Unexpected Love

24 Capítulo 5 (Parte III) {Remus}


Notas iniciais
Oi gente *-*
Mais um capitulo pra vc's...encerrando o dia!!!
Obrigada pelos reviews.
Amanhã volto a postar aqui e em Homem Errado, ok?
Enjoy

Nem acredito que já se passou um mês desde que voltei para a casa. Ficar perto da mamãe, papai, Sirius, Thor, de estar no haras que é a minha vida. Mas a parte melhor de tudo isso foi conhecer ela... ela me faz tão bem com aquele jeitinho tímido, parece que ela enxerga através de mim com aqueles lindos olhos. Mas parece que ela não se interessa por mim. Às vezes quando me olho no espelho, entendo por que os garotos zombavam de mim. Sou alto, magro e não tenho músculos. Papai disse que fiquei muito parecido com o irmão dele. Não acho que isso seja justo. Por que não sou bonito como Sirius? Se eu fosse, aposto que ela não me trataria daquela forma. Talvez ela me visse como um homem.”

- Por que será que ele não menciona o nome dessa moça? – perguntou Lily.

- Isso é realmente muito estranho. – Sirius falou.

- Leia mais. – James pediu.

“Nunca mais vou voltar a por os pés naquela faculdade. Como eu pude ser tão estúpido? Estou sentindo vergonha de mim mesmo.

Quando cheguei à biblioteca, ela já estava lá. Me disse que teria que colocar os livros em ordem. Eu me ofereci para ajudá-la. Admito que a muito tempo queria beijá-la. Foi como se outro homem tivesse tomado conta de mim. Nos entregamos por completo as sensações, e fizemos amor no chão empoeirado da biblioteca. Não me importava onde estávamos, não me importava com nada. Quando tudo terminou, ela começou a dizer que me gostava de mim. Que gostou desde o momento em que Thor tinha nos apresentado. Ela não entendeu por que eu não quis ouvi-la quando ela começou a falar em namoro. Eu tive que dizer a verdade. Eu nunca namoraria uma mera empregadinha de uma simples biblioteca, uma bolsista, que tinha que trabalhar para poder estudar. Eu sou um Black. Ela continuou me olhando com aqueles olhos castanhos claros. Como se eu tivesse me transformado em um monstro. Ela não voltou a dizer nada. Foi muito educada. Terminamos de arrumar a biblioteca e saímos, não me olhou no rosto nem uma única vez.”

Sirius não conseguiu mais ler. Ficou triste e aborrecido ao mesmo tempo por causa das atitudes de seu irmão.

Lançou um olhar a James e Remus.

- Como o Régulus foi idiota. – Sirius começou a falar – Eu não sei o que pensar.

- Eu queria saber de onde ele tirou essa idéia. – Remus disse – Talvez tenha ficado assim no tempo que passou que na faculdade.

- Ou talvez ele estivesse apenas magoado. – Lily disse.

- Isso não é motivo para ele ter tratado a moça daquela maneira. – Marlene falou também.

- Isso é tudo? – Dorcas perguntou.

Sirius folheou mais algumas páginas em branco antes de achar um pequeno texto no fim do diário.

“Convenci a mamãe que teria que me afastar da cidade, precisava pensar na minha vida, pensar no que tinha feito. No dia seguinte fui à biblioteca procurá-la, mas ela não estava mais lá. Descobri que ela tinha pedido demissão e trancado o curso. Precisei de meses para entender as minhas burradas. De que adiantava ter ‘sangue puro’, dinheiro, status social... se não tinha aquilo que mais importava, amor... Deixei que aquelas idéias tolas tomassem conta da minha cabeça. Agora não sabia como consertar. Perguntei muitas vezes por ela a Thor, mas ele se recusava a me dizer qualquer coisa. Não tirava a razão dele. Então consegui o endereço dela e mandei uma carta junto com um poema, mas essa carta nunca foi respondida. As vezes penso se ela sente falta de mim ou me odeia pelo o que eu fiz e disse. ”

Depois de mais uma folha, havia outro texto.

“Estou a caminho de casa agora... Se passaram sete meses depois daquilo. Hoje Thor me contou que Diana está grávida... Diana... até escrever o nome dela doía em mim...Vou ser pai de uma menina. Decidi que vou procurá-la, que vou pedir a ela para recomeçarmos do zero. Mal posso esperar a hora de vê-la, de abraçá-la, de pedir perdão pelas minhas atitudes estúpidas. Será que minha mãe vai ficar feliz em saber que vai ser avó,e Sirius... Será que ele vai ser um tio coruja? Acho que sim.

Me arrependo do que eu fiz, e espero ter uma segunda chance com ela.

Vou pedir para Diana chamá-la de Christine... Christine Black... Soa muito bem.”

Sirius fechou o diário e se seguiu um silêncio profundo antes de ele dizer:

- Não tem mais nada escrito aqui. Está datada de três anos atrás... Cinco de março. O dia em que Régulus morreu. – Sirius falou.

