Unexpected Love

21 Capítulo 2 (Parte III) {Remus}


Notas iniciais
Oi pessoas lindas!!!
Como estão??
Desculpem a demora =/
Eu sei que eu me impus uma meta de terminar essa fic antes do ano acabar... Mas infelizmente não deu.
Vim aqui hoje pra postar o capitulo 2 do Rem, para dedica-lo a linda Sra Ludwig, que deu uma recomendação mais que perfeita para a fic. AMEI *-*
Muito obrigada. ♥
Enjoy

Remus terminou de estudar o processo por volta das sete horas da noite. Ao chegar ao prédio onde morava, sentiu o peso de toda uma semana de trabalho.

Esteve lidando com assuntos do tribunal desde a segunda-feira, e deu graças a Deus por ter preparado a maioria dos documentos antes de Dorcas Meadowes aparecer no escritório.

- É você, Rem? – ele reconheceu a voz de Sirius, vinda da cozinha.

Ele fechou a porta e foi se servir de uma dose de conhaque, lembrando que Sirius tinha uma chave do apartamento.

- E se não fosse eu, o que você faria? – respondeu com outra pergunta se dirigindo a cozinha.

- Bom, não costumo andar armado, portanto, acho que teria que dominar o invasor com a minha extraordinária força física.

Remus apenas sorriu. Em seguida voltou para a sala junto de Sirius e se sentou em sua poltrona favorita.

- Teve um dia difícil? – Sirius perguntou.

- Já estava sendo difícil antes de uma garotinha de dois anos tentar destruir minhas plantas.

- Você parecia um pouco nervosos ao telefone.

Remus pegou o envelope e entregou a Sirius.

- Veja isso, enquanto relaxo por alguns instantes.

- Você já examinou essa carta? – Sirius perguntou

- Ainda não.

- Não teve curiosidade?

- Sobre o que?

- Sobre quem da nossa família poderia ter engravidado a irmã daquela moça.

Remus suspirou.

- Para ser sincero não.

Sirius se inclinou para frente.

- Estive pensando nisso desde que você me ligou. Se isso for verdade, então aconteceu alguma coisa que não sabemos há alguns anos atrás. Não sei ao certo, mas algo me diz que vou simpatizar com essa pessoa... Qual é mesmo o nome dela?

- Dorcas Meadowes. Ela é decoradora, pelo o que me disse.

- Achei o cumulo você ter me perguntado se eu poderia ser o pai da menina.

- Por que não? – perguntou Remus – Antes de se acertar com a Marlene foi sempre foi... Como posso dizer? Conquistador.

- Por favor! Eu sempre fui muito cuidadoso com as moças com quem saia. E também não me lembro de ter saído com nenhuma Diana Meadowes.

- Você acha que o James...?

- Não. Ele teria dito a você ou a mim.

- Você está certo. – disse Remus.

- Ela deve estar curiosa para saber mais sobre a família.

- Ela não pareceu nem um pouco satisfeita com a idéia de ter contato conosco.

- Estive pensando se nossos pais sabem algo sobre isso.

- Acha que algum deles pode ter envolvimento com a história?

Sirius riu.

- Quem sabe. Qualquer um pode ser o pai da menina.

Sirius abriu o envelope e começou a ler a carta. Não tinha nela nada que indicasse quem poderia ser o pai daquela criança. Só tinha um poema e estava datada de quase quatro anos atrás. Mas um detalhe chamou a atenção de Sirius.

- Olha isso. – e mostrou a carta para Remus – Tem uma assinatura aqui. A tinta está meio apagada, mas é possível distinguir a palavra Black. Isso é bem estranho.

- Eu sei... Mas eu acho que você como membro presente da família deve decidir o que fazer.

Sirius parou de ler.

- Você faz parte da família tanto quanto eu. Para ser sincero só me lembro que foi adotado quando você mesmo faz questão de mencionar isso. Não consigo imaginar a família sem você. – quando Remus continuou em silêncio ele falou – O que sugere que façamos?

- Doar um pouco de sangue.

- Isso que eu chamo de sugestão cômoda. – Sirius o censurou.

- Mas é o que ela quer.

- Escuta... Por que você não a leva até o haras no sábado? James e Lily vão chegar amanhã, para passar o fim de semana por lá. Vai ser interessante conhecermos a mais nova parente e descobrir o que realmente ela quer de nós. Não me importo de doar o sangue para a operação da menina, mas confesso que estou curioso para saber mais a respeito dessa moça e descobrir quem é o pai da criança.

