Notas iniciais
Oi Oi gente :) Bom aqui está o final do encontro de Emma e Hook. O Capítulo ficou um pouco grande, acho que este é o maior capítulo até gora, porém não queria quebrar novamente a continuidade da noite. Também queria agradecer a todos que estão acompanhando a história e comentando. Fico muito feliz que estejam gostando. Boa leitura, espero que gostem. Beijos

Nunca dez minutos custaram tanto a passar. Se havia estado consciente durante o jantar, estava vinte vezes mais agora. Cada minuto era pleno de sensações e saturado por um pensamento: “vou passar a noite com Killian” pensou Emma.

Ele checou o relógio de ouro e a surpresa pelo horário foi tão exagerada que ela abafou uma risada.

– Já é tarde assim? Garotos, a Srta. Mills está esperando por vocês lá fora. Vamos, eu os acompanho até lá. – Hook colocou-se de pé, fingiu inspecionar o prato de Emma. — Por que não termina sua sobremesa, Emma, e pegarei um táxi para você depois?

Ela se despediu das crianças. Elsa estava sorrindo e o garoto já havia corrido para fora do restaurante.

E então estava sozinha na mesa com três cadeiras vazias, cinco tipos de sobremesa e os próprios pensamentos.

Meu Deus, o que estava fazendo? Aquilo não era um encontro. Não eram como um casal saindo junto a fim de se conhecer antes de começar um relacionamento.

Aquilo era ir para casa com um homem que mal conhecia para fazer sexo com ele. Um homem muito gostoso, diga-se de passagem.

Emma levantou-se e empurrou a cadeira.

– Não pense em fugir. — O braço de Killian estava em volta de seus ombros, a voz grossa e rouca em seu ouvido.

– Não acho que seja uma boa ideia… — começou ela.

– Que tal pegarmos um táxi de volta para a minha casa e discutir sobre isso no caminho?

– Não precisamos discutir.

– Excelente. Vamos para casa, então — disse ele, beijando-a atrás da orelha. — Ou está tentando dizer que está com medo?

A palavra a irritou, e ela desvencilhou-se dos braços dele, virando-se para encará-lo.

Hook soltou uma gargalhada.

– Adoro essas suas atitudes de professora rígida. Soam terrivelmente sexy.
Rindo, ele era terrivelmente sexy, também.

– Não é uma atitude, e você está tentando me tapear para que eu vá para sua casa.

– Esta é precisamente a ideia, Srta. Swan. — O rosto dele era irrepreensível. — Vamos, Emma — murmurou, tomando-lhe a mão. — Venha para a minha casa e brinque comigo.

Brincar! A palavra certa. Era uma brincadeira, um jogo, algo divertido. Como não tinha há anos. Algo tão saboroso quanto uma sobremesa. Algo tão saboroso como o morango com o chocolate que comeram naquele dia.

E, se aquilo era brincadeira, não havia por que se preocupar. Poderia manter o controle. Poderia confiar nele por saber que era jogo. Jogos não requerem que você entregue seu coração.

– Certo — concordou ela -, vamos antes que eu mude de ideia. Mas ainda discutiremos sobre isso no táxi. Se, quando o táxi chegar à sua casa, eu tiver ganhado, sigo para a minha. — Levantando-se, dirigiu-se para a porta, sentindo-o segui-la. Podia interpretar o papel de professora sexy, agora que tudo era um jogo.

Killian riu, chamando um táxi.

Depois de dar o endereço ao motorista, ele sentou-se mais próximo, e com as mãos em sua coxa.

– Eu era o orador nos debates da escola – contou.

–Bom, então sabe como seguir as regras. Você estabelece seu ponto, eu estabeleço o meu. Até que um de nós tenha o melhor argumento.

– Eu a quero desde o primeiro momento em que a vi.

A voz baixa e profunda a fez tremer de excitação.

– Este é seu primeiro ponto?

– Oh, sim.

