Uncontrolled
7 The pieces of the puzzle start to fit .
Notas iniciais
Então pessoal , demorei a postar por conta do feriado de Carnaval . Mas agora , nessa '' ressaca de feriadão '' , cá estou aqui , postando mais um capítulo com muito carinho . A fic está quase acabando , vai rolar altas emoções hein !
E mais uma vez , thaaaaaaaaaaank you ! =D
Sensações estranhas percorrendo meu corpo eram cada vez mais frequentes naquela semana . Não sabia explicar o que estava acontecendo , mas Jason andava a cada dia mais estranho . Não falava conosco com frequencia , e quando eu o indagava sobre qualquer assunto parecia estar sempre com a mente nas nuvens . Eu pensara que talvez ele estivesse com medo ou arrependido de ter me convidado para sair , mas alguma coisa dentro do meu subconsciente me dizia que era algo além disso . Ou simplesmente eu estava tão nervosa por , no fim do dia , sair com o garoto que eu sempre amara que simplesmente começara a fantasiar coisas na minha cabeça . Eu sempre reagia assim quando estava nervosa ou com expectativas para algo.
E para causar ainda mais estranhamento entre os alunos , Andrew não comparecia à escola a pelo menos uma semana . Não estou dizendo que eu esteja triste por isso ou que ele fosse um modelo de aluno . Muito pelo contrário . Todos os que eram vitimas das suas covardias estavam até um pouco alivados , mas também desconfiados . Ele nunca faltava , afinal , quando que , em algum momento de sua vida , ele recusaria qualquer minuto do seu tempo para atormentar alguém ? Durante a hora do almoço , estavamos no pátio com o restante dos alunos , juntamente com o habital som de falatórios e risos , típicos de gente da nossa idade . Lizie estava concentrada , mechendo no seu tablet , enquanto Jason me encarava e pegava mechas do meu cabelo e as enrolava entre seus dedos , me fazendo ficar levemente vermelha.–- Estou ansioso por hoje a noite . Preciso te dizer tanta coisa ...–- Hora, essa , não fique assim . Sabe que um dia passa rápido . -- O confortei , ignorando o fato de que minhas mãos estavam terrivelmente suadas .–- Pessoal , vocês não vão acreditar no que acabei de ler . Está dizendo no jornal online que estão cada vez mais perto do assassino . As autoridades estão cada vez mais próximas do que aconteceu e de acordo com a investigação , e , sei lá , não entendo muito bem , algo sobre '' posição do ataque '' e coisas do tipo , que o sujeito está na faixa dos dezoito anos e pelo ângulo do tiro na cabeça daquela tonta , ele é canhoto . E de acordo com a ... o que ... coordenada ? Enfim , coordenada do buraco , ele tem aproximadamente 1,80. Ah , cara , como eles conseguem descobrir isso ? -- Ela sorriu em aprovação .–- Ah Lizie , você sabe como eles são . — Argumentei , após um longo gole no meu milk shake. -- Eles já trabalham com coisas assim à séculos . Jás estão acostumados . Não concorda Jas.. Jason ? Ué, você viu ele sair ? -- Olhei em volta procurando-o , mas não o via em lugar algum .–- Hum ... o que você disse ? Estava lendo outra coisa aqui , Lena ... -- Lizie respondeu , distraída .Estranho . Como se algo que ela tivesse dito o tivesse assustado.Depois de um longo dia de trabalhos em grupos e avaliações aleatórias , voltei para casa sozinha refletindo na nossa conversa durante o nosso almoço . '' É coincidência demais .. parece que todos os dados apontam para ele . Não , não pode ser . Devo estar ficando maluca . Ah Marlena , você é excepcional . Você está precisando urgentemente de um banho quente, anda estressada demais . '' Quando me aproximei da rua em que morava , vi alguns dos nossos vizinhos correndo em direção ao lago que ficava próximo à minha casa , como estivessem ansiosos para ver alguma coisa . Uma delas era Suzie Test , uma filha de uma vizinha que tinha uns nove anos .Consegui detê-la , morta de curiosidade para saber o que estava acontecendo .