Unexpectedly Love
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Emma não queria acreditar no que tinha ouvido.
– Você disse Killlian Jones?
– Sim. Já ouviu falar dele, certo? Um chef fantástico. Tentei sua receita de bolo de chocolate. Deslumbrante.
– Você quer que eu trabalhe com ele?
– Isso não é formidável? Sabia que você ficaria encantada. Não é todo dia que temos uma celebridade na escola
– Por que eu?
– Além de ser minha amiga, você é a única da equipe competente para ocupar essa função. E confio em você. Sei que adora experimentar coisas que ajudem aos estudantes. E se esse trabalho funcionar poderá fazer imensa diferença para esses garotos especiais.
– Que garotos?
– Elsa Arendelle e Henry Nolan.
Ah. Emma começava a entender aonde Regina queria chegar. Ensinava Elsa, e todos na escola conheciam Henry Nolan. Elsa era terrivelmente tímida, e Henry, um aluno rebelde. Duas crianças problemáticas no que dizia respeito a comportamento.
– Que acontece com Elsa e Henry? — perguntou Emma intrigada.
– Estou preocupada com eles. Elsa precisa de algo que lhe dê prazer. E Henry necessita de algum interesse, um incentivo para procurar emprego quando deixar a escola. E, por incrível que pareça, ambos são bons na mesma tarefa: cozinhar.
– Verdade? — A ideia não combinava com a impressão que Emma tinha deles.
– Sim. Belle contou-me e fiquei observando ambos numa aula.
Henry fazendo aula de tecnologia alimentar. Mal podia acreditar.
– Você está brincando, certo?
– Foi a única opção que restou a ele após ter sido expulso do departamento de estudos comerciais. Lembra-se do incidente com pornografia na Internet? De qualquer modo, observei-os e sei que são talentosos.
– Mas o que isso tem a ver comigo e Killian Jones?
– Quando eu soube das habilidades deles, fiz com que Elsa e Henry entrassem no concurso de culinária para garotos. É um concurso muito prestigiado e o primeiro prêmio é uma bolsa na melhor faculdade de hotelaria da Inglaterra. Pode imaginar o que somente o fato de participar da disputa faria pela auto-estima de Elsa? E pela orientação profissional de Henry?
Emma podia imaginar. Com sorte, aquilo poderia transformar a vida das crianças.
– E quanto a Killian Jones?
– A escola foi contatada pela assessora de imprensa de Jones, que havia recebido os detalhes do organizador do concurso. Killian Jones ofereceu-se como voluntário para ajudar alguns garotos participantes do concurso. Não contei aos garotos ainda porque não está definido, mas ele está interessado na Escola Secundária.
– Você não enxerga? Killian está fazendo isso como autopromoção — disse Emma — Para parecer compassivo e dedicado a crianças.
Regina deu de ombros.
– Quem se importa com o motivo dele?
– Eu! Não desejo que nossos alunos sejam um veículo publicitário para alguém que só se importa com a própria fama.
– Nossa! Você parece que tem alguma coisa contra esse homem. Nem o conhece pessoalmente, certo?
Emma não queria contar que havia conhecido Killian naquela tarde porque teria de admitir que sentira uma incrível atração por ele.
– Estou preocupada com nossos alunos, só isso — respondeu. — A última coisa de que Elsa e Henry precisam é fazer parte de publicidade armada.
E a última coisa de que Emma precisava era gastar seu tempo com Killian Jones.
– Por isso preciso de sua ajuda. Alguém para acompanhar Killian com as duas crianças, a fim de se certificar de que estão obtendo total benefício dessa proposta.
– Por que não Belle? Não entendo nada de comida.
– Sim, por isso é tão magricela. Não come nada. — Engatando a marcha, Regina seguiu em frente sem se importar com o semáforo. — Belle cuida da mãe, que é doente, e não tem tempo depois das aulas. E, cá entre nós, ela também não é muito boa em manter a disciplina. Quase não consegue controlar Henry e tem dificuldades para conversar com Elsa. E se não pode lidar com uma dupla de adolescentes, como vai ficar de olho num homem adulto que tem a própria agenda?
Ela sorriu e continuou:
– A propósito, o homem é bonito e interessante.
– Você o conhece pessoalmente?
– Oh, sim. Ele é atraente.
Emma sentiu uma estranha sensação dentro do peito.
– Uma vez assisti a um programa dele na TV e não achei nada de especial. Pareceu-me um homem comum — mentiu.
– Pode crer que ele é muito especial. E galanteador. Se eu não o conhecesse bem, diria que estava interessado em mim — argumentou Regina.
Emma detectou a estranha sensação no peito como ciúme, e tentou reprimir o sentimento. Ter ciúmes de um homem que nem sequer gostava era absurdo!
– O que quer dizer com “se eu não o conhecesse bem”?
– Às vezes, leio revistas de fofocas. Killian Jones está com uma mulher diferente a cada semana. O homem flerta até enquanto prepara suflês.
Emma recordou-se daquele olhar brilhante avaliando-a como se ela fosse uma caixa de bombons. Uma onda de calor percorreu-lhe o corpo inteiro. E, desta sensação, não podia livrar-se. Se trabalhasse com Killian Jones, o que aconteceria?
– Então você quer que eu proteja Elsa e Henry de um homem superficial que está interessado no que pode obter para si mesmo?
– Eu não disse isso — retrucou Regina. — Quero que você se certifique de que os garotos tirem proveito dessa experiência, e que ajude Killian a lidar com as crianças. — Ela parou o carro diante do edifício de Emma e encarou a amiga. — Você é a melhor pessoa para este trabalho. Falei com Henry sobre os professores e ele falou que gosta de você. E sei que já fez algum progresso com a timidez de Elsa — continuou Regina.
Elsa havia realmente sorrido na aula da semana anterior, quando Emma elogiara seu trabalho. Aquele único sorriso mantivera Emma feliz por vários dias.
– Ela é uma boa menina.
– Sei que serão horas extras — disse Regina. — E que você não está interessada em cozinhar. Mas importa-se com os alunos.
Sim, importava-se. Seus alunos eram a única coisa que lhe restara para se importar. O contato era limitado à escola, claro, mas poder cuidar deles era algo maravilhoso. E, nos últimos dois anos, aquelas eram as emoções mais verdadeiras que se permitira sentir.
– Tudo bem — concordou Emma, rendendo-se. — Farei isso.
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