Unintentionally (HIATUS)
22 Capítulo 22
Notas iniciais
– Relaxa Karina, eu não vou falar nada. Cansei de brigar com você e de implicar com aquele marginal. Desculpa, o...Cobra. — Bianca entra e fecha a porta bem atrás dela.
– Qual a pegadinha Bianca? — Karina suspeita da irmã.
– Nenhuma, vai logo. — ela se senta na cadeira da penteadeira e começa a tirar a trança dos cabelos castanhos.
– Tá bom. — Karina olha pelo canto dos olhos e sai pela janela, descendo pelo poste até Cobra que a pega no colo.
– Sabia que vinha. — Cobra puxa um beijo da menina ainda em seus braços.
– Convencido. — eles riem.
– Tô ligado.
Cobra coloca a menina no chão e os braços para trás de seu pescoço. Ele olha a menina nos fundos dos belos olhos azuis puxadinhos e sorri sinceramente dizendo que os deles estavam vidrados nos dela, enquanto desliza os antebraços pela cintura da loira. Eles ficam se encarando por algum tempo até irem para a escada do apartamento de Karina e ficarem conversando com intervalos de beijos, abraços e amassos.
A loira se sentou em um degrau abaixo do moreno que a puxou para seu colo fazendo carinho em seus braços e mão, além de dar várias mordidas em seu pescoço sempre que lhe viam ao caso. Mas em algum momento quando Cobra a colocou em seu colo virada para si ele perdeu o rumo do que estavam fazendo e do que seria o certo e o errado entre os dois, assim que os olhos e as bocas se encontraram.
A sedução, o tesão e todo o envolvimento dos dois estavam passando dos limites e cada vez mais sentiam atração um pelo outro, mesmo com a mágoa e o sentimento de serem enganados por quem mais amavam. Karina quase sempre cedia aos encantos de Cobra, porém algumas vezes não continuavam o que o garoto queria e a menina não. Mantiveram essa relação por muito tempo e não seria agora que iriam parar, pelo menos pensavam assim.
– Karina, até quando vamos manter isso? — Cobra olha para a boca da menina.
– Não sei, até quando quisermos. — ela dá de ombros e lhe rouba um selinho.
– Então tá, mas posso te pedir uma coisa?
– Lá vem. — ela se ajeita no colo dele arrumando o cabelo em um rabo alto.
– Quer ser minha Karina? — ele sussurra no ouvido dela que apenas fecha os lhos em sinal de sim.
– Sua? — ela perde a voz.
– Sim. — ele sorri e ela devolve.
– E se eu responder não?
– Aceitarei.
– E se eu responder sim?
– Vou amar.
– Então posso pensar nisso melhor? — ela beija o rosto de Cobra.
– Pode claro.
– Obrigada. — ele lhe dá um selinho.
– Nada. — ela sorri.
– Então, acho melhor você ir. — ele a tira do seu colo.
– Também acho, você pode pegar a escada do QG? Não estou afim de subir a escada daqui. — ela se levanta e ele também.
– Posso.
– Me acompanha?
– Claro. — ela ri e ele também.
Eles vão e pegam a escada do QG, mas quando Cobra a coloca para fora da loja Karina o surpreende com um beijo cinematográfico que nunca esqueceriam. Os dois meio que perdem a noção do tempo e do que estavam fazendo antes, porém logo depois que se recompõem os amigos seguem até a casa da menina e Cobreloa dispõe a escada para a loira subir e voltar ao seu quarto onde daria de cara com Bianca mexendo do celular a espera da irmã.
– Bianca? — Karina respira fundo.
– Karina. — Bianca engole saliva a seco e se levanta ficando frente a frente a irmã.
– O que você quer? — elas se entreolham e Bianca abraça a irmã.
– Desculpa.
– Me poupa Bianca. — Karina empurra a atriz.
– É sério, por mais que você esteja brava e magoada comigo. Eu não tinha o direito de te humilhar ou fazer o que fiz com você.
– Jura? Não me diga. — Karina fica incrédula e irônica.
– Karina, eu não sei porque fiz aquilo e tudo que já fiz. Acho que raiva e indignação foram um dos motivos.
– Raiva? Eu que deveria ter raiva.
– Karina, você é minha irmã e não pode negar isso...
– Posso sim. — Karina grita.
– Abaixa esse tom pra falar comigo. — Bianca se enche de si para Karina.
– Ah abaixar o meu tom? O meu? Tem certeza? — Karina não acredita nisso.
– Tenho e me escuta.
– Não vou escutar nada Bianca, eu vou é dormir. — Ka passa pela irmã bruscamente.
– Não sem antes me ouvir. — Bianca pega no braço de Karina e a coloca na cama dela.
– Me solta.