–- O que houve, meu bem ? Porque estão todos correndo ? -- Eu indaguei .–- Acharam uma coisa na água ! Acharam uma coisa na água . Parece grande ! Estão dizendo que tem alguma coisa dentro ! -- Ela parecia eufórica .–- Que tipo de coisa ? -- A pressionei .–- Eu não sei , foi meu amigo da escola quem achou , enquanto brincávamos perto do lago . Ele achou essa coisa grande e disse que tinha alguém preso lá dentro ! Vem comigo ! -- Ela me puxou pelo pulso e instantanemante , corremos para o local onde era motivo de tanta repercussão.O lago refleteia o céu esbranquiçado e preguiçoso . Ao redor dele , haviam algumas montanhas com neve no topo e , do lado leste , uma pequena floresta , onde predominavam pinheiros que lembravam muito os do Natal . Vi uma pequena mulditão admirando algo completamente ensopado e com algas mortas ao seu redor e quando comecei a ter algum foco , percebi que era um velho baú . Quando me aproximei de um homem que tentava abri-lo com um pé de cabra , e finalmente este havia conseguido , quase morri de tamanho susto . Era a garota que estava com Jason , e que ele a levara para aquele quarto , no dia da festa . Estava com o corpo em um estado avançado de decomposição , o que me fez ter bastante auto controle para não vomitar na frente de toda aquela gente , tamanho cheiro horrível que era . Estava nua da cintura para baixo e com um enorme corte na garganta , de onde saíram coisas que eu nem prefiro comentar .
Alguém havia ligado para a polícia , pois três viaturas se aproximaram da descida que dava para a margem do lago , onde estávamos . O mesmo delegado do caso de Helena também estava lá e os polícias , com toda a cautela , embrulharam o corpo em um tipo de capa negra e o colocaram na mala do carro da perícia . A população se exaltou e perguntaram uns aos outros e aos policiais quem fora o responsável para aquilo , e quando percebi que o delegado iria dizer que estava tão confuso quanto todos , um rapaz se aproximou correndo e nos avisou do pior .–- Delegado , rápido , você tem que ir até a fossa que fica perto da floresta , tem o corpo de um cara lá . E eu conheço ele, estuda na minha escola ! Rapidamente, todos o seguiram para comprovar o que o rapaz havia tido . E de fato , ele não mentira . Era Andrew , com uma faca enterrada na nuca .–- Não pode ser . -- Um policial sussurrou . -- Isso é concidência até demais. Delegado , vamos levar esse corpo também . Alguma coisa me diz que a mesma pessoa que fez aquilo com a jovem Evans fez isso também com esses dois.–- Concordo plenamente . -- Uma policial loira se intrometeu . -- Só precisamos checar. Mas praticamente o caso está encerrado . Essas eram as provas de que precisávamos . O delegado fez que sim com a cabeça .Sai correndo na mesma hora e subi as escadas correndo para o meu quarto . Mamãe ainda não havia chegado do trabalho . Deitei na cama e involuntáriamente , algumas lágrimas escaparam pelo meu rosto . Eu não queria aceitar o que estava acontecendo . Não , não é possivel . Desde que Jason chegara à Georgia essas coisas estavam acontecendo . Era uma coincidência terrível . E Andrew o artormentara desde que o vira pela primeira vez . Agora amanhecia assim . Estranho demais . E quanto às outras meninas ?Fechei meus olhos e me lembrei do sonho que tivera à algumas semanas atrás . Era uma lembrança de Jason e eu brincando juntos no mesmo parque em que haviamos nos conhecido , dias antes de nos mudarmos . Jason estava bastante estranho e zangado , porque uma garotinha havia aprontado uma brincadeira