Unintentionally (HIATUS)
12 Capítulo 12
Notas iniciais
– Pai. — Karinha arregala os olhos e olha pra Cobra.
– E agora? — o coração de Cobra acelera.
– Me diga que não acabei de ver o que vi. — Gael respirava com raiva, mas nenhum dos dois respondeu. — Então sua irmã estava certa não Karina? — o mestre pega o braço da filha mais nova e a sacode.
– Aquela mentirosa só se mete na minha vida e faz o que quiser quando quiser, agora quando a questão sou eu você muda completamente e só me diz NÃO. — ela se solta das mãos do pai e sai correndo do quarto até a sala onde vê Bianca e Duca conversando.
– Ka? — Duca se vira para a menina.
– Karina? — Bianca se levanta e vai em direção a irmã, mas é contida por Duca.
– Tá feliz? Espero que sim né? Sua falsa, mentirosa. — Karina grita.
– Não eu não estou, até que esse marginal saia daqui. — ela grita ainda mais e aponta para Cobra que agora estava atrás de Karina.
– Olha como você fala com ele.
– Eu falo do jeito que eu quiser, a casa é minha. — as duas se avançam mas os garotos seguram com força as irmãs.
– Quando eu te pegar, tu vai ver só. — Karina ameaça e Cobra a puxa para mais perto dele.
– Vem. Quero ver se você tem coragem.
– Duvida?
– Tá aí, duvido. — Karina então se solta de Cobra e Bianca fica parada esperando a surra da irmã.
– Vai ficar assim?
– Sim, e sabe por quê? Porque eu sei falar e conversar como uma menina normal, já você não. Só usa a violência para se defender, porque você sabe que no fundo é uma fraca.
– Sua...
– Sua o quê? To mentindo agora? — Bianca olha com raiva nos olhos para Karina, que não responde apenas lágrimas começam a cair.
– Karina, Bianca, parem. — Gael grita.
– Por mim, eu fica parada pai, mas pra essa aí — Bianca aponta pra Karina — não, porque ela só sabe bater e usar a violência pra tudo. Não sabe dialogar como uma pessoa normal.
– Bianca para. — Duca alerta a atriz.
– Não Duca, ela tem que ouvir. Assim que ela é e vai continuar. — Karina cada vez mais ficava com lágrimas nos olhos.
– Bianca chega. — Gael empurra de leve a mais velha.
– Chega? Quer saber mais? Me solta Duca. — ele reluta mas ela garante que não fará nada e acaba a soltando.
– Você é assim porque quer, e realmente se você fosse como eu seria bem melhor. — Bianca olha com desdém a irmã.
– Eu nunca seria como você. — Karina empurra Bianca que quase caí no chão.
– Calma, Ka. — Cobra a pega pela cintura.
– Não Cobra, deixa ela. Deixa vir, porque apanhar não vai me machucar. Não como ela quer. — todos se entreolham.
– Como? — Gael cruza os braços.
– Ela quer me ferir por dentro, como fiz com ela por causa do acordo mas não vai conseguir porque isso não foi nada demais.
– Nada demais? Você ficou louca de vez né Bianca? Você acha legal enganar e mentir para os outros né? Você não passa de uma...
– Uma o que?
– Vaca mentirosa.
– A é? Me conta mais porque quero saber o que mais tem pra dizer de mim queridinha. — Karina se cala e Bianca volta a atacar a irmã. — Sua bruta, nunca vai ser uma menina normal desse jeito. Ninguém vai querer você. — Karina então desaba em lágrimas.
– Bianca, chega. Agora. — Gael grita e Duca a leva para o quarto à força. — Karina, filha, calma. — o mestre tenta acalmar a menina mas nada adiantou.
– Para pai, para. Não vai ser você que vai eliminar tudo que ela falou pra mim. — ela limpa as lágrimas.
– Ka, tá tudo bem. — Cobra fala no ouvido da amiga que apenas olha pra ele, se vira e o abraça.
– Eu vou no banheiro, me espera aqui?
– Claro Ka, vai lá. — depois que Karina entrou no banheiro Gael se vira para Cobra.
– Cobra.
– Sim Gael.
– O que aconteceu entre você e Karina?
– Eu também não sei Gael, ela tá confusa e sem condições de raciocinar agora.
– Como assim?
– A mágoa, decepção, ódio, raiva, tudo misturado. Ela não está sabendo que está fazendo.
– Tem certeza?
– Absoluta.
– Mas o que foi aquilo no quarto Cobra? — Gael aumenta o tom de voz.
– Um beijo, simplesmente um beijo sem nenhuma importância. — Karina sai do banheiro e escuta o que o amigo acaba de dizer.
– Sem nenhuma importância? — os dois se viram e Cobra apenas olha a menina que chorava.
