Notas iniciais
Olá novos leitores! :) Primeiro quero indicar uma musiquinha para vocês ouvirem enquanto leem esse capítulo!! O nome é: Sonata ao Luar - Beethoven
Eu uso muito msuicas de inspiração para escrever então muito provavelmente todos os caps vão ter uma musiquinha tema kkk
Eu demoro para atualizar... Como eu trabalho e faço faculdade, fica dificil ter tempo livre para escrever kkk Mas tenho 3 caps prontos dessa história já! Então comentem bastante porque isso me motiva muito e quem sabe eu não posto os caps mais rápido! kkkk ♥♥

As manhãs em Black Oak começavam da mesma maneira todos os dias, as cozinheiras começam a preparar o desjejum as exatas 6:50 e o cheiro de café recém coado entra pelas janelas dos quartos as 7:00 em ponto fazendo com que o estomago de Sophie ronque e está acorde com a necessidade de tomar aquele líquido escuro, porém um grande suspiro lhe escapa os lábios pela falta de força e coragem para se levantar da cama.

Assim começa a primeira batalha diária da garota, entre o aconchego seus lençóis e seu corpo dolorido que implora para ser esticado em um prazeroso espreguiçar. Enquanto seu cérebro luta para liberar ao menos um pouco de serotonina, pode ouvir os primeiros devaneios do Sr. Hector juntamente das expressões de espanto e risadas de Bella.

Não é possível dizer se esses barulhos a incentivam a levantar pela curiosidade de saber do que se tratava o assunto que os dois discutiam tão animadamente ou a irritação em perceber que não conseguiria voltar a dormir por conta do barulho que os dois produziam. Afinal, quem consegue ser tão animado tão cedo?

Logo ela se coloca para fora da cama e não demora muito para trocar o pijama e descer as escadas em direção a sala onde o café da manhã era servido. A cena era a mesma de todas as manhãs: Sr. Salvatore sentado a ponta da mesa, lendo seu jornal enquanto tomava breves goles de sua xicara de café. Ao seu lado direito estava Sr. Hector montando suas torradas no prato de uma forma que pareciam o telhado de uma casa e do lado direito deste se sentava Bella, com o mesmo sorriso doce e cabelos levemente bagunçados, palavras cruzadas em mãos, que lhe tomava tanto a atenção que seu chocolate quente tinha sido esquecido em cima da mesa.

Sophie então se senta ao lado esquerdo de Sr. Salvatore que não demora a perceber a presença ao seu lado, não era costume a moça se fazer presente nos arredores da casa ou na mesa de café da manhã tão cedo.

— Caiu da cama hoje, senhorita LeBlanc? – disse ele em seu tom brincalhão, como um pai que não perde a oportunidade de dizer para um filho que está feliz de o ter por perto.

— Pude ouvir a conversa alta de Bella com Sr. Hector... ficou impossível de voltar a dormir. – respondeu com seu tom baixo de sempre, sem animação nenhuma e encarando o prato branco contendo mingau que estava a sua frente, até mesmo a mistura de consistência gosmenta e cor pálida parecia mais animada do que ela naquela manhã.

Sr. Salvatore iria responder algo mas foi interrompido por Sr. Hector que dirigiu a palavra a jovem assim que assimilou ter ouvido seu nome.

— O justo sempre se parece injusto perante a justiça, senhorita Sophie! – disse ele como quem teve uma epifania e respondeu todas as perguntas existentes no mundo quando, na verdade, raramente conseguiam entender o que ele diz. Ela tenta pensar em algo para lhe responder, porém Bella é mais rápida.

— Porque o que é justo, é justo se não seria injusto, não é, Sr. Hector? – disse a garota em um tom de quem entendeu o que o velho senhor tinha acabado de dizer, a questão é que nunca se sabe se Bella lhe entende realmente ou se apenas diz a primeira coisa que apareceu em sua mente apenas para tentar engajar uma conversa com uma de suas únicas companhias dentro daquela casa.

— Exatamente, Bella! Exatamente! Isso não é estupendo? – responde ele com sua atenção focada em sua casinha de torradas. Antes mesmo que Sophie possa entrar em seus mais profundos pensamentos sobre como Sr. Hector conseguia desenvolver sua linha de raciocínio, esta escuta a voz de Sr. Salvatore lhe chamando.

— Senhorita Sophie... – esta finalmente tira sua atenção do prato de mingau, agora frio, que estava em sua frente para olhá-lo nos olhos pela primeira vez aquele dia – Assim que terminar seu café da manhã, gostaria que fosse até meu escritório, quero conversar com você.

A garota respira fundo e apenas acena afirmativamente para ele que logo dobrou seu jornal e se levantou da mesa. Provavelmente a ‘conversa’ seria mais uma de suas sessões de terapia onde finge ouvir os conselhos do psicólogo e ele tenta entrar na cabeça da jovem mulher e entender um pouco melhor o que se passa ali.

— Qualquer coisa estarei em meu escritório ok, Bella? Não excite em ir até lá se precisar de algo. – disse ele a garota que agora ajudava sr. Hector a grudar as paredes e telhados de sua casa de torradas com geleia de laranja, ela apenas afirmou com a cabeça e continuou a rir de Sr. Hector que mais uma vez tinha derrubado a pequena casinha de torradas. – Tenha um bom dia Sr. Greenwood! Espero que coma todas essas torradas, sim? – mas Sr. Hector estava distraído em demasiado para ouvir o pedido que lhe foi dado.

Logo Sr. Salvatore se direciona para sair do salão de café da manhã rumo a seu escritório lidar com a parte burocrática de Black Oak. Com um respirar profundo, Sophie encara a cena em sua frente, Bella com as mãos sujas de geleia de laranja, rindo enquanto tenta segurar as “paredes” da casa de torradas e Sr. Hector com feições concentradas, com a língua levemente de fora tentando colocar o “telhado” de torradas em cima da casinha.

Sophie se prepara para levantar-se da mesa, mas antes que possa caminhar para fora do salão, Bella a chama.

— Hey, Sophie! Não quer ficar e ajudar a gente a terminar a casinha? – e deu seu sorriso brilhante e doce.

— Não, Bella... obrigada pelo convite... – responde tentando dar um sorriso de canto de boca, era o melhor que a jovem conseguia expressar agora.

— Tudo bem! Mas a tarde você vai no nosso passeio no campo de papoulas né? Papai disse que é importante que você tome sol e se exercite um pouco! – ela dirige seu olhar preocupado a moça, que suspira em resposta e passa a mão em sua testa, aquilo realmente não estava em seus planos hoje. Nunca está, mas Bella sempre tenta encontrar uma maneira de os arrastar até lá em algumas tardes.

—Não sei ainda... mais tarde vemos isso, ok? – diz com desanimo e pensando em alguma desculpa para dar a ela quando chegasse a hora do tal passeio. E antes que ela ou Sr. Hector pudessem lhe dizer mais alguma coisa, Sophie caminha em direção a saída do salão.

Em passos lentos, se dirijo até o escritório de Sr. Salvatore, pensando várias vezes em desistir e voltar para o seu quarto e tentar cochilar ao menos um pouco, mas a ansiedade em saber o que ele teria para dizer foi mais forte do que a indisposição. Quando viu já estava à frente da grande porta de madeira do escritório, após respirar fundo três vezes, ela finalmente gira a maçaneta e entra.

Notas finais
É isso pessoal! Espero que gostem! ♥