– O meu é que querer uma mulher não é critério suficiente para tê-la. Você tem de apresentar um argumento melhor, Killian.

– E que tal: você também me quis desde o primeiro instante em que me viu? — ele meneou a cabeça, sorrindo, e passou o braço ao redor dos ombros dela.

– Killian, este é um jogo intelectual, não físico. Mas se é assim que quer jogar… — Ela girou no banco e pousou as pernas nuas no colo dele, fazendo com que sua roupa subisse até a cintura. Ele ficou maravilhado com o quanto Emma estava gostando daquela doce intimidade. Decididamente, ela era imprevisível. — Então, este é seu ponto?

– Não. — Estou fazendo o possível para distraí-la de formular um bom argumento.

– Boa tática.

Ele tocou-lhe o joelho com a mão livre e acariciou parte da perna descoberta pelo vestido.

– Você está me deixando louco, Emma. Acho que mudamos o tópico deste debate. Acredito que, quando fizermos amor, será a mais espantosa experiência do universo.

– Não mesmo. Você ainda não venceu o primeiro debate.

– Não venci? — Ele passou a mão por baixo do vestido.

Emma não sabia o que seria mais sexy… brincar com ele um pouco mais, ou render-se às carícias. Uma vez que estavam ainda num táxi, era mais certo se controlar.

– Ainda não apresentei o meu ponto — disse ela

Killian inclinou-se para frente, a mão tocando a renda da calcinha agora, os lábios junto aos dela. Ele passou a distribuir beijos por seu pescoço.

– E qual é o seu ponto?

Ela havia esquecido. Na verdade qualquer mulher esqueceria diante de tantas carícias vindas nada mais nada menos do que de Killian Jones. Porém, ela jamais admitiria isso.

– Meu ponto é que você é imoral, grosseiro, paquerador e tão sensual que uma mulher não pode estar segura em sua presença.

– Protesto. Não sou imoral. -A voz dele tinha um sotaque inglês ainda mais forte do que o normal. — Porém, suspeito que você gosta quando sou imoral.

Ele passou a ponta dos dedos sobre a renda da calcinha que lhe cobria o sexo, e Emma gemeu excitada.

O táxi parou.

Num instante, ele afastou-se, pagou a corrida ao motorista, desceu e estendeu a mão para ajudá-la a sair do táxi. Emma a tomou, sentindo-se levemente tonta de excitação.

– Onde estamos? — perguntou, notando as casas brancas em estilo georgiano.

– Notting Hill. E agora vamos para a minha casa, pois não houve vencedores no debate. Você ganhou a parte intelectual e a física, certo?

Emma hesitou um segundo e Killian não podia respirar. Então ela deu um sorriso de encher o coração e disse:

– Vou entrar. — E mais uma vez ele sentiu-se aliviado. Havia jogado e ganhado.

– O que a fez decidir? — perguntou ele, acariciando-lhe a mão. — Foram minhas habilidades superiores no debate?

– Não. Foi quando você disse que jogaríamos. — Os olhos azulados cintilaram sob a iluminação da rua. — Preciso divertir-me. Preciso de romance e fantasia. Não tenho isso há muito tempo.

– Emma, eu soube disso tão logo a vi pedir café de coador no melhor café italiano de Storybrooke. — Ele curvou-se e a pegou no colo. — Você vai ter fantasia, romance e diversão. Prometo.

Emma se sentiu maravilhosa nos braços fortes. Segurando o corpo sensual, Killian subiu rapidamente os degraus de sua casa.

E então, no limiar da imensa porta da entrada, teve de parar.

– Humm…

– O que foi?

– Acho que este gesto romântico de entrar em casa com a donzela nos braços foi mal planejado. Pode tirar as chaves do bolso da minha calça? Estou com as mãos ocupadas.

Ela riu e enfiou a mão no bolso da calça à procura das chaves. Encontrando-as, destrancou a porta e abriu-a. Hook adentrou o hall, que mais parecia um saguão de hotel, e fechou a porta com o pé.

