Unexpected Love - Dramione

6 Capítulo 05 - Acordo de paz?


Notas iniciais
Boa Leitura!

[...]

Apesar de apenas duas semanas terem passado, as dúvidas do jovem Malfoy ganharam proporções astronômicas e se questionava se realmente conseguiria realizar seu plano e sua missão.

A pouco menos de quatro meses Montague, um aluno do sexto ano da mesma casa do loiro retornou triunfalmente após ser empurrado por Fred e Jorge Weasley em uma Armário Sumidouro, o garoto passou quase dois meses perdido e quando retornou contou a todos que ficou no limbo todo esse tempo, às vezes escutava coisas em Hogwarts e outras os resmungos e vendas da Borgin & Burkes.

Todos que escutavam a história estavam tremendamente impressionados e ficaram ainda mais ao saber que Montague só conseguiu sair ao Aparatar, mesmo que nunca tenha sido aprovado nos testes, isso quase lhe custou a vida. Naquele dia Draco percebeu que os dois Armários formavam um par e no dia seguinte ao saber qual seria sua missão, soube que deveria consertar o Armário danificado de Hogwarts.

Ao visitar a Borgin & Burkes intimidou o dono da loja, conseguiu algumas instruções valiosas para concluir sua missão e ainda pagou para que o Armário não saísse dali e sua tia Bellatrix Lestrange iria garantir com ajuda do Lobo Fenrir Greyback que o acordo fosse cumprido.

Mas Draco não estava tendo sucesso com o Armário, provavelmente porque não se empenhava o suficiente, durante as duas semanas de aula apenas entrou na Sala Precisa quatro vezes e apenas ficou olhando com atenção para mesmo, levou quase três dias para conseguir que a Sala se revelasse para ele e mais dois para descobrir em que deveria pensar para encontrar o Armário, sempre ia à noite, com ajuda de sua capa da invisibilidade.

Começava a desesperar-se, pois perdia duas noites toda semana com Hermione Granger para monitorar dois andares e até aquele momento só haviam encontrado um casal em um momento bem íntimo dentro de um armário no sexto andar, os dois alunos da Casa Corvinal.

Naquela noite Draco apreciou com enorme prazer as bochechas da Grifinória tomarem um tom de vermelho vivo por conta do constrangimento, o garoto estava sem camisa e com a calça desabotoada, enquanto que a garota loira, estava com a camiseta desabotoada e o sutiã fora do lugar, o loiro manteve-se forte na missão de não rir de sua parceira de ronda, pois ela ficou quase estática antes de se virar e mandar que os dois começassem a recompor-se.

Sobrou para Draco ralhar com os dois e dizer que o Diretor da Casa deles seria informado imprudência cometida e menos de vinte minutos depois, ao fim da ronda o professor Flitwick apareceu para liberar os dois da monitoria e foi Draco que precisou contar para o professor o que havia acontecido, vendo o bruxo miudinho franzir os lábios e manear a cabeça em desaprovação.

Aquela era outra novidade, na primeira sexta-feira de aulas, antes da segunda ronda dos dois a professora Minerva parou o jovem para avisar que ao fim de cada ronda um professor ou até mesmo um Auror apareceria para liberar os monitores.

Ao fim das duas semanas Draco não pode escapar de fazer a seleção para o Time de Quadribol, sabia que só faltava a seleção da Sonserina e da Grifinória, era sexta-feira, dia de mais uma ronda e o dia da semana que o loiro ficava mais livre, pois tinha apenas Runas Antigas, sendo uma aula de horário duplo acabava próxima ao almoço o que deixa o jovem com tempo para estudar e se quisesse dedicar-se a sua missão.

O loiro sempre acordava cedo, dormia sempre oito horas, sempre se levantava antes de Blásio e naquela sexta não fora diferente, tomou um rápido banho e escondeu a Marca que começava a reaparecer sutilmente.

Quando saiu o amigo já estava de pé e com seu mal humor matinal habitual desejou apenas bom dia antes de entrar no banheiro, o loiro se vestiu e sentou em sua escrivaninha e utilizou um pergaminho para escrever que o teste para seleção do time seria no dia seguinte, sábado e quando ia colocando o horário Blásio o interrompeu.

— Você tem consciência que a Grifinória fará a seleção nesse mesmo dia?

