Universo de Grandes Almas
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Era o século IV, tudo se passava na Europa, as bruxas eram caçadas até se tornarem extintas, mas antes disso acontecer, para fazer com que todos sentissem que são aquilo que não queriam que vivessem, a última bruxa existente enfeitiçou o mundo todo, dando poderes a todos.
Esses poderes dependem da personalidade de cada pessoa, o poder de cada pessoa depende de sua alma, que é algo que não muda por causa da maldição.
Hoje em dia, é normal que as pessoas tenham poderes, assim como a Cintia, uma garota atual dos EUA, que tem 13 anos, além de uma alma verde, que feita de bondade.
Por causa dessa alma ela consegue curar as feridas de qualquer pessoa, não importa de que tipo essa pessoa seja.
Normalmente a Cintia tinha uma vida normal, até que um dia um assassino foi pago para matar seus pais enquanto ela estava na escola...
Quando ela voltou para casa, viu que tinham vários policiais ali, tentou entrar correndo na sua casa, mas quando viu os corpos de seus pais, ela caiu de tão mal que se sentiu.
Depois do que aconteceu ela foi levada a morar em um orfanato, um orfanato com várias crianças e que parecia mais uma prisão, pois tinha muros altos, uma comida sem qualidade, uma sala onde ficavam presos aqueles que se comportassem mau, e só tinha quartos pequenos para dormirem três crianças em cada. Levaram ela ali com um ônibus cheio de crianças com diferentes idades.
Só de ver aquele lugar por fora, ela já imaginava que ele fosse horrível, quando entrou ali, percebeu que não estava errada, aquele lugar era uma prisão que virou orfanato, pelo menos parecia ser assim, pois tinha até uma área cheia de objetos de academia, assim como pesos.
Logo, ela entrou na cantina, pois era meio-dia e um adulto falou que ela tinha que comer, a cantina era realmente enorme, estava lotada de crianças desde 7 a 16 anos, como tinha acabado de chegar, a fila estava quase vazia e a comida já havia esfriado, depois de pegar a comida que tinha ali, ela procurou por um lugar para se sentar em meio as mesas longas e retangulares que eram usadas para que as crianças pudessem comer.
O único lugar que ela encontrou foi à beirada de uma mesa que ficava perto de uma das saídas dali, já ao seu lado naquela mesa, tinha um garoto, aparentemente, com 16 anos, ele usava uma calça cinza e uma camiseta preta, tinha a pele morena, o cabelo e os olhos dele eram pretos também.
— Olá!- Ele cumprimentou com uma voz alegre, mas sem nenhum sorriso — Você é nova aqui?
Esse modo como ele estava falando a deixava um pouco arrepiada, mas ele respondeu de um jeito normal:
— Sim, eu sou.--Logo depois de responder a isso, ela olhou em volta--Como você sabe disso mesmo esse lugar tendo tanta gente?
Foi aí que ele sorriu de um jeito meio sacana.
— Eu sou daqui desde que esse lugar só tinha 12 crianças. Eu vi elas entrando, morando, saindo e fugindo daqui.
— Qual o seu código?
Ela achou estranho a pergunta que ele fez, por isso apenas olhou ao prato e ficou em silêncio.
— Entendi. Você não sabe né? Vou te explicar. Aqui nesse lugar, todos são chamados por um "código" que é a idade e a alma da pessoa, um exemplo: meu código é 2:003. Qual seu tipo de alma?
Ela respondeu com muita vergonha
— Verde.
— Bom, como você tem a alma da bondade, vão te colocar com o código 5:124, ou algum número parecido.
Enquanto ele falava isso, ele olhava para uma janela próxima a eles, enquanto mantinha seu rosto sem nenhum sorriso, mas não era de forma forçada, ele realmente parecia estar triste ou cabisbaixo, a Cíntia pensava em perguntar porque ele estava assim, mas como ela não o conhecia, achava que ele era assim.
— Por que você acha que esse é o meu "código"?
— Porque deve ser a décima segunda garota com esse tipo de alma. Os adultos daqui dão um número para o tipo da alma, um número para o seu gênero e um número para a quantidade de pessoas do seu gênero com seu tipo de alma.
Ouvi-lo falar assim fez ela ficar impressionada com ele, "como um garoto saberia tanto assim de um lugar como esse?". Mas ela lembrou que alguns segundos atrás ele tinha dito que estava ali a muito tempo.
Bateu um sinal, indicando a todos que era para eles irem ao enorme pátio do orfanato, todos correram ali como se fossem verdadeiros animais naquele lugar horrível, o que impediu que ela perguntasse o nome daqule cara, que sumiu por sair do refeitório de forma discreta em meio a aquela multidão.
Depois de ir para o pátio, ela não sabia o que fazer naquele lugar, que só tinha quadras de futebol, basquete e vôlei, crianças brigando por querer brincar nessas quadras e adultos ignorando essas brigas porque provavelmente acontecem todo dia. Ao fim da tarde, todas as crianças iam aos seus dormitórios (masculinos/Femininos), mas um dos vários zeladores que tinham ali falou para ela que ela precisava falar com o diretor. Ela foi a diretoria e o diretor começou pedindo para que ela sentasse em uma das cadeiras que tinham ali e ela sentou.
— Seu nome é Cíntia, certo?
— Sim.
O diretor estava suando de preocupação:
—Então, como posso dizer isso? É... O orfanato está sem dormitório feminino para você.
A Cíntia se sentiu bem confusa com isso:
— O que?
— Preste atenção, esse lugar era uma prisão de segurança máxima antes, e só tinha dormitório para homens, então tivemos que construir os dormitórios para as garotas, mas todos os masculinos tem pelo menos um garoto e os poucos femininos que temos estão cheios.
