Undertale - True Reset

27 Lembranças parte 9 – True Reset


Notas iniciais
Olá meus amores! Hoje é quinta, e como prometido, aqui está o capitulo... Gente o que dizer... muitos feelz... O capítulo anterior acabou em um momento muito tenso veremos o desdobrar das ultimas ações agora... O capítulo está igualmente tenso, mas tem cenas mais suaves... eu acho... Gente sério... eu quero agradecer muito o apoio de vocês, os comentários, as mps, links de vídeos e fanarts que vocês me mandam, isso tudo me enche de determinação ♥ Gostaria de agradecer também as recomendações, vocês não sabem o quanto me deixa feliz, saber que algo que estou escrevendo, agradou tanto a ponto de vocês escreverem uma recomendação, ou esses comentários lindos que recebo a cada novo capítulo. Eu queria ter tempo para postar 1 capítulo por dia, sério, mas infelizmente ainda não é possível, a menos que meu dia passe a ter 60 horas... Espero que gostem :3 Tia Ly ama vocês ♥

— JÁ CHEGA! — Gritei para Chara, mal percebendo que nesse momento dividíamos o controle e que minha voz tinha saído em voz alta. — EU NÃO VOU TE DEIXAR DESTRUIR TUDO! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI! SAI!

Enquanto eu gritava essas palavras eu a empurrava para fora de meu corpo, eu não tinha percebido que eu tinha parado a faca a centímetros de Sans, faca essa que joguei no chão a metros de distância de nós dois e caí de joelhos no chão chorando.

Mesmo se Chara tentasse o controle novamente, ela não teria para onde correr, eu estava quase sem HP, sem arma e diante dele que poderia nos matar em 1 movimento. Eu salvei nesse ponto, ela não teria o que fazer. Eu a sentia ao meu redor, mas ela sabia que estava em uma situação em que não venceria, até que ela finalmente desistiu, senti sua presença deixar de fazer pressão sobre meu corpo.

Eu me encolhi, sabendo o que viria, meu corpo tremia violentamente de dor e medo, fechei os olhos, pois não queria ver Sans me matando. Eu ria alto de alegria por finalmente ter conseguido, ter me livrado de Chara, foram meses de tortura. Eu e abaixei e esperei, e esperei, mas o golpe mortal não veio.

Lentamente, fui abrindo os olhos e olhando para cima, ciente que qualquer movimento meu e Sans poderia me matar. Quando eu o vi, não entendi mais nada, ele me olhava, com seu olho mágico queimando, de pé, diante de mim, suas mãos queimavam em chamas azuis, mas elas estavam ao longo de seu corpo, não faziam nenhuma menção de querer me atacar.

Ele tinha a faca de Chara sob um dos pés, e ficou ali, me observando, sua expressão era de conflito e acredito que até um pouco de confusão. Foi quando eu me dei conta que provavelmente ele escutou o que eu disse para Chara quando eu assumi o controle, mas ele não parecia saber o que fazer com essa informação.

— Criança... — Ele sussurrou, era quase um rosnado baixo e ameaçador. O som de sua voz mandava ondas de magia que me arrepiavam toda. Ele ergueu a mão e eu sento o meu corpo levitar, eu fechei os olhos com força, já esperando ser arremessada, já esperando pela dor. Mas a dor não veio, ele simplesmente me levitou para que eu ficasse na altura de seus olhos. — Que porra foi essa? O que você está tentando ganhar com isso?

Ele sabia que havia algo errado, ele era perceptivo demais para não perceber, eu abri a boca, mas me contive.

Se ele sabia sobre a Chara, que eu estava separada dela, que eu estava presa sob seu controle, ele não iria me matar. Eu não poderia correr esse risco. Eu tinha que morrer, Chara tinha que morrer. Eu podia sentir sua presença ainda naquele corredor, e podia ter certeza que Sans também podia, pois, seu olhar ia de mim ao meu redor, voltando para mim. Eu sentia o ódio de Chara naquele lugar, eu sabia que ela queria matá-lo mais do que tudo. Ela tentaria encontrar um ponto fraco em mim para retomar o controle, mesmo que fosse nessa situação desvantajosa.

Fechei a boca e engoli em seco, fazendo cara feia com a dor que isso me causou. Simplesmente abaixei a cabeça e fechei os olhos.

