Unraveled

7 The Weight of Expectations and Silk Sheets


Notas iniciais
💜 Olá, meus amores! Antes de começarem a leitura, preciso avisar uma coisa: este não é um capítulo sobre beijos. É um capítulo sobre medo, porque se apaixonar é maravilhoso quando você acredita que merece ser amado. Mas quando você passou a vida inteira convencida de que é insuficiente, cada demonstração de carinho pode vir acompanhada de uma pergunta cruel: "E se eu estragar tudo?" Bella está vivendo um dos momentos mais felizes da vida dela. Ela tem amigos que a amam, pais que se preocupam, uma carreira promissora e um namorado que parece saído diretamente de um romance. Mas a ansiedade não desaparece apenas porque algo bom aconteceu. Às vezes ela cresce, porque agora existe algo precioso demais para perder. Neste capítulo veremos uma Bella dividida entre duas versões de si mesma: a mulher inteligente, talentosa e admirável que o mundo enxerga... e a garota insegura que ainda acredita que precisa ser perfeita para ser escolhida. Espero que vocês gostem dessa nova etapa da história e já deixo um aviso: Edward Cullen está perigosamente apaixonado. 💜

Capítulo 7: The Weight of Expectations and Silk Sheets

O relógio digital na parede de azulejos brancos do departamento de pós-graduação da Universidade de Washington marcava quatro da tarde, mas a luz cinzenta e pesada que entrava pelas imensas janelas de vidro dava a impressão de que Forks já havia sido engolida por uma noite eterna. O aroma de papel antigo, café requentado e o zumbido sutil das lâmpadas fluorescentes criavam uma atmosfera de confinamento sufocante. Eu estava sentada diante da mesa de carvalho maciço do Dr. Harrison, meu orientador de mestrado em Literatura Comparada, segurando uma caneta esferográfica com tanta força que os meus nós dos dedos estavam completamente brancos.

Eu já tinha vinte e sete anos, uma graduação concluída com honras e um currículo acadêmico impecável, mas ali dentro, sob o escrutínio daqueles olhos cobertos por óculos de leitura, eu me sentia reduzida a uma adolescente trêmula.

— Isabella, eu li as últimas trinta páginas que você me enviou sobre a desconstrução da narrativa vitoriana — o Dr. Harrison começou, empurrando as folhas impressas, repletas de anotações em tinta vermelha, na minha direção. O tom dele era cirúrgico, destituído de qualquer empatia. — O referencial teórico está brilhante, como sempre. Mas você está atrasada com o cronograma de entrega do terceiro capítulo. Nós temos prazos rígidos com a banca examinadora e com a própria agência de fomento da sua bolsa de pesquisa. Se você não me entregar a versão revisada até a próxima sexta-feira, temo que teremos problemas sérios para qualificar o seu projeto ainda este semestre.

Internamente, uma bomba de fragmentação disparou no centro do meu peito. O buraquinho no meu coração, aquela falha física que parecia ditar os meus limites emocionais, deu um solavanco violento, e uma onda de pânico gelado inundou a minha corrente sanguínea. Senti o ar faltar nos meus pulmões, a minha garganta fechar como se uma mão invisível a estivesse apertando, e uma camada fina de suor frio brotou na linha do meu cabelo. A minha mente se transformou em um turbilhão de paranoias: eu não vou conseguir, eu sou uma fraude, eu vou perder a minha bolsa, eu vou fracassar academicamente e provar que sou incapaz de dar conta da minha própria vida por causa dessa maldita doença.

Prazos, cobranças, a pressão esmagadora de tentar manter uma rotina acadêmica de alto nível enquanto o meu próprio corpo parecia falhar em silêncio. A ansiedade era um monstro faminto que devorava as minhas certezas no escuro.

No entanto, externamente, a máscara que eu havia passado anos aperfeiçoando permaneceu perfeitamente intacta. Ninguém na faculdade sabia o que se passava por trás dos meus olhos castanhos. Eu não pisquei, não vacilei, não permiti que um único músculo do meu rosto demonstrasse o colapso que acontecia sob a minha pele. Mantive a coluna ereta, respirei de forma compassada e forcei um sorriso polido e absolutamente profissional, sustentando o olhar do orientador.

