Notas iniciais
Oi Oi gente ... tudo bem com vocês ?' Bom esse é o último capítulo que postarei hoje. Ele estará cobrindo o que deveria ser postado no domingo. Então eu espero que vocês gostem. Volto na segunda .. Beijos :)

A professora de inglês, Emma Swan era, por alguma razão, o ingrediente correto.

Recostando-se, cruzou as mãos atrás do pescoço.

Quem poderia imaginá-lo ardendo-se por uma professora? Rindo, imaginou a Srta. Swan inclinada em sua mesa, seios apertados contra uma blusa justa, mas desabotoada o bastante para mostrar seus seios, umedecendo os lábios, e dizendo com voz sedutora:

”Você tem sido travesso, Killian. Preciso vê-lo depois da aula”.

– Você precisa de outro café para acordar.

Killian abriu os olhos e viu a professorinha rígida transformada na verdadeira Srta. Emma Swan, parecendo menos receptiva do que em sua fantasia. Usava uma blusa chocolate, calça de linho caramelo e brincos de pedra azul-turquesa. Os cabelos caíam em cascata sobre os ombros. Os olhos, de um verde de beleza tão rara, o fitavam com cautela. Consegui notar um leve decote, onde pôde ver o contorno dos seios de Emma. Excitou-se.

E logo em seguida, ele levantou-se e estendeu-lhe a mão.

– Emma, prazer em revê-la.

Antes de apertar-lhe a mão, Killian antecipou o prazer do toque. A pele era macia, o aperto firme. Ela usava um anel de prata com pedra da lua. As pontas dos dedos estavam frias, mas a palma, quente. Imaginou se ela era como sua mão, fria por fora, e quente, receptiva e apaixonada por dentro.

– Sr. Jones. Obrigada pelo encontro — disse ela friamente.

– Chame-me de Hook ou Killian. Como preferir — Ele circulou a pequena mesa e puxou a cadeira para ela. — O que gostaria de beber?

Ela franziu o cenho, enquanto se sentava, imaginando o porque daquele apelido.

– Apenas um café com espuma de leite.

– Luciano! – Killian chamou o garçom atrás do bar. — Um cappuccino, per favore. Como vê, não trouxe MacNugget comigo hoje. Sobre o que vamos conversar?

Ela arqueou uma sobrancelha.

– Obrigada, mas não quero cappuccino.

– Vir ao Café Luciano e pedir café simples é como ir ao Louvre e ver um gibi. Uma revista de histórias em quadrinhos é boa, mas você perderá a Mona Lisa. Confie em mim. Você quer um cappuccino.

– Não quero — insistiu ela e se levantou. Quando passou por ele, Killian tocou-lhe o braço.

Ouviu a mudança na respiração de Emma e soube que o contato a afetara tanto quanto a ele.

– Emma, Luciano faz um expresso maravilhoso. No cappuccino, acrescenta espuma de leite e cobre com chocolate. Fica com o sabor de um beijo doce.

Ele olhou para os lábios dela e pensou que teriam sabor melhor do que qualquer cappuccino. Os dois se entreolharam por um longo momento, a tensão sexual quase palpável no ar.

Mas, então, ela quebrou o feitiço. Pestanejou e desvencilhou o braço.

– Com licença.

Killian a observou caminhando para o balcão. A postura reta, os quadris oscilando levemente com o andar. A mulher era teimosa e tinha um autocontrole maravilhoso.

Gostava muito dela. É claro, ela parecia não corresponder ao sentimento.

Mas aquilo não o preocupava. Era bom em conquistar pessoas. Uma habilidade que se adquire rapidamente quando se é abandonado num internato aos seis anos. Havia aperfeiçoado essa qualidade em todos os internatos caros pelos quais havia passado nos dez anos seguintes, em todas as cozinhas cheias nas quais havia trabalhado depois disso. Trabalhar duro naquilo que você é bom e fazer as pessoas gostarem de você. Era o único modo de sobreviver.

Emma voltou com um café e um cappuccino, o qual depositou na frente dele.

– Uma vez que você pediu, achei que provavelmente gostaria de um — disse, sentando-se.

Killian jogou a cabeça para trás e riu.

– Parabéns, Emma. Gosto quando uma mulher me coloca no meu devido lugar. — Então ergueu o cappuccino num brinde.

Ela esboçou um sorriso. Não muito amplo, mas, ainda assim, era um prêmio, a primeira das vitórias.

– Você é canadense? — indagou ele, arriscando uma pergunta pessoal.

– Meus pais são naturalizados canadenses. Fui criada no Canadá. Sou britânica agora. Mas, por favor, não comente que uma pessoa do Canadá está ensinando inglês.

– Nem em sonho.

As defesas de Emma eram bem ensaiadas. Tomando um gole do cappuccino, perguntou-se por que ela havia aceitado trabalhar com ele. Enquanto limpava a espuma que ficara nos lábios, viu os olhos dela fixos em sua boca. Estava, sim, atraída por ele, mas determinada a reprimir essa sensação.

– Então vamos trabalhar juntos. Você está interessada em cozinhar?

