Notas iniciais
Olá ♡ Aproveitem, desculpe se houver algum erro. Confesso que esse capítulo me deixou muito feliz, ain haha. ♡

— As três famílias? – indaga analítico. – Foi a Julie que te contou sobre isso?

— Foi. Já que você não me conta nada! – rebato na defensiva.

— Aquela fofoqueira...

— Andrew! – repreendo ele. – Foi por isso que fez negócios com a minha mãe? Por isso aceitou me proteger?

— Por causa da minha família? Pra tentar reconstruir tudo o que tiraram de nós...

— Foi por isso então? – indago sentindo meu coração bater acelerado.

— Sim. Era o que o meu pai sempre quis. – confirma. Ele desvia o olhar do meu e parece distante.

Parte de mim sente um alívio enorme em ver algum tipo de sentimento vindo dele.

— Como ele era? Seu pai...

— Ele era o homem mais foda que eu já vi. – Andrew diz parecendo se recordar de algo.

É a primeira vez que o vejo assim. – Nostálgico, em lembranças boas. – Ele parece vulnerável.

— Imagino que vocês eram muito próximos. – digo.

— Éramos sim. – Ele sorri minimamente. – O cara era foda, me ensinou tantas coisas...

— É? Tipo o que?

— A atirar, a lutar, me defender... – diz e volta a me olhar.

— Sua mãe já havia me dito uma vez que seu pai era igual a você...

— Você diz no sentindo de levar a mesma vida que eu levo?! – pergunta, confirmo que sim. – Sim, ele era. Por isso entrei nessa vida, por isso sou o que sou. E não me arrependo!

— Vocês tinham laços muito fortes...

— Sim. Ele fez tudo por mim, e pela Amélia... Ele amava tanto ela, parecia até que o amor não é uma droga.

— O amor não é uma droga. – falo atraindo a atenção dele. – Em meio a tanto sofrimento o amor é a única coisa que nos faz querer lutar um pouco mais.

— É o que pensa mesmo? – Andrew me analisa.

— Sim... – respondo sustento seu olhar.

Percebo o quanto estamos desconfortáveis com toda essa conversa. – Andrew nunca me falou sobre seu pai, ou sobre sentimentos.

— Me conta um pouco mais sobre sua família... – digo rapidamente.

Ele me diz algumas histórias engraçadas de quando era criança. – Fala sobre o pai com tanta admiração que estranho seu tom de voz respeitoso.

Tudo aquilo é diferente pra mim. – Nunca imaginaria que Andrew Black estaria me contando essas coisas.

Controlo o riso durante uma história em que ele quase enlouqueceu Amélia quando tinha dez anos.

— Você deu muito trabalho pra sua mãe!

— Você nem imagina o quanto! – Ele ri descontraído.

Tento registrar esse momento na minha mente.

— Ele morreu quando eu tinha dezesseis. – Andrew rompe o silêncio em que mergulhamos.

— Eu sinto muito! – digo sincera.

— Não precisa me olhar assim, Clarissa. Todo mundo tem uma história triste pra contar.

— Mesmo assim Andrew... É devastador perder alguém que você ama. – digo me recordando da minha mãe.

O olhar dele fica estranho e vazio. – E nesse momento me lembro que não foi só o pai que ele perdeu. Mas também a Angel.

— Tem mais alguma coisa que quer saber? – indaga sem me olhar.

— Sim... Andrew, quem quer me matar?

Dessa vez ele me olha nos olhos. – E muito provavelmente consegue ver o medo que sinto.

— Alexandre Vokkel. – diz impassível. – A Julie te contou a história das três famílias, você já sabe do ódio que ele nutre pela sua família...

— Sim. Mas quem é ele?

— Um dos últimos herdeiros dos Vokkel, assim como sua mãe era dos Goldstein. Eles fizeram negócios, alguma coisa deu errado no meio disso e ele começou a ameaçar vocês... – Andrew fala com seriedade. – Sua mãe morreu e só sobrou você, então...

— Matar a última Goldstein e ter todo poder pra ele. – digo sentindo ódio por esse homem que nunca vi.

— Ele só não sabe que eu vou atravessar o caminho dele. – Andrew sustenta meu olhar.

— Se alguma coisa acontecer com você... – digo sentindo o medo percorrer meu corpo.

— Nada vai acontecer comigo! Nem com você. Vou protege-la a qualquer custo. – Me aproximo mais dele, Andrew me ajuda a sentar em seu colo.

Estamos próximos. – Suas mãos estão nos meus quadris, enquanto toco seu rosto com carinho. – No começo ele parece desconfortável, mas quando deslizo meus dedos por sua pele, ele parece se deixar levar pelo carinho.

