Unforgettable
3 Capítulo 3 - A promessa
Notas iniciais
Arthur Mattos e também a todos que estão lendo essa fanfic. Como eu sempre digo: aceito críticas construtivas. E por favor, comentem se lerem. Eu ficarei grata com isso. Boa leitura!
Pikachu ficou um tempo imobilizado, como se estivesse recebendo um sinal ou alguma coisa do tipo. Voltou a cheirar a terra, remexeu a terra com o nariz até encontrar um pedaço de pano rosa. Entregou o pedaço a Ash e subiu no seu ombro.
–Ela esteve aqui! -E novamente, os dois voltaram a correr assim que Pikachu desceu do ombro de seu treinador.
E então, voltaram a ter esperança. Eles estavam no caminho certo, afinal, ela havia passado por ali. Esperançoso, o treinador visualizava todos os tipos de desculpas que poderia pedir. Com garotas, certamente um beijo sempre resolveria tudo e elas seriam fiéis a você por toda a vida. Mas, ele ainda não estava pronto, mal a conhecia e memórias dos momentos que passara com seus outros amores ainda circundavam em sua cabeça. Apesar de ter visto alguma coisa especial em seus olhos, de ter se enlouquecido apenas com o som de sua voz, sabia que aquilo não passava de um puro desespero por uma garota. Ele realmente necessitava de alguém, pelo menos necessitava sentir algo por alguém, mesmo que essa pessoa o rejeitasse. Porém isso o preocupava, não sabia se agüentaria a rejeição. Finalmente, diminuiu os passos e observou seu pokémon fazer mesmo.
–Você acha que daria certo, Pikachu? -Ash observou seu companheiro o encarar, certamente não parecia compreender nada. Como esperado Ash preferiu não tocar mais no assunto. -É melhor esquecer o que falei. Não é nada importante.
E um silêncio nasceu entre os dois. Apenas passos na terra eram as únicas distrações. Ash tentou afastar o rosto de Dawn de sua mente, mas apenas queria saber onde ela estava. Queria acabar logo com aquela briga sem sentido e finalmente entender o que a teria feito ficar com tanta raiva, o que a fez chamar um desconhecido que a auxiliou de infantil e idiota. Será que ela também teria notado algum aspecto nele que a interessou? “Não. Deve ser impossível. Ela parece ser uma garota tão perfeita e deve ser bem mais bonita do que quando nos a vimos machucada e desgastada”.Nunca aconteceria nada, pelo menos nada que fosse sério. Seus pensamentos foram cortados com gritos, sentiu pavor.
–Pikachu! Leve-me a esses gritos! Rapidamente, os dois foram seguindo o que escutaram. Ash pôde vela, um alívio tomou conta de seu corpo. Até que seu desespero voltou à tona assim que a encontrou perto de um garoto de cabelos roxos. Pensou no pior, talvez ele a tivesse feito mal ou simplesmente a beijado. Seu vestido parcialmente rasgado o fez pensar no que aquele garoto havia feito. -Sai de perto dela!
O rosto de Dawn se iluminou, um sorriso apareceu. A raiva e a mágoa, sentimentos que a dominaram antes, pareciam ter sumido.
–Ash! Você veio atrás de mim! -Dawn ignorou o fato de ela ter tido uma atitude completamente irresponsável. Aquela correria custou horas de viagem.
–É! Eu vim! Quem é esse cara? -Ele perguntava, parecia estar um pouco enciumado.
–Sou Paul. -O garoto respondeu, sem mostrar nenhuma reação.
–O que você fez com ela?
–Fica calmo, Ash. Ele não fez nada. É que ele apareceu do nada e eu tomei um susto. O que você pensou que ele tinha feito?
–Hã, nada. Só fiquei meio... -Tentou escolher as melhores palavras para aquela situação. Não queria parecer um ridículo.
–Meio? -Dawn o fitava com curiosidade.
–Fiquei preocupado, só isso! -Descontroladamente, as palavras saíam de sua boca. Começou a ficar preocupado, não conseguia se controlar. -Agora, vamos! Antes que esse cara te faça alguma coisa.
–Eu queria que ela viajasse comigo, mas já percebi que ela prefere viajar com o pateta que você é. -Paul virou-se. -Até logo, garota. Vamos nos ver novamente. -E finalmente desapareceu no meio das plantas.
–Vamos! -Ash segurava a mão da garota, a arrastando para o mais longe possível daquele cara. Quando obtiveram um pouco de distância, ele a largou, a conversa finalmente tomou forma. -Dawn, eu sinto muito. Eu não sou daquele jeito.
