Notas iniciais
Olááááá meus amores! Quem é vivo sempre aparece, e eu apareci. Cheguei hoje de viagem, cansada e quebrada, como se eu tivesse enfrentado horas de luta contra o Sans... Apesar de ter sido arrastada pra cima e para baixo quase a viagem toda, eu consegui escrever um pouco, espero que gostem, o capítulo ficou um pouco mais curto, na verdade voltou para o tamanho de antes do sub arco das lembranças. Espero que entendam. Peguei um pouco leve nesse capítulo, para que vocês e eu possamos respirar um pouco... Espero que Gostem!

Abri meus olhos lentamente eu não estava nas ruínas, eu estava dentro de um quarto, eu estava confusa com o que era verdadeiro ou não, quando me mexi na cama, que era bem macia e eu a sentia bem aquecida, vi uma figura rapidamente aparecer sobre mim, como se estivesse esperando o meu despertar. Levei uns segundos para perceber que se tratava de Sans, ele se mostrou espantado, pois eu me encolhi de medo, eu não tinha processado que se tratava dele.

Sans, se afastou da cama, acredito que achando que eu estava com medo ou sei lá. Levantei rapidamente e o abracei por trás, enterrando minha cabeça na sua camiseta.

— Sans... me desculpa... eu fui egoísta... eu prometo que não vou deixar isso acontecer novamente.

— Tá tudo bem pirralha.

— Sério mesmo, eu tive um sonho.

— Sério? E como foi?

— Um foi muito bom, mas se transformou em um sonho ruim.

— Muito ruim?

— Sim, muito ruim.

— Agora o pesadelo acabou, vai ficar tudo bem agora. Você quer falar sobre o pesadelo comigo?

Balancei a cabeça, negando dizer algo, como eu ia falar para ele, que eu lembrei das outras timelines? Como eu vou falar para ele que eu me vi matando Papyrus e tinha feito a vida de todos um inferno, me mantive calada, se ele lembrasse disso, e provavelmente ele lembra, já que ele já se mostrou com conhecimento das outras timelines, ele provavelmente deve me odiar, ou deve me manter por perto para observar se ele vai precisar cumprir sua promessa.

Sans se soltou do meu abraço, virando para mim, eu notei que suas bochechas ossudas estavam com uma leve coloração de azul, eu abracei.

— Me perdoa?

— Não tem nada que eu tenha que te perdoar criança. Agora vamos, Papyrus vai ficar muito feliz que você acordou, ele cozinha pra 3 pessoas todos os dias desde que eu te trouxe.

— Sans, foi você que me achou?

— Sim, te encontrei quase morta, você caiu de uma altura muito grande, e com os ferimentos que você já tinha que acabaram piorando o seu estado.

— Muito obrigada por me salvar, sinto muito pelo trabalho que dei.

O sorriso acolhedor de Sans se desfez, ele me olhou sério e disse:

— O que você fez foi muito perigoso, por favor, não se arrisque dessa maneira novamente. — Bem, mas isso não importa mais, então, vamos logo, Papyrus vai adorar te ver acordada e bem.

Sans foi me conduzindo pela mão, eu o segurei, tinha mais uma coisa que eu queria dizer a ele.

— Sans... Eu queria pedir... se não for pedir muito, mesmo que seja fingimento, queria que focê fingisse que ainda era o meu amigo. Eu prometo que você nunca terá que passar por isso de novo.

Sans me olhava sem entender.

— Pirralha, de onde diabos você tirou que eu finjo que sou seu amigo? Eu...

Sem terminar o que tinha a dizer ele saiu me puxando escada abaixo, onde eu sentia o cheio de panquecas.

Papyrus deu um enorme sorriso ao me ver, eu corri e o abracei, eu sei que ele não se lembraria de nada, mas eu queria sentir que ele estava vivo.

— Humana! Estou tão feliz que finalmente acordou, eu recriei as suas receitas e fiz um café da manhã para você, que não é espaguete.

Papyrus serviu a mesa, panquecas, elas pareciam estar ótimas, eu vi Sans pegar um vidro de ketchup e virar quase todo em cima de sua porção de panquecas.

— Elas estão ótimas Pap!

Papyrus ficou me falando como ele ficou preocupado, como ele e o Sans revezaram para cuidar de mim, eu agradeci aos dois, Sans quase não falou nada, ele começou a ficar muito quieto, imediatamente eu lembrei de tudo o que passamos, se ele lembrasse, mas só lembrasse partes, ele poderia sim, estar muito chateado, me odiando ou até em conflito. Resolvi quebrar o gelo, perguntando para eles sobre idade ou algo assim.