— Compreendo perfeitamente a urgência, Dr. Harrison — respondi, a minha voz saindo incrivelmente firme, modulada e segura, um contraste absurdo com o caos interno. — Tive alguns contratempos de saúde nas últimas semanas, mas nada que comprometa a qualidade da pesquisa. A estrutura do terceiro capítulo já está finalizada. Vou fazer as alterações que o senhor pontuou e o documento estará na sua caixa de entrada na manhã de sexta-feira, sem falta.

— — Excelente, Isabella. Eu sabia que podia contar com a sua maturidade — ele concluiu, recolhendo os seus papéis, satisfeito com a resposta da sua orientanda mais brilhante.

Recolhi os meus manuscritos com movimentos calmos e calculados. Levantei-me, despedi-me de forma cordial e caminhei a passos firmes até a saída do prédio de Letras. No entanto, assim que cruzei as portas duplas de vidro e pisei no saguão de mármore do campus, desabei no primeiro banco de madeira que encontrei. Escondi o rosto entre as mãos, deixando os calcanhares tremerem, tentando desesperadamente puxar o oxigênio para dentro dos pulmões antes que o choro de desespero escapasse. Eu trabalhava duro, escrevia até a exaustão para conseguir a minha própria grana e provar o meu valor, mas a sensação de que a qualquer momento a corda iria arrebentar era uma constante na minha existência.

Vinte minutos depois, caminhei em direção à saída principal da universidade, ajustando o cachecol verde-oliva ao redor do pescoço para me proteger do vento cortante. Forks estava desabando em um temporal típico, a chuva batendo com força contra os para-brisas dos carros estacionados.

Foi quando eu o vi.

Estacionado bem em frente à entrada do bloco de pós-graduação, o Volvo prata brilhava sob as luzes dos postes. Edward estava escorado na lateral do veículo. Ele havia acabado de sair de um plantão exaustivo de trinta e seis horas na cirurgia cardíaca, mas não havia um único traço de desleixo nele. Vestia uma calça de alfaiataria escura, sapatos sociais impecáveis e um sobretudo preto que moldava perfeitamente os seus ombros largos de trinta e dois anos. Mas o que fez o meu coração errar uma batida de uma forma inteiramente diferente, uma batida doce, quente e reconfortante, foi o que ele segurava nas mãos.

Edward estava segurando um buquê imenso de tulipas brancas e lavandas frescas, completamente alheio à chuva fina que começava a molhar os seus cabelos bronze desalinhados. O contraste daquele homem imponente, um cirurgião renomado e chefe de setor, parado no meio do campus universitário com flores na mão apenas para me buscar na aula, era uma das cenas mais fofas e absurdas que eu já tinha visto.

Assim que os seus olhos verdes cruzaram com os meus, o rosto dele se iluminou com aquele sorriso torto e desarmante que desfazia qualquer resquício da minha ansiedade. Ele caminhou na minha direção a passos largos, ignorando o temporal.

— Ei, meu amor... — Edward disse, a voz saindo grave e aveludada, aquecendo o ar frio ao meu redor. Ele estendeu o buquê na minha direção e, com a outra mão, envolveu a minha cintura, puxando-me para perto e colando os seus lábios na minha testa em um beijo demorado. — Eu sei que a sua semana com as entregas do mestrado está sendo um inferno, então passei na floricultura perto do hospital. Achei que essas lavandas ajudariam a relaxar a sua mente depois das cobranças do Harrison.

Segurei as flores contra o peito, o perfume doce e reconfortante inundando os meus sentidos instantaneamente. Olhei para cima, encarando aqueles olhos verdes que me liam com tanta facilidade, sentindo uma onda de gratidão me preencher.

— Edward... você é inacreditável — sussurrei, abrindo um sorriso legítimo pela primeira vez naquele dia. — Acabou de sair de uma cirurgia complexa e veio até aqui só para me trazer flores? Os estudantes estão todos olhando para nós.

Edward soltou uma risada baixa, uma gargalhada charmosa que vibrou contra o meu próprio peito enquanto ele abria a porta do passageiro para mim, protegendo a minha cabeça da chuva com a mão.

— Deixe que olhem, Bella. Eu não me importo com ninguém neste campus, só me importo com a mulher que está revolucionando a literatura vitoriana e o meu coração ao mesmo tempo. Vamos para casa, eu fiz o Charlie prometer que não ia rastrear o nosso fuso horário pelas próximas horas.

