Notas iniciais
Oi Oi Gente :) Provavelmente vocês estão querendo me matar. E acredite, eu também quero me matar. Sei que faz quase um mês, mas acredite foi um mês de muita tortura para mim. Eu fiquei todo esse tempo sem notbook. O que aconteceu, é que meu querido carregador resolveu me deixar na mão parando de funcionar. Então quando acabou a carga, não podia mais ligar ele, fiz o pedido na nova fonte de carregador que acabou de chegar, sim liguei correndo só para postar o capítulo, porque eu estava louca para ver o que vocês acham dos capítulos finais. Vocês devem estar se perguntando: Então porque não pegou outro computador para postar. Bom simplesmente porque os capítulos já estavam escritos e salvos no meu computador, então era só ligar para postar. Eu juro juradinho que o último sai amanhã, porque eu já vou deixar programado pra isso acontecer. Eu realmente sinto muito por esse quase um mês de espera pelos dois últimos capítulos. Espero que gostem e que claro não tenham me abandonado haha' Kisses e Boa Leitura :)

Elsa estava tão pálida quanto seu uniforme.

– Henry não está aqui? — sussurrou ela. Emma abraçou a menina carinhosamente.

– Houve uma emergência e ele não pode competir. Está tudo bem, Elsa. Você já fez isso diversas vezes. E Henry não estaria perto de você, de qualquer jeito.

Elsa olhou ao redor da sala, repleta de candidatos.

– Mas eu esperava que ele estivesse aqui.

A voz era cheia de tristeza, o que causou uma empáfia imediata por parte de Emma.

– Você vai se sair muito bem, Elsa — assegurou-a com uma alegria que estava longe de sentir. — Vamos descobrir seu local de trabalho e checar tudo.

Killian estivera ao lado delas em silêncio, deixando Emma lidar com o medo de Elsa, mas agora dera um passo à frente.

– Você tem talento, Elsa. Vai arrasar. Diga-me o que fará primeiro, tão logo o relógio comece a marcar o tempo de duração do concurso.

– Começarei com a massa — disse ela num sussurro. Enquanto caminhavam pela sala, uma luz faiscou.

Emma piscou, vendo os clarões.

Um fotógrafo. A mídia, é claro, pegando o chef, que era uma celebridade, a professora e a menina para a primeira página do jornal.

A expressão de Elsa era de pânico.

– Massa. Muito bem. Qual é o primeiro passo? — perguntou Killian.

Uma mulher com uma prancheta aproximou-se de Elsa e começou a questioná-la sobre as regras do concurso, como seria julgada e o que não poderia fazer. Elsa respondeu por monossílabos. Killian juntou-se a Emma. Havia tomado uma ducha e se barbeado, e usava uma jaqueta esporte e jeans, roupas que o deixavam tão elegante quanto se estivesse de terno. Ela podia sentir o perfume de limão da loção pós-barba.

– Espero que ela não fique inibida — murmurou ele.

– As próximas duas horas podem determinar o curso da vida inteira de Elsa — disse Emma. — Não a culpo por estar apavorada.

– Se ela estiver apavorada demais, não será capaz de fazer as coisas bem. Cozinhar bem requer flexibilidade e confiança. Era onde Henry se sobressaía. A técnica de Elsa é melhor, porém estou preocupado.

– Você fez o possível. Ele sorriu melancólico.

– Meu possível parece não estar muito bom estes dias.

– Competidores, por favor, tomem os seus lugares. Família e amigos, tomem os seus assentos. O concurso de culinária começará em dez minutos.

Emma deu um último abraço em Elsa.

– Acredito em você — sussurrou no ouvido da garota.

– Não sei se posso fazer isso.

– Lembre-se do que Killian falou. Comida é emoção. Ponha seus sentimentos na tarefa. Estou muito orgulhosa de você. Assim como seu pai. E sua mãe estaria também.

O pai de Elsa já estava lá, com Regina a seu lado, ambos conversando sobre carros. Ele dirigia uma caminhonete como meio de vida e pedira um dia de folga para ver a competição.

