Until We Break

2 chapter two.


Notas iniciais
Aqui está o segundo capítulo~! Não tive muito tempo para revisá-lo, então, qualquer erro ou reclamação, por favor relatem nas mensagens privadas. Apreciem a leitura!

Encontrar uma imobiliária foi fácil depois de ter esbarrado no homem de terno. Ruki chegou às pressas na primeira que viu quando o estabelecimento já estava quase fechando.

– Procura um apartamento para você apenas, ou tem família? Seria de quantos quartos? – Falou rapidamente o velho homem mal humorado. Estava louco de pressa voltar para casa e assistir à novela. Mas fazer mais uma venda no fechamento do dia não era nada mal. – E tem bairro de preferência?

– É apenas para mim, mas eu gostaria de um apartamento que tivesse ao menos dois quartos... O outro para eu poder trabalhar e produzir minhas roupas. – Ruki parou, pensativo. – Bom, eu não conheço Tóquio, mas de preferência, perto do centro.

Nishida-san rapidamente pegou a pasta de plantas de apartamentos vagos e o abriu. Indicou com o dedo vários destes.

– Olhe, há alguns aqui que talvez o senhor goste, e encaixa-se perfeitamente em seus requisitos. – Ele ajeitou os óculos e prosseguiu. – Este aqui, tem dois quartos, sendo um desses suíte, um pequeno quarto para empregada, um toalete, a área de serviço, cozinha, a lareira, duas sacadas, vista para o mar, e um closet.

– É... Realmente bom. A fachada do prédio é bem bonito também. – Pensou alto Ruki. – Já vem assim decorado?

– Não, esta aqui é uma amostra. Porém o inquilino pode solicitar e pagar a parte a mais, e temos os modelos de decoração aqui. Se o senhor quiser decorá-lo de acordo com sua imaginação, terá que procurar um outro decorador.

Ele havia na verdade gostado muito mais da decoração do apartamento do que o lugar em si.

– Como o preço do aluguel é 90.000 yenes, se o senhor solicitar a decoração, podemos dar um desconto de 7%. Temos vários modelos, gostaria de dar uma olhada? – Nishida-san abriu a gaveta e tirou uma outra pasta. – Tem este modelo mais clássico...

Ruki interessou-se nas paredes douradas da cozinha e endireitou-se para ver.

– Este mais moderno, este mais confortável e colorido, Shabby Chic... – Nishida-san olhou para Ruki, esperando por uma resposta.

– Oh... Nossa... Todos são tão bonitos... – Ele analisava um por um. E isso dificultava ainda mais na escolha. Pensou que talvez preferisse o clássico, já que era realmente obcecado por dourado, mas ainda preferia o estilo da planta original. – Modelo Shabby Chic, é, este mesmo. Posso ir para lá agora? Claro, acertaremos o dinheiro e a assinatura do fiador terá de ser para amanhã, desculpe.

– Oh, não sabia que era tão urgente. Tudo bem, então eu mando os garotos da decoração passar lá amanhã. Podemos ir agora.

Pegaram um táxi para chegarem mais rápido. Ruki queria pegar metrô, mas Nishida-san insistiu em pegar um táxi. A trajetória durou vinte e poucos minutos, e logo chegaram ao destino.

O céu já estava escurecendo, e as luzes de fora do prédio – e da rua também — estavam ligadas. Era um belo cenário aos olhos de Ruki.

Subiram pelo elevador; cada andar tinha oito apartamentos. Talvez Ruki pudesse fazer algum amigo por ali. Nishida-san pegou um molho de chaves e entre elas, segurou uma chave rústica – continha uma pedra pequena e vermelha no meio – e colocou na fechadura.

A porta foi aberta e revelou-se um interior semi-escuro. Nishida-san tateou pela parede à procura de um interruptor e ligou a luz. Ruki surpreendeu-se ao ver que já tinha eletricidade e uma lâmpada – oh, uma lâmpada.

– Ele já foi usada por outra pessoa, por isso tem lâmpada. – Nishida-san falou, como se tivesse lido os pensamentos de Ruki. — E a eletricidade porque o proprietário não corta, sempre deixa para ocasiões como esta, para mostrar melhor o apartamento.

– Entendi...

– Na cozinha tem armários já instalados – e usados -, a pia, e a bancada. Mas se quiser, podemos retirá-las.

– Não, não, isso facilita bastante, eu fico com elas, então.

Ruki havia ficado tão surpreso pela lâmpada que nem se lembrou de olhar a casa. Acordou de seus devaneios e analisou cada detalhe. É bem melhor do que eu imaginava, vai ficar perfeito quando decorarem.

O corretor fitou Ruki, esperando um sim.

Ele abriu a boca para falar, mas nada saiu. Estava em choque. Tudo tão de repente. Há duas semanas atrás ainda morava com o irmão, numa cidade pequena. E agora, estava em Tóquio, uma cidade metrópole, encontrando seu apartamento. Seu próprio apartamento.

– A-ah... Eu...

Nishida-san riu e foi em direção da sacada da sala de estar.

– Venha apreciar a vista. – Ele abriu a porta de vidro. Para pessoas indecisas, esta era sempre a grande cartada final. Uma brisa de fim de tarde atravessou o rosto de Ruki; abriu um sorriso no mesmo instante. Seus olhos ficaram vidrados de tanta fascinação. Sentia que era o destino, e que o apartamento tinha que pertencer a ele. – Não é mesmo bonita a vista, Matsumoto-san?

