Unintentionally (HIATUS)
13 Capítulo 13
Notas iniciais
– O que você quer Cobra? — Duca respira fundo e o seu coração bate com mais rapidez.
– Só queria saber se sabe a gravidade do que a sua — ele aponta pra Duca — namoradinha fez com a Karina?
– Sim eu tenho Cobra, e por que esse interesse todo?
– Porque a Karina é minha amiga.
– É minha também. — Duca arruma a mochila nas costas.
– Ah é? Não sabia. — ele usa uma ironia que causa em Duca uma raiva mortal, mas ele se contém.
– Cobra, eu não tenho nada pra conversar com você. Tchau. — ele dá as costas mas o amigo de Karina o puxa pelo braço.
– Tá maluco? — Duca empurra Cobra.
– Posso até estar, mas vou fazer o que ninguém aqui fez por aquela menina que tá lá em cima dormindo agora graças a mim quando a sua namoradinha tratou a própria irmã como lixo.
– Olha como você fala da Bianca seu marginal.
– Eu falo do jeito que eu quiser. — Cobra aumenta o tom de voz.
– Não, você não vai falar dela desse jeito.
– Qual foi Duca? Vai defender quem tratou a sua "amiga" que nem lixo e sem sentimentos nenhum?
– Não estou defendendo.
– Então tá fazendo o que?
– Não te interessa tá bom? Fica na sua.
– Eu tô, mas com vocês dois tratando a Karina como nada fica difícil já que ela foi traída por vocês e agora foi humilhada pela própria irmã.
– Eu e o mestre Gael tentamos controlar a Bianca.
– Parabéns Duca, parabéns. — Cobra bate palmas ironicamente.
– Cobra, eu to perdendo a paciência já.
– Dane-se, só fica longe da Karina.
– Você não manda em mim. — os dois não veem mas Karina estava na porta apoiada no batente da porta com dificuldade.
– Cobra? — ela fala com dificuldade.
– Karina? — ele vai até ela. — Como chegou até aqui? — Duca também vai onde a menina estava.
– Fica longe de mim Duca, longe.
– Karina? O que deu em você? — Duca tenta pegar na mão da menina, mas ela não deixa.
– Sai daqui. — tempo — Agora. — ela engolia saliva a seco e respirava com dificuldade.
– Parabéns Cobra, você conseguiu. — Duca o olha com desdém, vira as costas e vai embora.
– Conseguiu o que? — ele para e se vira para a loira que o olhava com cara de curiosidade.
– Nada Karina, deixa pra lá.
– Não, fala. — tempo — Agora.
– Ele veio ofender a Bianca.
– Pera aí, nunca ofendi essa menina. — Cobra se intromete e se autodefende.
– Ah não? E o que foi então? — Duca cruza os braços.
– Eu vim defender a Karina, do que vocês — ele aponta para Duca — fizeram com ela. — e agora para a loira.
– Pra mim deu tá? — Duca olha pra Cobra e depois para Karina — Ka, fica bem. Tchau. — a menina olha pro chão e não responde.
Os dois amigos ficaram ali observando Duca se afastar deles, mas até que desaparecesse de suas visões ficaram em silêncio e nenhuma palavra foi falada. Quando Karina finalmente olha nos olhos de Cobra, ela apenas sorri e o abraça. Cobreloa não recusa e beija a cabeça da menina que estava fungando e quase chorando de tanta coisa que tinha passado naquela noite chegando a madrugada daquele dia.
– Obrigada. — ela apoia a cabeça no ombro do amigo, sem se soltar do abraço.
– De nada, você sabe que nunca magoaria-a.
– Eu sei. — sorri torto e triste.
– Karina, eu sei que escutou o que não queria ouvir lá em cima, mas sabe como é.
– Não Cobra eu não sei. — ela o solta rapidamente e se afasta.
– Sabe, sabe sim. — ele pega queixo da menina e o levanta para que ela o olhasse.
– Não, eu não sei. Me explica. — ela vira a cabeça e volta a olhar pro chão.
– Somos amigos Karina, estamos misturando as coisas.
– Misturando as coisas? — ela fica incrédula.
– Sim. — tempo — Eu sou seu amigo, não quero que saía magoada depois.
– Não sairei.
– Como pode ter certeza?
– Não o amo. — Karina deixa escapar algumas lágrimas e Cobra a olha respirando fundo com também lágrimas nos olhos, mas a menina não viu.
– Nem eu. — ele mente entrando no jogo dela.
– Então, pronto. Podemos continuar sendo amigos sem amor.
– É...pode ser. — ele pega um fio de cabelo dela, beija uma de suas bochechas e vai para o QG novamente.
