Unintentionally loved you
16 Don't say goodbye
Notas iniciais
Mesmo emocionalmente cansado, Robin não conseguia pregar os olhos. Com o passar das horas e o efeito do sonífero se dissipando aos poucos Regina começa a se tornar inquieta, sua febre aumenta e ela começa a gemer sôfrega.
Pacientemente ele secava o suor que tomava conta do corpo dela, enquanto pregava palavras de conforto em seu ouvido.
“Esta tudo bem, meu amor, logo você melhorara” Robin tentava se agarrar em suas palavras com esperança.
“Uhh não, não, não, não” Mesmo inconscientes ela gritava e chorava “Papai não me deixe, por favor.” começa a soluçar compulsivamente.
“Shiuuu é só um sonho, não chore, esta tudo bem” Ele encosta-se à cabeceira da cama e cuidadosamente puxa ela para seu colo e a embala como um bebê.
Robin a olhava com todo amor que tinha, mesmo no estado que Regina estava. Sua pele oliva tinha uma tonalidade pálida e suada, seus cabelos estavam úmidos pelo suor, sua boca estava ressecada e olhos com profundas e escuras olheiras. Nem de longe aparentava ser quem era.
“Regina não sei se consegue me ouvir, mas eu acredito que faça.” Ele fala enquanto afasta o cabelo que estava em grudando no pescoço dela. ”Regina, por favor, não me deixe, estou apavorado, não conseguiria lhe ver partir”
E como se voltando no tempo, quando ele era somente uma criança chorando pela mãe doente, Robin chora como não chorou em muito tempo ele se agarra mais firmemente a Regina. Ele não suportaria perdê-la. Depois de anos sendo corrompido pela dor, solidão, perdas e as responsabilidades. Robin encontrar em Regina exatamente o quê a mãe queria a ele felicidade, amor, alguém por quem ele lutara e que lutara por ele.
"Eu não permito que você me deixe" Ele fala com a voz abalada pelo choro. “Eu estarei ao seu lado”.
**
Na manhã seguinte o dia era cinza e frio, combinando com o clima do castelo.
Todos estavam abalados e assustados, haviam poucas pessoas se movimentado pelos corredores, muitos servos ainda estavam em interrogatório, para se obtiver o maior numero de informações sobre o suspeito.
Robin permaneceu acordado durante a noite toda com Regina em seus braços.
Quaisquer assuntos ligados ao reino poderiam esperar, por que ela não sairia ao lado dela ate que ela estivesse curada.
"Irmão" Emma entra cautelosamente no quarto.
"Oi" Robin não desgruda os olhos de Regina.
“Ela está bem?" Emma pergunta assim que se aproxima e senta ao lado dele.
"Não, a febre aumentou e ela permaneceu inquieta a noite inteira" Robin fala abalado.
"Irmão, ela vai melhora precisamos somente ter fé" Emma segura à mão de Robin.
"Eu espero que sim, Emma” Ele olha para a irmã e dá um sorriso triste.
"Você dormiu?" Emma pergunta quando repara as olheiras do Robin.
"Não, eu não conseguiria” fecha os olhos por alguns segundos.
"Robin você precisa dormir, estar bem quando Regina acorda”. Emma recomenda.
"Emma, eu não conseguiria nem se quisesse" Robin contesta.
"Não há nada que eu faça para você mudar de ideia, não é?"
"Não, não há”.
"Então você está sendo um estúpido" Emma é sincera.
Robin pela primeira dá risada.
"Somente você para me fazer rir” Emma também ri e deita a cabeça no ombro dele.
Depois de um tempo em que eles ficam em silencio observando Regina.
“Há algo que eu possa fazer para ajudá-lo?” Emma pergunta.
“Sim, tem. Quero que você envie um mensageiro convocando o general a vir para o castelo o mais rápido possível e quero que mande alguns guardas para a casa de Whale para ajuda-lo a trazer suas coisas para o castelo para que ele prepare o antidoto aqui.” Ele fala rapidamente e Emma assente um pouco confusa.
“Um mensageiro para o general e guardas para trazer o medico, esta bem acho que intendi vou fazer isso imediatamente” Emma da um beijo no rosto de Robin e se levanta.
“Obrigado, Emma” Ele a agradece, antes que ela saia.
“Não há de que, eu faria qualquer coisa por você e é por isso vou pedir para que traga algo para você comer ” ela sorri a ele, antes de sair.
“Emma é uma ótima menina” Robin sorri falando consigo mesmo.
“Sim ela é” Robin olha para baixo surpreso quando a voz fraca de Regina.
“Regina?” Robin engasga.