com ele no meio do play ground , fazendo as outras crianças rirem e ele , chorar . E foi naquela mesma hora em que , em uma tentativa minha de animá-lo , chamando-o para brincar só comigo que ele perdera o controle e me empurrára dentro de um buraco feito na areia , escavado por outra criança . Sorte que mamãe tirou-me de lá à tempo e conseguiu dar uma bronca nele e me levar para casa . E eu ainda consegui perdoa-lo , pois era um amigo que , apesar do temperamento dificil , me agradava muito .Ele sempre fora um rapaz que não gostava de ser contrariado ou provocado , mas ... ele seria capaz de fazer coisas tão ruins assim devido a brincadeiras de criança ?? '' Não '' -- Tentei enfiar essas palavras na minha cabeça . '' Não pode ser ele . Tem que ser uma concidência '' .Meu celular vibrou . Era ele dizendo que em cinco minutos estava passando pela minha casa para me buscar para o susposto encontro . Uma parte de mim dizia que eu não deveria ir , porém haviam coisas que eu precisava saber . Dúvidas terríveis precisavam sumir da minha cabeça . Se eu não conseguisse decifrar isso tudo , eu iria enlouquecer .Escolhi uma camiseta vermelha de mangas compridas , uma calça verde com estampa militar e , disfarçadamente , presa entre a alça da minha calcinha , no meu lado esquerdo , coloquei uma pequena navalha de barbear que era do meu padrasto , afinal , eu tinha dúvidas . Calcei as mesmas botas daquela noite e coloquei meu gorro vermelho de lã , afinal o frio se aproximava . Resolvi deixar o celular em casa , por precaução e rabisquei um bilhete à mamãe , mesmo a tendo avisado com antecedência que eu iria sair naquela noite . E , é claro , coloquei em um dos bolsos cinquenta dólares para o táxi ,em caso de emergência .Sentei-me na calçada em frente ao meu portão e aguardei a chegada dele , sentindo as pernas tremerem e com borboletas no estômago .O familiar carro vermelho daquela noite que eu vira ao sair da festa se aproximou e Jason buzinou para mim , fazendo sinal para que eu me sentasse ao lado do banco do motorista . Quando me acomodei ,ele me plantou um beijo na bochecha e sorriu , mas sua expressão murchou rapidamente ao ver uma indisfarçável tensão estampada no meu rosto .–- Marlena , está se sentindo bem ? -- Ele me indagou , estranhamente sério .–- Eu ? Ar ... eu ... estou bem . Pra onde vamos ?–- Hum , estive pensando em , primeiramente , levá-la para ver aonde moro . O que me diz ? -- Ele sorriu .–- Ar .. está ótimo , -- Gaguejei , em puro estado de nervos .–- Marlena , você viu ou ouviu alguma coisa ? -- Ele se aproximou , centímentros do meu rosto , cada vez mais sério e apreensivo . Se eu não estivesse tão nervosa naquele momento , eu estaria implorando para que ele me beijasse .–- Não , não foi nada . Vamos embora . -- Enxuguei as mãos suadas no banco do carro .Quando o automóvel já estava em movimento , comecei a analisar ao redor . Haviam dois dadinhos negros pendurados sobre o espelhinho fixo ao teto , embalagens de fast-food espalhadas pelo chão , e , no porta luvas , que ficava na minha frente , vi um pedaço de pano branco saindo para fora , com algumas manchas de lama e alguma coisa vermelha que eu torcia para que não fosse o que eu estava pensando que fosse .–- Jason , o que é isso ? -- Tentei controlar a voz o máximo possível , apontando para o pano . –- Isso não é a sua conta , não bisbilhote . -- Respondeu friamente para mim , empurrando de qualquer jeito todo o pano para dentro do porta — luvas . E ao ver minha cara de pavor , tentou consertar o clima com um sorriso . -- Ouça , -- ele começou , passando o polegar pelo meu rosto . O que acha de relaxar ? Estamos quase chegando , não é tão longe , Marlena .Ao chegarmos , pude finalmente conhecer aonde ele morava . Era uma velha casa , com um estilo de séculos passados , com janelas grandes , telhado de madeira , florezinhas murchas no parapeito das janelas . A porta estava aberta e ... ao chegarmos na sala , encontramos uma senhora , bem velha , deitada no sofá , aparentemente dormindo com a boca aberta , e um copo jogando no tapete , onde a água ainda corria pelo chão .