Undertale - True Reset

30 Realidade e Ilusão


Notas iniciais
Olááááá meus amores. Sexta chegou e eu cheguei pra trazer mais um capítulo. O capítulo é muito fofo, tem muito amorzinho, mas... sempre tem um mas né? E como eu disse Não vou me alongar, aproveitem o capítulo.

Senti a magia me envolver e no passo seguinte estávamos dentro da casa de Sans, no quarto que eu estava usando para ser mais específico. Foi quando eu olhei mais detalhadamente para ele, tinha um vasinho com uma flor nele, em uma mesinha do lado de uma cadeira, do lado da minha cama, não estava assim antes, a cadeira e a mesinha ficavam em posições invertidas, Sans ou Papyrus devem ter trocado de lugar para poderem cuidar de mim.

Sans ainda segurava a minha mão enquanto a tontura do teleporte me deixava.

— Um dia você ainda via me mostrar como isso funciona?

— Talvez, se você for uma boa menina. — Sans disse em um sorriso diferente, predador, eu não conhecia esse lado dele. — Talvez o Papai Noel te conte.

— Sei... Papai Noel...

Sans fez uma expressão, como se estivesse fingindo estar ofendido.

— Sua total falta de fé no bom velhinho é vergonhosa. Acho que você não acredita nele, pois deve estar na lista das crianças malvadas. — Sans tentava fingir um tom de voz, como se estivesse desapontado.

Eu ri com a acusação de Sans, mas uma pontada em meu coração me dizia que aquilo poderia ser uma indireta, tratei de espantar logo esse pensamento, eu não ia pensar nisso, não agora.

— Bem, — Sans disse com um grande suspiro. — Vamos sair dessas roupas geladas.

Suas palavras me arrepiaram toda, o que ele queria fazer? Eu tinha entendido certo? Em um reflexo eu simplesmente puxei a minha mão que ele ainda segurava. Minha expressão, eu tinha certeza que era de surpresa.

— Espera! — Sans disse exasperado, e eu pecebi suas bochechas ficando azuis, ele também percebeu o que ele disse. — Não foi isso que eu...

— Eu sei. — Eu o interrompi. — Só fui pega de surpresa.

— Desculpe, não notei que o que eu disse poderia ter outro sentido.

— Tudo bem, então eu vou tomar um banho quente, e trocar de roupa.

— Okay, eu vou ver se Papyrus preparou algo para comer, ou se eu precisarei comprar algo no Grillby’s

Sans saiu do quarto me deixando sozinha, eu peguei uma troca de roupa e uma toalha limpa e fui tomar um banho quente.

Saindo do banho eu fui para a Sala, onde eu vi Sans largado no sofá. E um pacote do Grillby’s em cima da mesa. Eu me sentei ao lado de Sans que me olhou com seu sorriso de sempre.

— Ainda tem todos os dedos?

— Sim! Todos os nove.

Um segundo se passou, Sans levantou em um pulo e saiu olhando para minhas mãos e meus pés.

— Pera aí! Isso não está certo!

Eu caí na gargalhada, eu tinha conseguido pregar uma peça no Sans, sua expressão foi de preocupação para se tornar uma bonita risada.

— Okay, você me pegou. Por um dedo.

Eu ria mais ainda. Não sei como eu ria das piadas do Sans, não sei o que era, mas as piadas do Sans eram piadas do Sans.

— Admita que essa foi maravilhÓSSEA.

— Sim, você é ulna* boa comediante.

— Ah não! Eu não mereço isso. — Meu estômago doía de tento rir.

— Você começou, agora aguente.

Ficamos rindo, comemos e finalmente eu fui dormir, Sans ficou assistindo tv, mas ele parecia mais era com preguiça de ir para o seu quarto, não o que eu estava usando, mas o outro que não tinha porta.

Eu me cobri, e logo peguei no sono, eu me sentia leve, tudo parecia estar se ajeitando.

Acordei, meu quarto estava muito escuro, eu vi somente uma silhueta diante da minha cama, acendi o abajur, e vi Sans ali diante de mim, com um olhar predatório, que eu não sabia se me fazia sentir medo, ou se fazia o meu corpo entrar em chamas.

— Sans?

— Estou bem aqui.

— Isso eu sei, mas o que veio fazer aqui?

— Eu planejava te acordar com um beijo.

Senti o meu coração acelerar, acelerar tanto que cheguei a pensar que ele fosse parar.

