Unwanted Territory.

9 Ódio, desejo ou paixão?


Engulo a seco, todas aquelas palavras, que acabei de ouvir. Eu realmente não sabia o que dizer a ele.

Becklan, poderia aparecer ali. Mas isso só me prejudicaria, Kol não é burro, ele saberia que algo está errado com o seu corpo e sua memória. Já estava desconfiado antes, imagina agora?

–Por que a demora para me responder? -ele, diz aumentando o tom de voz, mas uma vez. -Diga, Ivyne. Diga, Por quê me chamou de Becklan?

Eu sei que isso, não é a melhor saída, mas não me vem nada melhor na mente.

–Eu não posso te dizer com todas as palavras, Kol. -digo, virando-me de costas para ele. — Eu não sei por qual motivo, eu não me lembro direito, apenas sentir vontade de lhe chamar assim.

–O Que aconteceu exatamente para não se lembrar? -diz ele aumentando o tom da voz. -Diga.

–Eu não sei explicar, desculpe-me por não me lembrar. -digo, tentando fazer que ele acredite que algum vampiro, realmente me hipnotizou.

Ele se afasta rapidamente e impulsivamente derruba uma das prateleiras com lindos vasos de flores, que estavam ali perto.

–Para por favor! -digo, tentando-o fazer parar.
Se ele agir como um monstro, o pessoal vai desconfiar, vão querer saber respostas, que eu não saberei dar.

–Faça-me um favor? -ele diz, seriamente.
Parando de quebrar as coisas e me olhando intensamente.
Eu não digo nada, apenas encontro o seu olhar.
E eu não pude evitar.
Aqui, está ele.
lançando-me um beijo, com toda uma combinação de sentimentos inexplicáveis.
Eu não o afastei, nem me debati contra ele.
Apenas, aceitei.
Sua língua pede passagem para á minha, e eu encarecidamente cedi.
Minha mão, caminha entre sua nunca, o puxando-o mas pra mim.
Enquanto suas mãos, passeiam pelas minhas costas, impacientemente.
Me jogando mas para ele, unindo nosso corpo, como se fossem um só.
Ele me joga contra parede, suavemente.
Abro, minhas pernas em vão á cintura dele, que se encaixam perfeitamente.

–Olha para mim! -ele diz afastando seu rosto do meu, lentamente.
Mas eu não conseguia olhar, muito menos parar, o que estou sentindo é forte demais.
Ignorei o que ele me disse e o puxei para mim, mas uma vez.
Beijando-o descontroladamente.
Nada importava, nem se alguém visse a gente ali, no jardim dos fundos da casa. Eu só precisava desse sentimento. Eu só tenho que aproveitar esse momento.

–Ivyne. -ele diz sussurrando. Forçando-me dessa vez, parar e olhar para ele. -Eu quero que você se esqueça, de tudo que acabou de acontecer aqui!

Eu o olho, tentando abaixar a guarda. Fingindo que nada daquilo aconteceu.
Seu olhar estava tão tenso, como o meu. Por quê ele quer tanto, que isso apague da minha cabeça? Não é justo.

Queria, debater com ele, e dizer que não. Que eu não vou esquecer, o que a gente acabou de vivenciar aqui. Mas eu não podia fazer isso, iria entregaria tudo, por um capricho? Não. Não mesmo.

–Apenas, esqueça! -ele fala, Se retirando, rapidamente.
Ajeito-me desesperadamente.
O Meu cabelo, minha roupa.
Passo a mão, no meu rosto e tento me acalmar.
Já tive vários namorado na minha vida e nenhum deles, me fizeram sentir o que eu sentir com o Kol, em alguns minutos de pegação.
Mas o por quê disso?
Tem hora que me trata bem, hora que me trata mal.
Tem hora, que me olha diferente. E Agora, me beija surpreendentemente.
Antes, eu dizia “era algo diferente” ou “minha opinião está mudando” mas não, estou me apaixonando por ele, sem eu querer. E na verdade? Não estou me arrependendo disso, ele tem tudo que eu sempre quis em um cara. E Pela primeira vez, desde que eu entrei nessa casa e o vê, estou admitindo que ele é um cara legal, que ele me atraí, e que sim, quero ter alguma coisa com ele, mesmo sabendo que isso pode ser impossível, e que temos 80% disso dá errado, mas eu não vou desistir, sem tentar.

–Você não vai subir? -interfere, Rebekah tirando-me dos meus devaneios.

–Sim, já estava indo. -digo, á ela.

–O Que aconteceu aqui em baixo? -ela, pergunta ao perceber o estado do lugar.

Primeiro, a forma agressiva que o Kol derrubou as coisas. Depois o nosso “pequenino” amasso, completou de bagunçar aquilo ali.

– Nada demais. — digo, tentando acreditar nas palavras que eu acabo de dizer.

