Notas iniciais
Recomendação de trilha sonora do Capítulo: - Legião Urbana - Tempo Perdido - Legião Urbana - Será ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Bom amores, como vão? Estou indo bem e estou me recuperando das loucas aqui de casa e tudo que estava fritando minha cabeça, paciência e os poucos neurônios rs. Fiquem a vontade para conversar comigo, pedir mudanças, criticar e falar o que der na cabeça viu? Não vou matar ninguém rs. Boa leitura e comentem, xoxo.

A noite trouxe bons sonos a Karina, mas sabia que quando acordasse não lembraria de um sequer, agora para a Cobra ela trouxe grandes pensamentos e reflexões sobre o que estava vivendo com a menina e como carregariam esse "fardo". Eles não se amavam mas a atração era evidente do rosto dos dois. Se sentiam amantes e adrenalina correr pelo corpo sempre que se viam, neurônios queimarem e fritarem, assim como a sanidade e o juízo irem embora sem deixar pistas a nenhum deles.

No nascer do dia Cobreloa levantou, tomou seu banho e foi para a academia Khan treinar um pouco porque era dia de seu amigo ficar cuidando do QG enquanto treinava um pouco. Lobão, Nat e todos notaram o sorriso e a alegria do rapaz ao chegar, porém nenhum falou ou sequer pronunciou qualquer comentário sobre ele. Um dos lutadores deu uma pista aos demais, mas Cobra logo se deu um fora e o pessoal começou a rir.

Karina estava começando a acordar quando um dos médicos entrou no quarto e pediu que ela sentasse para que pudesse examiná-la para saber se a menina poderia ou não ser liberada hoje mesmo. Uma enfermeira chegou também para auxiliá-lo na consulta com a loira que não relutou ou recusou fazer qualquer coisa. Os dois conversaram um tempo até decidirem o que fariam com Ka.

– Karina, você pode ir embora hoje. — o médico sorriu e Karina vibrou.

– É sério?

– Sim mocinha. — a enfermeira passou a mão no cabelo na menina.

– Que demais.

– Bom, vamos tomar banho? Seu pai ou seu amigo devem vir buscá-la em breve.

– Vamos, vamos sim.

Karina se animou e ajudou a enfermeira a tirar o curativo da mão onde uma das três agulhas estavam fincadas. Existiam uma no braço esquerdo sustentando o soro para a hidratação extrema, outra no braço direito levando vitaminas para o fortalecimento e aumento da glicose e uma última da mão contendo remédios que não podiam ser misturados com o soro. A moça e o médico ajudaram a garota a descer da cama e a mulher levou Ka até o banheiro.

– Suas roupas vão ficar aqui do lado, tudo bem? — a enfermeira deixou as mudas no banco em frente ao chuveiro.

– Tudo bem, obrigada.

– De nada, vou atender outro paciente mas volto para te levar até o quarto novamente.

– Ok, pode ir.

– Até mais.

– Até.

Karina se jogou de cabeça e tudo embaixo do chuveiro e demorou alguns minutos refletindo sobre tudo que estava acontecendo nos últimos tempo. A descoberta da pior mentira de sua vida, a relação mais do amigável com Cobra, a gravidez de Dandara, a separação de Pedro, as intrigas e brigas com Bianca e Duca, além de várias outras coisa que tentou não absorver naquele momento. Ela lavou os cabelos e todo o corpo lentamente até se sentir bem para sair.

A loira saiu do chuveiro enrolada em uma toalha e viu as roupas deixadas pela enfermeira em sua frente. Enxugou o corpo e o rosto, vestiu as mudas e secou o cabelo curto com movimentos frenéticos com o braço um pouco dolorido das agulhas que tinham acabado de sair de dentro de suas veias. As marcas ainda constavam na pele branca, mas não ligava tanto para a dor em si e sim o porquê deles constarem ali.

– Pronta mocinha? — a enfermeira veio em direção ao banheiro e bateu duas vezes na porta.

– Sim. — Karina abriu a porta e entregou a toalha a enfermeira.

– Precisa de ajuda para ir ao quarto?

– Acho que sim. — ela riu.

– Tudo bem, então vamos.

A enfermeira morena ajudou a menina a ir até o quarto onde estava e ajudou a colocá-la na cama alta quando chegaram lá. O médico deu uma rápida passagem pelo quarto e depois ele a ajudante deixaram-na sozinha. Karina ficou esperando o café da manhã enquanto pegou o celular e viu que contia uma mensagem de Cobreloa enviada a poucos minutos.

Oi Ka, tudo bem? Então vai sair quando? — recebida a 10 minutos.

Oi Cobra, vou sair hoje a tarde. Vai vir aqui? — enviada agora mesmo.

Acho que sim, o que acha? — recebida a agora mesmo.

Ótimo rs. — enviada a agora mesmo.

Vou voltar a treinar, vejo você depois. — recebida a agora mesmo.

Ok, até. – enviada a agora mesmo.

Karina segurou e beijou o celular em sinal de que estava feliz e Cobra apenas colocou o dele dentro do armário da academia e o fechou mas deu de cara com Nat ao seu lado encostada no dela observando o rapaz pelo canto do olho.

– Qual foi Nat? — ele pergunta seco.

– Tá com algum problema Cobra? — ela arqueia uma sobrancelha e pega as ataduras e luvas.

