Notas iniciais
Recomendação de trilha sonora do Capítulo: - JoJo - Too Little Too Late - Coldplay- A Sky Full Of Stars ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Boa noite gente linda, preparem os lencinhos viu? Se alguém chorar me avisa pra mim ir até você dar um grande abraço (vou mesmo em? kk) Bom, quero agradecer pelos mais de 9k de visualização na fic em menos de 1 mês de história e também a vocês que são os melhores leitores do mundo. Amo muito cada um de vocês ! MUITO MESMO SEUS LINDOS, ALIAS MEUS ❤ ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Boa leitura ✿

– Cobra? — Karina suspira e ele sorri de canto pra ela.

– Cobra? — Gael e Dandara se viram confusos.

– Oi gente. — ele coloca as mãos no bolso.

– Me ajuda vai. — Karina o chama com a mão e ele depois de cumprimentar Dandael vai até a menina.

– Pronta? — ele a olha.

– Sim. — os dois chegam bem perto e ela deixa que o rapaz a pegue no colo.

– Vamos? — Gael olha para a namorada que também estava confusa.

– Sim. — Karina sorri, é colocada no chão e se apoia em Cobra para andar.

– Se importa se eu ir com vocês Gael?

– Não Cobra, pode vir. — Gael coloca a mão no ombro do rapaz que sorri.

– Obrigado.

– De nada.

Gael e Dandara foram na frente guiando Karina e Cobra que vieram logo atrás do casal. Os amigos conversavam felizes e entusiasmados sobre com foi o dia um do outro e Cobreloa só reparava no belo decote da loira que realçava o pescoço magro e branco dela. Era tanta frequência que a menina reparou e ficou vermelha de vergonha, o que fez que o amigo parasse de olhar tanto.

– Desculpa Ka. — ele riu sem graça.

– Tudo bem.

Dandara entrou no banco do passageiro e Gael entrou no do motorista. Cobra e Karina nos bancos de trás sem precisar da ajuda do pai para colocar a menina sentada. Depois de tudo estar certo, partiram em direção ao bairro onde moravam. Mas no meio do caminho a loira pegou o celular nas mão e enviou uma mensagem para o rapaz sem que Dandael percebesse.

Cobra posso deitar no seu colo? risos. — enviada agora mesmo.

Preciso responder? — recebida agora mesmo.

Não. — enviada agora mesmo.

Então pronto. – recebida agora mesmo.

Karina então se deitou com a cabeça no colo de Cobra enquanto o amigo acariciava seu cabelo loiro curto. Ela sorria de felicidade e de poder ter alguém em quem pudesse confiar de olhos fechados, mesmo que muitos não concordassem com essa amizade ou relação um tanto quanto estranha dos dois. Cobreloa olhava constantemente para a boca e os olhos da menina, mas quando ela percebeu seus lábios apenas sussurram que também queria o que ele estava pedindo com o olhar.

Cobra deu um breve beijo na testa da amiga que protestou com um cruzar de braços e o fechar a cara, mas quando ele sussurrou que depois daria o que a menina pediu ela voltou a ficar normal com o amigo. Eles continuaram a conversar no trânsito que estava um inferno naquele horário, cujo era de pico porém quando estavam chegando, chegaram a cochilar por alguns minutos.

– Karina? Cobra? Vamos? — Dandara abriu a porta da frente e viu os dois dormindo. — Olha amor. — Gael se virou e também viu.

– Karina...Cobra acordem. — o mestre cutucou os dois que acordaram repentinamente coçando os olhos.

– Ai pai. — Karina reclamava. — Já vou. — ela se levanta no colo de Cobra que sai do carro e a ajuda a descer.

– Dandara se vai com meu pai?

– Não minha flor, vou pegar o João na casa do Pedrinho e depois ir pra casa.

– Ah tá, beijos. — a professora abraça a menina e Cobra, seguindo para Gael.

– Já vou subir, você pode ajudá-la a subir Cobra? — Gael colocou a cabeça para fora do vidro do carro.

– Claro. — os amigos se entreolharam.

Assim que Gael saiu com o carro e Dandara tinha entrado na casa de Delma para buscar João, os amigos foram devagar até a entrada do prédio da menina que pulou nas costas de Cobra. Ele não reclamou e segurou com firmeza as costas e as pernas dela que colocou os braços em volta do pescoço do rapaz. A loira descansou a cabeça do ombro de Cobreloa que falou que poderia continuar e que estava gostando, Ka então deu um leve tapa em sua cabeça e voltou a se apoiar nele.

– Pronta? — ele pulou com ela que deu risada e se assustou ao mesmo tempo.

– Sim. — ela o abraçou e fechou os olhos rindo.

– Vamos lá.

Cobra com a ajuda de Karina abriu a porta e começou as subir as escadas com a menina nas costas. Ka ficou inconformada com a facilidade dele em subi-las juntamente com ela atrapalhando e jogando peso em cima. Em um piscar de olhar estavam no andar da menina e ele a colocou no chão com o braço esquerdo apoiado em seu ombro. A loira então abriu as portas de casa e se virou ao amigo.

– Obrigada Cobra.

– De nada Ka. — ele passa a mão pelo rosto e cabelo da menina.

Os olhos dos dois então se encontraram depois de terem se soltado de um abraço apertado e reconfortante, o que os deixou envergonhados. Karina olhava para o chão enquanto Cobra para o fundo da casa da menina. Ka o convidou para entrar e se sentou no sofá enquanto o rapaz na mesa de madeira de frente a ela, mexendo em seus cabelos curtos, porém quando eles veem que a atração estava tomando-lhes conta, Cobreloa é puxado para um beijo.

