Notas iniciais
Oi Oi Gente :) Já estava com saudades de atualizar a fic, mas cadê o tempo ?' Então como eu vou viajar esse final de semana vou ter menos tempo ainda, por isso o capítulo não está muito grande, ele foi mais pra esclarecer algumas coisas que estavam no ar. Espero que vocês gostem e até semana que vem *---* Kisses

Killian desligou o telefone e resmungou.

Bem, o vazamento para a imprensa não era culpa de Aurora, que jurou ter interrompido o contato com a imprensa no momento em que ele lhe pediu, na semana anterior, e Killian acreditava piamente nela. Além do fato de sua assessora de imprensa ser uma pessoa digna, recebia um excelente salário, e tinha de seguir e respeitar os desejos dele, mesmo que os desaprovasse.

Isso significava que os jornais haviam descoberto a história por conta própria.

Ele voltou para o quarto a fim de se vestir, e viu a cama onde havia feito amor com Emma há menos de uma hora. Ela tirara suas próprias conclusões, acusando-o sem direito de defesa. Como ele havia mencionado, Emma não trataria seus alunos daquele jeito. Mas com ele, o homem com quem havia rido, trabalhado e feito amor, assumira que ele era culpado. Importava-se menos com ele do que com os adolescentes da escola que era paga para tomar conta.

Depois que se vestiu, Hook pegou o jornal que deixara cair no chão, e voltou a descer as escadas. Na cozinha, apanhou uma colher, abriu o freezer e tirou uma caixa de sorvete de chocolate. Frio, cremoso, divino.

Enquanto colocava o sorvete e o jornal sobre a mesa, viu a frigideira em cima do fogão. Pegou-a, e então ficou olhando para os ovos e para outra panela com água, por muito tempo. Este era o café da manhã que ela estivera prestes a lhe preparar. Lembrou-se da expressão de Emma, parecendo furiosa. E absolutamente aterrorizada.

Não muito tempo atrás, ele teria deixado Aurora vazar a informação para a imprensa. A razão para não ter permitido isso dessa vez era porque o fato de ter se apaixonado por ela o havia transformado num outro homem. Mas Emma não sabia que ele estava apaixonado. Portanto, não podia imaginar como ele havia mudado motivo pelo qual deveria contar-lhe.

Pegou o telefone na cozinha e ligou para o celular dela. A ligação caiu na caixa postal.

Emma, eu amo você, pensou, mas não correria o maior risco de sua vida falando com uma secretária eletrônica.

– Sou eu — disse, em vez disso. — Precisamos conversar. Não sei como o jornal tomou conhecimento da história, mas vou descobrir. Retorne minha ligação, por favor.

Em seguida, tentou o telefone da casa dela, mas também foi respondido pela secretária eletrônica. Deixou uma mensagem similar. Ele lhe daria meia hora para chegar em casa e ouvir as mensagens, então iria até o apartamento dela e declararia seu amor. De alguma maneira, descobriria um jeito de dizer aquelas três palavras, de modo que ela não duvidasse de sua sinceridade. Então Emma sorriria e diria que também o amava.

Killian perguntou-se como o jornal havia obtido aquela história. Ligou para Daniel para avisar que chegaria atrasado e preveni-lo de que alguns repórteres poderiam aparecer no Jolly Roges. Depois, serviu-se do sorvete e abriu o jornal.

Sua foto com ela fora tirada durante o passeio deles no Hyde Park. Ela estava rindo e ele inclinava-se para roubar-lhe um beijo. Eles estavam de mãos dadas. O paparazzo deve tê-los seguido o fim de semana todo, sem ser notado.

Ele leu o artigo, estremecendo diante dos pobres trocadilhos sobre cozinha, e de repente arregalou os olhos. O mistério estava resolvido. Soube imediatamente como o jornal descobrira pelo menos parte da história.

Deixou o sorvete intocado sobre a mesa e dirigiu-se à porta.

Assim que o táxi parou diante de sua casa, Emma viu dois homens parados do lado de fora, um deles com uma câmera. Murmurou para o chofer:

– Na verdade, acho que gostaria de ir para o Museu Vitória e Albert, por favor.

Ela passou o dia no museu, vagando entre a multidão, olhando para os desenhos de Rafael, sentindo o anonimato seguro. A beleza das pinturas deveria tê-la acalmado, mas não surtiu o efeito desejado. Mais uma vez, havia se apaixonado por um homem que a traíra ou, pior que isso, que pagara seus subordinados para fazer isso por ele. Emma se formara em Cambridge, mas era a pessoa mais tola do mundo.

