Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Bem, vamos ao capítulo...

Going out tonight
Changes into something red
Her mother doesn't like that kind of dress
Everything she never had, she's showing off

*****

POV Stefan.

O avião pousou suavemente e eu olhei pela janela; Nova York, a quanto tempo não venho aqui. Olhei Elena ao meu lado e via no olhar dela exatamente o mesmo que eu; esperança. Nenhum de nós aceitou o fato de que Damon e Bonnie tinham morrido, mas que algo aconteceu a eles e durante esses meses buscamos formas de descobrir mais disso, o que nos trouxe até aqui .Quando vivia por esses lados, ouvia falar várias vezes de um tal Alto Feiticeiro do Brooklyn e decidimos vir olhar se era tudo verdade. Pegamos as malas e fomos para um hotel, eu arcava com tudo e não me importava com isso. Deixamos as malas nos quartos, tomamos um banho e saímos a procura de informações. Demorei, mas ouvi algo, uma festa. Seria a chance perfeita. Voltei ao carro que aluguei onde Elena me esperava.- Acho que consegui algo.

— O que?- Ela perguntou.

— Vai ter uma festa, do tal cara. Só precisamos entrar.- Disse.

— Se ele for bom mesmo, não vai ser fácil.- Ela disse.

— Sim, o endereço é fácil. O que é estranho.- Disse.

— Sim.- Ela disse.

— Vai ver ele é um daqueles estranhos, cheio de colares e anéis.- Disse.

— Porque diz isso?- Ela questionou.

Dei os ombros.- Não sei, só tentando nos distrair.

— Ah sim.- Ela disse.

— Sou horrível nisso.- Disse.

Ela sorriu.- Não é não.

— Sou sim.- Disse.

— Não é não. Quem foi que me levou para andar de moto quando eu virei vampira? Quem me levou no topo de uma roda gigante ou quem me fez desabafar em cima de uma montanha tudo que eu sentia? Ou quem, no seu jeito mais fofo e altruísta reuniu três amigas? Simplesmente para uma apoiar a outra? Ou nos ensaios para os bailes...- Ela sorri.- Você sempre foi o melhor de todos nós de fazer os outros se sentirem bem. Pergunte a qualquer um.

— Ok, assim eu fico com vergonha.- Disse.

— Stefan, você com vergonha? Isso não cola comigo.- Ela disse.

— Não posso é?- Questionei.

— Não.- Ela disse.

— Pobre de mim. Nem tentar ser um cara timido posso.- Disse tentando não rir.

Ela riu.- Não mesmo.

— Então, você tem roupa para ir nessa festa?- Questionei.

— Tenho as minhas, mas tenho a impressão que terei que ir com a minha versão Katherine e não eu.- Ela disse.

— O que vai me dar trabalho.- Disse.

— Porque?- Ela perguntou.

— Manter os caras longe de você.- Disse.

— Você nunca teve problemas com isso antes.- Ela disse.

— Eu era seu namorado, agora sou seu cunhado.- Disse.

— Exatamente.- Ela disse.

— De alguma maneira é diferente.- Sim, eu meio que tinha essa tarefa, algo que eu quis assumir; cuidar da Elena. Sei que onde estiver Damon está contando comigo para isso, e não vou desaponta-lo.

— Bem, tudo bem. Já estou mais do que acostumada com você cuidando de mim.- Ela disse.

— Eu gosto disso.- Disse.

Ela apenas sorriu.

Dirigi pela cidade, voltando ao hotel e cada um foi para o seu quarto. Suspirei, separando uma roupa dessa vez tinha que dar certo, senão não tinha mais ideias para a busca sem começar a enlouquecer. Me alimentei com umas bolsas de sangue que tinha trago e depois me arrumei. Saímos a noite já e fomos no endereço que consegui, tinha algumas pessoas bem diferentes ali. Entramos no meio de um grupo e conseguimos passar pela entrada quando me dei conta estava num salão completamente lotado, decorado e bem animado pelo visto.- Não era bem assim que eu imaginava.

— Imaginava como?- Ela perguntou.

— Sei lá, gente velha?- Ri.- Vamos nos misturar.

— Vamos.- Ela disse.

Fiquei de olho por onde ela ia e eu andei pela festa também. Tinha alguma coisa estranha ali e aquelas pessoas pareciam diferente, sei lá. Peguei uma bebida e enquanto olhava um grupo curioso de meninas, esbarrei em uma garota sem querer. Olhei e era uma morena, no mínimo linda. Tinha cabelos compridos e ondulados, várias tatuagens pelo corpo. Caramba que corpo. O vestido colado dela mostrava que ela era super gostosa, se eu tivesse um pouco de tempo até arriscaria dar em cima dela.- Desculpa.

POV Misto. (Stefan e Isabelle.)

— Tudo bem.- Disse.

— Não te sujei né?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Posso te perguntar uma coisa?- Questionei.

— Hmm... Pode.- Disse.

— Você conhece o cara que tá dando a festa?- Perguntei.

— Hmm... Claro.- O olhei.- Você não conhece? Magnus só convida quem ele confia.

— Vim com um amigo e o perdi por ai.- Disse.

— Aham, sei.- Disse.

— Então pode me mostra-lo?- Cheguei mais perto dela.

— Não. Não confio em você.- Disse.

— Porque não?- Perguntei.

— Porque não.- Disse.

— E o que posso fazer para mudar isso?- Perguntei.

— O que você é?- Perguntei.

Hã? Ela não poderia saber assim tão fácil que eu não era humano.- Como assim?

— Vampiro, lobisomem, fada, feiticeiro... Mundano você não é porque se não nem estaria aqui e shadowhunter também não porque não tem marcas... Então só pode ser um desses três. Se bem que você não parece uma fada.- Disse.

— Fada?- Sorri.- Acho que você bebeu demais. Fadas não existem.

— Existe sim.- Acenei para Meliorn e sorri.

— Que... orelhas são aquelas?- O cara tinha as orelhas finas e pontudas.- Ah, ótima a fantasia dele.

Me aproximei dele e o peguei pelo colarinho da camisa.- Quem você é? Não está passando no meu teste.

— Hmm... então tem um teste.- Disse.

— Claro.- Disse.

— Acho que estou entendendo porque essa festa me parece estranha.- Olhei ao redor, era melhor suavizar as coisas.- Vampiro.

O larguei.- Porque não é pálido então? Presas. Agora.

— E o que é você? Não sinto cheiro de lobo, nem tem aquelas orelhas.- Disse.

— Shadowhunter.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Não se finja de burro.- Disse.

— Eu não faço ideia do que está falando.- Disse.

Franzi o cenho, o peguei novamente pelo colarinho e o arrastei para onde estava todo mundo.- Quem é esse cara, Magnus?

— O que está havendo Isabelle?- Magnus perguntou.

— Esse cara chegou perguntando por você, não te conhece, é um vampiro e não sabe sobre nós.- Disse.

— Izzy, não precisa surtar. Nem todos nos conhecem. Eu nem sabia o que eu era.- Clary disse.

— Hmm... Você é o Magnus. Posso conversar com você?- Olhei da Isabelle que me segurava para a ruiva ao lado dela, chegando no cara com uma roupa no mínimo chamativa.

— Eles são meus amigos, o que quer falar comigo que invadiu minha festa vampiro? Qual o seu nome?- Magnus perguntou.

— Stefan.- Disse.

— Se você me contasse as coisas, talvez pudesse te ajudar a lembrar.- Alec murmurou irritado.

— Eu não conheço ele Alec. Conheço?- Magnus perguntou.

— Não.- Disse.

— Ele não parece fazer seu tipo mesmo.- Simon disse.

Magnus suspirou.- Fale de uma vez.

— Eu e a minha amiga...- Olhei ao redor, procurando a Elena.- Queríamos saber se conseguiria localizar duas pessoas para gente.

Jace chegava junto deles.- O que está havendo?

— Meu Deus, mais tatuados? Vocês fizeram combinando?- Algumas eu podia ver que todos tinham.

— Não somos tatuados. São runas, vampiro burro.- Alec se levantou, indo até ele.- Melhor levarmos ele para a Clave.

— Clave? Runa? Afinal o que é isso que vocês são?- Perguntei.

— Antes, você veio a pessoa errada, setor de buscas é com o seu líder ou a policia.- Magnus disse.

— Não tenho líder. E o que procuro provavelmente não está nessa dimensão do mundo.- Disse.

Ri.- Ok, meu Deus. Vampiro, não salvamos vampiros. Temos os Acordos, mas não vamos nos arriscar para salvar sanguessugas, sem ofensas Simon.

— Tudo bem. Sei que sou diferente.- Ele sorriu.

Sorri.- Temos coisas maiores para fazer, como encontrar o Valentim e mata-lo.

— Você diz que é vampiro, mas não parece com o que conhecemos. E nem conhece o mundo em que vivemos.- Ele se sentou melhor.- Acho que temos um novo achado aqui.- Ele disse sorrindo.

— Era o que faltava agora.- Jace disse.

— Pelo menos dá para conversar com você.- Disse.

Suspirei.- Então vamos deixa-lo com você Magnus. Você sabe se cuidar. Vamos.

— Vamos.- Clary disse.

— Ótimo, estou com sede.- Simon disse.

— Jace pode te alimentar. Ele adora fazer isso.- Alec disse.

— Muita gracinha Alec. Poderia experimentar se alimentar dele Simon.- Jace disse.

— Não mesmo, quero ele com essa pele intacta.- Magnus disse.

Tentei não rir e acabei olhando a morena, Isabelle. Pude ver melhor ela e o que ela tinha de brava, tinha de linda.

— Nós temos que ir. Nossa mãe vai nos matar.- Disse.

— Eu sou maior de idade. Vocês dois que são bebês ainda.- Alec disse.

— Sua mãe sabe disso que vocês são?- Questionei.

— Hã... óbvio. Ela é também.- Disse.

— A minha não sabe... Quer dizer, ela sabe, mas tiveram que apagar a memória dela. Ela fez um reza braba me expulsando de casa. Isso não vem ao caso.- Simon disse.

— Isso é normal, todo mundo já passou por isso.- Jace disse.

— Por mais vezes que gostaria.- Disse.

— Estão vendo? Já estão achando coisas em comum.- Magnus disse.

— O que está falando Jace? Você nunca passou. Você não é um vampiro.- Disse.

— Minha, nossa mãe, já me expulsou.- Jace disse.