– Kol, desce. E logo após, ouço barulhos, em seguida respirações bem indiferentes. E agora, ele some novamente e você tá aqui na minha frente, como se estivesse visto um fantasma? -ela retruca, se aproximando de mim. -Quem você tá querendo enganar? — diz ela, soltando um leve sorriso irônico. -Sei que se pegaram, uma hora isso aconteceria. O olhar de vocês dois, não enganam. Mas enfim, eu vou fingir que não sei de nada, e você esquece essa grande favor, que estou fazendo á você.

Ela fala, dando de costas e se retirando.

O Que tá acontecendo com os Mikaelson?
Eu não acredito. Rebekah Mikaelson falando aquilo?
É Impressionante isso.

–O aconteceu? -pergunta, Caroline.

–Agora, não! Mas tarde, eu te conto, passa no meu quarto, tá? -digo, saindo rapidamente dali.

Subo as escadas, e entro no quarto.
Vou até o banheiro, tirando-me qualquer peça que ainda estava no meu corpo.
E, em seguida, ligo o chuveiro, para tomar um “banho” daqueles.

(…)

Escolho uma calça preta e uma regata cinza, e uma simples sapatilha preta, Ponho o cabelo todo para trás e em seguida, Caroline me ajuda, fazendo uma trança embutida.
–Animada, para o jantar? -ela argumenta.
Assim que acaba de fazer a trança.
–No momento sim, por saber que não será um jantar á dois e sim a seis. — digo, virando-me para ela.
–Acha que estou bem? -ela fala –Á Altura deles?
–Sério isso? -digo a observando.
Ela estava com o cabelo solto, com a maquiagem impecável, e com um lindo vestido preto, ajustado no corpo.
–Você está bem acima deles! -digo.
E Ela sorrir. -É Estranho, quando você convive com eles. Intende?
–Melhor do que ninguém. Antes eu achava que eles eram, egoístas e pensavam só em si mesmo, como parecia. Até mesmo, os odiavam só por eles está respirando, ou quase isso. — digo, me levantando de cima da cama e indo até o espelho. — Mas agora, que estou aqui dentro, somente por alguns dias, estou vendo que nem tudo é o que parece. Eles não são tão ruins, e pela primeira vez na vida, estou começando á gostar deles.
–Quem diria. -ela, diz vindo atrás de mim. -Família Storts, convivendo com os Mikaelson.
–é quem diria. -digo, percebendo que esqueci de passar gloss labial.
Pego o dela, e aplico rapidamente, logo após a devolvo.
Minha maquiagem, estava fraquinha. Prefiro, beleza natural, não que isso seja o meu forte, mas me sinto melhor assim.
Eu estava ciente que passaria a noite com o Klaus. Mas daí, assim que sair do banho, ele disse que nós iriamos sair para um jantar, nada muito importante, era algo simples, apenas para mudar a rotina. “Ver pessoas novas, faz vem”. Foi isso que ele disse.
–Acho que já está tudo pronto, né? -Care, disse.
– Sim, vamos lá. E bem, vamos aproveitar a noite. — digo, sorrindo e caminhando para sair.
Melanie, não gostou nada disso, ela queria ir com a gente, porém não achei uma boa ideia e Klaus também não concordou, até que ela tentou, mas não conseguiu.
Até agora, não veio falar comigo e nem com Care, está com birra. Quando penso, que ela está crescendo, ela muda completamente o meu conceito.
–Pensei que tinha acontecido algo com vocês! — argumenta Rebekah. — É Só um jantar, não é algo...
–Nós intendemos. — digo, assim que descemos a escada.
–Que ótimo. -fala, Klaus, aproximando de mim e pondo uma de suas mãos em torno da minha cintura.
–Estão incríveis. — ele diz.
–Obrigada. — falo. -Onde está o Kol? Ele não vai?
–Não, preferiu se divertir de outra forma. -fala, Rebekah em um tom de ironia.
–Sabe, como é? Né. Kol, adora as diversas mulheres, que essa cidade se encontra. — diz Klaus.
Eu não digo nada, apenas finjo que aquilo não me abateu.
Não que ele tenha que ter responsabilidade, porém pensei que aquele beijo tinha significado algo para ele, porque para mim significou e muito.
–Então, vamos? -fala, Caroline.
–Sim, agora podemos ir. — diz o Finn, aparecendo na porta.
Era á primeira vez que eu o vê, sempre ouvia meus pais falarem dele, ele era o melhor advogado da família, sempre resolvia qualquer problema, para os Mikaelson. Nunca perdiam uma audiência, ele é muito bem resolvido e decidido nas coisas que quer.
Posso dizer, que esse jantar, será interessante.
Rebekah, me jogando ironia. Não que alguém perceba, mas eu sinto que é para mim.
Caroline, os ignorando disfarçadamente, principalmente o Klaus, sempre que ele tentava falar com ela, ela o afastava, ou balançava a cabeça, em sinal de positivo ou negativo, não passava disso. Há não ser quando era algo, profissional.
Eu não intendia isso.
E Agora, o que sabichão a esperto, chegou, prevejo que será uma longa e inesquecível noite.

Notas finais
E Aí o que acharam? Ansiosos, para o próximo? Não deixem, de comentar, viu? ;).