Emma acomodou-se ao lado de Regina, observando os dois assentos vazios reservados para os pais de Henry. Assim que Killian se sentou ao lado de Emma, houve outro clarão da câmera.

– Entendo por que certos paparazzi apanham — comentou Killian

Emma sentiu vontade de deitar a cabeça no ombro dele, o que seria natural, mas, em vez disso, pegou o programa e fingiu estuda-lo até a competição começar. Duas horas cozinhando e depois os juízes experimentariam as iguarias. Emma notou que Elsa estava quieta em frente ao seu local de trabalho.

– Ela precisa começar — murmurou Killian a seu lado. — Se der o primeiro passo, os demais serão mais fáceis. A pior parte é o início.

Quando Emma viu que a garota se movia, finalmente, pegando uma tigela, suspirou aliviada.

– Onde está o dançarino de tango galês? — sussurrou para Regina, a fim de se distrair da tensão.

– Ele teve um show de dança em Cardiff. Queria que eu fosse junto, mas falei que você precisava mais de mim.

– Adoro tango — disse Emma. — Gostaria de conhecê-lo pessoalmente.

– Você conquistou Killian Jones. Ele não flertou mais comigo desde que a conheceu. Se não estivesse tão feliz por você, eu a odiaria por desprover o mundo de tão preciosa fonte natural.

Ela não contara a Regina que seu relacionamento com Killian estava terminado. Quase não vira sua amiga na semana anterior, e tinham outros assuntos a conversar.

– Elsa, da Escola Secundária. — A voz no alto-falante era alta e clara. — Oi, Elsa. – A resposta da garota era inaudível. — Você é a única aluna da Secundária, ouvi dizer — continuou o locutor. — Seu amigo não pôde comparecer. Como se sente representando a escola?

A menina não respondeu. Emma podia ver o rosto dela ruborizado.

– Acho que posso dizer com segurança que, dos competidores aqui presentes, você é a mais famosa depois que sua foto apareceu no jornal do fim da semana passada. Como se sente em ser ensinada por uma celebridade como Killian Jones?

– Killian é maravilhoso — foi tudo que ela pôde dizer.

Emma olhou para Killian. Havia um sorriso no rosto bonito. Não um sorriso de convencimento, apenas um sorriso.

Ela sentiu uma irresistível vontade de beijá-lo. Mas conteve-se.

Aqueles eram os últimos minutos que passaria com Killian. Mesmo assim, não podia tocá-lo, quase não podia falar com ele. Seu relógio de pulso dizia que faltava menos de meia hora para a competição acabar. Aproximadamente vinte e seis minutos com ele e, depois do julgamento, um adeus para sempre. A menos que estivesse carregando um bebê dele.

Era sábado e sua menstruação devia ter vindo na quinta-feira. Mas já atrasara antes. Estresse podia ter causado o atraso.

Se estivesse grávida, Killian jurou que ficaria com ela. Tinha até falado em casamento. E não porque estava sendo nobre, mas porque a queria mais do que qualquer coisa, porque a amava.

Naquela manhã, Emma comprara um teste de gravidez na farmácia do bairro, e a mulher que a atendeu dissera: “Espero que dê o resultado que você quer, querida”, enquanto olhava para a sua mão esquerda, em que o dedo anelar estava sem aliança.

E como queria que o resultado do teste fosse positivo, pensou quando saiu da loja e escondeu o teste na bolsa, antes de ir para o prédio onde a competição estava acontecendo. Se estivesse grávida, não teria escolha. Seu futuro surgiria à sua frente num instante. Ficaria com Killian e se casaria com ele. Viveriam juntos e criariam seu filho. E se não estivesse, ela agradeceria a Killian e o deixaria para sempre. Então continuaria a levar a única vida que podia entender. Em cerca de uma hora, seu futuro seria decidido.

– Elsa está improvisando como nunca a vi fazer. Genial — sussurrou ele em seu ouvido, radiante.

Emma colocou a bolsa debaixo de sua cadeira. As longas pernas de Killian estavam estendidas na cadeira a seu lado. As coxas de ambos quase se tocando. Ela lembrou-se do restaurante, onde tinha sentido o joelho dele por baixo da mesa como uma onda de eletricidade.