“Oi” ela sorri fracamente.
“Oh, amor” Robin sorri e a beija “Você acordou, como esta se sentido?” Robin pergunta com os olhos brilhando em lagrimas.
“Eu me sinto... fraca, o que aconteceu?” Ela pergunta confusa.
“Amor você foi... envenenada” Robin fala cautelosamente.
“Envenenada?” Regina pergunta chocada e Robin assente.
“Mas como isto aconteceu?’’ pede explicações.
“Regina, eu sinto muito o cozinheiro que foi contratado para preparar suas refeições, estava lhe envenenando, achamos veneno sombrio em seus pertences o que comprova” Ele explica.
Regina fica pensativa quando Robin explica a causa de seu mal estar, ela nunca imaginou que tal fato lhe aconteceria, é claro que ser rainha teria-lhe um preço alto mais envenenamento ultrapassou todas as suas expectativas.
“Regina você esta bem?” Robin pergunta quando ela fica em silencio.
“Tem cura?” ela pergunta ignorando a pergunta anterior dele.
“Não uma conhecida, mas Whale esta tentando preparar o antidoto” Robin tenta acalcar sua voz para não demostra a ela, o quão apavorado ele estava.
Com as palavras de Robin, Regina começa a chorar instantaneamente e enterra o rosto no pescoço dele.
“Ei, amor o que foi?” Ele a aperta mais contra ele quando ela começa a chorar.
“Eu não quero morrer” fala aos soluços.
“Regina você não vai morrer” Robin se surpreende com a afirmação dela.
“Como vos pode ter tanta certeza, sendo que o antidoto não existe?” Ela olha para ele com os olhos cheios de lagrimas e descrença.
“Eu tenho fé Regina, além de que não conseguiria mais viver em um mundo em que você não existisse” Já não conseguindo controlar, Robin deixa as lagrimas trasbordarem seus olhos.
Regina o beija, um beijo terno e calmo, mas intenso como se fosse o ultimo.
“Eu te amo, Robin, com todo meu coração” Regina fala o olhando intensamente.
“Por favor, não faça isso” segura o rosto dela entre as mãos “Não fale como se tivesse se despedindo” ele suplica.
“Quero lhe dizer isto, enquanto ainda tenho tempo” a palavras de Regina quebram o coração de Robin.
“Nós teremos muito tempo, então não desista”.
“Não vou desistir, mas quero que saiba que se algo acont...”.
“Não, nada vai acontecer” ele a interrompe não querendo que ela prossiga.
“Se algo acontecer” Ela ignora a intromissão “Quero que saiba que vou lhe amar ate que meu coração pare de bater e além disto.”
Com as palavras de Regina seus olhares se conectam de uma formam que nunca estiveram antes, acima de qualquer olhar de desejo, amizade ou afinidade, seus olhares se conectaram como se eles fossem feitos somente para olhar para o outro.
“Eu te amo, mais que minha própria vida” Robin afirma convicto, antes de beijá-la na testa.
“Sua febre esta aumentando” Robin constata assim que a beija.
“E minha cabeça esta explodindo” Assim que Regina se mexe no colo de Robin, geme de dor.
“O que foi?” Pergunta preocupado.
“Uhhh... minha barriga esta dolorida” coloca os braços entorno do abdômen.
“Aqui deixe me ajuda-la a ficar confortável”
Robin tenta tirá-la de seu colo, porem ela protesta.
“Não, eu quero ficar aqui”.
“Regina, querida deixe me deitá-la confortavelmente, prometo não sair de seu lado” ele tenta convencê-la e a contra gosta, ela cede.
Robin ajeita os edredons e travesseiros colocando Regina o mais confortável possível.
“Obrigada” Ela sorri agradecida, deita a cabeça no ombro e entrelaça a mão na dele.
Ambos ficam em silencio, aproveitando a companhia um do outro.
“Robin, será sempre assim?”
“O que?” pergunta sonolento.
“Nossa relação sempre conturbada, tendo alguém para atrapalhar ou nos ferir”.
“Sempre não, mas como dizem o primeiro ano é o mais difícil”
Regina ri irônica com o comentário de Robin.
“Ah então batemos o recorde, acho que se sobrevivermos ao primeiro ano, sobreviveremos a quarenta anos”.
“Nós sobreviveremos, afinal somos dois cabeças duras”
Ambos riem.
“Ah com certeza somos”
Toques são ouvidos na porta e uma serva entra.
“Com licença majestades, trouxe suas refeições” Ela os reverencia sem os olhar e os serve rapidamente antes de sair.