— Obrigada. – agradeço olhando em seus olhos.

— É minha obrigação te proteger!

— Só faz por obrigação então?

— Você sabe que não. – diz baixo.

— Por que? – pergunto encostando minha testa na dele.

Fecho os olhos sentindo nossas respirações próximas.

— Ainda não ficou claro pra você garota? – indaga e me beija.

Lentamente. – Sua boca encaixa tão perfeitamente na minha. – Ele me beija devagar, parece querer aproveitar cada segundo daquele momento. – Minhas mãos ainda tocam seu rosto com carinho, enquanto as suas mãos apertam minha cintura com firmeza.

Nos separamos para recuperar o ar. – Quando abro os olhos encontro os seus me fitando.

— O que foi? – pergunto.

— Você é linda. – Andrew diz me olhando diretamente nos olhos. Sinto meu rosto esquentar de vergonha, ele ri descontraidamente, me fazendo sentir o estômago afundar, são as borboletas, tenho certeza.

Ele roça os lábios nos meus me fazendo fechar os olhos novamente. – Sinto sua boca sugar meu lábio inferior de leve, seguido por uma mordida cuidadosa.

Suas mãos levantam o tecido da blusa. – Ergo os braços e o ajudo a tirar a peça de mim. – Sinto ele entrelaçar os dedos no meu cabelo, próximo a minha nuca. – Andrew puxa de leve pra trás apenas parar ter mais acesso ao meu pescoço.

Seus lábios tocam a pele do meu pescoço. – Mas de alguma forma é diferente das outras vezes. – É mais como um carinho, do que só por prazer.

Ele beija cada parte do meu pescoço com cuidado, e devagar. – Sinto sua mão livre envolver meu seio. – Facilitando tal ação pela ausência do sutiã. – Ele acaricia lentamente, me arrancando alguns gemidos e suspiros. – Me remexo em seu colo sentindo sua ereção, deslizo minhas mãos por suas costas mapeando sua pele.

Ele solta meu cabelo e me pega com firmeza pela cintura. – Andrew inverte a posição e me deita na cama. – Seu corpo está a certa distância do meu, ele pega nas laterais do meu short e puxa deslizando o tecido pelas minhas pernas.

Ele aproxima o rosto da minha barriga e deposita um beijo demorado ali. – Deixo um sorriso escapar ao ver esse gesto. – Andrew pega agora no tecido fino da minha calcinha e a tira de mim.

Ele se levanta apenas para se livrar da calça de moletom que usa, noto ser a única peça de roupa que ele estava vestindo, já que logo o vejo totalmente nu.

Me ajeito na cama, enquanto ele me fita vindo até mim.

Ficando por cima de mim, seu corpo se encaixa perfeitamente no meu. – Ele usa uma mão para se apoiar.

Logo sinto sua boca contra a minha. – Ele me beija com tanto desejo que sinto meu ventre contrair. – Seus lábios são quentes, me fazem querer beija-lo por uma eternidade.

O beijo se torna mais intenso. – Ergo um pouco meu quadril procurando mais contato e proximidade. – Sinto seu membro rígido contra minha intimidade.

Gemo baixinho entre o beijo. – Isso parece deixá-lo ainda mais excitado.

Devagar sinto ele me penetrar. – Se encaixando sem dificuldade em mim. – Andrew faz movimentos lentos, enquanto ainda me beija.

Puxo os lençóis enquanto gemo contra seus lábios. – O beijo é interrompido enquanto buscamos ar.

Ele me olha nos olhos. – Vejo o desejo ali, me fazendo ficar mais entregue a ele.

— Você está tão molhada, caralho! – Andrew diz rouco de excitação.

Os movimentos continuam lentos e calmos. – Sinto ele entrar e sair, e meus pensamentos estão focados somente nisso.

Suas mãos procuram as minhas – Ele entrelaça as nossas mãos sobre o colchão. – Aperto as suas quando as ondas de prazer ficam mais intensas.

Não sei por quanto tempo ficamos assim até cedermos, mas cada parte do meu corpo queria muito mais dele.

O único som no quarto era o da nossa respiração. – Meus olhos fitavam o teto enquanto tentava controlar minha respiração.

Me deito de lado olhando pra ele. – Andrew vira o rosto na minha direção, nossos olhares se encontram.

— Quer deitar aqui...? – indaga quase que com constrangimento.

— Aham. – confirmo me aproximando ainda mais dele e deitando minha cabeça em seu peito.

Uma das minhas pernas está por cima da dele, meu corpo encostado no seu e minha cabeça em seu peito, tudo isso me causa conforto.

Apoio uma das minhas mãos em seu peito. – Primeiro faço carinho em sua pele, até estar fazendo círculos imaginários ali.