Conhecia cada músculo daquele corpo magnífico, cada fio de seus pelos distribuídos tão harmoniosamente pelo corpo todo. Não podia imaginar conhecer outra pessoa tão intimamente. Ou abrir-se para mais alguém. E com quem o filho deles seria parecido? Cabelos claros, olhos verdes ou azuis? Alto, certamente, mas com uma covinha no queixo? Seria um executivo, um empresário ou um professor?

Os minutos passavam. Ela ouvia Killian, Regina e o Sr. Keeling conversando a seu redor, e algumas vezes replicava, mas não sabia do que estavam falando. Em vez disso, estava tentando levantar-se e ir ao toalete, a fim de fazer o teste de gravidez.

O locutor anunciou que o tempo terminara e o julgamento começaria. Já era tarde para ir fazer o teste, pois Elsa havia acabado de cozinhar e estava de pé, olhando-os e pedindo apoio.

Os juízes foram de aluno a aluno, experimentando seus pratos e analisando-os. Faziam anotações em suas pranchetas.

– Elsa teve um menu mais ambicioso do que a maioria dos alunos — contou-lhes Killian -, mas não sei como os juízes considerarão o fato de ela ter improvisado e mudado o prato principal, uma vez que o molho desandou. Mas ela foi maravilhosa.

– Você acha que ela vencerá? — perguntou Emma.

– Pelo menos, ficará entre os cinco finalistas.

Os juízes levaram muito tempo percorrendo os locais de cada competidor e Elsa estava exausta. Emma não podia fazê-la vencer. Não podia sequer tornar sua própria vida mais fácil.

Finalmente, um dos juízes pegou o microfone e, depois de um discurso agradecendo a todos os concorrentes e seus professores, pigarreou e começou a anunciar os vencedores e a comentar seus menus. O terceiro lugar foi para uma jovem que fez uma comida indiana.

– Henry teria feito melhor — murmurou Killian para Emma, em tom conspiratório.

O segundo lugar foi para um rapaz sardento que fez uma massa com molho branco.

O juiz parou e esperou que os aplausos cessassem antes de anunciar o vencedor. Emma olhou para Elsa.

A garota estava tão sozinha, longe deles. Mal era capaz de encarar seus colegas e professoras, ou capaz de erguer a mão para falar em classe, e agora estava encarando um momento que lhe diria se fora bem-sucedida ou se fracassara. Elsa levantou o queixo, empertigou-se e voltou os olhos cheios de coragem para o juiz. Os movimentos eram sutis, invisíveis para quem não a conhecesse e Emma soltou um suspiro de admiração. Mesmo que a menina não ganhasse, ficaria bem.

– Debatemos sobre a vencedora — começou o juiz. — Embora a qualidade do seu trabalho tenha sido clara, alguns de nós estávamos incertos se deveria ganhar. Contudo, acabamos concordando que ela esforçou-se ao máximo em cozinhar e, quando fracassou na primeira opção do prato que pretendia fazer, usou a própria criatividade para fazer outro, algo que não pode ser ensinado por nenhum professor.

Emma quase não ouviu o restante porque Killian passou os braços a seu redor e a abraçou com força, emocionado. Tudo que pôde ouvir no meio da confusão foram as palavras:

– Primeiro lugar, Elsa Keeling.

– Viva! — gritou Killian.

Elsa voltou-se para a audiência e, quando o aplauso estrondou pela sala, ela estava sorrindo para o pai. Era exatamente o que Emma queria que acontecesse. Elsa havia encontrado sua coragem e provado isso para si mesma. Emma sentiu-se entorpecida. Aquele podia ser o último momento.

O Sr. Keeling irrompeu através da fila de cadeiras, correu para a filha e a tomou nos braços. Regina estava pulando de alegria.

– Com licença — murmurou Emma para ele, desvencilhando-se de seus braços e rapidamente dirigindo-se ao banheiro feminino.

Emma estava nervosa, nesse momento ela caminha para descobrir qual seria o destino de sua vida.

Notas finais
Bom gente, espero que tenham gostado do penúltimo capítulo. E não se preocupem, amanhã o último sai, eu já deixei programado aqui. Kisses *---*