assim, mas fico feliz de saber que ela sentia também e que me corresponde.

Me sentia estranha agora que tínhamos falado tudo isso, sentia um frio na barriga na verdade. Uma parte era emocionante por namoro escondido e tal, mas Jace é mais velho que eu e eu sei que ele faz outras coisas quando se trata de “namoros”. Eu não sei se estou pronta ainda e ele pode não me aguentar com namoro de “criança”. Namorar é mais difícil do que parece. O que eu estou falando? Ele nem me pediu em namoro ainda. Não se iluda tanto Clary.

— Você fica muito melhor assim do que só ao meu lado.- Disse.

— Bem, só que só poderemos ficar assim quando estivermos sozinhos.- Disse.

— Essa lei é uma droga. Eles não podem nos impedir e nem nos culpar. É algo natural o que sentimos, não é nenhum crime se apaixonar.- Disse.

— Não adianta discutirmos isso.- Disse.

— Vem comigo.- A levei pela festa até achar um lugar sem ninguém. Fechei a porta e a beijei.

Fui pega de surpresa, mas retribui o beijo.

Me colei nela, eu precisava daquilo, precisava sentir ela comigo.

Acariciava seu peito e minha outra mão segurava a camisa dele.

Minha mão acariciava a cintura dela e a outra estava no seu pescoço, enrolada nos seus cabelos. Ela beijava muito bem e isso me surpreendia e ao mesmo tempo irritava por ela ter saído com alguém.

O beijo foi parando e sorri.- Agora eu compreendo porque você faz tanto sucesso.

— Eu quero saber é onde aprendeu tão bem.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Onde praticou para beijar tão bem.- Disse.

Me senti corar.- Ah, foi com um menino ué...

— Que menino? Você não me disse nada.- Disse.

— Essas coisas não se fala.- Disse.

— Posso viver com isso.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Ou posso dar um susto nele.- Disse.

— Jace!- Disse.

— O que?- Questionei.

Ri.- Esquece.

— Vamos aproveitar esse tempo aqui.- Disse.

— Ok.- Disse.

A beijei de novo.

Retribui o beijo novamente.

A encostei na parede e continuamos assim por um bom tempo, mas não poderíamos ficar assim a festa toda. Saímos dali e nos misturamos até achar alguém do nosso grupo. O resto da festa foi boa e até tranquila por eu manter Clary junto de mim. Fomos para casa e eu só pensava naqueles momentos com ela e seu beijo. No sábado costumávamos folgar, mas inventei uma coisa qualquer para ir atrás dela.

Eu realmente estava gostando de Jace e infelizmente não podia compartilhar com ninguém, isso me deixava louca. Queria poder conversar com alguém sobre isso. Suspirei. Hoje era sábado e estava bem ensolarado. Não via Sebastian desde da festa e ele sempre ficava todo emburrado, então não daria para contar com ele. Coloquei um biquíni e desci. Eu não sou o tipo de garota que curte praias e biquínis, mas tinha uns dois para poder ficar na piscina em casa e nos dos meus avós. Cheguei na piscina e entrei na água.

Jocelyn disse que poderia entrar e que Clary estava na piscina, segui para lá. A vi e sorri; estava toda sexy tomando sol de biquíni. Ri e cheguei por trás, tapando os olhos dela.

— O que?- Toquei as mãos e sorri.- Jace?

— Uau. Conhece minhas mãos assim?- Questionei.

— Óbvio.- Disse.

Beijei ela no rosto.- Pegando sol amor?

— Sim. Já entrei na piscina e agora estou aqui.- Disse.

— Está uma delícia assim.- Disse no ouvido dela.

Me senti corar e sorri.- Obrigada.

— Se perguntarem vim trazer umas instruções de treino para você.- Disse.

— Ok.- Disse.

— A água está boa?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Se tivesse trago roupa entraria.- Disse.

— Pode entrar. O Sebastian te empresta roupa depois.- Disse.

— Será?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Então vou entrar.- Disse enquanto tirava a camisa.

Sorri.- Ok.

— Quer entrar comigo?- Perguntei.

— Claro.- Levantei e entrei na piscina, esperando-o.

Tirei os sapatos e as coisas, entrando na água.- Está ótima.

— Sim.- Disse.

— Melhor ainda com você.- Cheguei junto dela.

Sorri.- Que bom.

— Queria poder te beijar agora.- Disse.

— Eu também.- Disse.

— Mas vamos ter que ter cuidado com o que falamos também.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Seu pai tá olhando da janela.- Disse.

— Oh sim.- Disse.

Joguei água nela, rindo.- Isso não impede de te perturbar.

Ri e joguei nele também.

— Ah, é assim?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Avancei sobre ela, a derrubando e depois fiquei atrás dela, segurando pela cintura.- E agora?

— Hey! Não vale.- Disse.

— O que? Se solta.- Disse.

— Eu não estou com roupa para me abrir toda.- Disse.

— Não fala assim que me provoca.- Disse baixo e acariciando a cintura dela, estávamos de costas para a casa.

— Provoca é? Porque?- Perguntei.

— Está perdendo tempo, se fosse um vampiro já tinha bebido de você.- Disse.

— Se você fosse mesmo o vampiro, teria gostado.- Disse.

— Ah é?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Olha quem está saidinha.- Disse.

Mexi meu quadril, me roçando nele, fingindo provocar ele. Vamos ver se era boa nisso.

— Clary!- Ela queria me deixar mais doido? Sim, porque só de estar grudado nela assim meu corpo queria ter certas liberdades que iam ficar complicadas caso alguém chegasse.

Ri.- Ok, eu paro. E me rendo então.

— Boa garota.- Alisei a perna dela embaixo d'agua.- Agora vamos disfarçar um pouco.- Soltei ela.- Água deixa a gente mais lento. Me ataca.

Essa não era minha ideia de sábado, mas se era o que ele gostava de fazer... O ataquei.

Vi que Valentin tinha saído. A ideia deu certo, ele relaxaria achando que estamos só treinando. Abaixei dela e no que desviei passei a mão na sua bunda.

— Jace!- Me encostei na piscina para não ser alvo disso de novo.- Você tá maluco? Não pode me tocar assim.

— Não tem ninguém amor.- Disse.

— Mesmo assim... É intimo demais.- Disse.

— Ah, desculpa então.- Disse.

— Tudo bem.- Sai da piscina e peguei a toalha para me secar.

— Para onde você vai?- Perguntei.

— Me sentar.- Disse.

— Podia continuar aqui.- Sorri.

— Não sei se é certo.- Disse.

— Porque não? Temos que aproveitar cada segundo. Durante a semana é mais complicado.- Disse.

— Porque você é acostumado a ter coisas que eu não sei se sou capaz de te dar.- Disse.

A olhei.- Começamos ontem e já acha que sou esse tipo de cara? Estou ofendido.

Suspirei.- Esquece. Quer comer ou beber alguma coisa?

— Clary, olha para mim.- Disse.

O olhei.

— Você não está achando — olhei ao redor e falei baixo só para ela entender— que quero só sexo, né?

— Não! Claro que não! Eu...- Suspirei.- Nunca tive nada desse tipo. Só um ou dois beijos, é estranho um cara me tocar desse jeito. Parece que meu cérebro não se ajustou ainda. Porque eu quero que seja tudo com você e quero que me toque normalmente, sem receios, mas ainda parece estranho.

Sorri ao imaginar ela sendo minha, ela seria só minha um dia e mal podia esperar para isso.- Que bom, teria que castigar você.

— Como assim?- Perguntei.

Sai da água e cheguei junto dela.- Uma semana sem beijos.- Sorri, pegando a toalha.

— Você se castigaria junto então.- Disse.

— Pobre de mim, teria que fazer esse sacrifício.- Disse.

Apenas sorri.

Sentei na cadeira ao lado dela.- O que vamos fazer hoje?

— Pode escolher; treinar luta, armas...- Disse.

— Preferiria outra coisa.- Disse.

— Ah, tudo bem. Escolhe.- Disse.

— Podemos sair.- Disse.

— Tudo bem. Onde?- Perguntei.

— A gente sai e vê onde.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Agora deixa eu me trocar.- Disse.

— Ok, também vou.- Disse.

Sorri e fomos nos trocar. Aquilo poderia ser loucura, nós dois podíamos ser punidos se alguém nos visse, por isso tomamos bastante cuidado antes de deixar as coisas rolarem.

*****

I might never be the hand you put your heart in

Or the arms that hold you any time you want them

But that don't mean that we can't live here in the moment

'Cause I can be the one

You love from time to time

*****

E assim fomos ficando, aproveitando cada segundo que achávamos vazios; realmente tinha uma coisa sexy em ser tudo escondido, mas eu queria gritar a todos que ela era minha e não podia. Passamos uma semana assim e agora na segunda pegávamos o jeito melhor.- Droga, o Alec não me larga.- Disse finalmente a encontrando no Instituto.