A penumbra do quarto de Edward era cortada apenas pela luminosidade azulada da enorme tela da TV, onde um filme qualquer passava sem que nenhum de nós estivesse realmente prestando atenção. O ambiente exalava o perfume marcante de lavanda dele misturado ao cheiro quente de pipoca amanteigada que repousava em um balde esquecido no canto da cama king-size. Estávamos deitados sobre os lençóis de fios egípcios cinza-escuro, o isolamento acústico daquela imensa casa de vidro dos Cullen nos mantendo em um universo particular, alheios ao temporal que desabava sobre Forks do lado de fora.

Edward estava sem o casaco, vestindo apenas uma camiseta de algodão preta que moldava perfeitamente os ombros largos. Eu estava aninhada em seu peito, mas a proximidade física logo transformou o conforto em algo muito mais denso. Quando ele virou o rosto e colou seus lábios nos meus, o beijo calmo da quermesse evaporou, dando lugar a uma urgência que fez meu sangue ferver instantaneamente.

O beijo tornou-se um amasso intenso, febril. A boca de Edward movia-se contra a minha com uma sede assustadora, a língua dele ditando um ritmo profundo que me deixou completamente sem ar. Suas mãos longas e firmes abandonaram o meu cabelo e começaram a mapear o meu corpo por cima do suéter verde-oliva, descendo com força pela curvatura da minha cintura, puxando meu quadril para mais perto do dele. Soltei um gemido baixo contra a sua boca quando senti o peso do corpo dele se inclinar sobre o meu, prendendo-me na maciez do colchão.

Edward distribuiu trilhas de beijos ardentes pelo meu maxilar, descendo pelo meu pescoço, onde sua boca sugava a minha pele com uma intensidade que fazia minhas pernas se curvarem ao redor dele. Minhas mãos enroscaram-se desesperadamente em sua camiseta preta, puxando o tecido para cima, necessitando do contato direto com a sua pele quente. Ele subiu o meu suéter com agilidade, e suas mãos grandes e ásperas deslizaram pela minha barriga, subindo lentamente, inflamando cada centímetro de pele que tocavam. O clima estava perigosamente quente, o ápice da intimidade esticando-se como um elástico prestes a se romper entre nós dois.

No entanto, no momento em que os dedos dele subiram mais e seus polegares apertaram os meus seios por cima do tecido fino do sutiã, uma trava invisível disparou no fundo da minha mente.

O buraquinho no meu coração deu um solavanco, e uma onda de pânico súbito congelou os meus movimentos. Segurei os pulsos dele com força, interrompendo o toque.

Edward parou no mesmo segundo. Ele ergueu o corpo, apoiando-se nos antebraços, a respiração pesada e descompassada batendo contra o meu rosto, os olhos verdes completamente escuros e dilatados pela luxúria. Ele engoliu em seco, limpando a garganta ao perceber a minha rigidez.

— Bella? Você está bem? — ele perguntou, a voz saindo em um xuco sussurro rouco, transbordando uma preocupação imediata e clínica.

Tentei puxar o ar, ajeitando o suéter de forma desajeitada sobre o peito enquanto desviava os olhos, sentindo o rosto queimar de vergonha. A minha mente, ainda abalada pela crise de ansiedade mais cedo no mestrado, procurou qualquer desculpa racional para esconder a minha insegurança crônica.

— Edward... seus pais estão em casa... — murmurei, usando a primeira linha de defesa que a minha mente encontrou para mascarar o medo da minha própria inadequação e a vergonha de travar no momento mais íntimo.

Edward piscou, processando a resposta, e então um sorriso sutil, compreensivo e divertido curvou seus lábios. Ele relaxou o peso sobre mim, soltando uma risada baixa que vibrou contra o meu peito.

— Bella, eu tenho trinta e dois anos e a minha namorada está comigo no meu quarto, com a porta trancada... — ele disse, a voz mansa, acariciando a minha bochecha com as costas dos dedos. — Nós dois somos adultos, meu amor. Você é uma mulher independente, graduada, está fazendo o seu mestrado... Você acha mesmo que os meus pais vão se importar com o fato de estarmos juntos? Eles adoram você.

Arregalei os olhos instantaneamente, o coração errando mais uma batida pela constatação óbvia.

— A porta tá trancada? — disparei, a voz subindo um tom pelo nervosismo.

