Notas iniciais
Oi Oi gente :) Então peço desculpas pelos dias que eu fiquei sem postar, pra falar a verdade o capítulo já ia ser postado quando de erro e apagou, e eu acabei ficando sem tempo pra postar ele outra vez. Bom aqui está ele, adiantando este será o capítulo da primeira parte do capítulo, no capítulo de amanhã contará o final deste encontro. Beijos :)

– Regina, por favor, pode ir mais devagar?

– O quê? — perguntou a amiga baixando o rádio do carro.

– Mais devagar. Há crianças no carro.

– Adolescentes adoram velocidade. Não é verdade, crianças?

– Sim, senhorita — disse Henry ao lado de Elsa, no pequeno assento traseiro do conversível.

– Vê? — disse Regina, transferindo o som para os alto-falantes traseiros, de modo a distrair os garotos e garantir privacidade para conversar. — Pensei que você estivesse impaciente para chegar.

– Saiba que recusei meia dúzia de encontros com Killian Jones no mês passado. O que a faz pensar que estou ansiosa para vê-lo esta noite?

– Vestido. Salto alto. Colar. Batom. – Regina virou uma esquina em velocidade. — Você está fantástica.

– É um restaurante chique. — Emma sabia que esta não era a razão pela qual se vestira com esmero, mas não iria admitir isso para Regina.

– Se ele oferecer leva-lá para casa hoje depois do jantar, levarei as crianças comigo. Não se preocupe.

– Já lhe disse. Não preciso de Killian.

– Digo o mesmo sobre chocolate todo dia. Mas, algumas vezes, temos de buscar o que queremos, e não o que precisamos. — Ela parou no sinal vermelho. — E você não me engana, queridinha. Adora correr nesse carro tanto quanto eu.

– Não adoro

O farol abriu e Regina arrancou num impulso violento. Emma foi atirada para trás no assento e ouviu Elsa gritar.

– Que tal isso? — gritou a amiga acelerando ainda mais.

– Eu…

– Coração disparado? Como se estivesse realmente viva?

Emma pôs a mão sobre o peito. O coração estava frenético e a adrenalina percorria-lhe as veias. Ela riu.

– Sim, estou.

– Ótimo

Regina parecia tão contente que Emma riu novamente.

–Tudo bem. Contarei a você meu maior segredo. Estou ansiosa para passar uma noite com Killian.

– Ah! Sabia. — Regina golpeou a direção em triunfo.

– Mas nada vai acontecer. As crianças estarão lá o tempo todo.

– Não conte com isso. Killian parece um homem que faz tudo o que quer. — Ela parou o carro em frente ao restaurante. — Aqui estamos!

O vestido de Emma subiu ao descer do conversível e ela sentiu o frio ar da primavera em suas pernas e braços nus.

Exceto pelas joias, normalmente se vestia de modo conservador. Anos de roupas feitas de retalhos a haviam ensinado a apreciar vestidos simples e bem-feitos. Mas pensou em Killian quando escolheu aquele vestido curto de decote ousado. E os sapatos de saltos altíssimos eram sedutores. Não se sentia uma professora solteira, mas uma mulher atraente, prestes a ter um encontro amoroso. Ela tocou o colar de vidro verde e recordou-se da conversa que tivera com a mãe. Se você nunca pensa no futuro, torna-se vítima de impulsos passageiros.

Mas falar com a mãe a fizera rever aquela filosofia. Pode-se, sim, parar e aproveitar o presente. E isso pode lhe dar a coragem de fazer o que tem vontade.

Pensou no que acontecera na quarta-feira… Como Hook a incitara a revelar algo de seu passado. E fora bom. Agora estava feliz por ele ter trapaceado e arranjado aquele encontro. Olhou a fachada do Chanteclér. Sabia que o restaurante possuía a mais inovadora cozinha da Grã-Bretanha, mas nunca esperara estar ali.