- Foi alguns dias antes de Christine nascer. Diana teve complicações no parto, por não estar na hora dela nascer. Então ela pediu aos médicos que salvassem a filha dela. – Dorcas falou – Eu fiquei com muita raiva por que ela nunca quis me dizer quem era o pai da Christine. E depois que eu descobri aquela carta eu fiquei com mais raiva ainda. Pensei que ele tivesse deixado ela para morrer sozinha, o que não deixa de ser verdade, mas ele se arrependeu, ele quis estar junto com ela.

Dorcas secava as lágrimas que escorriam pelo seu rosto.

– Eu soube que ele era o pai dela assim que você mencionou o fato de ela ser bolsista. Eu acho que Thor nunca me disse nada por que Diana deve ter pedido. E depois que Christine nasceu, nós nos mudamos e perdemos o contato com ele.

- Régulus morreu em um acidente de carro, ele devia estar indo ver sua irmã. – Sirius falou.

- Ah meu Deus. – Dorcas suspirou – Eles pensavam iguais. Ela sempre quis por o nome de Christine nela.

- Por isso que ela se parece comigo. Régulus e eu éramos muito parecidos.

- Isso mesmo Sirius. – Marlene se levantou e foi abraçar Sirius – Os olhos azuis-cinzentos dela são iguais ao de vocês e ela puxou os cabelos loiros delas.

- Agora que uma parte do mistério está resolvida, a ques tão é: o que vocês pretendem fazer com esse diário?

Todos se entreolharam. Porém, foi Dorcas quem falou primeiro.

- Vocês não imaginam como eu estou triste e ao mesmo tempo envergonhada por isso. Estou aliviada em saber quem é o pai da Christine. Me desculpem por ter causado tudo isso. Eu deixei meu preconceito e minha raiva tomar conta de mim. Eu não sabia nada a respeito de vocês e já tinha uma opinião formada. E não saber que deixou Diana grávida só piorou tudo. Eu sinto muito Sirius, por ter feito com que você revivesse a morte do seu irmão.

- Não tem problema, Dorcas. – Sirius falou – Eu já me acostumei a ausência dele. Eu vejo pelo lado bom. Perdi um irmão, mas ganhei uma sobrinha.

- Nós podemos pensar no que fazer. Tia Walburga chega de viagem daqui a alguma semanas junto dos nossos pais. Vamos pensar no melhor jeito de contar para ela – James falou.

- Claro. – Dorcas concordou. – Preciso levar Christine de volta para casa, Remus.

- Ei! Por que tanta pressa? Fiquem para jantar com a gente. – Sirius pediu.

- Agradeço o convite... Mas eu preciso mesmo ir embora. Você se importa Remus?

- Não. – Remus respondeu.

- Então vou buscar a Christine. – Dorcas falou saindo da sala.

James e Sirius olharam para Remus.

- O que foi? – Remus perguntou.

Eles se entreolharam e riram.

- Detesto quando vocês fazem isso.

Lily riu.

- Não é difícil deduzir o que estão pensando, não é Rem?

- Não? – ele parou por um momento – Eu desisto. Falem logo.

- A Dorcas é uma bela mulher Rem. – Marlene falou.

Ele sentiu um frio no estomago.

- E daí?

James passou o braço pelos ombros dele.

- O que nós estamos tentando dizer é que você tem trabalhado muito e está precisando se divertir.

- Como assim?

Todos começaram a rir.

- Rem, para de ser bobo, você é muito inteligente para isso.

Dorcas entrou na sala e falou.

- É muito bom ver todos rindo. Qual é o motivo da piada?

- Eu desconfio que seja eu. – respondeu Remus.

Todos de despediriam de Dorcas e de Christine, dizendo como tinha sido bom conhecê-las.

- Já que vocês não querem ficar para o jantar eu vou procurar algo para comer. A gravidez triplicou meu apetite. – Marlene disse indo para a cozinha.

Remus queria ir embora logo, antes que eles fizessem mais algum comentário indiscreto.

- Aconteceu alguma coisa? – Dorcas perguntou assim que pegaram a estrada – Você está muito calado.

- Só estou cansado. Tive uma semana cheia.

Eles não trocaram mais nenhuma palavra até pararem em frente a casa dela..

Remus ajudou Dorcas a tirar Christine do carro e levar as coisas dela para dentro.

- Você não quer ficar para tomar alguma coisa? – ela perguntou.

Remus respirou fundo, se lembrando de que não queria se envolver com Dorcas. Sabia dos riscos que corria e não estava preparado para lidar com eles.

- Não, obrigado. Preciso voltar para a casa.

Dorcas ficou na ponta dos pés e o beijou no rosto.

- Obrigada por tudo Remus. Boa sorte no tribunal.

- Boa sorte na cirurgia da Christine.

Isso foi tudo o que ele conseguiu falar antes de se virar e ir em direção ao carro.

Notas finais
Régulus é o pai da Christine... =/
Tadinhos....
Espero que vc's tenham gostado.
Nos vemos amanhã.
Bjs :*