Draco olhou para o amigo com uma expressão irritada, obviamente não sabia, nada ligado à casa dos leões o interessava.

— Sabe qual é o horário?

— Acho que as 11 horas. – Blásio respondeu com uma expressão pensativa.

— Bom então às 14 horas o campo já estará livre, já falei com Snape e consegui autorização.

— Você parece gostar de confusão, a seleção da Corvinal durou o dia inteiro, provavelmente o mesmo acontecerá com o time do Eleito. – A voz do moreno continha traços de risos e ironia o que fez o sorriso de Draco se alargar.

— Então eles que se apressem Blásio, não ficaremos esperando o dia inteiro.

[...]

Hermione seguiu sozinha para a aula de Runas Antigas após tomar café com seus amigos no Salão Principal, a sala estava vazia quando a castanha chegou, pois não era uma matéria muito popular e tinha apenas dez alunos.

Enquanto aguardava pensava em como Harry e Rony estavam uma pilha de nervos por conta da seleção do dia seguinte, apesar de não entender muito de Quadribol tinha consciente de que Rony não era um goleiro excepcional, era bom, mas não magnífico, e tinha ainda que o jeito genioso que até mesmo ela que não se importavam tanto com esse esporte sabia poderia colocar tudo a perder.

Foi puxada de seus pensamentos pela entrada intempestiva da professora e percebeu que faltava apenas Malfoy na sala, passaram-se alguns minutos que a menina se ocupou organizando suas penas, tintas e pergaminhos na mesa. Viu pelo canto do olho o loiro sentar-se em uma mesa próxima a dela.

— Bom dia turma, gostaria de informar que alguns de vocês me surpreenderam bastante, uns positivamente e outros nem tanto, sei que ainda estamos no início, porém se realmente decidiram seguir na matéria devo avisar que até o momento estarei apenas medindo os conhecimentos e a capacidade de vocês na Arte do Estudo das Runas Antigas, irei separar a turma em duplas, através de um sorteio. – A professora Bathsheda Babbling fez uma longa pausa enquanto olhava para os poucos alunos em sala.

Hermione julgou a prova de N.O.M’s da matéria bem fácil e por esse motivo acreditava que muitos apenas não julgavam ela importante, enquanto a menina achava fascinante, apesar de previsível.

A aula basicamente consistia em interpretação de runas, pedras com letras do alfabeto viking, que podem ajudar a desvendar o futuro ao apenas a entender o que foi escrito, a cada ano o grau de dificuldade aumentava, mas naquele ano em particular parecia apenas uma longa revisão.

— Hoje irei sortear as duplas e vocês devem sentar-se juntos a partir de agora até o final do ano letivo, absorvam tudo que conseguirem das aulas, cada palavra será importante, pois antes da Páscoa explicarei cada detalhe do trabalho final e vocês terão até o final do ano para o entregar. – A bruxa fez mais uma pausa longa, enquanto buscava dois recipientes arredondados com alguns pequenos pergaminhos amassados dentro.

Tudo parecia meio mirabolante para Hermione, fazia a matéria pelo terceiro ano consecutivo e era sempre repleta de trabalhos e traduções, preparava-se para algo grandioso de alta complexidade e esperava não fazer dupla com algum dos dois Lufanos que sempre ficavam voando nas aulas.

Suspirou ao ver que um deles ficaria com a corvina que flagrou aos beijos com outro corvino, a cara da loira foi de completa decepção, Hermione até sentiu pena dela, ao reparar na sala como um todo observou que pelo menos três garotas olhavam para Malfoy com grande interrese, os lábios da menina se tornaram uma linha rígida, isso sempre acontecia quando estava nervosa ou impaciente, repetia como um mantra em sua cabeça:

— Malfoy não, Malfoy não, por favor!— Bastava para ela ter que ficar duas noites com o garoto, mesmo que não fosse insultada ou sequer notada não aguentava ficar ainda mais próxima dele.

— Senhor Malfoy e a senhorita Granger! – Anunciou a professora com calma, ela nem sequer reparou com o loiro travou o maxilar e Hermione ficou boquiaberta.

As coisas poderiam piorar? Para a grande surpresa da Grifinória a resposta era positiva, até mesmo Parvati que estava sentada ao seu lado a olhou de cara feia, isso sem contar com quase todas as garotas da sala que ficaram desapontadas por não fazer dupla com o loiro.