– Me ouve. — Karina dá um chute em Bianca que devolve um tapa na irmã.
– Você...me...bateu? — Karina deixa escorrer algumas lágrimas.
– Karina, chega disso. Disso tudo. — as duas se entreolham chocadas.
– Chega? Olha o que você fez.
– Alguém precisa te acordar.
– Me acordar?
– Sim, mesmo que você e esse tal de... de Cobra se sintam atraídos, tenham um caso, um namoro, uma amizade o que seja...
– Não fala dele. — Karina perde a calma.
– Me deixa terminar. — Bianca respira fundo. — Eu nunca aceitaria ver você com ele, nem mesmo que eu fosse cega, mas se ele te faz feliz quem sou eu para interromper.
– Ninguém.
– Então pronto. — tempo — Quer ficar, namorar, casar, tem filhos com ele. Tenha! Mas não diga que eu não te avisei.
– Obrigada pela preocupação, mas eu não me importo com você.
– Mas eu sim.
– E por que? O que te fazer se importar comigo depois de tanta coisa que fez?
– O amor que tenho por você e por não termos mais a...
– A mamãe. — elas se emocionam.
– Sim.
– Mas não quero falar com você e ninguém sobre isso. — Karina se levanta da cama de Bianca e vai para a sua.
– Não estou pedindo isso, quero só que veja que nem sempre o que queremos, devemos ter. — Bianca se deita na cama, se vira e fecha os olhos.
– Como sabe? Nunca aprendeu com o pior.
– Aprendi sim.
– A é? Como?
– Quando quase perdi a coisa mais importante da minha vida.
– Eu?
– Sempre. — Bianca se levantou e sorriu fracamente.
– Boa noite Bianca.
– Boa noite Karina. — a loira pega no sono, mas percebe quando Bianca chega perto dela e desfere um beijo em sua testa e rosto levemente.
Com o passar das semanas e meses cada vez mais Karina e Bianca iam se entendendo e passando a se falar calma e civilizadamente. As irmãs pouco a pouco iam se acostumando a não se intrometer na vida da outra, assim como na dos pais enquanto a barriga de Dandara ia crescendo e o dia do nascimento de um Gaelzinho Junior se aproximava. Porém nesse mesmo período, a atriz ia se apaixonando por João assim como o rapaz era por ela e a lutadora por Cobra.
Cobreloa estava no QG, jogando, em um dia de domingo quando Karina apareceu com uma blusa branca com alças finas e short jeans marino, com chinelos de praia pretos e um óculos de sol da mesma cor. Os cabelos da loira estavam quase na cintura por nunca mais ter cortado e com os maravilhosos pares de olhos azuis, a menina era quase que irreconhecível porque além da aparência mudar, a personalidade bruta e indelicada se transformou em delicadeza e simpatia.
– Ka? — Cobra se surpreendeu com o look da menina.
– Oi Cobra. — ela tirou os óculos do rosto e colocou o cabelão para o lado direito.
– O que a trás aqui bela moça? — ele ri e a beija.
– O que será né? Talvez um homem lindo e maravilhoso. — eles riem alto.
– Que maravilha. — ele pega na mão dela, desfere um beijo e depois a puxa para um grande beijo.
– Mas sério vim te chamar para ir a praia com a minha família.
– Família? — ele arqueia as sobrancelhas.
– Sim. Eu, Bianca, João, Dandara e meu pai.
– Ah sim e por que eu aceitaria? — ele ronda a menina que sorri.
– Para me fazer companhia. — ela se gaba e se senta em uma das cadeiras do QG.
– Então tá. — ele passa a mão pelos cabelos da menina que apenas ri.
– Vai se trocar então bonitão. — ela dá um tapa de leve no peitoral de Cobra e vai para fora da loja esperá-lo.
Então alguns minutos depois Cobra depois de ter tomado banho e escolhido uma roupa para irem até a praia, aparece com uma bermuda escura e uma camisa branca no ombro acompanhado de um belo óculos escuros e chinelos pretos iguais o de Karina, coisa que adoravam fazer. Imitar as cores um do outro e se provocarem fortemente.
– Pronto. — ele dá uma voltinha para ela analisar.
– Bravo! Lindo! — ela bate palmas e ri com ele.
– Você que é minha linda! — ele chega mais perto dela.
– Bobo. — ela se envergonha, mas eles se beijam.
– Ai Ka, quando a Dandara vai ter o bebê?
– Em menos de duas semanas.
– Ah sim. — ele passa o braço pelo pescoço da loira que segura em sua mão.
– Vamos?
– Sim. — eles sorriem, Cobra tranca o QG e os dois colocam os óculos nos respectivos rostos e saem abraçados em direção a casa de Karina.
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