Until We Break

1 chapter one.


Notas iniciais
Olá pessoal. Esse é o primeiro capítulo de Unril We Break, uma fanfic que contém homossexualidade, bissexualidade e yaoi. Então se você tiver algo contra um desses itens, recomendo que não leia.
Como este é o primeiro ch, mostra apenas os dois se conhecendo. Bom, apreciem a leitura.

Until We Broken

by Iris He

“Aoi, estou me mudando para Tóquio. Você sabia todo este tempo que este dia chegaria. Então, eu estava esperando que você já estivesse preparado para isso. Perdoe-me por ter que romper nosso relacionamento assim. Mas no fundo eu sabia que ter uma conversa sobre isso com você não seria uma boa idéia. Perdoe-me por escolher seguir meu sonho. Por isso, viva sua vida como quiser. Adeus.

Ruki, 22/05/2010.”

Começa aqui uma nova etapa da minha vida. Provavelmente a melhor.



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“Não dissemos um adeus formalmente. Mas sabíamos que viver separados seria fatal. Cartas e telefonemas não teriam valor se não podemos estar juntos. Eu apenas acabei com o sofrimento, que futuramente teríamos.”

Tóquio não pode nem ser comparado à Kanagawa. E isso eu via apenas pelos prédios arranha-céus com propagandas de bandas e comerciais de televisão. Sinto-me um caipira.

Eu sabia o tempo todo que a vida na capital seria difícil, por isso, se alguma vez eu cair, farei o impossível pra me erguer e continuar lutando. Em Kanagawa era difícil seguir a carreira de estilista, pois faltam boas instituições de design de moda, além de ser considerado uma cidade interiorana. Tóquio seria mais fácil de tornar essa lasquinha de sonho em realidade.

Trabalhei e estudei duramente por pouco mais de seis anos. Depois de tantos anos economizando dinheiro, até em roupas, eu poderia dizer que agora tenho uma pequena fortuna para um rapaz de 28 anos.

Hora de mudar a vida, foi o que pensei quando adentrei ao trem que me levaria à cidade dos meus sonhos.



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– Droga! – Ruki havia caminhado por pouco mais de uma hora à procura de uma imobiliária. Não agüentava mais gastar dinheiro à toa em hotéis. Mas sortudo como ele era, não encontrava nenhum estabelecimento escrito “IMOBILIÁRIA”. Levantou o pulso e olhou as horas. – Ainda tenho um tempinho...



Kyah... Kyah! Que rapaz lindo...

Sim, tão lindo...! (risadas) Ah, meu Deus.

Meu coração... Yuri-chan, vai explodir... Nyah...


Mas que diabos? Ele olhou para o lado de onde vinha o barulho.Duas colegiais paradas do outro lado da calçada o encaravam. Um rubor subiu às suas bochechas. Mas ora essa, que cretinas. Eu sei que sou lindo. Mas não era necessário este tamanho escândalo... Ai, colegiais de hoje...

Ruki voltou a andar, mas ainda escutava alguns gemidos.



Hey, gatinho... Vamos beber algo...

Ele olhou para elas pensando em como xingá-las, mas estas estavam olhando para outro lugar. Virou-se para trás, e seus olhos pararam num loiro alto, de cabelos longos, de terno.


Então era para ele que elas gritavam?

O homem caminhava alinhado e sério, como se não enxergasse aquelas garotas. Fácil perceber que estava desinteressado. Ele tragava um cigarro de marca famosa e mexia no celular. Caminhava em direção de Ruki sem perceber. O pequeno não conseguia se mover. Ele vai tombar contra mim se eu não sair daqui...

Ele estava a meio metro de Ruki, quando seu celular escapou de sua mão. O objeto caiu sob os pés do menor, e este abaixou-se para recolher. Entregou o telefone celular ao homem sem dizer uma única palavra.

Ele é mais bonito ainda de perto. Um homem como este já deve ser comprometido. Sua boca se mexia como se estivesse pronunciando algo.

– ... ser novo por aqui, não? Porque eu trabalho aqui perto e nunca o vi.

– Ahn... Ah, sim, sim. Desculpe-me, estou um pouco distraído. – Mesmo sem ouvir o começo, havia entendido a pergunta. Ruki olhava pra o estranho e parecia que tudo ficava no mute. A beleza dele era hipnotizante.

O loiro olhou para uma mala grande que Ruki carregava.

– Está se mudando?

– Na verdade, sim. Estou procurando por uma imobiliária, mas não encontro nenhuma. – Ele digeriu vagarosamente as palavras, e depois olhou para o baixinho como se este fosse cego ou autista.

– Bom... – O homem comprimiu os lábios para não rir. Estava achando a situação demasiado engraçado. – Você acabou de passar por várias, possivelmente. – Ele virou-se de lado e apontou para outras ruas que eu já havia passado. – Há muitas imobiliárias concentradas neste bairro. Sei disto porque como eu já lhe disse, trabalho aqui perto.

Ruki preferia estar correndo pelado na rua do que bancar o tonto na frente de um homem tão lindo.

– Eu espero que você ache um apartamento de seu gosto, viu? – Seu sorriso é lindo, pensou Ruki; ficou sem-graça ao vê-lo tão encantador. – Bom, eu já vou indo.

– A-ah, obrigado! Se não você por você, eu estaria procurando até de noite... Está bem, adeus. – Acenou ao homem que já havia tomado alguns passos.

– E ah, chibi-san, cuidado com as ruas de Tóquio. Não se perca, hm? – Ele sibilou em baixo tom e se foi.

Ruki sentia-se extremamente constrangido. Não por agido de forma idiota na frente do homem do qual nem perguntou o nome. Sentia-se constrangido porque seu coração ainda estava acelerado.

Eu já teria me apaixonado? Ah, bobagem, acabei de conhecê-lo. De qualquer jeito, não tenho a mínima chance. O fundo de seu celular havia me mostrado muita coisa.

Notas finais
Gostaram? Eu não cobro reviews nem nada, cada faz o que quiser. Mas um comentário seria bem vindo.
Eu devo avisar que demoro bastante para postar, pois tenho que conciliar estudos à parte e o colégio. Me desculpem. Mas postarei assim que puder. Até a próxima.