Notas iniciais
Olá, não é sexta, mas já trouxe o capítulo o/ (Bem, amanhã estarei ficada na revisão do capítulo 16, então, preferi postar hoje, assim posso dar toda atenção a vocês entre hoje e amanhã). Mas primeiro eu queria agradecer os comentários lindos de vocês, sério, vocês não tem ideia do quanto me fazem feliz, e me deixam motivada. Saber as reações de vocês, é muito importante para mim. Também a fanfic teve a primeira recomendação, eu quase chorei de felicidade, amei tanto que quase tirei um print e coloquei em um quadro... Agora sobre o capítulo, posso resumir em: Tenso. Não me apedrejem se por ventura vocês sentirem raiva extrema ou vontade de chorar... Tia Ly ama vocês ♥

Eu estava em um corredor todo dourado, com muitas colunas, senti meu corpo se mover contra a minha vontade....

“Ah! Não não não não não não não não não, de novo não!”

“Olá amiguinha, que bom que acordou, pois, o show está para recomeçar”

Fiquei presa vendo chara andar pelo corredor, e meu coração apertou quando eu vi Sans aparecer diante de nós.

— Criança, você não desiste? Já te matei centenas de vezes.

Como? Ele tinha me matado? Matado Chara? Centenas de vezes?

“O quão poderoso ele é?”

Perguntei mais para mim do que para Chara, mas mesmo assim ela respondeu.

“Muito poderoso, o mais poderoso que já vi, mas ele está cansando, e estou aprendendo todos seus ataques.”

“Mas você não pode matar o Sans!”

“Por que não? Ele é meu último troféu.”

“Chara... por favor?”

“Por que vou deixar o seu namoradinho viver?”

“Ele... ele não é o meu namoradinho...”

Eu disse com certa tristeza na voz.

“Ah! É verdade! Agora ele te odeia, ele acha que você o traiu, que você conquistou tudo, deu esperanças a todos, somente para tornar mais deliciosa suas mortes.”

Chara disse debochando.

Sans não esperou uma resposta de Chara, já preparou os ataques, ele estava visivelmente cansado, mas ele não desistia, eu via tristeza, decepção, ira, ódio, dor. Isso me destruiu, eu só fiquei torcendo para que ele continuasse a me matar, de novo e novamente. Chara desviava de todos os ataques com dificuldade, mas ela estava conseguindo, e isso me deixava em pânico, ela tentava acertá-lo, e errou por muito pouco.

— Você acha mesmo que eu vou ficar parado esperando você me acertar?

— É só uma questão de tempo.

Eu não gostei de ouvir minha voz distorcida daquela maneira.

— Desista, eu sou mais forte do que você!

— Mas eu sou mais determinada!

Sans dizia sem parar de atacar, eu percebi que ele queria distraí-la, para matá-la em um momento de desatenção.

— Maldito lixo sorridente!

Chara estava ficando impaciente, e Sans cada vez mais cansado, eu não aguentava mais, eu tentava me fechar, mas Chara me obrigava a ver, me obrigava a sentir, cada ataque que me atingia, ela agonizava comigo.

Morremos umas 3 vezes mais, a dor foi terrível, eu não queria mais voltar.

“Temos que voltar, estamos quase conseguindo. ”

“Quem te disse que quero matá-lo?”

“Ora, ele está te matando sem piedade nenhuma. Ele te odeia, ele nunca vai te perdoar.”

Eu me calava, Chara ganhava a discussão e recarregava o save.

Novamente, uma luta terrível, Sans extremamente cansado, Chara frustrada e tomada pelo ódio, eu senti que conseguiria tomar o controle, mas imaginava a dor de sentir ele me matando novamente, mesmo sendo eu no controle.

Sans caiu de joelhos, cansado, suor escorria por seu crânio, Chara viu a oportunidade perfeita com um só golpe nós o acertamos, senti a faca passar por seu corpo, vi o sangue sair de seus ossos, sua camisa branca se manchar de sangue, a cena toda, parecia em câmera lenta, literalmente uma tortura. Vi o seu olhar de decepção, quando encontrou seus olhos, Chara deve ter deixado seus olhos vermelhos desaparecerem, ficando assim, somente os meus, verdes. Ele sorriu.

