Unwanted Territory.

11 Isso é um pedido? Ou uma ordem?


Notas iniciais
- Esse é o Capítulo mas curto da história. Espero que gostem.

Ivyne Storts Narrando.

Fazia exatamente trinta minutos, que eu estava dentro do carro dele, e ele ainda não me dirigiu á palavra. Aquilo, estava me atormentando de uma forma inexplicável. Caroline, acabava de me mandar uma mensagem:

“Eu estou bem, daqui á pouco chego na mansão, nós precisamos conversar, se cuide.”

Respondi de imediato :

“Eu também estou bem, espero que possa está melhor. Se cuide, Care”.

–Quem era? -ele, diz estacionando o carro em uma rua deserta e completamente escura.

–O Que está fazendo? Por estacionou aqui? -digo, virando-me a ele.

–Cícero, quer falar com você! -ele fala.

E rapidamente alguém, entra atrás no carro.

–Ivy. Querida, Ivy. -fala, ele, no mesmo tom de sempre, voz suave e mansa.

Olho, para Kol. Mas não era ele, era Becklan. Estava do lado de Cícero? Como poderia me enganar dessa forma?

–Eu pensava que você era um amigo.

–Não se decepcione com ele, é um bom rapaz. -ele fala, vindo com suas mãos para tocar na minha.

–Eu me imaginei assim, mil vezes. Está na sua frente, e te perguntar várias coisas, mas agora que está aqui. Nenhuma das perguntas que planejei eu vou lhe perguntar.

–Por que está sendo tão fria? -ele, pergunta, arqueando uma das sombra celhas.

–Porque eu não tenho motivos alguns, para ser amorosa contigo! -digo, virando-me para frente.

Á Raiva percorria em cada membro do meu corpo, ele arma todo um teatro e acha que está correto? Que eu deveria abraçá-lo. Não, não mesmo!

–Dá última vez, que a gente se viu, você se comportou melhor. -ele fala.

–Da última vez, eu ainda tinha sentimentos por você! -digo, tentando abrir a porta do carro para sair, mas antes que eu pudesse escapar, Becklan trava as portas.

–Está me dizendo que não me ama mais? -ele fala ironicamente.

–Mas ele não era tudo para você, Ivyne? -pergunta, Becklan, com um sorriso completamente diabólico no rosto.

–Disse, certo. Ele era, não é mais. -digo, me virando para Becklan e trazendo com minhas mãos sua cabeça para perto de mim -Kol, Volte. Eu preciso de você!

–Por favor. Acordei, saía Becklan. Volte, Kol! Volte por mim.

–Ivyne? -ele, fala se afastando.

Quando olho para o carona do carro, não havia mas ninguém lá.

–Que diabos, está acontecendo com você, garota? -ele fala.

–Que bom, que está de volta. -digo o abraçando -Precisamos conversar.

–Eu não me lembro de..

–Está na hora de uma jogar limpo com outro. Você não acha? -falo.

–O Que está querendo dizer com isso?

–Chega de mentiras, chega de segredos. Eu preciso que você seja honesto comigo. Porque a partir de agora, eu serei com você.

–Por que está confiando em mim? -Eu não sei te responder isso, só espero que você também possa ter confiança em mim.

(...)

–Você tá me dizendo que tem um viajante dentro de mim? -ele pergunta.

–Sim! Estou e preciso que ele saía.

–Precisa que ele saía, porque agora ele não te serve mas não é? -diz ele, segurando meu braço, antes que eu possa entrar no quarto para falar com Melanie.

–Não, não é isso.

–É Sim, se ele ainda estivesse do seu lado, você o deixaria dentro de mim? Não deixaria?

–Kol, não temos tempo. -digo, tentando entrar no quarto, mas ele me cerca, fazendo-me parar.

–Sim! Nós temos. Eu quero sua resposta.

–Kol, por favor..

–Não, não tem por favor. Como eu posso confiar em uma pessoa que apenas pensa em si mesmo? Você tá querendo que ele saía, porque ele lhe representa perigo. Porque lá no fundo, você sentiu medo, tanto dele como de seu pai, hoje dentro do carro.

–Você tá confundido as coisas. -digo a ele, tentando me explicar.

–Não, não estou. -ele fala dando de costas. -Posso me livrar dele sozinho. Sempre soube que ele estava dentro de mim. Você sabia, que quem tá dentro sempre sabe de tudo?

–Kol..

–Isso foi bom para saber, que não tenho que me livrar só dele, tenho que me livrar de você, também.

Ele, fala soltando o meu braço, e passando por mim.

–Não, vai. Por favor! Eu lhe imploro.

–Se afasta de mim.

–Tá me pedido ou me mandando?

–Eu não te quero por perto! -ele fala, voltando e me encurralando na parede. -Compreendeu?

Não digo nada, apenas, entro dentro do quarto e deito na minha cama. Como uma noite que deveria dá certo dá errado? Ele estava correto, eu sentir medo do Cícero, do Becklan. Sentir medo que me obrigassem a fazer alguma coisa. Sentir medo, porque aquele homem que vê. Não era meu pai. Quer dizer, era o corpo dele. Mas completamente diferente, mudado, mas frio. Eu não sei o monstro que ele se tornou, eu só sei que agora mas do que nunca, precisamos sair dessa casa, não importa o quanto a gente vai fugir. Ou se a gente vai ser preso. Isso está muito além dos meus limites. Muito além do que eu possa imaginar, Cícero, não quer coisas simples, ele quer coisas grandes. Percebi pelo seu olhar. Como ele se dirigia á mim. A forma, como a gente se tratava, como se a gente fosse dois desconhecidos. No primeiro encontro, na cozinha. Sentir algo por ele. Saudade, ou raiva. Mas desta vez. Foi medo, misturado com ódio e rancor. Estou sentindo a mesma coisa que Melanie demonstrou quando descobriu.

–No final de tudo, mesmo sabendo que ele é o monstro que é, mesmo sabendo que sacrificou tudo por motivos que nunca será válido para isso. Ele continua sendo o meu pai, e por mais que eu sinta ódio dele, não consigo, deixar de amá-lo. E isso é o que mais me atormentava!

–Não precisa mas se atormentar, Ivyne!- fala, Melanie, aparacendo por detrás de mim. -Eu sei o que ele quer com a gente, e preciso te contar. Eu não tenho tempo, ele está vindo atrás de mim. Eles querem me pegar.

Notas finais
Não deixem de comentar, peoples ;*