Unexpected Love

25 Capítulo 6 (Parte III) {Remus}


Notas iniciais
Oi pessoal!!
Como estão??
.
.
ME PERDOEM!
Eu estou péssima por demorar a postar, afinal... eu tinha prometido fazer uma maratona de postagens, mas é que aconteceram tantas coisas, e todas ao mesmo tempo, aí ficou difícil pra mim =/
Pra compensar minha demora, hoje vou postar 2 capítulos.
Enfim... Eu quero dedicar esse capitulo a 'malilosa' Evelyn Black. Muito obrigada pela recomendação, eu simplesmente adorei, não poderia querer mais.
Esse capítulo é seu florzinha *-*
Enjoy

Duas semanas se passaram desde a visita ao haras. Remus conseguiu terminar o caso no qual estava trabalhando e felizmente ganhou no final.

Porém, ao mesmo tempo em que recebia os cumprimentos de todos, ele lutava para tirar Dorcas Meadowes da cabeça. No entanto, a batalha estava se revelando inútil, ele telefonou duas vezes para saber sobre o resultado da cirurgia de Christine, mas não obteve resposta.

No dia seguinte, ele se dirigiu à sala de Marlene, e a encontrou concentrada no trabalho.

- Oi Rem! – ela cumprimentou – Você está incomodado com alguma coisa?

- Não exatamente. Eu estava tentando imaginar o que o Sirius fez em relação à Christine Meadowes.

- Oh! Você não soube? Ela foi operada na segunda- feira.

Remus desviou a vista, sentindo ficar tenso.

- E ela está bem?

- A cirurgia foi bem sucedida, se é isso o que você quer saber.

- Eu... Tentei falar com a Dorcas. Mas ninguém me atendeu.

- É que ela não saiu do hospital desde que a Christine foi internada. É só pretende voltar para casa quando ela tiver alta.

Tomando uma súbita decisão, Remus perguntou:

- Em que hospital elas estão?

Marlene disse o endereço a ele e voltou a se concentrar no trabalho.

Saiu do escritório minutos depois e foi para o hospital, parando em uma floricultura no caminho.

***

Assim que entrou no quarto de hospital, Remus percebeu que não havia sido muito original na sua escolha. O vasinho e o balão de gás que ele tinha comprado para Christine pareceram insignificantes perto dos belos arranjos florais e dos brinquedos sobre uma prateleira do quarto.

Porém, quando os seus olhos encontraram os de Dorcas, ele esqueceu todo o resto.

- Quando foi que você dormiu pela ultima vez? – ele perguntou, notando as olheiras sob os belos olhos dela.

- Cochilo quando sobra um pouco de tempo. – Dorcas respondeu ficando de pé, assim que o viu – O que você está fazendo aqui?

- Acabei de saber que a Christine foi operada na segunda-feira. Por que não me contou?

- Não pensei que tivesse importância. Sirius doou o sangue para a cirurgia dela. Não pensei que você...

Dorcas não a terminou a frase. Remus se aproximou de Christine que dormia, e tocou a mão dela.

Ele se afastou da cama, lutando contra as emoções que tomaram conta dele. Andou pelo quarto, observando as flores. Encontrou arranjos enviados por Sirius e Marlene e por James e Lily.

- Você poderia abrir uma floricultura com tudo isso. – ele comentou.

- Eu fiquei muito agradecida com a preocupação que eles demonstraram por alguém que nem conheciam direito.

Remus se virou para encará-la.

- Vá para casa e durma um pouco. Eu fico aqui com ela.

- Ah não. Não posso deixar que você tenha esse trabalho todo. Do jeito que é ocupado, tenho certeza de que...

Os dois se entreolharam, cientes de como eram decididos em tudo o que faziam. Dorcas foi a primeira a desviar o olhar e seus olhos se encheram de lágrimas, e antes mesmo que se dar conta do que estava fazendo, Remus a abraçou. Manteve a cabeça dela junto ao peito por um longo tempo, desfrutando da agradável sensação de tê-la tão próxima. Aquilo era muito melhor do que qualquer um dos sonhos que teve com ela.

- Vá descansar. – ele falou de novo.

***

Nas horas que se seguiram, Remus acabou se acostumando com a rotina do hospital. Christine acordou e ficou um pouco agitada, mas logo se acalmou ao ver que ele estava ali.