— E onde vou dormir agora?
— Bom, eu e os coordenadores pensamos muito no que fazer, então como não podemos fazer você dormir no pátio ou algo assim, você vai dormir junto com um garoto até terminarem de fazer um quarto para você. Tudo bem para você?
Ela ficou em silêncio por alguns segundos, mas achou que não teria outra opção.
— Ok...
Então ela saía daquela sala, enquanto passava por um corredor, Cíntia pensava que seria ruim dormir no mesmo quarto de um garoto desconhecido, que poderia ser bom, mas também poderia ser mau, mas depois que terminou de passar por aquele corredor, tinham mais dois corredores, um a esquerda e outro à direita, ela seguiu o caminho pela direita, mas uma garota alta, magra e forte pegou ela pelo pescoço, isso foi tão rápido que a visão dela ficou toda embaçada, voltando ao normal aos poucos para ver que aquela garota ruiva de cabelo cacheado e longo estava junto com outras duas garotas também magras e com o mesmo o tamanho que da Cíntia, a garota ruiva então começou a falar:
— Olá!... Como você está? Você é nova aqui não é?
Enquanto falava isso, esta garota estranha sorria de forma bem sádica e irritante, mas logo em seguida ela parou de sorrir assim e começou a falar de um jeito que mostrava que ela estava irritada:
— Vou te ensinar uma regra que temos aqui. Nunca fale com o meu amorzinho ok?
Depois disso a Cíntia tentou falar mas a garganta dela estava tão apertada que a voz dela não surtia efeito. A ruiva percebeu isso e aproveitou para dizer:
— O que? O que está dizendo? Está me dando seus saltos altos para eu não te irritar mais? Tudo bem! Anael, pega os saltos dela.
E a garota Anael, que era uma das duas que estavam junto com ela, fez o que ela pediu e a Cíntia desmaiou de tanto enforcarem ela.
Alguns minutos depois, ela acordou sentindo que alguém estava dando chutes fracos na testa dela:
— Acorda aí!
Ela abre os olhos e vê a sombra de um rapaz com uma aura negra à sua volta, depois disso ela o reconhece por sua voz quando ele diz:
— Me disseram que uma das garotas novas nesse lugar terá que dormir no meu quarto por um tempo... Não é você não, ou é?
Ela levanta enquanto via o rosto daquele garoto que era o mesmo que falou com ela depois que ela entrou no refeitório dali, ele mantia suas mãos nos bolsos de sua calça, enquanto pensava em como poderia conseguir suas futilidades com aquela garota tendo que estar perto dele, o que o deixava incomodado, mas ele decidiu que era melhor falar com ela:
— Por que tem uma marca no seu pescoço? — Ela passou a mão ali com um constrangimento visível — Não precisa responder se não quiser.
Em questão de segundos a mão dela começou a brilhar e a marca vermelha sumiu e ela contou:
— Foi uma garota ruiva que segurou em mim pelo pescoço... Mas ela era muito forte.
— E os seus sapatos, foi ela que roubou?
— Sim... — os dois começaram a andar juntos pelo corredor e ela continuava se sentindo mal pelo que aconteceu — Vamos mudar de assunto.
— Ok! Então, você não respondeu a minha pergunta.
— Que pergunta?
— É você que vai ter que dormir no mesmo quarto que eu?
— Parece que sim.
A Cíntia respondeu isso com muita vergonha então acabou respondendo baixo. Depois disso eles foram conversando enquanto seguiam pelo corredor, que ia até a área do dormitório masculino. Quando entraram no corredor apertado do dormitório, Cíntia sentiu um arrepio, pois a lâmpada tinha uma iluminação fraca e não parava de piscar, Aquele rapaz estranho ficou de frente com uma das várias portas de ferro com números, a porta em que ele parou de frente e abriu, era de número 0.
— É aqui.
Cíntia olhou dentro do quarto e se assustou, o quarto estava todo cheio de poeira, todo escuro, e ao lado da porta, havia um canto cheio de lixo. Ver tudo isso a deixou paralisada por imaginar quantos insetos poderiam ter ali, mesmo assim, entrou no quarto e viu uma beliche de madeira.
Enquanto isso, a garota que quase enforcou a Cíntia até morrer, estava com suas amigas vendo em quem caberia os sapatos que elas roubaram, mas só serviu nessa garota ruiva, que se chama Darlene.
— Haha! Ficou bom, não é mesmo?
As duas garotas que estavam juntas com ela concordaram com seu argumento e as três conversaram até o fim do dia.
Na manhã do dia seguinte, a Cíntia acordou na parte de baixo da beliche, logo, ela acenderia a luz do quarto, mas se lembrou que o Thomas, o rapaz que estava dormindo no quarto tinha dito a ela na noite passada, que a lâmpada do quarto não funcionava, por isso ela só abriu a porta, usando uma chave que ele tinha dado a ela, e aproveitou que todos dormiam para jogar todo aquele lixo que estava no chão no lixo, mas quando ela pegou em uma lata de refrigerante que tinha ali, uma lacraia de 30 centímetros de comprimento aparece à sua frente, lhe dando um enorme desespero, mas quando ela ia gritar, ela sente uma mão masculina tampando sua boca e a voz do Thomas dizendo para ela não gritar. Depois de alguns segundos, ele soltou a boca dela.
— Calma, tudo bem?
Por puro medo, ela não conseguia fala alguma coisa. Mas o Thomas não percebeu, então ele contou pra ela:
— Esse bicho é meu animal de estimação.
Logo em seguida, ele abriu a manga longa da camiseta preta que estava usando, deixando assim que a lacraia entrasse nela, andando pelo baço do Thomas e indo até suas costas logo em seguida, o volume desse animal sumiu da roupa dele.
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