Notas iniciais
Demorei, mas cheguei! E com capítulo saindo do forno. Hoje acabam as minhas férias, então não poderei mais postar 1 capítulo por dia, mas farei o possível, se não der, sexta, sábado e domingo tem capítulo. Espero que gostem! Capítulo sob o ponto de vista do Sans!

Eu nunca pensei que meus dias seriam tão diferentes e divertidos, a pirralha tem feito o dia de todos muito mais felizes, fazia tempo que eu não via Papyrus tão feliz. Ela era uma pessoa agradável. A encontrei dia desses no Grillby’s ela me trouxe uma porção de batatas e um vidro de Ketchup.

“Espero que goste, pois, esse Ketchup novo está SANSacional”

Espera? Ela estava fazendo uma piada? Eu mal pude aguentar e caí na risada, nos últimos meses temos ficado cada vez mais próximos, mas eu não sei o que isso representa para mim, nem o que representa para ela.

Depois de comer, aproveitando a companhia dela, fui dar uma volta em Waterfall, eu gostava de escutar as Flores Eco. Achei um corredor cheio delas, segui andando enquanto escutava as flores falando.

Fale pequena

Eu queria te falar uma coisa

Nossa! Eu nunca tinha escutado a sua voz.

Ela é estranha?

Não! De maneira nenhuma, ela é bonita.

Não fala assim, eu fico envergonhada... Eu acho que superei o trauma, e por isso voltei a falar...

Eu parei depois de escutar essa, e fiquei imaginando como seria escutar a voz dela... Eu já a vi rindo, e garanto que foi uma das coisas mais bonitas que já ouvi. Continuei andando.

Isso é uma boa coisa, mas diga, o que você queria?

Eu queria dizer isso sob as estrelas da superfície, mas não sei quanto tempo isso vai levar... Então quero dizer sob essas estrelas encravadas nessas pedras...

O que você quer dizer?

Eu acho que te amo...

C-Como assim? Me ama?

Sim! Eu te amo, esses anos que passamos nos conhecendo, me fez sentir algo muito especial. Eu só queria dizer isso... Você tem me dado motivos pra continuar essa jornada.

Eu achava que era o único que tinha desenvolvido sentimentos nesses anos... Eu nunca disse nada, pois pensei que você só me via como uma grande amigo, só mais um dos maravilhosos amigos que você tem feito por aqui.

Você nunca foi só mais um... você é o mais importante...

Er... eu também te amo minha pequena.

Depois de ter escutado todas essas flores, eu senti o meu rosto se molhar, e quando percebi, eram lágrimas, minhas lágrimas que molhavam minhas bochechas, mas eu não sabia o motivo, nem o que me comovia tanto. Eu senti que algo estava faltando, algo foi apagado, concentrei minha magia naquele vazio, ela retornou para mim em forma de uma enorme dor de cabeça.

“Vamos lá Sans! Você existe fora da linha temporal, você pode lembrar.”

Eu escutava os diálogos de novo e de novo, como se algo quisesse explodir, caí no chão, minha magia queimando o meu corpo e principalmente a minha mente, eu sentia que poderia morrer se continuasse forçando. Comecei a ver bons momentos entre Frisk e eu, momentos que eu não tinha vivido, mas tão cheios de sentimento. Sentimento? Eu amava aquela criança, mas por que eu não me lembrava disso? Minha magia ficava mais e mais forte, eu estava morrendo, eu queria ir até o final.

Imagens começaram a se formar, eu estava com ela no corredor do julgamento, me despedindo dela, e abri caminho para que ela fosse para a sala do Rei, mas antes que eu pudesse sair daquele lugar, senti ela me surpreender em um abraço, eu senti a sua alma, como eu pude ficar tão ligado a essa pirralha? Ela me deu um beijo na bochecha, e senti minhas bochechas ficando azuis, ela conseguia me deixar bem sem graça, um ano, como em um único ano ela tomou conta da minha alma desse jeito? Até que escutei a sua voz baixa e melodiosa:

— Eu te amo meu cabeça de ossos.

— Eu também te amo minha pirralha. — Respondi dando um beijo nela, o qual ela correspondeu alegremente.

A memória de desfez em muita dor, acabei desistindo de tentar, mas eu senti algo crescendo na minha alma, eu senti um sentimento despertar, mas era algo que eu já sentia, mas de uma forma diferente.

Segui andando e em um beco adiante uma pequena flor isolada uma voz ecoa em tom de choro.

Me perdoe... Eu fui egoísta... E agora eu perdi tudo...

Saindo do beco tinha uma outra flor que disse com uma voz distorcida:

E AGORA EU VOU DESTRUIR TUDO!

Imediatamente eu tive uma sensação ruim, quase a mesma de quando senti uma presença maligna no quarto da Frisk, estava tudo ligado, e eu queria descobrir o que era, eu perguntaria para ela assim que chegasse em casa.

Cheguei em casa e fui surpreendido por suas fatias de pão colocadas em minhas bochechas, com a pirralha.

— O que está fazendo? — Acabei soltando no susto.

“Uns SANSduíche.”

Não sei o que me deu, senti um instinto predatório crescer em mim, logo em seguida me vi dando um sorriso e dizendo:

— E o que você vai fazer com esse seu SANSduíche? Vai devorar?

Nunca a vi corar daquela maneira, mas também não consigo imaginar o prazer que me deu vê-la daquela maneira, mas para disfarçar como uma simples provocação, eu baguncei o seu cabelo, passando por ela e me jogando no sofá.

“Você ainda me trata como criança.”