— Só me mata. — As palavras foram vomitadas por mim. Eu esperei, mas o golpe não veio. Senti meu corpo se mover, Sans me trazia mais para perto dele, eu fechei os meus olhos com força, eu não podia dizer a ele. — Só me mata... por favor...

Ouvi um suspiro pesado, ele estava irritado. Talvez se eu continuasse ele me matasse logo.

— Pirralha... Me responde! — Sua ordem vinha como um rosnado, mais irritado do que o anterior.

Pressionei meus lábios e balancei a cabeça veementemente negando seu pedido. Lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto.

— Olha pra mim! — Eu não me movi. — Eu disse, OLHA PARA MIM! — Ele agarrou meu queixo com um aperto firme e me segurou naquela posição.

Eu soluçava. Ele não se movia, eu esperei que ele fosse desistir, as lágrimas escorrendo pelo meu rosto e por seus dedos. Ele não se moveria até que eu fizesse o que ele mandava.

Lentamente abri meus olhos e me encolhi. Seu rosto estava incrivelmente perto, com seu olho esquerdo brilhando perigosamente ameaçador.

— Responda a minha pergunta!

Eu não falei, seja por medo, ou teimosia, ou uma vontade de manter isso em segredo, eu sentia que não podia falar. Seus dedos apertaram ainda mais meu queixo, me fazendo gemer de dor. Ele aproximou seu rosto ainda mais do meu, como se estivesse me examinando, eu sentia sua magia passando por mim, enxergando na minha alma, era um pouco desconfortável, ele fez isso pelo que pareceu ser uma eternidade. Quando seu olhar encontrou o meu, senti minha pele se arrepiar, parecia que ele via além dos meus olhos, ele podia ver a minha alma.

— Você não é a mesma pessoa que estava lutando comigo a uns minutos atrás.

Ele disse, não era uma pergunta, era uma declaração. Meu rosto caiu e as lágrimas vieram muito mais fortes do que antes. Eu pensei em mentir, mas ele saberia, então depois de alguns soluços eu mexi a cabeça fracamente concordando, ainda com o queixo sob seu aperto. Ele soltou o meu queixo e foi me baixando até eu voltar para o chão, dissipando sua magia que me mantinha presa. Seus olhos voltaram ao normal.

— Você não deveria fazer isso. — Eu disse em voz baixa enquanto tossia uma bola de sangue.

— E por que não? — Ele perguntou, seu olhar afiado e perceptivo, basicamente me obrigava a falar, eu não sabia descrever o poder que ele tinha sobre mim.

— Porque ela ainda está aqui.

Ele deve ter sentido o medo em minha voz, ou ele sentia a presença dela, não sei dizer, pois, a sua menção ele olhou ao redor, como se estivesse se certificando que nada fosse atrapalhá-lo, antes de voltar seu olhar para mim.

— Quem? — Ele perguntou, sua voz não estava mais tão irritada, mas ainda era bem agressiva.

— Chara. — Eu disse engasgando, a palavra quase saiu inaudível.

Ele fez uma expressão estranha, acho que ele queria franzir a testa ou juntar as sobrancelhas, mas sem sobrancelhas, só restavam os ossos acima de seu olho para formar tal expressão. Ele parecia inquieto, como se decidisse algo, até que lentamente ele se ajoelhou na minha frente, e estendeu a mão sobre a minha cabeça, me fazendo eu me encolher.

— Calma.

Ele colocou a mão sobre a minha cabeça, eu a senti, não era agressivo.

— Olha... se você tentar alguma coisa... — ele deixou a ameaça no ar, um pequeno sorriso surgiu em meus lábios.

— Eu sei... to morta. — Respondi a sua ameaça, eu sabia e sabia muito bem.

Sent sua magia sair de sua mão e envolver o meu corpo, não era aquela magia que me prendia, e sim uma outra, mais suave, que foi preenchendo o meu corpo, me curando, era suave e gentil. Deixei um gemido escapar, fazia tempo que não me sentia bem assim, o alívio da dor foi incrível, eu senti dor por tanto tempo que tinha me esquecido de como era não sentí-la.