O lado de fora era simples: tijolos à vista, estilo georgiano, com enormes janelas envidraçadas. Não havia letreiro com o nome do estabelecimento, apenas a estátua de um galo, em bronze, perto da porta de entrada. A intenção do proprietário era fazer a clientela lembrar-se que Chanteclér era o nome do galo de uma lenda popular, recontada no famoso livro Contos de Canterbury.

Contudo, aquilo dava prosseguimento ao tema da galinha que Killian lhe apresentara quando o conhecera. Perguntou-se se ele a estava provocando novamente e sorriu.

– Nossa, é incrível — comentou Henry, impressionado.

Ela piscou-lhe. Sabia que ele iria portar-se muito bem ali.

– Fique tranquilo. E acho que deveríamos usar o garfo errado só para ver o que acontece.

– Sim, mas desafio você.

Emma pôs a mão no ombro de Elsa. A garota estava tensa.

– Sente-se perto de mim, no caso de Killian e Henry começarem a falar de futebol.

Tão logo entraram, um homem usando um terno impecável cumprimentou-os.

– Srta. Swan? O Sr. Jones os espera.

O restaurante era magnificamente bem decorado, mas ela parou de observar os detalhes quando avistou a figura impecável numa mesa ao canto. Killian levantou-se quando os viu. Estava usando um terno cor de chocolate, bem talhado, com uma camisa branca aberta no pescoço. Uma mecha dos cabelos escuros caía sobre a testa. Estava bem barbeado, enfatizando a linha da mandíbula e a covinha no queixo. Emma pensou que, sem sombra de dúvida, aquele era o homem mais lindo que já vira. O restaurante inteiro, as mesas, as flores, os dois adolescentes a seu lado, tudo desapareceu. Os olhos azuis se fixaram em seu rosto, e então no vestido, nos braços nus, pernas e sapatos.A inspeção levou apenas alguns segundos, mas o desejo que viu nos olhos dele tirou-lhe o fôlego.

– Estou feliz por terem vindo. – Hook puxou uma cadeira para ela e Emma se sentou enquanto o observava fazer o mesmo para Elsa, e indicar para que Henry se sentasse à sua direita. — Invejo vocês três. Estão prestes a ter uma experiência diferente de tudo que conhecem. Damien Virata é o mais extraordinário chef da Grã-Bretanha hoje. Vocês têm de deixar todas as suas pré-concepções para trás e apoiar-se somente em seus sentidos. Olhem, cheirem, sintam e saboreiem. Não pensem.

Ele sentou-se ao lado de Emma e ofereceu-lhe uma taça de champanhe, roçando-lhe os dedos no processo. O contraste entre o vidro gelado e a pele quente de Killian era excitante.

– Obrigado por vir — murmurou ele. — Estou ansioso por isso há dias.

– Saúde. — Ela brindou com ele, depois com todos os outros. No primeiro gole, o líquido borbulhante pareceu eletrificar seu corpo. Os sentidos estavam aguçados por estar perto de Killian.

– Deixo Damien escolher nosso menu — disse ele. — Elsa, você está com um vestido muito bonito.

Elsa usava um vestido azul-celeste. Sem uniforme, parecia mais velha e menos assustada que a garotinha da escola. Ela enrubesceu diante do elogio.

Ela sente atração por Hook, percebeu Emma e sorriu. Não podia culpar a menina.

Henry usava sua camisa casual e uma gravata azul, frouxa no pescoço.

Emma, influenciada pelo ambiente, pensou neles quatro como um estranho pensaria: um adolescente esperto, uma garotinha no limiar da maturidade, um homem feliz, bonito e atencioso, e uma mulher muito bem vestida, divertindo-se.

Um cenário que consideraria impossível apenas um dia antes.

Um prato foi colocado à sua frente. Ela piscou diante da porcelana branca com lascas de algo rosa e verde, cobertas com molho amarelo.

