Unexpected Love

26 Capítulo 7 (Parte III) {Remus}


Notas iniciais
Oi gente!!!
Voltei....
Tô muito feliz, recebi uma MP da Má que me deixou nas nuvens *-*
Esqueci de comentar no outro capítulo, uma parte da minha demora foi por que eu estava lendo A Hospedeira. Gente eu simplesmente me apaixonei pelo livro. Alguém ai já leu? Se não leram, eu super recomendo.. O Ian é muito fofo ♥
LEIAM AS NOTAS FINAIS.
Enjoy

- Não sei como agradecer por ter se oferecido para trazer Christine para casa, Remus.

Dorcas disse assim que os três entraram na casa dela.

- Onde eu coloco tudo isso?

Remus perguntou onde poderia colocar uma porção de bichos de pelúcia.

- Em qualquer lugar que estiver desocupado. Depois eu dou um jeito de arrumar.

Assim que ele colocou os pacotes encima do sofá, enfiou as mãos nos bolsos, sentindo-se pouco á vontade.

- Você quer que eu vá comprar alguma coisa para gente comer? Assim você não precisa se preocupar em cozinhar hoje.

- Não precisa se incomodar. Você já me ajudou muito. Não quero ficar abusando da sua boa vontade.

- Tudo bem. Eu também estou precisando comer. Eu nunca gostei de comer sozinho.

Ele nunca havia parado para pensar nisso, mas se deu conta de que era verdade.

- Você tem certeza? – ela perguntou.

- Claro que tenho. Diga o que você quer, que eu vou buscar.

***

Quando Remus voltou, meia hora depois, Dorcas havia adormecido no sofá. Ele balançou a cabeça, preocupado.

Após encontrar onde estavam os pratos e os talheres, arrumou a mesa e foi acordar Dorcas. Num impulso, se ajoelhou ao lado do sofá e a beijou nos lábios.

Ela abriu os olhos devagar e piscou algumas vezes, se esforçando para acordar.

- Acho que cochilei. – Dorcas disse com um leve sorriso.

Remus também sorriu.

- Por que você tem sido tão bom para nós, Remus?

- Eu me sinto feliz quando estou com vocês. Tenho a intuição de que os últimos tempos não foram muito fáceis para você.

Remus pegou Dorcas pela mãe e levou até a cozinha para comerem.

Depois que terminaram de jantar ele disse:

- Eu preciso conversar com você.

Ela olhou para ele, em silêncio.

- Sirius e eu discutimos sobre a questão, e gostaríamos de estabelecer uma pensão para você e Christine.

- Não.

- Primeiro ouça, Dorcas. Você faz parte da família e...

- Não. Eu não faço parte da família. Nunca vou fazer... Será que você não percebe? Christine e eu somos apenas a lembrança de algo que aconteceu há alguns anos atrás.

Remus a olhou durante algum tempo.

- Eu entendo o seu ponto de vista. Mas pense em Christine, ela faz parte da família. Sirius e os pais dele, assim que ficarem sabendo, vão querer fazer de tudo por ela. – ele olhou para o relógio – Puxa, já é tarde. Cuide bem de si mesma e de Christine.

Ele ficou de pé e continuou:

- Me liga se precisar de alguma coisa.

Dorcas o acompanhou até a porta.

- Obrigada, Rem. Não sei o que teria sido de mim sem a sua ajuda nesses últimos dias.

- Foi um prazer te ajudar.

Ele saiu sem olhar para trás. Não queria correr o risco de ficar muito próximo de Dorcas.

***

Dorcas ficou olhando Remus ir embora. Estava ciente de que não voltaria a vê-lo tão cedo. Percebeu isso pelo modo como ele se despediu.

Talvez seja melhor assim” – pensou consigo mesma.

Ao entrar em casa, foi olhar a filha mais uma vez, antes de se preparar para dormir. Estava quase dormindo quando se lembrou do olhar de Remus no momento da despedida.

Ela parecia vulnerável e solitário. Mas talvez ela estivesse errada em seu julgamento. Afinal, Remus era um advogado bem-sucedido, membro de uma importante família. Se estava sozinho, com certeza era por decisão própria.

