Unexpectedly Love
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Emma estava tão nervosa que fez diversas tentativas vasculhando a bolsa até que achou o teste de gravidez. Seguiu as instruções e então ficou esperando, com mãos trêmulas, o resultado na janela da caixa na qual viera o teste.
Quando o teste começou por ficar azul, não se sentiu menos estarrecida do que se sentira antes.
Vagarosamente, abriu o trinco do reservado do banheiro e saiu do cubículo. Killian estava de pé diante dela. Os cabelos claros e o paletó brilhavam no banheiro branco. Ele parecia grande demais para as pequenas pias, os espelhos iluminados das mulheres, mas Emma queria tanto vê-lo que lhe pareceu natural que ele estivesse ali. Ela se sentia segura perto dele.
– Qual é o problema? — perguntou ele, a voz ecoando contra os azulejos.
Ela não pôde falar, então lhe entregou o teste.
– O que significa isso? Desculpe Emma, mas eu não entendo sobre isso, você precisa traduzir o significado para mim.
– Uma linha azul significa que você não está grávida. Uma cruz azul significa que você está.
Killian olhou para a linha azul brilhante. Então olhou para Emma, vendo as próprias emoções refletidas no rosto de sua amada. E de repente ela não estava mais entorpecida. As lágrimas brotaram sem que esperasse. Deu um passo à frente, direto para os braços dele.
Ele a envolveu. Sua floresta segura, o seu sonho mais bonito. Não conseguia mais conter as lágrimas.
– Emma — sussurrou ele. — Querida, doce Emma. Isso acontecerá. Você terá um bebê, queira Deus que seja comigo, mas terá. Tudo ficará bem. Eu lhe prometo.
– Eu queria… — Ela não conseguiu terminar.
Era perda demais, tudo de uma só vez. Aquela esperança, o pensamento do seu bebê perdido por antecipação e as lágrimas que nunca surgiram, não em dois anos. Era toda a dor que temera. Estava sentindo tudo que havia lutado tanto para esquecer.
E Killian a estava abraçando, beijando-lhe o topo da cabeça e prometendo que tudo ficaria bem.
Ela aconchegou-se ao corpo que amava, ouviu o coração dele bater e sentiu o tecido da camisa molhada contra o seu rosto. Pensou na adolescente que acabara de observar encarando seus piores medos e vencendo.
Esteja aqui agora e para sempre.
– Eu queria um bebê — murmurou. — Com você. — Emma o abraçou com mais força e ergueu o queixo. — Eu o amo, Killian.
Ele respirou fundo e a encarou.
– Isso é verdade?
– Sim.
– Diga outra vez.
– Eu amo você.
Uma lágrima escorreu pelo rosto dela e aquilo era bonito.
– E você ficará comigo — disse ele. — Por favor.
– Quero ficar com você para sempre.
Ele a beijou e Emma nunca imaginou que um beijo pudesse ser tão perfeito.
– Vamos nos casar — murmurou Killian -, e então construiremos uma família, juntos.
– Na realidade, é a confiança que importa, não uma aliança de casamento.
– Mas nos casaremos, de qualquer modo.
Eles sorriram e se beijaram apaixonadamente.
A porta do toalete abriu-se, e uma mulher de salto altíssimo entrou.
– Oh, meu Deus, desculpem-me! – ela disse e Killian sorriu, sem graça.
– Esqueci que aqui era o toalete feminino.
Emma não conseguiu evitar uma risadinha.
– Killian, você percebeu que nosso primeiro beijo foi em um refrigerador e você acaba de pedir-me em casamento em um banheiro de mulheres?
– Você quer dizer que não tenho muito bom gosto? — Ela o beijou, cheia de promessas e abraçando a incerteza. Mais delicioso do que qualquer outro prazer.
– O que faremos em seguida? — perguntou ele.
– Mais tarde, amanhã, contaremos a todo mundo. E depois passaremos o resto de nossas vidas fazendo amor. Mas, agora, vamos comemorar com Elsa.
(...)
Um Ano Depois
– Tudo pronto — gritou Killian.
Estavam em um grande e fabuloso apartamento. Haviam decorações tanto de Emma quanto dele. No chão da sala estavam espalhados diversas pelúcias e brinquedos de borracha. Emma ouviu um pequeno choro, baixou o livro que estava relendo, sobre uma peça de Shakespeare, em preparação para a sua aula do dia seguinte, levantou-se de sua poltrona favorita, subiu as escadas e entrou em um quarto cor-de-rosa com um grande berço, pufes, duas poltronas e um pequeno armário branco. Emma se abaixou e pegou a criança de um ano de idade.
– Calma, querida. Shh, mamãe tá aqui. – sorriu Emma beijando a face da pequena garota loira de olhos azuis e faces coradas. – Vamos ver o que o papai está cozinhando?
Ela desceu as escadas com o bebê no braço, que sorriu no mesmo instante que viu Killian.
Ele havia posto a mesa com velas e flores silvestres, mas a decoração não combinava com ele, alto e sexy, em calça social, uma camisa azul arregaçada para expor os braços musculosos e mãos hábeis.
Ela conhecia cada cicatriz, cada marca, cada momento da vida dele.
– Como está minha princesinha? – ele disse sorrindo.
Vladimir pegou o bebê e a colocou no carrinho de bebê entre sua cadeira e a de Emma.
O prato na frente de Emma era um trabalho de arte. Ouviu o estouro do champanhe se abrindo e, quando ele inclinou-se para lhe servir uma taça, sentiu o aroma do homem que amava, mais sedutor que o aroma da comida que ele fizera. Deu-lhe um doce selinho.
– É alguma coisa nova? — perguntou ela.
– Henry escolheu o menu em nossa honra e ensinou-me como fazê-lo. Ele vem praticando no Jolly Roger a semana inteira.
– O aprendiz está ensinando o mestre, huh?
– Aprendo algo novo todos os dias. No trabalho e em casa.
– E vai ter de aprender a fazer comida vegetariana quando meus pais chegarem aqui para nos visitar. Eles são vegetarianos convictos.
– Sem problema. Aprendo rápido. Por exemplo, eu sabia que iria me apaixonar por você desde o primeiro momento, quando a vi aterrorizando minha galinha. – Emma sorriu — O que acha de mais tarde comemorarmos em nossa banheira de hidromassagem? – ele disse sorrindo daquele jeito sexy que só ele conseguia.
– Eu adoraria – Emma sorriu maliciosa.
Ergueram a taça de champanhe.
– Feliz primeiro aniversário — brindou.
– Feliz primeiro aniversário, Sra. Jones.
The End
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