Unintentionally (HIATUS)
20 Capítulo 20
Notas iniciais
– Pedro? — ela sussurrou e algumas lágrimas escorreram assim que engoliu saliva a seco.
– Pedro? — Cobra olhou Karina que olhava Pedro no lado de fora chorando.
– Me larga Cobra. — ela o empurrou e saiu do QG em direção a Pedro que estava estático. — Pedro?
– Me diz que eu não vi isso e que só foi coisa da minha cabeça. — ele apenas falou sem mexer um músculo sequer.
– Não posso dizer isso. — ela pegou na mão dele. — Pedro, me ouve.
– Eu não quero ouvir nada Karina, só de ver já sei tudo. — ele limpa os olhos com as mãos e sai de perto da menina que chora.
– Karinaaa! — Cobra vai correndo até ela. — Calma, calma. — ele a senta em um dos bancos da praça.
– Como calma Cobra? Olha o que eu fiz. — ela tenta falar calmamente mas não consegue.
– Eu sei o que você fez. — tempo — O que eu fiz. — ele se senta ao lado dela e coloca a cabeça apoiada nas mãos. — O que dois fizemos.
– Cobra, eu tenho que ir atrás dele. — a menina corre até Pedro que tinha acabado de entrar em cada desolado pelo que viu.
– Pedro? Tá tudo bem? — Tomtom estranha o comportamento do irmão e o segue até seu quarto mas é impedida de entrar assim que ele fecha a porta.
– Tomtom? Me ajuda por favor. — Karina chega chorando e tentando conter a emoção.
– Karina? O que aconteceu? Meu irmão acabou de chegar desolado. — a menina fica confusa.
– Não dá pra explicar agora, só me ajuda.
– Tudo bem, mas me explica depois? — ela sorri fraco.
– Sim Tomtom, explico sim. — Karina a abraça.
– A porta da aberta ele só bateu com força. — a pequena avisa.
– Ok, obrigada.
Karina se solta de Tomtom toma fôlego e vai até o quarto do menino que estava deitado na cama chorando muito. A loira abre a porta e vê o ex-namorado então a fecha atrás de suas costas e anda até bem próximo onde ele permanecia. Não falou nada, mas deixou que percebesse que tinha alguém ali. Pedro não parou um minuto de tentar esconder as lágrimas ou parar de bloquear pensamentos sobre Ka e Cobra.
– Sai daqui Tomtom. — ele se vira bruscamente e dá de cara com Karina em pé.
– Sou eu Pedro. — ela se abaixa até ele.
– Karina? — ele se surpreende.
– Sim.
– Vai embora. — ele se vira.
– Não.
– Karina, por favor. — ele implora.
– Pedro...
– Karina vai embora. — ele grita com a menina que chorava no mesmo tom que o dele.
– Tomtom! A Karina está aí? — Cobra chega na casa de Pedro.
– Cobra? O que você quer aqui e ainda com a Karina?
– Tomtom, a Karina tá aí?
– Tá, mas o que você quer com ela?
– Evitar um acidente. — Cobra então passa pela porta e por cima de Tomtom e vai até o quarto de Pedro, mas não entra.
– Sai daqui Cobra, eles tão tendo uma DR.
– Karina sai daqui por favor, por favor mesmo. — Pedro abre a porta para que ela fosse embora.
– Pedro...eu...não...posso.
– Vai. — ele limpa as lágrimas que escorriam e ela também.
– Por favor, me deixa explicar.
– Não precisa, já vi tudo que tinha que ver.
– Tudo que tinha que ver? Do que ele tá falando Cobra? — Tomtom encara Cobreloa.
– Pedro ou a Karina explica depois.
– Pedro, me ouve. — a menina respirava com dificuldade ainda no chão.
– Não.
– Tá bom, se você quer assim.
– Eu não quero, vai ser.
– Vai me dizer que me machucar e mentir foi tudo bem? — ela se levanta lentamente.
– Karina, eu menti porque te amava. — ele fecha a porta de volta.
– Quando se ama não se mente. — eles se chegam perto.
– Quando se ama não se trai.
– Trai? A Karina traiu o Pedro? — Tomtom dá um tapa de leve em Cobra, mas ele fica em silêncio.
– Não estamos juntos. — ela olha profundamente nos olhos dele.
– Já sei, mas por que veio até aqui se não estamos juntos?
– Me importo com você.
– Estou vendo. Preferia que não se importasse se fosse por esse motivo.
– Tá bom então. — ela concorda com a cabeça. — Eu vou embora, se é melhor pra você.