— Não foi bem por querer.- Disse.

— Mas a nossa não.- Clary disse.

— Então Magnus, você pode ajudar ou não?- Perguntei.

— Olha, procurar pessoas não é meu interesse, mas sua espécie despertou minha curiosidade. Então eu posso ver o que é possível fazer. Claro, você me pagando e você me fala mais desse tipo de vampiro.- Magnus disse.

— Claro.- Sorri. Já era um começo.

— Podemos ir? Tenho que falar com o Raphael para me conseguir sangue.- Simon disse.

— Vamos.- Disse.

— Eu te levo lá.- Clary disse.

— Eu vou junto.- Disse.

— Alguém pega sangue para você?- Perguntei.

— Claro.- Simon disse.

— Você ataca as pessoas por ai?- Jace perguntou.

— O que? Não, eu me alimento por bolsas.- Era melhor deixar os detalhes da minha dieta fora de questão.- Ou de animais.

— Ah sim.- Simon disse.

— De animais, eca.- Jace disse.

— Não é bom, mas alivia a sede.- Disse.

— Eu ofereci alimenta-lo, mas ele não quer.- Clary disse.

— É complicado.- Disse.

— Simon, arrumaram um amigo para você.- Jace disse.

— Não gosto de vampiros, sem ofensas.- Simon disse.

— Quantos anos você tem?- Magnus perguntou.

— 17.- Disse.

— E de verdade?- Magnus perguntou.

— 169.- Disse.

— Nossa.- Simon disse.

Olhei e vi Elena, a chamei.- Essa é a minha amiga Elena.

— Hey.- Elena disse.

— Olá, eu sou Magnus.- Magnus disse.

— Boa noite. Você também é uma vampira?- Jace questionou.

— Sim.- Elena disse.

— E isso não afetou em nada a sua beleza.- Magnus disse.

— Amiga.- Jace riu.- Sua namorada.

— Não somos namorados. Já fomos, mas não mais.- Elena disse.

— Nossa.- Magnus disse.

— Ela é minha cunhada agora.- Disse.

— Como? Nossa.- Jace disse.

— Sim.- Elena disse.

— É complicado.- Disse.

— A vida de vocês é bem agitada.- Magnus disse.

— Você não faz ideia.- Disse.

— Sim.- Elena disse.

— Tudo bem então, me procure amanhã a noite.- Magnus disse.

— Noite? Não pode ser mais cedo?- Questionei.

— Porque?- Elena perguntou.

— Quanto antes o fizermos melhor.- Disse.

— Não estamos em posição de apressa-lo, Stefan.- Elena disse.

— Exatamente.- Magnus disse.

— Pelo dia? Como vocês viriam no Sol?- Jace questionou.

— Não podemos falar.- Elena disse.

— Porque não?- Jace perguntou.

— Porque não.- Disse.

— Vampiros que andam no sol; fiquei mais fascinado ainda.- Magnus disse.

— Stefan, vamos embora?- Elena perguntou.

— Tão cedo? Podiam falar mais.- Magnus disse.

— Falaremos amanhã.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Ok.- Ele fez aparecer um cartão.- Quando estiverem vindo, me avisem.

— Ok.- Disse.

Peguei o cartão.- Obrigado.

Ele sorriu.

— Boa noite.- Peguei, saindo dali e acabou que o grupinho deles pegou o mesmo elevador que nós.

— Alguma ideia de como achar o Valentim?- Clary questionou.

— Ele vai querer pegar você e o Jace, não? Isso é perigoso.- Simon disse.

— Ele pode tentar, mas acho que não virá tão rápido.- Jace disse.

— Conseguiu falar com a Caroline?- Questionei.

— Sim.- Elena disse.

— Está tudo bem por lá?- Perguntei.

— Está.- Elena disse.

— Você está perdendo suas aulas na Universidade.- Disse.

Jace os olhou.- Vocês vão a Universidade?

— Eu vou. Stefan já fez umas quinhentas.- Elena disse.

— Nem tantas, não fiquei estudando o tempo todo.- Disse.

— Eu sei.- Ela disse.

— Vocês não são mesmo vampiros normais.- Jace disse.

— Ou vocês que são estranhos.- Disse.

— Bem provável.- Clary disse.

— E quem são vocês?- Perguntei.

— Jace.- Jace disse.

— Clary.- Ela disse.

— Isabelle.- Disse.

— Simon.- Ele disse.

— Vocês são dá onde?- Jace perguntou.

— Virginia.- Disse.

— O instituto de lá nunca avisou sobre vampiros diferentes.- Disse.

— Eu conheço muita gente como nós, alguns bem poderosos e ninguém nunca ouviu falar sobre vocês.- Disse.

— Bom para vocês.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque sim.- Disse.

— Afinal o que é isso que vocês são?- Questionei.

— Somos Nephilin. É até engraçado vocês não ficarem loucos com o nosso cheiro.- Clary disse.

— Acho que só os vampiros como eu.- Simon disse.

— Nephilin tipo os dos livros?- Questionei.

— Depende dos livros que você lê.- Disse.

— Vocês são filhos de anjos com humanos?- Questionei.

— O que? Não.- O elevador parou e saímos.

— Então o que?- Perguntei.

— Longa história.- Clary disse.

— Longa até demais.- Jace disse.

— Pois é.- Disse.

— Vocês parecem ter bastante história também.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Vocês não falaram de quem estão atrás.- Jace disse.

— Jace, deixa disso. O assunto deles é com o Magnus, vamos embora.- Clary disse.

— Não sabemos nada deles. Vai que é algum demônio e eles estão fingindo.- Jace disse.

— Demônios? Olha, eu conheço algumas pessoas que poderiam ser chamadas assim, mas não sei de demônio nenhum.- Disse.

— Stefan, vamos. Não podemos confiar em qualquer um.- Elena disse.

— Vocês estranhos aparecem na nossa cidade e ainda desconfiam de nós?- Jace questionou.

— Vamos Stefan.- Ela saiu andando.

— Bem, boa noite.- Me despedi deles e fui atrás de Elena.- O que houve?

— Eu que pergunto. Você fica dando papo para desconhecidos.- Ela disse.

— Eles vão nos ajudar, não quero motivos para brigas. Fora que fiquei curioso, você não?- Questionei.

— Não. Já tenho cota suficiente de sobrenaturais na minha vida.- Ela disse.

— Vem dizer isso para mim?- Questionei.

— Não entendi.- Ela disse.

— Sobre sobrenaturais na vida.- Disse.

— Ah sim.- Ela disse.

Suspirei.- Não quero dar motivos ao Magnus para desistir. Enfrentar os amigos dele não seria uma boa ideia. Não podemos perder essa chance.

— Eu sei.- Ela disse.

— Vamos, vou te levar ao hotel.- Disse.

— E você?- Ela questionou.

— Preciso dar uma volta.- Disse.

— Bem, eu vou sozinha então. Sei me cuidar.- Ela disse.

— Eu levo você.- Disse.

— Não precisa.- Ela disse.

— Vamos.- Disse mais sério e a levei. Depois de a deixar, sai andando e cheguei no Central Park. Eu tentava não pensar em como tudo aquilo era minha culpa; Damon e Bonnie estavam sei lá onde por minha culpa. Se eu não tivesse sido burro em morrer daquele jeito, nada disso tinha acontecido e estaríamos vivendo a nossa vida. Via a tristeza da Elena por vezes, ela tentando ser forte e aquilo era um lembrete do que eu causei, por isso eu não ia desistir. E se tiver que ficar amigo desses Shadowhunters para ter isso, eu iria ficar. Se bem que daquela Isabelle, não seria muito difícil... Não, não tenho tempo para pensar nisso, não até conseguir meu objetivo.

Alguns dias passaram e hoje fui na casa de Magnus procurar o Alec. Quando cheguei lá, os dois desconhecidos estavam lá e Alec tinha saído, então fiquei o esperando.

Eu estava começando a me irritar. Magnus parecia mais interessado em saber sobre nosso tipo de vampirismo do que ajudar, e acabamos discutindo. Sai andando pelo apartamento, e encontrando a Isabelle sentada.- Ele é sempre assim?

— Quando ele não se interessa é.- Disse.

— Então o que? Ele está nos usando para ter mais uma história interessante? E o que queremos?- Questionei.

Dei de ombros.- Deviam cair na real. Morto é morto e ponto. Isso é só idiotice.

— Eles não estão mortos.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Não podem. Todos nós voltamos, eles ainda devem estar lá.- Me sentei no mesmo sofá que ela.- Tem que estar.

— Tudo bem.- Disse.

— Você tem irmãos. Se algo tivesse acontecido com eles por sua causa, não esgotaria todas as possibilidades?- Perguntei.

— Antes deles morrerem.- Disse.

— Vocês não lidam com isso não é? Morte?- Questionei.

— Toda a hora.- Disse.

— Você já morreu? Alguém que você ama já morreu bem na sua frente?- Questionei.

Ri.- Que pergunta bem besta, se eu tivesse morrido, não estaria aqui.

— Que bom, porque eu já. Nessa ultima vez eu achei que tinha morrido de vez, mas Damon não desistiu e junto com a Bonnie conseguiram um jeito de me trazer de volta e alguns amigos nossos, mas eles mesmo não conseguiram voltar e agora estão perdidos em algum lugar. Eu não posso abandonar eles agora.- Disse.

— Hmm... Tudo bem então. Que bom que o mundo de vocês é tão fácil.- Disse.

— Fácil?- Questionei.

— Se as pessoas podem morrer e voltar, é muito fácil. Aqui a gente aceita e segue em frente.- Disse.

— Se pudesse ser assim com todos, seria mesmo muito bom, mas você é em parte humana, tem todos os benefícios disso.- Disse.

— Eu não sou mundana.- Disse.

— Você tem uma eternidade para viver?- Perguntei.

— Não e nem você querido. Se eu quiser eu te mato.- Disse.

— Ah é? E como?- Me virei para ela.

— Sol, arranco a cabeça...- Disse.

— Errou a primeira.- Disse.

Sorri.- Arranco seu anel e te queimo no sol. Sei reconhecer magia vendo uma.

— E quem te garante que é só isso?- Perguntei.

— Vampiro é vampiro. Vocês são demônios que não suportam a luz.- Disse.

Sorri.- Você é boa nisso Isabelle.

— Eu sei.- Disse.