– Parece mais arte do que comida. O que é?

Os olhos de Hook brilharam.

– Não vou dizer. Experimente.

Ela deu uma garfada. A textura era sedosa, e o sabor entre doce e salgado.

Era peixe, mas não tinha ideia do que o acompanhava. Os sabores fundiam-se, um dominando o outro.

Emma olhou para os garotos e pôde ver sua própria expressão refletida nos rostos deles. Perplexidade, imaginação e prazer.

– Gostou? — perguntou Hook, observando-a.

– É algo que nunca provei.

– Mas gostou?

Ela provou outro pedaço.

– Sim.

Killian bateu palmas de alegria, parecendo uma criança.

– Absolutamente genial.

Aquele prato foi acompanhado de vinho rosado e seguido por outros dois pratos. Todos em porções pequenas, mas o equilíbrio de texturas e sabores era sempre uma surpresa. Emma não entendia nada sobre comida. Fora criada num regime de grãos naturais e estranhos chás de ervas, mas sabia apreciar pratos exóticos. E sabia que seu paladar nunca havia sido tão sutilmente seduzido.

Hook, com aquele riso gostoso, explicava às crianças detalhes do preparo, da mesma forma que ela podia interpretar um poema. A mão pousava sobre o pulso de Emma cada vez que lhe fazia uma pergunta.

Ela observava cada expressão dele, sentindo o poder de seu deleite. O olhar intenso sobre a sua pele. As perguntas íntimas, os comentários quase sussurrados, hipnotizando-a.

A cada garfada, sentia seu lado racional escapar.

– Ouça — disse-lhe ele -, você não pode comer cada parte separadamente, tem de comer junto, a fruta, o carneiro, o purê e o molho. Tente. — Hook estendeu-lhe um garfo, balanceado com diferentes partes do prato.

Sem pensar, ela inclinou-se e abriu a boca. Então viu os olhos cheios de desejo de Killian fixos em sua boca quando aproximou os lábios da ponta do garfo.

– Você está gostando? — soou uma voz masculina atrás dela, fazendo-a virar-se.

O dono da voz era baixo e forte, com cabelos escuros. Usava um avental branco de chefe calça xadrez.

– Damien! — Hook levantou-se da cadeira e apertou a mão do chef. — Fantástico, como sempre.

O famoso chef sorriu.

– Fico feliz em ter a próxima geração aqui. Gostariam de visitar a cozinha antes da sobremesa?

Elsa arregalou os olhos e Henry abriu um sorriso, dizendo:

– Adoraria.

Quando entraram na cozinha, a mão de Killian descansava nas costas de Emma, provocando calor pelo corpo dela. Todavia, foi um choque entrar na cozinha do Chanteclér, cheia de pessoas, barulho e correria. Era naquele lugar frenético que Killian se sentia em casa?

Ela viu Damien falando com Elsa e Henry e apontando para diferentes áreas da cozinha.

Hook a tomou pela mão.

– Venha cá — murmurou em seu ouvido, conduzindo-a.

Ele abriu uma porta de aço na parede e adentrou um compartimento repleto de prateleiras com caixas de plástico. Pelo frio, parecia uma câmera refrigerada.

Killian fechou a porta.

Ele encostou-se na porta fechada com aquele sorriso brilhante, parecendo irresistível e perigoso.

– Estou louco para ficar sozinho com você — disse.

Ela esfregou as mãos ao longo dos braços nus, embora ainda não estivesse gelada.

– Dentro de um refrigerador?

Ficarei quente dentro de um refrigerador se você estiver comigo. — Ele a olhou de cima a baixo e Emma tremeu. Não de frio. — Você está deslumbrante. Tive de usar toda a minha força de vontade para manter as mãos longe de você esta noite.

Igualmente, pensou ela. Ele se aproximou.

– Eu adoraria esquentá-la. Posso?

Por favor, sim! Emma mordiscou o lábio.

