Unforgettable

4 Capítulo 4 - Chegando no objetivo


Notas iniciais
Oi gente! Não tenho muito a dizer como nota desse capítulo, mas espero que gostem. Opiniões são bem-vinda sempre. Críticas construtivas são aceitas e novos leitores também. Quero mais reviews hein! Mas, claro, não obrigo ninguém nada! Boa leitura!

–Dawn, o que você pensou que estava fazendo? –Brock perguntou indignado. –Por causa de sua irresponsabilidade, perdemos tempo de viagem! E você podia ter se machucado ainda mais!

–E-e-eu sinto muito... –Dawn gaguejava, sentia-se julgada, apesar de saber que ele tinha razão.

–Devia mesmo! –Brock estava ainda mais irritado. No fundo ele estava apenas preocupado com ela.

–Calma, Brock... –Ash o segurou, teve medo de que ele pudesse agredi-la. –Eu assumo toda a culpa.

–É sempre sua culpa, não é Ash? –Mostrou-se estressado, fazendo Dawn sentir medo. –Sempre você faz papel de idiota por causa dessas garotas! É sempre tudo culpa sua!

–EU NÃO TENHO CULPA SE SUA IRMÃ ESTÁ DOENTE! –Ash finalmente rebateu e ficou em silêncio.

Brock deu as costas e continuou andando, Dawn percebeu que isso o aborrecia. Afinal, para sair de uma discussão mesmo sabendo que estava certo era necessário uma verdade muito forte. A garota finalmente encarou Ash em sinal de agradecimento, ela também estava com medo do que Brock iria fazer. “Obrigada” Disse cochichando no ouvido dele. Ele fez um sinal de negação com a cabeça e finalmente respondeu. “Estou preocupado com ele.” Ash finalmente colocou Dawn nas costas de novo e voltou a andar atrás de Brock, apesar de estarem em uma distância aceitável.

–Descobrimos a pouco tempo que a irmã dele está assim. –Ash comentou, enquanto suspirava um pouco. Certamente, ele a conhecia. –Ele ainda não superou essa notícia.

–Mas, Ash... Deve ter uma cura. –Dawn respondeu com esperança, sentia pena de Brock.

–Eles nem sabem ao menos o que ela tem. Ainda não conseguiram descobrir. –Suspirou mais um pouco, nem ele sabia ao certo como se portar diante daquela situação.

–Então, como podem afirmar que ela está doente?

–Ela está mal, Dawn. Muito mal... Tenho medo de que ela... –Ash não teve coragem de terminar a frase.

–Não pode ser. Brock não iria aguentar!

–Ninguém aguentaria perder uma irmã.

–Eu sei como é perder alguém e não é nada fácil. –Dawn se lembrou de seu pai, soluçou um pouco tentando segurar as lágrimas. –Meu pai morreu quando eu era pequena.

–Eu sinto muito...

–Tudo bem, eu estou bem com isso. Já superei.

–Sabe, meu pai saiu de casa quando eu tinha cinco anos. Nunca mais o vi desde então. –Falava enquanto tentava se lembrar do rosto do pai. Suas feições haviam sido esquecidas. –Nunca mais...

–Eu também sinto muito... –Dawn sentia-se culpada, aquele clima triste se resultou pela irresponsabilidade. –Isso tudo é culpa minha.

–Você não tem nada a ver com o meu pai ter abandonado a gente.

–Eu quero dizer, ninguém ficaria se sentindo emotivo se eu não tivesse feito aquela besteira. Isso prova que eu sou uma idiota! Eu deveria ter ignorado o que você tinha falado.

–Se você tivesse feito isso, você não seria humana. –Ash argumentou, ele não aguentava esse sentimento de culpa. Essas emoções que faziam as pessoas se sentirem culpadas e colocarem pedras em si mesmas, machucando-as e corroendo-as. –Todos nós erramos alguma vez na vida. Se culpar pelas coisas que fizemos, não melhora nada.

–Então, está na hora de fazermos o Brock entender isso. Vamos falar com ele! Agora!

Dawn já estava tomando iniciativa de conversar com Brock até que avistou algumas pessoas passando por eles. Algumas a observaram com medo, outros a observaram com admiração. Era difícil entender o que estavam pensando, mas a partir de seu estado físico era possível pensar em alguma coisa. Após andarem mais um pouco, finalmente puderam avistar algumas casas. Uma placa informava que haviam chegado ao seu objetivo.

–Mas, já estamos na cidade de Sandgem. Fale com ele depois de passarmos em um Centro Pokémon e depois de pegarmos seu Pokémon inicial. A propósito, qual você vai pegar?

–Bem, eu ainda não sei...

–Como assim você não sabe?

–Posso pensar enquanto eu estiver no Centro Pokémon. –Disse apontando para o estabelecimento. –Brock, vamos para um Centro Pokémon!

Dawn o observa calmamente, tinha pressentimento que seria brutalmente ignorada. A dor que tinha em relação à doença de sua irmã parecia forte. Rapidamente, Ash pensou em uma tentativa de fazê-lo ir para aonde queria.

–Brock, você vai deixar a enfermeira Joy esperando? –Gritou, fazendo com que fosse impossível ignorá-lo. Rapidamente, Brock mudou de ideia e correu para dentro do local combinado. Ash não parecia estar surpreso.

–O que você fez? –Dawn perguntou

–Nada de mais... –Ash soltou uma risada descontraída. -Um dia, você entende.

Os dois estavam entrando no lugar até que percebeu que Brock estava fazendo declarações de amor para a enfermeira Joy. Dawn parecia surpresa. “O que está acontecendo agora?” Dawn perguntou em um tom de voz baixo. “Ele está tentando conquistá-la.” Respondeu rindo um pouco.