Edward soltou uma risada limpa, achando a minha reação a coisa mais fofa e pura do mundo.

— Lógico que sim, meu amor. Eu prezo pela nossa privacidade acima de tudo.

A vergonha me inundou por completo. Cobri o rosto com as mãos, querendo desaparecer no meio daqueles lençóis caros de fios egípcios. Edward, no entanto, tirou as minhas mãos do rosto com extrema suavidade, segurando os meus pulsos acima da minha cabeça enquanto me encarava com uma curiosidade genuína, misturando o olhar de namorado apaixonado com o de um homem maduro.

— Bella... não é a primeira vez que eu trago uma namorada para o meu quarto — ele comentou de forma leve, tentando tirar o peso da situação e normalizar a nossa intimidade para me acalmar.

Mas aquela frase foi o estopim perfeito para o veneno na minha cabeça despertar com força total. A crise de ansiedade que eu havia camuflado diante do Dr. Harrison encontrou uma nova brecha. A síndrome de impostora e a paranoia crônica da rejeição, que estavam adormecidas pelo calor dos beijos dele, ergueram-se como um monstro no escuro. Muitas namoradas. O histórico dele como médico bem-sucedido contrastava violentamente com a minha autossabotagem. Fechei a cara imediatamente, desvinculando minhas mãos das dele com um movimento brusco.

— Então quer dizer que você já fez isso com outra mulher e tá só repetindo o script comigo nesse quarto? — joguei, a voz saindo ácida, fria, destilando a insegurança que corroía o meu peito.

Edward franziu a testa, a risada morrendo instantaneamente em seus lábios enquanto ele se sentava na cama, completamente sem entender como o clima tinha mudado de uma voltagem erótica para uma discussão em questão de segundos. Ele passou a mão pelo cabelo bronze, visivelmente confuso com as engrenagens da minha mente.

— Tá bom... você está estressada pela cobrança das matérias — ele ponderou, tentando ler a minha expressão fechada, buscando decifrar o enigma que eu era. Ele hesitou por um segundo, olhando nos meus olhos antes de lançar uma pergunta delicada e profunda: — Bella... você é virgem? Eu sei que você já teve namorados antes, e se você não quiser falar sobre isso eu entendo perfeitamente. Sei que o seu foco sempre foi a faculdade e os seus livros, mas não tem por que ficarmos assim, meu amor... Você não é a primeira mulher a vir aqui, é verdade, eu vivi a minha vida antes de te conhecer. Mas você é a favorita dos meus pais. E, por mim, vai ser a última mulher que entra neste quarto. Você é a única mulher, além da dona Esme, que tem espaço no meu coração. Na verdade... eu pretendo ter uma filha com você no futuro, então você vai ter que aceitar dividir esse espaço com a sua sogra e com a nossa filha.

O plano de futuro que ele jogou no ar de forma tão natural , a ideia de construirmos uma família, de termos uma filha juntos, era tão absurdamente doce, maduro e profundo que quase esmagou a minha paranoia. Senti um nó se formar na minha garganta. Tentei engolir o nervosismo, controlando o tremor nas minhas mãos enquanto tentava me situar no meio daquela avalanche de sentimentos.

— Eu não sou virgem — respondi em um fio de voz, sustentando o olhar dele, despindo-me das minhas defesas por um instante. — Mas... Edward, quantas mulheres você já namorou sério antes de mim?

Edward soltou um suspiro pesado, uma risada sem graça escapando de seus lábios enquanto ele percebia que a minha mente analítica e literária não ia deixar aquele ponto morrer sem uma resposta exata.

— Você realmente quer falar sobre o meu passado amoroso agora, Bella? — ele perguntou, arqueando uma sobrancelha bronzeada.

Eu apenas o encarei séria, os braços cruzados sobre o suéter verde-oliva, esperando a verdade. Edward se rendeu ao meu silêncio, deitando-se de lado na cama e apoiando a cabeça na mão direita, olhando para mim com uma honestidade desarmante e madura.

