Unintentionally (HIATUS)
21 Capítulo 21
Notas iniciais
– O que quer dizer com isso? — a menina se afasta um pouco.
– Talvez nada, talvez tudo. Não sei dizer. — o rapaz olhava diretamente na boca da loira.
– Talvez? — ela ficou confusa.
– Talvez, por que quer ser tudo?
– Não sei. — ela coça a cabeça.
– Então não vamos estragar o agora não?
– Melhor. — eles sorriem um pro outro e voltam a se deitar.
Os dois amantes voltam a se beijar e continuar se amando até que noite chegasse rasgando o lindo dia que fazia. Karina ficou meio triste por ter que ir embora e Cobra a fez ficar por mais um tempo. Eles ficaram conversando deitados e sem roupas já que tinham tido outra relação sexual. A loira parecia estar feliz com o lutador já que eram do mesmo "mundo" e se entendiam muito bem, porém não tinha certeza se era isso mesmo que queria para levar a vida.
– Se é linda. — ele passou a mão pelos cabelos loiros mais longos.
– Obrigada. — ela sorriu convencida.
– De nada. — ele a puxou para outro beijo.
– Safado. — ela bateu levemente a mão no braço nu do rapaz.
– Você gosta oras.
– É...verdade. — eles riram.
– Vontade de te ter pra mim, tipo...sempre. — ele beijou o ombro da menina.
– Sério? — ela se sentou puxando o lençol para cobrir o corpo.
– Quem sabe. — ele deu de ombros.
– É... — ela o olhou sensual — Quem sabe. — e o beijou.
A noite caía cada vez mais e foi quando Gael voltou do jantar com Dandara que notou que a filha mais nova não estava em casa. Ele até pensou em ir no QG verificar o que estava acontecendo, mas a namorada disse que estaria tudo bem já que ela e Cobra eram "bons amigos" e nada aconteceria. Ou se caso ocorresse eles logo saberiam pela proximidade da loja ao apartamento deles.
Enquanto isso na loja de suplementos tanto Karina quanto Cobra se divertiam juntos e faziam planos sobre o que se tornaria aquela amizade colorida ou caso amoroso pós mágoas duplas, como chamavam a situação deles. A menina queria ficar com o rapaz mas não tinha tanta certeza pelo fato de Pedro ainda ter um grande lugar em seu coração, e o moreno também não, porque Jade mexia muito com o psicológico dele.
Quando Bianca chegou em casa com João e estranhou a calmaria da casa fez questão de perguntar onde estava a irmã mais nova assim que viu Gael e Dandara assistindo um filme romântico na sala e namorando juntos.
– Ela está com Cobra, Bianca. — Gael sequer olhou para a filha.
– De novo? Eles estão namorando agora pai? — a atriz cruzou os braços indignada.
– Namorando não, eles são amigos. — o mestre se virou freneticamente.
– Aham sei, já foi lá ver pai.
– Não fui e não vou, confio na sua irmã.
– Então tá, quem vai ver só vai ser você. — a menina seguiu para seu quarto e João a acompanhou.
– Esquece amor. — Dandara olhou para Gael e sorriu.
– Não aguento mais. A Bianca não para de encher e perturbar a irmã.
– Eu sei amor, mas deixa pra lá.
– Melhor mesmo.
– Sim sim. — a professora beijou o mestre.
– Karina quando você vai se mudar? — Cobra alinhou a menina ao seu peito.
– Não sei, mas deve ser logo. — ela passava a mão no peito nu de Cobra que só observava o vai e vem da mão da menina.
– Uma pena.
– Pena nada, você sabe que a casa nova é apenas dois quarteirões daqui. — ela se sentou e ajeitou o cabelo para o lado direito.
– Eu sei, mas sei lá. Vai continuar vindo aqui?
– Sim, não se preocupe. — ele colocou a mão no queixo de Cobra e o levantou.
– Acho bom mesmo. — ele riu.
– Relaxa. — ela se esticou.
– Eita que visão boa. — a menina estava de costas para ele sentava com as pernas cruzadas se espreguiçando.
– Engraçadinho. — ela não se virou.
– Gostosa. — ele passou o dedo nas costas dele e arrepiou a menina.
– Para maluco. — ela se virou e riu.
– Se você quiser eu paro. — ele sorriu maliciosamente.
– Hum. — tempo — Ei, que horas são? — ela foi vestindo a top e a blusa.
– Oito. — ele olhou no celular.
– Ok, vou indo.
– Ok. — ela vestiu a calcinha e o short, e se levantou.
– Mas já vai assim? Sem despedidas? — ele colocou um short qualquer preto.
– Sem despedidas, sem sofrimento.
– Sua sem graça. — ele empurrou de leve a menina.
– Nem um beijo? — ele colocou a menina contra a parede e prendeu os braços dela na parede com os dele.
– Dá pra negar? — ela mordeu um lábio.
– Não. — ele sussurrou e a beijou.