– Graças a Deus.

– O quê? — Um sorriso leve brincava nos lábios dela.

– Finalmente tenho você sozinha num lugar que não seja uma sala de aula ou um refrigerador, e posso levar todo o tempo que quiser.

– Você quer levar muito tempo? – Emma se arrepiou imaginando o que poderia acontecer.

– Oh, sim. E pretendo saborear cada momento. — Ele caminhou pelo hall, em direção à escada que levava ao andar superior. — Perdoe-me por ser um mau anfitrião, mas não vou lhe oferecer um drinque porque a quero no meu quarto. Ser carregada pela escadaria no romântico estilo Scarlet O’Hara é suficiente para você?

– Vladimir.

Ao som de seu nome, ele parou no primeiro degrau e a fitou. Aquele pequeno sorriso desaparecera. Ela parecia nervosa.

– O que foi?

– Eu… — Emma mordiscou o lábio. Não encontrava as palavras.

Killian sentiu um arrepio. Se ela estivesse desistindo… se não confiasse nele…

– O que foi, querida? Conte-me.

–Você tem preservativos? Eu não… — Ela enrubesceu.

– Oh. — Ele soltou uma gargalhada de alívio. Ela estava preocupada com sexo seguro. Prudente, sensível adorável professora. — Sim, tenho. — E recomeçou a subir.

– Ótimo.

A maneira como ela disse aquilo o fez recuar. Alguma coisa não estava certa.

– O que foi?

– Eu… — ela baixou os olhos. — Não faço sexo há muito tempo. Não tenho certeza se ainda sei como é.

Ela estava sendo honesta, aberta e corajosa. Não precisava admitir isso a ele. Ele a abraçou com mais força.

– Emma, tudo o que deve fazer esta noite é sentir prazer. Quero fazê-la sentir-se maravilhosa. Você me permite?

Ela assentiu.

– Não precisa ficar com medo ou na defensiva.

– Ajude-me então — murmurou ela. — Preciso disso. — Aquilo estava além do que ele havia sonhado.

Além de uma disputa seguida de um prêmio. Iria lhe dar o que ela precisava.

Beijando-a novamente nos lábios, disse:

– Acho que vai ser uma das melhores noites da minha vida.

O quarto era grande e moderno. Janelas grandes davam para uma noite escura e nevoenta, mas havia muita luz no quarto. Ele a colocou no chão ao lado da cama e então fechou as cortinas, apagou a luz do teto e acendeu o abajur da mesinha-de-cabeceira. A luz era difusa, mas com uma tonalidade dourada que dava certo romantismo ao ambiente.

– Temos de ficar com a luz acesa? – perguntou ela.

Ele assentiu.

– Quero tocar, cheirar, provar e ouvir você. E vê-la, também.

Ele estendeu a mão e puxou a fivela que lhe segurava os cabelos. Quando caíram em cascata sobre os ombros, acariciou-os. Dando então um passo atrás, fitou-a de cima a baixo. O batom havia desaparecido dos lábios, o vestido estava amassado e ela podia ver que ele não se importava com isso. Podia ver que a achava mais atraente do que nunca. Ele passou uma mão pelo decote do vestido, tocando o colar verde.

– Fica bonito em você. Sempre usa algo exótico.

– É meu colar zen.

– Vire-se — ordenou ele.

Ela obedeceu e sentiu-o levantando seus cabelos da nuca e abrindo o fecho do colar enquanto respirava ofegante junto ao seu pescoço. Em seguida, pousou os lábios quentes e gentis no lugar onde o colar estivera, dando-lhe um leve beijo, arrepiando-a todinha.

– Encontrei um lugar que te excita? — murmurou ele e beijou-lhe a nuca e atrás da orelha.

– Sim.