Depois que o museu fechou, pegou o metrô de volta para seu bairro e caminhou alguns quarteirões para o apartamento de Regina. Se ela a deixasse passar a noite e lhe emprestasse algumas roupas para trabalhar no dia seguinte, não teria de encarar ninguém da imprensa.

Quando virou a esquina da rua de Regina, todavia, viu um homem alto, moreno e delgado à porta da casa. Emma parou de caminhar e observou a amiga e o homem compartilharem um beijo longo e apaixonado na calçada.

Então, virou-se e voltou para o seu apartamento. A amiga tinha sua própria vida amorosa. Não tinha de ajudar Emma a resolver seus problemas.

Cautelosamente, aproximou-se de seu edifício. Primeiro, verificou se o carro dele estava lá e percebeu que estava desapontada por não ver o Jaguar. Se ele fosse inocente, estaria tentando encontrá-la para explicar. Olhou em volta à procura dos repórteres que vira naquela manhã. O local parecia limpo. De qualquer forma, pegou seus óculos de sol e colocou-os.

– Sinto-me uma daquelas agentes secretas — murmurou quando abriu a porta do prédio apressada e subiu correndo as escadas para o seu apartamento. Viu que a luz vermelha de sua secretária eletrônica piscava e tirou o fio do telefone da tomada. Examinou a campainha da porta, mas não soube como desativá-la. Ligou o aparelho de som com música alta e foi tomar um banho.

Apesar de exausta, mal conseguiu dormir e ficou aliviada quando o relógio marcou seis horas da manhã. Ótimo, pensou. Se chegasse bem cedo na escola, poderia preparar todas as suas aulas. Talvez fosse um dia sem surpresas. Não havia ninguém do lado de fora do apartamento, mas Emma manteve um chapéu na cabeça de qualquer modo, enquanto caminhava para a escola e entrava pela porta dos fundos. Estava escrevendo instruções no quadro-negro para a sua primeira aula quando a porta de sua sala abriu-se e Regina entrou, parecendo pálida e preocupada.

– Aqui está você — disse ela. — Venho tentando contatá-la desde ontem à noite.

– Desliguei meus telefones — disse Emma.

– Sei disso. — ela aproximou-se e a abraçou. — Estive preocupada com você, querida.

– Estou bem — respondeu ela, engolindo em seco.

Regina deu um passo atrás e examinou o rosto da amiga.

– Não, não está. Você está em péssimo estado e não posso culpá-la. Parece que não dormiu a noite toda e, conhecendo você, não come há horas.

Comida? Era a coisa mais remota em sua mente.

– Não, estou bem.

– Não diga besteira. Pegue isso. E é melhor comer. Vou ficar de olho em você. — Ela tirou uma de suas barras de chocolate do bolso e entregou-lhe. Sabendo que não tinha escolha, Emma sentou-se, desembrulhou o chocolate e mordeu um pedaço.

– Chocolate não é um café da manhã saudável — comentou.

– É melhor do que nada. Ouça, detesto dizer isso, mas Whale quer falar com você sobre essa coisa toda no jornal.

Ela deveria saber que o diretor teria algo a dizer sobre os adolescentes aparecerem na imprensa nacional.

– É claro. Eu devia ter ligado para ele ontem, mas me distraí. Obrigada, Regina. — Ela se levantou.

– Espere, não vai a lugar algum sem isso. — ela pegou a barra de chocolate que ela havia deixado sobre a mesa. — E vou ficar de olho.

Emma obedeceu e mordeu o chocolate enquanto percorriam a pequena distância até o escritório do diretor.

–Então, como Killian encarou a intromissão da mídia? — perguntou

– Ele aumenta sua popularidade com a intromissão da mídia — replicou ela. — Ele deve estar ótimo.

– E quando você vai me contar sobre as suas noites picantes?

Emma fez uma careta e não respondeu.

–Na verdade, só quero saber se você está apaixonada por ele.

Ela engasgou com o chocolate e engoliu com dificuldade. Percebeu que sua amiga a estava encarando com seriedade.

– Sim, estou. Mas…

Regina interrompeu-a, passando os braços em volta dela.

– Oh, Emma, isso é maravilhoso. Você merece felicidade, e ele é a pessoa certa para lhe dar isso.

– Ele não está me dando nada – protestou ela. — Ele…

Elas chegaram à sala do diretor. Obviamente Whale as estava esperando e tinha ouvido o som de suas vozes.

– Vai ficar tudo bem, tente ficar calma — disse Regina

– Tudo bem — foi tudo que Emma conseguiu dizer antes de adentrar na sala.

Notas finais
Heey pessoal espero que tenham gostado. Venho avisar que a fic está mesmo na reta final. Kisses