— Muitas, Bella — ele confessou com franqueza, e eu fechei a cara ainda mais, sentindo o estômago revirar com a confirmação visual da minha própria paranoia. Mas ele continuou imediatamente, estendendo o braço longo para segurar a minha cintura e me puxar de volta para o peito dele, impedindo o meu recuo físico: — Mas nenhuma delas importa. Você é a mais especial de todas, Bella. Eu tenho trinta e dois anos, já construí a minha carreira no hospital, não sou mais um adolescente que fica por ficar. Eu nunca pedi ninguém em namoro antes na minha vida, Bella. Com as outras, as coisas iam acontecendo no hospital, iam ficando daquele jeito confortável até que a rotina terminasse com tudo. Você foi a única mulher na minha vida que eu fiz questão de pedir em namoro oficialmente. E eu ainda fui até a sua casa, enfrentei as viaturas na calçada e pedi a permissão do Xerife Swan porque eu queria fazer tudo certo com você. Eu sei exatamente o que eu quero. E eu quero você para o resto da minha vida.

Ele se inclinou e voltou a selar os meus lábios. A certeza absoluta na voz dele, a maturidade com que ele tratava o nosso relacionamento, fez com que o meu corpo relaxasse novamente, cedendo ao calor daquele abraço protetor. Eu me deixei levar pelo toque dele por alguns segundos, mas antes que o amasso esquentasse e a urgência voltasse a nos dominar, apoiei as minhas mãos pequenas nos ombros largos dele, afastando-o de leve com um suspiro.

— Edward... eu não quero fazer assim, correndo no meio de uma tarde de chuva — murmurei, expondo a minha vulnerabilidade crônica, o medo de ser apenas mais um capítulo na história dele. — Eu quero que seja algo planejado, algo especial entre nós dois.

Edward sorriu entre os lábios, um sorriso inteiramente compreensivo, doce, maduro e inteiramente devoto à minha estrutura psicológica. Ele depositou um beijo terno na minha testa e depois outro na ponta do meu nariz, confortando a minha ansiedade.

— Tudo bem, meu amor. O seu tempo é o meu tempo. Eu só quero beijar você... Eu prometo que vou preparar algo incrivelmente especial para nós dois quando for a hora certa. Quem sabe uma viagem para San Andrés nas minhas próximas férias do hospital? — ele brincou, soltando uma risada baixa, charmosa e rouca antes de voltar a capturar a minha boca com um beijo lento, cadenciado e intensamente protetor.

Sorri contra os lábios dele, enlaçando os meus braços ao redor do pescoço quente do meu cirurgião e me entregando ao momento, deixando que as tulipas e as lavandas no canto do quarto ditassem o nosso ritmo. No entanto, enquanto a boca de Edward me prometia um futuro perfeito e seguro, a paranoia continuava a sussurrar bem baixo no fundo da minha mente acadêmica, como uma sombra persistente sob a luz azulada da TV. Muitas mulheres. A expressão ecoava. A certeza de que eu precisava ser perfeita para não ser apenas mais uma história na vida do Dr. Cullen fincou suas garras invisíveis no meu peito, dominando os meus pensamentos mais profundos no escuro daquele quarto de vidro.

Notas finais
Eu preciso conversar seriamente com vocês sobre a Bella. Porque, para mim, o momento mais importante deste capítulo não foi o buquê de tulipas. Não foi o encontro na universidade e nem a declaração sobre o futuro. Foi a pergunta: "Quantas mulheres você já namorou?" Essa pergunta parece simples, mas ela revela tudo. Principalmente que Bella não está comparando o passado de Edward com o dela. Ela está comparando todas as mulheres que vieram antes com ela mesma e, no fundo, tem medo de perder essa competição imaginária. O problema é que Edward nunca esteve competindo. Ele já escolheu e de uma forma tão clara que chega a ser doloroso. Enquanto Bella está preocupada com as mulheres do passado...Edward está falando sobre filhos, futur, sobre casamento sem perceber que está falando sobre casamento, sobre passar o resto da vida ao lado dela e acho que é justamente por isso que esse capítulo me emociona tanto. Porque o amor não está curando a ansiedade da Bella. , mas está criando um lugar seguro onde ela pode finalmente começar a enfrentá-la. Agora eu preciso saber: 💜 Vocês entenderam o surto da Bella ou ficaram do lado do Edward? 💜 Quem também derreteu quando ele apareceu na faculdade com flores? 💜 A fala sobre a futura filha foi romântica ou intensa demais para vocês? 💜 E alguém mais percebeu que Edward fala do futuro deles com a mesma naturalidade com que fala sobre medicina? Porque esse homem simplesmente decidiu que Bella Swan é o amor da vida dele...