– Eu... Eu fico com o apartamento.

– Não é qualquer apartamento que tem esta vista, você tem sorte. – Nishida-san estendeu a mão e Ruki a apertou, retribuindo. – Tenho certeza de que não se arrependerá.

– Também tenho. – O velho corretor sorriu, e retirou do bolso um molho separado de chaves. – Está aqui a chave da entrada, do portão principal, garagem, e quartos. – Ele disse, especificando cada uma.

– Certo, obrigado.

– Eu que agradeço. Faça bom proveito do apartamento. Passe amanhã na imobiliária e resolveremos o contrato do fiador. Boa noite.

O céu foi tomado pela completa escuridão, e Ruki pegou uma muda de roupa, pensando em ir tomar banho. Esta noite teve que dormir no chão da sala de estar, sobre suas roupas, uma vez que não comprou uma cama ou um futon.

Ah... Minha vida está finalmente começando.

O que Ruki não imaginou é que foi este apartamento que realizou o seu segundo passo de estar mais perto daquele que ainda estava em seus pensamentos, mesmo tendo encontrado-o há mais de quatro horas atrás. Isso, sim, isso pode ser chamado de destino.

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Kouyou subiu pelo elevador até seu andar, exausto. Havia tido um longo dia de trabalho, a agora só precisava de um banho longo e descansar. Aquele chibi não saiu da sua cabeça. Um tanto ingênuo, simples e educado. Eram os que possuíam estas características que conquistavam seu coração, ainda na faculdade.

Mas propostas de admissão eram recusadas quando os respectivos entrevistadores vinham, a saber, da sua escolha sexual. Não que não gostasse de mulher, mas homens sempre tiveram a maior parte de sua atenção. Não tivera escolha, forçou-se a mudar de vida, e casou-se com uma mulher que não amava verdadeiramente.

Porém tinha que aprender a respeitá-la e a honrá-la como esposa, por isso, com o tempo, Kouyou acabou admitindo à si mesmo que a amava. E por isso, queria ser pai.

Ter um fruto deste sentimento. Algo concreto que pudesse ter em seus braços. Era seu objetivo principal, por agora.

Mas mesmo assim, aquela pequena criatura que encontrou perto de seu trabalho, dominava todos os seus pensamentos, não deixando um mínimo de brecha.

Tateou pelo bolso à procura da chave. Não encontrou, soltando um pesado suspiro. Apertou a camapainha, e ficou à espera de Yumi.

Escutou alguns leves passos vindo em sua direção do outro lado e esperou.

– Já estou indo!

A porta foi destrancada e aberta. Uma bela senhorita em torno de 24 anos, atendeu Kou. Suas feições eram tão graciosas quanto a de um céu limpo enfeitado por um arco-íris após um temporal. Seus cabelos eram castanho claro – naturais -, longos, alcançando um pouco mais de seu busto. Brilhoso, muito brilhoso. Se ela fosse vista na rua, diriam que ela é mestiça.

Ambos abriram um largo sorriso e selaram os lábios. Yumi assim que viu a face cansada do marido, pegou a pasta que este segurava e murmurou:

– Bem vindo de volta, meu amor.

Kouyou sentiu-se aliviado ao pisar no chão de casa. Sentiu um cheiro diferente no ar. Um cheiro desconhecido; uma leve fragrância de jasmin, patchouli e sândalo.

– Gostei do perfume. Ficou ótimo em você. – Kouyou fechou os olhos e inalou vagarosamente, como se isso fizesse seu cansaço diminuir.

– Obrigada. – Yumi sorriu. Foi o que mais ouviu nesse dia: sobre seu perfume. – Encomendei assim que teve o pré-lançamento. Agora, tome seu banho, eu mesma preparei a banheira.

– Nossa, quanta dedicação. – Kou tirou seu paletó, surpreso. – Aconteceu algo maravilhoso hoje?

– Não exagere; o que te faz acreditar que eu não posso fazer essas coisas em casa mesmo sem nada de extraordinário ter acontecido?

Ela deve ter ganhado alguma ação. A Yumi não prepara a banheira pra mim desde o dia que um dos colares extravagantes desenhados por ela foi disputada por várias marcas famosas.

Abriu o registro do chuveiro para encher mais a banheira. A água caía de modo uniforme, mas muito fervente. Ai! Ajustou a temperatura, deixando seus músculos acostumarem-se e pouco a pouco relaxarem-se.

Sentou-se na banheira, e novamente, deixou-se entrar em devaneio, e a imagem do pequeno loiro surgiu. Mais uma vez.

– Droga! Estou pensando demais nele... – Kouyou afastou seus pensamentos, que no momento seguinte, voltou. – Será que nunca mais vou ver ele...?

Se este fosse o caso, Kou estaria fodido. Mas aqui existem muitas coincidências.

Notas finais
*Shabby Chic é um estilo de decoração que mistura peças rústicas e confortabilidade.
*Frases em itálico; como perceberam, são os pensamentos dos personagens.
Talvez o próximo ch demore um pouquinho, me desculpem. ;____; Mas e quanto a esse, reviews? rs ♥ Até a próxima.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.