— Pelo menos vocês não são como uns caçadores que encontramos a um tempo atrás.- Disse.

— Temos os Acordos para seguir.- Disse.

— Eu gosto da ideia. Talvez tente algo assim em Mystic Falls.- Disse.

— Boa sorte.- Disse.

— Ah, eu precisaria. Lá já teve um conselho por mais de um século, mas quando os filhos dos próprios fundadores estavam no meio dos caçados, houve um certo conflito de interesses.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— E vocês? O que acontece se alguém for transformado?- Questionei.

— Morremos.- Disse.

— Sério?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Imagino então como deve ser tenso. Mas os de vocês não se transformam como nós.- Disse.

— Não sei.- Disse.

— Nós temos que morrer com sangue de vampiro no corpo e depois beber sangue para completar a transição.- Disse.

— Bem mais simples.- Disse.

— E vocês Shadowhunters vivem nessa vida desde cedo?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Nossa. E você sempre quis viver assim?- Questionei.

— Porque quer saber?- Perguntei.

— Porque você é linda e nem sempre seguimos o caminho que desejamos.- Disse.

— Ah sim, sei.- Disse.

— Você ainda não acredita em mim, não é?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Você é uma garota difícil Isabelle.- Disse.

— Só para quem eu não conheço.- Disse.

— E como estou na sua lista de demônios...- Disse.

— Não, é porque eu não te conheço.- Disse.

— Ah sim.- Meu Deus, eu estava mesmo falando essas coisas para ela? Ela deve estar achando que estou dando em cima dela. E ainda a chamei de linda!— Desculpa por eu estar falando sem parar.

— Tudo bem. Você não parece uma pessoa má.- Disse.

— E nem você tão séria.- Disse.

— Eu não sou séria.- Disse.

— Não, imagina.- Disse.

— Não sou.- Disse.

— Bem, você parece muita coisa.- Disse.

— Tipo?- Questionei.

A olhei.- Você parece que adora dançar e não dispensa uma festa. Você adora o seu trabalho e adora estar linda por ai.

— Existe alguém que não gosta de estar linda?- Questionei.

— Sempre tem alguém.- Sorri.- Você parece minha amiga Caroline, com certeza ela ia concordar com você.

— Bem, sua amiga com certeza é mais bonita em mais partes. Meu trabalho faz com que minhas mãos não sejam nada delicadas, unhas muito curtas e mãos toda detonadas.- Disse.

— Deixa eu ver.- Disse.

Mostrei a ele.

Peguei a mão dela. Tinha algumas cicatrizes, as tatuagens dela se estendiam até ali, mas tudo parecia se encaixar perfeitamente bem nela.- Só estou vendo mãos de uma ótima caçadora. Isso as faz bonitas.

— Sei. Segundo Jace tenho mãos de homem.- Ri.- Mas não me importo. Até porque se fosse diferente, era perigoso minha mãe cortar elas por falta de utilidade.

— Nossa, ela é brava?- Questionei.

— Não. Ela faz o trabalho dela.- Disse.

— Que é?- Questionei.

— Ela é diretora do instituto daqui. Junto com meu pai, claro.- Disse.

— Uh, eles devem exigir muito de vocês.- Disse.

— Antes era mais. Principalmente do Alec, ele devia casar com uma mulher, mas ele gosta do Magnus. E antes ele gostava do Jace.- Disse.

— Jace não é seu irmão também?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Mas... nossa.- Disse.

Ri.- Jace não é nosso irmão de sangue. De sangue ele é da Clary.

— Ah sim. Faz mais sentido do que incesto.- Disse.

— Os dois são parabatais, é mais forte que qualquer ligação de irmão ou romance.- Disse.

— Vocês têm muitas coisas especiais.- Disse.

— Pode ser.- Disse.

— Eu gostaria de ser um.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Você vive no sobrenatural, mas mesmo assim tem a sua vida.- Disse.

— Não é bem assim.- Disse.

— Você é caçadora, mas tem uma família com você, vai ter a sua própria no futuro e ainda ajuda a manter esse mundo seguro.- Disse.

— Nem tudo são flores.- Disse.

— Tipo?- Questionei.

— Várias coisas.- Disse.

— Você parece mais legal agora.- Disse.

Sorri.- Pelo menos você não se assustou com as runas.

— Elas são incríveis.- Sorri.

— Sim, fazem coisas incríveis.- Disse.

— Essa aqui é de que ?- Passei a mão sobre uma acima do pulso.

— Invisibilidade.- Disse

— Fala sério.- Disse.

— Estou falando.- Disse.

— Não dá para ficar invisível.- Disse.

— De você não mesmo, porque você consegue ver magia, mas dos mundanos sim.- Disse.

— Eles não veem vocês?- Questionei.

— Quando eu não quero que me veem, não. Ai eu só ativo a runa.- Disse.

— Agora fiquei com inveja.- Disse.

Ri.- É muito legal.

— Estou vendo.- Disse.

Apenas sorri.

— Você está ocupada?- Perguntei.

— Sempre.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Elena deve estar falando com Magnus, queria ir pegar um café.- Disse.

— Pode ir, estou esperando o Alec.- Disse.

— Você quer?- Perguntei.

— O que?- Perguntei.

— Café.- Disse.

— Ah sim, pode ser.- Disse.

— De que jeito?- Perguntei.

— Só café.- Disse.

— Puro, ok.- Me levantei.- Onde tem um café por aqui?

— Se você não conhece NY, eu muito menos.- Disse.

— Você mora aqui e eu tem anos que não venho.- Disse.

— Mas não conheço aqui. E morei por alguns bons anos em Idris.- Disse.

— Onde?- Perguntei.

— Meu país.- Disse.

— Você tem um pais?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Você não para de me surpreender.- Disse.

Sorri.- Idris é fantástica.

— Não tem fotos?- Questionei.

— Só em casa.- Disse.

— Ah sim, deixa eu ir buscar o café e já continuamos.- Disse.

— Ok.- Disse.

Sai e não foi difícil achar uma cafeteria. Comprei o café e voltei. Levei um para Elena, e como não estava a fim de continuar a discussão com Magnus, voltei e entreguei o da Isabelle.

— Obrigada.- Disse.

— De nada. Então, você estava falando do seu pais.- Disse.

— Sim. O que quer saber?- Questionei.

— Onde ele fica? Nunca ouvi falar.- Disse.

— Ele não é nessa “dimensão”.- Disse.

— Claro que não.- Bebi do café.

— Pois é.- Disse.

— Então tudo calmo no mundo de vocês?- Questionei.

— Nem um pouco.- Disse.

— E o que ataca vocês? Demônios?- Questionei.

— Geralmente.- Disse.

— Não acredito que tudo isso existe. Quer dizer, nesses últimos anos muita coisa aconteceu, mas vocês superaram.- Disse.

Ri.- Estranho vocês não nos conhecerem.

— Ou vocês nos conhecerem e caçarem. Porque a maneira que muitos vivem, não passaria desapercebido.- Disse.

— Pois é, é estranho.- Disse.

— Muito menos nossa cidade, lá andou muito agitada.- Sorri.- De todos os jeitos.

Ri.- Imagino.

Ri junto com ela. Estranho era eu estar ali conversando tranquilamente com uma garota que conheci a poucos dias, Mas ela inspirava essa confiança em mim, vai entender. Continuamos conversando em assuntos normais até que Elena voltou com Magnus, enquanto eu contava uma história de Paris a Isabelle, que ria.

— Que lindos os pombinhos.- Magnus disse.

— Engraçadinho.- Disse.

— O que? Você tem queda por homens bonitos mesmo.- Magnus disse.

— Meu Deus quantos anos ele tem?- Questionei.

— Uns 500. E isso não é verdade; Meliorn é prova que não me importo com aparência.- Disse.

— Eu prefiro o jeito do bonitinho ai.- Magnus disse.

— Você não tem namorado? E você não faz meu tipo.- Disse.

— Sempre tive curiosidade. Muitos anos, muitas experiências...- Elena disse.

— Elena!- Exclamei.

— O que? Sabemos como nosso mundo é diverso.- Magnus disse.

— Exatamente.- Elena disse.

— De jeito nenhum, nunca.- Disse.

— Fiquei magoado.- Magnus disse.

Ela riu.- Ok, ok.

— Fizeram algum avanço?- Questionei.

— Não sabemos. Magnus vai tentar depois e nos avisa.- Ela disse.

— Depois, uhum.- Eu sabia esse depois.

— Você é muito apressado para alguém da sua idade, deveria relaxar. Isabelle, leve-o em algum lugar para passar essa rabugice.- Ele disse.

— O que? Eu não posso. Estou esperando o Alec para irmos combater um demônio. Jace, Clary e Simon estão com Luke atrás de alguma pista do Valentim.- Disse.

— Shadowhunters e sua mania de só pensar em lutas. E o Alexander foi buscar comida para nós, ele não vai sair.- Ele disse.

Ri incrédula.- Magnus, você é burro? Ele não tem opção, é o trabalho dele. Se ele não ir cumprir as ordens da minha mãe, ela o castra. Sem piedade e sem anestesia.

— Vocês precisam resolver seus problemas com a mãe de vocês.- Ele disse.

Revirei os olhos e me levantei, indo até ele.- Somos caçadores de sombras, matamos demônios, deixamos esse mundo livre de criaturas que você que tem poder não mexe UM DEDO para ajudar. Então não ouse reclamar. Sente no seu sofá, coce o seu saco e não reclama de algo que você não faz. Fica quietinho que é mais bonito para você, Magnus.

— Como ousa falar comigo assim na minha casa Isabelle? Você acha que sabe muito não é?- Ele questionou.

— Hmm... pessoal, não precisa de tanto.- Disse me levantando e me juntando a Elena.

Saquei minha lâmina serafim.- Ezequiel.- Olhei Magnus.- Eu não tenho tempo a perder com pessoas que não entendem o nosso trabalho. Diga ao meu “querido” irmão, que ele pode fazer o que bem entender. Não preciso da ajuda dele. Ele pode até desistir, não me importo.- Sai dali.

— Isabelle...- O olhei.— Ela não iria sozinha não é?

— Provavelmente vai.- Ele disse se virando e pegando uma bebida.

— Elena, vamos.- Sai, usando a velocidade e a alcançando.- Hey, você não vai nessa missão sozinha, é um demônio.

— E? Já fiz isso milhares de vezes.- Disse.

— Vamos com você.- Disse.

