Notas iniciais
Olá meus amores! Eu disse que ia postar logo, não disse? Bem, eu trouxe mais um capítulo, novamente curtinho, infelizmente, mas é porque ainda estou sob o efeito do meu bloqueio criativo, espero que passe logo... TnT Espero que gostem! Ah, como eu disse no capítulo anterior, esse capítulo é no ponto de vista do Papyrus, dando indícios do próximo SHIP que pode aparecer na fic...

[Papyrus]

Depois de recalibrar todas as minhas armadilhas eu voltei para casa, logo eu teria que preparar o almoço, aproveitei para que antes eu pudesse assistir um filme que estava passando do Mettaton, quando Sans está em casa ele não me deixa assistir os filmes e programas em paz, fazendo piadas de tudo, acaba ficando difícil para mim admitir para ele que eu sou fã do Mettaton.

Depois que o filme estava quase no final, eu pensando que estava sozinho, a humana aparece, saindo do quarto, estava sorridente, aparentemente a conversa que ela teve com Sans ontem fez algum bem, pelo menos ela parecia que não estava mais com aqueles pensamentos suicidas.

Ela se sentou ao meu lado e ficou assistindo o filme comigo, a curiosidade começou a me corroer, eu esperei que o filme acabasse, para finalmente poder perguntar o que estava me deixando curioso, afinal, eu percebia que o relacionamento da humana com o meu irmão era bem diferente do que ela tinha comigo.

— Humana, me desculpe perguntar, me intrometer dessa maneira, mas o que você acha do meu irmão?

— Huh? Está dizendo do Sans? Ora, ele é uma boa pessoa e ele é bem legal. Mas, por que pergunta isso?

— Er... eu notei, porque eu, o Grande Papyrus sou muito observador, notei que você olha para o meu irmão de uma maneira diferente da qual olha para mim, ou como você trata os seus amigos aqui, eu só queria saber se tem algo diferente entre vocês dois.

— Errr... Uhh, como assim Papyrus, não tem nada demais no que acho do Sans, hee hehe! – ela disse de um jeito atrapalhado.

— Deixa eu resumir... Você sente alguma coisa pelo meu irmão? Não quero que esconda nada de mim porque o nosso encontro não deu certo.

A humana ficou com as bochechas vermelhas e começou a respirar rápido. Ficou em silêncio por alguns momentos até ela finalmente falar:

— Sabe... Talvez, só talvez eu goste do Sans um tantinho mais.

— Gosta como? Romanticamente?

— Eheheh, por aí.

Eu comecei a imaginar 1000 possibilidades, a humana se casando com o meu irmão, eu sendo padrinho, e tendo um show do Mettaton na festa.

— Sabe Papyrus, eu realmente gosto bastante do Sans. É difícil explicar, mas tem coisas que me fascinam nele.

— Howieeeeee!!!! — Eu a abracei com toda a minha alegria. — Eu fico tão feliz que você esteja gostando de alguém, isso significa que você superou o fracasso do nosso encontro, mas isso também me preocupa...

— Te preocupa? Mas em que Papyrus?

— Sim, me preocupa porque eu gosto muito de você, você é praticamente da família, eu tenho medo que esse sentimento pelo Sans te deixe triste e acabe te deixando afastada de nós...

— Ora Papyrus, não seja tolo. É claro que isso não vai me afastar de vocês. Por que me afastaria para início de conversa? Vocês são muito preciosos para mim.

— Por mais que eu goste da ideia, uma parte de mim não acha uma boa ideia que você esteja envolvida com o meu irmão...

— M-mas porque? Você acredita em alguma coisa de ruim possa acontecer? — A expressão dela ficava cada vez mais decepcionada.

— Bem, sim e não, meu irmão quando decide se dedicar a algo, ele é muito bom no que faz, mas no geral, ele tem sérios problemas em lidar com responsabilidades...

— Sim eu sei disso... Mas me diga uma coisa Papyrus. E o Sans? O que você vê dele nesta situação? Não viu nada de diferente nele?

— Bem, ele é muito atencioso com você, ele se importa, mas se ele sente algo a mais, como eu notei em você, provavelmente ele deve disfarçar muito bem, ou não quer assumir a responsabilidade de um relacionamento... Sabe, ele é preguiçoso, ele não gosta de assumir responsabilidades, ele mal arruma o próprio quarto, ele não sabe assumir compromissos... Não sei se isso será bom para você, é isso que me preocupa, não quero te ver triste, nem de coração partido.

— Também percebi isso Papy... Mas também percebi que o Sans também está se contendo. Ouvindo o que você disso, creio que o Sans esteja passando por uma crise. Por conta disso... Eu realmente quero investigar o Sans mais a fundo. Ele pode até ser preguiçoso, mas parece que ele também tem seu senso de responsabilidade.

— Eu só quero que você seja feliz, que o jeito do meu irmão não quebre o seu coração, você terá todo o meu apoio, ficarei torcendo para que você consiga entender o que se passa naquele monte de ossos. Você tem todo o meu apoio, me conte se conseguir algum progresso, okay?

Frisk sorri.

— Eu darei o meu melhor para conquistar isso Papyrus. Pode deixar.

— Essa é a humana que eu conheço! Determinada! Agora posso te pedir uma coisa?

— Ora Papy, claro que pode!

— Eu queria pedir para não contar ao Sans que eu estava assistindo os filmes do Mettaton, não sei o motivo, mas meu irmão implica um pouco com a minha admiração por ele.

— Huh? Por que ele ficaria implicando com o Mettaton?

— Ele diz que não confia nele, que não seria saudável para mim manter uma admiração por alguém que não fosse confiável.

Frisk parecia confusa.

— Uhh, tá. Eu ainda não entendi, mas farei o que voce pediu

— E se ainda não for pedir demais, eu gostaria de pedir que você me acompanhasse para mais um filme, sabe, seria legal ter alguém pra assistir junto.

— heheh, mas é claro que fico Papyrus. — Frisk sorri.

Eu levantei animado e fui logo pegar mais um dvd para assistirmos, Frisk fez pipoca e ficamos lá assistindo até perto do horário do almoço, quando ela me ajudou com o almoço, e quando Sans chegou, já estava tudo pronto, ele parecia feliz por termos essa refeição juntos. Ela se sentia feliz em ajudar, e eu ficava feliz em ver as duas pessoas mais importantes para mim no momento felizes, conversando, rindo, esses momentos perfeitos que guardarei na minha memória, pois sei que em algum momento ela vai seguir a sua jornada. Quero que ela leve boas memórias daqui, sei que ela sente algo pelo meu irmão, ela provavelmente não vai desistir, e eu espero, do fundo da minha alma, que ela faça algum bem a ele, quem sabe ela não é o que faltava para ele se envolver mais com a vida...

Notas finais
Então? O que acharam? Sério, escrever sob o ponto de vista do Papy é tão legal, e ao mesmo tempo tão difícil, eu adorei a experiência, espero fazer mais vezes *-* O próximo capítulo será postado semana que vem, sei que uma semana é uma tortura, mas por favor, não me apedrejem... Todos os comentários serão respondidos até sexta, os pendentes e os desse capítulo, finalmente estou colocando a minha vida em dia, e tenho que agradecer o carinho e a compreensão de todos vocês. Tia Ly ama vocês ♥