***

- Bem, meu nobre advogado – Marlene disse a Remus em tom de brincadeira, algumas semanas depois – Parece que você foi brilhante mais uma vez.

Estavam saindo do tribunal em uma tarde de sexta-feira. Remus sabia que tinha motivos para estar mais do que satisfeito. Tinha acabado de ganhar mais um júri. Não era esse o propósito do trabalho? Vencer disputas? Parecer brilhante aos olhos dos outros e se sentir bem consigo mesmo?

Isso estava longe de ser verdade. Ele andava mais deprimido do que nunca ultimamente.

- Acho que estou precisando de férias. – ele disse à Marlene.

- Precisa mesmo, Rem. Você tem trabalhado muito ultimamente.

- E você?

- Eu o que?

- Quando você pretende tirar férias?

- Só quando meu filho nascer. O que vai demorar quase uns sete meses... Não se preocupe comigo. Eu tenho uma sugestão para você.

- Que sugestão?

- Por que você não usa aquela casa da família, na colônia de férias, em Cambridge. Sirius e eu estivemos lá há alguns dias. O lugar não é tão exótico quanto o Havaí, mas achei muito relaxante. Faria bem a você.

- Até que não é má idéia. – Remus concordou.

- A chave está no mesmo lugar de sempre. O caseiro que seu pai contratou, sempre mantém a casa limpa e em ordem, pronta para os visitantes. Portanto, não tem com o que se preocupar.

- Será que alguém vai querer usá-la esse fim de semana?

Marlene riu.

- Quem iria estar lá? O restante da família ainda não voltou de viagem, Sirius e eu vamos passar o fim de semana no haras e James e Lily estão em Oxford. Vá e descanse bastante, ok?

Remus balançou a cabeça afirmativamente.

- Obrigado pela sugestão. Vou seguir seu conselho. – ele entregou a pasta para ela – Você poderia deixá-la no escritório para mim? Assim posso ir direto para casa tomar banho e viajar hoje mesmo.

- Não se preocupe com nada. Até segunda-feira, Rem.

Marlene se despediu com um aceno. Assim que entrou no carro, ela pegou seu celular e discou o número de Sirius.

- Está tudo acertado, meu amor. Ele já está indo para casa, se preparar para viajar.

- Meus parabéns, Lene. Não pensei que você iria conseguir convencê-lo.

- Estou preocupada com Remus. Nunca o vi tão distante de tudo e de todos. Ele mesmo chegou a dizer que estava precisando de férias. Nem precisei tocar no assunto.

- Só espero que estejamos agindo certo. Não gosto muito da idéia de me intrometer da vida dele.

- Eu sei... E você? O que conseguiu?

- Enfrentei uma das tarefas mais difíceis da minha vida. A Dorcas e tão obstinada quanto você. Mas no final consegui convencê-la também.

- E a Chris?

- Ela já está aqui no haras comigo, jogando no chão tudo o que alcança na mesinha da sala.

- Agüenta mais um pouco. Vou chegar para te ajudar assim que puder.

- Não me importo de ficar com ela. Estou até gostando de praticar. Logo, logo o nosso bebê vai chegar também. Ah... Esqueci de perguntar: como foi a audiência?

- Remus venceu o caso. Aliás, ele sempre vence. É um dos melhores advogados da Inglaterra.

- Quando o fim de semana acabar, ele vai querer nos matar, o vai ficar mais feliz do que nunca. — Sirius riu.

- Remus anda isolado demais. Talvez isso ajude a deixá-lo mais bem-humorado daqui para frente.

- Tudo bem então. Até mais, meu amor. E não se esqueça de que eu te amo.

Marlene sorriu também.

- Eu também te amo, Sr. Black.

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Então... O fic já tá na reta final =/
Vão ter mais dois capítulos e o Epílogo.
Provavelmente até a sexta-feira ela vai estar concluída.
O que já está me deixando muito triste.
Até o próximo ♥
Bjs :*