Undertale - True Reset
8 O Mundo Negro e o Mundo Branco
Notas iniciais
[Frisk]
Eu estava me sentindo cansada, depois de muito andar, achei uma dessas cabines de vigia, onde eu me aconcheguei para me proteger da neve e adormeci. Logo em Seguida eu me vi em um lugar, todo preto, não era escuro, mas era preto, como se fosse algum lugar apagado, onde não existia nada, foi quando eu a vi, Chara, diante de mim.
“Olá, minha grande amiga!”
“O que você quer?”
“Só quero te lembrar que os TRUE RESETS não apagam realmente tudo, eles não me apagaram, mas apagaram a sua memória, bem, em partes, ainda posso ativar alguns pedaços, e as relações com as pessoas que você ama.”
“Como assim? Não faço ideia do que está falando.”
“Suas escolhas me libertaram, você conseguiu concertar tudo, mas a um preço tão alto... Coitadinha de você, viver tudo de novo e de novo, para no final me entregar a sua vida.”
“Chara...”
“Ui... ela se lembra do meu nome” Chara riu debochada.
“Chara... Eu não vou resetar, como você acha, eu não vou te deixar me enlouquecer com esses sonhos e essas visões de pessoas que nunca conheci, você pode me mostrar... você matando todos eles, mas eu nunca farei isso, sinto na minha alma, que eu posso fazer muito mais, eu não vou matar, eu não quero matar, só sinto que minha jornada ainda não terminou.”
“Então eu quero te mostrar como você vai ser cruel. Esse é o seu FUTURO!”
Aquele ambiente preto se desfez, agora eu me via diante de um grande cachorro vestido de cavaleiro, ele abanava o rabo para mim, feliz, eu sorria, mas quando ele se aproximou, eu desferi um único golpe e o matei, senti Chara vibrando dentro de mim. Eu gritava que não era isso que eu queria, pedia desculpas enquanto via o cachorro cavaleiro virar cinzas.
Quando eu parecia que iria enlouquecer de tristeza, me senti sendo abraçada por uma magia azul, tranquila, algo em minha mente dizia que tudo ia ficar bem, que eu não estava sozinha, escutei Chara praguejar e desaparecer, enquanto eu descansava naquele abraço feito de magia, finalmente descansei.
[Sans]
Eu não tinha visto mais a humana o dia todo, a noite estava caindo, modo de dizer, já que teoricamente não tínhamos dia e noite, nos orientávamos pelos poucos lugares que entrava alguma fonte de luz da superfície, e Snowdin não era um desses lugares, Snowdin era estranhamente claro o tempo todo, exceto quando havia tempestades de neve, havia uma se montando, e eu queria me certificar que a humana estaria abrigada, notei algo estranho em uma das estações de vigia, e para a minha surpresa, era a humana, encolhida, dormindo no chão frio, eu entrei na estação e fiquei olhando ela dormindo, tão pacífica, não parecia com a ameaça que diziam para o Papyrus que os humanos eram. Ela começou a tremer de frio, eu tirei a minha jaqueta e coloquei sobre ela, como um cobertor, ela parecia tão pequena e frágil encolhida daquela maneira. Ela parecia mais confortável agora que estava coberta.
Deitei de frente para ela, para vigiar seu sono, e pegar minha jaqueta antes de que ela acordasse, eu não queria que ela me achasse um estranho, ou sei lá. Depois de umas horas ela começou a ficar inquieta, eu via lágrimas saindo dos olhos fechados dela. Eu sentia a sua agonia, sabia o que era sofrer com pesadelos, em um impulso, que não sei dizer o que me levou isso, eu a abracei, meu corpo se tornou todo azul, com minha magia, encobrindo ela, enquanto eu dizia suavemente palavras para acalma-la.
— Calma... vai ficar tudo bem... você não está sozinha... é só um sonho ruim...
Depois de um tempo ela se acalmou, a senti se aconchegar em mim, e não sei qual o motivo, eu a acolhi, aquela criança, não sei dizer o que ela me fazia sentir. Eu cochilei com aquele abraço.
Acordei algumas horas depois, imaginando que ela deveria acordar a qualquer momento, me mantive alerta, ajeitei umas mechas de cabelo dela, vendo mais o seu rosto, era familiar de uma forma tão estranha, mas a única lembrança de algum rosto parecido foi naquele sonho estranho. Ela começou a se mexer, eu a acomodei de volta no chão delicadamente, peguei minha jaqueta e teleportei, para ali perto, onde pude ver ela acordando, ela parecia bem e descansada, coloquei minha jaqueta de volta, tinha o cheiro dela.
Olhei de relance e pensei ter visto uma flor amarela se escondendo na neve.
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