Unhappy Dreams[Interativa]

1 [Capitulo 1] Aqueles olhos


Notas iniciais
Olá amores,tudo bom?Essa já vai ser a segunda vez que eu posto essa fic,eu já tinha escrito a um bom tempo atrás mas na época eu era bem pirralha e ficou bem ruim -tanto que eu exclui aquela vergonha rs. Eu não sei onde isso vai dar,me refiro ao temas que a fic vai abordar,coloquei meio mundo de avisos,mas nem sei se eu vou por tudo isso,a unica certeza que eu tenha é que vai ter violência. Os nomes ficaram os mesmos mas a ideia central não. Espero do fundo do meu coração que nós tenhamos uma boa convivência e boa leitura.

Eu corria no meio de uma floresta sombria e fria, meu coração parecia pular do meu peito de tão forte que batia, eu não conseguia ver direito, guiava-me pela luz da lua e as poucas estrelas que cintilavam fracas no céu.

“Ele” corria atrás de mim, sua pele suada era refletida pela fraca luz da lua. Como uma serpenta faminta ele me apanha e caímos no chão. Começamos uma luta , eu clamo por ajuda , mas tudo o que eu escuto é o eco da minha voz trêmula e chorosa entre as arvores. Ele não emite nenhum som, apenas me observa gritar e espernear na terra úmida e gelada.

Uma tempestade começa a cair e os raios caem descontrolados entre as árvores distantes de nós. Um relâmpago emite sua luz de uma maneira tão vigorosa que eu conseguia ver apenas os seus grandes olhos cor de Âmbar me encaravam, como se eu fosse que pequeno camundongo e ele uma grande serpente pronta para dar o bote.

Porém, fui mais rápida que a criatura nefasta e cravo uma pedra pontiaguda em seu olho esquerdo e consigo me soltar de suas garras, agora, desesperada, meus sentidos de direção estavam completamente embriagados pelo medo.

Eu só queria voltar para casa... Só queria me sentir salva, sair daquele lugar sem sentido. Não fazia ideia de como eu havia aparecido naquela floresta e quem ou o que era aquele ser que me perseguia com o extinto animal de presa versus predador. Só sabia tinha uma unica certeza naquele momento: Se eu não saísse daquele lugar eu iria virar comida!E eu realmente não estava nem um pouco a fim de morrer.

Uma árvore podre cai na minha frente, eu me assusto e tento voltar pelo caminho por onde vim. Ele estava lá, com seu olhar insano que me enchia de medo a cada piscada. Sem dar mais nenhuma brecha para descanso,ele avança na minha direção e me joga no chão novamente, agora ele joga todo o seu peso sobre o meu corpo. Ele me olha com um sorriso no rosto e começa a mexer a boca, ele não emite nenhum som, porém eu entendi o que ele dissera.

“Você não irá escapar de novo, você não pode... Não mais.”-logo após isso ele crava suas pressas em meu pescoço, sinto meu sangue esvaindo, uma dor dilacerante me envolvia por inteira. Eu berrava coisas sem sentidos, meu rosto estava encharcado por lágrimas, gotas de chuva e meu sangue que jorrava para todos os lados. Ele parecia se deliciar com os meus gritos, pois a cada grito de dor que eu emitia sua força sobre o meu corpo aumentava.

Eu já estava exausta e tonta de tanto gritar, desisto de lutar e meu corpo apenas tinha leves espasmos que faziam meus músculos doerem. Ele para de repente, ele arfando sentado em minha pélvis, me olhava vitorioso.

—Você ainda está viva?Interessante para a sua raça.

—VAI. PRO.INFERNO.-falo cuspindo sangue no rosto dele.

—Se eu pudesse eu voltaria o clima lá é ótimo, minha cara. -ele provoca, lambendo as suas presas.

—Eu. Não. Me. Importo. Seu. MERDA!