O que importava se ele estava mais alto? Ou mais musculoso e bonito? De que importava se a pele era translucida e combinava perfeitamente com o cinza dos olhos dele? E pior por que elas se importavam tanto em não ficar próximas dele e sentir o perfume mais másculo que a castanha já sentirá?

Quando se deu conta do tipo de pensamentos que estava tendo se repreendeu e não entendeu o que a levou a pensar aquelas coisas, era o Malfoy, o mesmo que há duas semanas quebrou o nariz de Harry, o mesmo que ria do que os possíveis Comensais da Morte fizeram na Copa de Quadribol há dois anos e o mesmíssimo que a apresentou o amargo fel de ser chamada de sangue ruim pela primeira vez.

— Sentem-se juntos. – A bruxa fez uma pequena pausa ao ver os estudantes se locomoverem, enquanto que Draco e Hermione não se moveram um milímetro desde o anúncio que fariam uma dupla, ela até pensou que nenhum dos dois fosse dar o braço a torcer e aguardou com apreensão até que o loiro tomou a iniciativa.

Hermione não ousou se mover, conseguia sentir sua boca amarga com tudo o que relembrou, empertigou-se na cadeira e não se movimentou e alguns minutos depois sentiu a presença de Malfoy ao seu lado, o perfume agora conhecido encheu o ambiente a sua volta, mas ela não cedeu, percebeu por sua visão periférica que ele também ficou estático, as mãos sobre a mesa apoiadas umas nas outras.

— Bom agora que o senhor Malfoy e a senhorita Granger finalmente sentaram-se juntos, gostaria de informar que quero sessenta centímetros de pergaminho sobre as Runas que falam sobre as Acromântulas para a próxima aula, sem atrasos e deve ser feito com as duplas que informei. – Bathsheda fez uma pausa curta, na qual olhou com atenção para Draco e Hermione. — Bom agora irei explicar como as mais importantes runas foram encontradas...

A mente de Hermione vagou para longe dali, podia contar nos dedos de uma única mão quantas vezes não prestou atenção em uma aula, sentia-se tentada a sair como fez três anos atrás na aula de Adivinhação, não suportava ter que ficar ao lado de Draco, não por mais tempo do que as rondas, sentia-se irritada e completamente desarmada, não acreditava nas teorias de Harry, mas não tinha a menor condição de conviver como se nunca tivesse sido humilhada por ele.

Não tinha a menor chance de conviver com ele, o amargor em sua boca aumentava a medida que todas as vezes que foi humilhada ou destratada por ele preenchiam seus pensamentos, estava no auge da raiva e decidida a ir até a professora Minerva McGonagall pedir que a tirasse da monitoria, até seus lábios tremiam.

— Granger, precisamos decidir um dia para fazermos esse trabalho, hoje não posso e nem sábado, mas podemos combinar de fazer no domingo ou na semana que vem, quais as suas tardes livres? – Malfoy falava tudo com calma e livre de desdém.

Hermione franziu o cenho em incredulidade, mas se desarmaou e respondeu com uma falsa calma.

— Domingo está ótimo, pode ser as 14 horas na Biblioteca?

— Tudo bem. – Malfoy fez uma longa pausa, Hermione começou a organizar suas coisas, pois ficou muito tempo em suas lembranças e a aula já havia acabado, só restavam mais três alunos na sala além dos dois.

— Olha Granger não podemos ser amigos e eu nem quero isso, mas pelo visto iremos ter que passar um bom tempo juntos, espero que possamos pelo menos ser educados um com o outro. – Hermione nem acreditou que estava mesmo escutando aquilo de Malfoy, não querendo parecer chocada respondeu com brevidade:

— Sempre sou educada Malfoy, mas se isso quer dizer que não irá me chamar de sangue ruim enquanto precisarmos trabalhar juntos, tudo bem, estamos acertados. Até mais . – Nem ela mesma achava sua resposta satisfatória, mas não precisava parecer interessada em uma amizade com o sangue-puro.

Hermione deixou um Draco levemente incrédulo para trás, ela sabia que nunca seriam amigos, mas com certeza aquilo foi um acordo de paz, talvez realmente pudessem pelo menos conversar com tranquilidade sobre suas obrigações e milagrosamente a ideia de abandonar seu cargo de monitora e a matéria evaporaram da mente da castanha.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Perdoem qualquer erro. Até logo! Xoxo