— Ele não está desconfiando né?- Perguntei.

— Não. Ele tá meio estranho desde aquela festa, mas é coisa dele.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Agora vem cá.- A segurei, a beijando.

Retribui o beijo.

Minhas mãos foram como sempre até a cintura dela e acariciei pela sua espinha com a outra, até chegar ao pescoço.

Eu a cada dia me acostumava mais com as mãos dele em mim. Toquei o peito dele, descendo pelo seu abdômen. Seria mais fácil se ele me levantasse um pouco, mas seria estranho dizer isso.

Claro que já queria ir além, mas sabia que teria que esperar, e eu faria isso sem problemas. Acariciava a nuca dela e era fofo o jeito que ela se arrepiava.

Desde que estamos juntos eu sentia nosso símbolo parabatai mais forte, uma coisa que achei que seria impossível. Pensei que poderia afetar, e esse pensamento me deixava triste porque eu adoro ter essa ligação parabatai com ele, então fiquei feliz quando sentia mais forte. Parei o beijo e o olhei.- Hoje vou sair com Simon.

— Não gosto que saia com ele.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Você não acredita quando falo que ele te olha estranho.- Disse.

— Estranho como?- Perguntei.

— Se fosse pular em você.- Disse.

Ri.- Você não conhece mesmo o Simon.

— Viu?- Questionei.

Sorri e chegamos em um dos banheiros do instituto.- Eu estou toda suada, vou tomar uma ducha rapidinho.

— Isso é um convite?- Perguntei.

— Você quer?- Entramos e fechei a porta. O banheiro era amplo e normalmente dava para ser usado por uns cinco ao mesmo tempo. Tirei a blusa de treinamento, por baixo sempre usamos uma faixa para proteger os seios.

— Como poderia recusar?- Perguntei.

Apenas sorri.

Tirei a camisa, a calça, os sapatos e liguei o chuveiro.

Tirei minha calça também e soltei o cabelo, entrando para debaixo do chuveiro.

A olhei.- É, eu aprovo e muito esses banhos.

Sorri.- Digo o mesmo.

— Fechou a porta?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ótimo.- A beijei de novo. Estava a dois dias sem faze-lo e parecia uma eternidade.

Retribui o beijo.

— Dizem que beijo molhado é o melhor.- Disse.

Sorri. Era ótimo sentir a pele dele na minha, Não estávamos totalmente nus e mesmo assim me sentia ainda mais intima dele. Eu era pequena perto dele e mesmo assim parecia que nossos corpos realmente se encaixava. Toquei o peito dele.- Com você todos são os melhores.

— Você é tão perfeita.- Beijei o pescoço dela.

Me arrepiei.

Voltei a beija-la, mas um barulho lá fora me alertou.- Aposto que foi o Max.

Ri.- Provavelmente.

— Não vamos dar mole então. Por mais que por mim ficaria assim.- Disse.

— Ah sim, tudo bem. Vai para outro box para eu terminar o banho e não sermos pegos.- Disse.

Beijei ela.- Sabe, é uma pena...- Disse a olhando.

Sorri e dei de leve no braço dele.- Vai de uma vez.

— Ok moça linda.- Beijei ela e sai.

POV Clary.

O resto do dia passou normal e quando deu a hora de encontrar o Simon, cheguei no parque que marcamos. As vezes íamos para lá só para ler e comentarmos a história. Gosto de fazer isso com ele.

— Oi.- Ele disse.

— Oi.- Disse.

— Tenho uma surpresa.- Ele disse.

— Surpresa?- Perguntei.

— Sim.- Ele tirou um manga da mochila.

— Oh meu Deus! Isso é o que estou pensando?- Perguntei.

— Sim.- Ele disse.

Peguei, sorrindo e beijando ele na bochecha.- Você é o melhor, Simon.

— Nossa, então talvez eu mereça uma coisa.- Ele disse.

— O que?- Perguntei.

— Vai ter um show hoje, vamos?- Ele perguntou.

— Claro, vamos sim.- Disse.

— Sério?- Ele perguntou..

— Claro.- Disse.

— Como é no café vai ser cedo.- Ele disse.

— Ok.- Disse.

— Vamos ler?- Ele perguntou.

— Vamos.- Disse.

Ele se deitou ao meu lado.- E como vão as aulas?

— Normais e as suas?- Perguntei.

— Chatas. Não acredito que seus pais deixam você estudar em casa.- Ele disse.

— Meus pais acreditam que só recebemos educação apropriada quando o professor só tem um aluno para dar atenção total.- Disse.

— Eles são o máximo. Apesar de não gostarem muito de mim.- Ele disse.

— Minha mãe te ama, Simon. Nem vem.- Disse.

— E seu pai me detesta.- Ele disse.

— Que nada.- Disse.

— Imagina que não.- Ele disse.

— Sério.- Disse.

— Vamos ver o que ele vai falar sobre hoje.- Ele disse.

Sorri.- Eu te protejo dele.

— Agora me sinto seguro.- Ele disse.

Passamos toda a tarde lendo no parque e depois que ficamos com fome, fomos comer um lanche e depois Simon me levou para casa. Não faltava muito para o show, então falei com meus pais sobre isso e eles concordaram sem muitas reclamações. Tomei um banho, comi uma coisa, me arrumei e sai para encontrar Simon no Café.

— Uau, você tá linda.- Ele disse quando cheguei.

Sorri.- Isso é jeans, blusa e casaco.

— Mesmo assim tá linda.- Ele me beijou no rosto.

Sorri.- Obrigada.

— Coca?- Ele perguntou.

— Sim.- Disse.

— Vou pegar.- Ele saiu e voltou com duas latinhas.- Ouvi que vai começar logo.

Peguei e abri, tomando um gole.- Tudo bem.

— Vamos para mais perto.- Ele disse.

— Vamos.- Disse.

Ele foi comigo até perto do palco e ficou atrás de mim, me segurando pela cintura.

Sorri para ele.- Você conhece eles?

— Sim, eles são legais. São o Eric, Matt e Kirk.- Ele disse.

— Sim, parecem mesmo.- Disse.

Ele bebeu da Coca e não demorou ao show começar.- Não disse que eram bons?

— São mesmo.- Disse.

— Dá até vontade de dançar.- Ele disse.

— Verdade.- Disse.

Ele beijou o meu ombro e começou a dançar com as mãos na minha cintura.

Sorri e acompanhei ele, gritando em aprovação para a banda.

Ele se colou em mim e continuou dançando.

Sorri.- Eles tem futuro.

— Eu espero que sim.- Ele disse.

Apenas sorri.

Ele sorriu e continuamos dançando, até que numa musica mais lenta, ele me virou para ele.

O olhei e sorri.- Gostei bastante deles.

— Não é? Depois podemos pegar autógrafos, vai que eles ficam famosos, vai valer uma fortuna.- Ele disse.

Ri.- Verdade.

— Você fica linda demais assim.- Ele disse tocando o meu rosto.

— Como?- Perguntei.

— Sorrindo.- Ele disse.

— Bem, eu sorrio com pessoas que me fazem felizes, e você é uma delas.- Disse.

— Você também me faz feliz.- Ele disse.

Sorri e o beijei no rosto.- Que bom.

Ele me olhou e avançou, me beijando.

O afastei.- Simon.

— Clary...- Ele sorriu e me beijou de novo.

Me afastei.- Simon, não. Eu não posso.

— Clary... Eu pensei... que sempre, saímos... Fica feliz.- Ele se embolava.

— Hey, hey.- Peguei na mão dele.- Eu fico feliz extremamente e te amo demais, faria tudo por você Simon. Morreria e mataria por você, mas... Eu não sou apaixonada por você.

— Mas Clary...- Sebastian chegou, o segurando.

— Ela disse não.- Ele disse.

— Sebastian, solta ele.- Disse.

— O que? Dá onde você apareceu?- Simon perguntou.

— Clary, vamos.- Sebastian disse.

— Não.- Fiquei no meio dos dois.- Eu estou com Simon e irei com ele.

— Está tudo bem Clary.- Ele disse.

— Não Simon, eu quero ficar com você. Estamos só conversando, você não está me forçando a nada.- Disse.

— Não pense que não estou de olho em você.- Ele o olhou de cima a baixo.- E nas suas mãos espertas.- E saiu.

Suspirei.- Ele surge do nada.

— Percebi.- Ele disse.

— Vamos voltar ou não quer mais?- Perguntei.

— Ah, claro.- Ele disse.

— Ok.- Disse.

*****

When I first saw you

From across the room

I could tell that you were curious (Oh, yeah)

Girl, I hope you're sure

What you're looking for

'Cause I'm not good at making promises

*****

POV Misto. (Clary e Jace.)

Clary saiu com aquele cara e eu não gostava disso; não que eu desconfiasse dela, eu não confiava nele. O resto do sábado e o domingo foram umas chatices. Na segunda, antes de todos, comecei a treinar com Alec. Estava tranquilo até que a vi chegar.