Cobra deu um super beijo na amiga que quando se soltou teve de respirar fundo e pegar fôlego para voltar ao ritmo de respiração normal. Ela colocou um dos dedos na boca e sorriu para ele que a deu um selinho, selando assim a amizade ou caso como chamavam. Cobreloa passou a mão pelos cabelos loiros da menina que fez o mesmo com os castanhos dele e a acompanhou até a porta do QG onde se despediram rapidamente e menina subiu para o apartamento.
– Boa noite pai, Dandara. — Karina sorriu quando abriu a porta.
– Boa noite filha. — o mestre se virou.
– Boa noite minha linda. — a professora mandou um beijo no ar.
– Tudo bem por aqui? — a loira beijou os dois no rosto.
– Sim, exceto pela sua irmã no quarto.
– O que tem ela? — Karina se sentou na mesa em frente aos dois.
– Cobra. — Gael revirou os olhos.
– De novo? — a menina se revoltou. — Que saco! Ela vive se metendo na minha vida.
– Eu sei, e é por isso que vocês duas tem que se acertar.
– Se acertar? Eu não tenho culpa se ela não gosta do Cobra. — Karina bateu com as mãos na perna.
– Eu sei filha, mas vocês devem conversar, tentar se entender.
– Impossível.
– Impossível mesmo. — Bianca surgiu na sala com João segurando seu braço.
– Calma Bianca. — João tentou deixar com que a menina não avançasse em cima da irmã.
– Meninas por favor. — Gael se levantou e Dandara também, assim como Bianca que avançou e ficou frente a frente de Karina.
– Por favor pai, essa aí só sabe fazer drama e se encontrar as escondidas com aquele marginal. — Bianca olhou nos olhos de Karina.
– Olha como você fala dele. — a loira disparou um tapa na cara da morena.
– Sua maluca. — a atriz gritou.
– Você. — a lutadora também.
– Meninas, chega. — Gael se meteu no meio das duas irmãs.
– Chega mesmo, eu não aguento mais esse draminha da Karina.
– Draminha? — a loira fica indignada. — Draminha? Bianca olha o que você fez comigo. — tempo — Com a minha vida.
– O que eu fiz?
– Mentiu o tempo todo. — a menina explode.
– Mas você era feliz, tava tudo bem. — a morena cruza os braços.
– E você achou que eu nunca descobriria?
– Pra que? Pra você sofrer e se magoar?
– Preferia a verdade que machuca do que a mentira que agrada.
– Ingrata.
– Ingrata? Bianca por favor, nem você e nem ninguém vai estragar a minha noite. — Karina empurra Bianca e segue para o quarto.
– Bruta.
– Deixa sua irmã em paz, por favor.
– Tá bom, tá bom. — Bianca se senta no sofá e João se senta ao lado dela.
– Deixa eles meu amor. — Dandara pegou na mão do namorado.
– Melhor mesmo. — Dandael se beija.
Karina assim que entrou em seu quarto bateu com força a porta e se colocou sentada bem atrás dela em lágrimas que escorriam pela discussão anterior. Ela sabia que se envolver com Cobra poderia lhe trazer consequências desagradáveis e que não seria feliz, porém a mentira que Bianca e Pedro contaram e esconderam por tanto tempo a machucavam profundamente mesmo depois de dois meses quase chegando a três. A mágoa e o sentimento de ser uma otária corriam a menina, entretanto estava disposta a esquecer tudo.
– Karina? — Cobra jogou pedrinhas na janela do quarto da menina.
– Cobra? — ela saiu pela janela e sorriu ao ver o amigo.
– Que cara é essa? — ela limpou as lágrimas disfarçando.
– Nada. — ela mentiu.
– Nada Karina? — ele duvidou.
– Sim Cobra, tá tudo bem.
– Sei.
– Mas fala aí o que você quer. — ela sorriu.
– Você.
– Engraçadinho. — ela riu. — E a verdade?
– Amanhã não estarei na loja o dia todo, só voltarei a noite. Estarei na Khan depois irei sair com o pessoal da academia, então só estarei de volta bem tarde.
– Hum. — ela concordou com a cabeça. — Ok então.
– Ok então? Só isso?
– Quer mais o quê?
– Você. — eles olharem fundo o olho do outro e a menina mordeu um lábio.
– Para. — ela ficou vermelha de vergonha.
– É verdade oras.
– Eu sei, mas dá pra parar tá me envergonhando. — ela sorri timidamente.
– Desculpa Ka. — ele passa a língua pelos lábios.
– Relaxa. — ela passa a mão esquerda pelo braço direito sem graça olhando para o menino.
– Linda! — ele fala em um tom baixo mas suficiente para a menina escutar.
– Bobo.
– Vai negar? Ainda deixando esse cabelo crescer, tá ficando top.
– Obrigada. — ela sorri.
– De nada minha Karina.
– Minha? — ela fica incredulamente irônica.
– Sim, não é? — ele fica eufórico.
– Não. — ela ri.
– Desci aqui pra gente resolver isso então.
– Acha mesmo?
– Acho. — ele fez movimento de descida.
– Convencido.
– Vai logo.
– Vai mesmo Karina. — Bianca aparece na porta no quarto, segurando a fechadura com lágrimas nos olhos e respirando fundo.
– Bianca? — a loira se vira e engole saliva a seco.
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