Notas iniciais
Prepare seus corações.

Robin se depara com desespero, como um homem que sempre teve o controle de tudo em suas mãos, vê sua sanidade desvanecer a medida de que ele vai o perdendo.

Não lhe havia forças suficientes para enfrentar isto, por mais que ele queira a todo custo, não conseguia mais negar a si mesmo, que a mulher que ele ama está morrendo.

Regina está morrendo e não há nada que ele possa fazer para impedir isto, mas no final das contas ele merece sofrer com a dor da perda dela, pois ela se encontra nesta situação por conta dele. Ela foi ferida pelo motivo de ser especial para ele, ninguém a feriria se ela não lhe fosse importante.

Talvez depois de tudo fora seu pai quem sempre teve razão e seus discursos de que o amor é uma fraqueza fosse à única coisa real em sua vida, afinal foi estupidez de sua parte achar que um rei poderia desfrutar de tais sentimentos em sua vida.

Suas esperanças estão se esgotando e cada gota de amor dentro dele está morrendo com Regina.

Não perdoaria a si mesmo se a perdesse, a culpa está o consumindo de uma forma que ele não consegue nem mais olhar para ela. Se fosse possível tomaria a dor dela para si, morria mil vezes em seu lugar se tivesse a garantia de que ela viveria feliz.

Mas ele não tem garantia de nada, nada além da morte.

**

Regina se sentia mais fraca a cada segundo, o veneno estava a destruindo de dentro para fora e embora todos os a sua volta pedisse para que ela tenha fé, sua descrença a impedia.

Quer somente ter paz em seus últimos momentos, quer ter a chance de demonstrar a Robin que sua vida valeu a pena por ela ter sentido o amor, ter tido alguém com quem ela dividiu este sentimento.

"Emma, você achou ele?" mesmo com sua dificuldade em falar ela não deixava de pergunta de Robin.

"Sinto muito Regina, mas não o achamos em lugar nenhum" Emma responde com muita pena por ver a dor nos olhos de Regina.

"Eu não o vejo desde manhã" Regina fala mais para ela do que para Emma.

"Tenho certeza de que logo ele estará aqui, eu conheço bem meu irmão, ele está muito abalado mais logo voltará" Emma tenta dá esperanças a Regina.

"Eu espero que sim, mas obrigada Emma, Mary e Tinker por estarem comigo aqui neste momento". Regina aperta a mão de Emma e olha para suas amigas mais antigas.

"Nos sempre estaremos aqui com você Regina, até que estejamos todas velhinhas" Mary fala com a voz embargada pelo choro, ver sua rainha e amiga naquele estado estavam as destruindo.

"Vocês são mais que minhas damas ou cunhada, são minhas irmãs as conheço minha vida toda e não importa o que aconteça quero que saibam que ter vocês em minha vida fez valer a pena" Ela vai tossindo pelo esforço em falar.

"Por favor, não se esforce" Tinker fala em lágrimas e Regina abre os braços chamando as três para um abraço.

"Eu as amo" Ela chora junto com as três.

**

O reino estava em melancolia, à notícia do envenenamento da Rainha foi se espalhado com folhas ao vento e a tristeza dominou todos os vilarejos.

A população estava devastada por sua rainha, mais entre esta tristeza toda havia pessoas que não poderia estar em mais contentamento.

"Não tem ideia do quão bom é ver a tristeza nos rostos de cada pessoa neste maldito reino, chorando pela rainhazinha" Zelena sorria perversa enquanto saboreava um vinho com seus parceiros.

"Espere então condessa, quando Regina morrer" Leopold pisca para ela.

"O que não demorara muito, aposto que até amanhã ela morre" Jefferson completa.

"Que morra logo" Ela rindo animadamente.

"Ela logo morrerá e eu serei coroado Rei" Leopold fala empolgado.

"Cuidado, Duque ainda temos um acordo" Jefferson o alerta.

"Eu sei disto e cumprirei minha parte" Leopold olha para Jefferson com descontentamento

"Acho bom mesmo, afinal estamos juntos nesta." Jefferson o olha desconfiado.

**

Como de costume Robin vai andar na floresta, a sensação reconfortante de estar sozinho entre as árvores sempre lhe trouxe paz, é como se este contato com a natureza o fizesse se conectar com sigo mesmo.

Precisava pensar e o clima que estava no castelo tornava impossível, sabia que como rei e marido não poderia sumir sem dar nenhuma explicação, mas não queria avisar a ninguém por que isso acarretaria milhares de perguntas que ele não estava disposto a responder, ele queria simplesmente fugir, esquecer ter alguma solução para que sua vida voltasse para o que sua vida era há dois dias, ter Regina em seus braços e desfrutar da intimidade que ambos estavam construindo.

"ARGH" Ele grita em plenos pulmões tentando se liberta da angústia que o sufocava, ele grita frustrando por ser impotente, ele grita que raiva que sentia de que os fez isso, ele grita pela voz, a voz de Regina que estava constantemente em sua cabeça dizendo que ele é o culpado por tudo isso.

—você está me matando, a culpa é sua.

A visão de Robin era nublada, não conseguia distinguir a realidade da ilusão, se sentia zonzo e sua cabeça martelava com a voz em sua mente.

Sem nenhuma compostura cai no chão, fecha os olhos e coloca as mãos sobre as orelhas tentando fazer a voz se calar.

