Unintentionally (HIATUS)
18 Capítulo 18
Notas iniciais
– Cobra? — Karina suspira e ele sorri de canto pra ela.
– Cobra? — Gael e Dandara se viram confusos.
– Oi gente. — ele coloca as mãos no bolso.
– Me ajuda vai. — Karina o chama com a mão e ele depois de cumprimentar Dandael vai até a menina.
– Pronta? — ele a olha.
– Sim. — os dois chegam bem perto e ela deixa que o rapaz a pegue no colo.
– Vamos? — Gael olha para a namorada que também estava confusa.
– Sim. — Karina sorri, é colocada no chão e se apoia em Cobra para andar.
– Se importa se eu ir com vocês Gael?
– Não Cobra, pode vir. — Gael coloca a mão no ombro do rapaz que sorri.
– Obrigado.
– De nada.
Gael e Dandara foram na frente guiando Karina e Cobra que vieram logo atrás do casal. Os amigos conversavam felizes e entusiasmados sobre com foi o dia um do outro e Cobreloa só reparava no belo decote da loira que realçava o pescoço magro e branco dela. Era tanta frequência que a menina reparou e ficou vermelha de vergonha, o que fez que o amigo parasse de olhar tanto.
– Desculpa Ka. — ele riu sem graça.
– Tudo bem.
Dandara entrou no banco do passageiro e Gael entrou no do motorista. Cobra e Karina nos bancos de trás sem precisar da ajuda do pai para colocar a menina sentada. Depois de tudo estar certo, partiram em direção ao bairro onde moravam. Mas no meio do caminho a loira pegou o celular nas mão e enviou uma mensagem para o rapaz sem que Dandael percebesse.
Cobra posso deitar no seu colo? risos. — enviada agora mesmo.
Preciso responder? — recebida agora mesmo.
Não. — enviada agora mesmo.
Então pronto. – recebida agora mesmo.
Karina então se deitou com a cabeça no colo de Cobra enquanto o amigo acariciava seu cabelo loiro curto. Ela sorria de felicidade e de poder ter alguém em quem pudesse confiar de olhos fechados, mesmo que muitos não concordassem com essa amizade ou relação um tanto quanto estranha dos dois. Cobreloa olhava constantemente para a boca e os olhos da menina, mas quando ela percebeu seus lábios apenas sussurram que também queria o que ele estava pedindo com o olhar.
Cobra deu um breve beijo na testa da amiga que protestou com um cruzar de braços e o fechar a cara, mas quando ele sussurrou que depois daria o que a menina pediu ela voltou a ficar normal com o amigo. Eles continuaram a conversar no trânsito que estava um inferno naquele horário, cujo era de pico porém quando estavam chegando, chegaram a cochilar por alguns minutos.
– Karina? Cobra? Vamos? — Dandara abriu a porta da frente e viu os dois dormindo. — Olha amor. — Gael se virou e também viu.
– Karina...Cobra acordem. — o mestre cutucou os dois que acordaram repentinamente coçando os olhos.
– Ai pai. — Karina reclamava. — Já vou. — ela se levanta no colo de Cobra que sai do carro e a ajuda a descer.
– Dandara se vai com meu pai?
– Não minha flor, vou pegar o João na casa do Pedrinho e depois ir pra casa.
– Ah tá, beijos. — a professora abraça a menina e Cobra, seguindo para Gael.
– Já vou subir, você pode ajudá-la a subir Cobra? — Gael colocou a cabeça para fora do vidro do carro.
– Claro. — os amigos se entreolharam.
Assim que Gael saiu com o carro e Dandara tinha entrado na casa de Delma para buscar João, os amigos foram devagar até a entrada do prédio da menina que pulou nas costas de Cobra. Ele não reclamou e segurou com firmeza as costas e as pernas dela que colocou os braços em volta do pescoço do rapaz. A loira descansou a cabeça do ombro de Cobreloa que falou que poderia continuar e que estava gostando, Ka então deu um leve tapa em sua cabeça e voltou a se apoiar nele.
– Pronta? — ele pulou com ela que deu risada e se assustou ao mesmo tempo.
– Sim. — ela o abraçou e fechou os olhos rindo.
– Vamos lá.
Cobra com a ajuda de Karina abriu a porta e começou as subir as escadas com a menina nas costas. Ka ficou inconformada com a facilidade dele em subi-las juntamente com ela atrapalhando e jogando peso em cima. Em um piscar de olhar estavam no andar da menina e ele a colocou no chão com o braço esquerdo apoiado em seu ombro. A loira então abriu as portas de casa e se virou ao amigo.
– Obrigada Cobra.
– De nada Ka. — ele passa a mão pelo rosto e cabelo da menina.
Os olhos dos dois então se encontraram depois de terem se soltado de um abraço apertado e reconfortante, o que os deixou envergonhados. Karina olhava para o chão enquanto Cobra para o fundo da casa da menina. Ka o convidou para entrar e se sentou no sofá enquanto o rapaz na mesa de madeira de frente a ela, mexendo em seus cabelos curtos, porém quando eles veem que a atração estava tomando-lhes conta, Cobreloa é puxado para um beijo.
Mais um beijo que estavam acostumados a dar. Intenso, sensual e profundo. Karina não resistia aos belos lábios de Cobra que eram totalmente imperceptíveis quando se olhava bem de perto. A menina colocou os braços ao redor do pescoço dele enquanto ele pegou na cintura fina dela. Cobreloa deu beijos no pescoço, no ombro e na clavícula da loira o que a deixou com vontade de ir além do que estavam fazendo na sala.