— Bem... então é isso... Nunca pensei que você me odiasse tanto... O que te fiz? Para você resetar tudo e infligir tanto sofrimento? Lembro que nós te tratamos como família.

“Me perdoa Sans...”

— Então é assim que tudo acaba? Eu só quero que saiba, que eu me importei de verdade com você.

E assim Sans virou cinzas, senti um laço negro atar mais minha alma, era o LOVE... Eu chorei, eu gritei, eu nunca o quis morto.

“SANS ME PERDOA... NÃO ERA EU... EU NUNCA TE QUIS MORTO... ME PERDOA”

“Ele te odeia, sempre vai te odiar, ele te deu tudo que havia na alma dele, e você desperdiçou, eu poderia estar no controle, mas ele nunca vai saber, para ele... s e m p r e v a i s e r v o c ê !”

— SAAAAAAAAAAAAANS! SAAAAAAANS!

Acordei em um quarto escuro, eu parei para respirar, o que tinha acontecido, aquilo foi real?

Eu queria gritar, eu abri a minha boca, e o grito saiu, tanta dor em minha voz, enquanto eu sentia meu rosto se molhar com minhas lágrimas.

— SAAAAAAAAAAAAAAAANS! SAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANS!

Imediatamente Sans apareceu, com seu olho flamejando em azul, com pequenos flashes em amarelo. Ele me abraçou e começou a me acalmar.

— Tá tudo bem, eu estou aqui... Me desculpe, tive que te deixar sozinha um pouco...

— Você está vivo! Que bom que você está vivo!

— O que foi que você sonhou?

— Sonhei que você estava morrendo.

— Isso não vai acontecer, eu vou sempre estar aqui. — De repente ele parou, eu já me acalmava em seu abraço, seus olhos voltaram ao normal e ele me pegou pelos ombros para me olhar diretamente. — Você... você está falando!

Eu não tinha percebido até aquele momento, fiquei espantada, tentando lembrar da minha voz, foi tão instintivo que eu não me lembro da minha voz. Foi nesse momento em que tudo ficou branco, Sans tomado por um impulso me beijou, ele pressionou sua boca contra a minha, eu simplesmente não conseguia reagir, eu travei, congelei, minha mente parou de funcionar, eu queria corresponder, mas eu não sabia mais como fazer o meu corpo me obedecer.

“Ele nunca vai te amar... Ele sempre vai te odiar... O que você fez não tem perdão... Você não é digna do perdão dele.”

Ouvir Chara jogando essas coisas na minha cara, fez minha mente “pegar no tranco”, mas minha reação foi inesperada, até para mim, eu o empurrei, ele ficou olhando para mim, primeiro sua face mostrava espanto, depois voltou ao normal, como se nada tivesse acontecido.

— Pirralha... me perdoe... foi um erro, não vai voltar a acontecer! — E assim ele saiu do quarto.

Eu continuei lá, paralisada, olhando para a porta, por onde ele tinha ido.

“Viu? Você é um erro... você foi somente um erro... ele nunca vai te perdoar.”

“Você está certa, tenho que pagar pelos pecados que você cometeu, apesar de não me lembrar deles, mas eu vou lembrar, e aceitarei minha punição.”

“Me deixe assumir o controle, posso te garantir que você não vai sentir nenhuma dor.”

“Nunca!”

“Saiba que você nunca vai ter nenhuma chance... ele não vai conseguir corresponder... você o feriu demais.”

“Isso, que a gente viu, foi real, realmente aconteceu?”

“Hum... em partes, vamos dizer que 3% de tudo que te mostrei, era o complemento do desejo mais sombrio da minha alma.”

“Eu... Nós... realmente o matamos?”

“Ora... faça um esforço e lembre por si mesma”

“Chara...”

Chara desapareceu.

Fiquei um tempo lá, sem saber o que fazer, eu queria ir atrás do Sans e falar que eu não queria reagir daquela forma, muito pelo contrário, que eu esperava poder ter aproveitado mais aquele momento, mas só de imaginar ir atrás dele, meu corpo travava. Logo em seguida Papyrus apareceu no meu quarto, para saber o que tinha acontecido.

— Humana, está tudo bem? Pensei ter te ouvido gritar.

Eu simplesmente o abracei e chorei.

“Você não passa de um erro.”