– Humm. Imagino onde ficam os outros. — Killian desceu o zíper do vestido preto até acima da curva do bumbum. Roçou a pele macia e alva e ela estremeceu.

– Achei uma — sussurrou, começando a beijá-la desde o pescoço até abaixo na coluna. Ela prendeu a respiração e sentiu as mãos quentes deslizarem por dentro do vestido, até a cintura. Vagarosamente, ele tocou-lhe a pele com os lábios, até o bumbum. Emma sentiu um tremor delicioso das pontas dos pés até a cabeça. Com ele atrás dela, não podia vê-lo. Mas podia imaginar as bonitas mãos rodeando sua cintura, sentir a boca máscula beijando-a, fazendo pequenos círculos com a língua.

– Hook — murmurou, segurando a cabeceira da cama para se apoiar.

– Aposto que você está com cócegas.

– Não ouse fazer cócegas — preveniu ela.

– Sabia — começou ele entre beijos, explorando cada lado de sua coluna -, que rir está muito próximo de se ter um orgasmo?

– Você não ousaria.

– Sou o tipo do homem que ousa — sussurrou.

Antes dela saber o que ele estava fazendo, ele tirou-lhe o vestido pelos ombros, o qual caiu sobre os seus pés, deixando-a somente de calcinha preta e sapatos de salto alto.

– Oh, Deus, Emma — exclamou ele com voz rouca, e colocou as mãos na cintura dela novamente. Dessa vez, ela pôde vê-las, grandes, com longos dedos e cicatrizes.

Killian a girou e ficou ali, circulando-lhe a cintura e admirando-a. O coração dela batia descompassado.

– Você está deslumbrante.

– Gostaria de poder devolver o elogio, mas você ainda está vestido – disse ela, em tom malicioso.

Ele assentiu.

– E é assim que vou ficar por algum tempo. Não tenho pressa. Sente-se, querida.

Emma sentou-se na cama e ele ajoelhou-se diante dela. Pegou-lhe os pés e descalçou-a.

– Espero que você nunca use estes sapatos na escola — murmurou, enquanto tirava um sapato e beijava-lhe o pé.

– Está brincando? Quebraria meu pescoço enquanto pudesse correr atrás dos adolescentes fumantes.

– Eu quis dizer que você provocaria os alunos do sexo masculino e colegas de trabalho. — Ele tirou o segundo sapato e, com a ponta do dedo, arranhou-lhe a sola do pé.

Ela tremeu. Mesmo aquele pequeno toque era intenso.

– Outra zona excitante?

– Evidentemente — respondeu ela rindo. — Você não vai fazer cócegas no meu pé, vai?

– Ah. Antecipação e incerteza são meio prazer.

– Não estou certa disso.

– É verdade. Pense em experimentar uma nova receita, um novo restaurante.

Não é um pensamento excitante?

Enquanto ele falava, deslizava as mãos entre as pernas de Emma, desde os pés até o joelho.

– Mas desde o primeiro momento decidiu-se a tentar algo novo, começou a ansiar por isso — afirmou ele.

– E você começou a ficar desesperado por isso.

– Sim. Você começa a pensar que não pode esperar nem mais um segundo — murmurou ele.

Ela imaginou aqueles dedos másculos tirando-lhe a calcinha, acariciando-a gentilmente, com a maravilhosa mágica que podia criar.

– Por favor — suplicou.

Ele inclinou-se para frente e beijou-lhe o umbigo. Em seguida, deslizou as mãos das coxas dela até a cintura e os quadris, onde fizeram cócegas.

Ela riu.

Caiu de costas sobre a cama, tentando afastar-se daquelas mãos, mas Hook riu e colocou-se sobre ela, abrindo-lhe as pernas. As mãos lhe faziam cócegas sobre a barriga e Emma riu e gritou ao mesmo tempo.

– Eu não estava certo? — perguntou ele. — Não é meio prazer?

– Não! — gritou ela e então ele fez-lhe mais cócegas. — Sim! — exclamou rindo e com lágrimas brotando nos olhos.