— Hey.- Disse.

— Hey linda.- Disse.

— Até que enfim alguém para fazer o humor dele mudar.- Alec disse.

— O que foi?- Perguntei.

— Rabugice dele longe de você.- Alec disse.

— Rabugice? Bom saber.- Disse.

Ri.- Tadinho.

No fundo era verdade; eu ficava assim longe dela, mas também por não poder assumir o que sentimos, por não ter tido uma ideia ainda do que fazer. Cada vez que pensava nisso, eu investia lutando mais.

— Como foi o fim de semana?- Perguntei.

— Chato.- Disse.

— Dê-se por feliz de não ter que ficar caçando demônios chatos e fedidos.- Alec disse.

— Jace está mal humorado porque não transa a um mês praticamente.- Izzy chegou junto dos irmãos.- Não pega ninguém. Está na seca.

— E como é que sabe disso Isabelle?- Sebastian chegou, parando entre as duas.

— Porque eu sei de tudo.- Ela disse.

— Duvido saber dos agarramentos da minha irmãzinha aqui.- Ele disse.

O que? Será que ele percebeu alguma coisa.

— Sebastian! Você sabe que não retribui.- Disse.

Retribuir? Do que ele tá falando?

— E alguém aprontou no fim de semana.- Alec comentou.

— Porque cheguei na hora, se não teria ficado de agarramento com o mundano. Credo irmãzinha, achei que teria um gosto melhor.- Sebastian disse.

Agarramento? Mundano? Aquele filha da puta... Eu mato ele! Descarreguei a raiva que brotava na luta com Alec.

— Jace, vai com calma. O Alec é delicado.- Ele disse.

Suspirei. Ótimo.- Eu vou indo para minha aula de runas. Até mais.- Sai.

Ah, mas não ia não. Larguei a luta junto com as lâminas, indo atrás dela e a alcançando alguns corredores a frente.- Clary.

— O que?- Perguntei.

— Que merda de história é essa?- Perguntei.

— Simon me beijou, eu o afastei e seguimos a vida.- Disse.

— Ah, e eu não merece saber?!- Exclamei.

— Se vai continuar gritando, eu vou embora.- Voltei a andar.

— Vai virar as costas assim? Não vai falar nada?- Questionei.

— Você não é meu pai para gritar comigo e exigir alguma coisa, então não sou obrigada a ficar e escutar você sendo grosso. Tchau.- Sai.

Legal e eu que saio de errado. No que me virei para sair dali, dei de cara com minha mãe.- Droga.- Disse depois de esbarrar nela.

— Tudo bem?- Ela perguntou.

— É, tá.- Disse.

— Hmmm... sei. O que foi?- Ela perguntou.

— Nada. Talvez estresse por não poder sair, mesmo podendo.- Disse.

— Ah sim, então dê uma saída. Você já é bom em lutas e tudo mesmo. Relaxe um pouco.- Ela disse.

— Obrigado mãe.- Disse.

Ela sorriu, beijou o rosto do filho e saiu.

E sai mesmo, estava precisando. Peguei minha moto e voei, controlando a minha vontade de ir até aquele moleque e arrebentar ele. Fiquei fazendo isso e só voltei ao instituto no fim da tarde, indo para meu quarto. No caminho encontrei Clary.

Suspirei e continuei andando.

— Vai me ignorar também?- Questionei.

— Não tenho nada para falar com você.- Disse.

— Ah, não tem?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Bom saber que acha isso normal.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Ótimo.- Disse continuando o caminho para meu quarto.

Suspirei e fui para minha casa.

Eu não podia acreditar que ela tinha beijado ele e para ela tanto faz me contar ou não. Isso era um absurdo; queria ver se fosse ao contrário e eu escondesse uma coisa dessa. Acabei por ficar no meu quarto e mesmo sem querer fiquei pensando na saudade que estava dela.

POV Clary.

Eu não ia admitir que ele desconfiasse para mim, só disso já deu para ver que essa relação não funciona e agora ela já afundou. Suspirei. Eu realmente o amo, mas não vou aceitar isso. A única coisa que me distraia era pegar meu caderno de desenho e desenhar, e foi o que fiz. Bateram na porta.

— Anjo?- Meu pai chamou.

— Entra.- Disse.

— O que houve? Você não quis ir jantar.- Ele disse.

— Só fiquei sem fome. Depois eu como uma pizza congelada.- Disse.

— A comida da sua mãe é bem melhor.- Ele disse.

— Eu sei.- Disse.

— Isso tem a ver com a briga com Jace?- Ele perguntou.

— Como você sabe?- Perguntei.

— Seu irmão se preocupa com você.- Ele disse.

— Ah sim.- Disse.

— É disso?- Ele perguntou.

— Não.- Disse.

— Então foi nessa festa que foi?- Ele perguntou.

— Pai, eu só estava sem fome, não faça tanto alarde.- Disse.

— Não vai me contar?- Ele perguntou.

— Não tenho nada para falar.- Disse.

— Tudo bem, eu tentei. Já assinamos sua autorização para a viagem, está na sua mesinha.- Ele disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Vê se descansa mocinha.- Ele beijou meus cabelos.

— Boa noite, pai.- Disse.

— Boa noite querida.- Ele disse.

Apenas sorri.

POV Misto. (Clary e Jace.)

Dois dias passaram e tínhamos uma viagem para ir. Todos os anos uma turma ia durante uns dias visitar um instituto fora, dessa vez era a da Clary e eu consegui permissão para ir junto. No começo estava empolgado, ficaríamos longe dos olhos de todos, mas agora brigados, não sei como vai ser. Arrumei minhas coisas e fui para o jardim onde abririam o portal.

Ficamos todos na frente do portal e todos passamos.

Chegamos em Londres e olhei ao redor; o instituto era basicamente diferente, mas ao mesmo tempo parecido com o de casa.

Comecei a andar pelo instituto. Ele era muito famoso, tinha milhares de quartos, Tessa Gray (tio Magnus vive falando dela, sim, eu conheço o Magnus, ele é amigo da minha mãe) morou aqui e tem a maior biblioteca do mundo. Andei, procurando por ela.

— Clary, onde você vai?- Perguntei, a seguindo.

— Explorar.- Disse.

— E acha que pode sair por ai assim é?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Pois pode não. Sei que não me quer por perto, mas vou acompanhar você.- Disse.

Dei de ombros e segui.

Segui ela e entramos numa biblioteca. Eu olhava os livros, mas claro que a vontade de agarrar ela prevalecia e acabava a olhando.

Olhava ao redor.- Isso é lindo.- Falei para mim mesma e andei até a estátua de Raziel. O lugar era imenso, com certeza dez vezes maior do que a nossa.

Achei um livro sobre família e linhagens; comecei a folhea-los, mas sabia onde iria parar, no H, família Herondale, minha família de sangue.- Sabe se podemos pegar livros daqui?

— Acho que sim.- Disse.

— Ótimo.- Achei um marcador e coloquei na página.

Continuei a olhar o local.

Deixei o livro sobre uma mesa e acompanhei ela no que olhava.

Achei um livro interessante, peguei, sentei e comecei a ler.

— Por quanto tempo vai me ignorar?- Perguntei.

— Não estou te ignorando.- Disse.

— Imagina que não.- Disse.

— Se você diz.- Disse.

— Você que faz.- Disse.

— Então tá.- Disse.

— Caramba Clary, o que você quer? Quer que eu volte para casa e deixe você sozinha?- Perguntei.

— Você não confia em mim, seria pedir demais.- Ironizei e levantei, guardando o livro.

— Eu não confio em você? Dá onde tirou isso?- Questionei.

— Esquece. Não quero falar.- Disse.

— Quer o que? Terminar tudo?- Questionei.

Eu não queria, mas estava magoada e não sabia se seria capaz de perdoar isso.- Talvez seja o melhor. Essa relação não é boa para nenhum de nós.

— O que!?- Questionei.

— O que?- Perguntei.

— Se você está pensando que vai terminar comigo por causa daquele babaca, você está muito enganada.- Disse.

— Simon não tem nada a ver.- Disse.

— Não, claro que não.- Ironizei.- Quando voltar vou é procurar ele e ter uma conversinha sobre agarrar a mulher dos outros.

— Você não vai fazer nada a ele.- Disse.

— Ela tá me tirando você, é motivo suficiente!- Exclamei.

— Não, você que está fazendo isso. Você duvidou de mim. Fez isso sem nem pestanejar.- Disse.

— Eu duvidei de você? Eu fiquei com raiva de ficar sabendo pelos outros e não por você. Nunca duvidei de você.- Disse.

— Aham, não foi isso que disse.- Disse.

— Claro que foi.- Disse.

— Tudo bem, então eu estou louca mesmo.- Disse.

