Unidos Para Sempre - H2, Drinny, R/L
7 Pedido
Notas iniciais
Era véspera de férias de Natal e Harry estava cada vez mais próximo de Katrina. Se calhar por esta ser a única ligação a Hermione que ele possuía. A sensação de que a tinha de proteger de todos os males, ouvi-la, e, principalmente, ama-la... Não a podia tratar de maneira diferente, afinal ela era somente mais uma aluna. Harry era mais controlado nas aulas mas fora delas não resistia. Mas que podia ele fazer? Achava-a uma miúda fascinante. Katrina contava-lhe muitas coisas sobre a mãe. Desde o divorcio com Jack até aos mais pequenos pormenores: como, por exemplo, Hermione detestava que lhe dissessem que Katrina não era parecida com ela, o que acontecia frequentemente e a deixava furiosa. Tanto Katrina como Harry achavam que Katrina não tinha nada a ver com Hermione apesar de ter-lhe herdado os dentes e as mãos e, claro, a inteligência e o perfeccionismo exagerado.
Ultimamente, Harry descobrira que Jack não era o pai biológico de Katrina e, embora tenha tentado não tocar muito no assunto pois pensava ser um assunto delicado para Katrina, não conseguia parar de pensar nele.
Katrina iria passar o Natal a casa. Já tinha preparado a mala tal como Harry, reservando tempo para falarem, neste momento acerca dos pais dele.
– P'las barbas de Merlim!- exclamou Katrina quando Harry lhe contou que fora James, o pai de Harry, e os amigos dele que inventaram uma coisa que Katrina não conhecia chamada Mapa Salteador.
– Queres que te mostre o mapa?- perguntou Harry.
– Claro.
Harry foi até ao seu malão, remexeu e tirou tudo até encontrar um pedaço de pergaminho velho.
– Foram o George e o Fred que mo deram.- disse Harry depois de passar o mapa para as mãos de Katrina.
– Desculpa, quem são o George e o Fred?
– Ah pois... Esqueci-me que não conhecias toda a família Weasley.- disse Harry.- São uns irmãos do Ron. Malucos! Um deles morreu na guerra com o Voldemort. Sentimos todos muitas saudades...- houve uma pausa. — Mas estás a ver?- perguntou-lhe, mostrando-lhe o mapa.
– Sim... Mas como se usa?
Harry tirou a varinha do bolso do manto preto, apontou-a para o pergaminho e disse:
– Juro solenemente que vou fazer asneira.
Linhas de tinta fina começaram a aparecer no pergaminho, cruzando-se e enchendo o pergaminho branco, onde, em letras grandes, verdes e retorcidas, se podia ler:
Os Srs. Moony, Wormtail, Padfoot e Prongs
Provedores de Material De Apoio A Feiticeiros Malandros
Têm o prazer de apresentar
O MAPA DO SALTEADOR.
Quando Harry abriu o pergaminho este mostrava uma planta perfeita de Hogwarts e, o mais estranho, mostrava manchas tinta na forma de pequenos pés pretos. Ao lado destes estava um nome em pequenas letras retorcidas. Harry foi abrindo o pergaminho e apontou para um sítio específico. Nesse sítio estavam dois pares de pés. Ao lado do primeiro par estava escrito "Harry Potter" ao lado do outro par: "Katrina Granger".
Katrina gritou uma expressão de exclamação:
– Harry! Nós estamos ali!
– Sim.
– C'um catano! Dá para ver as pessoas que se encontram em Hogwarts.
– Mas depois tens do apagar para ninguém o poder ler.
– E como se apaga?- perguntou Katrina interessada.
– Simplesmente tens de dizer: Asneira Terminada.
Apontou a varinha para O Mapa Do Salteador. Por fim, o mapa ficou outra vez branco. Katrina estava de boca aberta.
– Agora tenta abri-lo sem dizer as palavras chave. Com um feitiço bastante simples: Re...
Mas Katrina cortou-lhe a palavra.
– Revela o teu segredo?
– Exacto.- disse Harry, encolhendo os ombros
De seguida, Katrina apontou a varinha para o pergaminho e pronunciou o feitiço. Com letras verdes e retorcidas foram-se formando palavras no pergaminho até ocuparem a folha toda.
Sr. Padfoot diz à Sra. Katrina Granger que não pode mexer neste objecto.
Sr. Prongs acrescenta: minha linda, se fores sair comigo talvez eu te possa mostrar o que é.
Sr. Moony reclama com os Srs. Prongs e Padfoot para que estes se portam da mesma maneira tanto para homem como para mulher. Acrescenta, também, que não é sair com outras miúdas que vai fazer ciumes a uma certa e determinada menina.
Sr. Wormtail, para finalizar, manda a Sra. Katrina tirar a suas mãos nojentas e peludas do pergaminho e aconselha a cortar e pentear o seu arbusto!
– Pelos vistos gostaram de ti. Este sexismo espanta-me! Não fiques ofendida com este segmento das mãos e cabelos.
Katrina riu.
– Não fico.
– Katrina...
– Hum...?
– Achas que a tua mãe gostaria de vir cá nas férias? Podia vir ver os Weasley.
Depois acrescentou, num sussurro:
– Temos todos muitas saudades dela.
– Não sei se ela aceitará.
– Porque não? Porque se afastou ela em primeiro lugar?- irritou-se Harry. — Desculpa Katrina... Não era minha intenção falar-te assim.
Bateram à porta.
– Entre.
– Harry olha sem... — Ginny, depois de entrar, interrompeu a frase a meio. — Oh, desculpem. Não sabia que estavas com uma aluna.
– Não, não faz mal. Eu também estava de saída. Tenho de ir à biblioteca.
– Não tens de ir. — disse Harry.
– É melhor.
Katrina saiu e viu o cabelo vermelho paixão de Ginny a entrar no quarto de Harry.
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Olá mãe,
Estou bem e tenho passado muito tempo com o Harry.
Hoje estava no quarto dele e ele mostrou-me o Mapa do Salteador e depois perguntou-me se tu não quererias passar o Natal aqui. Em Hogwarts ou no mundo mágico.
Mãe, eu não queria abusar mas... Acho que vais ter de contar e que agora é uma boa altura. E nem sabes como eu gostaria de passar o Natal no mundo mágico.
Eu gosto muito de ti e por favor pensa bem.
Beijinhos,
Katrina
Viu a carta desaparecer na sua coruja.
– Responde rápido... — pediu baixinho.
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Um dia depois recebeu uma resposta. Afirmativa.
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