— Claro que não.- Ativei minha runa de invisibilidade, assim como a de força, equilíbrio e velocidade.

— Vamos sim.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Eu tenho essa vontade louca de ajudar, não é Elena?- Perguntei.

— Incontrolável.- Ela disse.

— Então o que vamos enfrentar exatamente.- Disse.

— Um demônio.- Disse.

— Então vamos matar demônios.- Disse.

— Isso é louco.- Ela disse.

— Por que? Encaramos o Klaus de peito aberto, o que é um demônio perto disso?- Questionei.

— Se é um demônio, demônio, Klaus deve ser um filhotinho perto dele.- Ela disse.

— Eu não sei, tenho minhas duvidas.- Disse.

— Bem, pelo menos Klaus hoje em dia é mais amigo do que inimigo.- Ela disse.

— O que é bem estranho. Nós somos estranhos.- Disse.

— Sim.- Ela disse.

— E agora caçamos demônios de verdade.- Disse enquanto Izzy (Ok, eu vi no outro dia o irmão dela chamando assim e gostei), andava a nossa frente. Ah cara, ela tinha que ficar com tudo aquilo tão perfeito naquela calça de couro?

Ela riu.- Disfarce melhor.

— O que?- Perguntei.

— Disfarce melhor.- Ela disse.

— Eu não estou fazendo nada.- Disse.

— Está sim.- Ela disse.

— Eu não.- Ela está rebolando? Ah, está sim. Não Stefan, para. Você não vai ter nada com ninguém até resolver tudo isso.

Ela riu.- Ok.

— Você sabe que não tenho tempo para isso.- Disse.

Ela deu de ombros.- Tudo bem. Vamos fazer essa coisa de uma vez.

*****

Driving too fast

Moon is breaking through her hair

She's heading for something that she won't forget

Having no regrets is all that she really wants

*****

Seguimos Izzy até achar o tal demônio e não foi uma luta bonita, a coisa fedia horrivelmente, mas o vencemos o que fez daquela noite algo bom. No fundo tinha gostado de ajudar a Izzy e aliviar a cabeça de tanta pressão. Os dias passaram e Magnus avisou que conseguiu algumas ideias de portais, o que nos animou, mas cada um deles foi uma decepção quando o investigamos. Assim estamos aqui a um mês já e só o que melhora um pouco é quando saímos com a Izzy e o pessoal dela. Eles até que são um grupo legal, lembra o nosso de Mystic Falls. Hoje, caçamos dois demônios e cacete a Izzy me deixou louco quando eu a vi .Além da calça que deixava a bunda dela perfeita, a parte de cima deixa os peitos e a cintura de um jeito, que sério, tive que me controlar para não ficar excitado. Depois que tudo acabou fomos a uma lanchonete.

— Devíamos ter trazido o Max, ele gosta daqui.- Disse.

— Ele ia ficar doido, isso sim.- Jace disse.

— Porque?- Perguntei.

— Tantos tipos de hambúrgueres e brinquedos naquele canto, ele iria pirar.- Jace disse.

— Verdade.- Disse.

— Ele tem quantos anos?- Questionei.

— Dez.- Disse.

— Oh, ele ia gostar mesmo.- Disse.

— Quem diria que vampiros seriam uteis para alguma coisa.- Jace disse.

— Hey.- Simon disse.

— Mesmo sendo de espécies diferentes, nos ofendemos agora.- Disse.

— É que o Jace tem uma inveja básica dos vampiros serem os sexys da literatura e da mídia.- Ri.- E o Simon ficou sexy pra caramba depois de se transformar.

— Inveja?- Ele riu.- Sou bonito demais para isso me afetar.

Clary riu.- Você é único, Jace.

— Eu sei.- Ele disse.

— Pessoas que se acham; haja paciência com elas.- Disse.

— Pois é e o Jace anda de mau humor porque descobriu que é irmão da Clary também.- Disse.

— Eu não ando de mau humor.- Jace disse.

— Se esse é o bom, não quero imaginar o mal.- Disse.

— Não iria mesmo. Jace é o melhor de todos nós.- Disse.

— Que bom que sabe.- Jace disse.

Sorri e olhei Alec. Eu estava de mal com ele desde daquele dia. Pode ser criancice, mas ele era o único que ficava comigo e agora nem ele. Pode ser ciúmes? Pode sim, mas eu estava sentindo. Não podia fazer muito. Com Jace eu já me acostumei, ele nunca me deu bola mesmo.

— Terra chamando Izzy.- Cutuquei ela que estava ao meu lado.

— O que foi?- Perguntei.

— Você em outro planeta, com cara de quem quer esganar seu irmão.- Disse.

— Eu não.- Disse.

— Mais de 150 anos de prática nessa cara, sou especialista nisso.- Disse.

— Eu não estou.- Disse.

— Ah, tá sim.- Sorri.

— Não, não estou.- Disse.

— Ok, senhorita Lightwood.- O lanche que pedimos chegou e Simon nos olhava.- Você sente falta disso né?

— É... Um pouco. Agora nem tanto.- Disse.

— É realmente estranho que existam duas raças tão semelhantes e terem sido criadas de formas diferentes.- Jace disse.

— Verdade.- Clary disse.

— Mas sem querer ofender Simon, o tipo deles parece mais fácil.- Jace disse.

— Com certeza.- Simon disse.

— Vocês que estão dizendo isso, não nós.- Disse.

— Comparado a eles, é sim. Nem Deus ele pode falar.- Elena disse.

— E ainda teve que ser enterrado para se transformar.- Jace disse.

— E acordou feito um louco.- Clary disse.

— Coitado.- Disse.

— Nunca mais reclamo.- Elena disse.

— Não deveria mesmo.- Jace disse.

— Pois é.- Elena disse.

Sorri.- Não acho tudo isso. Para vocês, mesmo você Simon, sendo uma transformação mais complicada, é bem mais fácil. Vocês tem amigos, informação e todo o suporte de seguir em frente. Mas nós que tivemos que fazer isso tudo sozinho, nunca diria que foi fácil.

— Cada um com seu ponto de vista.- Disse.

— Vocês ficam sensíveis quando se fala disso. Mas você não disse como se transformou.- Jace disse.

— Longa história.- Disse.

— Se ele não conta a dele, eu conta a minha; eu morri afogada. Estava eu e meu amigo, Matt, no carro. Stefan nos encontrou, porém eu insisti para ele salvar o Matt. Eu fiquei e não sabia que estava com sangue de vampiro no organismo.- Elena disse.

— Você não salvou a sua namorada primeiro?- Jace questionou.

— Respeitei a decisão dela.- Disse.

Ela sorriu para Stefan.- Isso é uma das coisas que sempre amei nele. Se ele tivesse feito ao contrário, eu nunca mais olharia na cara dele e não sobreviveria sabendo que o Matt teria morrido.

— E se você tivesse mesmo morrido? Você o condenaria a viver assim.- Jace disse.

— É a minha vida, minha decisão.- Elena disse.

— Concordo com você.- Clary disse.

— Vocês são estranhos.- Jace disse.

— Eu a respeito e sei bem as consequências de não se respeitar a decisão alheia.- Disse.

— Vocês parecem um casal épico... Porque terminaram?- Perguntei.

— Tinha um terceiro elemento; Damon.- Disse.

— Oh, ok. Já saquei. É como nos livros; a mocinha sempre se apaixona pelo badboy. É um clichê.- Clary disse.

— Hey, não foi assim. Eu amei Stefan mais do que tudo quando namoramos. Ele foi... Tudo quando mais precisei. Damon foi...- Ela suspirou.- Foi acontecendo.

Clary deu de ombros.- Não deixa de ser um clichê.

— E você perdoou seu irmão por isso?- Jace questionou.

— Não houve muito o que perdoar. Não é como se quando eu saísse ele agarrasse ela. E devemos perceber quando é melhor sair do jogo, foi o que fiz e eles ficaram bem. O que era e é importante para mim.- Disse.

— Se fosse eu, e fosse minha irmã no caso, eu arrebentava a cara dela. Irmão duas caras o seu.- Disse.

— Izzy!- Clary exclamou.

— Tudo bem, não é nada que eu não tenha ouvido antes.- Disse.

— E mesmo assim vocês lutaram um pelo outro.- Jace disse.

— Cada um com seu nível de idiotice.- Murmurei e tomei do café.

— Me desculpe, mas concordo com ela.- Jace disse.

— Bem, vocês não conhecem todos os detalhes de tudo, então tudo bem. Até porque já é algo bem resolvido. Elena é minha cunhada e somos amigos como sempre fomos.- Disse.

Me levantei.- Bem, eu vou indo.

— Já?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Eu ainda vou levar a Clary.- Jace disse.

— Tudo bem. Tchau.- Sai da lanchonete.

Elena disse que queria dar uma volta antes de ir, então paguei minha parte e sai alcançando Izzy.- Hey moça.

— O que?- Perguntei.

— Posso te acompanhar?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Bem, meu hotel é para esse lado também, então vou mesmo assim.- Disse.

Dei de ombros.

— Você não gosta de mim mesmo não é?- Questionei.

— Agora que eu não gosto. Não acredito que estava me interessando por um babaca feito você. Eu sou mais burra que você.- Disse.

— Você interessada em mim? Até parece.- Disse.

— Ok então.- Disse.

— E porque babaca?- Perguntei.

— Porque só um babaca para não lutar pela mulher que ama e ainda perdoar um irmão traíra. Porque eu, por exemplo, nunca teria nada com Magnus caso ele e Alec se separassem. Que se dane se, se amam ou não. Simples.- Disse.

— Quem disse que eu não lutei? Como eu disse, só falamos parte da história. Quando...- Suspirei.- Eu lutei, óbvio, mas chegamos em um momento que eu que estava sobrando e não queria uma mulher ao meu lado que queria estar em outro lugar. Você iria querer?

— Eu não estou falando de rompimentos e sim de fidelidade, de confiança, de pessoas com caráter. Eu não consigo olhar na cara de um traidor. Como...- Suspirei.- Esquece, eu não tenho nada de bom para falar da sua “cunhada querida” e do seu “irmão querido”.- Continuei andando.

Sorri.- Tudo bem. Eu falo assim agora, mas na época não foi tão fácil de digerir, mas acho que eu e ele temos um carma quanto a isso.

— Uhum, ok.- Disse.

— Sério, não foi a primeira vez que amamos a mesma mulher.- Disse.