– Não. Estou interessada em crianças. Regina Mills pediu-me para ajudar neste concurso porque queremos que Elsa e Henry se beneficiem com isso.

– Entendo. Você não confia em mim com as crianças — disse ele sorrindo.

– Estou certa de que você é um profissional e tanto, Sr. Jones. Mas essas duas crianças têm necessidades especiais e não tenho certeza de que sua campanha publicitária levará isso em conta.

“E quanto às suas necessidades, Adriana?”, pensou ele.

– Por favor, chame-me de Killian.

– Tudo bem, Killian. Posso falar confidencialmente, com a promessa de que isso não será do conhecimento de sua assessora ou da imprensa?

– É claro que sim.

Ela pousou os cotovelos na mesa e inclinou-se para frente. Os braços eram delgados e os pulsos, delicados.

– Elsa e Henry são crianças vulneráveis, com problemas na escola. Queremos que participem desse concurso para construir suas auto-estimas e ter esperança de sucesso profissional depois de concluídos os exames no próximo ano. Ambos são difíceis por diferentes razões.

Elsa é tímida, e Henry é agressivo quando alguém lhe impõe regras. Em um confronto, ela desiste na hora e Henry tenta chamar a atenção pelo lado negativo.

Em questão de minutos, Emma Swan transformara-se de uma mulher fria e controlada numa pessoa que possuía paixão pelos alunos.

– Elsa é uma garota inteligente — continuou ela -, mas tem tanto medo do contato social que não acredita em seu êxito escolar. Venho ensinando-a há dois anos e praticamente não a ouvi dizer mais do que duas frases. Parece não ter amigos. Henry, por outro lado, tem vários amigos, todos rebeldes. Tem dificuldade em aprender e isso faz com que seja alvo dos encrenqueiros da escola. Assim, juntou-se a eles. Está mal em todas as matérias. — Ela tomou um gole do café. — Precisarão de cuidados especiais se quisermos o sucesso deles. Mas Regina e eu acreditamos que esse concurso pode fazer uma grande diferença em suas vidas.

Jones esqueceu o café. Entendia agora por que tinha desejos por aquela professora. Não era somente pela beleza, determinação e graça. Era pela paixão que borbulhava sob a superfície controlada. Paixão que, naquele momento, era direcionada ao bem-estar de seus alunos. Podia imaginar a paixão que ela direcionada a outras coisas também. A ele, por exemplo.

Killian a estava fitando. Estivera olhando para ela antes, flertando. Mas agora parecia observá-la com admiração. O olhar era tão intenso que quase a impedia de respirar. Ela lutou por controle. Por que a olharia daquele jeito quando ela estava falando sobre alunos que ele nem conhecia?

– Desculpe-me, mas você não é Killian Jones?

A interrupção quebrou o encanto do momento, e Emma viu uma mulher de meia-idade parada ao lado da mesa, rindo nervosa.

– Sim. Olá! –Killian levantou-se e ofereceu a mão à mulher.

– Sou sua grande fã — disse a mulher, apertando-lhe a mão. — Tive de vir até aqui, para dizer alô.

– Obrigado. — Ele estava sorrindo e Emma notou que parecia completamente sincero. — Qual é o seu nome?

– Helen — respondeu a mulher, obviamente encantada pela atenção.

– Muito prazer, Helen. Gosta do café do Luciano tanto quanto eu?

Emma observou-o jogar charme e aceitar os elogios com graça especial. Então isso era ser famoso. Você tinha de sofrer interrupções, invasões de privacidade e parecer adorar isso.

Ele provavelmente adorava, pensou ela quando Jones pediu a Luciano uma caneta para autografar o guardanapo de papel para Helen. Pessoalmente, Emma não podia imaginar nada pior. Crescendo cercada de pessoas, em casas compartilhadas e comunidades hippies por todo o Canadá, aprendera a preservar sua privacidade.

Depois que a mulher voltou contente para a sua mesa, Killian se sentou e sorriu.

– Desculpe-me. Ossos do ofício.

– Esta é uma das coisas que gostaria de discutir com você — disse Emma. – Elsa e Henry já se mostram vulneráveis o suficiente sem serem o foco da atenção da imprensa. Não permitiremos que seus nomes ou imagens sejam usados para publicidade sem a permissão dos pais e da escola. Se você falar com a imprensa sobre o que está fazendo, terá de respeitar o anonimato deles.

– É claro — disse ele. — Concordei com as condições da escola e as respeitarei.

– Ótimo. — Ela terminou o café e levantou-se, colocando a xícara no pires. — Sei que é um homem ocupado, Sr. Jones, portanto, deixarei que volte ao trabalho. Estou satisfeita com o fato de termos nos entendido.

Todavia, ela sabia que não estava sendo sincera. Ela e Killian Jones vinham de dois mundos diferentes. Não haviam se entendido e jamais se entenderiam

Notas finais
Bom gente é isso. Espero que estejam gostamos. Nos encontraremos novamente na segunda com um capítulo fresquinho pra vocês. Beijos e bom final de semana a todos :)