Unexpected Love

10 Capítulo 9 (Parte I) {James}


Notas iniciais
Olá gente?
Tudo bem?
O que foi prometido está sendo cumprido.
Capitulo 9.... O ultimo capitulo da primeira parte.
Mas sem choro, sem lamentações, por que ainda tem mais duas partes. E o casal mais lindo da primeira geração vai aparecer mais vezes.
Sem enrolar...
Enjoy

Um mês já havia se passado, desde o final da missão em Londres, quando James conseguiu tomar coragem suficiente para telefonar para a casa de Lily.

Ela atendeu no terceiro toque, parecendo estar sem fôlego por algum motivo.

– Alô!

– Espero não estar interrompendo nada. – disse ele, enquanto sua mente era invadida por certos pensamentos.

– James?

– Sim. Sou eu...

– Nossa... Que surpresa.

– Está ocupada?

– Não. Estava entrando no banho quando o telefone tocou.

No mesmo instante se formou na cabeça de James a imagem do corpo nu de Lily.

– Sinto muito. Eu ligo depois.

– Não! Não desliga. Tá tudo bem. Já me enrolei em uma toalha. Essa é a primeira vez que você liga aqui em casa.

– Sim, é mesmo. Eu... Bem... Estive afastado daqui desde que voltamos de Londres.

– Parabéns por ter conseguido prender Tom Riddle.

– Em grande parte foi graças a você.

Depois uma pausa em silêncio, Lily falou:

– Obrigada James. Foi muito gentil da sua parte me ligar para contar as novidades.

– Não foi por isso que eu liguei.

– Não? — ela perguntou surpresa.

– Não. Eu... Hum... Gostaria de conversar com você.

– Sobre o que?

– Eu prefiro explicar pessoalmente. Talvez você queira jantar comigo amanhã à noite.

– Quer marcar um encontro?

– Sim. Acho que é isso que eu estou tentando fazer.

– Não acho que seja uma boa idéia James. Não é nada contra você. Apenas uma norma pessoal. Aplicada a qualquer colega de trabalho.

– Na verdade eu também mantenho uma regra parecida... Mas eu preciso muito falar com você. Pode ser quando você achar melhor.

– Tudo bem. Então por que você não vem até a minha casa, amanhã à noite? Posso preparar um jantar simples e vamos ter privacidade para conversar. O assunto tem alguma coisa a ver com o caso?

– Hum... Não. Explico melhor amanhã. A que horas eu posso ir?

– Pode ser sete horas?

– Ótimo. Até mais.

James desligou o telefone, imaginado se teria perdido o juízo. Naquele momento a única certeza que tinha, era que precisava ver Lily outra vez. Precisava falar com ela e contar pelo que estava passando.

Com certeza ouviria dela a confirmação de que aquilo era uma loucura. Ai então poderia seguir sua vida e tirar ela de uma vez por todas da cabeça.


***


– Você é muito pontual. – disse Lily ao abrir a porta para James na noite seguinte. – Entre! Não fiz nada de especial para o jantar. Espero que não se importe.

Lily deu passagem para James entrar, e ele viu que ela estava usando uma roupa simples, e tinha os cabelos vermelhos presos em um rabo de cavalo, bem simples, mas muito bonita.

– O cheiro está muito bom.

– O jantar vai ficar pronto em dez minutos. Quer tomar alguma coisa enquanto espera?

– Por acaso tem cerveja?

– Tenho sim. Para ser sincera sai pra comprar hoje à tarde. Sente e fique a vontade.

James se sentou, mas não conseguia relaxar. Nunca se sentiu tão tenso. Nem mesmo nas suas missões mais perigosas.

Lily serviu pra ele um copo de cerveja e se sentou na frente dele, com uma expressão de curiosidade.

Depois de beber a metade da cerveja, James começou a falar.

– Sei que o que eu falar pode parecer estranho, mas tenho que te perguntar uma coisa.

– Certo. – disse ela.

– Não sei por onde começar.

– Sinto muito por não poder te ajudar. Não faço idéia do que você esteja querendo falar.

James respirou fundo e começou.

– Você já teve a impressão de ter uma voz dentro da sua cabeça, repetindo algo sem parar e mandando que tome determinada atitude? Quero dizer, como se fosse a voz da consciência, ou algo assim?

Lily concordou com a cabeça.

– É isso que está acontecendo comigo desde que voltamos de Londres. – ele continuou.

– Sua consciência está te incomodando?

– Sim... Ou melhor, não. Não é bem a minha consciência, mas é parecido. E isso está me tirando o sono. Quando eu consigo dormir, sempre tenho o mesmo sonho.

– Sobre Londres? – ela perguntou.

– Sobre você.

Lily o encarou, sem reação. O alarme do forno disparou naquele momento, salvando eles de um constrangimento maior.

James não sabia se seria convidado para se sentar à mesa ou se Lily o mandaria embora depois daquilo.

Ela se levantou e foi para a cozinha. Retirando um frango assado com batatas do forno. Em seguida pegou uma travessa de salada na geladeira. Levando até a mesa.

– Eu disse que não era nada demais.

Levantando do sofá, James foi até a mesa.

– Parece delicioso.

– Senta. Vamos comer primeiro. Depois retomamos a conversa.

Depois do jantar eles voltaram a se sentar no sofá.

– É o seguinte. – começou ele – Depois que passamos aquelas semanas em Londres, não consigo te tirar do meu pensamento.