— Sans. — Eu disse com a voz entrecortada. — Sem piadas.

— Não é uma piada. — Sans dizia enquanto ele subia em minha cama.

— Sans. — Seu nome quase parecia um gemido vindo de mim.

— Eu só queria ter lábios para fazer isso da maneira correta.

Seu olhar encontrou o meu, e ele vinha engatinhando, bem lentamente, seu instinto predatório se chocando contra minha pele.

— Eu pensei que tudo estava arruinado, mas você decidiu ficar, então eu decidi que não quero mais brincadeira.

Ele falava e engatinhava, tentando chegar até mim, eu sentia seu corpo por cima da coberta. Eu escutava ele falando, mas tudo o que eu conseguia processar era seu olhar, fixo no meu, que me hipnotizava.

— Amigos... Companheiros... Parceiros... Brothers...

Sans me alcançou meu rosto, ficando bem de frente comigo, ele se desviou, chegando até meu pescoço, eu congelei, eu senti algo molhado passando levemente pelo meu pescoço, me fazendo soltar um gemido baixo. Eu só conseguia ver um brilho azul, vindo de minha visão periférica.

— Nós poderíamos ser mais do que isso.

Eu não sabia o que dizer, eu estava com medo de abrir a minha boca, e acabar acordando, como se fosse tudo um sonho, mas as sensações eram reais demais para parecer um sonho.

— Quer dizer, isso se você quiser. Eu não quero que você faça nada contra sua vontade, então sem pressão okay?

Eu ainda estava paralisada, eu realmente não sabia o que fazer, o que pensar, como agir.

— Ei, me dá uma mão aqui pirralha. — Sans disse como se estivesse implorando. — Diga alguma coisa, qualquer coisa.

— Você é tapado até os ossos mesmo. Mas é claro que eu sinto o mesmo!

Sans mudou um pouco sua expressão, ele parecia aliviado, relaxado e feliz. Ele acaricou meu rosto, deixando os dedos irem passando lentamente por meu pescoço, chegando até meus ombros, deixando uma trilha de calor por onde passavam. Sans me olhava nos olhos.

— Eu não sei o que vem a seguir. Não acho que eu seja bom nisso.

— Eu também não sei, nunca parei para pensar no que viria a seguir.

— Mesmo? — O olhar de predador voltou ao seu olhar. — Então quer dizer que você tem pensado em mim?

— Talvez. — Eu disse provocando.

Ele aproximou mais ainda seu corpo do meu, mesmo que estivéssemos separados pela coberta, e talvez fosse isso que estava quase fazendo com que eu perdesse a cabeça.

— Saiba que eu tenho pensado muito em você.

Era somente eu e ele, em nossa bolha, seguros. Eu me perdia em seu olhar, em suas emoções. Eu estava pronta para me render a ele.

— Eu só não quero perder o controle e fazer algo que você não queira.

— Sans, não acho que você faria nada contra a minha vontade. E outra, você é um esqueleto, não acho que nada desse tipo de coisa possa acontecer entre a gente.

Seu sorriso só aumentou, eu só me sentia como uma presa indefesa.

— Não conte com isso criança. — Seu olho esquerdo piscou rapidamente. — Tenho certeza que posso fazer você passar por uns bons bocados.

Ele se aproximou, mas antes que ele pudesse me tocar, eu acordei, eu estava sozinha no quarto, estava? Não, eu vi Chara, sentada em cima do meu peito, me olhando com sua cara de psicopata, com seus olhos vermelhos, brilhando para mim.

“Sonhos nojentos, e fica mais nojento ainda quando eu te escuto gemendo.”

“Chara.”

“Surpresa!”

“O que diabos você quer comigo?”

“O que diabos você acha que está fazendo? Ficando por aqui, tendo esses sonhos nojentos.”

“Não se meta na minha vida Chara, agora eu lembro tudo o que aconteceu, você me enganou!”

“Não! Eu te ajudei.”

“Ajudou? Essa é a nova definição de tortura?”

“Você acha que pode ficar aqui para sempre? Não é assim que as coisas funcionam.”

“Eu não vou ficar para sempre, eu vou ficar um tempo, até descobrir como libertar a todos.”

“Fazer as coisas do seu jeito não dá certo.”

“Muito menos do seu.”

“Não seja patética!”

“Não estou sendo, estou tentando ser feliz, aqui eu estou feliz.”