Pedro abre a porta e Karina sai desorientada pela casa e depois pelo Perfeitão, sem notar que Tomtom e Cobra estavam escutando a conversa dos dois. O amigo da loira pede que a irmã do guitarrista converse com o rapaz enquanto ele iria cuidar da menina, a pequena concorda, entra no quarto dele e Cobreloa sai correndo atrás da amiga pela rua que sem perceber quase é atropelada por um carro.
– Karinaaaaaaa! — Cobra grita mas a menina continua andando.
– O que é Cobra? — ela para quando o amigo a alcança.
– Você precisa ter calma agora. — ele pega no braço da menina.
– Como calma Cobra? Ele viu a gente junto. — ela se solta dele.
– E você achou que ele nunca iria descobrir?
– Não, mas...
– Karina, ele te ama e você sabe disso.
– Mas ele mentiu, me enganou...
– Mas você ainda gosta e ama ele. Assuma! — Cobra respirou fundo.
– Você sabe que sim.
– Então, espere. Dê um tempo.
– Será?
– Sim.
Dois meses depois
Karina e Cobra após esse tempo ainda se encontravam no QG e mantinham uma relação estranha de amizade misturada com amor como antes de tudo acontecer. Pedro ainda amava a ex que também o amava mas nunca se falaram novamente. Bianca e Duca se separaram de vez e o lutador ficou com Nat que largou Lobão logo que o mestre foi preso pelos crimes que cometeu enquanto a menina começou a ter afeição e carinho por João, e Dandara e Gael cada dia mais arrumavam e planejavam a vida a dois com os agora quatro filhos.
– Aí Ka, você está melhor? — Karina foi visitar Cobra em um sábado.
– Tô, acho que aquela luta me deixou meia dolorida mas to bem. — a menina tinha hematomas no rosto e na barriga.
– Melhoras.
– Valeu. — eles se cumprimentaram.
– Nada pô. — ele sorriu.
– Quer fazer alguma coisa?
– Sei lá, o que sugere? — ele a olhou maliciosamente.
– Não sei, o que você sugere? — ela se apoia na mesa de computadores e devolve o olhar.
– Quer entrar? — ele dá passagem a menina para ir ao "quarto" do rapaz.
– Quero. — ela então passa na frente dele e vai até lá.
Cobra olha maliciosamente para a menina quando ela passa provocando o rapaz com os lindos cabelos que agora batiam um pouco depois dos ombros nus dela. Ele vai até a porta, a fecha e coloca a placa de "fechado" para que ninguém atrapalhasse os dois, e foi até onde a moça estava deitada mexendo no celular bem em sua frente esperando-o voltar.
– Karina. — ele a chama e ela se senta na "cama" dele.
– Cobra. — eles sorriem olhando para a boca um do outro.
Cobreloa puxa a menina pela cintura quando ela se levanta da cama e a beija com uma sensualidade imensa para cima dela. A menina logo cede e se entrega por completo para o rapaz. Eles se deitam na cama dele e lentamente vão tirando suas roupas para continuarem o que estavam fazendo na entrada do QG. Cobra deixa Karina bem a vontade e a faz muito bem sempre que faziam isso e a loira nunca recusou nada.
– Se gosta né? Pode assumir. — Cobra sussurrou no ouvido de Karina quando estavam nas preliminares.
– Gostar? Não meu amigo, eu adoro. — ela morde o pescoço de Cobra que delira.
– Que bom. — ele beijou a menina mais uma vez e continuaram a terminar o que começaram.
Karina chegou a dormir depois que acabaram de ter mais uma de suas relações com Cobra que a aconchegou em seu peito nu e forte. A menina respirou fundo e pegou em um sono tranquilo e pesado, mas logo dormiu na companhia da loirinha. Eles cochilaram por um tempo até que acordaram e se entreolharam sorrindo um para o outro, ainda estavam meio dormindo meio acordados mas tentaram se manter fixos em ambos.
– Oi. — ele beijou a testa da menina.
– Oi. — ela coçou os olhos e sorriu cobrindo o corpo nu.
– Se tá tão linda. — ele passou a mão nas costas da menina.
– Obrigada. — ela se arrepiou.
– Nada.
– Cobra. — ela olha fundo nos olhos dele.
– Oi.
– Eu curto essa nossa relação mas... — ela trava.
– Mas...
– Nada, deixa pra lá. — ela puxa a coberta mais pra cima.
– Sei.
– Hum. — ela empurra carinhosamente a cabeça dele que morde a mão dela. — Ei.
Ei, nada viu? — ele a puxou para mais perto e mordeu o pescoço dela vagarosamente e prazerosamente.
– Viu o que Ricardo Cobreloa? — ela o olhou.
– Que você não seja minha ainda. — ele passou a mão no rosto dela enquanto ela engolia saliva a seco.
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