— E aposto que o seu irmão que era o invejoso também, não é?- Questionei.

— Na verdade ela que estava brincando com a gente. Não sabíamos um do outro. Só que ele a amava e ela me fazia achar que a amava.- Disse.

— Ah tá, sei. Você só sabe defende-lo. Tudo bem, cada um com seus princípios. Só sei que não precisa contar comigo para acha-lo. Eu já tenho o suficiente de gente que trai na minha vida. Não preciso de mais um no mundo. Ele morto é bem melhor.- Sai andando novamente. Descobrir que meu pai traia minha mãe não foi muito fácil e só eu sabendo e não podendo contar a ninguém estava sendo ainda pior. Argh, odeio homens. Odeio gente duas caras.

A acompanhei.- Você é sempre tão na defensiva assim?

— Não é da sua conta.- Disse.

— Izzy, para.- Ela andava rápido, essa garota tinha que ser tão difícil assim?

— O que?- Perguntei.

Ela tinha dito que estava interessada em mim, só que ela nunca deu nenhum sinal disso, pelo contrário. Só que eu também gostava dela, gostava de estar com ela, então antes que ela saísse de novo, eu a segurei e a beijei.

Mesmo sabendo que era melhor afasta-lo, eu retribui o beijo.

Segurei ela melhor pela cintura enquanto minha outra mão tocou o rosto dela, chegando ao seu pescoço e a pressionando mais contra mim.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Como a blusa dela era curta, pude acariciar a cintura dela. Ela tinha uma pele macia e já tinha decorado o seu cheiro, e eu o adorava. Não Stefan, não se deixa levar assim.

Parei o beijo.- Desculpe falar do seu irmão e da sua cunhada daquele jeito, devo guardar minha opinião para mim mesma.

— Tudo bem. Eu cheguei a pensar assim, briguei com eles e foi tentador odia-los. Mas isso só iria me fazer infeliz, não ia valer a pena. E eles tiveram o castigo deles.- Disse.

— Eu continuo pensando assim. Só não vou expressar.- Disse.

— Acho que não seria você se não pensasse.- Não a soltei e continuei a acariciando.

Sorri.- Ok.

— E vamos deixar esses assuntos para lá, afinal tudo é passado.- A boca dela era tentadora demais a ponto de eu já estar querendo beijar ela de novo.

Mordi meu lábio e assenti.- Tudo bem.

— Não faz isso.- Disse baixo, mas sabia que ela tinha escutado.

— O que?- Perguntei.

— Morder o lábio assim.- Disse tocando os lábios carnudos dela.

Sorri.- Porque?

Não respondi, só a beijei de novo.

Retribui o beijo novamente.

Sabia que tinha uma parede atrás de nós, então recuei até chegar nela e me escorando. Minha mão agora percorria toda as costas dela, enquanto minha boca saboreava um beijo maravilhoso. Cacete, como ela pode beijar bem assim?

Desci minha mão pelo abdômen dele e minha outra mão acariciava sua nuca.

Cheguei na base da coluna dela e podia sentir o começo daquela bunda maravilhosa. Deslizei a mão só um pouco, talvez ela não chegasse a reclamar.

Me encaixei no meio das pernas dele. Meu talento natural é saber provocar os homens, mas com Stefan eu realmente queria provoca-lo.

Ela parece que gostou e o jeito que se colocou.... Ah, assim não vou conseguir me controlar por muito tempo. Desde que tinha entrado nessa busca não tinha transado com ninguém e estava muito, mas muito tesão acumulado. Isso é complicado de disfarçar num momento assim.

Parei o beijo e sorri.- Um beijo e já está assim? Gosto de resposta rápida.

— Não é um beijo comum. Você arrasa até nisso.- Disse.

Sorri.- Meu beijo normal é assim.

— Normal. E tem mais ainda?- Perguntei.

— Com certeza.- Disse.

— Estava certo em imaginar que você era boa em tudo.- Disse.

— Ninguém nunca reclamou.- Disse.

— Pelo que ouço foram muitas experiências.- Disse.

Ri.- Não. Foi só um.

— Eu consigo imaginar. Ou talvez seja melhor não.- Fui beijando pelo queixo dela.

— Porque?- Perguntei.

— Prefiro não imaginar você com outro.- Perguntei.

— Ah é? Porque?- Questionei.

— Porque sim.- Disse.

— Isso não é resposta.- Disse.

— É sim.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Você podia ficar assim.- Segurei mais ela contra mim.

— Sempre?- Perguntei.

— Seria uma boa.- Beijei o ombro dela.

Sorri.- Acho que não daria muito certo.

Ri.- Verdade.

Apenas sorri.

Ficamos ali mais um pouco antes de nos beijar de novo e depois voltar a caminhar.- A quanto tempo você não sai?

— Como assim?- Perguntei.

— Só por sair, sem ser uma missão.- Disse.

— Eu saio no meu mundo, não aqui... Não gosto muito desse mundo aqui.- Disse.

— Por que? Tem tantas coisas bonitas e divertidas.- Disse.

— É estranho e diz isso porque não viu Idris.- Disse.

— E o que vocês fazem lá?- Perguntei.

Sorri.- Somos livres. Demônios não entram lá e nem seres sobrenaturais. Ok, seres sobrenaturais só com a permissão da Clave, ou por um portal.

— E lá tem tudo normal? Cinema, lanchonete...- Disse.

— Bem, cinema só tem um. Eles conseguem alguns filmes dos mundanos.- Disse.

— Parece mesmo um lugar ótimo, de outro mundo.- Disse.

— E é.- Disse.

Passei o braço ao redor dela. Ah muito tempo que não me sentia assim, com um tempo para mim aproveitar alguma coisa.

— Depois de Elena você não namorou mais?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Estranho. Pareceu que tem algo com aquela sua amiga que te ligou esses dias no facetime.- Disse.

— Caroline? Algumas vezes pareceu que tínhamos algo a mais, só que foi só impressão.- Disse.

— Acho bom. Porque eu não quero ser a outra. Se for, eu queimo as suas bolas.- Disse.

Ri.- Ai. Não se preocupe com isso.

— Ok.- Disse.

— E você?- Perguntei.

— O que?- Perguntei.

— O seu caso fada?- Questionei.

— Meliorn? Terminamos a dois meses.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Várias coisas.- Disse.

— Ah sim. E você ainda sente algo por ele?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Tudo bem. Então, mesmo sem você gostar muito do meu pobre mundo, posso te chamar para sair?- Questionei.

Sorri.- Pode.

— Ótimo. A quanto tempo não sinto isso. Aflição se uma garota vai aceitar.- Disse.

— E eu é a primeira vez que encontro um vampiro que não saliva perto do meu pescoço. Sangue de anjo e tudo mais... Como recusar?- Questionei.

— Estou na minha fase controlado.- Sorri.- É brincadeira, eu sinto atração por você, mas estou me controlando, por enquanto.

— Isso não foi muito reconfortante, mas ponto pelo esforço. E não é só eu que cheiro a anjo, todos os outros. Por algum motivo, segundo Simon, Clary e Jace tem o cheiro mais forte.- Disse.

— O cheiro deles é mais intenso. O seu é uma maravilha.- Disse.

— Meu Deus. Melhor mudarmos de assunto.- Disse.

Ri.- Ok.

*****

We're only getting older, baby

And I've been thinking about it lately

Does it ever drive you crazy?

Just how fast the night changes

*****

Continuamos conversando, agora de maneira bem mais suave até chegar na entrada do Instituto, onde a beijei de novo. Na saída eu a levei a Broadway, foi simplesmente incrível e super divertido, com muito beijo, ou melhor amassos, já que Izzy não era de enrolar. Me preocupava porque estava mesmo gostando dela e sabia como as coisas eram sempre que isso acontecia. Umas duas semanas passaram e nesse tempo fui contando mais de mim para ela, mas ainda era receoso de contar as partes ruins, queria deixar tudo bem o máximo que pudesse. Magnus não conseguia nada e estava pensando se não deveríamos aceitar, quando Caroline ligou dizendo que Bonnie e Damon estavam em casa. Eu e Elena fomos o mais rápido para casa e sim eles estavam lá. Não sei explicar o alivio de abraçar meu irmão e minha amiga. Ficamos todos juntos conversando, eles contaram onde estavam e como voltaram, Ric tinha uma namorada nova e todos estávamos finalmente juntos e tranquilos. Porém eu sentia falta de alguém, sentia uma terrível falta da Izzy, por mais que falasse com ela todo dia. Quando estava tudo voltando ao normal, decidi voltar a New York. Fui de surpresa e quando estava do lado de fora do Instituto, liguei para Izzy.

— Hey.- Atendi.

— Oi. Tudo bem?- Perguntei.

— Bem, tecnicamente sim e você?- Questionei.

— Com saudades suas.- Disse.

— Eu também.- Disse.

— Vem matar então.- Disse.

— Não posso ir para ai.- Disse.

— Estou na sua porta.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Estou na porta do Instituto.- Disse.

— O que? Meu Deus.- Acenei da janela.- Eu já estou indo.- E desliguei.

Ri e esperei até que a porta abriu e ela veio correndo.

O abracei.- Pensei que não viria mais.

— Estava horrível sem você.- Disse retribuindo o abraço apertado.

— Digo o mesmo.- Disse.

A beijei. Que saudade daquela boca e foram só alguns dias, mas sentia como se tivessem sido dias demais.

Retribui o beijo e acariciava sua nuca.

Segurei ela mais contra mim, intensificando o beijo.

— Isabelle.- Maryse disse.

Parei o beijo.- Mãe.

— Então é esse vampiro que anda se encontrando.- Ela disse.

Botei a Izzy no chão e passei a mão na cintura dela.- Boa noite senhora Lightwood, sou Stefan Salvatore, namorado da Izzy.- Estiquei a mão para ela.

— Melhor não.- Tirei a mão dele.

— O que..?- Questionei.

— Parece que continua nos desafiando se encontrando com Submundanos Isabelle.- Ela disse.

— Isso não tem nada a ver com vocês.- Disse.

— Claro que tem, envergonhando nossa familia assim. Já não basta Alexander e agora você voltando a isso.- Ela disse.

— Me desculpe senhora, mas ela não está fazendo nada demais. Izzy é incrível e deveria se orgulhar dela.- Disse.

— Alec ama o Magnus e não é nada vergonhoso isso. E Stefan é melhor que muito caçador de sombras que tem por ai.- Disse.