“Alguma coisa vai acontecer, sempre acontece.”

“Eu sei.”

“Você não acha tudo isso entediante? Cozinhar, limpar, se apaixonar?

“Eu só quero tentar as coisas do meu jeito.”

“Acho que deveríamos tentar as coisas do MEU jeito.”

“Nunca! Ele vai nos matar, ele vai lembrar da promessa.”

“Isso porque foi ideia sua, você se derrete por ele, seu facínio por esses irmãos, é sua força e sua fraqueza.”

“Eu sei, mas eu não poderia encará-lo se fizesse aquilo novamente com Papyrus.”

“Eles estão sufocando aqui embaixo.”

“Eu sei.”

Nisso eu já estava chorando, eu sabia que eles queriam a liberdade. E que eu estava tirando isso deles.

“Você está mantendo todos presos, nós podemos libertá-los, é só você deixar.”

“Não! Eu não vou machucar ninguém. Tem que haver uma outra maneira!”

“Não consegue ver que essa é a única maneira de salvar a todos? Mesmo que tiremos todos daqui vivos, os humanos vão simplesmente acabar com eles lá fora. Nós podemos acabar com seu sofrimento. Juntas.”

“Eu não acredito nisso.”

“Não seja ingênua.”

“Farei as coisas do meu jeito.”

“Você é uma egoísta patética!”

“Não muda o fato que eu farei as coisas do meu jeito.”

“Veremos.”

Eu saí do meu quarto, deixando Chara com seu sorriso macabro para trás, eu vi que Sans tinha pego no sono no sofá, eu me aproximei e fiquei observando seu sono. Ele parecia tão pacífico.

[Sans]

Eu estava em um sono leve, quando eu escutei uma voz baixinha.

— Sans?

Eu não sabia se era sonho ou algo do tipo, me mantive quieto, pouco tempo depois, senti uma mão quentinha ser colocada em meu rosto. Abri meus olhos lentamente, e me deparei com ela, me olhando, quando viu meus olhos abertos, ela ficou imediatamente corada, tão corada, que era visível, mesmo na escuridão.

— Então pirralha... veio apenas me ver dormir, ou está precisando de alguma coisa?

Ela arregalou os olhos, parecendo que ficou sem saber o que fazer ou dizer.

— Er... eu... um... eu...

— A menos que você esteja querendo... — Eu tive que provocar... era a maneira que eu encontrava para colocar para fora o que eu sentia, sem que a ofendesse.

— Er... não! Er... eu...

— Ei... está tudo bem, seja o que for, você só tem que pedir. Eu não mordo.

Ela corou ainda mais, e falou tão rápido que foi quase difícil de entender.

— Eu só queria saber se eu poderia dormir com você.

— Poxa pirralha... eu não sabia que você era do tipo que ia direto ao ponto.

— Não é isso seu pervertido! Eu só estava me sentindo sozinha, e não conseguia dormir.

— Por que não pediu ajuda ao Pap? Você já fez isso antes... — Puta merda, acho que falei merda.

— Na verdade... eu queria que fosse você...

Eu tinha que controlar os meus impulsos, eu prometi que seria o amigo dela até o final, mas ela dizendo coisas assim, fica difícil me manter racional, eu mal pensei quando a puxei para um abraço, a aconchegando comigo no sofá.

— Você não pode dizer essas coisas... não desse jeito fofo, assim você me manipula, não dá para te dizer não.

Ela deu uma risadinha, com a cabeça aconchegada em meu peito.

— Pobre Sans... — Ela deu um bocejo e se aconchegou ainda mais. — Manipulado por uma mera humana.

Em segundos percebi que ela dormiu.

— Bem... Essa humana, não é como as outras... — Como ela podia ser tão bonita dormindo? — Essa humana é muito importante... Definitivamente não é uma mera humana, é minha humana.

Me aconcheguei e rapidamente dormi, embalado pelo som de seu coração batendo.

Notas finais
Então? O que acharam? Não me matem! Sei que muitos esperavam por determinadas cenas, mas eu tinha que fazer esse clima todo. Sobre as cenas +18, queria que vocês, meus amores, respondessem a esse questionário, assim eu poderia saber o que fazer com as cenas (futuras) +18 https://pt.surveymonkey.com/r/V6GF92V Muito Obrigada, deixem seus comentários, vou adorar responder :3 AVISO: Próximo capítulo: DOMINGO!