– As crianças…

– Não sentirão nossa falta pelos próximos vinte minutos, pelo menos. Mas ficaremos com muito frio se não nos aquecermos logo.

– Podemos sair daqui. -A voz soou sem convicção até para os próprios ouvidos dela.

Ele meneou a cabeça.

– Nem pensar, Emma. Você tem se esquivado de mim desde o dia em que me conheceu e quero saber por quê. No princípio, pensei que fosse porque estivesse zangada comigo. Mas agora acho que é porque não confia em mim. Estou certo?

Ela arqueou as sobrancelhas e cruzou os braços contra o peito.

– E devo confiar em alguém que monta uma armadilha e me prende num refrigerador?

– Pode sair quando quiser. Basta apertar o botão na porta. — Mas ele não se afastou. — Por que não confia em mim?

– Porque você é namorador e cativa pessoas sem se dar conta disso.

– Você está errada, Emma. Eu verdadeiramente quero ajudar Henry e Elsa, se é o que a preocupa. Não os estou usando. Não estou usando você.

– O que me preocupa é que você flerta comigo desde o momento em que me conheceu e vem tentando levar-me para cama desde então. É o que faz com todas as mulheres, pelo que ouvi falar.

Ele assentiu.

– Ah, então é da minha imagem pública que você não gosta. Bem, isso faz sentido. Mas não deveria acreditar em tudo que lê nos jornais.

– Nega que tem uma mulher diferente na sua cama todas as semanas?

– Conheço muitas mulheres e, eventualmente, tenho encontros. Mas não. Geralmente não durmo com elas. E nenhuma das mulheres que conheço me faz sentir do jeito que você faz.

Emma começava a sentir frio, mas a proximidade de Killian era quase quente demais para suportar.

– E como eu o faço sentir-se? – ela provocou, não resistindo.

– Vivo. Intrigado. Sedento. Excitado.

– Igualmente. — A palavra ecoou da boca dela antes que pudesse perceber.

Ele sorriu, e então disse:

– Não a tocarei a menos que você queira. Você quer?

– Sim.

Ele a encarou por um momento, como se não pudesse acreditar no que ouvira. Então o sorriso desapareceu e a expressão tornou-se séria. As mãos ainda não a tocavam. Killian mordiscou o lábio, como se estivesse se concentrando. Uma linha apareceu entre as sobrancelhas.

Ofegante, pousou as mãos sobre os ombros delicados.

Ambos prenderam a respiração. Emma fechou os olhos para saborear o toque daquelas mãos sobre a sua pele e depois os abriu porque não queria perder um único instante da imagem dele.

Vagarosamente, ele deslizou as palmas ao longo dos braços nus. Ela estremeceu. As mãos grandes encontraram as suas e os dedos se entrelaçaram.

Estavam ali, acariciando-se dentro de uma câmera refrigerada, onde alguém poderia entrar a qualquer minuto para buscar alguns tomates. Killian se aproximou do pescoço de Emma e começou a dar leves chupões, o que fez com que ela se sentisse ainda mais excitada e pressionasse seu corpo contra o dele.

Quando ele parou de beijar seu pescoço, Emma colocou-se na ponta dos pés para encontrar a boca sensual quando ele aproximou o rosto.

Os lábios dele eram mais quentes do que ela havia imaginado. Gentis, doces.

O tempo passou, os dois ali de mãos dadas, lábios pressionados. Nada de língua ou movimentos bruscos… apenas tocando-se pela primeira vez. Eles queriam sentir como seria quando se tocassem.

Quando se separaram, Emma sentiu os olhos brilharem.

O beijo fora inocente e romântico. Como o beijo que acordou a Bela Adormecida. Mas ela sentia-se acordada e consciente das possibilidades daquele momento. Gostaria de mais. Muito mais.

Killian engoliu em seco.

