Unexpected Love
20 Capítulo 1 (Parte III) {Remus}
Notas iniciais
Como passaram o Natal?
Eu passei bem, ganhei 2 super presentes:
Uma recomendação em H.E e uma aqui.
AMEI *-*
Bom.. aqui está o primeiro capitulo da parte 3.
Espero que vc's gostem do enredo dessa tanto quanto gostaram das outras 2.
Esse capítulo dedico a linda Cecília Lupin Weasley, autora da linda recomendação.
MUITO OBRIGADA ♥
Enjoy
Remus Lupin estava em sua sala, trabalhando em um resumo de um processo, quando ouviu uma movimentação na porta da sua sala.
Distinguiu o som de vozes e um bebê chorando.
- Não pode entrar aí! – falou sua secretária, no momento em que a porta foi aberta com um movimento brusco.
Uma bela jovem apareceu à sua frente, carregando uma criança nos braços enquanto o encarava com olhar ameaçador.
- Em que posso ajudá-la? – ele perguntou.
- Eu tenho uma ótima sugestão. – ela respondeu, dando a volta na mesa e colocando a criança no colo dele – Ela tem seu sangue. Portanto tem a obrigação de me ajudar.
Remus sabia que não tinha cometido nenhum ato censurável no passado. Tinha certeza de nunca ter encontrado com aquela mulher antes. Se isso tivesse acontecido, claro que não teria conseguido esquecer aquele lindo rosto.
Ela usava os cabelos loiros afastados do rosto por um rabo de cavalo. Os expressivos olhos castanho-claros dela o fitavam com um brilho de indignação que parecia torná-la ainda mais linda, mesmo em um momento de fúria.
Confuso, Remus olhou para a criança que ela tinha colocado em seu colo. O bebê havia parado de chorar e o observava com interesse.
- Não! Quero dizer... Escute... – Remus não sabia ao certo o que falar – Eu tenho certeza de que não sou o pai dessa criança. O que está acontecendo, afinal?
- Desculpe Remus. – disse a secretária, nervosa – Tentei explicar a ela que deveria marcar um horário por que você é muito ocupado.
- Não se preocupe Alice. Pode deixar que eu resolvo essa situação. Sente-se, por favor. – ele disse para a mulher – Alice, feche a porta e retenha todas as ligações.
- Sim.
Ela saiu e fechou a porta.
Remus não entendia nada sobre crianças. Precisava resolver logo aquele problema.
- Quem é você e o que está fazendo aqui? – ele perguntou segurando a mão da menina para que ela não a enfiasse em seu bolso.
- Não aprecio essa situação tanto quanto o senhor. Só que não tenho mais ninguém a quem recorrer. Portanto, terá que me ajudar.
Remus colocou a menina no chão, ela não perdeu tempo em correr até seus vasos, que ficavam em um canto da sala.
- Oh meu Deus... – ele falou indo socorrer suas plantas.
Tirou a menina do chão e se virou para a mãe dela.
- Pode me ajudar aqui, por favor?
Ela o olhou por alguns instantes ates de estender os braços.
- Vem com a mamãe, Christine.
A menina sorriu e se atirou nos braços dela.
- Quem é você? – ele voltou a perguntar.
- Meu nome não vai significar nada para você.
- Apenas diga.
- Dorcas Meadowes.
Remus voltou para a mesa e se sentou.
- E qual o motivo da sua visita?
- Minha filha está com dois anos, e acabei de saber que ela tem um tipo de sangue muito raro. Os médicos me disseram que ela vai precisar de uma cirurgia para a correção de um problema. Só que eles não podem operá-la sem uma boa quantidade de sangue de um doador.
- E o que isso tem haver comigo?
- Vocês têm o mesmo tipo de sangue.
- E o que te faz pensar assim?
- Bom... O senhor faz parte da família Potter e tem ligação com a Black.
- Ah, estou começando a entender... Está dizendo que alguém da família é o pai da sua filha?
Remus se perguntou o que Sirius ou James teria aprontado três anos antes, e se aquela mulher pretendia prejudicar o relacionamento de um deles.
- Sim... É isso o que eu quero dizer. Mas não sei quem pode ser?
- Como assim? – Remus perguntou confuso.
- Na verdade, Christine não é minha filha. Ela é minha sobrinha. A mãe dela, minha irmã, morreu quando ela nasceu e eu fiquei com a custódia dela. E ela nunca me disse quem é o pai dela.
- E como você chegou até aqui?
- Por que há algum tempo atrás eu achei uma carta que Diana recebeu. E nessa carta tinha o brasão das famílias entrelaçados.
- Trouxe essa carta com você?
- Sim.
- Posso ver?
Dorcas abriu a bolsa e retirou um pequeno envelope branco. Entregou para Remus.
Mas em vez de abrir o envelope, ele continuou olhando para Dorcas.
- O que pretende com isso, Srta. Meadowes?
Ela sustentou o olhar dele durante algum tempo antes de desviar a vista.
- Eu sempre soube da existência da sua família. Qualquer pessoa que vive nessa parte da Inglaterra já deve ter ouvido falar sobre vocês. Quando os médicos me avisaram que Christine precisava dessa cirurgia eu não soube o que fazer. Só depois me lembrei dessa carta. Não posso fazer nada se não tinha um remetente. Você não sabe o quanto eu lamento o fato dela ter o sangue de vocês. Se tivesse outra saída, eu não estaria aqui.
Remus se recostou na cadeira.
- E por que resolveu procurar justamente a mim?
- Você faz parte da família, e é advogado. Costuma representar a família em questões legais. Não quero transformar isso em uma batalha judicial. Eu sou decoradora, não ganho uma fortuna como salário. Só preciso que doe um pouco de sangue para a minha filha. Não me interessa saber quem é o pai dela. Por isso achei que ganharia tempo mostrando isso para você.
- Na verdade, Srta. Meadowes, se essa historia é mesmo real, então eu tenho tanto o sangue deles quanto você.
- O que você está querendo dizer?
- Fui adotado pela família quando eu tinha treze anos.
Dorcas arregalou os olhos surpresa.
- O que?
- Isso mesmo.
- Deve ter algum outro membro da família que possa me ajudar. A quem eu devo procurar?
- Você acertou em dizer que eu represento a família. Trouxe essa carta para a pessoa certa. Infelizmente não posso fazer nada por você agora. Se me der um numero de telefone, posso ligar assim que examinar a carta e poderemos conversar melhor sobre isso.
- Se você acha que pode destruir essa carta, está muito enganado. Isso é apenas uma cópia, a original está muito bem guardada.
- Muito bem. Está me mostrando que é uma mulher inteligente. O problema é que tenho que terminar de estudar esse processo, para apresentá-lo amanhã cedo. Seu caso vai ter que esperar.
- Não tem mais ninguém por aqui que possa me ajudar? – ela perguntou.
Remus pensou em Marlene, mas logo descartou a idéia. Primeiro teria que conversar com Sirius, assim que tivesse uma chance. Seria ele quem decidiria o que fazer.
- Não. — respondeu
Dorcas suspirou.
- Tudo bem. – entregou para ele um cartão com o numero de telefone – Vou ficar esperando seu telefonema.
Notas finais
Esse capitulo não ficou tão grande, eu sei...
Mas é por que é mais uma introdução.
Espero que vc's tenham gostado desse comecinho.
O próximo já está pronto... só eu saber da opinião de vc's e logo posto.
Até o próximo lindezas do meu S2.
Bjs :*
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