– Afinal de contas, sim ou não? — perguntou ele.

– Sim!

– Não se esqueça do chef.

– Sim, chef! Deixe-me respirar.

Killian parou de fazer-lhe cócegas e deitou-se a seu lado na cama. Emma enxugou as lágrimas. Os cabelos dele estavam desalinhados, o terno amassado, as faces coradas e os olhos brilhavam. Ele não era apenas sexy. Era engraçado, divertido e inteligente e, de certo modo, vulnerável.

– Adoro ouvi-la rir — disse ele. Então, ergueu-se, tomou-a nos braços e a beijou.

Ela enterrou os dedos nos ombros largos e passou a perna em volta dele. O tecido do terno era macio contra a sua barriga e coxas e ela pôde sentir a enorme ereção contra si novamente.

Killian tirou o paletó e moveu-se deitando sobre ela. Beijou-o de modo ardente, mordendo-lhe o lábio, explorando-lhe a boca com sensualidade. Então gemeu quando ele afastou os lábios para lamber-lhe o pescoço e os seios.

– Por favor, Hook — implorou. Ele riu e meneou a cabeça.

– Esperei muito tempo por você. Vou levar todo o tempo que quiser.

– Bem, eu também esperei, e quero que me toque agora, por favor. — Ela arqueou os quadris de modo provocante.

– Estou acertando o passo, aqui, lembra-se? Você disse que me deixaria lhe proporcionar prazer.

– Sim. Mas, se você não se apressar com isso, vou enlouquecer.

– Esta é a ideia. – Killian estendeu a mão para desabotoar o sutiã. Emma gemeu quando ele segurou-lhe os seios nas mão. Passando a beijá-los com avidez.

Ela gemeu alto e enterrou os dedos nos cabelos dele.

– Você é linda — murmurou, voltando a lamber o mamilo de leve, então o segurando entre os lábios, mordiscando-o com muito cuidado. Ela mal podia enxergar. Agarrou-lhe a mão direita e levou-a para entre as suas pernas.

– Agora — exigiu.

Ele soltou uma gargalhada, um som muito masculino e sexy.

– Você está acostumada a ter suas ordens obedecidas, não está?

– Com tanto que você me obedeça agora, ficarei muito feliz.

Killian ajoelhou-se e inseriu os dedos pelo cós da calcinha.

– O prazer será mútuo — murmurou e, cuidadosamente, removeu-lhe a peça íntima. Então tocou o doce centro da feminilidade. Ela o viu engolir em seco e mordeu o lábio. Dedos másculos a tocaram, com total delicadeza e habilidade.

Ela atirou a cabeça para trás, abandonando-se ao prazer. Sentiu todo o desejo, toda a tensão, toda a emoção que tentara tão fortemente conter por tanto tempo, aflorarem em seu interior em direção ao êxtase.

Ergueu os quadris em direção a ele. Ele interrompeu os movimentos da mão.

– Dê-me outra ordem — sussurrou.

– Não pare.

– Assim?

Ele moveu a mão muito lentamente. Com o corpo totalmente em chamas, ela transpirava. Ergueu a cabeça e o olhou.

A concentração dele era completa. Ele tinha um sorriso perverso estampado no rosto. Os olhos seguiam a mão, que a acariciava intimamente.

Então inseriu um único dedo dentro dela.

Emma gritou, agarrou as cobertas e fechou os olhos enquanto saboreava o maravilhoso clímax. Primeiro em grandes ondas, fazendo-a tremer na cama. Depois mais suavemente, como pequenos choques elétricos.

Ele continuou tocando-a, mesmo quando as contrações foram diminuindo, mesmo quando a respiração voltou ao normal. Continuou acariciando-a, como se quisesse levá-la a um ponto além do orgasmo, a um êxtase com o qual ela nunca havia sonhado

Ela fechou os olhos e depois os abriu novamente. Hook a observava com intensidade.