Abri os olhos, a expressão de Sans estava mais suave, como se ele estivesse me admirando. Chara devia achar que ele estava vulnerável, pois a senti vir com tudo, tentando ganhar o controle de mim novamente, Sans percebeu que algo estava errado, quando afastei sua mão de mim e me encolhi, eu a empurrei para fora, foi muito difícil, e eu sabia que ela não iria desistir, principalmente agora que eu estava curada.

Sans levantou, me levantando também, segurando minha mão, a forma que ele segurava minha mão, me trazia tantas lembranças, lembranças que uma criança de 12, quase 13 anos não deveria ter, mas minha vida já estava uma bagunça, minha mente ainda agia como alguém de 18 anos.

— Precisamos ter uma longa e boa conversa. — Eu o olhei sem entender. — Mas não aqui.

Eu estava prestes a abrir a boca para perguntar para onde iríamos, e por que ele estava segurando a minha mão, devo admitir que aquilo me deixava um pouco nervosa, mas antes que eu formulasse qualquer pergunta, senti a magia me envolver e no segundo seguinte estávamos dentro do Grillby’s, outro de seus atalhos.

Sans soltou minha mão, e andou até uma mesa, e não para o banquinho de sempre no balcão, eu fiquei parada enquanto sentia a tontura do teleporte deixar o meu corpo. O segui e ele me apontou para sentar ao seu lado e não na sua frente, eu me sentei onde ele apontou, entrelaçando minhas mãos na mesa, enquanto as encarava.

— Então... quem é você? — Ele perguntou bruscamente.

— Frisk. — Respondi baixo.

— Frisk... eu lembro... — Ele dizer isso, fez o meu sangue gelar, imediatamente comecei a chorar.

— Me perdoa... eu fui egoísta.

— Você lembra.... Depois de um tempo, quando vi que você tinha mudado tanto, eu comecei a pensar que o que eu tinha vivido não passava de um sonho, mas foi real né? A barreira chegou a ser quebrada, Nós...

— Sim... — Eu o interrompi.

— O que aconteceu? — Eu sentia a tensão em sua voz.

— Eu resetei. — Minha voz falhava e eu engasgava em minhas lágrimas.

— P O R Q U E ? — Suas órbitas eram negras e seu tom me ameaçava novamente.

— Eu só... eu só queria... eu só queria resolver tudo sem ter que me sacrificar... Eu queria ter um futuro com você... mas dado o que fiz, sei que isso será impossível agora... Eu não sabia que isso ia acontecer, eu não sabia que Chara iria se apossar do meu corpo.

Sans desfez o não-olhar ameaçador, com as luzes voltando aos seus olhos, sua mão acolheu o meu rosto suavemente, me encostando em seu ombro.

Naquele momento eu senti Chara saltar, tentando assumir o controle, mais forte do que antes, eu rapidamente afastei Sans enquanto a empurrava para longe, eu tinha que permanecer mais forte do que ela, pois eu precisava mantê-la longe. Sans imediatamente tirou a mão de meus ombros, colocando as duas mãos sobre a mesa em punhos cerrados, enquanto ele ficava de cabeça baixa. Acho que ele interpretou errado a minha ação.

— Não me surpreendo que você esteja com medo de mim....

Ele disse em um tom triste, eu balancei a cabeça tentando explicar que não era isso, fazendo-o olhar para mim.

— Não é isso... — Eu disse lentamente. — É que... toda vez que você chega perto, eu posso sentí-la tentando tomar o controle.

— Então, você está dizendo que ela ainda está dentro de você? — Ele perguntou inquieto.

— Não, ela não está mais em mim, mas posso sentí-la ao nosso redor, tentando entrar, tentando obter o controle. Ela queria matar um monte de gente, mas ela nunca quis matar tanto alguém, como ela quer te matar.

Eu sentia seu ódio em minha pele. Isso me dava arrepios.

— Sério? — Sans ria, como se estivesse satisfeito com o fato de Chara querer matá-lo mais do que a todos.

Ficamos em silêncio por alguns momentos.

— Então... nessa outra timeline... éramos amigos né? — Sans dizia com uma voz estranha, eu podia jurar que era como se ele estivesse tentando dizer alguma coisa.

Eu ri, e senti o meu rosto ficar vermelho, imediatamente tantas memórias vieram em minha mente, eu fui olhar para ele, e me deparei com ele me olhando já, o que me fez sentir meu rosto queimar mais ainda, acho que ele não entendia que alguns sentimentos ainda estavam em mim.