Mais um beijo que estavam acostumados a dar. Intenso, sensual e profundo. Karina não resistia aos belos lábios de Cobra que eram totalmente imperceptíveis quando se olhava bem de perto. A menina colocou os braços ao redor do pescoço dele enquanto ele pegou na cintura fina dela. Cobreloa deu beijos no pescoço, no ombro e na clavícula da loira o que a deixou com vontade de ir além do que estavam fazendo na sala.

– Tá afim? — ela sussurrava no ouvido dele o que o deixava ainda mais arrepiado e com vontade de tê-la pra si.

– Sim. — ele beijou-a de novo.

– Vamos? — ela se soltou do beijo, respirou fundo e o encarou.

– Tem certeza? — ele soltou da cintura dela.

– Acho que sim. — ela deu um sorriso torto.

– Então tá.

Cobreloa a puxou para outro beijo intenso e se levantou junta da menina, acompanhando assim o ritmo do rapaz ao seguirem para o quarto sem se soltar um do outro apenas intercalando com beijos no pescoço e na testa. Karina estava ainda muito nervosa com as coisas que estavam acontecendo, mas travou quando chegaram na cama dela.

– Desculpa Cobra. — ela se sentou na cama se afastando dele.

– Tudo bem, relaxa. — ele beijou o ombro dela.

– Eu sei que você queria, mas sei lá. — ela passou a mão pelos cabelos.

– Você também queria, mas eu te entendo. Melhor eu ir indo nessa.

– Vai não, fica aqui. — ela se vira e coloca a mão no rosto de Cobra que respira fundo.

– Melhor não, a gente conversa depois? — ele se levantou e se soltou dela.

– Pode ser. — ele passou por ela que ficou de costas para o rapaz. — Cobra?

– Sim? — ele ajeitou a calça.

– Posso te fazer uma pergunta? — ela respirava com dificuldades e algumas lágrimas escorreram pelo rosto vermelho.

– Pode claro. — ele colocou as mãos nos bolsos.

– O que você sente quando fica comigo? — ela se virou e o encarou.

– Que resposta quer?

– A verdade Cobra. — ele chega perto dela e se ajoelha de frente a menina.

– Eu realmente não sei. — tempo — Atração talvez.

– Hum. — ela concorda com a cabeça.

– Por que?

– Nada, só pra saber. — ela limpa algumas lágrimas.

– E por que tá chorando?

– Nada.

– Karina, eu te conheço. Desembucha.

– Eu sinto que as vezes o Pedro me fazia bem mesmo tendo feito o que fez comigo e sinto falta dele, mas outras vezes sinto que ficar com você me faz bem.

– Karina. — ele engole a saliva a seco — Somos amigos, nada vai mudar isso.

– Sentimentos podem mudar.

– Não sempre. — ele se senta ao lado dela e a abraça.

– A maioria das vezes.

– Por que está me me dizendo essas coisas? — ele a olha confuso.

– Porque... — eles ouvem o bater da porta na sala. Era Gael.

– Karina? Cobra? Estão aí? — Gael foi até o quarto da menina.

– Oi pai. — Karina limpa as lágrimas.

– O que foi?

– Nada pai, tá tudo bem. O Cobra só tava me animando, lembrei de algumas que não deveria.

– Sei... — Cobra encarou Gael que fez o mesmo.

– Eu vou indo. — o amiga de Karina se levanta.

– Fica. — ela pega no braço dele e ele olha para Gael.

– Por mim tudo bem, desde que não façam NADA que eu me arrependa de deixá-los ficar.

– Obrigada pai. — Karina sorriu fraco ao pai que percebeu a tristeza da menina e saiu do quarto depois de abraçar a filha fortemente e dar um beijo na testa dela.

– Pode me responder agora? Tá mais calma? — Cobra se sentou de frente a menina.

– Posso. — ela falou com dificuldade.

– Fala. — ele a encarou e ela perdeu a fala.

– Não consigo.

– Ô Ka. — ele a abraçou e ela caiu no choro.

Depois de um tempo nos braços do amigo, finalmente Karina se acalma.

– Eu só perguntei aquilo, porque eu acho...

– Você acha que?

– Cobra, me desculpa dizer isso mas acho que tenho que me afastar de você. — ela chora ainda mais quando ele a olha desapontado.

– O quê? — ele se levanta, coloca as mãos na cabeça e vai até a varanda.

– Espera. — ela vai atrás.

– O que foi?

– Eu não quero me afastar, mas acho melhor.

– Por que? — ele não se vira a menina.

– Confusão, mágoa, sofrimento. — ela tenta encostar a mão nas costas dele, mas o rapaz recusa.

– Comigo?

– Com tudo. — ela engole saliva a seco.

– E eu pago esse pato? — ele se vira e grita.

– Não, mas...

– Mas o que Karina? Vai dizer que se apaixonou por mim, que está confusa com o Pedro e tudo mais que a ronda? — ele berra e sem querer acaba derrubando a menina.

– E se for? Teria alguma importância? — ela grita enquanto chora no chão.

– Desculpa Karina. — ele se abaixa até ela.

– Teria alguma importância? — ela fala devagar e raivosa.

– Eu...

– Não, não teria Cobra. Vai embora por favor.

– Karina.

– Cobra vai embora. — ela chora com os joelhos dobrados perto do corpo.

– Tudo bem, faz o que você quiser. — ele se levanta e sai porta a fora deixando a menina chorando sozinha, mas Gael para o rapaz antes de deixá-lo ir embora.

Depois de Cobra explicar, ou tentar explicar, para Gael o que aconteceu o mestre cede e o deixa ir embora.

– Eu só te fiz aquela pergunta porque sim Cobra. Eu estou apaixonada por você. — Karina sussurra sozinha depois se desaba nas lágrimas.