— Sabe uma coisa que nunca perguntei? Qual a idade de vocês?

Sans me olhava de uma maneira desconfortável.

— Bem pirralha... O tempo de vida dos monstros é diferente da dos humanos, podemos viver centenas dos seus anos, mas para nós o tempo parece demorar mais para passar. Eu poderia dizer que tenho algo em torno de 22 anos, mas não sei o quanto isso seria no seu tempo. Assim como Papyrus tem 19.

— Engraçado, no começo eu achava que o Papyrus era mais velhor por ser mais alto, mas é muito bom saber disso, pode ser útil na minha jornada.

Sans pareceu incomodado com a parte da jornada.

— Então, logo você vai embora... entendo, Pap, as panquecas estão ótimas, mas eu preciso ir.

E assim ele saiu pela porta sem me deixar dizer mais nada.

Tudo estva arruinado.

— Humana? Você e meu irmão brigaram?

— Er... não... mas acho que minha presença aqui o deixa desconfortável.

— Meu irmão pode ser difícil de lidar as vezes, mas acho que é porque ele não sabe demonstrar seus sentimentos, mas não acho que sua presença o deixe desconfortável, ele nunca queria sair do seu lado quando você estava desacordada.

“Ele estava esperando para ver quem acordava, você ou eu.”

Eu não tinha sentido sua presença até o momento, o que quase me fez dar um pulo, quando a escutei, ainda bem, papyrus não tinha percebido nada.

— Obrigada pelo conselho Pap! Vou pensar nisso.

Eu levantei, pegando um casaco e saindo. Eu ia ter uma conversa muito séria com Sans.

Eu tinha que fazer alguma coisa.

Fui primeiro ao Grillby’s, onde fui muito bem recebida, muitos demonstraram preocupados comigo, muitos sabiam que eu estava desacordada na casa dos irmãos esqueleto, eu ficavatímida com tanta atenção, mas eram pessoas com as quais eu convivia a tanto tempo, que eu me sentia a vontade, agradeci a preocupação de todos e fui falar com o Grillby

— Olá Frisk! Fico feliz que esteja bem, Papyrus esteve aqui enquanto você estava desacordada, para comprar algo para o Sans, já que segundo Papyrus, o Sans se recusava a sair do seu lado.

— Ah! Oi Grillby, tudo bem? — Disse um pouco encabulada com toda essa atenção, enquanto me sentava em um banco em frente ao balcão.

— Estou bem sim, e feliz que esteja bem e falando.

Eu sorri.

— Grillby, posso te fazer uma pergunta?

— Claro! Pode perguntar o que quiser.

— Sans esteve aqui hoje?

— Sans? Não, não o vi ainda hoje.

— Obrigada, então vou indo, mais tarde venho com mais calma.

Eu levantei do banco e fui andando em direção a porta, eu tinha que encontrar o Sans primeiro, depois eu pensava como iria pedir desculpas ao Grillby por ter abandonado meu emprego.

— Onde você vai com tanta pressa? — Ele perguntou assim que cheguei na porta.

— Procurar o Sans! — Respondi enquanto abria a porta e saía para continuar procurando.

Corri até os limites de Snowdin com Waterfall, mas quando cheguei na parte onde tinha a neblina, meu corpo começou a tremer, imagens começaram a vir em minha mente, imagens de Chara matando Papyrus.

“Você o matou, como vai olhar em seus olhos, enquanto suas mãos estão sujas, sujas de mentiras, sujas de mortes!”

“Vá para o Inferno Chara!”

A espantei de meus pensamentos enquanto continuava a procurar por Sans, voltei para Snowdin, fui para a entrada da cidade, procurar em algumas das cabines de vigia, saindo da cidade, parecia que eu tinha entrado em uma tempestade de neve, era quase impossível ver por onde eu estava indo, passei a andar com cuidado, afinal eu sabia que Papyrus recalibrava seus quebra-cabeças quase que diariamente, e sabia que, mesmo que Papyrus não quisesse machucar ninguém, seus quebra-cabeças podiam ser bem perigosos. Sans era preguiçoso o suficiente, e eu não conseguia imaginar ele indo para o trabalho, mas era uma possibilidade que eu tinha que checar.

Andei com cuidado até que cheguei, avistei ao longe uma das cabines de vigia, eu podia jurar que vi uma sombra em seu interior, apressei o passo enquanto gritava:

— Sans!

Notas finais
Então, o que acharam? Me digam o que vocês acham, vou adorar responder :3 Avisos! Próximo capítulo: QUINTA-FEIRA Adoro vocês ♥ Tia Ly ama vocês ♥