– Ei, espera. — ela tenta ir atrás dele.
– Fica Karina, vai pra casa. — ele fica de costas e não se vira.
– Cobra?
– Vai pra casa Karina. — ele grita e ela deixa escorrer algumas lágrimas pelo rosto macio.
– Não, eu não vou. — ele aperta o passo e quando entra no QG, tranca a porta e vai até onde dormia.
– Cobra? — ela grita e quando chega na loja bate na porta freneticamente chorando.
– Vai embora Karina, por favor. É pro seu bem.
– Me deixa entrar. — ela gritava e batia na porta.
O tempo foi passando e tanto o mestre quando Bianca não sabiam o que se passava na rua em frente sua casa porque dormiam em um profundo sono e não acordaram em nenhum momento. Naquele horário nenhuma viva alma passaria por ali e quando Karina se cansou de bater na porta, despencou no chão chorando e tentando conter as lágrimas. Foi aí então que sentiu uma dor intensa e pesada em seu peito.
Cobra observava-a pelas frestas da porta do QG e notou que ela estava chorando e mal por ele ter a ignorado daquele jeito, mas sabia que teria de cortá-la se quisesse que fossem apenas bons amigos e a menina não se magoasse mais tarde por sua causa. Cobreloa respira fundo enquanto a observava e também algumas lágrimas insistentes desceram pelo rosto moreno e sensual.
Karina começou a respirar fundo e a sentir fadiga intensa, náuseas e dor na boca do estômago. Ela começou a olhar para todos os lados e ver se alguém poderia ajudá-la, porém ninguém passava pela rua e nem por perto. Achava que estava sozinha novamente e a última coisa que sentiu antes antes de desmaiar foi uma intensa e forte dor da cabeça. Então aconteceu. Karina teve um infarto e Cobra quando percebeu que algo estava errado correu ao seu encontro.
– Karina? Acorda! Por favor. — ele dava tapas em seu rosto mas não adiantava, foi então que ligou para emergência que rapidamente chegou.
– Você é o que dela meu rapaz? — uma socorrista magra e loira perguntava preocupada.
– Amigo, ela mora ali. — ele apontou para o apartamento dela — Mas não sei se estão acordados.
– Ok pode ir conosco, mas ligue para eles. — tempo — Por favor.
– Claro. — ele subiu na ambulância onde ficou ao lado da menina todo o trajeto, segurando sua mão. — Você. vai ficar bem, vai ficar bem. — repetia diversas vezes enquanto os médicos tentavam reanimá-la sem sucesso.
– Cof cof. — Karina tossiu violentamente quando voltou a respirar normalmente e se sentar na cama com os grandes olhos azuis bem abertos.
– Calma moça. — um dos médicos chegou bem perto dela. Ele era alto, moreno, cabelos e olhos negros com uma pele incrivelmente branca. Usava jaleco por cima da calça jeans e a blusa polo listrada verde e preta.
– Onde estou?
– Em um hospital. — a essa altura já tinham chegado e ela estava em um quarto com Cobra do lado de fora olhando e chorando pela menina.
– Como? O que aconteceu?
– Você teve um infarto e uma parada cardíaca.
– O que? — ela se desespera e chora.
– Calma senhorita, calma. — o médico sorri torto a menina. – Já está tudo bem, o amigo que veio com você já ligou para seu pai que daqui a pouco chegará.
– Quem? Que amigo? — ela fica confusa depois de limpar as lágrimas.
– Aquele ali. — o médico aponta para janela onde do lado de fora Cobra estava sentado em uma cadeira com a cabeça apoiada nas mãos tentando manter a calma.
– Ele? — ela aponta para ele e levanta as sobrancelhas ainda mais confusa.
– Sim. — o médico vai até o soro da menina examina e depois torna a ficar perto dela. — Você vai ficar bem logo. — ele sorri para ela que apenas o olha sem dizer nada.
– Obrigada. — ela diz quando o médico ia saindo do quarto.
– De nada, senhorita...Karina. — ele olha na fica dela — Acertei?
– Sim. — ela faz um sinal de positivo com a cabeça.
– Até mais tarde então.
– Até.
Karina se encosta novamente na cabeceira da cama, analisa seu soro de lado e a injeção que colocaram na sua mão, depois olha para Cobra do lado de fora. Quando ele também a olha, lágrimas dos dois escorrem ao mesmo tempo pelos rostos assustados. O amigo não entrou porque ainda não poderia manter contato com a menina, que não possuía parentesco com ele. Eles apenas se olharam e a loira tentava manter a calma e fazer com que o choro parasse.
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