Os toques dele transformaram-se numa delícia requintada. Emma sentia cócegas não somente entre as pernas, mas por todo o corpo, sua pele inteira formigando.

Com uma risada, tentou afastar-se.

– Pare, isso faz cócegas.

– O riso está muito próximo ao clímax, e o clímax, muito próximo da risada. — Ele a fitou com carinho. -Acho que meus dois sons favoritos são você fazendo ambos.

Emma gritou de surpresa e prazer. A boca máscula era diferente das mãos, molhada, quente e voraz, e o que provocara as cócegas transformou-se em excitação.

A última vez fora devagar. Dessa vez, Killian agiu com mais pressa e a levou a um clímax até mais intenso do que o anterior.

Ele a abraçou e puxou-a para si.

– Você é sensacional — sussurrou, beijando-a.

– Eu estou… oh, meu Deus, Killian, isso foi inacreditável.

– Sim, foi. — Ele beijou-a na testa, afastou-lhe os cabelos úmidos do rosto, e Emma fechou os olhos, saboreando aquele toque. Nua com ele, o corpo forte colado ao seu, e as batidas do coração reverberando contra o seu peito.

– Obrigada — murmurou ela. Então, sem abrir os olhos, ergueu o rosto e beijou-o. — Nunca senti nada igual.

– E não terminamos ainda.

– Eu sei. — ela virou-se de lado e aninhou-se a ele na cama, pondo a mão sobre o peito largo. Nunca se sentira tão relaxada na vida. — Quero ver você nu. — murmurou. — Quero você dentro de mim. Quero…

Ela adormeceu.

Killian abriu um dos olhos e imediatamente o fechou. Um raio de sol infiltrava-se através das cortinas e brilhava diretamente nele.

Era dia. Com muito cuidado para não perturbar Emma, que dormira aninhada graciosamente em seus braços, virou a cabeça para o outro lado do travesseiro, e olhou para o relógio de cabeceira. Nove e meia? Não podia lembrar-se de ter dormido até tão tarde há anos. Calculou que haviam dormido por aproximadamente dez horas.

Ela mexeu-se e esticou-se contra ele como uma gata preguiçosa. O movimento permitiu que ele visse os mamilos rosados e perfeitos.

Ele colocou a mão na curva dos quadris delicados, puxou-a mais para si, excitando-se com o movimento e fazendo-o suspirar de prazer.

Emma abriu os olhos. Eram verdes e maravilhosos.

– Olá! — murmurou com voz rouca de sono. Então arregalou os olhos e ergueu-se sobre os cotovelos na cama. — Oh, meu Deus. Adormeci bem no meio de tudo? — Ele assentiu e ela corou. — Desculpe-me, Hook. Não sei como isso aconteceu. Acho que eu devia estar cansada.

Ele beijou-lhe os lábios.

– Está tudo bem. Eu estava cansado também. E gostei de dormir com você.

– Dormir comigo é uma expressão literal ou um eufemismo dormir comigo?

– Ambos, embora não tenhamos completado o eufemismo ainda.

– Estou tão aliviada por você dizer isso. — ela sorriu amplamente.

Então começou a desabotoar-lhe a camisa. Killian simulou estar com raiva.

– Emma, acredite-me, se tivéssemos feito o eufemismo, você teria ficado bem acordada e gritando meu nome pelos quatro cantos do quarto.

– Você é tão convencido. — Ela tirou-lhe a camisa pelos ombros e depositou um beijo no peito largo, roçando os cabelos na pele nua.

– Confira seu dicionário, professora. Não é convencimento se é a verdade.

Emma sorriu e começou a acariciar-lhe o peito, passando seus dedos até a calça.

Quando ela tocou-lhe o botão da calça, Killian já estava mais do que excitado e despiu-se rapidamente. Então, estendeu os braços para ela. Apoiando as mãos nos ombros largos, ele a virou de costas, apartando-lhe as pernas. Ele a tomou nos braços e os dois se entreolharam, os semblantes cheios de paixão. Ele gemeu e tocou os seios maravilhosos. Naquele momento, o telefone tocou ao lado da cama.