— Ele é um vampiro, uma criatura nada confiável. Porque você não é normal e sai com garotos caçadores?- Ela questionou.

— Porque eu não sou os outros, mãe e não pedi sua opinião.- Disse.

— Isabelle, não ouse me desrespeitar. Entre de volta.- Ela disse.

— Não é ela que está lhe desrespeitando e sim a senhora a ela, a tratando assim. Deveria dar mais valor a filha que tem.- Disse.

— Stefan, tudo bem.- Disse.

— Quem é você para dizer como devo falar com minha filha?- Ela questionou.

— Alguém que é louco por ela e sabe o quanto ela sofre pela sua constante desaprovação.- Disse.

— Stefan!- Disse.

— Não Izzy, não vou deixar ela maltratar você na minha frente por algo que ela acha certo.- Disse.

— Olha aqui seu...- Ela disse.

Ela avançou e tomei a frente da Izzy.- Alguém que não tem medo de você deveria dizer isso. E eu não tenho, não faço parte da Clave e nem dos seus Acordos, então não tenho o que temer, muito menos uma mulher que que diminui a filha, só pelas escolhas amorosas dela. Coisa que deveria ser só conversada amavelmente.

— Stefan, para. Eu não preciso da sua ajuda.- Disse.

Ela os olhou.- Você pode não estar nos Acordos, mas isso só facilita para mim, ninguém iria reclamar se eu te matasse. Então não me desafie e deixe minha filha em paz. Espero você lá dentro Isabelle.- Ela disse se virando e entrando.

Suspirei.- Ela é pior que imaginei.

— Porque você fez isso? Eu não preciso de proteção, você só me fez parecer idiota. Eu sou uma caçadora de sombras, não uma garota comum.- Disse.

— Alguém precisava dizer umas verdades a ela e não você não é uma garota comum.- Toquei o rosto dela.- É especial para mim, por isso não quero ela te tratando mal. Por mais que faça essa cara, sei que te machuca.

— Isso é assunto meu, não seu.- Disse.

— Eu quis te ajudar.- Disse.

— Eu sei.- Suspirei.- Tudo bem, deixa.

— Me desculpe então. Não queria piorar.- Disse.

— Não piorou.- Lhe dei um selinho.- Está tudo bem.

— Tá podendo sair?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Então vamos?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

*****

Everything that you've ever dreamed of

Disappearing when you wake up

But there's nothing to be afraid of

Even when the night changes

It will never change me and you

*****

Sorri e saímos dali, a levando direto a um bar que passei a gostar mais para o centro, mas nossa noite foi interrompida por um chamado sobre um demônio e acabou que fui com ela. Na mesma semana comprei um apartamento não muito longe do Instituto e sempre que tínhamos um tempo para ficar juntos, ficávamos lá. Só que não do jeito que está pensando. Eu já passei do nível de tesão e ela ainda me provoca, mas sempre tem algo que nos impede, o que aumenta o meu sofrimento. Me acostumei com os amigos dela e até me sentia parte do grupo, assim como quando eu falava com o meu pessoal, eu a chamava e pelo menos pelo video, ela os conhecia. O meu aniversário chegou e todos vinham para New York comemorar numa boate. Eu fui direto para lá e esperava na entrada e logo depois que eu cheguei, dois táxis chegaram com meus amigos descendo.

— Parabéns!- Caroline o abraçou.

— Hey.- Abracei ela de volta.- Obrigado.

Ela sorriu.- Nunca vim aqui. É legal.

— New York sempre foi legal, toda as vezes que vim aqui.- Damon disse.

— Eu só vim duas.- Elena disse.

— Larga ele Caroline.- Ele fez uma careta.- Feliz aniversário irmão.

— Valeu cara.- Demos um meio abraço, não era muito de abraçar.

— Parabéns.- Elena sorriu e o abraçou também.

— Obrigado Lena.- Sorri.- Nem acredito que vocês vieram.

— Claro que sim.- Caroline disse.

— Hey garoto. Parabéns.- Ric disse.

— Ric, não acredito que te tiraram da cidade.- Disse rindo.

— Não foi fácil.- Elena disse.

— Não foi tão ruim.- Ric disse.

— Imagina, só rolou uma pequena ameaça.- Damon disse.

— Coitado de você.- Disse.

— Coitada de mim. Ele me abandonou.- Elena fez bico.

— Que isso Elena, eu não abandonei.- Ric disse.

Elena riu.- Eu sei.

— Ela sabe ser bem dramática.- Bonnie sorriu.

— Eu tô vendo isso, nem sei com quem ela aprendeu isso.- Disse.

— Uma certa loira?- Damon sugeriu.

— Eu não sou dramática!- Caroline disse.

— Imagina que não.- Mandei uma mensagem para Izzy, ela ia vir com a Clary, algum rolo de garotas e depois decidiram vir todos juntos. Ela respondeu que estavam a caminho, mas podíamos ir entrando. Foi o que fizemos e indo para a área que tínhamos reservado. Demorou cerca de uns trinta minutos para chegaram.

— Aquele é o seu novo time?- Damon questionou.

— Não é meu novo time.- Disse.

— Estamos com ciúmes.- Caroline disse.

— Oh não. Sério gente, não precisa.- Disse.

— Acho melhor tentar com mais vontade.- Ric disse.

— Bem mais.- Elena disse.

— Calma gente, sempre vou amar vocês.- Disse.

— Que fofo.- Jace chegava junto deles.

— Santo Deus, seus amigos são gostosos.- Caroline disse.

— Verdade.- Bonnie disse.

— Eu tive a mesma reação. Deve ser pelo fato dele ser literalmente um anjo.- Elena disse.

— Ei, ei, vamos parando com isso.- Damon a puxou pra si.

Ri e Izzy estava atrás de Jace e uau. Eu estava acostumado com ela linda, mas ela se superou.

— Hey.- Lhe dei um selinho e sorri.- Parabéns, de novo.

— Você está linda.- Disse.

— Nossa, você me arrumou uma cunhada gostosa. Que orgulho desse garoto.- Damon disse.

— Seu irmão é discreto.- Clary riu.

— Eu sou a discrição em pessoa ruivinha. O que houve com as mulheres daqui? A ultima vez que vim aqui não estava assim.- Damon disse.

— Ainda bem. Porque viemos juntos.- Elena disse.

— Ué, você não estava adorando os anjos?- Damon questionou.

— E eu adorando as mulheres das cidades pequenas.- Jace disse.

— Jace!- Pisei no pé dele.

— Tudo bem Izzy.- Clary disse.

— Jace, acho melhor ficar quieto pela sua integridade.- Disse.

— Não falei nada demais. A proposito, parabéns.- Jace disse.

Alec chegava.- Parabéns Stefan.

Simon chegava junto, com uma garrafa térmica.- E ai.

— Obrigado. Simon, isso é o que estou pensando?- Perguntei.

— Sim... Muita gente.- Simon disse.

— Acho melhor guardar bem então. Teria muita gente para partilhar.- Disse.

— O que é? Algumas bebida nova?- Damon questionou.

— Não, é o que alimenta todos vocês.- Jace disse.

— Até parece. Vocês tomam de direto da fonte, sem ofensas.- Simon disse.

— E é a melhor fonte de todas.- Damon disse.

— Meu Deus Stefan, você sabe convidar pessoas para sua festa.- Magnus chegou sorrindo.

— Hã... Quem é a figura?- Ric questionou.

— Magnus Bane, prazer.- Magnus disse.

— Existe piores.- Clary disse.

— Magnus, que bom que veio.- Disse.

— Dá onde ele saiu?- Enzo questionou.

— Adorei seus amigos, seu irmão.- Magnus disse.

— Nossa, muito obrigado.- Alec disse.

— Damon?- Caroline bufou.- Ele já teve seu charme. Sou muito mais o moreno alto de olho azul.

— Não precisa ficar triste querido, eu sempre vou preferir você.- Magnus disse.

— Isso que chamo de um grupo doido.- Jô disse.

— Nem me fale.- Ric disse.

— Nossa, para completar mundanos.- Jace disse.

— Jace, não os chame assim.- Disse.

— Bem, tecnicamente se você gosta do Alec, você acha o Damon bonito também. Eles são parecidos. Menos pelo fato do Alec ser mais alto. Mas isso ele é mais do que todo mundo aqui.- Clary disse.

— Eu nunca acho o Damon bonito.- Caroline disse.

— Caroline, teu passado te condena.- Disse.

— E temos muitos podres. Adoro essas conversas.- Magnus disse fazendo aparecer duas bebidas e dando uma ao namorado.

— Eu transei com Damon para mostrar a Elena que eu podia pegar um Salvatore também.- Caroline deu de ombros.

— Ui, me senti usado.- Damon disse.

— Nossa.- Jô disse.

— Tô achando que todos vocês se pegaram.- Jace disse.

— Não. Eu não transei com Stefan.- Caroline disse.

— E nem eu com nenhum deles.- Bonnie disse.

— O que eu acho ótimo.- Enzo a abraçou.

— Acho que é melhor deixar essa conversa quieta. Se o Damon parar para contar isso, vamos passar a noite.- Disse.

— Stefan!- Ele exclamou.

— Melhor. Eu seria a mais bombardeada aqui.- Elena disse.

— Sim, seria.- Caroline disse.

— Ok Caroline, já passamos dessa fase.- Elena disse.

— Se você diz.- Ela bebeu da cerveja.

— Não fomos só nós que falamos disso.- Jace disse.

— Assunto encerrado, chega.- Disse me servindo de um Whisky. Voltei a Izzy.-Vamos dançar.

— Vamos.- Disse.

Desci com ela e depois percebi que mais alguns desceram, e a colei em mim.- Gostou do pessoal?

— Eles parecem legais sim.- Disse.

— Que bom, estava com saudade deles.- Disse.

— Imagino.- Disse.

— Então esse dia está mais que perfeito.- Beijei o pescoço dela.

Me arrepiei.- Fico feliz.

— Está mesmo melhor?- Ela tinha sido acertada na cabeça a dois dias numa missão e mesmo com a runa dela ajudando, eu ficava preocupado.

— A runa cura.- Disse.

— Você já me disse isso.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Mesmo assim eu me preocupo com você.- Disse.

Sorri.- Eu sei e amo isso.

— Ama é?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Eu também amo várias coisas em você.- Corri a mão pela lateral do vestido.