– Tá afim? — ela sussurrava no ouvido dele o que o deixava ainda mais arrepiado e com vontade de tê-la pra si.
– Sim. — ele beijou-a de novo.
– Vamos? — ela se soltou do beijo, respirou fundo e o encarou.
– Tem certeza? — ele soltou da cintura dela.
– Acho que sim. — ela deu um sorriso torto.
– Então tá.
Cobreloa a puxou para outro beijo intenso e se levantou junta da menina, acompanhando assim o ritmo do rapaz ao seguirem para o quarto sem se soltar um do outro apenas intercalando com beijos no pescoço e na testa. Karina estava ainda muito nervosa com as coisas que estavam acontecendo, mas travou quando chegaram na cama dela.
– Desculpa Cobra. — ela se sentou na cama se afastando dele.
– Tudo bem, relaxa. — ele beijou o ombro dela.
– Eu sei que você queria, mas sei lá. — ela passou a mão pelos cabelos.
– Você também queria, mas eu te entendo. Melhor eu ir indo nessa.
– Vai não, fica aqui. — ela se vira e coloca a mão no rosto de Cobra que respira fundo.
– Melhor não, a gente conversa depois? — ele se levantou e se soltou dela.
– Pode ser. — ele passou por ela que ficou de costas para o rapaz. — Cobra?
– Sim? — ele ajeitou a calça.
– Posso te fazer uma pergunta? — ela respirava com dificuldades e algumas lágrimas escorreram pelo rosto vermelho.
– Pode claro. — ele colocou as mãos nos bolsos.
– O que você sente quando fica comigo? — ela se virou e o encarou.
– Que resposta quer?
– A verdade Cobra. — ele chega perto dela e se ajoelha de frente a menina.
– Eu realmente não sei. — tempo — Atração talvez.
– Hum. — ela concorda com a cabeça.
– Por que?
– Nada, só pra saber. — ela limpa algumas lágrimas.
– E por que tá chorando?
– Nada.
– Karina, eu te conheço. Desembucha.
– Eu sinto que as vezes o Pedro me fazia bem mesmo tendo feito o que fez comigo e sinto falta dele, mas outras vezes sinto que ficar com você me faz bem.
– Karina. — ele engole a saliva a seco — Somos amigos, nada vai mudar isso.
– Sentimentos podem mudar.
– Não sempre. — ele se senta ao lado dela e a abraça.
– A maioria das vezes.
– Por que está me me dizendo essas coisas? — ele a olha confuso.
– Porque... — eles ouvem o bater da porta na sala. Era Gael.
– Karina? Cobra? Estão aí? — Gael foi até o quarto da menina.
– Oi pai. — Karina limpa as lágrimas.
– O que foi?
– Nada pai, tá tudo bem. O Cobra só tava me animando, lembrei de algumas que não deveria.
– Sei... — Cobra encarou Gael que fez o mesmo.
– Eu vou indo. — o amiga de Karina se levanta.
– Fica. — ela pega no braço dele e ele olha para Gael.
– Por mim tudo bem, desde que não façam NADA que eu me arrependa de deixá-los ficar.
– Obrigada pai. — Karina sorriu fraco ao pai que percebeu a tristeza da menina e saiu do quarto depois de abraçar a filha fortemente e dar um beijo na testa dela.
– Pode me responder agora? Tá mais calma? — Cobra se sentou de frente a menina.
– Posso. — ela falou com dificuldade.
– Fala. — ele a encarou e ela perdeu a fala.
– Não consigo.
– Ô Ka. — ele a abraçou e ela caiu no choro.
Depois de um tempo nos braços do amigo, finalmente Karina se acalma.
– Eu só perguntei aquilo, porque eu acho...
– Você acha que?
– Cobra, me desculpa dizer isso mas acho que tenho que me afastar de você. — ela chora ainda mais quando ele a olha desapontado.
– O quê? — ele se levanta, coloca as mãos na cabeça e vai até a varanda.
– Espera. — ela vai atrás.
– O que foi?
– Eu não quero me afastar, mas acho melhor.
– Por que? — ele não se vira a menina.
– Confusão, mágoa, sofrimento. — ela tenta encostar a mão nas costas dele, mas o rapaz recusa.
– Comigo?
– Com tudo. — ela engole saliva a seco.
– E eu pago esse pato? — ele se vira e grita.
– Não, mas...
– Mas o que Karina? Vai dizer que se apaixonou por mim, que está confusa com o Pedro e tudo mais que a ronda? — ele berra e sem querer acaba derrubando a menina.
– E se for? Teria alguma importância? — ela grita enquanto chora no chão.
– Desculpa Karina. — ele se abaixa até ela.
– Teria alguma importância? — ela fala devagar e raivosa.
– Eu...
– Não, não teria Cobra. Vai embora por favor.
– Karina.
– Cobra vai embora. — ela chora com os joelhos dobrados perto do corpo.
– Tudo bem, faz o que você quiser. — ele se levanta e sai porta a fora deixando a menina chorando sozinha, mas Gael para o rapaz antes de deixá-lo ir embora.
Depois de Cobra explicar, ou tentar explicar, para Gael o que aconteceu o mestre cede e o deixa ir embora.
– Eu só te fiz aquela pergunta porque sim Cobra. Eu estou apaixonada por você. — Karina sussurra sozinha depois se desaba nas lágrimas.
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