–- Coitada , ele riu em tom de deboche , -- essa ai já não faz mais nada . Não sei o que faz viva ainda . Ao subirmos as escadas para o quarto onde Jason vivia como inquilino daquela senhora que ele mencionara logo na primeira semana em que ele estreiara no colégio , dei uma última olhada naquela mulher . Ela não parecia estar dormindo , pois não conseguia ver sinais de respiração nela , e se haviam , eram muito fracos . Quando ia abrir a boca para questionar aquela cena , ele rapidamente me puxou para cima e quando entrei , ele fechou a porta .–- Não saia daí , eu já volto . --E entrou por uma suíte , em um porta ao lado do criado-mudo , me deixando sozinha .Comecei a andar pelo quarto , e reparei que a cama estava muito bagunçada , os pôsters de banda pareciam que foram rasgados às pressas , haviam ainda grandes pedaços deles nas paredes , como se o dono do quarto fosse perder um trem que sairia em trinta segundos e que aqueles postêrs seriam um grande problema se continuassem ai . Vi pequenas peças de roupas espalhadas pelo tapete daquele quarto minúsculo e , no meio da cama , uma enorme mala de viagem , com roupas entulhadas de qualquer maneira ,e uma meia branca tentando escapar por entre as beiradas .No canto direito , perto da grande janela , me deparei com mais uma mala idêntica à outra, escrito bem grande , em cima dela , com spray : '' ME LIVRAR '' . Havia correntes e cadeados em volta dela , como se o conteúdo estivesse protegendo uma bomba que fosse explodir a qualquer momento .Percebi a clara intençao daquilo tudo . Jason estava se preparando para fugir . Mas fugir de que ?Quando olhei em direção à janela , me deparei com uma loja de televisores usados que havia do outro lado da rua . Todas as tv's estavam ligadas e no mesmo canal , no jornal das 20:00 p.m . Basicamente , com o que consegui ler das legendas ,o jornal dizia que com os dois corpos encontrados hoje, a polícia tem provas mais do que suficientes para buscar o assassino . E que estavam se dirigindo para o local onde descobriram que ele morava , de acordo com dados confidenciais , naquele exato momento , com as ordens de prisão . E , em sequencia , fora divulgada a foto do suspeito , obtida graças à câmera de vigilância . Meu coração gelou . Era Jason , usando a mesma roupa no dia em que o corpo de Helena fora encontrado no gramado da frente da nossa escola , e com a mesma roupa no dia da festa .
Apoiei as mãos no parapeito da janela , apertando os olhos com mais força possível para ter certeza de que eu não estava vendo coisas . Não , minha visão estava clara o bastante . E não havia nenhum problema com meus óculos . Eu simplesmente não queria enxergar os fatos.Ouvi a porta da suíte se abrir,com um barulho com se estivesse sendo escancarada . E pude sentir também , uma forte respiração atingindo meu pescoço e, pelo cheiro familiar de colônia barata , eu sabia quem era . Me virei para encará-lo , com os olhos embaçados de lágrimas .–Jason , então é voc... -- Mas não pude terminar a minha frase . Alguma coisa dura bateu com muita força na minha cabeça , fazendo-me cair no chão , de lado . Pude enchergar de forma embaçada os pés da cama , e um familiar par de All Star's preto . Porém , meus olhos se fecharam e perdi completamente os sentidos.
Fale com o autor