— Não. — Ele fez uma cara de surpresa, como se tivesse errado algo que tinha certeza que estava certo. — Não éramos somente amigos, éramos como uma família.

Ele sorriu, o sorriso tão sincero, por um momento pensei que ele tivesse se lembrado dos sentimentos que tinha por mim também, na verdade, ele não deixava muito claro se ele só se lembrava das cenas e dos acontecimentos, ou se ele se lembrava das sensações e sentimentos, assim como eu. Ele bagunçou o meu cabelo, eu fiz uma careta reclamando, mas na verdade eu realmente não estava achando ruim, essa proximidade, estava me fazendo voltar a me sentir segura.

Ficamos em silêncio mais um tempo, até que o silêncio foi quebrado por Sans.

— Então... você pode voltar de novo?

Eu fechei os olhos, e senti o ponto de reset, mas algo me deixava inquieta, Chara parecia empolgada com a possibilidade do reset.

— Sim, mas eu não sei se isso vai ajudar... ela parece querer que eu faça isso... — Eu olhei para Sans, lágrimas começaram a encher os meus olhos. — E eu não sei se consigo passar por tudo isso novamente.

Eu não podia ver todos eles morrerem novamente, eu não sobreviveria a tudo isso novamente.

— Eu sei... — Ele me abraçou me permitindo chorar em seu ombro. — Eu não quero passar por isso também, mas o que podemos fazer? Ficar nesse mundo onde todos estão mortos?

Lágrimas também começaram a sair de suas órbitas, eu o abracei, também permitindo que ele chorasse em meu ombro, como eu chorava no dele.

— Tenho medo de não dar certo Sans. — Eu apertava o casaco dele, em busca de conforto.

Sans mexeu no capuz, para secar suas lágrimas, conforme ele puxou, eu vi um tecido vermelho, por baixo de sua jaqueta, aquele era o cachecol de Papyrus, aquilo quebrou tanto o meu coração que eu só fazia chorar.

— E também tem o que aquele demônio disse, o mundo está se desfazendo, e não tem como um simples reset resolver tudo.

— Deixaremos de existir.

— Não desista, eu acho que tenho umas coisas guardadas que podem nos ajudar.

Sans desapareceu, voltando a aparecer momentos depois, com uns papeis na mão, tudo parecia muito confuso.

— Eu não me lembro direito o motivo, mas tenho uma série de relatórios de estudos sobre a determinação, e seus efeitos sobre a timeline, não tem nada conclusivo aqui, mas tem um artigo que fala, que existe uma forma diferente de reset na timeline.

Sans me mostrou o documento onde eu li em voz alta.

— Estudos mostram que a determinação extraída das almas que tínhamos, quando extremamente concentrada, apresentava efeitos de distorção do tempo-espaço, notamos mais ainda, com trabalhos em um lugar protegido, que existe uma habilidade chamada reset, que observamos que tem o poder de zerar a timeline, e que a mesma habilidade pode ser usada em conjunto com a magia de um monstro, criando uma anomalia ainda mais poderosa, que decidimos chamar de “True reset”, porém esse experimento, causou perdas de memória, em todos os envolvidos no campo contido, o relatório foi mantido, por ser mantido em um espaço seguro, longe do local de testes.

Sans me olhava, eu via que ele estava pensando em alguma coisa.

— Sans... você acha que isso pode dar certo? Eu não conseguiria isso sozinha, eu precisaria da sua ajuda.

— Eu me disponho a ajudar. Tudo o que eu puder fazer, para que voltemos como antes.

— Sans, nada vai ser como antes, será uma nova timeline. E se o efeito temporal for tão forte quanto parece, isso pode arrumar o mundo.

— Você acha que pode fazer? — Ele me olhava, aflito. — Acha que pode se manter no controle?

Eu suspirei, meu medo era claro, mas depois de tudo o que passamos, eu não ia permitir que acontecesse, e Sans estaria comigo, então, eu me sentia segura. Eu balancei a cabeça afirmando, e Sans pareceu relaxar ao meu lado.

— Será que vamos lembrar?

— Eu não sei, os relatórios dizem que houve perda de memória, então pode ser que não, mas eu meio que existo fora da timeline, eu lembro de coisas que ninguém lembra, quando há um reset, eu sinto que não sou totalmente um monstro normal, então pode ser que eu sonhe com pedaços disso, mas prefiro não garantir nada.