–Então, quem era aquele cara que falou aquelas coisas horríveis?
–Me escuta, aquele não era eu. -Ash tentava argumentar, mas sabia que ela estava na razão.
–As palavras saíram da sua boca. Eu escutei sua voz. Como aquele cara não pode ser você? -Ficou calada por um tempo até que finalmente disse o que estava pensando. -Talvez eu não deva mais viajar com vocês.
–Não faça isso, por favor. -Uma possível chance de tê-la estava fugindo de suas mãos, ele não podia perdê-la. Ela não poderia sumir da sua vida como as outras. -Você não pode viajar sozinha! Eu não quero que você passe pelo o que passou ontem.
–Paul pode viajar comigo. -Dawn realmente estava desistindo de viajar com eles.
–Dawn... -Ash se calou por um tempo até que finalmente argumentou. -Eu prometo cuidar de você.
Um silêncio se formou. Os dois pararam de andar, como se esperassem algum sinal de que deveriam continuar a falar sobre o assunto. Dawn estava com o rosto levemente avermelhado, ainda estava encarando Ash, do mesmo modo que ele estava. Seus olhos finalmente se encontraram, até que Ash tomou a iniciativa de falar alguma coisa.
–Eu estou te prometendo pela minha vida. -Começou a suar abundantemente, de onde aquela promessa havia surgido? -Eu sei que ainda não valho muita coisa para você, mas minha vida deve valer alguma coisa.
Dawn ainda não respondia. Seus olhos azuis pareciam perdidos, como se Ash não estivesse ali abrindo os seus sentimentos para ela. Como se ela estivesse perdida no brilho de uma calorosa fogueira, apenas esperando para ser apagada.
–Você não pode ser igual às outras! -Ash finalmente falou o que estava em mente e sabia que ela não podia mais adiar a resposta.
–Igual às outras? -Dawn finalmente saiu do transe, mas ainda tinha dúvidas sobre o que ele estava falando.
–Todas seguiram algum rumo diferente, sempre arrumaram alguma desculpa para se afastar. Nunca nos escutaram quando falávamos que elas estavam seguindo um caminho errado, não ligaram se a gente realmente se importava ou não!
–Ash... Você já conversou com o Brock sobre isso? -Dawn realmente acreditava no que estava ouvindo. Ele estava desabafando com ela, mesmo sabendo que ele a conheceu naquele dia.
–Eu nunca disse a ninguém sobre isso, não tinha necessidade de contar. Eu nunca assumi, mas me chateia. Eu só queria alguém que realmente ficasse comigo até nas piores horas, até eu realizar meus sonhos. Ou até depois, até bem depois...
–Me perdoa. -Começou a perder a firmeza, ela reconheceu que havia errado. -Eu não sabia que isso era importante para você. -Queria trocar a palavra “isso” por “eu”, mas sabia que ainda não estava na hora. -Eu não vou ser uma dessas pessoas, mas você não precisa cuidar de mim. Eu sei me virar sozinha. -Finalmente se virou e sai andando, ainda se lembrava do caminho de volta.
–Dawn! -Começou a caminhar um pouco mais rápido -Obrigado! -E ele finalmente a abraçou, seus braços a envolviam calorosamente. Uma sintonia os envolvia. Até que Ash finalmente parou de abraçá-la. -E é claro que vou cuidar de você, minha pequena...
–Não me chame de pequena! -Dawn facilmente se estressava quando zombavam de sua altura.
–Pequena! Pequena! Pequena! -Ash ria e continuava gritando. Ela ficava tão engraçada quando estressada.
–Ash, para com isso! -Até que abriu um doce sorriso, estava começando a curtir a brincadeira. -Você nem é tão alto assim!
–Mas, você continua a ser mais baixa! Hahahahaha Pequena!
–Seu bobo! Hahahahaha -Até que Dawn finalmente se lembrou do motivo de ter se perdido, Ash estava parecendo Kenny, que sempre a incomodava com o apelido “Dee Dee”. Não queria lembrar-se dele, mas seu rosto transpareceu certa tristeza e desânimo.
–O que foi? Eu disse alguma coisa errada? -Finalmente parou de incomodá-la.
–Não! Não é nada... -Após avistar Brock, Dawn fez o máximo para não ter sido nada mesmo. Não queria incomodar ninguém com isso, ainda queria manter isso como um assunto pessoal.
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