“Com licença”
“O que foi isso?” Regina pergunta sem compreender.
“O que?” Ele se faz de desentendido.
“Robin você viu a forma como aquela serva estava agindo, ela claramente estava amedrontada”. Regina recebendo o silencia de Robin com resposta, percebe que ele tinha algo a ver com aquilo.
“O que você fez?” Ela o olha séria.
“Eu não fiz nada, apenas os interroguei procurando o responsável pelo envenenamento”. Ele tenta se justificar.
“Oh Robin, eu não acredito” ela fala incrédula.
“Eu juro que não fiz nada, a não ser interrogar”. Ele tenta mudar de assunto “Venha vamos comer alguma coisa”
“Ah meu querido, você acha sinceramente que eu conseguiria comer alguma coisa agora?” Ela pergunta ironia.
“É talvez não seja mesmo uma boa ideia, mas ao menos beba um pouco de agua”. Robin se levanta, serve vinho em uma taça e o leva a Regina.
Ela toma alguns goles e logo faz uma carreta.
“Uh minha garganta” Ela entrega a taça a ele.
“Não vai querer mais?”
“Não, quero descansar um pouco” Ela se ajeita nos travesseiros.
“Pode descansar, não sairei do seu lado” Robin come algumas frutas enquanto observava Regina, que aos poucos pegava no sono, quando termina de comer e beber, ele se junta a ela na cama e também aos poucos adormece.
**
“Robin? Robin?” Emma chama pelo nome de Robin em voz baixa para não perturbar Regina.
“Emma?” Aos poucos ele vai despertando.
“Sinto muito em acordá-lo, mas preciso de você”.
Robin olha para o lado e vê Regina adormecida.
“Venha” Cuidadosamente ele se levanta da cama e anda com Emma ate um canto mais afastado do quarto.
“Eu fiz o que vos me instruiu, David e Whale já chegaram ao castelo.”
“Ótimo, Emma obrigada peça para que eles venham a antecâmara da Rainha”
Robin começa a andar de volta para a cama, quando Emma o para segurando pelo braço.
“Espere, a algo que precisa saber” A forma como Emma o olhava Robin, sabia que algo ruim viria.
“Diga”
“Alguns Guardas foram ao vilarejo em busca dos servos que faltavam e eles acharam apenas os dois provadores e ...” Emma fica com medo de terminar.
“E?” Robin a pressiona.
“Um deles está terrivelmente doente assim como Regina e o outro está morto”
Robin fica sem ação.
“Robin?”
“Eu quero ver David e Whale imediatamente” Emma sem dizer nada assente e sai em busca dos dois.
Ele anda ate Regina e a examina para ver se ela estava respirando, o que o alivia ao constatar que sim.
“Irmão eles estão aqui” Depois de um tempo Emma o avisa.
“Emma fique com ela ate que eu volte”
“Claro”
“Obrigado”
Ele olha para Regina mais uma vez antes de sair.
Ao sair do quarto encontra David e Whale.
“General Nolan, Dr.Whale” Robin os cumprimenta.
“Majestade” Eles o cumprimenta.
“Whale o chamei aqui, por que quero saber sua evolução no antidoto”. Ele vai direto ao assunto.
“Majestade eu pesquisei em livros por um antidoto, mas não achei nenhum especifico para veneno sombrio”.
“Então o que faremos?”
“Eu achei dois antídotos que funcionam para vários venenos diferentes, testaremos os dois na rainha por que esta é nossa única opção”.
“E quando vos pode me entregar o antidoto?”
“Possivelmente amanha de manha”
“Esta bem, obrigado Whale”.
“Com licença, majestade” Whale o reverencia antes de sair.
“Esta não é maneira que gostaria de lhe rever” David afirma assim que Robin e ele ficam sozinhos na sala.
“Então somos dois meu amigo” Robin se senta e acena para que David tome o lugar a sua frente.
“No que lhe posso ser útil?”
“David você é uma das pessoas em que eu mais confio, por isso quero que junte oficiais de sua confiança a procura do homem que envenenou minha esposa”
“Vou honrar sua confiança em mim e vou me empenhar para procurar por esse homem”
“Obrigado David, lamento por não lhe recepcionar melhor, mas a situação não ajuda”.
“Não problema Robin, em breve conhecerei sua esposa e nos conversaremos varias horas como nos velhos tempos”.
“É o que eu mais quero”
A porta do quarto se abre com um estrando e Emma aparece correndo.
“Robin” Ela o chama exasperada e o coração de Robin gela em desespero ele sai correndo para o quarto.
Quando ele entra encontra Regina acordada cuspindo sangue.
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