–Joy, minha querida! Há quanto tempo não vejo algum rosto de anjo tão belo quanto o seu. Há quanto tempo não vejo tanta formosura no balancear dos seus passos quanto o seu. Vamos juntos para o paraíso, minha querida. Não terá que fazer nada além de tua vontade. Ao meu lado, nada ousará incomodá-la. Oh meu anjo, vamos juntos para o melhor deste mundo! –Brock recitava frases tocantes enquanto se ajoelhava e segurava a mão da doce mulher. –Joy...

–Isso foi muito legal da sua parte, mas agora tenho que atender estes jovens. –Respondeu enquanto se afastava, sorrindo falsamente.

–Por que elas nunca me querem? –Perguntava Brock tristonho.

–Nossa! O que aconteceu com você? –Perguntou Joy enquanto encarava Dawn. –Chansey, uma caixa de primeiros socorros aqui! –Falou enquanto um Pokémon rosado aparecia trazendo uma caixa.

Depois de um tempo, Dawn finalmente tinha tratado seus ferimentos, mas ainda precisava de descanso e de roupas novas.

–Você parece bem melhor, Dawn! –Falou Ash enquanto observava seu rosto que parecia ter sido rejuvenescido.

–Obrigada, Ash. –Respondeu sorrindo enquanto se aproximava de um videofone. –É melhor eu avisar a minha mãe que estou bem.

Finalmente após algum tempo, Dawn pode ver o rosto de sua mãe através do aparelho eletrônico. Queria se mostrar normal, tentando passar apenas a mensagem de que precisava de roupas. E não o que tinha acontecido com ela.

–Olá, querida! Como vai a jornada?

–Vai muito bem, mamãe! Mas, eu estou precisando de roupas.

–O que aconteceu com suas roupas? –Perguntou Johanna surpresa.

–Bem... –Por algum momento, Dawn havia tido dúvida no que dizer. Quando finalmente teve uma ideia do que dizer, alguém a interrompeu.

–A Dawn se perdeu na floresta e rasgou o vestido enquanto corria que nem uma maluca desesperada. –Ash finalmente respondeu. Estava sorridente, achou que havia feito a coisa certa. Não tinha entendido o ponto de vista de Dawn.

–DAWN, VOCÊ SE PERDEU? –Johanna gritava fitando a filha com um olhar assustador.

–Mas, está tudo bem. Assim que sairmos daqui, iremos ao laboratório do professor Rowan pegar o pokémon dela. –Ash continuou a falar, sem perceber que estava piorando as coisas.

–VOCÊ AINDA NÃO PEGOU SEU POKÉMON? –Johanna continuou a mostrar seu lado tenebroso.

–ASH, SEU IDIOTA! OLHA SÓ O QUE VOCÊ FEZ! –Dawn falando quase batendo em Ash. Estava com raiva, não queria deixar sua mãe estressada.

–Para de reclamar! Você só não está pior porque cuidamos de seus ferimentos. –Ash disse tentando acalmá-la.

–VOCÊ ESTÁ MACHUCADA? –Johanna continuou encarando-a. Até que finalmente se acalmou. –Eu não sei por que eu ainda estou surpresa com você.

–Desculpe, mamãe... –Disse Dawn cabisbaixa.

–Tudo bem, filha. Apenas tente se cuidar mais.

–Pode deixar por nossa conta! –Respondeu Ash, mostrando que ele e Brock estavam por perto.

–Quem são vocês?

–Eu sou Ash e ele se chama Brock. Somos companheiros de viagem da sua filha. Vamos cuidar dela, senhora.

–Pode me chamar de Johanna. –Respondeu um pouco mais relaxada. –Cuidem bem dela. –Johanna voltou a olhar para Dawn. –Vá pegar seu Pokémon assim que possível.

–Sem problemas! –Respondeu um pouco mais descontraída.

–Quando você fala isso é a hora que eu me preocupo mais. __Respondeu enquanto suspirava um pouco. Ela havia dito isso antes de partir em sua jornada e agora estava naquela situação. –Te amo, querida.

–Também te amo, mamãe.

–Sua roupa chega amanhã. Adeus.

E finalmente o monitor ficou preto e a imagem de Johanna sumiu. Dawn suspirou um pouco e encarou Ash com raiva.

–A gente vai ter que cuidar de você, Dawn. Você é muito sem noção. –Respondeu Ash, fazendo com que a ira de Dawn ficasse completa.

–JÁ DISSE QUE POSSO ME VIRAR SOZINHA! –Gritou Dawn, dando um soco na cara do rapaz. O soco foi tão poderoso, que fez com que garoto caísse no chão. Risos tomaram conta do lugar.

–Quem te ensinou a ser tão forte? –Perguntou Ash enquanto sentia dor.

–A VIDA! –Respondeu vitoriosa.

–Calma, casalzinho. –Disse a enfermeira Joyde um modo sorridente.

–NÃO SOMOS UM CASALZINHO! –Gritaram os dois com raiva. Por trás disso, ainda podia se ver um pouco de vergonha.

–Mas, nós podemos ser... Certo, Joy? –Perguntou Brock, pronto para começar a fase de romantismo.

–Vai procurar outra pessoa, entendeu? Não estou interessada. –Respondeu Joy. Fazendo com que uma onda de risada tomasse conta do lugar novamente.

–Por que elas nunca me querem? –Perguntou Brock derrotado.

E Dawn sorria, percebendo a sorte que tinha, tendo-os como amigos. E ainda mais, tendo Ash como amigo.