Remus ficou irritado.

- Por que você mesmo não a leva até lá?

- Por que é você quem está aqui na cidade. Por favor, Rem, vai ser bem mais fácil se você levar ela até lá.

Remus revirou os olhos, contrariado.

- Viajar com uma criança de dois anos! Mal posso esperar.

- Não seja chato. Seria até bom se você começasse a levar uma vida mais sociável.

- Em companhia de um bebê?

- Estou me referindo à mãe, seu bobo. Você mesmo disse que é uma mulher muito linda.

- Linda e perigosa. Perto dela uma ventania pareceria uma leve brisa.

- É aí que está o grande e segredo – Sirius falou – Você precisa de algo que agite a sua vida. Ficou viciado no trabalho ao longo dos anos.

- E qual o problema nisso?

- Problema nenhum. Mas eu acho que você poderia levar uma vida mais equilibrada.

- Faço isso por que gosto e sou competente no meu trabalho.

- Tem razão... Espero que aproveite bem a sua vida solitária. – Sirius disse dramático – De qualquer maneira, leve Dorcas e Christine até o haras, para que possamos conhecê-las.

Sirius ficou de pé.

- Você vai se sentir bem melhor se for dormir na cama, em vez de acabar adormecendo nessa poltrona. Até amanhã.

***

Remus acordou assustado na manhã seguinte. Estava sonhando com Dorcas. Nos sonho dele, ela não estava com uma criança nos braços. Seus gestos e atitudes sensuais deixaram Remus excitado e apreensivo.

O que está acontecendo com comigo? – se perguntou. Talvez estivesse mesmo viciado no trabalho. Aquele último processo estava consumindo toda a sua energia, mas felizmente terminaria o trabalho nessa mesma manhã. Talvez depois disso tiraria uns dia de folga.

Bem, pelo conteúdo de seu sonho, seria bom se tivesse uma companhia feminina por perto.

Enquanto tomava banho e se barbeava, aproveitou para repassar os pontos que teria de enfatizar durante a audiência. Vestiu um terno cinza-escuro, com gravata preta, e saiu para o escritório depois de tomar o café da manhã.

Chegou primeiro do que qualquer funcionário. Aproveitou o momento de calmaria e telefonou para Dorcas.

Assim que ela atendeu a ligação, percebeu que tinha acordado ela. Sentiu o corpo reagir ao ouvir a voz rouca dela.

- Alô!

- Srta. Meadowes?

- Sim.

- Aqui é Remus Lupin. Esteve no meu escritório ontem.

- Sim, Sr. Lupin.

- Algumas pessoas da minha família querem conhecê-la nesse fim de semana. Você se incomodara de ir amanhã com seu marido até o nosso haras, em Hogsmead?

- Ah... Não tenho marido, Sr. Lupin.

- Oh...

- A que horas devo ir?

- Que tal ao meio-dia?

- Para mim está ótimo. Onde nos encontramos?

- Vou te buscar na sua casa. Pode ser?

- Está bem. – Dorcas deu o endereço e explicou a ele como chegar até a casa dela. – Pelo visto acreditou na minha história.

- Não duvidei dela nem por um instante. Agora preciso desligar, tenho uma audiência para comparecer. Até amanhã.

- Até. – Dorcas respondeu e desligou.

***

Dorcas ficou olhando para o telefone por um longo tempo. O que havia em Remus Lupin que a deixava com o coração acelerado ao falar com ele? Seria o fato de ele lembrar Steve, seu ex-marido?

Talvez ela fosse uma dessas mulheres que nunca aprendem que é perigoso se sentir atraída por homens altos, loiros e de olhos cor de âmbar. Ainda mais sendo Remus um belo exemplar desse tipo de homem.

Antes de encontrar a carta que a irmã guardava há muito tempo, não simpatizava com aquela família. Seus membros agiam como se participassem de alguma realiza da Inglaterra.

Ela não queria ter nenhum vínculo com o dinheiro daquelas pessoas. Se não estivesse tão preocupada com Christine, acharia a situação até irônica.

Com todo aquele poder, como seria a reação deles no momento de doar sangue para uma criança de dois anos?

Notas finais
É isso!!
Espero que tenham gostado.
Pessoal... Quero desejar um excelente 2013 a todos. Muita paz, saúde e realizações na vida de vc's.
Nos vemos dia 05 de janeiro!!!
Bjs :*