– Queria beijá-la há muito tempo, mas não esperava…

– Pensei que seria mais… — Ela pensou na palavra. Não mais sexy, porque aquele beijo fora a coisa mais sexy que já experimentara. — Mais excitante. — E então desvencilhou as mãos e as enterrou nos cabelos de Killian. Quando ele a puxou para si, ela soube que aquele beijo não havia sido nada inocente, porque, pressionada contra o corpo musculoso, podia sentir a rigidez da ereção através da roupa.

Um desejo feroz a percorreu e ela o beijou de língua, e depois no pescoço com fortes chupões.

Killian gemeu e a ergueu até que seus pés mal tocassem o chão. Ele a pressionou contra a parede gelada do refrigerador, fazendo com que ela se arrepiasse, mas não sentiram frio, pois seus corpos estavam mais do que quentes. E então as mãos dele estavam percorrendo suas costas e suas nádegas, enlouquecendo-a de desejo.

Tocar-lhe os cabelos não era suficiente. Emma deslizou as mãos pelos ombros fortes, pelos braços rígidos, até atingir os quadris estreitos. Ele tinha uma boca maravilhosa. O beijo era feroz e desesperado. E, naquele abraço, ela podia sentir o corpo inteiro contra o seu, pressionando-a. Mas queria mais. Deixou a mão passear por suas costas largas e enterrou os dedos na carne firme. Ele emitiu um som rouco e puxou-lhe a perna em volta de seu quadril. Ela o sentiu investir com força, mesmo estando de calça. Quando finalmente se separaram, a respiração de ambos era ofegante.

– Agora isso foi excitante — comentou ela.

– Eu me transformei em romântico, também. — Ele a beijou antes de afastar-se para olhá-la.

– Notei.

– Confia em mim agora?

– Não.

– Devemos sair daqui antes que as crianças terminem a visita na cozinha.

Oh. Esquecera-se de Henry e Elsa.

Hook beijou-a de leve na testa.

– Falta apenas a sobremesa para terminarmos o jantar. A que horas sua amiga virá buscá-los?

Ela consultou o relógio.

– Em quinze minutos.

– Ótimo. Você voltará para casa comigo. — Era uma afirmação, não uma pergunta. Ele voltou a beijá-la docemente no pescoço, nas bochechas e em todo o seu rosto. Era como se ele estivesse acostumado a ter uma mulher num estalar de dedos. — Você voltará comigo, certo Emma? Confia em mim um pouco, não confia

– Por uma noite? — perguntou ela. — Não é ter confiança demais?

Ele pegou as mãos dela novamente.

– Fique por uma noite. Fique por uma semana. Quero conhecer você, de todas as formas que puder.

Aquelas palavras prometiam prazer. Ele ofegou longamente e beijou-a nos lábios.

– Você vai na frente e encontro vocês na mesa. Acho que é melhor ficar aqui por um minuto, para me acalmar. – disse ele com um sorriso maroto.

Ela olhou para baixo e notou a ereção claramente visível sob a calça.

Outra onda de desejo a dominou, mas engoliu em seco, detestando deixá-lo, mesmo por um momento.

– Vá. E, Emma…

– Hum? — Ela limpou um traço de batom do lábio inferior dele.

– Tente confiar em mim. Por esta noite, pelo menos.

Ele parecia tão sério quanto durante a primeira aula, quando mostrara as mãos cheias de cicatrizes.

Emma assentiu e saiu da câmera refrigerada.

Ele suspirou

Ela havia concordado. Tentaria tentar confiar nele.

E a razão de não estar conseguindo se manter sobre as pernas era em parte porque estava mais abalado do que nunca, só por tê-la beijado e lhe tocado a pele nua.

Mas isso era apenas parte do que sentia. A outra parte era um espantoso sentimento de alívio. Havia planejado que a noite seria uma sutil sedução. Não evidente demais, apenas pequenos toques e olhares rápidos, algo que não fosse captado pelos alunos. E então um convite para um café no fim da noite, uma chance de conversar com Emma e passar mais tempo a seu lado.