Quem seria? De seu restaurante, sua assessora publicitária, o BBC e qualquer uma das dezenas de pessoas a quem devia seu sucesso e fama. Com um suspiro, usou uma das mãos para segurar Emma sobre si, enquanto se movia para a esquerda, e arrancava o fio de conexão da tomada na parede.

– Desculpe-me por isso. — Ele sorriu, deitando-se de costas outra vez. — Onde estávamos?

– Acho que exatamente aqui. — Ela baixou a mão e apertou-a em volta da ereção masculina.

– Oh, meu Deus!

Killian passara grande parte de sua vida adulta em busca de prazer físico por meio dos cheiros e texturas. Agora, o simples toque daquela mão delicada na sua pele ultrapassava todos os prazeres.

Emma acariciou seu sexo e ele não acreditava que era possível ter uma ereção mais rígida do que já estava. Ele segurou-lhe a cabeça e puxou-a para si, beijando-a com uma voracidade com a qual jamais beijara outra mulher.

– Onde está o preservativo? — perguntou ela quando se separaram. Ele pegou um envelope laminado da gaveta do criado-mudo.

Então observou o rosto dela quando ela posicionou-se sobre ele e guiou-o para o seu interior, enquanto sorria, os olhos brilhantes de prazer.

Seus corpos se encaixaram com perfeição, polegada por polegada.

Simplesmente a sensação mais emocionante que ele ja experimentara. Exceto quando ela começou a mover-se e aquilo ficou melhor ainda.

– Oh, Emma, oh, querida — murmurou ele enquanto usava as mãos para explorá-la.

Ela acertou o ritmo dos movimentos, rápido o suficiente para mostrar o quanto estava ávida por ele também, e ele percebeu, com um sorriso, que Emma estava reassumindo o controle que havia abandonado para ele na noite anterior.

E o calor da excitação dominou a ambos, os movimentos dela tornando-se cada vez mais selvagens e frenéticos. Killian se sentia parte daquela mulher incrível.

Lembrou-se da noite anterior, quando ela contraiu-se totalmente ao toque de sua mão e atingiu o clímax.

Agora, ela atirou a cabeça para trás e deixou escapar um gemido gutural quando ele a sentiu tremer a seu redor. Com o corpo dela envolvendo-o, movendo-se ao ritmo de seu próprio sangue, o aroma de cravo e canela nas narinas, o gosto doce nos lábios, Killian, sentiu o próprio clímax tomar conta de todo o corpo numa explosão arrebatadora.

– Emma! — gritou, enquanto erguia os quadris e investia fundo uma última vez. Ela tombou sobre seu corpo e ele a abraçou tão apertado que não podia dizer de quem era a batida do coração.

E então percebeu que ela estava rindo disfarçadamente.

– Qual é a graça? -perguntou, afastando os cabelos do rosto dela, de modo que pudesse ver seu sorriso.

– Você gritou meu nome aos quatro cantos do quarto — murmurou ela.

– Você sempre vence, não é? — disse ele rindo e beijando-a outra vez. — Acho que você é fantástica.

– Engraçado, eu ia dizer o mesmo sobre você — Ela deitou-se ao lado dele num movimento gracioso.

– Acho que quebrou seu telefone — disse ela.

– Não importa.

– Você é o homem mais bonito que já vi. Acho que eu poderia fazê-lo se levantar e desfilar pelo quarto para mim, a fim de que eu possa apreciá-lo.

– Num minuto. — Ele deu-lhe outro beijo. Emma riu e pôs a mão sobre o estômago.

– Estou faminta por comida também.

– Ótimo. Prepararei o café-da-manhã para nós.

Notas finais
E ai gente gostaram do encontro deles ?'