"Pare, pare" Robin se sacudia, pronunciando seu pedido em sussurros.

Sem ouvir passos se aproximando ele continua com suas lamurias, ate que alguém o puxa pelo ombro e ele cegamente começa a lutar com a pessoa.

"Robin" David tentava o imobilizar.

"Robin, pare com isso cara" Com dificuldade o imobiliza e tenta o tirar desta hipnose.

"David?" Robin pergunta com a respiração irregular devido suas lutas e pelo braço de David estar sobre seu pescoço.

"Sim" David o solta quando percebe que ele esta em plena consciência.

"Desculpe-me" Robin se levanta e oferece a mão a David.

"Tudo bem cara, agora me diz o que esta acontecendo."

"Essa situação com a Regina esta me deixando louco" Ele suspira cansado.

"Eu percebi o seu estado, por isso sabia que o encontraria aqui?"

"Como você sabia?" Ele pergunta intrigado.

"Bem o fato que nos conhecemos desde criança e que vos, Killian e eu brincávamos de caça ao tesouro aqui na floresta, me ajudaram a encontra-lo" Robin sorri e dá um soco de brincadeira no braço de David.

"Nós éramos como os três mosqueteiros, um por todos e todos por um."

"Sim e em pouco tempo serão nossos filhos"

O sorriso de Robin desaparece.

"Não sei se isto acontecerá tão em breve"

"Não pense assim Robin, sejamos positivo. Agora venha você precisa estar com sua esposa"

Mesmo ainda nervoso, após seu ataque de loucura, Robin segue com David até o castelo.

Seu coração batia mais rápido a cada passo em que dava para mais perto de Regina, era tão difícil saber que a qualquer minuto ela poderia partir e quando ele toma consciência disto ele percebe que não pode perder nenhum momento em que ele possa estar com ela, porque eles podem ser os últimos.

Com passos apressados ele anda até os aposentos de Regina, chegando lá ele encontra Regina, Emma e as damas na cama.

Regina assim que o vê sorri docemente.

"Robin" Ela fala com a voz fraca.

"Oi, amor" Ele sorri para ela também.

"As meninas e eu vamos os deixar a sós" Emma avisa antes de beijar a testa de Regina e sair com Mary e Tinker.

"Desculpe pelo meu desaparecimento" Robin se senta ao lado dela e Regina se aconchega nele.

"Tudo bem, o importante é que está aqui agora”.

"Eu não sairei daqui" Ele fica fazendo cafuné na cabeça dela até que ela começa ri.

"Por que está rindo?" ele pergunta curioso.

"Estava pensando, se uns de nós tivesse dando o braço a torce antes, teríamos tido mais tempo" Robin sorri tristemente.

"Acho que não teria válido tanto a pena se não fizéssemos exatamente como fizemos"

Regina olha para ele.

"Você tem razão, cada momento que vivemos até aqui foram os que me fizeram amar você como amo”.

A maneira como Regina o olhava era tão intensa que faz com Robin esqueça tudo, como se existisse somente eles no mundo naquele momento.

"Já eu a amo desde o momento em que se negou para mim, embora tenham somente tomado consciência em nossas conversas no jardim"

"Fico feliz em ter lhe negado, você era um tirano"

Robin se finge de ofendido.

"Assim fere meus sentimentos, Milady”.

"Milady, amo quando me chama assim"

Regina sorri.

"Bem e eu não tenho nenhum apelido?" Robin faz um beicinho fofo de magoado.

"Mais é claro que tem ladrão" ela fala com naturalidade.

"Ladrão?" ele pergunta indignado.

"Sim, ladrão afinal você roubou meu coração"

Quando Regina fala isto os olhos de Robin se iluminam, parte em divertimento, parte em satisfação.

"Nunca fiquei feliz em receber tal apelido peculiar"

Ele brinca.

"Queria ter tido tempo de termos criados outros" Regina fala com pesar.

"Shiu, Regina não" Robin não quer conversa sobre isto novamente.

"Desculpe-me Robin, só quero ter certeza de que deixei claro como o amo" Regina acaricia carinhosamente o rosto dele, como ela sempre faz e como ele gosta.

"Não há como deixar mais claro do quê seu olhar" Ele cobre a mão dela com a dele.

"Sinto muito por estar te deixando" Robin começa a chorar.

"Você nunca vai me deixar" Ele pega a mão que estava em seu rosto e coloca sobre seu peito, onde seu coração bate "Não enquanto você estiver batendo aqui dentro"

Regina começa a chorar com ele e ela o puxa para um beijo.

"Eu o amo" Falando isto sua respiração vai ficando mais superficial e seu corpo vai perdendo ainda mais as forças.

O coração de Robin começa a disparar em aflição e ele a segura mais firme, junto ao seu corpo.

"Majestades, eu consegui" Whale entra correndo no quarto sem bater.

Robin e Regina olha para Whale e depois se entreolham sorrindo mais a visão de Regina vai ficando desfocada à medida que ela vai desfalecendo.

"Dê-me aqui" Robin grita apavorado e Whale entrega o pequeno frasco a ele que prontamente o abre e ajuda Regina a beber.

Se certificado de que o frasco está vazio ele retira dos lábios dela e ela sorri, tocando o rosto dele enquanto seus olhos vão se fechando lentamente e sua mão cai sem forças, quando a escuridão a domina.

Notas finais
Prevejo ameaças vindo. Kisses Steff