— Tipo?- Perguntei.

— O jeito que é forte, decidida, mas ao mesmo tempo sabe ser gentil e doce. Principalmente quando tá recebendo um carinho, fica parecendo uma gatinha manhosa.- Disse.

— Eu não.- Disse.

— Você sim.- Disse subindo uma das mãos pela lateral dela.

Sorri.- E como é uma gata manhosa?

— Você fica toda enroscada em mim, sem querer soltar e ainda me provocando.- Disse.

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— Eu provocando?- Perguntei.

— Sim, até demais.- Disse.

Sorri e mordi meu lábio.- Eu gosto de te provocar.

— Eu percebi, pobre de mim.- Disse.

Sorri e o beijei.

Retribui o beijo e não estava brincando quanto as provocações. Desde a roupa a mensagens provocantes, ela me deixava doido. Ainda mais que estávamos sem sexo.

Envolvi meu braço em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Íamos no ritmo da musica enquanto me deliciava naquela boca maravilhosa.

*****

Chasing it tonight

Doubts are running around her head

He's waiting, hides behind a cigarette

Heart is beating loud, and she doesn't want it to stop

*****

A festa passou ótima e até rolou um bolo surpresa dos amigos de Stefan para ele, o que foi fofo. Coisa que não sei ser, então acho que ele vai acabar se arrependendo de ter algo sério comigo. Eu não sei ser assim. Depois do bolo e de passar vergonha com o Jace comendo que nem um condenado, dançamos mais um pouco e depois viemos para a casa de Stefan. Os amigos dele, pelo que entendi, iriam ficar em um hotel. Eu sempre me sentia estranha no apartamento dele, e não era um estranho ruim... Não sei explicar. Entramos e a primeira coisa que fiz foi tirar o salto e colocar a bolsa no sofá.

— Eu não acredito que Damon sujou meu cabelo de bolo.- Disse.

Sorri.- Vai ficar bem duro agora.

— Aquele... Ele vai ver só no aniversário dele.- Disse.

Ri.- E esse é seu aniversário humano ou de vampiro?

— Humano. De vampiro... Eu prefiro esquecer aquele dia.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Diferente de hoje.- Peguei ela.- Você está deliciosa.

— Deliciosa é?- Questionei.

— Demais.- Disse.

— Não parece. Está muito controlado.- Disse.

— E o que recebo se não me controlar?- Perguntei.

— Eu nua na sua cama.- Disse.

A olhei. Só de pensar nela nua... Eu podendo tocar perfeitamente esse corpo maravilhoso e saborea-lo, fez meu tesão e com certeza meu pau ficar alerta.- Izzy, se quiser esperar mais, tudo bem.- Não estava não.

— Eu não sou mais virgem, Stefan.- Sorri e soltei o vestido, deixando-o cair aos meus pés e fui para o quarto dele.

Ah merda, aquela bunda... Larguei tudo e sai em velocidade, chegando antes dela.- E porque tanto tempo?

— Como assim?- Perguntei.

— Você preferiu esperar.- Disse.

— Não... Só que nunca rolou. Sempre teve alguma coisa.- Disse.

— Isso é verdade.- Eu a olhava e isso acabou com o meu controle. Avancei nela, a beijando.

Retribui o beijo.

Minhas mãos foram automáticas para aquela bunda e a apertei, e pressionei mais contra mim. Que delicia poder sentir isso.

Suspirei pesadamente e envolvi meus braços em torno do pescoço dele.

Encaminhei ela para cama enquanto abria minha blusa. Merda, a Izzy era tão gostosa. Como levei semanas até chegar a isso? Não faço ideia.

Me deitei na cama e o puxei junto comigo, envolvendo minha perna na cintura dele.

Peguei nos peitos dela. Ah, eles são tão incríveis quanto eu sentia por cima da blusa quando chegava a pegar neles.

Gemi e suspirei pesadamente, parando o beijo.- Pera ai.- Comecei a tirar os acessórios que estava usando.

Aproveitei para tirar minha blusa e camiseta que tinha por baixo, sapatos e a calça.- Você tem noção o quanto é sexy e gostosa?

— Sim, eu tenho.- Sorri e tirei os brincos, colocando tudo no criado mudo.

— Oh, ainda é metida.- Subi na cama de volta, indo até ela.

Sorri e o beijei novamente.

Deixei o beijo nos levar e me coloquei entre as pernas dela. Gemi quando senti meu pau roçar no sexo dela, mesmo separados pela cueca e a calcinha foi prazeroso demais. Tinha que manter o foco para o cheiro dela não atrair demais minha atenção, coisa que vinha conseguindo, mas quando ela se machucava a luta com a minha sede voltava a ser intensa.

Acariciava a lateral do pescoço dele e minha outra mão descia pelas costas dele.

As unhas dela me arranhavam de leve, o que me excitava mais e quando quebrei o beijo era impossível não gemer com aquilo. Comecei a beijar seu pescoço e fui descendo, beijando e tocando cada pedacinho, runa ou cicatriz que encontrava no caminho.

Suspirei pesadamente, descendo minha mão pelo abdômen dele.

Cheguei nos peitos dela.- Quem fez essa runa?- Perguntei da que ela tinha quase entre os peitos.

— Hodge.- Disse.

— O que? Não podia ser os seus irmãos? Sua mãe?- Questionei.

Ri.- Essa runa já faz um tempo.

— Mesmo assim.- A ideia de alguém a tocando assim era completamente inaceitável.

Ciúmes?- Questionei.

— Eu? Não. E quem faz agora?- Questionei.

— Nos lugares que consigo, eu. Se não é alguém que está em missão comigo.- Disse.

Suspirei.- Que bom.

— Porque?- Perguntei.

— Não quero ninguém te tocando.- Disse.

— Ah é? E porque?- Questionei.

— Porque você é minha.- Disse.

Sorri.- Sua?- Percebi que o membro dele ainda estava no meu sexo, somente os panos nos separando e como gosto de provoca-lo, me mexi embaixo dele.- Não está parecendo.

— Izzy...- Suspirei.

— Sim?- Perguntei.

— Não devia me provocar assim.- Disse tocando a calcinha dela e a rasgando.

— Você disse que eu sou sua... Você tem que me provar.- Disse.

— Isso é fácil.- Joguei a calcinha pelo quarto, tirei minha cueca e comecei a beijar a coxa dela chegando até seu sexo.

Me arrepiei.- Não ficou curioso com a runa que eu tenho na minha coxa interna?

— Estou reparando nela. É de que?- Perguntei.

— Velocidade. Tive que faze-la em um momento um tanto quanto tenso.- Disse.

— Qual?- Perguntei.

— Em uma luta.- Disse.

— Ah sim, então tudo bem.- Beijei em cima da runa.

Suspirei pesadamente, me arrepiando.

Cheguei ao sexo dela e beijei ali, começando a provocar com a língua, passando no clitóris dela.

Gemi e suspirei pesadamente.

— Você gosta disso.- Disse.

— Claro.- Disse.

— Bom saber.- Sorri.

Ri.- Ok.

Voltei a saborea-la, fazendo movimentos circulares enquanto tocava as coxas dela suavemente.

Gemi e minha mão descia pelas costas dele, acariciando por ali.

Aumentei o ritmo do que fazia, percebi que ela se inclinava mais para mim, com certeza eu daria a ela um orgasmo incrível. Subi uma das mãos pegando no peito dela e apertando o seu mamilo.

As vezes eu acho que a melhor parte do sexo é o prazer durante toda a relação, do que necessariamente o orgasmo. Porque, todos sabemos, que mulheres nem sempre tem, e isso não deixa a relação menos prazerosa para nós.

Os gemidos dela me deixavam mais excitado, percebia que ela também estava cada vez mais. Parei rapidinho só para tirar o sutiã dela e voltei, agora também provocando os mamilos dela.

Não demorou muito depois disso para eu chegar ao orgasmo, o que foi ótimo. Como sempre é.

Lambi os lábios e a olhei.- Você fica linda assim.- Disse me deitando sobre ela.

— Como?- Perguntei.

— Com os ares do orgasmo.- Disse.

Ri.- Isso existe?

— Claro.- Toquei o rosto dela.

Sorri.- Ok então.

A beijei e o coração acelerado dela me chamou atenção. Podia ouvi-lo facilmente. O cheiro maravilhoso dela, junto com esse ritmo... Não, agora não.

Retribui o beijo e envolvi minha perna na cintura dele.

Passei o braço peça cintura dela e minha sede queimava cada vez mais. Não vou ceder, tenho que me controlar. Afastei a minha cueca, liberando o meu pau e que alivio foi sentir assim.

Minha mão descia pelo abdômen dele e minha outra mão acariciava sua nuca.

Parei o beijo, descendo pelo queixo dela e o impulso de ir até o pescoço foi mais forte.

— Tudo bem? Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ok.- Disse.

Beijei ali e a pulsação dela continuava forte e pude sentir nos meus lábios aquele estímulos, fizeram minhas presas saírem na hora.

— Stefan...- Disse.

— Droga.- Disse me afastando dela.

— O que foi?- Perguntei.

— Nada, só...- Disse.

— Diga.- Disse.

Tentei continuar, mas a sede estava grande demais. Acabei me afastando dela, me sentando na outra ponta da cama.

— O que foi Stefan?- Perguntei.

— Você... Seu sangue está me chamando.- Disse.

— E porque não toma?- Perguntei.

A olhei.- O que? Não. Faz um tempo que não tomo direto da veia, eu poderia perder o controle.

— Eu posso te parar.- Disse.

— Eu não quero te machucar.- Disse.

— Deixa de frescura.- Disse.

— Você não sabe o quanto isso é complicado, especificamente para mim.- Disse.

— Se você não quer, tudo bem.- Disse.

— É óbvio que eu quero, demais.- Disse.

— Então tudo bem.- Disse.

Ela tinha vindo para junto de mim e me virei. Ela ainda não sabia de muito coisa, mas eu sentia que já a amava, então talvez eu pudesse fazer isso, pudesse controlar de novo.- Eu posso tentar?

— Claro.- Disse.

Respirei fundo e o cheiro me invadiu, fazendo minhas presas saírem facilmente. Toquei o pescoço dela e a mordi de leve, só o suficiente para beber um pouco. Eu não estava preparado para aquilo; o sangue dela era diferente de tudo que já tinha tomado. Era delicioso. Cada vez que bebia, era como se uma corrente passasse por mim, satisfazendo cada parte do meu corpo. Bebi até me satisfazer.