– Nenhum e você. — ele sorri irônico

– Igualmente. — ela dá de ombros.

– Que bom. — o rapaz passa por ela e vai até o outro lado da academia.

– Eu que acho bom. — Lobão chega e beija o pescoço da namorada que sorri friamente.

Gael e Bianca já estavam na antiga fábrica cuidando e abrindo a academia quando Cobra apareceu querendo falar com o mestre.

– Sai daqui Cobra, seu marginal. — Bianca apoiou as duas mãos na mesa.

– Bianca por favor. — Gael colocou a mão em um dos ombros da filha. — Fale Cobra.

– Então, a Karina sai do hospital hoje. — ele cruza os braços tímido.

– Sério? — Bianca chega perto dele.

– Sim.

– Ai que ótimo. — Gael e Bianca respiram aliviados.

– Sim. — tempo — Bom eu vou indo, vou estar no QG caso precise de algo.

– Não precisaremos. — Bianca volta ao lado do pai e se senta em uma das cadeiras.

– Ignore ela. — mestre chega perto do ex-aluno.

– Já faço isso Gael.

– Você quer ir buscá-la? — Gael respira fundo.

– Não posso, estou de moto. Não faria bem a ela.

– Pode ir comigo e Dandara se quiser.

– Não sei não. — Cobra coça a barba mal feita.

– Bom se quiser apareça na porta do QG as 17h.

– Tudo bem, tchau Gael.

– Tchau Cobra.

Cobra sai da academia do Gael e se tromba com Duca que ia chegando. Os dois se estranham mas o aluno preferido do mestre prefere ignorar e seguir em frente até onde o próprio e Bianca estavam. Já Karina terminara agora de tomar o café da manhã e estava lambendo os dedos, quando outra mensagem chegou ao celular da menina.

Oi Ka, sou eu. Me diz, um dia você vai me perdoar? Eu te amo tanto e sinto sua falta mais do que imagina. Me desculpa, me desculpa. — recebida de Pedro agora mesmo.

A menina apenas ignorou a mensagem, o que deixou Pedro ainda mais triste por ter aceitado aquele dinheiro e o acordo com Bianca tempos atrás. Ele realmente a amava, porém sabia que não seria tão fácil conquistá-la novamente e muito menos a confiança dela que com o guitarrista estava quase que negativa, diferentemente de Cobra que estava nas alturas.

A tarde estava chegando quando Gael e Dandara se encontraram para buscar Karina no hospital. Os dois chegaram a buzinar na frente do QG para saber se Cobra queria acompanhá-los mas ele recusou o que deixou o casal confuso, porém seguiram até onde a menina estava. Ka tinha acabado de tomar outro banho e trocado de roupa novamente. Dessa vez estava com uma blusa de alça fina preta um pouco justa ao corpo, que deixava sua clavícula bem amostra, e um short vermelho parecido com os que usava na academia.

– Oi filha, tudo bem? — Gael bateu na porta antes de entrar.

– Oi pai, tudo sim e você? — a menina sorriu.

– Tudo também, trouxe Dandara.

– Oi minha flor.

– Oi Dandara, tudo bem?

– Sim e com seu irmãozinho também. — eles riram.

– Que bom. — ela olhou os dois fundo nos olhos.

– Sim.

– E o Cobra pai? Ele não apareceu? — ela se sentou e cruzou as pernas.

– Eu não o vi. — o casal se entreolhou.

– Nem você Dandara? — ela pegou na mão da madrasta quando se sentou na cama de frente a loira.

– Não minha flor, eu não o vi. — ela deu um sorriso fraco.

– Tá bom. — a loira engoliu a seco a saliva e uma lágrimas escorreu pelo canto do olho quando olhou o celular e não viu mensagem alguma.

– Fica assim não viu? — Dandara passou o mão em um dos braços da menina.

– Não estou. — ela jogou os cabelos para o lado direito.

– Bom, eu vou assinar as coisas que faltam para a saída da Karina. Pode ficar um pouco com ela amor?

– Claro Gael, fico sim. — a namorada do mestre sorriu e Karina também.

– Tudo bem, já volto. — o casal então dá um selinho.

Gael saiu deixando Dandara e Karina sozinhas. As duas conversaram sobre como estava sendo esses primeiros meses da gravidez da madrasta e a menina pediu para tocar na barriga dela, o que a professora deixou sem falar nada. Apenas pegou a mão da enteada e colocou para ver se sentia algo, porém como ainda tinha três meses, grande coisa não deu, mas mesmo assim a loira ficou feliz.

Quando Gael voltou viu a cena das duas e algumas lágrimas de felicidade ao ver as duas das três mulheres de sua vida tão felizes juntas desceram pelo rosto com fama de mal. Elas se viraram para ele e o mestre se aproximou dando um grande abraço nas duas que beijaram seu rosto carinhosamente, depois de Dandara deu um beijo no namorado.

– Bom vamos? — Gael se soltou do abraço e esticou a coluna.

– Vamos. — Dandara levantou da cama de Karina onde estava sentada e pegou sua bolsa em uma das cadeiras.

– Vamos pai. — Karina se virou e se endireitou para descer da cama. — Então né, quem vai me ajudar a descer? — Karina riu.

– Eu. — Cobra entrou no quarto e seu olhar foi de encontro ao de Karina.