Mas ela apareceu naquele vestido e os planos sutis tinham ido por água abaixo.

A respiração gradualmente suavizou-se e Hook arrumou o colarinho da camisa. O que estava lhe acontecendo? Desde quando implorara alguma coisa a uma mulher? Muito menos confiança!

Já havia conquistado a admiração de Emma e seu desejo. Ela seguia sua liderança na cozinha e trabalhava bem com ele e com os adolescentes. Depois de um começo turbulento, estava tranquilo agora, e certo da amizade dela. Havia trabalhado duro para conquistar tudo aquilo. E isso, normalmente, seria o suficiente. Mas não dessa vez. Queria que ela conhecesse seus sentimentos. Que confiasse nele de corpo e alma. Nem que fosse por uma única noite.

Olhou para o seu reflexo na porta de aço para checar qualquer possível marca de batom, e sorriu para si mesmo.

Emma não sabia o que estava acontecendo e não sabia o que iria acontecer. Mas estava ansiosa para descobrir. Na cozinha barulhenta, sentiu-se como se estivesse pisando num mundo diferente.

Mas não era o mundo que havia mudado. Era ela.

Localizando Elsa, Henry e Damien, caminhou até eles. Os adolescentes estavam tão absorvidos no que Damien contava que nem a olharam quando se aproximou. Bom sinal. Significava que dificilmente haviam percebido sua ausência e a de Killian. Damien também não fez nenhum comentário.

Emma imaginou se Hook tinha posto Damien a par da armadilha de levá-la para o refrigerador. Mas afastou aquele pensamento. Havia prometido confiar nele, lembrou-se.

Ademais, gostava da ideia de que Killian tivesse elaborado o plano de tocá-la na privacidade. Como primeiro beijo, aquele fora romântico. E, até então, ela só encontrara romance nos livros.

O salão de jantar era outro mundo também. Tranquilo, silencioso, aconchegante. As velas e as paredes cor de laranja faziam-na sentir-se como Cinderela na carruagem, rumo a uma noite mágica.

Henry estava tão silencioso quanto Elsa, mas, assim que o chef deixou-os na porta do salão de jantar, o menino exclamou:

– Oh, que sensacional! Você viu aquele sujeito derramando conhaque na panela e ateando fogo? Quero fazer isso no concurso!!

– Você não se impressionou com nada mais que a explosão, companheiro? — Hook sentou-se ao lado deles, a voz divertida e a aparência serena.

Emma, que pensava ter se acalmado, sentiu o coração palpitar e os seios latejarem. O joelho dele tocou o seu por baixo da mesa.O garçom chegou com pratos brancos que continham cinco tipos de sobremesa.

– Damien preparou esta porque sou fanático por sorvete – disse Hook, apontando uma delas. — Mas vocês devem experimentar todas.

Emma não se moveu. As mãos ainda estavam trêmulas para lidar com a colher de modo gracioso. Então apenas observou os três. As crianças, concentradas, ficavam tentando adivinhar os sabores. Hook tinha uma expressão de puro prazer enquanto comia e explicava.

Era quase a mesma expressão de quando a beijara pela primeira vez.

– Você deveria experimentar esta. Restam-nos apenas dez minutos. — Ele piscou-lhe quase imperceptivelmente.

O homem era convencido demais, e a primeira resposta na mente de Emma fora de autodefesa. Ainda não concordei em ir para a sua casa.

Mas não era verdade. Já havia decidido confiar nele e ter uma noite de prazer.

Pegando a colher, experimentou as sobremesas, e notou que havia um sabor que não estava no seu prato, o sabor dos lábios dele.

Ele estendeu a mão por baixo da mesa e acariciou-lhe a coxa rapidamente.

Notas finais
Espero que tenham gostado, amanhã será a finalização do encontro. Beijos :)