– Mas...

James levantou a mão, fazendo ela esperar. Se fosse interrompido mais uma vez corria o risco de perder a coragem.

– Por favor, me deixa dizer tudo de vez. Tentei te esquecer. Pode acreditar. Mas aquela voz na minha cabeça continuava a dizer coisas do tipo “Liga pra ela” ou “Conte a ela como você está se sentindo”. E foi por isso que eu telefonei ontem à noite. Mas a última coisa que eu queria era fazer papel de bobo na sua frente.

– E por quê?

– Por que eu quero ficar com você. E eu não sei como dizer isso. Pronto! Falei. Conheço todas as razões pelas quais você pode dizer não. Para começar, nós trabalhamos juntos. Claro que alguém que não aprova nem um simples encontro entre colegas de profissão, sequer admitiria a hipótese de um namoro, um relacionamento mais sério. Além do mais. Sei que você não pretende se casar para não acabar em uma situação parecida com a da sua mãe. Mas eu não...

– O que você disse? – perguntou Lily.

– Que parte você quer que eu repita?

– Você mencionou a minha mãe?

– Sim... Já entendi que a sua infância foi difícil e te desencorajou a se casar, mas o nosso relacionamento não tem que ser daquele jeito. Quero dizer...

– Como você sabe sobre a minha infância?

– Você me contou. Não foi?

– Nunca contei a ninguém sobre a minha família. Nem aos colegas de escola, nem no trabalho, e muito menos a você.

– Se é assim, como eu fiquei sabendo?

– Deve ter olhado nos meus arquivos pessoais ou feito algum tipo de...

– Ei! Espera ai. – James a interrompeu. – Eu nunca tentaria descobrir mais de você do que me fosse permitindo. Além disso, como é possível apenas lendo em arquivos, eu saber sobre a frustração que você sentia a respeito da sua mãe? Esse tipo de informação não consta em fichas pessoais.

– Nesse caso, como você pode saber sobre tais sentimentos?

– É o que eu estou tentando falar. Você mesma deve ter e contado.

– Quando?

– Não me lembro. – falou James ficando de pé e passando a mão pelos cabelos – Não acredito que estamos discutindo por causa disso. Pensei que a sua postura em relação a casamento fosse algo de conhecimento de todos. O que estou tentando fazer é te convencer a ter um relacionamento sério comigo. E talvez um dia se você quiser... Casar comigo.

Ela arregalou os olhos ao vê-lo se aproximar. Levantou também, deu um passo para trás e disse:

– Fica ai! Não preciso ser lembrada de como reajo a sua aproximação. Mantenha distância James. Tudo isso não passa de uma paixão passageira.

– Você acha que o que estou sentindo é apenas uma paixão passageira?

– Estou falando de mim! Isso surgiu por causa da situação em que estávamos há pouco tempo. Fingindo que éramos namorados. Dormimos na mesma cama. Você me protegendo do Tom... Me dá um tempo, e garanto que vou esquecer tudo isso.

– Dormimos na mesma cama? Do que você tá falando?

Lily levou as mãos à boca, ao perceber que tinha falado demais.

– De nada. Não foi nada. Verdade. Eu deveria estar cansada naquela noite e acabei indo para o quarto errado.

– Você acordou na minha cama?

– Foi só uma vez.

James se aproximou e colocou as mãos no rosto dela.

– Lily, meu anjo. Quer parar de falar por um instante? Esá tudo bem. Não importa o que aconteceu. Talvez devêssemos mesmo ficar juntos. Nunca pensou nisso?

– Não. – respondeu ela com a voz tremula – Nunca daria certo. Nós não poderíamos...

Lily parou por um momento e continuou a falar.

– Na verdade eu te quero tanto, que mal consigo pensar direito. Todas as noites, eu sonho que estou fazendo amor com você. Quando acordo e vejo que você não está do meu lado na cama me sinto tão mal por ver que era somente um sonho. Não sei mais o que fazer.

Os olhos dela se encheram de lágrimas.

Pela primeira vez, em muito tempo, James tinha a certeza de que tudo daria certo no final. Perto de Lily, sentia como se estivesse em casa. Talvez fosse seu anjo da guarda dando uma ajudinha.

– Não se preocupe. Sei muito bem o que deve ser feito. – ele falou baixinho.


***


– Isso é muito estranho. – disse Lily alguns dias depois.

– Em que sentido? – perguntou James.

– Sinto como se já tivesse feito tudo isso antes. Aqui estamos em Las Vegas, recém-casados, jantando na nossa lua-de-mel. – ela olhou para a linda aliança reluzente em seu dedo – É como se eu fosse acordar de repente e descobrir que tudo não passou de um sonho.

– Já ouviu falar em deja-vu? Deve ser isso que está acontecendo com a gente. Só que dessa vez é mesmo real. E quando eu acordar de manhã, quero ter você aqui do meu lado.

Pegando ela no colo, ele a carregou até a cama.

– Aposto que o Sirius vai aproveitar para te provocar, já que você se casou mesmo antes dele.

– Sirius?! Como você soube sobre ele?


FIM(Por equanto...)

Notas finais
Foi isso...
Espero que vc's tenham gostado.
Deixem seus comentários, sem pressão rsrsrsrs.
Até o próximo gente linda ♥(que vai ser o primeiro da segunda parte)
Bjs :*