– Ka.
– Até você Cobra? — ela fica estática no corredor.
– Ka, você sabe muito bem que isso tudo é loucura.
– Loucura?
– Sim, você sabe.
– Cobra eu confiei em você.
– Confiei?
– Sim.
– Por que não confia mais? — todos então se calam.
Karina continuou parada no corredor e quando Cobra tentou se aproximar dela, a menina se afastou e não o deixou tocá-la de jeito nenhum. Gael também foi até a filha porém se recusou a deixar ele se aproximar, assim como fez o o amigo, ou ex-amigo como a loira pensava pelo que acabara de dizer ao seu pai quando saía do banheiro.
– Ka, por favor.
– Sai Cobra.
– Não eu não vou.
– Vai embora Cobra. — ela empurrava e batia com os punhos fechado chorando no amigo.
– Não Karina, eu não vou.
– Vai sim. — ela fez mas uma hora parou e caiu no choro nos braços do amigo.
Cobra tentava a acalmar enquanto Gael tentava se aproximar, mas o amigo recomendou não fazer isso ainda, então o mestre se afastou e foi beber um pouco de água depois de oferecer um copo aos dois, que recusaram. O pai da menina ficou observando os amigos da cozinha depois que Cobreloa pegou Karina no colo e a colocou delicadamente no sofá grande bem na frente dele.
– Calma Ka. — tempo — Isso. — Cobra falava de joelho na frente de Karina acariciando os cabelos curtos da menina.
Gael ficou ali por um tempo até que a menina pegasse no sono com o carinho, paciência e calma do amigo que conseguiu fazer com que se despreocupasse com os outros e sim consigo mesma que ela a única vítima daquela história maluca toda. Cobra percebeu o quanto as palavras de Bianca machucaram Karina e mesmo que apanhasse e sofresse com a amiga, estaria disposto a ajudá-la. E foi o que fez.
– Acho que vou indo Gael. — Cobra se levantou e olhou para Gael.
– Tudo bem, acho melhor mesmo. Já é tarde.
– Pois é.
– Bom, obrigada. — tempo — De novo.
– Não precisa agradecer Gael, a Karina é minha amiga me preocupo com ela.
– Eu sei.
– Tchau, qualquer coisa estou no QG.
– Ok, tchau.
Cobra então dá uma última acariciada na cabeça da amiga, coloca uma mecha de seu cabelo loiro brilhante atrás da orelha dela, olha para Gael, abre a porta e vai embora, porém parou na rua em frente a casa da menina pensando no que aconteceria depois de hoje com ele e a loira, já que o mestre poderia ficar possesso de raiva com o rapaz que estava beijando a filha mais nova que acabara de terminar um namoro por causa de uma grande mentira. E agora? Pensou o amigo de Karina que logo após dar um olhada ao apartamento seguiu para o QG.
Quando Gael foi ao quarto das filhas, encontrou Duca e Bianca discutindo novamente.
– O que você falou pra ela Bianca, você ficou maluca? — ele arregalava os olhos e batia com as mãos nas coxas.
– Maluca? Só falei a verdade. — a atriz sentava na cama, mas logo depois levantava possessa.
– Que se dane se é verdade, você não tinha o direito de falar assim com ela.
– Duca, você se acha o certinho né? Me poupe, vai embora. — ela aponta para a porta e vê Gael.
– De novo Bianca? — Gael cruza os braços.
– Pai, por favor tira ela daqui.
– Não precisa mestre, eu mesmo saio. — Duca então sai do quarto da menina, passa pelo corredor e vê Karina dormindo tranquilamente no sofá.
– Duca? — Gael vai atrás do aluno e deixa a filha mais velha sozinha no quarto.
– O que mestre?
– Obrigado. — Gael abraça o aluno preferido.
– De nada mestre, a Ka não merecia e não merece isso.
– Eu concordo plenamente. — o garoto sorri fraco.
– E o que vai fazer com a Bianca? — eles olham pro quarto dela.
– Não sei, mas tenho que fazer com que ela se arrependa do que fez e falou.
– Ela vai.
– Como sabe?
– Ela ama a Karina por mais que faça o que faz, só disse aquilo nos momentos de raiva.
– Como tem tanta certeza?
– Conheço a Bianca.
– Confio em você.
– Obrigado. — Duca então aperta a mão de Gael, acaricia levemente o cabelo de Karina em gesto de felicidade e sai porta à fora.
– Duca? — Cobra vai até ele quando o vê pela porta do QG saindo da casa de Gael.
– Qual foi Cobra? — Duca já se irrita com o garoto quando o vê vindo em sua direção.
– Posso falar com você? — tempo — Numa boa. — os dois então se olham e respiram fundo contendo os nervos.
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