Eu entendia, ele não queria me dar esperanças, ou então, vai que ele lembra de tudo e eu não lembro de nada, ele não queria agir de forma estranha. Eu respirei fundo mais uma vez.

— Okay, estou pronta. — Eu me levantei e parei de frente para a mesa. — Mas se eu não ganhar, quero que me prometa uma coisa.

Ele me olhou inquieto enquanto se levantava e ficava parado na minha frente.

— Eu odeio fazer promessas criança.

— Sans, eu preciso que você me prometa.

— Okay, o que você quer?

— Prometa-me que se eu não vencer, se ela assumir, assim que você me ver pela primeira vez, se você enxergá-la e não a mim, você vai impedí-la imediatamente, que você não tente me recuperar, você tem que me matar, não importa o que aconteça, impeça-a.

Sans fez uma expressão de dor, eu sabia que ele tentaria me salvar caso ele lembrasse, mas eu preciso garantir que Chara não consiga o que quer.

— Okay, eu prometo Frisk.

— Okay, se tem uma coisa que você tem que lembrar, é dessa promessa!

— Eu sei, eu não vou esquecer.

Eu respirei fechando os olhos, tentando encontrar a minha luz, a luz que me permitia salvar e resetar. Eu a achei, e senti ser envolvida com a magia de Sans. Ouvi Sans arfar, como se algo o tivesse espantado. Abri meus olhos para ver a tal luz, entre nós dois, ela havia saído do meu corpo e agora flutuava entre nós dois, Sans pegou as minhas mãos que tremiam.

— Calma pequena, eu to torcendo por você.

O Sorriso de Sans me enchia de determinação, a luz brilhou ainda mais, fazendo o lugar onde estávamos desaparecer, estávamos em um lugar, que parecia não ter fim, não era escuro, mas também não parecia ter nenhuma fonte de luz.

— Pronta?

Eu coloquei as mãos em seu rosto.

— Eu não quero te esquecer.

— Pequena, se você manter essa determinação em seu coração, eu acredito que você não vai me esquecer, e se esquecer, algo será familiar para nós quando nos vermos.

— Mas você vai me esquecer também...

— Eu existo meio que fora da linha temporal... talvez eu lembre de certas partes... Se eu lembrar, farei de tudo para que tudo seja diferente... melhor...

— Eu não quero te esquecer... mas obrigada por me salvar... Eu vou te procurar e arrumar todos os meus erros...

— Adeus minha pequena...

Eu sorri, no comento que me dei conta percebi que Sans estava se aproximando, então o beijei, senti sua magia nos envolver, o beijo durou pouco, pois logo em seguida ele começou a desaparecer, e eu me senti ser puxada para trás, de volta às ruínas. Ouvi o riso sádico de Chara em minha mente.

“Mesmo que ele te proteja de eu assumir o controle, sempre estaremos ligadas.”

~True Reset~

Abri meus olhos lentamente eu não estava nas ruínas, eu estava dentro de um quarto, eu estava confusa com o que era verdadeiro ou não, quando me mexi na cama, que era bem macia e eu a sentia bem aquecida, vi uma figura rapidamente aparecer sobre mim, como se estivesse esperando o meu despertar. Levei uns segundos para perceber que se tratava de Sans, ele se mostrou espantado, pois eu me encolhi de medo, eu não tinha processado que se tratava dele.

Notas finais
E com esse capítulo encerramos o sub arco das lembranças, agora Frisk lembra de tudo o que foi apagado no True Reset... O que será que ela vai fazer a seguir? Me digam o que acharam, o que vocês esperam para os próximos capítulos, vou adorar responder vocês ♥ AVISOS: Lembrando que sexta a partir da tarde, eu irei viajar para o Underground, ou seja não terei acesso a internet (vou tentar me pendurar em uma arvore para pegar algum sinal do 3g... ) Lembrando que se eu demorar para responder algum de vocês, eu não fui abduzida, a Chara não tomou conta do meu corpo, eu não estou enfrentando o Flowey, nem fazendo a genocide, só estou sem internet mesmo kkkkkkk Segunda feira eu volto e provavelmente já com um capítulo fresquinho pra vocês... Tenham um ótimo final de semana ♥ Tia Ly ama vocês ♥