Eu a olhei da cabeça aos pés, eu vinha percebendo tantos detalhes nela, apesar de tudo aquilo me deixar confuso, sei que ela sempre me olhou como um bom amigo, acho que ela considera a mim e ao Papyrus como irmãos.

— Ora, porque é isso que você é.

“Eu já vou fazer 17 anos, tenho total controle da minha vida!”

Deixei ela ir ajudar o Pap com o jantar. Depois de jantarmos, jogamos alguns jogos, e então Papyrus começou a ficar com sono, fomos colocá-lo para dormir, ele se deitou e ela se sentou ao meu lado, encostando a cabeça em meu ombro, ela já tinha feito isso outras vezes, por que isso agora, depois de quase dois anos, me deixava tão desconcertado, espantei os pensamentos, e continuei lendo, Papyrus logo pegou no sono, saímos sem fazer barulho.

Voltamos para a sala, onde pouco tempo depois ela foi tomar banho, alguns momentos depois ela saiu do banheiro em direção ao seu quarto, meu antigo quarto falso, vestindo uma jaqueta minha, não consigo nem imaginar minha cara de surpresa ao ver essa cena, eu me imaginei a abraçando, nunca senti esse tipo de desejo antes, nunca um nenhum que fosse urgente dessa maneira. Pouco tempo depois ela voltou para a sala, vestindo um pijama, com a jaqueta que ela estava vestindo anteriormente em suas mãos, ela se sentou ao meu lado, me entregando a jaqueta.

“Então, eu acabei esquecendo de levar a roupa para o banheiro, e sua jaqueta estava lá, acabei usando, desculpa.”

Ela estava nua por baixo da jaqueta?

— Tudo bem pirralha, como você é baixinha, ela te cobre quase inteira.

“Eu não sou baixinha”

— É sim! Eu posso te colocar no meu bolso, de tão pequena que você é.

“Não seja idiota!”

— Linguagem! — Eu sempre a corrigia quando ela falava algo que pudesse ser usado como palavrão pelo Papyrus, bem, afinal, ele era tão inocente, imagina ele empregando um palavrão de uma maneira errada? Um desastre!

“Desculpe.”

— Tudo bem pirralha.

“Mas idiota não é um palavrão.”

— Isso porque você nunca escutou o Papyrus falando...

Ambos caímos na risada. Depois que paramos de rir, decidi que era a hora de perguntar o que eu queria saber.

— Pirralha, posso te perguntar uma coisa?

Ela concordou com a cabeça.

— Er... Você lembra de tudo quando você carrega um save?

Eu mal pude contar quantas expressões passaram por seu rosto, primeiro foi confusão, depois medo, tristeza, surpresa, e voltando à confusão.

“Sim, eu lembro, pelo menos todas as vezes que eu carreguei um save, eu lembrei perfeitamente de tudo o que aconteceu em todas as linhas temporais.”

Será que ela lembrava das imagens que lembrei? Ou essas imagens serão delírios da minha mente para me mostrar o que eu realmente sentia?

— Você chegou a lembrar se já me conheceu alguma vez?

De novo a expressão de surpresa indo para a tristeza, ela estava me escondendo algo.

“Não, a primeira vez que eu te vi foi na floresta, mais de 2 anos atrás.”

— Certeza?

“Bem, eu tive uns sonhos, na verdade os pesadelos, onde eu ouvi a sua voz pela primeira vez antes de te conhecer, apesar de ainda achar isso loucura.”

Ela fez uma pausa antes de continuar.

“Sonhei com cenas horríveis, mesmo sem nunca ter vivido nenhuma dessas cenas, elas me davam todo tipo de sentimento ruim, eu sentia tristeza, dor, sentia que minha alma ia se quebrar.”

— Esses pesadelos eram tão horríveis assim?

Ela concordou com a cabeça.

“Agora eu posso te perguntar algo?”

— Claro!

“Você é o Anjo ada magia azul que me protege toda a noite?”

Eu fiquei sem palavras, será que ela acordou algum dia e me viu lá dormindo abraçado a ela, ela deve me achar um estranho.

— Por que você acha isso? — Decidi ver até onde ela sabia.

“Bem, comecei a desconfiar depois da minha luta contra o Papyrus, depois que ele me machucou, ele veio me curar, a magia dele era muito similar à que eu sentia em meus sonhos, que me protegia dos pesadelos que estavam me levando a loucura. Depois deu passei a pesquisar sobre a magia dos monstros, mas não achei muita informação, apenas que as magias de um certo tipo de monstro, tende a ser muito parecida.”

Essa pirralha era muito inteligente, eu não esperava menos dela. Mas a dúvida que me assolava era se eu admitia ou não.

— Sim... era eu o tempo todo, eu senti a sua agonia e te envolvi com a minha magia, para afastar o que eu sentia te rondar.

Sua expressão de início foi de surpresa, cheguei a pensar que estaria tudo perdido, que ela iria me achar um estranho, que iria embora, que eu iria perdê-la, mas depois um largo sorriso se formou em seu rosto, como me aquecia a alma vê-la sorrindo, eu queria fazê-la sorrir para sempre somente para sentir esse calor dentro de minha alma, por mais egoísta que isso pudesse parecer.

“Muito obrigada! Se você puder continuar... Eu amo a sensação da sua magia”

Ela me abraçou, se jogando em cima de mim, ela não tinha noção nenhuma do que me fazia sentir.

Ela me deu um beijo na testa e foi para seu quarto, pouco tempo depois fui para me juntar a ela, eu necessitava daquilo tanto quanto ela.

---

Link da imagem que me inspirou nesse capítulo:

I Love Frisk

Notas finais
Então? Me digam o que acharam, e não me batam pela montanha russa de emoções, mas se não tiver emoções, não tem graça, né?