— Foi por causa do Alexandre Vokkel que você chamou a Julie pra me proteger? – indago me lembrando da pergunta que ainda queria fazer.

— Quer falar disso logo agora Clarissa? – seu tom parece levemente irritado.

— É que eu iria esquecer se não perguntasse na hora...

— Tudo bem. – Ergo o rosto para olha-lo. – Não é por causa dele. É outro inimigo, mas dessa vez é um inimigo meu.

— Seu? Quem?

Ele fica em silêncio por alguns segundos, até soltar a respiração pesada.

— O nome dele é Marcelus. – Andrew parece se controlar ao máximo quando fala desse homem. Seu olhar é frio e vazio. – Antes de eu mandar aqui na cidade, e nas outras, o pai do Marcelus fazia isso...

Eu e os garotos começamos a tomar o poder deles por aqui. – Até que um dia roubamos um carregamento importante deles. – Estávamos praticamente ganhando essa pequena guerra. – A cidade era quase toda nossa. – Mas é claro que o maldito do Marcelus e o pai dele não iam deixar isso barato.

Então depois que nós roubamos o carregamento, saímos pra comemorar. – Andrew para e fecha os olhos, encosto minha cabeça em seu peito e sinto seu coração bater mais acelerado. – Me lembro que naquele dia antes de sair pra roubar aquele carregamento eu e Angel brigamos feio. – Me surpreendo ao ouvir o nome dela sair da boca dele. De alguma maneira sinto um aperto no estômago. – Já não estávamos nos entendendo fazia meses, mas naquele dia a briga foi feia. Ela definitivamente não queria me deixar ir cumprir aquilo. – Mas mesmo assim eu fui.

A missão foi bem sucedida. – Fomos comemorar, beber. – Liguei muitas vezes pra ela, mas Angel não atendia – imaginei que ela estaria chateada, por isso estava me ignorando. – Era o tipo de coisa que ela faria. – Ele deixa um sorriso escapar quando abre os olhos.

Mas se eu soubesse no que tudo isso iria acabar, não teria ido a lugar algum... – Quando cheguei em casa não a vi em lugar nenhum. – Ela não poderia ter me deixado. Liguei mais um milhão de vezes e dessa vez caia direto na caixa postal. – Vasculhei a cidade atrás dela, e nada.

Nesse momento achei que enlouqueceria. – Até Marcelus me ligar, e foi aí que descobri onde ela estava. – O olhar de Andrew fica frio, vazio. E só vejo sofrimento, angústia e culpa. – Por pura vingança o desgraçada a sequestrou.

Era a cidade em troca da Angel. – Não pensei duas vezes antes de aceitar. – Mas ele queria que eu fosse até um galpão distante sozinho. – Sabia que era uma armadilha, e que não sairia vivo se fosse sozinho.

Por isso tracei um plano, levei outros comigo. – E na minha cabeça eu salvaria ela, e ainda teria a cidade pra mim.

Trocamos muitos tiros, derramamos sangue dos dois lados. – Harris atirou no pai do Marcelus, deixando ele gravemente ferido.

Nós estávamos praticamente ganhando. – E sabendo disso, Marcelus trouxe Angel pro meio do campo de batalha.

Vê-la ali, indefesa, com medo. – Com os braços amarrados e a boca amordaçada, sendo segurada por um dos homens dele. – Aquilo me fazia querer explodir o Marcelus em mil pedaços.

Eu implorei para que ele não fizesse nada com ela. – Pois vendo que em número de homens nós estávamos ganhando, e ele estava praticamente encurralado, Marcelus propôs a vida dele pela dela. – Concordei sem pensar.

Ele começou a tomar distância de nós, quando estava próximo da porta, seu capanga também começou a se distanciar. – Angel caminhou com dificuldade até mim, e quando estava próxima dos meus braços, o pai dele, aquele velho maldito, atirou nela.

Foi fatal. – Ela morreu na hora. – Seu corpo tombou pra mim. Eu a segurei, mas já era tarde. Ela morria nos meus braços. Por culpa minha.

Não queria solta-la. – Morreria com ela, morreria por ela, era pra ser eu ali.

Sentia tudo em mim morrer, enquanto a via sem vida nos meus braços.

Não consigo me lembrar com exatidão o que aconteceu depois. – Mas a polícia estava muito perto do local, e Dave e Nick me tiraram dali, mas sem não antes eu estourar a cabeça do pai do Marcelus com dez tiros.”

As lágrimas molhavam meu rosto enquanto eu via toda dor nos olhos do Andrew. – Sabia que a história dele com ela havia sido triste e trágica, mas tanta dor assim, é tão cruel.