—Uma moça não deveria ter uma língua tão suja. Acho que eu deveria lhe cortar a língua e te ensinar bons modos. -Ele diz enfiando a mão na minha boca e pegando a minha língua e a puxando o máximo que ele pudesse, eu começo me engasgar e ter ânsias.

—Olha a hora, minha cara. Nosso pequeno encontro acaba por aqui... Nós nos vemos por ai, Clarice.

Eu acordo pulando da minha cama,eu arfava com as mãos envolta do meu pescoço.Eu estava ensopada de suor e em minha cama estava meu gato, o Flambado -Um gato vira-lata caolho que me apareceu a muito tempo na janela do meu quarto,ele estava todo machucado e com as patas quebradas,eu cuidei dele e agora ele não quer mais ir embora...Isso significa que ele é meu por direito.-que miava pedindo comida.

Eu levanto da minha cama com o Flambado em meus braços, estava muito tonta com esse sonho. Nunca fui daqueles que gosta de se lembrar dos meus sonhos, já que eu sempre tenho mesmo em que eu estou sendo perseguida por alguma coisa que me devorar. O mesmo sonho toda vez,mas, mesmo sendo o mesmo sonho, eu não consigo não ficar assustada com ele.

Eu vou à cozinha e ponho um pouco de comida para o Flambado. Eu me encosto-me à janela e fico olhando a chuva batendo na janela enquanto eu tomava um café e comia um bolinho. Está chovendo muito forte hoje, estranho já que ontem tinha varias estrelas no céu de noite.De repente, uma blusa bate contra o vento.Era a minha.

Eu engulo o meu café e saio correndo desesperada até o quintal da pensão em que eu moro desde que meus avós morreram em um acidente de carro quando eu estava na sétima serie,moro sozinha em um quarto de uma pensão de uma senhorinha muita simpática. Meus tios pagam imposto da minha moradia sempre que eles conseguem, mas mesmo assim eu tenho que trabalhar e frequentar a faculdade.

—Droga,droga,droga!-eu grito saindo na chuva e recolhendo as roupas caídas no chão molhado e as que voavam do varal. Uma das minhas calças sai voando e eu não consigo pegar. -Qual é!Será que eu não posso ter um dia sem algo de ruim acontecer só por uma vez?-raios começam a cair e eu volto para dentro da pensão com um cesto com algumas das roupas que eu consegui salvar do vendaval.

Eu passo pela portaria me estremecendo de frio, sentada em uma poltrona remendada estava Giovanna — uma negra de olhos castanhos escuros, ela tinha um undercut na nuca que eu sempre achei muito estiloso — única pessoa na qual eu realmente considero como melhor amiga.

—Olha o que eu achei no meio da rua... Adivinha o que é... -Ela diz retirando da bolsa um sutiã meu de bojo. Ela entrega na minha mão e ambas subimos para o meu cubículo-apartamento.

Fomos de escada,já que o elevador sempre está quebrado ou enguiçado com alguém dentro,nunca sei se eu posso confiar naquela armadilha de metal.

—Quando essa merda de elevador vai funcionar hein?Sério,você mora no décimo nono andar, Clara!E subir essa escadaria é um verdadeiro sacrifício... -ela diz arfando no meio da escadaria.

—Prefiro subir por aqui a entrar naquele elevador traiçoeiro... Não estou a fim de perdeu o meu tempo.

Nós chegamos no meu andar com muito sacrifício,eu entro correndo no banheiro para tomar uma ducha,a temperatura ambiente estava doze graus e tenha certeza disso:Ficar com a roupa ensopada no frio é uma sensação horrível.

Eu fico totalmente emersa na banheira antiga do meu apartamento, do lado de fora Giovanna falava para eu me apressar, pois só agora que ela se lembrava de que tínhamos aula extra no curso hoje. Sinceramente acho que os professores já nem ligam mais para os nossos atrasos, pois é mais raro nós duas chegarmos na hora do que se atrasar,amo a minha faculdade de artes visuais mas odeio ter que cumprir horários.