— Você quer que eu assuma culpa para acabarmos com isso? Me perdoe então.- Disse.

Suspirei.- Não é de verdade quando você não acredita. Se você diz, tudo bem.

— Clary, eu amo você. Acha que eu ia pensar que fez de propósito?- Questionei.

— Tá, tudo bem. Não quero mais falar disso.- Me levantei. Já estava de saco cheio dessa história.

A segurei junto de mim.- Desemburra essa cara então.

— Não estou emburrada.- Disse.

— Não, imagina.- Disse.

— É sério.- Disse.

— Vamos ver então.- Disse a beijando.

Retribui o beijo.

Agora toda a falta que sentia dela e do seu corpo junto ao meu, caiu sobre mim.

Acariciava o peito dele delicadamente.

Enrosquei minha mão nos cabelos dela e só agora me dava conta que tinha dito que a amava. Bem, não tem problema, é a verdade.

Parei o beijo e o olhei.- Você nunca vai me levantar para ficarmos mais confortáveis?

Ri.- Talvez seja melhor assim.- Disse a botando em cima da mesa.

Sorri.- Então quer dizer que Jace Lightwood no final das costas não tem força nos braços?

Sorri e a peguei, levando contra a parede mais próxima.- Estamos ficando ousados, hm? Foi a saudade de mim?

— Um pouco disso e um pouco de dor nos pés de ficar me esticando toda.- Disse.

— Tadinha.- A beijei de novo.

Sorri e retribui o beijo.

A beijei e a mão que não a segurava, tocou suas pernas. Agora eu sentia me acalmar; ela estava comigo.

Envolvi meus braços no pescoço dele e acariciava ali.

Me pressionei contra ela e tinha que conter a minha vontade de a possuir ali mesmo, mas eu conhecia Clary e sabia que ela ainda não estava pronta. Sei que é cedo, estamos namorando a um mês e eu já pensando nisso, mas eu já a amo a tanto tempo que parece muito mais.

Entrelacei meus dedos em seus cabelos, acariciando ali enquanto minha outra mão descia pelo seu peito.

— Não vamos mais brigar.- Disse.

— Não, não vamos.- Disse.

Dava beijos mais suaves nela.- Eu te amo, amo a tanto tempo...

— Eu também te amo.- Disse.

— Por mais que a Izzy esteja aqui, vamos aproveitar essa viagem.- Disse.

Sorri.- Sim.

— E pra constar; eu confio em você linda. É que pensar em outro te tocando me tira de mim.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Beijei ela.- Você é minha Clary.

— Sim, sou.- Disse.

— Acho que devem estar procurando a gente.- Disse.

— E dai?- Perguntei.

Ri.- Você é perfeita sabia?

Sorri e o beijei.

Ficamos ali nos beijando até que as coisas esquentaram e foi melhor nos separar. Eu tomava fôlego e ela estava super vermelha.- De que foi o livro que pegou?

— Hã... O códex.- Disse.

— Ele é incrível. Lembro a primeira vez que peguei nele.- Disse.

Sorri.- Verdade.

Depois de ficar ali mexendo em vários livros e matando a saudade. Voltamos ao salão e depois do almoço tivemos aulas com os professores de lá, era bom conhecer outros caçadores. Era engraçado perceber o sotaque deles, assim como as diferenças. A noite liberaram a gente pelo Instituto e fui sorrateiramente para o quarto da Clary.- Consegui.

Sorri.- Hey.

— Acho que vou poder passar a noite aqui.- Disse.

Sorri.- Que bom.

— Demais.- Disse tirando os sapatos e sentando na cama dela.

Sorri e lhe dei um selinho.

— Eu achei uma coisa.- Disse abrindo o livro que tinha pegado mais cedo.

— O que?- Perguntei.

— A árvore genealógica dos Herondale.- Disse.

— Uau, isso é legal.- Disse.

— Sim.- Botei na página.- Aqui estão meus antepassados, e aqui — apontei— Meus pais.

— Hmmm... Seu pai e esse tal de Will aqui são bem gostosos.- Sorri.

— Agora sei da onde veio minha beleza.- Disse.

Ri.- Sim.

— Mas eu sou mais bonito.- Disse.

Sorri.- Com certeza.

— E a minha mãe.- Eu tinha um certo pesar, afinal ela morreu quando eu nasci. Meu aniversário de vida, era o de morte dela.

— Você tem um pouquinho dos dois.- Disse.

— Não é errado eu ter sentimentos por eles né?- Questionei.

— Claro que não amor.- Disse.

— Nem não ter raiva da minha vó louca? Afinal, se perdesse todos que amo, também ficaria louco.- Disse.

Peguei na mão dele.- Porque não entra em contato com ela?

— Como se ela quisesse contato comigo.- Disse.

— Claro que vai querer.- Disse.

— Mas meus pais não vão ficar irritados? Eles não são muito fãs do assunto.- Disse.

— Jace, você é maior de idade.- Disse.

— Eu sei, vou pensar nisso, descobrir onde ela está.- Disse.

— Isso.- Disse.

Botei o livro na mesinha perto da cama.- Enquanto isso podemos ir aproveitando aqui.

— E como?- Perguntei.

— Podemos começar assim.- Disse a beijando.

Retribui o beijo.

Passei o braço pela cintura dela, a trazendo mais para mim e acariciei ali.

Me deitei na cama, trazendo ele junto. Envolvi minha perna na cintura dele e minha mão descia pelas suas costas.

Toquei na perna dela, mas sem subir muito. Depois do dia que ela me deu uma freada fiquei mais cauteloso com toques, sem querer passar dos limites.

Acariciava a lateral do pescoço dele.

— Você é tão gostosa.- Disse beijando o pescoço dela.

Me arrepiei.- Obrigada.

— De nada amor.- Disse.

Apenas sorri.

Beijei, subindo pelo lateral do pescoço até chegar no ouvido dela, mordendo seu lóbulo de leve.

Me arrepiei novamente e suspirei pesadamente, descendo minha mão pelo seu abdômen.

— Clary, você sabe me provocar.- Disse.

— Só provocar?- Desci minha mão até a barra da calça dele.

— Clary...- A olhei surpreso pelo avanço dela.

Somente mordi meu lábio, o olhando. Não sabia o que dizer, era estranho ainda, preferia que nem tivesse conversa e só acontecesse naturalmente.

Toquei seu rosto. Ela estava vermelha, mas eu entendia seus sinais.- Tem certeza?

Assenti.- Sim.

— Espera ai.- Disse e levantei, fazendo um símbolo com a minha estela na porta para não a abrirem e uma de silêncio na parede do quarto.- Pronto, privacidade total agora.

Sorri.- Ótimo.

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Tirei minha camisa e voltei para onde estava. A beijei e dessa vez minhas mãos foram logo para as coxas dela.

Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.

Eu vinha tendo que me controlar bastante pela falta de sexo; sou um cara de dezoito anos, meu corpo está a mil e Clary gostosa assim complicava. Fico feliz que ela esteja confiando em mim e que tudo esteja resolvido.

Desabotoei o cinto dele, começando a tira-lo.

Subi a blusa dela e mesmo sem a tirar, peguei em seus seios; tão gostosos e macios. O tesão aumentou, correndo pelo meu corpo.

Suspirei pesadamente e ajudei ele a tirar a blusa.

Beijei pelo ombro dela, descendo até o colo e chegando aos seios.

Minha pele era branca como leite, então era fácil ela ficar vermelha pelo contato dos lábios dele.

— Você é tão linda.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— E gostosa demais.- Disse chegando ao mamilo dela e o provocando com a língua.

Gemi e suspirei pesadamente.

Enquanto fazia isso em um, tocava o outro e os dedos faziam o mesmo que a língua. Clary se entregava e era gostoso demais ver o prazer tomando conta dela.

Gemi e mordi meu lábio, descendo minhas mãos e começando a abrir suas calças.

— Assim vai cortar o lábio.- Sorri.

— Já sofri dores piores.- Disse.

— Mas não quero que sofra nenhuma agora.- Disse.

Ri.- Ok.

— Já tem...- Credo, eu não ia falar aquilo, melhor me concentrar naqueles peitos.

— O que foi?- Perguntei.

— Ia falar besteira.- Disse.

— Fala.- Disse.

— Não.- Disse.

— Jace.- Disse.

— Ah, você sabe do que tô falando.- Beijei até a barriga dela.

— Não sei não.- Disse.

— Esquece.- A beijei.

— Jace, eu quero saber.- Disse.

— Clary, você sabe, primeira vez...- Disse.

— Desembucha Jace.- Disse.

— Não e me deixa tirar isso.- Disse a levantando um pouco para tirar o short dela.

— Jace, me fala ou não vamos continuar.- Disse.

Suspirei, me dando por vencido.- Você sabe, o que as garotas falam do que sentem na primeira vez.