— Melhor?- Perguntei.

— Você é incrível.- Disse.

Sorri.- Você que é.

— Longe disso.- Disse.

— Não mesmo.- Disse.

— Não importa, agora só quero ter você.- Disse avançando e a derrubando.

Sorri e o beijei.

Retribui e me sentia elétrico depois de ter bebido dela e era muito bom estar assim. Alcancei a cueca, a abaixando mais e terminando de tirar, depois ficando entre as pernas dela. Cacete, Izzy é tão gostosa que me deixava meio doido.

Envolvi meus braços no pescoço dele e entrelacei minhas pernas na cintura dele.

Me coloquei na entrada dela e me movimentei, a penetrando. Oh merda, ela estava tão pronta para mim que me fez gemer.

Gemi também contra os lábios dele, mas sem deixar de beija-lo.

Me movimentei nela e fui quase totalmente ao seu limite.- Izzy...

Gemi e me mexi embaixo dele, descendo minha mão pelas costas dele.

— Que delicia você é.- Mordi a orelha dela de leve.

Sorri e desci minha mão pelo abdômen dele, e entrelacei meus dedos no cabelo dele.

Percebi que a mordida agora não passava de dois pontos vermelhos já fechados na pele dela. Lambi um pouco que tinha escorrido e dei mordidinhas no caminho dali até o peito dela.

Gemi e suspirei pesadamente, me mexendo embaixo dele.

Cravei minha mão em uma das coxas dela, aumentando nosso ritmo. Cada vez que ela se movia junto comigo, o prazer se intensificava pelo meu corpo, fazendo aquele sexo ser simplesmente incrível.

Desci meus lábios pelo pescoço dele e acariciava sua nuca.

— Eu adoro o jeito que faz isso.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Beija meu pescoço, por mais irônico que seja.- Disse.

Ri.- Que bom que gosta.

— Eu amo tudo o que faz.- Disse.

Sorri.- Que bom.

— Óbvio que os seus gemidos agora estão no topo da minha lista.- Disse no ouvido dela.

Sorri.- É?

— Sim.- Disse.

O beijei novamente e entrelacei meus dedos no cabelo dele, descendo minha mão pelo peito dele.

Aumentei nosso ritmo e nos rolei na cama, a deixando por cima. Minha mão desceu pelas suas costas até chegar na sua bunda.

Continuei no ritmo e sorri ao sentir onde suas mãos estavam.- Você está gostando desse lugar né?

— Completamente. Ainda vou dar a atenção que ele merece.- Disse.

Sorri e me inclinei sobre ele, beijando-o.

Enquanto a beijava pensava o quanto por vezes ela me pareceu precisar de alguém e agora eu estava ali pra ela. Queria que ela soubesse disso, eu a amava e isso não iria mudar.

Parei o beijo, descendo meus lábios pelo peito dele.

Afastei os cabelos dela para trás e me deixava levar por tudo que estava sentindo e sabia que logo viria um orgasmo intenso.

Gemi e me senti apertar ao redor do membro dele. Eu sabia que Stefan era o certo para mim, mas tem tanta coisa que não vai nos deixar ficar junto... Eu não quero pensar nisso. Melhor esquecer disso até o dia de realmente ter que pensar nisso.

— Oh Iz...- Gemi.

Sorri e voltei a beija-lo.

Me ajeitei, sentando e a deixando no meu colo. A envolvi num abraço e assim ficamos até eu gozar, que me deixou zonzo de tão intenso. Estava com o rosto enterrado em seu pescoço enquanto me recuperava, sentindo seu perfume e brincando com seu cabelo.- Eu te amo.

— Eu também te amo.- Disse.

Sorri e beijei o ombro dela.- Esse foi o melhor aniversário que já tive.

Sorri.- Que bom.

— E com o melhor presente.- Disse.

Ri.- Que bom então.

— Bom é ser com você.- Disse.

— Digo o mesmo.- Disse.

Beijei ela e nos deitei, ainda entrelaçados.- Acho que vou ficar assim sempre.

— Não tenho objeções.- Disse.

— Nós vamos conseguir isso?- Perguntei.

— O que?- Perguntei.

— Tudo que teremos que enfrentar.- Disse.

Suspirei.- Eu não sei... Tem coisas que eu preciso fazer e que eu quero... Porém eu te amo, então vamos passar por isso.

— E tem aquela conversa sobre o futuro.- Disse.

— Sim... E eu tenho a obrigação de ter filhos.- Disse.

— O que é impossível comigo.- Disse.

Suspirei.- Sim.

Respirei fundo.- Deveria estar acostumado com isso.

— A gente dá um jeito.- Disse.

Eu tentei ao máximo deixar essas coisas afastadas da minha cabeça, mas parecia que não era mais tão possível.- Eu não quero perder você.

Acariciava o peito dele.- Não vai.

— Você merece ter uma família.- Disse.

— Você já é minha família.- Disse.

Sorri.- Você não faz ideia de como sempre quis isso.

— O que?- Perguntei.

— Ficar como estamos. Toda vez que cheguei perto, vi tudo desmoronar.- Disse.

— Mulheres burras, simples.- Disse.

— Pessoas que queriam coisas que eu não podia dar ou que quando descobriram quem eu sou, me odiavam.- Disse.

— Como eu disse; burras.- Disse.

— A última vez que achei que ia dar certo, sabemos onde Elena terminou.- Disse.

— E ela é a mais burra de todas. A menos burra é a tal Katherine, mas era uma piranha.- Disse.

— Ainda não esqueço de como me chamou de idiota.- Disse.

— Mas você foi.- Disse.

— Porque exatamente?- Perguntei.

— Por perdoar a traição do seu irmão.- Disse.

— Eu e Damon temos uma longa história. No fundo eu empurrei ela para ele. Ou talvez eu ache que foi uma compensação pelo que fiz a ele.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Eu nunca te contei sobre isso.- Disse.

— Isso não vai mudar minha opinião sobre ele. Minha criação é diferente da sua.- Disse.

— Tudo bem, vamos deixar isso para lá. Todos estamos de bem e temos que pensar no que vamos fazer.- Disse.

— Mas pode me contar sua história. Não odeio seu irmão por completo. Só as partes que ele prejudica os outros só pensando nele próprio e quem o pau dele quer. Mas fora isso, acho que ele é um cara divertido e legal.- Disse.

— Hoje foi meu primeiro aniversário desde que nós transformamos que passamos juntos, de bem.- Disse.

— Nossa.- Disse.

Suspirei.- Eu o forcei a se transformar. Por isso ele jurou me atormentar.

— Nossa, sua família é estranha.- Disse.

— Ainda tem mais.- Disse.

— Diga.- Disse.

— Nesse mesmo dia eu matei meu pai.- Disse.

O olhei.- O que?

Comecei a contar a ela que quando fui ver meu pai, tudo o que tinha ocorrido e como tinha acontecido com Damon quando voltei. Aquela não era a melhor hora, mais ela tinha que saber tudo de mim para arriscamos nosso futuro.

— Uau, sinto muito.- Disse.

— Então até logo depois que ele chegou em Mystic Falls, ele cumpriu a promessa. E o nosso tempo de convivência lá nos fez enfrentar nossos problemas até que fomos nos apegando novamente até chegar onde estamos hoje.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Mesmo sabendo do que fiz com a minha família não muda a sua opinião?- Questionei.

— Não. Se você fala “eu matei meu pai”, soa bem ruim, porém pelo que você contou, ele era um imbecil que matou os próprios filhos em primeiro lugar.- Disse.

— Mesmo assim a culpa disso nunca vai me deixar. Mesmo ele sendo assim e tendo sido sem intensão.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Nem sempre eu fui uma boa pessoa amor. Eu já fiz coisas horríveis por não conseguir me controlar.- Disse.

— Eu não quero e não preciso saber disso.- Disse.

— Não?- Questionei.

— Não. Seu passado é seu passado, todo mundo tem um do qual não se orgulha. Eu amo você agora, com todos seus defeitos e com todas suas inúmeras qualidades.- Disse.

— Tudo bem. Bem, acho que é tudo, se mesmo assim você não me chutou e correu para as colinas, acho que não vai mais.- Disse.

Sorri e me abracei nele.- Não mesmo.

Abracei ela de volta e saboreei aquele momento, aquele dia incrível. Na verdade acho que desde que eu e Izzy estamos juntos, todo dia é incrível, mas hoje foi mais. Tenho minha família, meus amigos e uma mulher que eu sei que me ama, apesar de tudo o que sou. Sei os desafios que vamos ter a frente e estou disposto a enfrentar de qualquer jeito, só não vou perder ela. Durante aquele noite ela me surpreendeu me agarrando algumas vezes mais e não reclamei nenhum pouco, e caramba que mulher gostosa. O dia amanheceu e ela foi tomar banho e agora está saindo do banheiro enrolada numa toalha. Sorri.- Eu sou um vampiro de sorte.- Disse rindo para ela.

*****

Moving too fast

Moon is lighting up her skin

She's falling, doesn't even know it yet

Having no regrets is all that she really wants

We're only getting older, baby

And I've been thinking about it lately

Does it ever drive you crazy?

Just how fast the night changes

Everything that you've ever dreamed of

Disappearing when you wake up

But there's nothing to be afraid of

Even when the night changes

It will never change me and you

Going out tonight

Changes into something red

Her mother doesn't like that kind of dress

Reminds her of the missing piece of innocence she lost

We're only getting older, baby

And I've been thinking about it lately

Does it ever drive you crazy?

Just how fast the night changes

Everything that you've ever dreamed of

Disappearing when you wake up

But there's nothing to be afraid of

Even when the night changes

It will never change, baby

It will never change, baby

It will never change me and you

*****

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! :3 Lembrando que nos baseamos mais nos livros do que na série, então pode ter diferenças para quem só vê a série. Sério, foi a minha primeira vez fazendo a Izzy, então foi bem complicado, mas espero que tenha ficado bom HAHA' Eu imagino ela sendo uma pessoa bem leal e fiel, então tive que detonar um pouquinho o Damonzito, tadinho ♥ HAHA' Bem, vamos ao trecho da próxima: I think it went Oh oh oh I think it went Yeah yeah yeah Oh think it went Ohh Woo! Acho que esse trecho é bem difícil, mas é para ser mesmo HAHA' :P Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)