Undertale - True Reset

7 Par de Esqueletos


Notas iniciais
Olá, aqui estou novamente com mais um capítulo, e nesse finalmente encontramos Sans ♥ O capítulo é bem básico, mas tem umas pistas do que planejo nele. ele tem 2 pontos de vista, o de Sans e o da Frisk.

[Sans]

Eu estava checando a câmera que ficava na saída das ruínas, afim de ser o primeiro a saber caso um humano saísse, quando escutei um barulho, imediatamente me escondi atrás da pedra, vi uma humana, de cabelos castanhos e com um agasalho roxo com listras rosas passando, ela carregava um graveto, de olhos pequenos e sorrindo, mal pude ver seus olhos, então resolvi segui-la.

Eu andava atrás dela sem que ela percebesse minha presença, ela passou por cima de alguns gravetos, quando fui passar, cometi um erro de cálculo e acabei pisando em um, fazendo barulho, porém quando percebi que ela ia se virar, me teleportei para atrás das árvores, ela ficou olhando por alguns minutos, depois se virou e voltou a seguir o seu caminho, assim como eu voltei a segui-la.

Quando ela chegou na pequena ponte eu a alcancei, chegando lentamente, eu senti o medo dela, mas estava engraçado demais pra parar agora.

— Humano... Você não sabe como cumprimentar um novo amigo? — Senti ela tremer um pouco, mas permaneceu lá, corajosa essa humana. — Vire-se e aperte minha mão.

Ela se virou, eu estendi a mão para ela, ela apertou a minha mão, seus olhos se abriram um pouco assustados, pude ver aqueles olhos verdes, quase caí pra trás com a lembrança que isso me trouxe, a lembrança daquele pesadelo, daquela criança me pedindo ajuda. Tentei disfarçar rindo.

— hehe... a velha pegadinha da almofada de peido na mão. É SEMPRE engraçado.

Ela riu, pareceu mais relaxada, ela tinha um sorriso acolhedor, não senti nenhuma ameaça vindo dela, fiquei aliviado, pois poderia cumprir minha promessa, mas ainda iria observá-la.

— Você é um humano, né? — Ela assentiu com a cabeça. — Isso é Hilário. — Pude ver a confusão na feição dela. — Sou Sans, Sans o Esqueleto.

Ela sorriu, pegou um bloquinho e escreveu:

“Meu nome é Frisk”

Sorri em resposta a ela.

— Eu deveria supostamente estar à procura de humanos neste momento, — A face de medo voltou ao rosto. — mas, sabe... eu realmente não estou afim de capturar ninguém. — A senti relaxar. — Mas meu irmão Papyrus... ele é um caçador FANÁTICO de humanos. Na verdade, acho que é ele, logo ali. Tenho uma ideia, vamos por aqui. Isso, por aqui na ponte mesmo, meu irmão fez as barras muito largas pra parar alguém. Rápido, atrás daquela luminária convenientemente desenhada. — Coloquei ela atrás da luminária e voltei ao meu posto.

Meu irmão apareceu logo em seguida.

[Frisk]

Me encontrei em uma trilha, em uma floresta coberta pela neve, segurei o meu graveto e segui andando, sabe aquela sensação de estar sendo seguida? Eu estava com ela, mas eu não queria olhar para trás, continuei andando, até que pouco demais que passei por uns gravetos que estavam no meio do caminho, escutei um barulho de gravetos quebrando, virei alarmada, pois realmente eu estava sendo seguida, mas quando olhei, não tinha sido ninguém, olhei ao redor por alguns minutos, procurando se era algum monstro ou animal que estava por perto, não havia nada, então, voltei a seguir o meu caminho.

Cheguei a uma pequena ponte, com muitas barras, como se fosse uma espécie de bloqueio, mas as barras eram largas demais para impedir qualquer pessoa de passar, a menos que fosse um monstro muito grande. Fiquei olhando para aquela ponte, imaginando o que me aguardava quando ouvi passos na neve atrás de mim. Eu me senti paralisar, não sabia o que iria fazer. Os passos firam ficando mais altos, até que eles pararam, bem nas minhas costas, e então eu o ouvi:

— Humano... Você não sabe como cumprimentar um novo amigo? — Tremi quando escutei essa voz, a mesma voz do meu sonho, eu não conseguir reagir. — Vire-se e aperte minha mão.

Me virei e vi aquela a mão dele estendida para mim, quando levantei meus olhos, tive uma surpresa, era um esqueleto, tal como a forma da morte. Será que a morte veio me buscar? Será que era a Morte que estava caçando a Chara? Acho que ele percebeu que eu me assustei, pois ele fez a mesma cara de espanto. Estendi a mão e apertei a dele. Logo em seguida escutei um barulho, como um peido, um som incomum, quebrando o clima pesado que estava ali. Ele sorriu. Algo em mim sorriu junto.