— Ah, isso. Acho que não terei dor, quando minha mãe me levou na ginecologista pela primeira vez quando menstruei, ela disse que não tinha mais o hímen e que provavelmente o rompi quando cai ou coisa do tipo. Minha mãe acha que foi nos treinos, ela disse que aconteceu com ela e uma conhecida a mesma coisa.- Disse.

— E dá para acontecer isso?- Perguntei.

— Sim, dá. Minha mãe diz que acha que acontece com todas as caçadoras porque nosso corpo sofre muitos traumas como cair, levar alguma surra... Mas quase nenhuma fala do assunto. Caçadores são muito conservadores.- Disse.

— Tanto que não sabia disso.- Disse.

Ri.- Normal.

— Tudo bem.- Terminei de tirar o short dela e a voltei a beija-la.

Retribui o beijo.

Realmente não estava esperando por isso, mas também não tínhamos conversado sobre sexo, mas não faz diferença para mim. É a primeira dela do mesmo jeito e tenho que fazer ser bom.

O olhei.- Você não gostou?

Sorri.- Você sempre sendo uma caixinha de surpresa minha linda.

— Eu achei que ia ficar aliviado por eu provavelmente não ter que sentir dor... Se soubesse não tinha falado.- Disse.

— É claro que gostei amor.- Fiz ela olhar para mim.- Mas não muda o fato de eu querer que seja bom para você de todas as formas..

— Tudo bem.- Disse.

Ia voltar a ela, mas parei.- Eu preciso tirar isso.- Terminei de tirar a minha calça.

Esperei ele.

Tirei a cueca também.- Ah, agora sim.

Sorri.- Você tem uma fama verdadeira então. Pensei que fosse ao contrário.- Brinquei.

— Do meu sucesso?- Me ajoelhei na cama e comecei a beijar a perna dela na altura do joelho indo em direção a coxa.

Me arrepiei.- Bem, geralmente quem começa o boato é a própria pessoa, então achei que só estava se gabando.

— Não me gabaria de uma mentira, sou perfeito.- Disse.

Ri.- Como é metido.

— Vai dizer que não?- Perguntei.

O olhei, fingindo analisar.- É bem satisfatório até.

— Satisfatório é?- Questionei.

— Hmm... Dá para o gasto.- Disse ainda brincando, tentando não rir.

— Acho que vou ter que mostrar minha excelência então.- Disse e tirei a calcinha dela.

Sorri.- E como?

— Você vai ver como. Acho bom essa runa de silêncio funcionar bem.- Disse.

— Vai sim. Elas são feitas para isso.- Disse.

Peguei a camisinha na calça e coloquei, Entreabri as pernas dela e me coloquei entre elas, voltando a beijar aquela boca maravilhosa.

Retribui o beijo novamente e entrelacei meus dedos no seu cabelo.

Toquei todo o seu corpo embaixo do meu. Ela se encaixava tão bem em mim que parecia ser desenhada.

O olhei e me arrepiava com suas mãos.- O que foi?

— Você... tão perfeita.- Disse.

Sorri.- Nem tanto, Jace.

— Para mim é sim.- Rocei meus lábios no pescoço dela e me ajeitei, começando a penetra-la.

Não foi muito desconfortável, mas claro que ainda era estranho porque era a primeira vez.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Você é uma delicia.- Disse a beijando e me movimentando até estar completamente dentro dela.

Retribui o beijo e envolvi minha perna na cintura dele.

Me movimentei mais rápido e senti todo o tesão acumulado se transformar em prazer; sentia que Clary era completamente minha.

Suspirei pesadamente contra seus lábios, mas sem deixar de beija-lo.

Peguei na cintura dela e a ajudei a sincronizar comigo, mostrar como era para irmos juntos.

Sorri e mexi meu quadril contra o dele, seguindo o seu ritmo.

Gemi.- Clary...

— Sim?- Questionei.

— Eu te amo.- Disse.

Sorri.- Eu te amo mais.- Beijei o maxilar dele.

Ri.- Não vamos disputar agora.

Sorri.- Ok.

A beijei de novo. Ok, sou viciado naquela boca e aumentei o ritmo, e ela me acompanhou. Ah Clary, isso vai ser muito bom.

Retribui o beijo e entrelacei meus dedos em seu cabelo, acariciando ali.

O bom é que não tínhamos que nos conter, se não alguém já teria nos escutado e teria problemas. Não, tira isso da cabeça. A ideia de ter que ficar longe dela não era algo aceitável.

Descia minhas mãos pelo abdômen dele e a outra acariciava seus cabelos.

— Você adora meu cabelo.- Disse.

— Com certeza.- Disse.

— Mais um charme meu que não resiste.- Aumentei nosso ritmo.

Gemi e suspirei pesadamente, voltando a beija-lo.

O prazer me dominava e por mais que já tivesse estado com outras mulheres com ela era mil vezes melhor. Cheguei a nos mudar de posição, mas ela se sentiu mais confortável do modo que começamos, então ficamos assim e continuei até que não pude mais evitar meu orgasmo.

Parei o beijo.- Eu te amo.

— Eu te amo para sempre.- Disse.

Apenas sorri.

Me deitei ao lado dela e sorri.- Ainda duvidando das minhas capacidades mocinha?

— Eu não estava duvidando delas, estava tirando sarro do seu aparelho reprodutor.- Ri.

— Apare... Que jeito feio de dizer. Me senti um animal.- Me virei para ela e puxei um lençol sobre nós; a noite era fria aqui.

Sorri e o beijei.- Tadinho, mas não se preocupe. Você é perfeito da cabeça aos pés.

— Agora sim.- Ri e mexi nos cabelos dela, que se ajeitou junto de mim.- Até que isso de escondido tem seu lado gostoso.

Sorri.- Tem sim.

— Mas uma hora vai acabar Clary e não vamos ter que nos esconder, prometo.- Disse.

— Eu sei amor.- Disse.

— Acho que vou adorar Londres muito mais agora.- Disse.

Ri.- Agora eu percebo que você é muito mau humorado sem sexo.

— Eu? Eu sou um amor.- Disse.

— Aham.- Disse.

— Está duvidando de mim? Estou chocado.- Disse.

— De você não e sim dos seus hormônios.- Disse.

— Com uma gostosa desfilando para mim todo dia assim, poderia me culpar?- Questionei.

Ri.- Que exagero.

— Não tem exagero nenhum.- Disse.

Sorri e ficamos conversando noite a dentro.

*****

But if you like causing trouble up in hotel rooms

And if you like having secret little rendezvous

If you like to do the things

You know that we shouldn't do

Baby, I'm perfect

Baby, I'm perfect for you

And if you like midnight driving with the windows down

And if you like going places

We can't even pronounce

If you like to do whatever you've been dreaming about

Baby, you're perfect

Baby, you're perfect

So let's start right now

*****

Dois anos se passaram desde de Londres, e não podia estar mais feliz; eu estou grávida! E de quatro meses, então decidimos que tínhamos que contar a todos de uma vez, enfrentar isso, mas para garantir decidimos nos casar. Achamos um irmão do silêncio, Zacariah, muito gente boa que ouviu nossa história e aceitou fazer nossa cerimônia. Depois de toda cerimônia e termos ido comemorar comendo uma pizza, fomos para minha casa. Jace pediu para a família dele ir para lá, que tinha que falar com todos. Respirei fundo e suspirei; eu estou nervosa, mas estava com Jace e sei que tudo vai dar certo.

Fingir querer água e chamei Clary para ir a cozinha comigo. Peguei na mão dela.- Nada pode nos separar, lembra?

— Eu sei.- Disse.

— Vocês estão bem?- Botei a mão na barriga dela.

— Sim.- Disse.

— Vamos acabar logo com isso.- Disse.

— Vamos.- Disse.

Mais do que nunca eu tinha que encarar minhas responsabilidades. Clary tinha que se sentir segura e tinha que pensar no futuro do nosso filho. Confesso que foi um choque saber que ia ser pai, mas depois daqueles anos eu só queria acabar com as mentiras e poder ser nós mesmo, e agora uma familia. Chegamos na sala e encaramos todos.

— Então, vão falar o que está rolando ou não?- Sebastian perguntou.

— Jace, o que está havendo? Para que essa reunião?- Robert questionou.

— Está tudo bem?- Izzy perguntou.

— Sim, está. Vou ser direto; Clary e eu estamos juntos.- Disse.

— Isso vocês sempre estiveram.- Valentim disse.

— Juntos em que nível?- Sebastian questionou.

— Pelo anjo.- Alec disse.

— Clary...- Jocelyn começou.

— E já nos casamos com um irmão do silêncio.- Disse.

— O QUE?!- Valentim exclamou.

— Você está pegando a minha irmã, seu maluco? Vocês são parabatais!- Sebastian exclamou.

— Casaram? Como fizeram isso? A Clave não vai permitir isso.- Robert disse.