—Você não dormiu de novo né?Teve aquele sonho de novo?-eu a escuto gritando da sala. Não é como se eu tivesse muita escolha sabe?Quem dera eu tivesse alguma escolha... Eu me sentiria menos cansada e angustiada todo dia.

—Sim. Mas dessa vez chovia mais forte do que antes. E ele conversava comigo. -Eu digo saindo da banheira e me enrolando na toalha.Eu ponho uma roupa qualquer e saiu do banheiro penteando o cabelo.

—Sabe que eu já li isso em um livro?O significado do seu sonho. Significa que algo irá quebrar a sua rotina, algo ruim.

—“Cê” sabe que eu não acredito nessas baboseiras né?É tudo lorota Ginna!

—Você quem sabe, mas eu ainda acredito. Agora ande logo, pois eu quero ir logo paro curso!-Ela diz me empurrando na direção da porta e me dando um guarda-chuva. -Vai,vai,anda!Tomara que você ainda tenha aquelas bicicleta em bom estado.

—Ginna, eu estou com medo de você agora. Eu te conheço desde a pré-escola e você nunca quis tanto estudar.

—Fiquei sabendo que vai rolar lutar entre os garotos da classe 1-D por causa da Daniela e eu fiz grandes apostas, baby!-ela diz esfregando as mãos.

Eu só dou risada dela e saímos da pensão, corríamos às pressas de bicicleta segurando nossos guarda-chuvas com força. Ginna, como é uma desesperada maluca, estava muito mais a minha frente. Eu não estava nenhum pouco a fim de ir para aquele inferno social.

Sério, eu odeio aquele local,mas foi o único lugar que se encaixaria a minha vida financeira. Tem um monte de grupinhos sociais, no geral de populares e valentões estúpidos e babacas que ficam ridicularizando todos aqueles que não pertencem a “grupinho” deles. No geral eu os ignoro e suas brincadeirinhas bestas sobre mim, mas há apenas uma pessoa que faz o meu sangue ferver, a garota mais nojenta, fresca e metida que eu já tive o desprazer de conhecer. Eu estou falando de Daniela Cavalcante, a filha do pastor da região em que eu moro.

Rá!Mas não é por que ela é filha do homem que segue deus que ela é santinha, muito pelo contrario aquele menina é mais rodada que ventilador no verão, essa ai já namorou (e dormiu)meio mundo e sabe lá mais quem. Esse é um típico clichê que eu infelizmente faço parte.

—CLARA ACORDA MEU!PARA DE DORMIR, AMIGA!-o grito de Ginna interrompe os meus pensamentos, e apresso o passo e começo a correr. Meu guarda chuva é levado pelo vento e eu sou obrigada a parar, eu grito para ela esperar e saiu correndo atrás do meu guarda chuva.

Por estar chovendo e ser muito cedo, os estabelecimentos locais estavam fechados e a rua praticamente deserta. Meu guarda chuva da vários rodopios antes de ficar enroscado em uma arvorezinha de enfeite de um restaurante.

—Só um dia sem azar... Só um dia. -Eu falo pulando e puxando com força o guarda-chuva da arvore, eu acabou escorregando para trás, porém alguém me segura.

—Ah, obrigada Ginna por me segurar... -Eu a agradeço me virando. Não era ela, com toda a certeza não era ela.

Era um rapaz alto, de pele muito branca, possuía um topete ruivo que se encurvava na toca preta que ele usava sobre o capuz do enorme, sobretudo verde -escuro que vestia.

Ele segurava meu braço ainda e me encarava intensamente. Eu fiquei sem reação, eu estava hipnotizada com os olhos dele, eram cerrados e sua pupila era enorme. Mas o que mais me chamava atenção não era a só a sua aparência ,e sim a cor dos seus olhos.

Eram cor de Âmbar e faziam o meu corpo estremecer.

Notas finais
Então é isso,serio é incrível como a minha internet só para de funcionar quando eu estou escrevendo... Por favor comentem sobre o que acharam,comentários construtivos são sempre bem vindos!