Eu caminhava por Snowdin, sozinha, a neve estava suja de cinzas, parecia uma cidade fantasma, uma cidade natalina fantasma, até que eu vi algo se mexendo, indo em direção a casa de Sans, decidi seguir, eu via pouco, nevava, mas não o suficiente para esconder as cinzas no chão. Quanto mais eu andava, mais essa pessoa se afastava. Eu vi um tecido vermelho esvoaçando no vento da nevasca. Apressei o passo imaginando que poderia ser Papyrus, mas quando me aproximei percebi que se tratava de Sans. Quando chegamos em frente à sua casa, ele se virou e me encarou.

— Você não cansa? – ele dizia com palavras duras.

“Você é um erro”

— Resetar tantas e tantas vezes, já virou um jogo né?

“Ele nunca vai te perdoar.”

— Nesse ponto, eu já não me importo mais, estou anestesiado, sou incapaz de sentir algo.

“Ele não te ama”

— Eu sempre soube que naquela época você tinha sentimentos por mim, quer dizer, eu achava, vendo quem você é hoje, eu duvido que você seja capaz de sentir.

“Você não significa nada para ele.”

— Mas eu nunca fui capaz de sentir nada por você... Você é bonita... mas não sinto os seus sentimentos... Você não se importa... afinal, se tudo der errado, você pode voltar...

“Não tem lugar para você na vida dele.”

— Por que você continua voltando?

“Você vai matar todos, você vai destruir todos.”

Sans mostrou seu olho flamejante, vi ele levantando a mão, e muitos ossos surgiram, perfurando todo o meu corpo, me senti morrendo.

— Por favor... Não volte mais...

“Você não é bem vinda.”

Eu acordei com meu coração na mão, Chara me observava com seus olhos vermelhos, ela tem ficado mais visível, somente para mim, achei que ficaria louca com sua presença insistente, levantei e fui em direção ao quarto de Papyrus, quando passei pela escada, pude ver Sans no sofá, ele me olhou, sua expressão era de preocupação, ou tristeza, mas quando seus olhos encontraram os meus, ele desviou o olhar.

“Você não merece a proteção dele”

Eu abaixei a minha cabeça, e entrei no quarto do Papyrus.

“Ele percebeu que você é um gasto de magia, que você não merece proteção, ele te abandonou vulnerável para mim.”

Papyrus acordou assim que abri a porta, quando ele me olhou com preocupação.

“Papy, se importa se eu dormir aqui com você? Tive outro pesadelo.”

— Pode vir humana, com o Grande Papyrus, nenhum pesadelo vai ousar te perturbar.

“O saco de ossos bobão não vai conseguir te livrar de mim.”

E eu chorando, peguei no sono, não sonhei com nada.

Os dias seguintes eu tive que conviver com Sans me evitando quase que completamente, quando eu acordava, ele já havia saído, ele parou de ir no Grillby’s no horário que eu estava lá, todo mundo notou a ausência dele, e era tudo minha culpa.

Eu comecei a pesquisar sobre a barreira, e decidi o que iria fazer, já não havia mais lugar para mim em Snowdin. Estava na hora de seguir em frente.

Quando estava fazendo espaguete com o Papyrus, eu o comuniquei de que estaria indo embora pela manhã, ele ficou tão triste que cortou o meu coração, mas ele percebeu que eu estava me sentindo infeliz nesses últimos dias, eu mal podia dormir, e Chara me provocava o dia inteiro, eu estava beirando a loucura, Sans estava no sofá nesse momento, mas não esboçou nenhuma reação.

“Você não passa de um erro.”

Papyrus me levou até a saída de Snowdin, onde lutamos da primeira vez. Falei para ele que eu tinha conseguido voltar a falar, mas que não poderia falar muito, que a minha voz sumia, ele me deu o seu número, para que qualquer coisa que eu precisasse, eu só tinha que ligar para ele.

Fiquei olhando na direção de Snowdin, para ver se Sans aparecia, mas ele não veio.

Finalmente cheguei em Waterfall.

Notas finais
Então o que acharam? Sei que muitos estavam esperando muito por essa cena, e que ela não está como vocês esperavam... prometo que vou compensar vocês com uma cena bem legal... um dia... Me digam o que acharam, suas reações, é bem importante para mim :3