— Ela pode fazer nossas leis, mas não podem e nem vai mandar no que sentimos. Eu amo a Clary sendo minha parabatai ou não.- Disse.

— Sim, nós nos amamos e não devemos satisfação.- Disse.

— Eu vou matar você! Confiei minha filha a você seu moleque.- Ele disse partindo para cima do garoto.

Tentei desviar, mas ele conseguiu me acertar um pouco e depois eu o segurei.- Não sou um moleque, sou o marido da sua filha.

— Valentim!- Jocelyn falou.

— Pai, para! Jace e eu estamos juntos, nos amamos e vamos ter um filho.- Disse.

— Como é? O que vocês dois estavam pensando? Jace, eu achei que seria mais responsável que isso.- Robert disse.

— A quanto tempo isso tá rolando?- Sebastian perguntou.

— Quase três anos.- Disse.

— Vocês mentiram para nós todo esse tempo?- Valentim questionou.

— Sim.- Disse.

— Jace achei que confiava em mim.- Alec disse.

— Sinto muito Alec.- E sentia mesmo, várias vezes achei que ia explodir e contar tudo.- Mas eu, nós, não podíamos arriscar em nada.

— Não Jace, não temos que pedir desculpas a ninguém. Sabemos o que eles fariam se contássemos.- Disse.

— É isso que pensa irmãzinha? Que jogaríamos vocês na fogueira e deixaríamos queimarem?- Sebastian questionou.

— Tanto faz Sebastian, não vou me fingir de arrependida, pois não estou. Pensei que ficariam felizes por nós, mas com essa reação ridícula só me comprovou que vocês não são a família que achei que tinha.- Disse.

— Também acha isso mãe?- Perguntei.

— Não sei se sou capaz de aceitar isso.- Maryse disse.

— Tudo bem. Agora vocês já sabem e podem fazer o que quiserem. Vamos Clary.- Disse.

— Vamos.- Disse.

— Vocês não vão a lugar nenhum.- Valentim disse.

— O que?- Perguntei.

— Vou ter que cobrar alguns favores para amenizar a situação.- Robert disse.

— Você acha que vai carregar minha filha por ai assim?- Valentim perguntou.

— Você não pode impedir.- Disse.

— Acha que pular as etapas vai nos fazer aceitar rápido? Nós conhecíamos o garoto amigo da nossa filha, agora como namorado é bem diferente.- Valentim disse.

— Marido.- Corrigi.

— Que seja. Nesse posto ainda tem que ganhar confiança.- Sebastian disse.

— Mas que droga!- Explodi.— Será possível que ninguém nessa sala vai ficar feliz por termos um ao outro e que estamos começando uma família com lei ou sem lei?- Olhei eles irritado.- Vocês me conhecem desde que nasci,- apontei para Valentim e Sebastian— sabem quem eu sou e não venham com isso de confiança.- E vocês, — apontei para os meus pais— deveriam estar mais felizes ainda pela minha felicidade e não preocupados com o que vão dizer, mas não precisam fingir nada mais, eu não quero que meu filho nasça num meio assim. Vamos Clary.- Como tinha soltado a mão dela para me defender, peguei novamente e a puxei dali.

Segui Jace, saindo da casa.

Eu tinha trocado a moto por um carro, não era muito seguro para ela a moto. Entramos e saímos dali. Aquele era quase o pior cenário que imaginamos e ambos estávamos chateados com os que amamos.- Olha o lado bom; eu sai vivo e você não está viúva.

Sorri.- Seria o casamento mais curto da história.

— Prefiro bater o recorde de mais longo.- Disse.

— Sim.- Suspirei.- Para onde vamos? Um hotel?

— Sim, eu reservei um de precaução.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Quanto tempo acha que vai levar para a Clave vir atrás de nós?- Perguntei.

— Não sei se vão vir. Estamos casados e com um bebê.- Disse.

— Verdade, que seja assim. Eu tenho umas economias e algumas joias que a minha avó me deu, acho que tudo dá para comprarmos uma casa.- Disse.

— E eu vou procurar emprego.- Disse.

— O que? Não. Daqui a pouco você vai estar com a barriga grande, prefiro que fique em casa.- Disse.

— Precisamos de comida, pagar as contas...- Disse.

— Vamos ver primeiro se vou ficar no Instituto. Não sei se vou aguentar ficar lá com as mesmas pessoas.- Disse.

— Você tem que ser superior, Jace.- Disse.

— Vamos só descansar no hotel, não tenho turno hoje e a partir de amanhã vejo isso.- Disse.

— Ok.- Disse.

Chegamos no hotel e nos instalamos. Deixamos a parte ruim do dia de lado e ficamos saboreando não ter que se esconder.

*****

And if you like cameras flashing every time we go out

(Oh, yeah)

And if you're looking for someone

To write your breakup songs about

Baby, I'm perfect

Baby, we're perfect

*****

POV Jace.

No outro dia me arrumei e fui para o Instituto, até porque tinha que pegar minhas coisas. Foi estranho e não estava afim de conversa ou desculpas, precisava estar ali, agora eu tinha família para sustentar. Meus planos deram certo, principalmente por minha avó nos ajudar (ela foi o único apoio que recebemos de cara), e aquilo me deixou feliz por a ter procurado e compramos a nossa casa. Eu ia para as missões normalmente, era um dos melhores do Instituto, mas sempre tinha em mente; tenho que voltar para casa. Os meses foram passando e nossos parentes foram se chegando a nós, a gravidez da Clary foi tranquila e quando menos esperava nosso garotinho veio ao mundo. Sim, temos um menino! Demos a ele o nome de William Stephen Herondele. Ah, não contei? Nessa confusão toda decidi aceitar meu nome original. Ainda amo meus pais, minha família, mas era o certo a fazer. Ser pai e um marido era diferente de tudo que já tinha feito, e fazia cada momento que tivemos que nos esconder valer a pena agora. Will era perfeito; ele era loiro como eu, mas tinha os olhos da Clary, e aquele menino me deixa louco. Clary era incrível, a amo cada dia mais e agora está decidindo se vai querer trabalhar no Instituto ou num estúdio de desenho, seja qual for eu vou apoiar. Will fez a poucos dias um ano e a pedido de todos, decidimos fazer um casamento mundano, agora com todos ao nosso redor. Arrumamos tudo e por mais que já tenha casado, estou nervoso com a cerimonia. Minha mãe insistia em ajeitar minha gravata e vi Alec vir com Will que estava com cara de choro.- O que foi?

— Ele não está deixando as meninas se arrumarem.- Alec disse.

— E te expulsaram filhote?- O peguei.

Ela sorriu.- Tadinho do bebê.

— A mamãe tá bonita Will?- Perguntei.

— Mama... ita.- Ele disse.

Ela riu.- Já está falando bem.

— Já, ele é esperto demais, quer até correr também. Chama, vovó Maryse.- Disse.

— Ó se.- Ele disse.

Ela sorriu, beijando Will na bochecha.- Mas como é fofo.

— E o tio Alec?- Questionei.

— Io...- Ele se enrolou.

— Coitado, o meu é difícil né Will?- Alec questionou.

Ele riu.

Fingi morder ele que fez foi rir mais.- É o meu gostoso. Vamos lá para fora, a Clary não deve demorar muito.

— Acho que não mesmo. Ela bateu o pé e colocou um tênis!- Ela exclamou.

Gargalhei.- Essa é a minha garota.- Saímos do quarto e fomos para fora, estávamos na casa dos pais da Clary, o casamento seria no jardim deles. Ao chegar lá já tinha várias pessoas, agora era esperar a Clary.

POV Misto. (Clary e Jace.)

Isabelle queria que eu vestisse algo sexy e salto alto, eu tive que ser mau educada e dizer para ela calar a boca que o casamento era meu e vestiria o que eu quisesse, mas pelo menos funcionou. Coloquei um vestido simples e um tênis, tudo confortável. Depois dos retoques finais e de Isabelle desemburrar a cara e ficar feliz comigo novamente, me encaminhei para o altar.

Olhei Clary e ela estava linda. Passou um filminho na minha cabeça, desde a época que vivíamos escondidos até agora e a nossa vida não podia ser mais perfeita. Ela chegou a mim e pude ouvir Will nos chamar do colo de Jocelyn. Sorri.- Está linda.

— Você que está.- Disse.

— Isso não é mais novidade.- Disse.

Ri.- Metido.

Cheguei ao ouvido dela.- E gostosa pra cacete.

Sorri.- Jace.

Ri e viramos para o juiz.

A cerimônia correu normalmente e foi muito linda sim. Era estranho casar de branco, porque para nós é dourado, mas fiz tudo como mundanos fariam. Simon estava aqui e nesses anos eu já contei tudo a ele. Ele e Izzy estão juntos, então fico feliz. Depois da cerimônia, fomos para os comes e bebes.

— Ôô.- Ele riu.

— E ai meu garoto.- Ele abraçou a filha e o neto.- Parabéns anjo.