As enfermeiras entravam e saiam do quarto, assim como o médico, que explicou como havia sido a cirurgia e qual seria o tempo de recuperação.

Um pouco depois da meia-noite, Remus estava descansando na mesma poltrona onde Dorcas estava sentada, quando ouviu a porta ser aberta.

Era uma das enfermeiras, só que Remus nunca a tinha visto antes. Talvez ela fosse do turno da noite. Para a sua surpresa, a enfermeira parou ao lado dele, ao invés de examinar Christine.

O nome que ela trazia no crachá era bem incomum: Áurea.

- Obrigada por ter vindo. – ela falou.

Ele ia se levantar, mas ela fez um sinal para que ele continuasse sentado.

- Eu queria estar aqui. – ele admitiu em voz baixa.

- Sim, eu sei. Mas você estava com receio.

Espantado com a perspicácia da enfermeira, Remus falou:

- Receio? Do que você está falando?

- Quando sofremos alguma decepção. É muito difícil abrir o coração para dar o receber amor. Tentamos nos preservar da melhor maneira possível. Quase como se fosse um instinto de sobrevivência.

Remus a olhou com mais atenção. “Será que ela passou por algum trauma?” – ele se perguntou.

- Não acho que o seu exemplo se identifica comigo. – ele falou.

- Tem certeza? – ela perguntou – Por causa desse receio, você quase perdeu algo muito precioso – olhou para Christine – Ela precisa de você, Remus. Para aprender o que o amor não só pelo meio da mãe, mas também pelos ensinamentos de um pai.

- Ei! Espere um minuto. Muito obrigado, mas não estou à procura de uma família.

- Está na hora, Remus. – ela disse – Não tem mais para onde fugir. Até hoje você viveu fugindo de si mesmo e de seus sentimentos. Perdoe a sua mãe. Pelo descuido que ela teve com você. Precisa entender que ela não tinha condições de cuidar nem de si mesma, quanto mais de uma criança. Ela não sobreviveu por muito tempo depois que a depressão tomou conta dela. Perder seu pai foi um golpe muito duro para ela. Tenho certeza de que se ela pudesse escolher, tudo seria diferente. Ela te deu vida, que foi um presente muito importante.

- Você conheceu a minha mãe?

- Digamos que eu soube das dificuldades pelas quais ela passou. Ela te amava muito, tenha certeza disso.

Remus se lembrou de uma das poucas vezes em que viu a mão feliz. Mas não se lembrava o motivo.

- Era seu aniversário.

Remus balançou a cabeça afirmativamente. Sua mãe parecia um anjo para ele, com longos cabelos loiros e olhos muito azuis.

- Ela me amava. – disse para si mesmo.

- Sim, muito...

Remus engoliu em seco.

- Nunca pensei que...

- Eu sei. É difícil para uma criança entender o que acontece em torno dela. Além disso, você foi protegido. E agora chegou a hora de você aprender a proteger os outros.

Remus olhou para a cama onde Christine dormia.

- Está falando da Christine?

- Sim, e da mãe dela também. Dorcas nunca dirá o quanto precisa de você. Ela foi muito magoada durante o outro relacionamento, e aprendeu a não confiar na gentileza de ninguém. Você pode mudar isso.

- Como?

- Ficando aqui, ao lado dela e da filha, como decidiu fazer hoje. Essa decisão foi um grande passo. Você teve coragem de deixar sua condição de segurança e vir até aqui pra apoiá-las. Estou muito orgulhosa de você. Deixe que esse sentimento no seu peito saia. Amar outra pessoa não é sinal de fraqueza, é sinônimo de força. Está na hora de você ser forte.

Remus não entendeu o que aconteceu a seguir. Em um momento ele estava conversando com a enfermeira e no outro ela havia desaparecido.

Ele esfregou os olhos, se levantou e foi até a porta. Olhou para o corredor, havia três enfermeiras trabalhando em um balcão e mais duas andando pelo corredor. Mas nenhuma delas era Áurea.

Remus fechou a porta e foi se sentar na cadeira ao lado da cama. Talvez tivesse sonhado com tudo aquilo.

“Não, não deveria haver nenhuma enfermeira chamada Áurea naquele hospital.” – ele pensou.

Ainda assim, o nome não deixava de ser bastante inusitado.

Notas finais
Espero que vc's tenham gostado.
Mais tarde venho postar o outro... Umas 8hs mais ou menos.
Até lá!
Bjs :*