— hehe... a velha pegadinha da almofada de peido na mão. É SEMPRE engraçado.

Eu ri, foi muito engraçado a maneira como ele descontraiu em poucos segundos, ficando mais relaxada.

— Você é um humano, né? — Assenti com a cabeça. — Isso é Hilário. — Eu não entendi o que ele quis dizer com “hilário”. — Sou Sans, Sans o Esqueleto.

Eu sorri, peguei meu bloquinho e escrevi:

“Meu nome é Frisk”

Ele leu o que escrevi e sorriu para mim.

— Eu deveria supostamente estar à procura de humanos neste momento, — Senti um medo, será que era dele que a Toriel me falou? — Mas, sabe... eu realmente não estou afim de capturar ninguém. — Não pude deixar de deixar escapar um suspiro de alívio. — Mas meu irmão Papyrus... ele é um caçador FANÁTICO de humanos. Na verdade, acho que é ele, logo ali. Tenho uma ideia, vamos por aqui. Isso, por aqui na ponte mesmo, meu irmão fez as barras muito largas para parar alguém. Rápido, atrás daquela luminária convenientemente desenhada. — Ele me colocou logo atrás da luminária e voltou ao lugar onde estava.

Logo em Seguida chegou mais alguém. Pude ver que se tratava de um outro esqueleto, só que mais alto, ele vestia umas roupas estranhas, como um super-herói de quadrinhos, quase deixei uma risadinha escapar quando o vi, mas tapei minha boca, pois se Sans estivesse correto, eu correria perigo caso ele me encontrasse.

— E aí mano?

— Você sabe o que está por “aí” irmão! Tem mais de oito dias e você AINDA NÃO RECALIBROU OS SEUS QUEBRA CABEÇAS! Você só fica por aí, fora do seu posto! O que diabos você anda fazendo?

— Admirando essa luminária, ela é bem legal, não é? Quer dar uma olhada?

— Não! Eu não tenho tempo para essas besteiras!! E se um humano passar por aqui? Eu quero estar pronto! Eu tenho que estar pronto! Eu serei o único! Eu tenho que ser o único! Eu vou capturar um humano! — O que era mais engraçado, era que eu não sentia medo dele. — E então, eu, o Grande Papyrus... Terei todas as coisas que eu mereço! Respeito... Reconhecimento... Serei finalmente capaz de entrar na Guarda Real! Pessoas implorarão para serem minhas amigas! Me banharei em beijos toda manhã.

— Hum... Talvez essa luminária te ajude.

Esse esqueleto quer me ajudar ou não?

— Sans!! Você não está ajudando!! Seu Preguiçoso! Tudo o que você faz é sentar e hibernar! Ficando mais preguiçoso a cada dia que passa!

— Ei! Pega leve aí! Eu tive uma tonelada de trabalho hoje. Uma Esquele-Tonelada.

Eu não aguentei, quase deixei escapar a risada que soltei.

— Sans!

— Qual é? Você está sorrindo.

— Eu estou, e odeio isso! — Ele suspirou. — Por que alguém tão grandioso como eu tem que ter tanto trabalho para conseguir algum reconhecimento...

— Wow, parece que você realmente tem se esforçado... até os ossos!

Eu não conseguia mais me segurar, Sans com suas piadas ruins, mas tinha algo, talvez em seu tom, que tornava tudo muito engraçado.

— Eu vou cuidar dos meus Quebra-cabeças... faça o mesmo com o seu trabalho... Coloque um pouco mais de osso nele! Nyehehehehehehehehehe!!

E assim ele foi embora, e logo em seguida Sans me chamou.

— Okay criança, vc pode sair agora.

Eu saí de trás da luminária e fui falar com o Sans.

— Melhor você ir, ele pode voltar, e se ele voltar... Você terá que escutar mais das minhas piadas hilárias.

Eu ri junto com Sans, ele me olhou, como se ele se sentisse à vontade. Eu me virei e comecei a seguir o meu caminho, quando ele me interrompeu:

— Na verdade... Ei! Não quero te aborrecer, mas você pode me fazer um favor? Eu estive pensando... meu irmão andou meio desanimado ultimamente... Ele nunca viu um humano antes, acho que te ver, pode fazer ele ganhar o dia.

Eu me assustei, ele queria que eu me entregasse?

— Não se preocupe, ele não é perigoso, — Ele tentou me acalmar. — Mesmo quando ele tenta ser. — E riu. — Muito obrigado, estarei logo a frente.

Eu me virei para seguir o meu caminho, quando virei para trás novamente, ele havia sumido. Ao mesmo tempo que achei estranho ele desaparecer, tive quase certeza de ter visto uma flor amarela se escondendo na neve. Eu estava sendo seguida.

“Flowey”

Notas finais
Então, o que acharam? Quero comentários!