Sorri.- Obrigada pai.

— Você está tão linda. Nem acredito que é casada com um bebê lindo já.- Ele disse.

Sorri e beijei Will.- Ele é perfeito mesmo.

— Você merece essa felicidade querida.- Ele disse.

— E o que mais quero é compartilhar com vocês.- Peguei na mão dele e sorri.

— Epa, que isso? Reuniãozinha sem mim?- Sebastian chegou junto.

— E sem a mamãe.- Procurei ela e acenei para ela vir.

Ele abraçou a esposa e chamou o fotógrafo que tirou fotos deles.- Assim que gosto; minha família unida.

— Até parece né pai?- Sebastian riu.

— Como assim?- Ela perguntou.

— Você surtou facinho com eles.- Sebastian disse.

— Deixa para lá isso Sebastian.- Ele disse.

— Ah, faltou o Jace na foto.- Disse.

— Tempo para tirar mais é o que não falta.- Sebastian disse.

— Papa.- Will chamou.

— Onde está seu pai, amor?- Olhei em volta e vi Jace, chamando ele.

Deixei a conversa com alguns caçadores e fui até eles.- Diga minha linda esposa.

— Vamos tirar uma foto.- Disse.

— Quantas você quiser.- Tirei a foto com eles, depois com meus pais e... Ah, achei.- Vó, a senhora também vai tirar foto.

— Ah querido, eu não sou da família. Não quero atrapalhar.- Ela disse.

— Claro que é. Faço questão de ter uma com a senhora.- Disse.

— Tudo bem.- Ela disse.

Tiramos e dispensamos o fotografo.- Acho que nunca agradecemos o suficiente por tudo que fez pela gente.

— Sim, você ajudou muito.- Disse.

— Que nada. Eu fiz por amor.- Ela disse.

Além da ajuda, a influência dela, do meu pai e de Valentim fizeram a Clave desistir de nos punir, mas sempre tenho um pé atrás com eles; tenho certeza que não vão esquecer de nós.- E quando quiser pode vir nos visitar.

— Claro, pode deixar.- Ela disse.

— Mama, oó?- Ele apontou.

Sorri.- Sim amor, essa é sua bisa.

— Sa.- Ele disse.

Rimos, conversamos um pouco e depois Clary e eu dançamos, até parar na mesa.- Esses casamentos dão fome.

— A festa está ótima, parabéns.- Simon disse.

— Apesar da Clary estar de tênis.- Izzy disse.

— Queria ter visto essa cena.- Disse.

— Não foi algo bonito.- Magnus disse.

— Isabelle que é metida a fashionista. Decotes não são moda.- Disse.

— Hey! São sim!- Izzy disse.

— Isso é uma discussão que vai longe e ficar para a história do casamento.- Alec disse.

— Provavelmente.- Disse.

— Imaginem como vai ser o casamento dela.- Magnus disse.

— Tá ferrado Simon.- Disse.

— Pensei de um biquíni dourado e muito brilho no meu corpo.- Ela disse.

— Biquini?- Simon questionou.

— Ah, o papai vai adorar.- Alec disse.

Ela riu.- Vai mesmo.

— Ainda não entendo o dourado.- Simon disse.

— Assim como não entendemos o branco.- Disse.

— Branco é de funeral.- Ela disse.

— Branco é de pureza e paz. Tanto que passamos o ano novo de branco.- Simon disse.

— Continua sendo mórbido.- Ela disse.

— Vocês não vão chegar a um acordo e essa tabela de cores não vai se entender.- Magnus disse.

Ri. Eu sabia que Alec seria diferente, mas fiquei surpreso quando ele me contou sobre Magnus. Foi mais um teste pra nossa família, mas dessa vez pelo menos eu e a Izzy ficamos sempre ao lado dele. Agora meu pai já aceita eles melhor, e eles estão super felizes.

— Então Simon, com tudo isso, quando pretende fazer o pedido?- Alec perguntou.

Ele se engasgou.- Oi?

— Deixem ele. A gente nem chegou no passo dois da relação.- Ela disse.

— Passo dois?- Perguntei.

— Sim.- Ela disse.

— O que seria passo dois?- Alec perguntou.

— Vocês são tão inocentes.- Sebastian sentou junto dos amigos.

— Mas eu não estou com pressa. Simon é o cara perfeito para mim, então quero aproveitar cada fase.- Ela sorriu e beijou ele.- Ele que deve estar com pressa, mas...

— Traduzindo; estão no 0x0 ainda.- Sebastian disse.

— Que continuem assim.- Disse.

— Você é o que menos pode falar disso Jace.- Sebastian disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque ele pulou tudo e já apareceu com você grávida, então não pode exigir muito do Simon.- Sebastian disse.

— Ah sim.- Disse.

Ri e a conversa mudou de rumo porque o Simon começou a parecer um tomate. Nossa festa foi incrível e Clary fez tudo que queria fazer como uma noiva mundana. Era tarde quando nos demos por satisfeitos e cansados também. Pegamos o Will e fomos para casa. Não íamos ter lua de mel como os mundanos fazem, afinal foram duas festas grandes em seguida, meu orçamento não era tanto assim. Chegamos em casa e Clary foi dar banho no Will, mas ela estava demorando demais.- O que foi?- Perguntei, entrando no quarto dele.

— Essa coisa loira fazendo manha no banho e não deixando eu lavar ele. E ele quer dormir com nós.- Disse.

— Com a gente? Hoje?- Questionei.

— Mimi papa.- Ele disse choroso.

Mordi meu lábio.- Eu não vou conseguir deixa-lo assim.

— Tem que terminar o banho primeiro Will, depois comer um pouquinho, aí vai dormir.- Cheguei no ouvido dela.- Duvido ele resistir a essa combinação.

Ri.- Você é maléfico.

— Nem eu resisto a ela.- Disse com a mão na bunda dela.

— Jace!- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Will está aqui.- Disse.

— Eu sei.- Sorri para ele.- Deixa a mamãe terminar o banho, deixa.

Sorri e continuei o banho.

Ele deixou ela terminar e depois de o vestir, deu de mamar a ele, mas mesmo quando acabou, ele estava acordado ainda.- Dá onde você tirou esse pique baixinho?

— Do pai.- Disse.

— Então vem cá mocinho.- Peguei ele no colo.- Vamos fazer você dormir.

Sorri.- Vou tomando banho.- Fui para o banheiro.

Fiquei com ele no meu colo na cama e ele estava tão cansado que não resistiu à um pouco do meu ninar. Botei ele no berço e voltei ao quarto.

Saia do banheiro.- Graças aos meus tênis, meus pés estão sem bolhas e descansados.

— Acho que se tivesse de salto não seria tão você.- Disse.

— Não seria eu de jeito nenhum.- Disse.

— Assim como só você para ficar melhor que eu nessa camisa.- Disse indo até ela.

Sorri.- Isso foi o mais sexy que pude ir sem comprometer minha integridade.

— Sua integridade?- Perguntei.

— É. Lingeries e camisolas são para mulheres desesperadas por elogios. E são coisas fúteis para se gastar dinheiro e na real; nada sexy.- Disse.

— Nossa, que opinião.- Disse.

— Pensei que fosse a sua também.- Disse.

— Como eu prefiro é sem nada; nem me importo.- Beijei o pescoço dela.

Sorri.- Que bom.

— Assim como eu pensei em você o dia todo.- Disse.

— Pensou?- Questionei.

— Sim. Aquele vestido então; estava louco para tirá-lo.- Disse.

— Jonathan Herondale, você é o homem mais tarado que eu já conheci. Ontem mesmo transamos e você passou o dia pensando nisso?- Questionei divertida e lhe dando um beijo.

— Fazer o que? Você é irresistível.- Disse.

Ri e o beijei.

Retribui o beijo dela e agora eu era muito mais forte, e a pegava no colo facilmente.

Envolvi meus braços em seu pescoço e acariciava seus cabelos.

A levei para a cama rapidamente e nos deitei, ficando por cima dela.

Envolvi minha perna na sua cintura, mantendo-nos juntos.

Coloquei a mão por dentro da blusa e a suspendi. Ela me ajudou a tira-la. Depois da gravidez Clary ficou com mais curvas, e se possível, mais gostosa.

Voltei a beija-lo e acariciava seus cabelos.

— Não devíamos silenciar o quarto? Por segurança?- Questionei.

— Não, temos que escutar o Will.- Disse.

— Porque eu fui ter um filho de sono leve?- Ri e beijei entre os seios dela.

Sorri.- E pelo amor de Deus, cuidado com o leite.

— Eu sei, mas sinto falta deles.- Depois que o Will nasceu fiquei restrito a me deliciar dos peitos dela, só beijos suaves.

Sorri.- Parece um bebê pidão.

— Um ano Clary.- Disse.

— Tem que agradecer por seu filho ter uma mãe com bastante leite.- Disse.