— Por que me contou tudo isso? – pergunto com a voz embargada.

Andrew olha nos meus olhos. – Vejo a dor tão clara nos seus olhos azuis. – Estão como um dia nublado e cinzento.

— Não sei Clarissa. Só achei que estava na hora.

— Eu sinto muito, muito Andrew! – digo com sinceridade, sentindo mais lágrimas molharem meu rosto.

Ele usa o polegar para secar a lágrima que escorre pela minha bochecha.

— Quando eu a perdi fiz uma promessa a mim mesmo... Que nunca mais eu me apaixonaria por ninguém. – Andrew fala enquanto fita meus olhos. – Desde a Angel eu nunca senti nada dessas merdas por ninguém! – Ele faz uma pausa. – Até você chegar.

— Você tá dizendo que...? – minha voz se cala no meio da frase.

— Eu estou dizendo que você me fez quebrar a porra de uma promessa. – seu dedo desliza até minha boca e ele toca meus lábios. – Você era só um contrato garota, mas caralho! Eu me apaixonei por você, Clary.

Meu coração bate tão acelerado que parece que vai sair do peito. – Quase não consigo acreditar nas palavras dele. – Sinto que isso é um delírio, e que vou acabar voltando pra realidade.

Ele disse que está apaixonado por mim, com todas as letras. E ainda me chamou de Clary pela primeira vez. – Era um sonho.

Não espero mais nenhum segundo para beija-lo. – É urgente, quente, e intenso. – Quero que ele sinta que é recíproco. – Que eu o quero tanto quanto ele me quer.

Sinto suas mãos me puxarem pra mais perto. – Interrompo o beijo e fico por cima dele. – Uma perna de cala lado, enquanto suas mãos deslizam por minhas coxas. – Inclino meu corpo pra frente e volto a beija-lo.

Andrew acaricia meu corpo com as duas mãos, me arrancando gemidos durante nosso beijo. – Ele me guia até seu membro e devagar me encaixo ali. – Sinto mais uma vez ele entrar em mim.

As duas mãos dele me seguram com firmeza pela cintura.

— Você está no comando agora. – Andrew diz interrompendo o beijo, e isso me excita ainda mais.

— Como você gosta? – indago perto do ouvido dele. Começo a rebolar bem devagar.

— Assim é gostoso pra caralho! – diz rouco.

Volto a posição de antes e Andrew tem total visão do meu corpo. – O que parece satisfazer muito ele.

Ficamos assim por um bom tempo. – Até já não aguentarmos mais de prazer.

Deixo meu corpo cair por cima do dele. – minhas pernas continuam uma de cala lado do seu corpo, e Andrew só me ergue um pouco pra sair de dentro de mim. – Escondo meu rosto em seu pescoço e deposito beijos ali, enquanto sinto sua mão acariciar minhas costas.

— Eu não disse... – falo levantando o rosto para olha-lo depois de alguns minutos.

— O que?

— Que eu sou apaixonada por você. – Seu olhar está fitando o meu.

Ele sorri descontraído e até um pouco convencido. – E é um sorriso tão lindo que sinto as borboletas dançarem em meu estômago.

— Eu sei, gostosa. – Ele da um tapa leve na lateral da minha coxa.

— Se você já sabe, então não preciso dizer... – Andrew rapidamente inverte nossas posições me deixando por baixo mais uma vez.

Ele segura meus braços acima da cabeça e me olha nos olhos. – um sorriso de malícia está em seus lábios.

— Você é louca por mim!

— Você é muito convencido! – rebato rindo.

— Clarissa... você acabou de confessar que está apaixonada, e eu que sou convencido?

— Você também acabou de confessar! – sorrio pra ele que solta uma gargalhada gostosa.

— Vai jogar isso na minha cara pra sempre, não vai?!

— Sempre. – respondo olhando em seus olhos.

Sinto a mais pura felicidade me envolver naquele exato momento. Enquanto suas palavras ainda estão frescas na minha mente. Enquanto eu ainda vejo seu sorriso na minha frente.

Notas finais
Comente, faça uma autora feliz! ♡ GENTEEE. TENTEI DEIXAR ESSE MOMENTO O MAIS "FOFINHO" DE UM JEITO ANDREW O POSSÍVEL. VOCÊS GOSTARAM? Fiz algumas fortes revelações nesse capítulo, ele é bem essencial pra história e todo o desenrolar. Teve até o Andrew enfim contanto sobre a família dele e sobre a Angel. Parece que nosso garoto está se tornando mais vulnerável, em?! Haha PS: Agradeço de todo coração pelos comentários, estou sem tempo pra responder, mas tenho acompanhado todos e sempre leio. Amo vocês! ♡ Beijos, até o próximo ♡