— Por isso ele tá pesado.- Disse.

Ri.- Provavelmente.

— Chega de falar de bebês.- Voltei a beijar ela. As coisas mudaram um pouco no sexo esse ano, com tantas restrições e interrupções, mas eu não reclamo; faz parte de sermos uma família e não só nós dois. Só que quando temos tempo cada orgasmo é melhor que o anterior.

Retribui o beijo novamente.

Minha mão apertou pela cintura dela enquanto a outra pegava no peito de leve, mas quando fui provocar nos mamilos ela gemeu diferente.- Os dentes de novo?- Perguntei contra os lábios dela.

— Sim, está dolorido.- Disse.

— Tadinha.- Beijei ali suavemente.

— Hmm... melhor sem tocar.- Disse.

— Isso é maldade com nós dois.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Qualquer coisa me avisa.- Tirei a calcinha dela, depois minha calça e cueca. Me deitei com mais cuidado sobre ela, espalhando toques pelo corpo dela. Sabia bem onde ela gostava.

Me arrepiei e descia minhas mãos pelas costas dele.

Eu tinha várias cicatrizes por causas das missões,f ora as runas pelo corpo, mas Clary não se importava com elas e ficava feliz com isso; elas fazem parte de quem sou.

Parei o beijo e o olhei, divertida.- Você vai ficar parado amor? Sabe que temos um bebê que pode acordar a qualquer momento e teremos que parar seja em qual estágio estivermos né?

— Pelo anjo que essa minha esposa está muito apressada.- Disse.

— Eu não estou apressada; por mim ficamos em beijos e caricias por horas se quiser, só que se o Will acorda no meio da ação, quem fica de mau humor é você e de cara emburrada a noite toda. Meu lado maternal não me deixa ter mau humor. Esse é o lado bom.- Sorri.

— Ok, ok.- Disse cedendo ao nosso pouco tempo e entrei nela. A sorte era que só de estar com ela e saber que ela seria minha já me excitava completamente.

Ri.- Sabe que eu adoro nossa relação? Nos amamos, somos amantes, mas continuamos amigos e parabatais. Eu posso mexer com você, tirar sarro e você sabe que é brincadeira.

Suspirei.- Brincadeira?

— Sim, quando brincamos um com o outro.- Disse

— Isso sempre amor.- A beijei. Sem demora estava completamente dentro dela. Era delicioso que até essa parte dela se encaixa perfeitamente comigo.

Gemi contra os lábios dele, mas sem deixar de beija-lo.

Nos rolei, deixando a gente de lado, assim eu podia tocá-la melhor, e o fiz pelas costas dela com as pontas dos dedos e a senti se arrepiar com isso.

Uma das minha mãos descia pelo seu abdômen e a outra pelo braço dele que me envolvia.

Gemi ao toque dela e aumentei o ritmo. Cada vez que estava completamente dentro dela, o prazer se espalhava pelo corpo e me fazia querer mais ela.

Desci meus lábios pelo maxilar dele e minha mão por suas costas.

— Clary...- Gemia, mas sem fazer escândalo.- Parece que até estamos escondidos de novo.

Ri.- De um bebê.

— Pois é.- Disse rindo.

Apenas sorri.

A beijei e ri. Voltamos a posição anterior, eu não resistia em estar assim com ela.

Gemi e suspirei pesadamente, deslizando minha perna na sua cintura e mexendo meu quadril contra o dele.

— Isso amor, geme para mim.- Disse.

Sorri e desci meus lábios pelo pescoço dele.

Suspirei e senti o prazer aumentar, logo gozaria. Eu gostava de dar isso a Clary também e sempre que ela se deixava levar, levava ela ao orgasmo também.

O beijei novamente e entrelacei meus dedos sem seu cabelo. Minha mão descia pelas suas costas.

Ela ainda conseguia me excitar mais, o que me jogou num orgasmo iminente. Peguei uma de sua mãos e entrelacei na minha enquanto a outra mantinha sua cintura firme comigo. A olhei.- Eu te amo.

— Eu também te amo.- Disse.

A beijei e nos deixei levar até um orgasmo delicioso.

Lhe dei um selinho.

— Você é incrível sempre.- Disse.

— Não exagera.- Disse.

Ri e deitei ao lado dela, tomando folego.- É sim.

— Não vou discutir.- Disse.

— Ótimo.- Disse.

Sorri e me ajeitei na cama, puxando o cobertor sobre nós.

— Essa noite lua de mel está bem melhor que a primeira que estávamos nervosos pelo que íamos fazer.- Disse.

— Com certeza.- Disse.

— Gostou de casar com todos ao nosso redor?- Mexia no cabelo dela que havia crescido bastante, estava quase na cintura. Eu brincava que ia fazer uma peruca dele.

— Claro que sim e você?- Perguntei.

— Adorei os dois. O pelo qual nos unimos, como no nosso mundo um casal se uni.- Toquei a runa dela do casamento.- E no qual compartilhamos isso com todos. Sem medo e sem esconder, somente sendo nós.- Beijei a aliança dela.

Sorri.- Sim. Os dois foram perfeitos.

— Pizza ou banquete.- Disse.

— Acho que a pizza ainda ganha.- Ri.

A beijei rápido.- Até no mundo mundano você é minha agora.

— Completamente.- Disse.

Não resistir de a beijar, até que um choro conhecido invadiu os nossos ouvidos. Ri.

— Vou pega-lo.- Coloquei a camisa e fui até o quarto de Will, voltando com ele em seguida.

No tempo que ela foi lá, me levantei e me molhei rápido, e me vesti. Quando voltei meu garoto ainda chorava mesmo estando na nossa cama.- O que foi Will?

— Que foi amor?- Perguntei.

— Mama.- Ele escondia o rosto no pescoço dela.

Me deitei e ela veio para mais perto de mim.- Será que foi um pesadelo? Criança pequena tem?

— Devem ter né?- Acariciava os cabelos de Will.- Está tudo bem meu amor.

— Ei garotão, já passou.- Mexi com ele, o coitado ficou até vermelho.- Já imaginou a gente com uns três desse?

— Ah, ia ser fofo.- Disse.

— Fofos sim, mas iam deixar a gente doido.- Disse.

— Isso é.- Disse.

Ela tinha trago um brinquedo dele e brinquei com ele que parecia se acalmar.- Não achava que ia ter tudo isso tão cedo.

— Nem eu, mas não poderia ser mais feliz.- Disse.

— Não mesmo, mas parece que você sabia. Lembra quando ficava irritado por ter que nos separar, fingir que não estávamos juntos e você me acalmava de explodir? Dizia que um dia íamos ficar bem.- Disse.

Sorri.- E ficamos.

— Mais do que bem.- Beijei Will na bochecha e sequei ela.- Acho que passou.

— Sim, foi só um susto.- Coloquei ele sentado no nosso meio.

— Papa ati?- Ele perguntou.

Sorri.- Vai sim querido, vai ficar aqui. E se alguma coisa de ruim mexer com meu bebê, papai protege.- Ele me olhou de um jeito que jurei que entendia.

— Só a mamãe não dá? Fiquei magoada.- Fiz bico.

— A mamãe daria conta fácil.- Beijei ela.- Já tem ideia do que vai escolher?

Olhei Will e suspirei.- Eu amo ser caçadora, mas não sei se estou pronta para me arriscar e ter nem que seja 1% de chances de não voltar para casa.

— Eu sei e só de pensar em você ir também, me dá um gelo no coração. Nosso filho precisa de você.- Disse.

— E de você.- Disse.

— Eu penso nisso sempre. Você poderia trabalhar interna.- Disse.

— Vou pensar nisso.- Disse.

— Sim, não é assunto para hoje. Vamos dormir né mocinho? Está tarde para você estar acordado.- Disse.

— Vamos mesmo. Estou cansada já.- Ajeitei Will na cama e me ajeitei também.

— Sorte sua então ele ter vindo para cá.- Disse.

— Você é um tarado mesmo.- Disse.

Me ajeitei, passando o braço em volta dos dois. Fiz um carinho no Will e depois beijei ela.- Eu sou perfeito amor.

*****

But if you like causing trouble up in hotel rooms

And if you like having secret little rendezvous

If you like to do the things

You know that we shouldn't do

Baby, I'm perfect

Baby, I'm perfect for you

And if you like midnight driving with the windows down

And if you like going places

We can't even pronounce

If you like to do whatever you've been dreaming about

Baby, you're perfect

Baby, you're perfect

So let's start right now

*****

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! :3 Muitos pedidos desse casal e espero que tenham gostado :3 Se erramos em alguma coisa da mitologia de The Mortal Instruments, peço perdão... faz um tempinho que lemos os livros, mas creio que não. Aqui o trecho da próxima musica: Everything that you've ever dreamed of Disappearing when you wake up But there's nothing to be afraid of Even when the night changes It will never change me and you Sabem qual é? Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)